quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Empresa de fachada recebeu R$ 8 milhões de consórcios contratados pela CPTM

Notícias

Trata-se da JFM Engenharia, que também recebeu R$ 40 mil da Focco Tecnologia e Engenharia Ltda, empresa na qual o ex-diretor da CPTM João Roberto Zaniboni já teve participação, segundo a base de dados da Junta Comercial de São Paulo (Jucesp). Zaniboni foi indiciado pela Polícia Federal (PF) na investigação que apura formação de cartel e desvios de recursos públicos na compra e reforma de trens da CPTM e do Metrô em São Paulo e que foi iniciada em 2008.

Valor Econômico - RF
foto - ilustração
Uma empresa classificada como "de fachada" pela Receita Federal recebeu ao menos R$ 8 milhões de três consórcios com contratos firmados com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), empresa do governo do Estado de São Paulo, de acordo com investigações da Operação Lava-Jato.
Trata-se da JFM Engenharia, que também recebeu R$ 40 mil da Focco Tecnologia e Engenharia Ltda, empresa na qual o ex-diretor da CPTM João Roberto Zaniboni já teve participação, segundo a base de dados da Junta Comercial de São Paulo (Jucesp). Zaniboni foi indiciado pela Polícia Federal (PF) na investigação que apura formação de cartel e desvios de recursos públicos na compra e reforma de trens da CPTM e do Metrô em São Paulo e que foi iniciada em 2008. Ele também chegou a ter seus bens bloqueados em 2013 por ordem da 6ª vara criminal da Justiça federal de São Paulo e já foi condenado na Suíça por lavagem de dinheiro.
A Focco, empresa pela qual o ex-diretor da CPTM prestou serviços de consultoria, continua com as contas bancárias bloqueadas judicialmente.
Laudo elaborado pela Receita concluiu que a JFM Engenharia não realizou, "efetivamente, qualquer prestação de serviços, sendo mais uma pessoa jurídica de fachada utilizada para o pagamento de vantagens indevidas".
O documento fiscal, anexado à investigação que apura o envolvimento da Mendes Júnior no suposto cartel de empreiteiras da Petrobras, aponta que a JFM não declarou dispor de funcionários entre 2010 e 2013, período em que recebeu os cerca de R$ 8 milhões de empresas contratadas pela CPTM, entre as quais a Mendes Júnior.
Zaniboni foi diretor de operações da CPTM de 1999 a 2003, durante as gestões dos governadores tucanos Mário Covas (que morreu em 2001) e Geraldo Alckmin, atual chefe do Executivo paulista.
Em nota, a CPTM negou ter feito pagamentos às empresas investigadas pela Lava-Jato.
"A CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos] nunca teve, não possui contato, nem efetuou pagamentos a estas empresas. As obras e serviços, segundo demanda da própria reportagem, foram realizados pelos consórcios contratados de acordo com a Lei de Licitações". Segundo a empresa, os contratos foram cumpridos.
A reportagem não conseguiu manter contato com João Roberto Zaniboni até o fechamento desta edição.
Fonte - Revista Ferroviária  03/08/2016

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pela sua visita,ajude-nos na divulgação desse Blog
Cidadania não é só um estado de "direito",é também um estado de "espírito"