segunda-feira, 11 de abril de 2016

Governo do MT quer acordo com consórcio para definir retomada da obra do VLT em 60 dias

Transportes sobre trilhos

As negociações estão em andamento. Ao longo dos próximos 60 dias queremos resolver todas as diferenças com o Consórcio e chegar a um acordo no âmbito da Justiça Federal. Caso isso não ocorra, vamos aguardar a decisão da justiça e trabalharemos as possibilidades de seguir em frente, com ou sem o consórcio. 

Folha Max - MT
foto - ilustração
O Governo do Estado apresentou na quinta-feira (07.04) o relatório final elaborado pela auditoria independente KPMG sobre as obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). O contrato do modal está suspenso pela Justiça Federal a pedido do Estado e Ministérios Públicos Estadual e Federal, devido a indícios de irregularidades na entrega das obras, como prazos e qualidade, além dos valores pagos ao consórcio responsável pelo modal.
Apesar da judicialização do contrato, o Governo do Estado tem tentado uma conciliação com o Consórcio VLT, responsável pela obra, a fim de dar continuidade à construção do modal o mais breve possível.
“As negociações estão em andamento. Ao longo dos próximos 60 dias queremos resolver todas as diferenças com o Consórcio e chegar a um acordo no âmbito da Justiça Federal. Caso isso não ocorra, vamos aguardar a decisão da justiça e trabalharemos as possibilidades de seguir em frente, com ou sem o consórcio. Queremos que eles continuem, mas com responsabilidade”, disse o secretário do Gabinete de Assuntos Estratégicos, Gustavo de Oliveira.
Segundo Gustavo, independente da solução judicial, o VLT será construído em sua totalidade. Composto por duas linhas (Aeroporto – CPA e Coxipó – Porto), com total de 22 quilômetros, o primeiro trecho a ser concluído será do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, até o bairro do Porto, em Cuiabá.
“O estudo feito pela KPMG foi importante para nos dar um vislumbre do futuro. Não é economicamente viável abrir mão do modal ou qualquer uma das duas linhas. Se deixássemos de construir uma delas, o impacto econômico seria muito grande e o aporte do Governo para a manutenção teria que ser ainda maior”, explicou o secretário.
De acordo com o relatório, o Estado deve arcar com R$ 37,5 milhões anuais para subsidiar a operação do VLT. A auditoria mostrou ainda que uma Parceria Público Privada (PPP) seria a melhor alternativa para a operação do modal, já que o sistema de transporte não é autossuficiente.
“O primeiro trecho do VLT [Aeroporto – Porto] está fisicamente mais avançado. Já tem os trilhos instalados e uma das estações pronta. Colocar este trecho em teste operacional possibilitará que a população conheça melhor e, além disso, permite ao Estado começar a negociar com empresas uma Parceria Público-Privada, que será essencial para nos ajudar com os aportes para funcionamento do VLT”, explicou o secretário.
Para que o VLT funcione, será necessária a contratação de 537 funcionários pela empresa que administrar o transporte, além dos gastos com energia, serviços terceirizados, manutenção, serviços e mão de obra administrativo e margem de lucro de 7%. A KPMG concluiu que o primeiro ano de operação, levando por base os preços de 2015, custariam R$ 84.746.939,00.
Fonte - ANPTrilhos  11/04/2016

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