domingo, 4 de setembro de 2016

Rio tem mais um dia de protestos contra Temer

Política

A concentração dos ativistas ocorreu no final da manhã na praia de Copacabana, em frente ao tradicional hotel Copacabana Palace.Em seguida, a multidão marchou em direção ao Canecão, espaço que vem sendo palco de inúmeras atividades culturais promovidas pelo movimento Ocupa Minc Rj.

Sputnik
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Milhares de manifestantes foram às ruas neste domingo no Rio de Janeiro para protestar contra o presidente Michel Temer, cujo mandato foi confirmado nesta última semana após o final do processo de impeachment de Dilma Rousseff.
A concentração dos ativistas ocorreu no final da manhã na praia de Copacabana, em frente ao tradicional hotel Copacabana Palace. Em seguida, a multidão marchou em direção ao Canecão, espaço que vem sendo palco de inúmeras atividades culturais promovidas pelo movimento Ocupa Minc Rj. Em entrevista à Sputnik, Vitor Guimarães, representante do MTST e da frente Povo Sem Medo, questionou a legitimidade do novo governo, acusando o presidente Temer de ter realizado um golpe para chegar ao poder. "A gente está na rua porque o presidente que assumiu é um presidente ilegítimo. Entrou por causa de um golpe e a gente não aceita ele como presidente do Brasil", declarou.
Segundo Guimarães, a ex-presidenta Dilma não cometeu crime de responsabilidade e, por esse motivo, não deveria ter sofrido impeachment. Para ele, o processo foi iniciado como vingança do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, "que é um dos maiores corruptos do Brasil", e culminou na implantação de "um programa que não foi eleito nas urnas".
Sobre os inúmeros escândalos de corrupção que atingem muitos políticos aliados de Temer, Vitor Guimarães acredita que as investigações das irregularidades sofrerão uma acentuada desaceleração após a mudança do Executivo. "Com certeza, eles querem parar as investigações, eles querem tirar o poder da Polícia Federal de fazer ações independentes", opinou. "Tudo o que poderia acontecer de ruim está vindo agora: corte de direitos trabalhistas, corte de direitos sociais, desmonte das investigações contra a corrupção. Todos os ganhos que a gente conseguiu ao longo dos últimos anos, mesmo com muitos problemas (e nós temos muitas críticas), estão sendo desmontados por umas canetadas de um punhado de golpistas", concluiu.
Fonte - Sputnik  04/09/2016

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