quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Presidente do STF veta sessões do impeachment no fim de semana

Política

O presidente do Supremo,Ricardo Lewandoviski,vetou,nessa terça-feira (2),a possibilidade de convocar sessões do julgamento final do impeachment para sábados ou domingos,como haviam defendido o presidente da comissão,Raimundo Lira,e o presidente do senado,Renan Calheiros,e disse que só vai marcar a data do julgamento após a votação do dia 9,mas adiantou que o início do julgamento não será antes do dia 25 de agosto.

Lucas Pordeus Leon - EBC
foto - ilustração/arquivo
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandoviski, vetou, nessa terça-feira (2), a possibilidade de convocar sessões do julgamento final do impeachment para sábados ou domingos, como haviam defendido o presidente da comissão, Raimundo Lira, e o presidente do senado, Renan Calheiros, ambos do PMDB.
O ministro do STF também propôs limitar o número de testemunhas que serão convocadas na última etapa do processo. Seriam, no máximo, cinco testemunhas de defesa e cinco de acusação.
O ministro Lewandoviski conversou com o presidente da comissão do impeachment, Raimundo Lira, do PMDB. O senador disse que a palavra final sobre a data do julgamento é do presidente do Supremo.
Nesta terça-feira, o relator da Comissão do impeachment, senador Antônio Anastasia, do PSDB, leu o relatório final e aceitou a denúncia de crime de responsabilidade contra Dilma Rousseff. No texto, Anastasia afirma que houve participação, por ação ou omissão, de Dilma em atos que, segundo o relator, violaram a Constituição e fraudaram as contas públicas para ampliar os gastos.
O advogado de defesa da presidenta afastada, José Eduardo Cardozo, disse que o senador resolveu seguir a determinação do partido, o PSDB, ao aceitar a denúncia contra Dilma Rousseff.
A atual oposição fez um voto em separado na Comissão para contradizer o texto do relator Anastasia. Nesta quarta-feira, será feita a discussão do relatório. Na quinta-feira, ocorre a votação na Comissão do Senado e no dia 9 de agosto, no plenário da Casa.
O presidente do Supremo, Ricardo Lewandoviski, disse que só vai marcar a data do julgamento após a votação do dia 9, mas adiantou que o início do julgamento não será antes do dia 25 de agosto.
A proposta de convocar sessões no fim de semana para antecipar o desfecho do impeachment dividiu opiniões. O senador Romero Jucá, do PMDB, defende uma data do julgamento final antes da reunião do G20, grupo das 20 maiores potências econômicas do planeta, marcada para o início de setembro.
No plenário, o senador Lindbergh Farias, do PT, denunciou que o governo interino estaria pressionando para antecipar a votação final.
Governistas negaram qualquer pressão do Palácio do Planalto. Se o plenário aceitar a denúncia contra Dilma Rousseff no próximo dia 9, tem início a última fase do processo de impeachment, que é a do julgamento.
Fonte - EBC  02/08/2016

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