terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

"Mão de obra tem que ser nossa", diz Rui Costa em negociação com chineses

Infraestrutura  🚄 🚢 

Para o governador, “eles podem até trazer especialistas, porque têm tecnologia e conhecimento quem podem servir de aprendizado para nossos engenheiros e técnicos, mas a maior parte da mão de obra tem que ser nossa”. Rui também informou que os empresários chineses estão convictos de participar da licitação da Fiol, que o governo federal prevê lançar edital, "no mais tardar em julho deste ano", para o trecho de Caetité até Ilhéus, e depois, do restante, até a divisa da Bahia. "Até o fim deste ano, teremos o início das obras da Fiol e do porto".

Da Redação
foto - ilustração
As empresas chinesas que estão em negociação com o Governo do Estado para investir em projetos estruturantes, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul, terão que utilizar mão de obra local durante a construção dos equipamentos. Foi o que o governador Rui Costa reafirmou à comitiva de executivos chineses durante a apresentação do Carnaval da Bahia ao grupo, na noite de segunda-feira (27), no circuito Dodô (Barra-Ondina). "No início da nossa conversa, já tinha dito a eles que o modelo utilizado na África, com 100% de aproveitamento da mão de obra chinesa, não nos interessa", disse Rui.
Para o governador, “eles podem até trazer especialistas, porque têm tecnologia e conhecimento que podem servir de aprendizado para nossos engenheiros e técnicos, mas a maior parte da mão de obra tem que ser nossa”. Rui também informou que os empresários chineses estão convictos de participar da licitação da Fiol, que o governo federal prevê lançar edital, "no mais tardar em julho deste ano", para o trecho de Caetité até Ilhéus, e depois, do restante, até a divisa da Bahia. "Até o fim deste ano, teremos o início das obras da Fiol e do porto".
O governador informou ainda que estão agendadas reuniões no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, inclusive para discutir a construção da ponte Salvador-Itaparica, projeto em estudo aprofundado pelos chineses. No próximo mês haverá encontro com os sócios da Bahia Mineração (Bamin), com os quais os chineses querem firmar parceria, “para bater o martelo sobre o Porto Sul”.
Rui enfatizou que ao visitar a Bahia nos últimos dias, na área de instalação da Fiol e do porto, a comitiva confirmou o que o Governo do Estado tem informado. “Não brincamos com a informação. É preciso ser rígido. Estamos um processo de aproximação, onde se ganha mutuamente porque não se trata de doação e de filantropia. Eles são hoje grandes empresas, com recursos do governo e do banco estatal, que têm interesse que as empresas façam negócios no exterior. Eles querem investir no Brasil e, por toda a interlocução, têm decisão de fazer negócios na Bahia".
O Governo do Estado tem o metrô de Salvador a seu favor para obter a confiança dos chineses. "Mobilidade que deu certo e é referência no Brasil. Isso está nos empoderando, capacitando para ganhar confiança no mercado e atrair muita gente. Por isso, a licitação do VLT tem muito interesse. Solidificamos uma imagem pública de um estado organizado e sério", completou.
Com informações da Secom Ba. 28/02/2017

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