sábado, 30 de abril de 2016

Primeiro parque eólico do Maranhão será instalado na região dos lençóis

Sustentabilidade

A instalação do primeiro parque eólico do estado,com capacidade inicial de 220 megawatts,no município de Paulino Neves traz benefícios em cadeia à comunidade que habita no entorno.Do fornecimento de energia aos royalties distribuídos aos moradores,a energia dos novos moinhos trará bons ventos a centenas de maranhenses,mudando a realidade da região.

O Imparcial
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A extensão da MA-315, conexão entre os municípios de Paulino Neves e Barreirinhas, garante, na primeira fase, o início de um empreendimento inédito no Maranhão: a instalação do primeiro parque eólico do estado. Com capacidade inicial de 220 megawatts, a instalação do parque eólico no município de Paulino Neves traz benefícios em cadeia à comunidade que habita no entorno. Do fornecimento de energia aos royalties distribuídos aos moradores, a energia dos novos moinhos trará bons ventos a centenas de maranhenses, mudando a realidade da região. As obras de terraplanagem da rodovia já foram concluídas.
Investimentos nas potencialidades do estado são uma das estratégias do governador Flávio Dino para trazer bons resultados ao Maranhão. “Vivemos um modelo de governança amplo, aberto e com parcerias eficazes. Este é mais um importante passo para criar um ambiente favorável ao empreendedorismo no Maranhão. Hoje há uma relação de maior qualidade entre o poder público e os investidores privados no Maranhão”, disse Flávio Dino.
Projeto resgatado pela Ômega Engenharia, inicialmente concebido pela empresa Bioenergy, o parque eólico de Paulino Neves tem orçamento previsto de R$ 1 milhão. A proposta inovadora do Governo do Maranhão abrange uma contrapartida social, que alcança os moradores da região, os proprietários das terras onde a usina se instalará. A legislação nacional específica de regulamentação da energia eólica ainda está em discussão.
“Com esse projeto, acrescentamos uma de nossas soluções para o cumprimento do projeto do governador Flávio Dino, para elevar a qualidade de vida dessas populações”, disse a secretária Crisálida Fonseca ao explicar que para o Governo do Maranhão não importa apenas o desenvolvimento econômico, mas é fundamental que haja também desenvolvimento social.
“O que fizemos de aproveitamento para a região é que, diferentemente de outros estados, como o Rio Grande do Norte, onde não há nenhuma compensação para o estado com a energia produzida, é que aqui haverá royalties, que vão ser pulverizados para as famílias titulares das terras. A empresa deve instalar a usina e pagar o terreno onde vai colocar a torre a cada um dos proprietários”, explicou o secretário adjunto de Estado de Minas e Energia, Raimundo Fraga.
“Esta é uma forma de ter uma fonte de renda naquela área, uma das áreas do Maranhão sem oportunidades, sem grandes empregos. Tem como vocação o turismo, mas também tem uma grande vocação para geração de energia. Vai dar um ganho extra para que ele eduque melhor a família, alimente melhor a família, tenha essa fonte de renda extra”, completou. Por meio do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), o Governo do Maranhão já havia cedido o direito de propriedade, o título de terras aos moradores da área.
A via abrirá um leque de novas oportunidades aos moradores da região. Além do desenvolvimento global da área, haverá geração de emprego e renda a partir da aplicação da mão de obra local nas obras de construção e pavimentação da rodovia e de outros equipamentos de fomento ao turismo local. O dinheiro que passará a circular na região, com a instalação do parque eólico, promete aquecer o mercado local. De acordo com Fraga, o ciclo de desenvolvimento deve fomentar a criação, inclusive, de estabelecimentos comerciais, como mercearias, farmácias e pequenos empreendimentos.

Potencial energético
O desenvolvimento de mais uma vocação regional fortalece o Maranhão e abre novos horizontes de evolução econômica para a região dos Lençóis Maranhenses, colocando-a no contexto geográfico de matrizes energéticas renováveis. “No Brasil, temos algumas regiões de alto potencial, na região Nordeste, há um dos maiores potenciais do mundo. Aqui no Maranhão, nós dispomos de ventos favoráveis vindos da costa africana para a brasileira e que na maior parte do tempo são unidirecionais. As caravelas de Cabral utilizaram esses ventos para se transportar da costa da África para cá e nós vamos usá-lo para produzir energia”, exclamou Fraga.
Ao todo, o potencial produtivo da região é de quatro gigawatts, englobando os municípios de Araioses, Água Doce do Maranhão, Paulino Neves, Barreirinhas, Primeira Cruz e Santo Amaro. A energia seria capaz de abastecer quatro estados com a dimensão do Maranhão.
A produção inicial da Ômega será de 220 megawatts, com possibilidade de expansão. O contrato firmado com o governo federal garante o início do fornecimento de energia regularmente a partir do segundo semestre de 2017. A energia vinda do complexo instalado no Maranhão abastecerá especialmente a região Sul do país, tendo em vista que o Maranhão já produz mais energia do que consome atualmente.

Sustentabilidade
Para o secretário adjunto de Obras Rodoviárias da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Samuel Gonçalves, a usina representa um avanço significativo para o estado. “A possibilidade de implantação do parque eólico é interessante para o estado, porque é uma energia limpa, da qual hoje todos estão indo atrás, uma tecnologia totalmente limpa e não agressiva ao meio ambiente e ao ecossistema. Um grande ganho ao nosso estado”, comentou.
O estudo de viabilidade do empreendimento contou com o atendimento de uma série de pré-requisitos de ordem ambiental, dentre os quais, a apresentação de Licença Ambiental, de Plano de Controle Ambiental e de pesquisas a Empresa Brasileira de Pesquisa Energética. Segundo a Secretaria Estadual de Minas e Energia, os requisitos de sustentabilidade garantem margem de segurança contra impactos ambientais.

Mais oportunidades
A instalação do parque eólico garante uma linha de transmissão de energia, que representa 40% do orçamento do projeto. A linha de transmissão conta com torres – onde serão fixados cabos de transmissão – implantadas em uma rota que sai de Paulino Neves e vai até Miranda do Norte. A viabilização da linha de transmissão abrirá, ao todo, outras mil vagas de emprego temporário aos municípios da região do Parque dos Lençóis, Paulino Neves e Araioses.
Já as torres que sustentam as turbinas de geração de energia eólica possuem 100 metros de extensão, além de 30 metros de fundação; cada pá que compõe as turbinas, 60 metros de raio. As turbinas serão instaladas próximas à orla da praia, em área semelhante ao semiárido.
Fonte - O Imparcial  30/04/2016

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