terça-feira, 5 de julho de 2016

Carta a Parente

Política

"As maiores multinacionais de capital privado do setor do petróleo não repõem suas reservas na taxa que são esgotadas, têm produção declinante, apresentam resultados financeiros fracos, e perderam boa parte de sua capacidade tecnológica, ao terceirizar suas atividades às empresas prestadoras de serviço. Em uma palavra, definham", adverte o documento. 

Portogente
foto - ilustração/Arquivo
Partiu da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) uma carta de 23 páginas, esta sem poesias ou muchochos, ao presidente da Petrobras, Pedro Parente, nomeado pelo governo interino Michel Temer. Segundo a entidade, a iniciativa é oportuna considerando a revisão do planejamento estratégico da companhia e a polêmica criação da nova Diretoria de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão.
"As maiores multinacionais de capital privado do setor do petróleo não repõem suas reservas na taxa que são esgotadas, têm produção declinante, apresentam resultados financeiros fracos, e perderam boa parte de sua capacidade tecnológica, ao terceirizar suas atividades às empresas prestadoras de serviço. Em uma palavra, definham", adverte o documento. E prossegue: "Entre as principais causas, a adoção de modelo de negócios baseado em premissas falsas, com objetivo de maximizar o valor para o acionista no curto prazo, com precária visão estratégica ao não compreender o ambiente de negócios, seguindo bovina e consensualmente* planos similares baseados em informações de “consultorias independentes”, ao negar restrições socioeconômicas, além de ignorar limites naturais. Caso a Petrobras adote modelo parecido terá o mesmo destino, em breve."
A Aepet também defende que a petrolífera brasileira "deve preservar e promover a capacidade do seu corpo técnico, evitar a terceirização com a contratação de serviços técnicos via prestadoras de serviços. A história demonstrou que, nesta indústria intensiva em tecnologia, é essencial preservar as vantagens competitivas conferidas pela liderança tecnológica. É necessário que o corpo técnico próprio conduza a pesquisa e a inovação, a elaboração dos projetos básicos, a compra dos materiais e equipamentos, a supervisão da construção e da montagem, além da integração das diversas disciplinas dos empreendimentos. São aspectos essenciais para preservar a Petrobrás contra a corrupção".
Como diz o economista Delfim Netto, em recente artigo na revista CartaCapital, o Brasil precisa sair, urgente, da encrenca em que foi envolvido e pede que até o Natal tenhamos certo quem estará à frente da Presidência da República. Nessa linha, apelamos: punam-se quem obteve dinheiro ilicitamente, mas que isso não se confunda com a grandeza e importância da Pertrobras - gigante ainda maior com o poder do pré-sal, que é sim do Brasil.
*Grifo nosso
Fonte - Portogente  05/07/2016

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