Editoriais

Brics e as mudanças no mundo

Os maiores símbolos da hegemonia financeira e econômica do imperialismo no sistema mundial que se formou ao final da 2ª Guerra Mundial  o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial se defrontam desde a última semana com a evidência de seu desgaste e declínio.

Editorial do sítio Vermelho
A 5ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), realizada em Durban, África do Sul, nos dias 26 a 27 de março, aprovou a criação do banco de investimentos do grupo, para financiar investimentos e apoiar a economia dos países do Brics e de outros países em desenvolvimento. Também de grande alcance foi a criação do fundo de reservas de divisas do grupo.
Trata-se de um golpe significativo contra a hegemonia financeira, que sustenta os interesses imperialistas dos EUA, da Grã-Bretanha e outras nações europeias que dominam a economia mundial e usam o FMI e o Banco Mundial como ferramenta para submeter os demais países e drenar riquezas acumuladas pelos centros capitalistas do planeta. Desde sua origem, em 1944, estes organismos internacionais foram instrumentos para defender – e impor – aos demais países os interesses dos grandes países capitalistas que são seus maiores acionistas: Estados Unidos, Alemanha, Japão, França e Reino Unido.
Ao fundar seu próprio banco de investimentos, os países do Brics criam um instrumento alternativo e capaz de atender às necessidades de desenvolvimento dos países do “sul”.
Hoje, o Brics acumula mais da metade das reservas de divisas no planeta, juntando um poderio financeiro contra o qual os tradicionais donos do mundo (EUA e Europa Ocidental) têm hoje dificuldades para se contrapor. Além disso, estas cinco nações são responsáveis hoje por mais de 21% do PIB global, fatia que pode dobrar em uma década. São países cujo crescimento contrasta com o marasmo e a estagnação que afeta os países ricos; representam, hoje, o maior mercado do planeta, constroem uma base industrial sólida, têm recursos humanos cada vez mais qualificados. Têm, juntos, quase metade da população mundial (42%) e da força de trabalho do planeta (45%).
A presidenta brasileira Dilma Rousseff – que, com seus colegas da Rússia, China, Índia e África do Sul – foi uma das fundadoras do novo banco, comemorou a decisão como "um passo à frente, com contornos concretos”, complementado por outra iniciativa importante representada pelo acordo, entre estes países, a respeito das reservas financeiras mantidas por cada um deles. Nesse sentido, foi criado um fundo de reservas de divisas de contingência com um valor inicial de US$ 100 bilhões.
As medidas anunciadas pelo Brics fortalecem os países emergentes em face das imposições do imperialismo. Permitem a construção de agendas próprias de desenvolvimento, fomentando o crescimento, a cooperação e o comércio fora – e contra – os ditames do imperialismo, mobilizando recursos para financiar projetos de infraestrutura e o desenvolvimento sustentável.
A integração financeira, autônoma, dos países do Brics foi complementada por outras decisões estratégicas. Uma delas foi a de interligar os países por meio de uma rede de cabos submarinos, favorecendo as comunicações sem a interferência de instrumentos controlados pelo imperialismo. Outra, referente ao uso das reservas já acumuladas, foi a de criar uma reserva de risco para o comércio e o desenvolvimento, permitindo que os países do Brics enfrentem, de maneira autônoma, dificuldades na balança de pagamentos, e funcione como um instrumento de estabilização econômica contra as crises financeiras globais.
Outra medida de extrema importância anunciada em Durban foi o acordo entre Brasil e China para eliminar o dólar no comércio entre os dois países. Com isso, protegem o intercâmbio mútuo das variações do valor da moeda dos EUA. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou o empenho do governo brasileiro em envolver os demais países do bloco nesse acordo.
O Brics surgiu na cena política e econômica mundial há mais de dez anos, como uma sigla (que então era apenas Bric, quando ainda não incluía a África do Sul). Deste então o grupo se fortaleceu, tornando-se – sobretudo diante da grave crise da economia capitalista – um importante motor da economia mundial. Seu crescimento e fortalecimento econômico e político introduzem elementos novos no redesenho do mapa do poder no planeta e são um dos aspectos a assinalar o declínio das posições dos Estados Unidos e da ordem econômico-financeira fundada após a 2ª Grande Guerra, em meados do século passado. As decisões tomadas em Durban, na última semana, acrescentam novos elementos na luta das nações emergentes pela alteração desse quadro e criação de uma nova ordem.
Fonte -  Blog do Miro 02/04/2013


Boa hora para mudar o Supremo


André Coelho 
Não funciona bem um tribunal em que juízes dormem de toga e um julgamento tem de ser apressado ou retardado porque um ministro faz 70 anos

Com Texto Livre
O julgamento do chamado "mensalão", certamente o que nos últimos tempos mais atraiu atenções para o Supremo Tribunal Federal, é um bom motivo para o país sair da letargia em relação a alguns temas que estão sendo, indiretamente, colocados em pauta. O julgamento faria bem ao Brasil se fosse além do julgamento em si e mudasse algumas práticas nocivas.
O primeiro tema que poderia ser discutido, e mais óbvio, é o sistema eleitoral brasileiro e suas repercussões no sistema político. O caixa dois em campanhas eleitorais e o financiamento ilegítimo a políticos e a partidos é o cerne da questão em exame no Supremo. Na verdade, a prática é usual há anos, e exercida por 95% dos políticos brasileiros, no mínimo. As eleições estão cada vez mais caras e assim a política vai se tornando atividade para milionários ou para pessoas que se tornam reféns de seus financiadores de campanha, no caixa um ou no caixa dois.
O julgamento é um bom motivo para mudar, também, o sistema judiciário brasileiro, e particularmente o antiquado Supremo Tribunal Federal. Diversas questões poderiam ser colocadas para discussão:
– Os ministros devem mesmo ser nomeados pelo presidente da República depois de submetidos a um sabatina formal e vazia no Senado?
– Os ministros devem ser vitalícios ou deveriam ter um mandato?
– É preciso mesmo que os ministros se aposentem compulsoriamente aos 70 anos?
– As atribuições do tribunal não poderiam ser reduzidas, com menos processos e menos julgamentos?
5 – O ritual formalístico-burocrático é mesmo necessário, não poderia ser simplificado? Não é geralmente apenas perda de tempo e causa gastos desnecessários?
Há muito mais aspectos no funcionamento do Supremo que poderiam ser discutidos. Só não venham dizer que está tudo bem do jeito que é. Não pode estar bem um tribunal em que:
Um processo como esse demora sete anos para ser julgado (e há processos esperando há mais de 20 anos).Ministros usando ridículas togas dormem em suas cadeiras enquanto estão falando advogados que também usam ridículas togas.
Uma ministra deixa o julgamento pela metade porque preside outro tribunal e isso é considerado normal pelos demais ministros.
Um julgamento importante tem de ser apressado para que um ministro que está fazendo 70 anos tenha tempo de votar. Ou retardado para que ele não vote, dependendo do ponto de vista. Com 70 anos e duas semanas de vida o ministro estará velho demais para decidir.
Hélio Doyle
Fonte -  Sintonia Fina  08/08/2012


Diagnóstico da Corrupção no Brasil

Por Antoniel Ferreira Junior
A Prefeitura de Salvador não é em nada diferente do que ocorre no país, pois aqui tal prática tem íntima correlação com as terceirizações no serviço público, pois se terceirizam aqueles postos de trabalho que outrora deveriam ser destinados aos cargos públicos de provimento efetivo e que deveriam ser ocupados por quem prestou concurso público para barganhar empregos em troca de votos.
Neste jaez tal barganha de empregos em troca de votos retrata a reconfiguração do "voto de cabresto" no século XXI, onde o trabalhador é coagido a votar em determinado candidato como condição a se manter no emprego caso contrário será demitido (da mesma forma que o desempregado também é obrigado a votar em determinado candidato para ter a expectativa de conseguir um emprego após as eleições, só que não há vagas para todos os aliciados) e por isso terceirizar vagas destinadas a cargos públicos tornou-se um nefasto instrumento de perpetuação política e que desvirtua o voto livre e universal previsto no artigo 14 da Constituição Federal e que para muitos só existe no papel.
Por outro lado há outro aspecto importante e que consiste em se obter fontes ilícitas de financiamento de campanhas eleitorais mediante contratos de prestações de serviços "superfaturados" derivados de processos licitatórios nos quais os preços são combinados entre as empresas participantes do certame a fim de assegurar um pagamento "a maior" do que a média de mercado.
Aqui em Salvador, o marco zero das terceirizações no âmbito da prefeitura foi no ano de 1997 quando o ex-prefeito Antonio Imbassahy baseado num Parecer do Ministério Público Estadual demitiu dos quadros da Prefeitura Municipal de Salvador 4.741 funcionários não-concursados, ou seja, funcionários que não prestaram concurso público, acontece que ao longo dos 8 anos da gestão Imbassahy (1997-2004) não foram realizados concursos públicos para preencher as 4.741 vagas remanescentes destas demissões.
Na atual gestão as más práticas administrativas continuam, razão do TCM - Tribunal de Contas dos Municípios ter rejeitado consecutivamente as contas do alcaide nos dois últimos ano (referentes ao exercício financeiro de 2009 e 2010). Atualmente a Prefeitura Municipal de Salvador gera cerca de 66.000 empregos diretos dentre os quais aproximadamente 22.000 são servidores concursados e os demais 44.000 não atenderam as disposições legais do artigo 37, inciso II da Constituição Federal e não prestaram concurso público para tais vagas, sendo em sua expressiva maioria trabalhadores terceirizados e em menor escala ocupantes de cargos em comissão.
Como estamos em ano eleitoral é bem provável que os números estejam defasados...
No Brasil existem basicamente três modalidades de regimes previdenciários, senão vejamos.
O R.P.P.S. - Regime Próprio de Previdência Social e que é destinado exclusivamente aos servidores públicos ocupantes de cargos de provimento efetivo tem previsão normativa originária nos artigos 40 e 201 da Constituição Federal e é gerido de forma autônoma por cada um dos entes federativos.
O R.G.P.S - Regime Geral de Previdência Social refere-se aos trabalhadores celetistas da iniciativa privada e aos empregados públicos, onde as relações são regidas pela CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas (Decreto Lei nº 5.452/1943) e é gerido pelo INSS - Instituto Nacional do Seguro Social, autarquia federal vinculada ao Ministério da Previdência Social, tem previsão legal no artigo 201 da Constituição Federal, nas Leis Federais nº 8.212/1991 e 8.213/1991.
Também existe o R.P.C. - Regime Previdenciário Complementar que geralmente são administrados empresas privadas e a sua adesão se dá de forma optativa (escolha) e contratual (instrumento pelo qual se formaliza a adesão ao RPC), os RPCs são administrados por empresas conhecidas como fundos de pensão, apesar de poucos existem fundos de pensão estatais. Os RPCs tem previsão normativa no artigo 202 da Constituição Federal e nas Leis Complementares nº 108/2001 e nº 109/2001.
Vale destacar que terceirizar postos de trabalho destinados a cargos públicos é deveras prejudicial aos cofres públicos, visto que o órgão público contratante além de ter que arcar com o lucro do prestador de serviços ainda se obriga a pagar todos os consectários contratuais trabalhistas do empregado do prestador de serviços e que no fim das contas geram encargos que comparativamente podem ser o dobro ou até mesmo o triplo dos encargos gerados por um servidor público concursado que prestou concurso público para ocupar o cargo de provimento efetivo (atividade-fim).
Não obstante, além dos expressivos gastos com as terceirizações que sinalizam até mesmo desperdício de dinheiro público, ocorre a notória descapitalização do fundo destinado ao R.P.P.S. - Regime Próprio de Previdência Social dos servidores públicos da Prefeitura Municipal de Salvador e a inevitável falência do órgão que faz a gestão previdenciária dos servidores públicos municipais vinculados a Prefeitura de Salvador, o PREVIS (antigo IPS) seria a consequência mais óbvia e elementar diante de duas variáveis conjecturais senão vejamos.
Ordinariamente, em todos os meses são concedidas aposentadorias aos servidores ativos que posteriormente tornam-se inativos e isso implica em cognição sumária o aumento de despesas ao PREVIS (órgão que faz a gestão previdenciária) sem qualquer perspectiva de capitalização com a admissão de novos servidores que deveriam prestar concurso público para ocupar tais vagas remanescentes deixadas pelos servidores que se aposentaram, só que na prática estas vagas remanescentes são ocupadas por funcionários terceirizados que são celetistas (CLT) e no âmbito previdenciário estão vinculados ao R.G.P.S. - Regime Geral de Previdência Social cujo gestor é o INSS - Instituto Nacional da Seguro Social, autarquia federal vinculada ao Ministério da Previdência Social e que é responsável pela maioria das aposentadorias em território nacional.
Por força das terceirizações no serviço público os diversos órgãos previdenciários responsáveis pela gestão previdenciária (R.P.P.S.) dos servidores públicos tanto na esfera municipal, quanto na estadual e na federal tem passado por mal momentos em termos de fluxo de caixa para arcar com as aposentadorias dos servidores públicos.
É preocupante diante de tamanho desperdício de recursos públicos o governo federal com o famigerado PL - Projeto de Lei nº 1.992/2007 criar o FUNPRESP, trata-se do Fundo de Pensão dos Servidores Públicos Federais e assim almeja transferir todos os prejuízos advindos das terceirizações no serviço público federal para os próprios servidores públicos federais que terão que aderir a um R.P.C. - Regime Previdenciário Complementar (modalidade previdenciária de natureza optativa, contratual e que é gerido por uma empresa privada) e que será gerido por uma empresa privada a fim de tentar minimizar o problema sem qualquer garantia de compensação efetiva as perdas financeiras dos servidores públicos federais quando os mesmos se aposentarem.
As terceirizações no serviço público tanto na esfera municipal, quanto na estadual e federal retratam bem a promiscuidade do público com o privado onde os interesses políticos e econômicos convergem para as finalidades mais escusas, os noticiários veiculados na imprensa local e nacional demonstram bem isso, enquanto isso vemos a falta de escolas para os jovens, a precariedade nos serviços de saúde, a falta de saneamento básico a população, a segurança pública indo de mal a pior e o transporte público nem se fala, sem comentários. Neste aspecto o governo federal retorna a "promiscuidade" entre o público e o privado para tentar (sem nenhuma garantia de resultado) equacionar o problema previdenciário dos servidores públicos federais.
Diante do contexto de crise na representatividade sindical brasileira em que estamos inseridos, de uma coisa tenham certeza, se a proposta do PL nº 1.992/2007 vingar e o governo federal criar o RPC - Regime Previdenciário Complementar (de natureza optativa, contratual e que será gerido por uma empresa privada) dos servidores públicos federais através do FUNPRESP teremos o famoso "efeito cascata" nas demais esferas da administração pública visto que os governadores dos 26 Estados, do Distrito Federal e os prefeitos dos 5.565 municípios brasileiros na condição de representantes do poder executivo local encaminharão propostas similares para que o legislativo também aprovem a criação de R.P.C.s - Regimes Previdenciários Complementares para os servidores públicos vinculados aos demais entes federativos (Estados, Distrito Federal e municípios) e nos mesmos moldes do FUNPRESP.
As terceirizações de um modo geral desfalcaram a previdência dos servidores públicos e agora o governo quer que os próprios servidores públicos (que nada tem a ver com o problema) arquem com tais desfalques advindos de gestões que descumpriram as disposições constitucionais mais basilares referentes a administração pública, sobretudo o princípio da legalidade (artigo 5º, inciso II da CFRB).
Vejam esta entrevista no link abaixo do juiz de direito aposentado e Ministro da CGU - Controladoria Geral da União Dr. Jorge Hage e observem que o que ocorre Salvador não é em nada diferente do que acontece no Brasil.
Salvador, 06 de abril de 2012.
Antoniel Ferreira Junior
Servidor público municipal
Ex-conselheiro de saúde


A rejeição a Serra, por Paulo Nogueira

Por Nilva de Souza - DCM
Paulo Nogueira

Por que Serra é tão detestado? Me chamou a atenção a alegria com que muita gente recebeu as controvertidas denúncias contra Serra no livro A Privataria Tucana. Me parece que para muitos a principal virtude do livro consiste em atacar Serra. �nico vê-lo no papel de privatizador, ele que sempre pareceu contrariado com as privatizações e que jamais se identificou com o ideário neoliberal. Serra é o clássico ‘dirigista’, alguém que acha que o país deve ser guiado de cima para baixo por um Estado forte. Há, aí, uma comunhão de idéias entre ele e o que foi o mais esclarecido presidente nos anos militares, Ernesto Geisel.
Os jornalistas não gostam de Serra por um motivo óbvio: se puder, ele liga para os donos para tentar suspender uma reportagem que ele suspeite que não o tratará como herói. Caso saia um artigo que o irrite, ele também responde com ligações privadas para os donos ou os chefes do autor. Até em bobagens. Uma vez, quando trabalhava na Exame, dei a um texto sobre mais uma derrota eleitoral de Serra um título extraído de um poema de Gonçalves Dias: “Ainda uma vez, adeus”. Meu chefe na época, Antonio Machado, me avisou que Serra tinha ligado para se queixar de mim.
Muitos jornalistas atribuem sua demissão a pedidos de Serra. Em minha carreira, só vi alguém com o mesmo perfil: Delfim Netto, o czar da economia em boa parte do regime militar. Os jornalistas sabíamos que Delfim não hesitava em pedir cabeças quando contrariado com algum texto.
Sabemos, então, por que Serra é rejeitado pelos jornalistas. E pelos demais?
Bem, Serra parece reunir todas as características que fazem as pessoas desgostar de alguém. Tem um claro ar de superioridade, sem que haja razões para isso. Serra é, por formação, economista, mas jamais produziu um livro original, com idéias econômicas inovadoras. Sua arrogância se sustenta muito mais num caráter ególatra do que em bases de realidade, e isso incomoda duplamente. Se é difícil suportar um gênio difícil, pior ainda é aturar uma pessoa normal que se comporta como gênio.
Serra é, também, invejoso. Ele não participou da equipe que fez o Plano Real, e por isso jamais reconheceu nele a importância histórica de devolver aos brasileiros uma moeda que não se corroía continuamente.
Também não é grato. Em 2002, em sua campanha fracassada, jamais deixou claro aos brasileiros que se alinhava com o homem que viabilizara sua candidatura: Fernando Henrique Cardoso. Compare com a atitude de Dilma perante Lula. Dilma, numa cartinha recente a FHC, disse muito mais sobre a importância dele como presidente do que Serra em toda uma vida em que ambos estiveram na mesma trincheira.
A todos os atributos negativos, Serra acrescentou na última campanha um outro: a hipocrisia. Ele quis parecer um homem do povo, alguém que gosta de estar no meio das pessoas numa feira comendo pastel e falando do último capítulo de novela.Não colou.
Nem vou remeter ao farisaísmo presente na patética tentativa de transformar uma bolinha de papel num atentado na última campanha. Numa hipótese benevolente, isso foi fruto ao mesmo tempo do marqueteiro de Serra e de seu próprio desespero diante das pesquisas que já o davam como morto. Foi um horror, é verdade, mas com atenuantes. Por isso passemos por cima do falso atentado. Fiquemos com a essência: antipatizar com Serra é uma das raras coisas comuns aos brasileiros.
Dizer que o brasileiro não sabe votar é um clichê. Mas não ter levado Serra ao Planalto por duas vezes é uma evidência de que o brasileiro sabe pelo menos em quem não votar.

- Por questão de justiça: apesar de seu inegável poder, há muito mais lenda do que realidade na ação de Delfim junto à mídia.
Sou testemunha disso.
Em 1981 Delfim salvou o Estadão da bancarrota. Como agradecimento, mensalmente o jornal fazia uma entrevista de duas páginas com ele, com os jornalistas levantando bola. A entrevista era conjunta com o Jornal da Tarde.
Na época, propus ao Ruyzito Mesquita me mandar junto com a equipe. Estava no JT e começava a me soltar como articulista. Levantei vários temas sobre a situação econômica que não chegavam a Brasilia, porque o JT era basicamente local.
Graças a isso, conseguiu pegar Delfim em muitas pequenas armadilhas. A ponto de, em determinado momento, ele esmurrar a mesa.
O Estadão suprimiu as partes mais delicadas para ele, o JT deu na íntegra.
A reação de Delfim foi de telefonar para Bernard Appy - editor de Economia do Estadão - para perguntar quem eu era. Nenhum pedido, nenhuma pressão, nenhuma ameaça.
Anos depois, ele me disse que respeitava muito a crítica que Aluizio Biondi lhe fazia nos tempos do Milagre. E jurava que jamais pressionou nenhuma empresa para tirar o emprego do Aluizio.
Aliás, seu estilo de cooptação era outro: aproximar-se dos jornalistas e seduzi-los com informações exclusivas. 
Fonte - Blog Luis Nassif   05/01/2012



PESSIMISMO, A GRANDE ARMA DOS INCOMPETENTES E DERROTADOS

Da Redação

A CRISE FINANCEIRA NA EUROPA É A CONSEQUÊNCIA DA INCOMPETÊNCIA NEO LIBERAL DOS PAÍSES QUE AO INVÉS DE INVESTIREM NA PRODUÇÃO E CONSUMO INTERNO COMO FEZ O BRASIL DURANTE AS DUAS ULTIMAS CRISES, PREFEREM SEMPRE USAR OS SEUS TRADICIONAIS E CONSERVADORES REMÉDIOS AMARGOS COM RÓTULOS DO FMI QUE NUNCA RESOLVERAM CRISES FINANCEIRA E ECONÔMICA NENHUMA.A EXEMPLO DO QUE O PRÓPRIO BRASIL FAZIA ATÉ BEM POUCO TEMPO ATRÁS E QUE APENAS SERVEM PARA APROFUNDAR MAIS AS DIFERENÇAS ENTRE AS CLASSES SOCIAIS DO PAÍS, ALEM DE TRAVAR O SETOR PRODUTIVO BENEFICIANDO SEMPRE O SETOR FINANCEIRO, QUE VIVE UNICA E EXCLUSIVAMENTE DO CAPITAL ESPECULATIVO. 
ALÉM DE ABRIR MÃO DESSE CONSERVADORISMO ARCAICO E INEFICIENTE, O BRASIL EXPANDIU SUAS FRONTEIRAS DE COMERCIO PELO MUNDO E DEIXOU DE DEPENDER EM GRANDE PARTE DAS EXPORTAÇÕES PARA OS EUA, QUE SEMPRE DITAVAM NORMAS PARA O COMERCIO EXTERIOR DO BRASIL. NÃO SE TRATA DE UMA SIMPLES ILUSÃO MAIS A PURA REALIDADE, O VELHO CONTINENTE QUE VIVIA DA EXPLORAÇÃO DAS SUAS ANTIGAS COLÔNIAS RETIRANDO DELAS SEMPRE TUDO QUE PODIAM,NÃO TEM MAIS AS MESMAS E MUITO MENOS OS SEUS PRÓPRIOS RECURSOS NATURAIS JÁ EXAURIDOS,COMO PETRÓLEO PRINCIPALMENTE.
AINDA ASSIM TENTAM COMO UMA ULTIMA CARTADA,COM APOIO EXPLICITO DOS EUA QUE TAMBÉM DEFENDEM OS SEUS PREDADORES INTERESSES ECONÔMICOS, PATROCINAR GUERRAS E INVASÕES A PAÍSES ÁRABES PRODUTORES DE PETRÓLEO APROFUNDANDO MAIS AINDA A CRISE FINANCEIRA EM QUE SE ENCONTRAM, COM EXCESSIVOS GASTOS MILITARES, AUMENTANDO SIGNIFICATIVAMENTE O SEU ROMBO FINANCEIRO NA TENTATIVA AINDA DE SUBTRAIR A QUALQUER CUSTO OS RECURSOS DESSES PAÍSES,USANDO COMO DESCULPA ESFARRAPADA PARA ENCOBRIR OS SEUS VERDADEIROS PROPÓSITOS,O NOME DA DEMOCRACIA. A BALANÇA AGORA FUNCIONA AO CONTRÁRIO,ENQUANTO SUBIMOS, ELES CAEM,E VÃO CAIR MAIS AINDA,MUITO MAIS,AGUARDEM E VERÃO. OBS.EXISTEM SEM DUVIDAS AINDA MUITAS COISAS A SEREM MELHORADAS EM NOSSO PAIS,MAIS JÁ DEMOS OS PRIMEIROS PASSOS,E QUE PASSOS,E A PROJEÇÃO E QUE AGORA IREMOS MELHORAR GRADATIVAMENTE E SEM VOLTA,AFINAL DE CONTAS 500 ANOS DE ERROS SUCESSIVOS DE DEPENDÊNCIA ECONÔMICA E DE SUBSERVIÊNCIA A PAÍSES ESTRANGEIROS QUE EXERCERAM SEUS DOMÍNIOS SOBRE A NOSSA NAÇÃO NÃO SE RESOLVE EM APENAS 8 ANOS.SOMENTE DEUS CONSEGUI FAZER O MUNDO EM 7 DIAS E OLHEM QUE TEM MUITA GENTE QUE COSTUMA DIZER QUE ELE É BRASILEIRO,JÁ PENSOU SE ELE RESOLVE LEVAR ISSO A SÉRIO?. SER CRITICO NÃO É COLOCAR SEMPRE O "PESSIMISMO" COMO UMA ARMA LETAL PARA SE DESTRUIR BOAS AÇÕES E INICIATIVAS POSITIVAS, MAIS SIM CONTRIBUIR PARA QUE ELAS POSSAM SER APRIMORADAS, MELHORADAS E CORRIGIDAS, ONDE POSSAM HAVER ERROS,FALHAS E EQUÍVOCOS. NÃO SE CONSTRÓI UM PRÉDIO COM UMA IDEIA FIXA DE QUE A QUALQUER HORA ELE PODE CAIR. 
Pregopontocom -  27/12/2011

Porque os trens metropolitanos não devem ser privatizados


É fácil demonstrar porque o transporte de pessoas sobre trilhos, em regiões metropolitanas, deve ser público e não privado.
Diferente de ruas, avenidas e estradas, (e até mesmo do espaço aéreo, fluvial e marítimo) o leito e os trilhos das ferrovias têm uso monopolista. Não é simples, em ferrovia, pensar em várias empresas utilizando a mesma via, e tampouco em seu uso para o transporte individual. Transporte de pessoas sobre trilhos é, portanto, por contingência, de natureza coletiva.
Embora ruas, avenidas e estradas (e também portos e aeroportos) sejam normalmente públicas, sua utilização é, digamos, mais democrática, pois nelas podem circular veículos coletivos, individuais, públicos e privados. Não é assim na via férrea.
Nas ferrovias paulistas a nossa situação é paradoxal: em trilhos públicos trafegam trens privados de carga, trens públicos de passageiros e, desgraçadamente em alguns trechos, trens privados de carga e trens públicos de passageiros, concomitantemente. Essa condição afeta a velocidade e regularidade dos trens de passageiros, além de facilitar a ocorrência de eventuais acidentes. É o que acontece em algumas linhas da CPTM.
A condição monopolista da operação ferroviária tem consequências para os interesses estratégicos da nação e dos nacionais. Não cabe, nas ferrovias, o apelo à concorrência da chamada livre iniciativa. Ônibus concorre com ônibus, táxi com táxi, avião com avião, navio com navio, mas trem não tem concorrência. Até mesmo em edifícios o elevador concorre com a escada. Em trem, não.
No caso dos trens de carga, estamos acompanhando a grita, em manchetes diárias, sobre o perigo ao desenvolvimento de nossa economia, pelo fato do escoamento da maioria de nossos produtos de exportação ter se tornado refém da capacidade operacional e dos preços praticados pelas poucas empresas privadas que monopolizam o transporte ferroviário de carga. A mesma grita se faz quando se pensa no retorno dos trens regionais de passageiros (entre cidades), uma vez que as vias estão sobre o controle dessas mesmas empresas de carga, e apenas elas, por força dos contratos de concessão, podem decidir quem, quando, como e onde por elas trafegar. É o preço que todos pagamos pela privatização equivocada da malha ferroviária.
Em São Paulo, trens metropolitanos e metrô estão sob o controle direto do governo do estado, que fala agora em privatizá-los, pela transferência de sua gestão ao setor privado. A operação é a única coisa que realmente faz do trem - meio de transporte de pessoas sobre trilhos - um modal de caráter exclusivamente social, coletivo e, portanto, de interesse público.
O governo do Estado de São Paulo modernizou algumas estações, reformou e comprou novos trens – com dinheiro público – e agora fala transferir a “operação” ao setor privado. Mesma prática adotada com as estradas paulistas, mas esquecendo de que rodovias e ferrovias não são iguais. Temos alternativas para o uso das estradas (ao menos no Estado de São Paulo), mas não para as ferrovias, exceto se construídas outras para os mesmos destinos, o que seria extravagante.
No caso da CPTM, o governo fala em trocar, com empresas do setor privado, a exploração da operação de toda a Linha 9-Esmeralda, que serve de Osasco a Grajaú, com mais 16 estações intermediárias, pela construção de um trecho, de Grajaú a Varginha, com distância aproximada de apenas três quilômetros. Isso é inaceitável.Não é necessária muita reflexão para saber que o setor privado está interessado no lucro da operação (nada errado com isso, pois vivemos em economia capitalista), e que vai maximizar seus ganhos justamente pelo controle e redução dos custos.
O concessionário, entretanto, fará da operação apenas um negócio, e será estranho se for diferente. Fará coisas que a própria CPTM e o Metrô poderiam fazer, mas, no caso delas, com missão social (que não cumprem adequadamente), além da financeira, em virtude da finalidade última do estado – a organização da vida social - e não a de mera prestadora de serviços de transporte de pessoas sobre trilhos.
O problema maior, entretanto, é outro: em todos os países do mundo, transporte metropolitano de pessoas sobre trilhos é subsidiado pelo estado. Trem metropolitano e metrô não dão lucro em nenhum lugar do mundo. Não foram feitos para dar lucro, mas para atender as necessidades individuais e coletivas da sociedade. São modais de mobilidade urbana e de desenvolvimento social e econômico da sociedade.
Nessa medida, além da racionalização do sistema visando redução de custo e maximização de lucro, é óbvio que a operadora privada vai contar, também, com subsídios do estado, isto é, de todos nós, que pagaremos duplamente pelo serviço – na tarifa e nos impostos.
Se, com tudo isso, a operadora privada não sentir-se satisfeita com a lucratividade, fará uso de medidas de pressão sobre o governo, tomando aos usuários como reféns.
Fonte - São Paulo Trem Jeito.


DEBATE ABERTO A invisibilidade dos "indignados" 

 "Se as versões contrariam os fatos, pior para os fatos." (Nelson Rodrigues) A invisibilidade dos "indignados" - As últimas manifestações contra a corrupção, urdidas nas oficinas do Instituto Millenium, não evidenciam apenas o vazio de uma oposição sem projeto. Vão além. Seus verdadeiros objetivos são por demais ambiciosos para serem expostos à luz do dia.

Gilson Caroni Filho
O jogo é repleto de velhos subterfúgios. A grande imprensa, na tentativa de desconstruir o legado do governo Lula, organiza o movimento, mas não pode revelar o sujeito do enunciado. As últimas manifestações contra a corrupção, urdidas nas oficinas do Instituto Millenium, não evidenciam apenas o vazio de uma oposição sem projeto. Vão além. Seus verdadeiros objetivos são por demais ambiciosos para serem expostos à luz do dia. Na verdade, o que se tem em mente é o combate às políticas de redistribuição de renda e os diversos programas de inclusão social levados a cabo nos últimos nove anos de governo petista. Para tanto, as redações interagem com os “indignados" das redes sociais, apresentados como protagonistas de uma nova esfera pública singular. Sem organicidade, enraizamento e ojeriza a qualquer coisa que coisa que remeta a práticas políticas transformadoras, os “movimentos espontâneos" são a imagem espelhada de tantos setores que endossam a verdadeira corrupção a ser combatida: aquela que promove a concentração de renda, de terras e a exclusão social, além de assegurar os privilégios das corporações midiáticas.Mais uma vez, é preciso voltar no tempo para apreender a dinâmica do ocultamento das taxonomias, pressuposto básico para a eficácia do poder simbólico, da capacidade, cada vez mais limitada, de formatar antigas agendas....
Veja mais - http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5219#


Cajazeiras não pode ser usada como BENGALA por políticos oportunistas.

Da Redação
O pior pecado é da OMISSÃO.CULPADOS somos todos que na maioria das vezes quando aceitamos calados a tudo a que nos submetemos por conta da falta de responsabilidade e dos interesses políticos de grande parte dos nossos gestores públicos sejam do poder legislativos ou do executivo.Os problemas de Cajazeiras a muito tempo são graves e eles nunca se interessaram em resolve-lo ou sequer apresentar soluções viáveis para poder minimiza-los.Não são só os problemas de mobilidade urbana,mais sim um conjunto de problemas estruturais,funcionais,e sociais.A infraestrutura desse "bairro cidade",a anos já deveria ter sido tratada de maneira correta e necessária:Bancos,Postos DeSaúde,Cartórios,Correios,Escolas,Laser,etc,emfim toda uma gama de serviços dos quais dependem a sua população e que em virtude da ausência dos mesmos são obrigados a busca-los fora daquela região.O que mais me incomoda é o oportunismo de políticos aliados a alguns falsos lideres comunitários que espertamente aproveitam-se da ocasião para ganharem fartos bônus políticos para as suas futuras campanha eleitoreiras utilizando-se da falta de informação da maioria da população deste lugar de maneira sorrateira e ardilosa.Pegunto:porque esses políticos e todos que o cercam e o aplaudem só agora conseguiram enxergar o ÓBVIO??????!!!!!! Porque não se mobilizaram anteriormente na busca das soluções viáveis,discutindo com a comunidade as suas necessidades,carências e as suas reivindicações???Agora lembram-se deles,fazem do nome de Cajazeiras a sigla da sua bandeira política,virtuosos defensores de uma causa da qual nunca se preocuparam ou deram a menor importância.Puro jogo de cena,um circo armado para mais uma vez iludir aqueles aos quais sempre excluíram e apenas lembram-se deles em época próximas de eleições ou quando veem os seus interesses pessoais ameaçados,ai então usam e abusam do povo como massa de manobra para atingir os seus nebulosos objetivos.A doze anos Cajazeiras espera pela conclusão do Metro que sem duvida melhoraria e muito a mobilidade da população do bairro,a doze anos estes pretensos "defensores dos pobres e dos oprimidos" permaneceram calados,nada fizeram,não cobraram da Adm.Municipal a conclusão da Obra,não investigaram as constantes denuncias com relação aos custos e a aplicação das verbas destinadas a obra,nada fizeram,nem se manifestaram,a não ser para distribuir títulos de cidadania e aprovar na calada da noite um ESDRUXULO PDDU, enquanto isso se recusam a discutir a licitação publica para o transporte publico da cidade o que não ocorre a mais de 16 anos.Temos ai a nossa dose de culpa,por não termos acordados antes e cobra-los de maneira veemente o cumprimento dos seus deveres.Mais nunca é tarde para começar e antes tarde do que nunca.Não podemos nos iludir com políticos oportunistas que escondem dentro de causas populares legítimas,interesses pessoais,políticos e obscuros.- Salvador sobre Trilhos - é para Pirajá /Cajazeiras/Castelo Branco/Pau da Lima/Cidade Baixa/Subúrbio/Paralela/Pernambués/Boca do Rio/Narandiba/Suaçuarana/Av.SanRafael/Bairro da Paz/Mussurunga/Itapoã/NovaBrasilia/Jardim das Margaridas/Lauro De Freitas/Itinga etc.
Pregopontocom


Por uma nova Salvador!

Até quando?

Cristina Aragón
Uma das boas coisas para fazer em SP é “garimpar” novos livros. Na Cultura do Conjunto Nacional da Paulista, achei o de Richard Rogers + Philip Gumuchdjian – Cidades para um pequeno planeta (Editorial Gustavo Gilli,SL). Logo na introdução de Sir Crispin Tickell tem: ….agora as cidades sofrem das profundas feridas causadas pelos efeitos agressivos das estradas criadas para dar lugar ao brinquedo favorito de todos, o automóvel.Mais adiante, o mesmo Crispin se diz pessimista diante da vontade ( de um público informado) de pelo menos amenizar o grau de severidade dos problemas que enfrentamos. Segundo ele, que duvida que a simples razão seja suficiente, é preciso um solavanco ou mesmo uma catástrofe para nos despertar e aceitar a mudança. Muito tem se falado pela escolha do modo de transporte que vai locomover Salvador nos próximos anos, e dos resultados da manifestação de interesse que várias empresas fizeram ao governo do Estado. Ao contrário do que vinha sendo alardeado pelos empresários de ônibus avalizados pela Prefeitura, cujo BRT seria a única solução, surgiram outras alternativas viáveis e consistentes. Fazendo um pequena análise das situação atual dos transportes -e aí não precisa ser especialista ou técnico da área, Salvador tem um dos piores sistemas de transporte do Brasil. Quem não anda de ônibus vale a pena, pegar um, de qualquer linha para comprovar este fato. Começa com a falta de acessibilidade, inexistência ou baixa qualidade das calçadas, abrigos idem, informação nem se fala ou vê. Ônibus com degraus muito altos, situação piorada com as pistas frequentemente mais altas que os passeios. Continuando com o vergonhoso, humilhante e muito perigoso (em caso de acidente) curral no interior dos ônibus, coroados com o barulho (e no verão calor) infernal a que o passageiro é exposto. Situação das estações de transbordo e operação das linhas, nem é preciso mencionar, já que não saem dos jornais. A coroação da ineficiência vem com a não integração (a que diz que existe não passa de um engodo), o que resulta em superposição de linhas, que por sua vez causa transtorno ao trânsito de todos os veículos, inclusive dos próprios ônibus. Tudo isso, com a cegueira institucional e o patrocínio das empresas de ônibus que mandam e desmandam no sistema. Todos à “beira da falência” entraram na justiça e ganharam o “direito” de não recolher o FUNDETRANS- fundo que seria a principal fonte de recursos da Transalvador, órgão que faz a gestão do trânsito e do transporte da cidade, e que por este fato, hoje vive a míngua. O que admira, é que os mesmos donos do sistema, caótico e sofrível agora querem tirar da cartola a “solução mágica”, patrocinando campanha milionária, incluindo encarte de jornal fantasiado de matéria jornalística, para tentar convencer a população de que, com o BRT, seremos felizes para sempre. O que define o modo do transporte público é o volume e suas projeções a médio e longo prazo, dos passageiros transportados, tudo de acordo com o planejamento urbano e o que diz o seu plano diretor.Todos os estudos realizados em diferentes épocas e também as projeções de crescimento da cidade, respaldadas pelo PDDU, indicam a necessidade de atendimento no corredor Paralela por Metrô. Ainda bem que, sendo a mobilidade um problema metropolitano, acertadamente o Governo do Estado, tomou para si, e reverteu o processo tido como “inquestionável”, segundo os principais interessados,segundo eles, por questões de tempo hábil para funcionar até a Copa. De todo o modo, o foco da discussão voltou a ser o transporte público, onde a população parecia anestesiada pelo mal serviço, reclamando apenas na ocasião dos reajustes tarifários. Em geral as pessoas falam muito de trânsito. Algumas expectativas da população de 4 rodas sobre a melhoria do tráfego, ou seja eliminação dos congestionamentos, não tem sido reais. Ninguém se engane. O trânsito não será nenhuma maravilha no futuro próximo. Solução para o transporte individual ainda não existe. Doa quem doer, a opção é restringir em vez de ofertar. A experiência internacional demonstra que, tal como o vício pela droga, é preciso adotar uma política de “redução de danos”. Assim, não será em todo o lugar ou toda a hora que veículos particulares deverão ou poderão circular ou estacionar de graça. Voltando a nossa introdução, muito difícil será alguem mudar de modo de transporte ( individual para o coletivo), por puro convencimento ou ideologia de carater ambiental/sustentável. As mudanças ocorrerão, quando nos convencermos, depois de horas presas no engarrafamento, horas procurando vagas, (que se achadas custarão muito caro), depois de concluirmos que nossas cidades estão ficando “irrespiráveis”, e principalmente depois de olharmos para o lado e enxergarmos um transporte público, confortável, confiável, seguro e não poluente, trafegando tranquilamente sem disputar espaço com automóveis. Finalizando como nosso novo livro ” todos nós sabemos que há algo errado com nossas cidades, e que este algo poderá piorar se não aspirarmos um modelo diferente de cidade no futuro”.
Do Blog -  Transito com Paixão / I bahia  26/06/2011

     

NINGUÉM LIGA PARA O NOSSO METRÔ

Da Redação
Não sei mesmo o que se passa,e com tanta passividade,nas cabeças do povo dos politicos e das nossas autoridades e o que pensam todos a respeito do nosso minguado metro.Tanto dinheiro derramado na construção do mesmo,e ainda está ele la,parado, estático, imóvel,e isso parece não incomodar a ninguém.Tanto reclamam e criticam,e com justa razão, a péssima qualidade em todos os sentidos do nosso horroroso transporte publico,mais parecem não se incomodar com o fato do metro ainda não está funcionando,é como se fosse uma coisa bem normal;gasta-se uma fabula ( mais de um bilhão e duzentos mil reais) para se construir 6 klms do metro a quase 15 anos ele ainda não funciona e isso parece não incomodar a ninguem. A quem devemos recorer então?!!! so nos resta então uma unica alternativa...VALEI-ME MEU SR. DO BOMFIM...VALEI-ME MEU PAI DO CÉU....só o Sr.pode nos socorrer.
Pregopontocom



EDITORIAL - O NOSSO GRITO CADA VEZ MAIS FORTE 


Da Redação
Parece e ao que tudo indica,que esse movimento em favor da MOBILIDADE URBANA EM SALVADOR,começa a tomar corpo e forma.Quando fui convidado pelo amigo Cleber para criar um Blog em defesa dessa iniciativa,não pestanejei e coloquei em pratica a idéia que já estava amadorecida e batizada com o nome de Pregopontocom , e que ja se fazia presente em forma de comentários em sites da mídia que tratavam desse assunto.Juntos quase na mesma data lançamos a nossa idéia no ar e ai nasceram o Pregopontocom @ Tudo e Mobilidade Urbana em Salvador.Agregamos a nossa rede o Blog Transito com Paixão da Arquiteta e especialista em transito e transportes que inclusive já foi Superintendente da extinta Set Cristina Aragom, e ai fomos tocando o nosso barco e idéias. E ai sempre fuçando e pesquisando na internet fomos descobrindo e agregando novos parceiros para esta nossa nobre caminhada.A nossa arvore está crescendo muito bem regada e os frutos já prematuros começam a embelezar a sua copa.Por isso nos sentimos cada vez mais motivados e entusiasmados para continuarmos todos juntos,tanto os que já fazem parte, como os novos parceiros que se juntarem a essa nossa causa.E é esse sentimento de alegria e satisfação,que nos alimenta e incentiva cada dia a mais a continuarmos difundindo as nossa idéias, conceitos e propostas,contribuindo de maneira significativa para a melhoria da MOBILIDADE URBANA de Salvador. Sejam todos bem muito vindos - Não sei se conseguem nos ouvir...mais pelo menos GRITAMOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! --- e assim continuaremos.......  (Cidadania não é só um estado de direito,é também um estado de espírito)
Pregopontocom


QUEBRA MOLAS NECESSIDADE OU MANIA???!!


Da Redação
Dizem as más línguas que grande parte dos Soteropolitanos gostariam de ter na porta de suas casas UM QUEBRA MOLAS E UM PONTO DE BUSU. De todas as capitais do nordeste que eu conheço Salvador é a campeã absoluta em quantidade de quebra molas espalhados pela cidade,até em vias principais,corredores com um grande trafego de onibus,que já não são dos melhores, vivem a sacolejar os seus heróicos passageiros.Pasmem... até em uma das vias de acesso ao Hospital Roberto Santos,ele está la presente a sacudir os pobres PACIENTES que passam por ali principalmente em ambulâncias.Andar por expl.nos trechos como Estrada das Barreiras, Saboeiro e na via que sai do Farol de Itapoã, passando por Stella Maris até Praia do Flamengo,é um exercício de muita PACIÊNCIA para todos que passam por estes locais,e como se não bastasse,a recomendação do Contran, que obriga a colocação de placas de sinalização antes dos mesmo para orientar os motoristas, não é obedecida em muitos deles e sequer também tem a pintura padrão obrigatória, com faixas amarelas tornado-se verdadeiras armadilhas principalmente a noite nas pistas mal iluminadas destes locais, mesmo para aqueles que andam a baixa velocidade.Na maioria das capitais do Nordeste,a expl. de Aracajú usam-se as lombadas eletrônicas que controlam e fiscalizam a velocidade nas vias, punem os infratores e não sacoleja ninguém.Que cumpra-se as leis... para ambos os lados.
Pregopontocom



ENTRE A CRUZ E A ESPADA


Da Redação
Sempre me preocupa o fato de determinadas iniciativas que são propostas,para tentar amenizar o problema da MOBILIDADE URBANA seja ela aqui ou em qualquer outro lugar.E nessas iniciativas, quase sempre o nosso bolso é logo e prontamente lembrado, e ai é que todos nos, o povo de maneira geral,sempre acaba levando a pior e em todos os sentidos,ficando literalmente ENTRE A CRUZ E A ESPADA de um lado empurrado contra a parede e do outro penalizado.Ora,…poucas vezes,e são raras,muito raras,ouço alguém cobrar dos nossos governantes, investimentos não só financeiros mais também de ordem cultural e intelectual em EDUCAÇÃO e CIDADANIA. Pergunto…COMO SE PODE COBRAR DO POVO,ALGO EM TROCA DAQUILO QUE NUCA LHES É OFERECIDO?!!!!!! Essa idéia do castigo me arrepia; será que sempre seremos obrigados a conviver com a cultura arcaica e devastadora da época da escravidão? Onde o castigo e a repressão eram o santo remédio para todas as causas consideradas como objeto de desrespeito aos Srs.Feudais? A quem será que interessa tanto isso?Alimentar a ignorância,negar as pessoas o LEGITIMO DIREITO ao conhecimento e ao acesso a CIDADANIA?Será tão difícil assim orientar, educar,instruir,treinar e dar bons expls.ao nosso povo para torna-los em fim bons CIDADÃOS?!!!O estado é sempre implacável nas suas cobranças mais quase sempre relapso na hora de cumprir com as suas obrigações para com a população.Não temos sequer,um sistema de transportes publico a beira do razoável, o que temos é um autentico DINOSSAURO.( o Metro só Deus sabe quando sairá de um ponto para parar no outro).Investimentos em obras viárias muito poucos,ao longo de décadas salvo a Av. Luis Eduardo, a rotula do aeroporto e a do abacaxi,e que para os céticos, que não acreditam no resultado provocado por tais melhorias a prova esta ai a vista de todos.Sem nada para oferecer e ainda querer penalizar a população por uma culpa que não lhe cabe,parece-me muito injusto e duro de mais.Se tivéssemos aqui um bom sistema de transporte de massa,com trens metros,VLTs e trolebus,e a nossa população consciente do que é ser um bom cidadão,com boas escolas publicas,habitação,assistência medica de qualidade,boas creches,acesso a cultura e laser,tenho plena certeza de que por atitude voluntária e consciência as nossas ruas não estariam tão cheias de automóveis.Agora…andar de caminhão BAU ADAPTADO, equipado com curral,que nem gado,e ainda bater no peito e ironicamente dizer… sou cidadão….é no mínimo masoquismo.Tô fora …é demais para os meus sentimentos.( CIDADANIA NÃO É SÓ UM ESTADO DE DIREITO, É TAMBÉM UM ESTADO DE ESPÍRITO) 
Pregopontocom 


O Caos urbano e a Mobilidade

Da Redação
Os graves problemas que vem se acumulando ao longo do tempo e influenciando de maneira negativa a MOBILIDADE URBANA nas principais METRÓPOLES brasileira tem na sua origem,principalmente,o fato de governos anteriores e passados,negligenciarem de maneira significativa na criação e aplicação de políticas publicas corretas que pudessem influir e refletir de maneira positiva e eficaz,no futuro do nosso pais.Esse futuro que para todos nos hoje é o presente,trouxe no seu bojo para todos nós, toda essa carga de erros e equívocos lamentáveis cometidos por eles,e que nós,sem termos culpa nenhuma,é que pagamos caro por tudo isso.Antigamente o sonho dourado dos habitantes da zona rural,era migrar para as capitais em busca de oportunidades de trabalho,e melhoria na qualidade de vida,mais em virtude quase sempre da falta de estudos e de uma boa formação profissional e de amparo social por parte do governo,a maioria acabava no reduto do sub emprego,comércio informal,moradores de rua e outros acabavam indo de encontro a marginalização.A falta de atenção e cuidado dos governos anteriores para com os nossos habitantes das zonas rurais,não investindo em educação saúde habitação programas de erradicação da fome e da miséria,combate com ações efetivas e científicas contra a seca,(ao invés de usar a agua e alimentos como moeda de troca em campanhas eleitorais),com incentivo aos pequenos agricultores e produtores rurais,fomentando assim a agricultura familiar,fornecendo financiamentos,ajuda tecnológica e logística,permitindo assim que homens e mulheres do campo,pudessem estudar,produzir,trabalhar tendo o seu sustento garantido na sua própria terra, evitando o êxodo rural para as capitais inchando-as e criando bolsões de miséria e a favelização em grande parte delas é que resultou neste caos atual.Todo esse conjunto de erros e a falta de uma visão inteligente,clara,coerente e correta dos nossos antigos administradores, nos remeteram infelizmente ao caos que agora assistimos.Talvez tenhamos ai também a nossa parcela de culpa quando não soubemos escolher de maneira correta os nossos governantes e legisladores,e até mesmo quando muitos(o que não justifica)por uma necessidade premente ou oportunismo aceitou trocar seu voto por algum favorecimento pessoal.Infelizmente hoje isso é o que herdamos,o resultado desse conjunto de erros que hoje tanto nos apavora.MAS...ainda está em tempo, pois nem tudo está perdido,o que precisamos é acreditar mais na força da grande arma que temos,o voto, e o poder de cobrar mais incisivamente e frequentemente dos nossos administradores mais empenho,lisura,honestidade,competência,desprendimento e atitude,pois a todos eles pagamos bons salários para cuidar do nosso povo e do nosso património.O QUE NOS PERTENCE POR DIREITO E POR LEGADO,JAMAIS PODERÁ NOS SER NEGADO.Afinal para que serve então a DEMOCRACIA?!!! 
Pregopontocom 



METRÔ EMPERRADO

Da Redação
O prefeito de Salvador João Henrique,em entrevistas concedidas a vários orgãos da imprensa falada e escrita diz admitir que, caso o governo federal não dê subsídios para a tarifa do Metrô de Salvador, o equipamento, que tinha a previsão para começar a operar no inicio do ano que vem, pode se transformar num ELEFANTE BRANCO...Essa é no minimo uma afirmação ESTARRECEDORA, após serem gastos mais de UM BI E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS, dinheiro publico que saiu do nosso bolso durante mais de 10 anos,agora corre o risco de virar um monumento em homenagem ao DESPERDICIO E A INCOMPETENCIA.Isso no minimo é uma falta de RESPEITO a todos nós cidadãos e contribuintes.O inicio da operação do nosso pequeno METRO vem sendo adiada consecutivamente sempre precedida de desculpas e justificativas por parte do prefeito da cidade, e agora mais essa,ele acaba de descobrir que o Metro mesmo sendo Eletrico,só poderá andar empurrado pelo Gov.Federal. A impressão que nos causa,diante de tais fatos,é que o Sr.Prefeito parece estar procurando sempre um jeitinho de adiar a entrada em operação do nosso mine Metro,PORQUE?!!! A quem será que interessa tanto essa imobilidade do metro?!!!! Recusa-se a entregar a Adm. dos Trens e Metro ao Gov. do Estado ou a CBTU ao mesmo tempo em que diz não ter condições de opera-los...será que é o seu desejo mesmo transforma-lo num ELEFANTE BRANCO de um bilhão e duzentos?!!! ou será que em" breve" teremos um BRT serelepe circulando por ali...com a palavra o MP, a nossa maior esperança.
Pregopontocom



Imposição do BRT pela Prefeitura de Salvador é ilegal

A imposição dos corredores de ônibus (BRT) na Avenida Paralela como quer a Prefeitura de Salvador, que infelizmente vem cedendo ao forte lobby dos empresários de ônibus, é totalmente ilegal. A ilegalidade vem do fato de a Prefeitura de Salvador estar desrespeitando, sem o menor ressentimento, alguns dos artigos previstos na Lei do Estatuto da Cidade. Isso é comprovado pelas constantes afirmações de alguns personagens influentes do Executivo Municipal.
Confira o que estabelece o Estatuto da Cidade (Lei 10.257/01):
"Art. 2o A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais:
XIII – audiência do Poder Público municipal e da população interessada nos processos de implantação de empreendimentos ou atividades com efeitos potencialmente negativos sobre o meio ambiente natural ou construído, o conforto ou a segurança da população"
A respeito da gestão democrática da política urbana tratam também o art. 43 e ss. da mesma lei. Outro dispositivo interessante:
Art. 41, § 2o. "No caso de cidades com mais de quinhentos mil habitantes, deverá ser elaborado um plano de transporte urbano integrado, compatível com o plano diretor ou nele inserido."
Se o PDDU de Salvador, for levado em consideração, a menos que este seja alterado na calada da noite, como já virou praxe, jamais se deve colocar um corredor de ônibus (BRT) na Avenida Paralela pelo fato do mesmo ser de "baixa capacidade". Confira no link abaixo:
http://www.desenvolvimentourbano.salvador.ba.gov.br/lei7400_pddu/conteudo/anexos/anexo_3_mapas/A0/mapa05.pdf - 
Fonte -  Do Blog - Mobilidade Urbana em Salvador  15/05/2011 



Por Roberto Cortizo sobre falsa “reportagem” do BRT 

Roberto Cortizo
Estou escrevendo com a indignação, que apenas por modéstia, não me atrevo a chamar de bíblica, ao ler a “reportagem”/encarte publicitário do BRT, publicado hoje domingo com a discrição de um elefante entrando no picadeiro do circo, que só um leitor atento percebe que se trata de mera publicidade de um modal de transporte, que como dizia o inteligente e bem informado Roberto Campos, representa “a vanguarda do atraso”.
Sinto-me à vontade em citar em esse economista ortodoxo, pois com exceção do voto em Janio Quadros - arroubos da juventude – sempre votei no que antigamente se chamava de esquerda, ou oposição: desde o voto nulo até as ultimas três eleições em que votei no menos pior, PR falta de nomes convincentes, mas a vida é assim mesmo, dizem os pragmáticos, os bem vividos………Bem aventurados os que crêem em Deus…..
Ouço neste instante 2001 Odisséia no Espaço, pois esse foi um dos marcos da nossa mudança de visão de mundo, que somada aos nossos caminhos e tropeços de esquerda, guardavam o velho sonho – desde a as cavernas onde Cristo andou – de mudar o mundo com as palavras, com as atitudes, com a crença, sem armas, nem golpes……
Mas qual surpresa, encarte muito bem impresso – sou arquiteto, já participei de muitos planos muito bem impressos (antigamente em off-set, com direito a copy desk…., com muito conhecimento da língua portuguesa), onde a única solução viável para o transporte de massas para a Copa 2014, é o atraso de veículos sobre pneus. Está claro que o encarte é pago pelo STEPS.
Nenhum dado é apresentado comprovando a viabilidade desse modal, somente a opinião dos interessados, comprovando com retórica que é mais barato, mais rápido de construir, transporta maior volume de passageiros por hora, que é mais seguro, etc e tal. Somente a palavra do pagador, do comprador desse espaço.
É lamentável, que à sociedade seja sonegada, por políticos, pela imprensa e pelos interessados (claro, lógico e evidente) o debate sereno, sobre a melhor solução – VLT X BRT; o horizonte de Salvador não se reduz à Copa de 2014, mas ao resto dos tempos: 10, 15, 20 anos.
Para não chamar de picaretagem mal disfarçada – aí que saudades de Gregório e Mattos e Guerra, vou chamá-la de oportunismo dos tempos contemporâneos, onde tudo virou mercadoria, inclusive a opinião.
Não é oferecido o contraditório. Porque o VLT é mais caro ?? qual o volume transportado por hora, comparado com o BRT? qual o custo do investimento e sua durabilidade, também comparado com o BRT?
No caso do BRT quem vai operar todas as linhas? as “eficientes “ empresas de ônibus de Salvador, que todos os dias tem queixas no jornal A Tarde?? Ou vai se montar um pool dessas mesmas empresas?? A tarifa será integrada ??
Quando a tarifa do trem do subúrbio era integrada com os ônibus até o Terminal da França, esse sistema transportava 40 mil passageiros/dia; quando as empresas de ônibus, com a conivência do poder público municipal, suspenderam a integração, o número de passageiros baixou para 8/10mil dia, patamar onde permanece até hoje.
Porque não se ouviram opiniões divergentes, e por favor , em nome da inteligência dos baianos, não se cite Curitiba que implantou o sistema há cerca de quarenta anos atrás, e hoje está projetando o VLT, e muito menos Johansburg, África do Sul, que só tinha o improvisado e indisciplinado sistema de vans e micro-ônibus, sem nenhum planejamento. Salvador tem um sistema de ônibus funcionando há mais de 60 anos, e já teve bonde e ônibus elétrico !!!!!!!
A Tarde, por ser um veículo empresarial, tem o direito de propagar mídias de qualquer empresa, como faz com eletros-domésticos, mas isso tem que ficar bem claro para o leitor/consumidor dessas noticias. Isso não ficou claro nesse encarte !!!!! Confunde-se se é opinião do jornal ou mera propaganda do SETPS!!!!
Apenas a título de ousadia, que diria disso Simões Filho??????
Roberto Cortizo, cidadão, arquiteto e urbanista, há mais de quarenta e dois anos.
Do Blog Transito com Paixão/I Bahia   Salvador, 27 de março de 2011 

4 comentários:

  1. A reestruturação do nosso sistema de transportes publico,tem que passar por uma mudança radical nos conceitos a serem aplicados na sua reformulação.Não tem como se reestruturar esse sistema arcaico e DINOSSAURICO apenas com onibus ultrapassados da pior qualidade.(suspensão e cambio mecânicos,motores dianteiros,bancos duros,piso muito alto, etc).A reformulação tem que passar inevitavelmente por um bom sistema de Trens Metros VLTs e Trolebus articulados,todos com alta capacidade de transporte de passgs.movidos a energia limpa rápidos e eficientes e confortáveis todos integrados nas sua rotas e tarifas.Para enfrentar a solução do problema a prefeitura deveria fazer parcerias efetivas com os Governos Estadual e Federal ao invés de isolar-se, principalmente politicamente, pois jamais poderia resolver tudo sozinha,e depois descobrir que é incapaz de administrar os trens do suburbio e por o metro para funcionar.Além disso,mais do que nunca prestar contas ao povo e ao TCU de tudo que foi gasto naquilo que o Sr.Prefeito IRONICAMENTE chamou de ELEFANTE BRANCO.

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  2. maria disse...
    Quem ama Salvador e seus habitantes , deseja VLT (Veiculos Leves sobre trilho)na paralela.Fora STPS e seus seus lob.Imagine um Ônibus BRT rodando 30km na nossa paralela.Para quem estuda nas faculdades existentes por lá devem ficar preocupados, quando chegar o Verão eta engarrafamento, aí vão saber o que é o BRT. Ficam atentos porque o futuro candidato a prefeito de Salvador Nelson Peregrino é favor do BRT (STPS) Porque?
    15 de abril de 2011 05:56

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  3. 3 comentários:
    mirano disse...
    Por mais orgulho que eu tenha em ser brasileiro e nordestino, eu não posso querer comparar o material rodante fabricado pela BOM SINAL(Mobile2, Mobile3 e Mobile4, que utilizam o biodiesel como combustível, portanto caracterizados como TUD(trem unidade diesel)com piso alto, com os modelos fabricados por ALSTOM, BOMBARDIER,CAF, SIEMENS e ANSALDOBREDA, por exemplo. O material rodante TUE(trem unidade elétrico) são dotados de características superiores ao nossos. Além do mais, os veículos tipo LF(low-floor),ou seja, piso baixo permitem que os veículos trafeguem em via compartilhada, o que permite o seu uso nas áreas centrais das cidades. VLT sim, mas com material rodante mais eficaz.
    26 de maio de 2011 23:08
    mirano disse...
    Desculpem-me pelo erro na digitação. Eu quis dizer "o material rodante TUE(trem unidade diesel) é dotado de características superiores ao nosso (veículo produzido no Brasil.
    26 de maio de 2011 23:13
    Pregopontocom @ Tudo disse...
    Mirano - Os modelos fabricados pela Bom Sinal,TUD,atendem as especificações solicitadas pela Metrofor ( Ce) e CBTU (Projeto Trem Padrão),e dispõem da mais avançada e moderna tecnologia de bordo.O VLT do Cariri foi o vencedor do premio GreeBest 2011.A Bom Sinal ira fornecer o VLT de Macaé no RJ e atende também ao mercado internacional concorrendo com a Alstom,Siemens etc.
    2 de junho de 2011 03:44

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