sexta-feira, 11 de março de 2016

Hotel em Amsterdã terá sistema de resfriamento de ar que não utiliza energia elétrica

Sustentabilidade

A ideia inicial é de Ben Bronsema, PhD em design que, durante toda sua carreira, fazia a projeção de grandes aparelhos de ar condicionado em diferentes edifícios.O sistema funciona de maneira semelhante ao de uma cascata: na parte de cima, turbinas eólicas empurram o ar para dutos, que passam por dentro do prédio

Fast Coexist
Adicionar legenda
Um aparelho condicionador de ar que não use energia elétrica é o sonho de muita gente. A boa notícia é que um desses está em desenvolvimento e deve ser inaugurado em 2017, em um hotel em Amsterdã. O problema é que ele é bem grande! Isso porque a ideia é fazer do próprio prédio um grande ar-condicionado que forneça refrigeração para todos os quartos e que, reiterando, não utilize nada de eletricidade.
A ideia inicial é de Ben Bronsema, PhD em design que, durante toda sua carreira, fazia a projeção de grandes aparelhos de ar condicionado em diferentes edifícios. Contudo, com 80 anos, Bronsema mudou radicalmente suas projeções e teve a ideia do sistema “Earth, Wind & Fire” (“Terra, Vento & Fogo”, em tradução livre), que consiste em forjar o efeito dos mesmos aparelhos, mas sem energia e aproveitando características arquitetônicas de um edifício.
Uma companhia de Amsterdã, a Dutch Green Company, planeja usar o conceito de Bronsema em um novo hotel, batizado de Breeze (Brisa, em tradução livre) que será inaugurado em 2017. Se o projeto for adiante, ele pode se tornar um dos edifícios mais eficientes em termos de energia do mundo.
O projeto
O sistema funciona de maneira semelhante ao de uma cascata: na parte de cima, turbinas eólicas empurram o ar para dutos, que passam por dentro do prédio. Assim que isso acontece, o ar entra em contato e se espalha em correntes de água. Na parte imediatamente abaixo do teto (que é onde estão os quartos do edifício), o ar refrigerado pela água é distribuído aos quartos, enquanto uma espécie de “chaminé solar”, que é aquecida pelos raios de sol, regula a entrada e a saída de ar quente do prédio.
O resultado disso é uma eterna repetição de ar fresco atravessando o edifício (confira o vídeo abaixo para entender melhor). E o sistema também proporciona aquecimento, quando necessário. O calor do ar de escape é armazenado abaixo do solo para reaproveitamento no inverno. Ao mesmo tempo, o teto gera energia por meio das turbinas eólicas e dos painéis solares.
Segundo Bronsema, o custo total para produção do Breeze gira em torno de U$ 15 milhões; a ideia é que o edifício tenha aproximadamente 158 quartos. O preço da estadia para os hóspedes será de cerca de 125 euros.
Fonte - Revista Amazônia  10/03/2016



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pela sua visita,ajude-nos na divulgação desse Blog
Cidadania não é só um estado de "direito",é também um estado de "espírito"