sábado, 22 de abril de 2017

Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) comemora 35 anos com 192% de aumento de público

Arte & Cultura  🎻

A companhia foi criada em 30 de setembro de 1982 e, desde 2011, tem como regente titular e curador artístico o maestro Carlos Prazeres."O Cine Concerto foi um projeto que mudou a cara da Orquestra Sinfônica da Bahia. Os músicos fantasiados provam para o público que a orquestra é uma coisa dinâmica e divertida.

Da Redação
imagem - YouTube
Corpo artístico do Teatro Castro Alves (TCA), a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) reúne músicos dedicados e possui uma trajetória de sucesso. A companhia foi criada em 30 de setembro de 1982 e, desde 2011, tem como regente titular e curador artístico o maestro Carlos Prazeres.
Graças a projetos como o Cine Concerto, a Osba teve um aumento de 192% no público nos últimos cinco anos. "O Cine Concerto foi um projeto que mudou a cara da Orquestra Sinfônica da Bahia. Os músicos fantasiados provam para o público que a orquestra é uma coisa dinâmica e divertida. Ao mudar essa imagem, o nosso público cresceu", afirma Prazeres.
Considerada um dos mais conceituados conjuntos sinfônicos brasileiros, a Osba tem a história apresentada em vídeo da série 'Nossa Cultura', produzida pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado (Secult).
Com informações da Secom Ba.  21/04/2017




sexta-feira, 21 de abril de 2017

Governador garante reforma em escolas dos assentamentos do MST na Bahia

Educação   📖

A educação no campo é um dos itens da pauta discutida na quinta-feira (20), em reunião realizada na Governadoria, entre o governador Rui Costa, representantes do MST e os secretários de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, da Educação, Walter Pinheiro, e das Relações Institucionais, Josias Gomes. Além de educação, também foram discutidos abastecimento hídrico, infraestrutura e, principalmente, produção

Da Redação
foto -  Mateus Pereira/GOVBA
Reformas e construções de escolas e quadras poliesportivas serão realizadas em assentamentos do Movimento dos Sem Terra (MST) na Bahia. A educação no campo é um dos itens da pauta discutida na quinta-feira (20), em reunião realizada na Governadoria, entre o governador Rui Costa, representantes do MST e os secretários de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, da Educação, Walter Pinheiro, e das Relações Institucionais, Josias Gomes. Além de educação, também foram discutidos abastecimento hídrico, infraestrutura e, principalmente, produção.
Para o diretor do MST na Bahia, Evanildo Costa, a reunião mostra que o Governo do Estado continua aberto ao diálogo. “O secretário Walter Pinheiro esteve, na semana passada, em várias regiões, fazendo o levantamento das escolas que precisam ser ampliadas, das que precisam ser construídas e da necessidade de quadras poliesportivas. O governador garantiu, aqui, que as demandas em relação às escolas e de quadras serão atendidas”.
Segundo Evanildo, também foi discutido o fortalecimento das cadeias produtivas. “Nós já estamos implementando algumas, no caso do leite e do café, no sudoeste, na Chapada Diamantina e no extremo-sul. O governador também se comprometeu em ampliar cadeias produtivas em outras regiões, como o cacau, no sul e baixo sul, a fruticultura, no norte, e o café, no extremo sul. São questões importantes para ajudar a melhorar a vida das famílias que vivem nos assentamentos”.
O secretário Jerônimo Rodrigues informou que a agenda está sendo discutida com o MST desde 2015. “São pautas estratégicas, como a educação, para garantir que no rural o conhecimento seja utilizado para a cidadania e para a produção e comercialização. A água e a infraestrutura também estão sendo desenvolvidas e, naturalmente, o MST traz a pauta da produção e da comercialização. A Secretaria de Desenvolvimento Rural foi criada para isto e, junto com a Secretaria de Relações Institucionais e a Casa Civil, dialogou com as demais secretarias, para definir as condições de atender as pautas mais estratégicas”.
O secretário destacou ainda que, desde o início desta agenda, em 2015, o MST obteve várias conquistas. “São equipamentos tecnológicos, a exemplo de tratores para preparação de solo e temos uma agenda em bom andamento de agroindústrias, por exemplo”. Jerônimo também observou que, em plena crise econômica e institucional, o governador Rui Costa mantém o seu compromisso de início de governo, de dialogar sempre com os movimentos sociais. “O MST tem feito as caminhadas do interior até Salvador, e este período de abril e maio é quando eles vêm negociando a pauta e os outros estados não fazem isso com a mesma proeminência que o governador Rui Costa tem feito”.
Com informações da Secom Ba.  21/04/2017

Mau tempo suspende a travessia marítima de lanchas entre Salvador e Mar Grande nesta sexta (21)

Travessia marítima  🚤

A travessia marítima de lanchas entre Salvador e Mar Grande,os passeios turísticos de escunas e a viagem direta de catamarã entre Salvador e Morro de São Paulo,continuam suspensos em virtude do mau tempo e do mar agitado

Da redação
foto - ilustração
A travessia marítima entre Salvador e Mar Grande que foi interrompida ontem as 8h30,continua suspensa nesta sexta (21) por decisão da Astramb,em virtude dos ventos fortes e do mar agitado na Baia de Todos os Santos  tornando inviável a operação e a navegabilidade das lanchas que fazem a travessia entre Salvador e Mar Grande.
A operação do sistema de lanchas deve permanecer paralisada e sem previsão de retorno enquanto   durar o período da ressaca e não houver condições para realização de uma travessia segura.
As escunas que fazem o passeios turísticos pelas ilhas da baia,também estão paradas,e os catamarãs que fazem a linha  entre Salvador e Morro de São Paulo nesta sexta (21),seguem para Itaparica onde é feito o transbordo para ônibus com destino a Valença,de onde a viagem prossegue por meio de lanchas até Morro de São Paulo.
Ainda não há previsão de retorno a operação normal do Sistema.
Pregopontocom  21/04/2017 


Brasília vive aos 57 anos,transformação de projeto urbanístico original

Urbanismo  🏠

A mudança da capital do Rio de Janeiro para Brasília era uma questão estratégica e foi um plano nacional, civilizatório, uma expectativa dos primeiros brasileiros ainda no século 16, de que a capital do Brasil tinha que ser no centro do país.Brasília responde, do ponto de vista de planejamento nacional, como a primeira cidade do mundo que fez o estudo de impacto do meio ambiente mais severo e mais amplo.

Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil

Foto aérea do pôr-do-sol no Lago Paranoá
Wilson Dias/Agência Brasil
Cenário das principais disputas políticas do país, a capital dos brasileiros completa 57 anos nesta sexta-feira (21). Planejada pelo urbanista, arquiteto e professor Lúcio Costa em 1957, por meio de dois traços que representavam Sul e Norte, concebeu os eixos do projeto e apresentou o Plano Piloto da nova capital do Brasil, inaugurada em 21 de abril de 1960.
A Agência Brasil ouviu o professor de projetos de arquitetura e urbanismo da Universidade de Brasília (UnB) Cláudio Villar de Queiroz, sobre os principais elementos arquitetônicos - atuais e passados - da capital federal. O professor trabalhou com Oscar Niemeyer por dez anos e é conhecedor do projeto original de Lúcio Costa.
Morador de Brasília há 56 anos, Queiroz defende a manutenção da essência da capital como “Cidade Parque”. Para o professor, a filosofia do Plano Piloto, onde há uma integração entre os edifícios e a natureza, corre risco com a portaria 166/2016, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A medida substitiu outra normativa, escrita sob a supervisão do próprio Lúcio Costa. Se por um lado o documento reafirma princípios da proposta original da cidade, como as escalas e a estrutura urbana do Plano Piloto, por outro, permite o uso residencial em lotes à beira do Lago Paranoá, libera a criação de lotes no Eixo Monumental e admite a instalação de pequenos comércios entre prédios da Esplanada dos Ministérios. Para o professor, a legislação pode tranformar Brasília em uma “cidade qualquer”. Na entrevista, ele analisa qual é o futuro urbanístico da cidade e lembra os princípios do projeto de Lúcio Costa .

Confira:

O Catetinho foi a primeira residência oficial do presidente
Juscelino Kubitschek na capital - Wilson Dias/Agência Brasil
Planejamento de transferência da capital federal
A mudança da capital do Rio de Janeiro para Brasília era uma questão estratégica e foi um plano nacional, civilizatório, uma expectativa dos primeiros brasileiros ainda no século 16, de que a capital do Brasil tinha que ser no centro do país.
Brasília responde, do ponto de vista de planejamento nacional, como a primeira cidade do mundo que fez o estudo de impacto do meio ambiente mais severo e mais amplo. Isso é muito interessante para Brasília e a resposta é o tombamento como Patrimônio Cultura da Humanidade, a primeira capital moderna do mundo em que acontece isso. É uma condição muito interessante para nós, arquitetos, olharmos Brasília por esse viés. É mais forte do que nós, é a nossa certidão de nascimento da civilização brasileira.

Plano Piloto
Lúcio Costa dizia que o que interessava no momento era mudar a capital, ter as necessárias edificações para que essa nova capital funcionasse e para que o povo se abrigasse e viesse para cá. Essa atribuição era o que delimitava a construção da nova capital. Ele completa, inclusive, que todo aquele planejamento para a cidade se desenvolver seria feito a seguir. Então, a parte do Plano Piloto foi feita no concurso e posteriormente construída no que se tornou Brasília. E depois que foi crescendo, deveria ter sido objeto de um planejamento, pelo menos, análogo ao inicial. Mas isso se deu de outra maneira, acho que dentro da forma que pôde ser, dentro da realidade.
Brasília foi criada para abrigar uma determinada polução. Quando a gente fala em população se adota o entorno imediato e chega-se atualmente a quase 4 mihões de habitantes, Mas quando se fala a respeito dessa grande população, é importante esclarecer um equívoco. O Plano Piloto foi planejado para ter 500 mil habitantes, o que ainda não existe nessa região. Há muitas áreas para serem complementadas.

Renovação e conservação
No meu entendimento, a portaria escrita sob a supervisão de Lúcio Costa, referente ao tombamento local e nacional, apresentava como se deve respeitar o Plano Piloto. A nova determinação do Iphan jogou de lado o que havia sido produzido e criou uma coisa gigantesca para todo o Distrito Federal. Do ponto de vista da preservação da cidade, permite que Brasília seja levada como uma cidade qualquer. De fato existe na preservação de Brasília essa dialética entre "uns e outros". Tem uns que acham que Brasília tem que ser preservada, mas tem outros pensam que ela tem que evoluir como uma cidade qualquer e ser determinada pelo mercado imobiliário e todas essas leis que fazem esses espaços urbanos se tornarem o que são. Em Brasília, há uma expectativa de que o mercado disponha de mais recursos e essa nova lei facilita, de certa maneira, que se torne uma cidade mais comum nessa ordenação.
Essa invenção da Superquadra, que é fantástica e se tem tudo ao seu alcance em 200 metros a pé, são expectativas que correm risco e isso é realmente um aspecto a lamentar. Mas não podemos viver lamentando Brasília, do que tinha que ser e não vai mais ser. A gente precisa apresentar o que ela tem de compensador, que é essa condição de “Cidade Parque”. O que é péssimo nessa nova legislação é que ela vai comendo pelas beiradas, permitindo demais, e não existe uma defesa ativa.

Cidade em construção
Brasília está se constituindo ainda. Atualmente, a cidade com quase 60 anos nos mostra que temos que ter noção dessa contínua construção, renovação. E em Brasília tudo é possível, ao contrário do argumento de engessamento. Esse temo parece que a cidade está doente, mas ela é extremamente saudável ao lado de diversas cidade do mundo. Você pode derrubar qualquer prédio de Brasília e construir outro, basta se respeitar a proporção da escala em que ele está inserido. O saudável para Brasília é justamente esse equilíbrio entre a renovação e a preservação.
A cidade é interessante porque a arquitetura é fundamentada nesse tripé: racionalidade, funcionalidade e estética. O arquiteto trabalha com essa formação. Hoje em dia eu vejo que essas três coisas podem ser alteradas. Brasília é admirada pelo erudito e pelo temporal. Ela é extremamente brasileira, mas é cosmopolita.
A cidade pode ser preservada e as pessoas que voltarem aqui reconhecerão a cidade pelo seu horizonte, pelo céu. Enquanto a cidade estiver preservada dentro de sua escala e proporção, a cidade vai estar muito bem. Se for preservada como quem quer colocar um cubo de gelo na geladeira, ela vai ficar artificial, inodora, deserotizada. Se ela for respeitada nessa condição fundamental, sendo preservada nos seus aspectos essenciais. Se não, ela pode se transformar em qualquer centro histórico.

Entorno

Não acredito que o entorno possa se tornar uma catástrofe do tipo Águas Claras [região administrativa do entorno], que vem como uma serpente invadir o Plano Piloto. Não acho que tudo que possa acontecer de ruim esteja das portas do Plano Piloto para fora. Gostaria que as cidades do entorno mirassem um pouco na condição digna de Brasília, onde você tem o edifícios quase embriagados em uma tormenta de verdor, com a natureza ao redor, como um navio no meio do mar e a água em volta.
Lúcio Costa criou, o que não estava previsto no planejamento original, as quadras residenciais chamadas de 400 [sem os famosos pilotis] que também previa receber aquela população de servidores mais simples que vinham do Rio de Janeiro para trabalhar e que o padrão Plano Piloto não permitia. Então, ele criou essas quadras 400, que são verdadeiros padrões de dignidades porque, apesar de simples, o espaço urbano é muito favorável à convivência humana, à criação de um filho. Não sei porque as pessoas começam a liberar geral como aconteceu com o Guará, Taguatinga. Há teses que dizem que não se queria que fizesse nada parecido com as superquadras, fora do Plano Piloto porque iam desfigurar a imagem da cidade. Isso não faz sentido, Brasília foi feita para ser vista não como um objeto dentro de uma redoma, mas como algo que orienta, determina uma condição humana e nisso ela foi muito bem sucedida, porque a qualidade de vida não deixa de ser boa.
Morar em Brasília é uma experiência humana fundamental, tenho amigos que vieram de várias cidades do Brasil e se encantam com a cidade. Filhos de militares resistem a sair do Rio de Janeiro para passar três anos aqui, mas o tempo passa e eles não querem mais sair porque a cidade é aprazível. Acho que as cidades do entorno deviam tentar captar um pouco da qualidade, desse índice de desenvolvimento urbano que Brasília tem, do que tentar imitar as cidades tradicionais, que não é uma coisa correta. A tradição vem com o tempo, e ela não é uma coisa a ser evitada.
Fonte - Agência Brasil  21/04/2017

A operação do Ferry-Boat para o feriado terá 7 embarcações

Travessia marítima  🚢

O sistema Ferry-Boat vai operar 24 horas de 20 para 21 na travessia marítima entre Salvador e Itaparica, e também de 23 para 24.Ainda há vagas para o serviço Hora Marcada.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
As embarcações Maria Bethânia, Agenor Gordilho, ​Anna Nery, Ivete Sangalo, Juracy Magalhães Júnior, Pinheiro e Zumbi dos Palmares integram a operação do sistema Ferry-Boat para o feriado de Tiradentes, entre os dias 20 e 24 de abril. Além das viagens nos horários regulares, a Internacional Travessias Salvador (ITS), administradora r operadora do serviço, realizará saídas extras em momentos específicos (quando o movimento nos terminais aumentar, e sempre respeitando a escala obrigatória de manutenção das embarcações). A quantidade de embarcações em trânsito a cada momento também pode variar devido ao fluxo e a esta escala de manutenção. De 20 para 21 de abril, o sistema vai operar 24 horas, a partir do terminal São Joaquim; e novamente, de 23 para 24 de abril, a partir do terminal Bom Despacho.
Nestes cinco dias, a expectativa é de que circulem entre os dois terminais, São Joaquim e Bom Despacho, mais de 101.800 passageiros e mais de 16.800 veículos. O volume é equivalente ao transportando no mesmo feriado ano passado.
 Neste feriado, somando as vagas dos horários regulares de funcionamento e extras, foram inseridas 5.780 no total.
Com informações da ITS 20/04/2017

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Porto Seguro sedia Jogos Indígenas Pataxó até este sábado

Jogos Indígenas  🎯

Com pinturas e danças tradicionais, a apresentação das delegações, marcada pelo simbolismo e tradição, coloriu a Arena onde são disputados os Jogos, que seguem até este sábado (22), reunindo mais de 800 competidores de diversas etnias. Presente na abertura, a secretária Olívia Santana afirmou que a realização do evento resgata e valoriza a história da população indígena, de fundamental importância para a construção do Brasil.

Da Redação
foto -  Marcelo Reis/Setre
Nem a forte chuva que caiu sobre o município de Porto Seguro, no extremo sul do estado, escondeu a beleza da abertura da 9ª edição dos Jogos Indígenas Pataxó, realizada no município, na noite de quarta-feira (19), com o apoio do Governo do Estado, por meio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia da Secretaria do trabalho, Emprego, Renda e Esporto (Setre).
Com pinturas e danças tradicionais, a apresentação das delegações, marcada pelo simbolismo e tradição, coloriu a Arena onde são disputados os Jogos, que seguem até este sábado (22), reunindo mais de 800 competidores de diversas etnias. Presente na abertura, a secretária Olívia Santana afirmou que a realização do evento resgata e valoriza a história da população indígena, de fundamental importância para a construção do Brasil.
Irapuru Pataxó, da Aldeia Imbiriba, em Porto Seguro, participa desde a primeira edição, disputando as modalidades de arco e flecha e zarabatana. Junto com a esposa, Suiá Pataxó, que também compete, ele faz questão de levar os dois filhos para o evento. “Aqui celebramos a nossa cultura e fortalecemos a nossa resistência. Mais que uma competição, é uma grande festa dos povos indígenas”.
Ao todo são disputadas 12 modalidades, incluindo arco e flecha, cabo de guerra, zarabatana, corrida de tora, luta Patxiw Miwka´ay, corrida de maracá, arremesso de tacape, corrida de 100 metros, natação, canoagem, futebol e meia maratona. Todos os participantes recebem troféus e medalhas, que são confeccionados por indígenas.
Além das competições, a programação inclui Bênção dos Pajés, Desfile Cultura Viva e Beleza Pataxó, Feira de Artesanato Indígena, Mostra das Vestimentas e Gastronomia Pataxó, apresentações culturais, pinturas corporais, além do Fórum Indígena. Também participaram da solenidade de abertura, a prefeita de Porto Seguro, Cláudia Oliveira, o representante da Sudesb, professor Ney Santos, o ator Jayme Periard, que é padrinho dos Jogos, e representantes do governo federal.

Jornada Agroecologia

No município, na manhã desta quinta-feira (20), foi iniciada a V Jornada de Agroecologia da Bahia, realizada pela Teia de Agroecologia dos Povos como um espaço anual de diálogo, formação, articulação política e troca de experiências. A Jornada também tem o apoio do governo estadual e busca fortalecer a criação de propostas, ações continuadas de formação política e ampliação do conhecimento sobre agroecologia, sementes crioulas, memória e identidade, organização popular e desenvolvimento da qualidade de vida daqueles que trabalham em respeito à terra. Durante o evento, acontecem ainda a Feira de Economia dos Povos, plenárias, rodas de conversa, espaço auto-organizado de mulheres, oficinas práticas, troca de sementes crioulas, mostra de filmes e atividades culturais.
Com informações da Secom Ba.  20/04/2017

Ataques em Fortaleza e RMF atinge ônibus,bancos e órgãos públicos nesta quinta-feira (20)

Notícias  🚌

Uma série de ataques a ônibus,bancos e órgãos públicos ocorreram nesta quinta (20) na cidade de Fortaleza e RMF. Vários ônibus foram incendiados agencias bancárias foram atacadas,e também um distrito policial e o prédio da antiga guarda Municipal cidade.

Do Diário do Nordeste
Restos do ônibus incendiado no Vila Velha são arrancados
 por moradores./Cid Barbosa - DN
Quatro novos ataques a ônibus foram registrados nesta quinta-feira (20), em Fortaleza, no segundo dia de onda de ataques criminosos a coletivos, delegacias, bancos e outros estabelecimentos oficiais.
Os novos ataques aconteceram em vários bairros,em um deles,Canindezinho/Jardim Fluminense, deixou gravemente ferido o cobrador.
No bairro Vila Velha, dois homens abordaram um ônibus por volta das 8h30, na altura da Rua Gama. A dupla ordenou que todos descessem do veículo e atearam fogo.
Já no Castelo Encantado, um coletivo foi abordado no cruzamento das ruas José Saturbal Filho e Ismael Pordeus, por volta das 9h30. Segundo populares ouvidos pela reportagem no local, que não quiseram se identificar, seis homens abordaram o veículo e ordenaram os passageiros a sair do ônibus. Os criminosos estavam armados. O motorista do veículo chegou a ser banhado pela gasolina, mas conseguiu fugir antes do veículo ser consumidos por chamas.
Na noite desta quarta, de acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS/CE), um veículo pertencente à Secretaria da Cultura foi atacado no bairro Passaré. O fogo foi debelado pelo próprio condutor, que quebrou os vidros do carro e apagou as chamas, e um ônibus também foi incendiado em Aquiraz.
Em Fortaleza e Maracanaú, duas agências bancárias foram atacadas. A primeira foi no bairro Vila Velha,o segundo caso ocorreu em uma agência no Distrito Industrial, em Maracanaú.
Ainda em Maracanaú, suspeitos atiraram contra a fachada do 29° Distrito Policial, no bairro Pajuçara, vindo a atingir alguns veículos que estavam apreendidos. Na madrugada desta quinta-feira (20), um veículo apreendido foi incendiado defronte ao 8° Distrito Policial, no bairro José Walter.
Na cidade de Itapiuna, a 119 km de Fortaleza, um ônibus escolar da prefeitura da cidade também foi atacado.Por volta das 9 horas, suspeitos subiram no muro da antiga sede da Guarda Municipal de Fortaleza, no bairro Rodolfo Teófilo, e efetuaram disparos contra o prédio.
Com informações do Diário do Nordeste  20/04/2017

Trens da CBTU param em Natal e João Pessoa no feriado de Tiradentes (21)

Transportes sobre trilhos  🚃

Os trens administrados pela CBTU em João Pessoa e Natal,não funcionaram durante o feriado de Tiradentes na sexta feira (21),retornando a operação normal no sábado (22).

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Os trens da CBTU de João Pessoa (PB) e Natal (RN) não funcionaram durante o feriado de Tiradentes (21) nesta sexta feira.
Os trens trens de João Pessoa voltam a operar no sábado normalmente no horário das 04h25 às 13h28.
O Sistema de Trens Urbanos de Natal,estará disponível novamente no sábado, 22, a partir das 05h20min na Linha Norte, no percurso Ceará-Mirim/Natal e 05h40min na Linha Sul, no percurso Parnamirim/Natal.
Com informações da CBTU  20/04/2017

VLT de Fortaleza deve iniciar a operação assistida em maio

Transportes sobre trilhos  🚄

A versão de testes com passageiros, mas sem a cobrança de tarifa, deve acontecer de segunda à sexta-feira, no horário de 8h ao meio dia, segundo informou a assessoria de comunicação do Metrofor, órgão responsável pela operação dos trens. O trecho em questão, o dois, está com 93% de execução e será o primeiro a ficar pronto, estando em operação experimental, no horário de 10h às 11h, desde setembro do ano passado.

Diário do Nordeste - Abifer
Adicionar legenda
Após atraso nas obras e alguns prazos de conclusão ultrapassados, a população deve, enfim, começar a usufruir do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Fortaleza. Em nova estimativa dada pela Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra), a operação assistida de parte do ramal Parangaba-Mucuripe, no trecho entre as estações Parangaba e Borges de Melo, deve começar em meados do mês de maio.
A versão de testes com passageiros, mas sem a cobrança de tarifa, deve acontecer de segunda à sexta-feira, no horário de 8h ao meio dia, segundo informou a assessoria de comunicação do Metrofor, órgão responsável pela operação dos trens. O trecho em questão, o dois, está com 93% de execução e será o primeiro a ficar pronto, estando em operação experimental, no horário de 10h às 11h, desde setembro do ano passado. São realizadas quatro viagens por dia, quando são verificados o funcionamento da via férrea, da plataforma e das estações.
De acordo com a Seinfra, a estimativa é que o trecho um, que contempla a construção da passagem inferior da Avenida Borges de Melo, deve ser concluído em seguida, sendo entregue de forma parcial a partir de junho deste ano. A ordem de serviço para a retomada das obras no trecho foi assinada em abril de 2016. Os trabalhos alcançam, atualmente, 50% de execução.

Demora
O trecho três, no entanto, entre as estações Iate e Borges de Melo, será o mais demorado a ficar pronto, com estimativa de entrega para o início do ano que vem. Ainda não há previsão de data para início da operação comercial. As obras de todo o ramal Parangaba-Mucuripe foram retomadas em junho de 2015. Os serviços nos três trechos são executados pelo Consórcio VLT Fortaleza, formado pelas empresas AZVI S. A do Brasil e Construtora e Incorporadora Squadro Ltda, com orçamento total da obra de R$ 284.644.592,16.
Com estimativa de benefício de 90 mil passageiros por dia, o modal terá total de 13,4 quilômetros, sendo 12 quilômetros em superfície e 1,4 de trechos elevados. O ramal atravessa 22 bairros, onde se concentra mais de 500 mil moradores. A implantação da linha foi iniciada em 2012, mas os trabalhos ficaram parados por mais de um ano por problemas com a empresa responsável. Impasses nas desapropriações também demandaram um tempo maior. As obras foram retomadas em 2015.
Fonte - Abifer  20/04/2017

Travessia marítima Salvador/Itaparica pelo Ferry-Boat tem movimento tranquilo nesta quinta (20)

Travessia marítima  🚢

Na manhã desta quinta-feira (20), a operação conta com as embarcações, Anna Nery, Ivete Sangalo, Maria Bethânia e Agenor Gordilho, e uma embarcação,a Juracy Magalhães Jr. em stand by podendo integrar a operação, em caso de aumento na demanda.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
A ITS, administradora e operadora do sistema Ferry-Boat, informa que na manhã desta quinta-feira (20), a operação conta com as embarcações, Anna Nery, Ivete Sangalo, Maria Bethânia e Agenor Gordilho, e uma embarcação,a Juracy Magalhães Jr. em stand by podendo integrar a operação, em caso de aumento na demanda.No momento, o fluxo de passageiros e veículos é tranquilo nos dois terminais,São Joaquim e Bom Despacho.
Mais informações na Central de Atendimento ao Cliente (CAC), localizada no Terminal São Joaquim funcionando de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 7h às 13h,ou pelo Tel- 071 3032-0475 e pelo cac@internacionaltravessias.com.br.
Com informações da ITS  20/04/2017

Circulação de trens na linha 8 da CPTM em SP é interrompida por falha de energia

Transportes sobre trilhos  🚃

Falha de energia interrompe circulação de trens da linha-8 da CPTM em SP.- Entre as estações Imperatriz Leopoldina e Itapevi, os trens circulam com velocidade reduzida e maior tempo de parada.

G1 - RF
foto - ilustração/arquivo
Uma falha de energia interrompeu a circulação de trens da Linha 8-Diamante da CPTM entre as estações Júlio Prestes e Imperatriz Leopoldina, na manhã desta quinta-feira (20), na cidade de São Paulo.
Entre as estações Imperatriz Leopoldina e Itapevi, os trens circulam com velocidade reduzida e maior tempo de parada. A CPTM acionou o sistema Paese entre as estações sem operação.
Por volta das 6h40, a CPTM informou que os trens estavam em processo de normalização.
Fonte - Revista Ferroviária  20/04/2017

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Mudanças climáticas comprometem modo de vida de povos indígenas

Direitos Humanos  🌅

Hoje (19), data em que é lembrado o Dia do Índio, um dos desafios das populações indígenas é o enfrentamento de problemas tais como,pássaros que não sobrevoam mais a floresta,peixes já não sobem porque o rio não enche,o fogo se alastra muito rápido pela mata,a mandioca que morre por falta de chuva, as árvores que dão material para a construção de casas e para o artesanato não têm força para crescer,tudo isso em consequências das mudanças climáticas.

Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil
imagem/YouTube
Os pássaros não sobrevoam mais a floresta, os peixes já não sobem porque o rio não enche, o fogo se alastra muito rápido pela mata, a mandioca morre por falta de chuva, as árvores que dão material para a construção de casas e para o artesanato não têm força para crescer. Hoje (19), data em que é lembrado o Dia do Índio, um dos desafios das populações indígenas é o enfrentamento desses problemas, consequências das mudanças climáticas.
Apesar de parecerem de simples solução para quem vive na cidade, para os povos das florestas, cada uma dessas mudanças é extremamente simbólica, como explicou o especialista do Instituto Socioambiental (ISA), Paulo Junqueira. Segundo ele, além de depender diretamente de um funcionamento equilibrado do meio ambiente, os índios têm nos sinais da natureza indicadores para diversos acontecimentos.
“Uma determinada formação de nuvens com trovoadas é sinal de chuva, e um deles me relatou que hoje tem a trovoada, tem a nuvem, mas não chove, ou o contrário, a chuva vem antes dos indicadores que eles conheciam. Há vários desses indicadores que estão deixando de funcionar. É como se, de repente, todos os nossos relógios ficassem malucos e a gente se perdesse no tempo”, explicou.
Junqueira é coordenador adjunto do Programa Xingu, responsável pelas ações do ISA no Parque Indígena do Xingu, no norte de Mato Grosso. O ISA, em parceria com o Instituto Catitu, produziram o curta-metragem Para Onde Foram as Andorinhas, exibido durante a Conferência do Clima de Paris (COP-21) em 2015, e que conta como os povos do Xingu estão percebendo e sentindo em seu dia a dia os impactos das mudanças do clima.
O parque está localizado na fronteira agrícola e, segundo Junqueira, mais da metade das florestas do entorno foram suprimidas. Dentro do parque, entretanto, que tem uma área de 2,8 milhões de hectares, o desmatamento não passa de 1%, contabilizando as aldeias, estradas e roças.
A questão mais grave no Xingu é o fogo. Segundo o coordenador do ISA, os índios têm vários usos para o fogo e têm domínio dessa técnica para o manejo nas plantações. Entretanto, por causa do desmatamento no entorno e das mudanças do clima, a floresta está mais seca, os índios têm menos espaço para mobilidade e o fogo está avançando cada vez mais. A estimativa é que no ano passado, mais de 10% do parque tenham sido atingidos pelo fogo.
“Os índios pararem de usar o fogo não é uma alternativa, isso significa ter que mecanizar muito o trabalho e é até ecologicamente contraindicado, têm ambientes que já estão acostumados com os usos que eles fazem do fogo, ele faz parte da ecologia do parque”, destacou Junqueira.
Além do fogo, há prejuízos em seus sistemas de orientação do tempo, rituais, sua cultura material e base alimentar. A principal fonte de alimentos no Xingu são as roças, a caça e a pesca. O especialista conta que eles tiveram várias perdas de roça por falta de chuvas, no ano passado, principalmente mandioca; e fora do parque, os fazendeiros também perderam plantações de milho e soja. Junqueira contou ainda que há fontes sazonais de proteínas, como os peixes que sobem o rio em diferentes épocas. Como alguns rios estão secando, há o impacto na aquisição de proteínas.
“Tanto do ponto de vista da alimentação quanto da manutenção cultural, eles estão vendo vários recursos ficarem escassos”, disse Junqueira.

Mobilização indígena
Em Roraima, o problema é semelhante. A coordenadora do Departamento de Gestão Territorial e Ambiental do Conselho Indígena de Roraima, Sineia do Vale, contou que há um estudo com os povos da Serra da Lua, no sul estado, que demonstra que eles já têm percebido alterações por causa das mudanças climáticas. “Isso tem afetado na vida social, na pesca, na agricultura, na própria vida da comunidade, nos saberes tradicionais. Eles relataram que estão sentindo muitas dessas mudanças”, disse Sineia, que é do povo indígena Wapichana.
Ela conta, por exemplo, que os estoques de alimentação estão prejudicados porque já não há um tempo de plantar na região, o clima e as chuvas estão descoordenados, e as sementes tradicionais não respondem da mesma forma. A questão da falta de água também é um grande problema para Sineia. “Eu dou exemplo de Roraima, mas nós viajamos pelas outras regiões do Brasil e vemos que todos sofrem com esse problema da seca. Há lugares que não ouvíamos falar de falta de água e, com essas mudanças, as pessoas já dizem que falta para o consumo, plantação ou para os animais beberem.”
Sineia é gestora ambiental e representa a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) dentro do Comitê Indígena de Mudanças Climáticas. Ela conta que os grupos atuam em várias instâncias de governo e da sociedade, em nível nacional e internacional, para defender as questões indígenas e para que o Estado possa ter um plano voltado para a realidade. “O povo indígena desde sempre conservaram essas áreas e agora são afetados por essas mudanças. Precisamos ter um olhar especial para fortalecer e dar suporte a esse povo.”

Adaptação às mudanças
Para a wapichana, as comunidades tradicionais têm que se preparar para a adaptação porque as mudanças climáticas já são uma realidade. E os governantes precisam olhar para o povo que está na floresta porque eles detêm o conhecimento para a manutenção da biodiversidade, das florestas e das águas.
Segundo Sineia, o Brasil avançou um pouco em algumas discussões, mas vem implementando o Acordo de Paris de forma lenta. Ela vê no Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima, do Ministério do Meio Ambiente, um instrumento para reduzir a vulnerabilidade às mudanças climáticas, mas que é preciso fazer um planejamento regionalizado.
“Ainda está tudo no plano da discussão. Foi uma luta para colocar um subcapítulo sobre povos indígenas”, disse. “As regiões têm suas especificidades, então não podemos fazer um planejamento geral”, argumentou.
Estão no Parque Indígena do Xingu 16 povos, mais de 80 aldeias, que reúnem 13 línguas diferentes com hábitos distintos e peculiaridades nos usos da floresta.
Para fins de planejar a implantação e o financiamento das ações e medidas da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil no Acordo de Paris, o Ministério do Meio Ambiente está articulando a elaboração de uma estratégia nacional de implementação e financiamento da NDC. O documento-base dessa estratégia está em consulta pública até o dia 30 de junho, no site do ministério.

Políticas públicas
Cortes de orçamento, pressões para abrandar a fiscalização e flexibilização da legislação são alguns dos problemas que o Brasil está passando na questão ambiental, segundo Paulo Junqueira. “É uma pena que a bancada ruralista tenha dominado tanto”, disse ele sobre as demarcações de terras indígenas.
Ele contou que os grandes problemas de saúde do Xingu estão relacionados à alimentação. “Todas as aldeias têm problema de hipertensão, diabetes e obesidade por conta da substituição da alimentação deles pela nossa. Então, essa assistência através de dinheiro, comida, é muito prejudicial, os índios precisam de terra”, explicou.
Para a gestora ambiental Sineia do Vale, o Brasil está vivendo um retrocesso dos direitos indígenas. “Quando a gente vê toda essa mudança na Funai, todo esse desmonte, isso enfraquece um trabalho que vinha sendo feito com os povos indígenas”, disse. “Principalmente as demarcações, já temos isso cientificamente provado, que as terras indígenas elas conservam tanto quanto as unidades de conservação. Sem terra não tem vida e a gente precisa continuar dando manutenção nas terras indígenas”, ressaltou.
Na próxima semana, de 24 a 28 de abril, cerca de 1,5 mil lideranças indígenas devem se reunir em Brasília no Acampamento Terra Livre. A mobilização indígena visa a discutir e se posicionar sobre a violação dos direitos constitucionais e originários dos povos indígenas.

Funai

O Decreto 9.010, de março deste ano, extinguiu 87 cargos, entre elas 51 coordenações técnicas locais. Em nota, a Funai informou que o presidente da instituição, Antônio Costa, “trabalhará para que o impacto da medida não desqualifique o trabalho que vem sendo desenvolvido em prol das comunidades indígenas do país”.
Segundo a Funai, Costa conseguiu, junto ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, converter funções de servidores da sede em cargos comissionados, a abertura do concurso de remoção, a garantia da nomeação de 220 concursados e o remanejamento de coordenações técnicas locais impactadas com o decreto.
A fundação informou ainda que os processos de regularização fundiária que se encontram na Funai estão em andamento e podem ser acompanhados pelo site da Funai.
Fonte - Agência Brasil  19/04/2017

Vozes Indígenas Num Clima Em Mudança

Ministério Público pede a condenação de Cláudia Cruz

Política  👀

Os procuradores federais da Operação Lava Jato entregaram nesta terça-feira a petição com as alegações finais em que pedem a condenação da jornalista Cláudia Cruz, mulher do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.

Sputnik
Marcos Oliveira/Agência Brasil
A condenação da mulher de Cunha agora depende de análise e decisão do juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal em Curitiba. Consta ainda o pedido para que a ré comece a cumprir pena em regime fechado, dada a gravidade dos crimes cometidos, segundo os procuradores.
Cláudia Cruz é acusada pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. No processo em que é ré, consta que ela teria mantido recursos financeiros não declarados no exterior, mais precisamente na Suíça, onde havia uma conta em nome da offshore Köpek, ligada a Cunha.
Em sua defesa, a mulher de Cunha afirmou que não tinha conhecimento das movimentações financeiras. Contudo, os procuradores federais não acreditam nesta versão. Para o Ministério Público Federal (MPF), Cláudia Cruz era coautora na lavagem de dinheiro ao lado do marido.
“É claro que Cláudia Cruz, pessoa bem esclarecida, sempre teve conhecimento de que o salário de Eduardo Cunha, como servidor público, jamais seria capaz de manter o elevado padrão de vida por eles mantido”, diz trecho do documento, publicado pela revista Veja.
A Sputnik entrou em contato com o MPF do Paraná, que informou que a petição trata apenas da reafirmação das “acusações feitas no momento da denúncia”. “Não houve pedido de prisão. Simplesmente se trata das alegações finais apresentadas junto ao processo que tramita na JFPR [Justiça Federal do Paraná]”, informou, por meio da sua assessoria de imprensa.
No escritório dos advogados de Cláudia Cruz ninguém foi localizado para falar sobre o assunto.
Além do pedido de condenação e prisão, os procuradores querem que a Justiça Federal determine que Cláudia Cruz devolva US$ 2,3 milhões (cerca de R$ 7 milhões) aos cofres públicos. O valor corresponde ao que, de acordo com o MPF, Cunha recebeu em negócios ilícitos.

Compras

Na acusação constam ainda as compras de luxo feitas com cartões de crédito pela família de Cunha no exterior, para a aquisição de sapatos, bolsas e roupas de grifes badaladas.
“Quase a totalidade do dinheiro depositado na Köpek (99,7%) teve origem nas contas Triumph SP (US$ 1.050.000,00), Netherton (US$ 165 mil) e Orion SP (US$ 60 mil), todas pertencentes a Eduardo Cunha”, diz outro trecho da petição do MPF, publicado pelo G1.
Os recursos na conta de Cláudia Cruz foram utilizados, por exemplo, para pagar compras de luxo feitas com cartões de crédito no exterior de artigos de grife como bolsas, sapatos e roupas, ainda conforme o MPF.
Na mesma petição, o MPF também pede as condenações do empresário português Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira, do lobista João Augusto Rezende Henriques, e do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada. Como a mulher de Cunha, todos deveriam começar a cumprir suas penas em regime fechado, na opinião do MPF.
A expectativa é de que Moro anuncie a sua sentença no caso nas próximas semanas.
Recentemente, Eduardo Cunha foi condenado a 15 anos de prisão. Desde outubro de 2016 ele está preso em Curitiba, depois de uma série de pedidos de habeas corpus terem sido negadas a ele e seus advogados.
Fonte - Sputnik  19/04/2017

Nossa força

Ponto de Vista  🔍

A “deforma” previdenciária levou um tiro certeiro da CNBB que denunciou a falta de clareza e de lisura do governo sobre os números e os problemas da Previdência.A própria aprovação e promulgação da famigerada lei da terceirização irrestrita fez cair a ficha para milhões de jovens trabalhadores. A avidez dos empresários e a desfaçatez de seus anúncios mascaram a insegurança jurídica e excitam os ânimos.

João Guilherme Vargas Netto* - Portogente
João G.Vargas Netto/Portogente
De hoje até o dia 28 o que se deve fazer é preparar com cuidado e empenho o sucesso daquela jornada, sem divisões, sem vacilações, sem confusões.
A conjuntura tem evoluído favoravelmente à nossa resistência e obrigado o governo a anúncios sucessivos de concessões e mudanças nas “deformas”.
Até a ameaça intempestiva de que na “deforma” trabalhista seria suprimido o imposto sindical teve que ser desmentida pelo próprio presidente da República, preocupado pelos efeitos desta provocação.
A “deforma” previdenciária levou um tiro certeiro da CNBB que denunciou a falta de clareza e de lisura do governo sobre os números e os problemas da Previdência.
A própria aprovação e promulgação da famigerada lei da terceirização irrestrita fez cair a ficha para milhões de jovens trabalhadores. A avidez dos empresários e a desfaçatez de seus anúncios mascaram a insegurança jurídica e excitam os ânimos.
Em cada cidade brasileira, sob o impulso do movimento sindical e dos movimentos sociais, pratica-se o esquenta para o dia 28. São milhares de pequenos atos significativos, além de propaganda e denúncias públicas. Cada sindicato prepara-se, a seu modo, para a grande data. Os prédios sindicais são ornamentados com faixas e cartazes e todos os serviços sindicais – com especial atenção à comunicação – são acionados e preparados para o grande dia.
As jornadas anteriores, do dia 15 e do dia 31 de março, foram dois grandes testes nos quais se demonstrou a relevância do movimento sindical e dos movimentos sociais e a vontade de se manifestar da população.
Para nossos adversários o clima não está ameno, pelo contrário, é um período de ventos e tempestades; o primeiro grande efeito das últimas delações é a completa paralisia na condução das “deformas”. O que já não era sólido desmancha-se ainda mais no ar.
É preciso que mantenhamos nosso rumo unitário e nosso empenho mobilizador. A força demonstrada no dia 28 de abril será nossa força no futuro.
*João Guilherme Vargas Netto, analista político e consultor sindical
Fonte - Portogente  19/04/2017

Ferry-Boat Maria Bethânia de volta à travessia Salvador/Itaparica

Travessia marítima  🚢

O Maria Bethânia foi retirado de tráfico para o procedimento de docagem durante pouco mais de três meses, entre os dias 12 de dezembro e 21 de março. Foram realizados diversos serviços e intervenções.É um ferry que se destaca pela capacidade de transportar veículos mais pesados, como caminhões, porque possui chapa do convés reforçada e restrição de altura mínima.

Da Redação
divulgação/ITS
O ferry-boat Maria Bethânia retorna à travessia Salvador/Itaparica após concluir período de docagem, procedimento regular e obrigatório ao qual todas as embarcações são submetidas para serviços de restauração e revisão geral. A informação é da ITS, empresa responsável pela administração e operação do Sistema Ferry-Boat.
O Maria Bethânia foi retirado de tráfico para o procedimento durante pouco mais de três meses, entre os dias 12 de dezembro e 21 de março. Foram realizados diversos serviços e intervenções que incluem troca do eixo e da hélice; pintura geral; substituição do sistema de alarme de incêndio, das câmeras de monitoramento e das luminárias convencionais por LED; revisão elétrica e nos motores, geradores e bombas; e reforma dos banheiros.
“É um ferry que se destaca pela capacidade de transportar veículos mais pesados, como caminhões, porque possui chapa do convés reforçada e restrição de altura mínima.Segundo o diretor institucional da empresa, Peter Ude,o Maria Bethânia vai ajudar ao ser reincorporado à frota, especialmente nos próximos períodos de grande fluxo que se aproximam, como o São João”, avalia .
A embarcação possui capacidade para transporte de 600 usuários mais uma tripulação de oito pessoas. Transporta 46 veículos em média, número que varia de acordo com tamanho dos carros e com a maior ou menor presença de outros meios, comuns nas travessias, a exemplo de motos, bicicletas e carrinhos.
A liberação do Maria Bethânia para o tráfego é feita após prova de navegação, com a presença do vistoriador, a classificadora RBNA (Registro Brasileiro de Navios e Aeronaves).
Com informações da ITS  18/04/2017

Dia do Indígena é celebrado em estação de metrô em Salvador

Cultura  🎶

A atividade, intitulada de “Tributo ao indígena brasileiro: máscaras que tocam”, é uma homenagem da CCR Metrô Bahia em parceria com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac).A língua indígena não causou estranhamento ao público, pelo contrário, chamou a atenção e todos se motivaram a cantar algumas palavras. As vestimentas tradicionais também despertavam a curiosidade de quem embarcava ou desembarcava no metrô.

Da Redação
foto -  Pedro Moraes/GOVBA
Hora do rush, população saindo do trabalho e uma surpresa na estação de metrô em Pirajá, nesta terça-feira (18). Mesmo quem já está cansado, como Fernanda Bastos, se junta à Orquestra Museofônica para cantar, dançar e tocar maracá, em homenagem ao dia do índio. A atividade, intitulada de “Tributo ao indígena brasileiro: máscaras que tocam”, é uma homenagem da CCR Metrô Bahia em parceria com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac).
Fernanda afirmou que ficou encantada. “O trabalho é um pouco estressante e aí, quando a gente vem na intenção de chegar logo em casa para descansar, vê esse trabalho perfeito, maravilhoso que não estamos acostumados, é muito gratificante e lindo. Eu me encantei e não perdi tempo, esse tempo que participei da atividade eu ganhei, foi precioso”.
A língua indígena não causou estranhamento ao público, pelo contrário, chamou a atenção e todos se motivaram a cantar algumas palavras. As vestimentas tradicionais também despertavam a curiosidade de quem embarcava ou desembarcava no metrô. Os instrumentos apresentados são todos da Orquestra Museofônica.
O músico Cláudio Silva está no projeto desde 2012. “O metrô é um lugar onde as pessoas passam com tanta velocidade, e conseguir fazê-las parar para ver nossas atividades é muito gratificante. Além disto a apresentação divulga o nosso trabalho. Já temos uma grande demanda de apresentação, mas a partir destas ações no metrô acabamos sendo mais conhecidos e recebendo mais convites”.
Para a coordenadora do Núcleo de Articulação Territorial de Museus do Ipac, Fátima Soledade, a vantagem de fazer estas atividades nas estações é que as pessoas passam, algumas fotografam, outras param, mas todos notam. “Estas atividades vão acontecer todos os meses durante o ano.
É uma forma de divulgar a riqueza e a diversidade da nossa cultura. Desde o ano passado a gente já deu início a estas atividades. Já fizemos uma oficina do Novembro Negro, em fevereiro fizemos uma oficina de máscaras, em referência ao carnaval de Maragojipe, patrimônio imaterial da Bahia, e mês passado fizemos uma exposição em homenagem aos 468 anos de Salvador.
O gestor de atendimento e operações da CCR Metrô Bahia, Hamilton Trindade, diz que ações desta natureza promovem o exercício da cidadania. “Isso faz com que o usuário possa ter contato com uma atividade que enaltece a diversidade cultural. Esta já é a quinta atividade em parceria com o Ipac, desde o início da operação do metrô. Nas datas comemorativas sempre tem alguma atividade cultural em uma estação do metrô. Já tivemos também com a Neojibá, atividades para comemorar o Dia Internacional da Mulher, das Crianças, são diversas as iniciativas”.
Com informações da Secom Ba. 19/04/2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

Papa Francisco rejeita convite de Temer para visitar o Brasil

Internacional  ⛪

Papa Francisco disse em carta enviada ao presidente brasileiro que acompanha com atenção os acontecimentos no país e alertou para 'não confiar mais nas forças cegas e na mão invisível do mercado'.

Sputnik
foto - ilustração
O presidente Michel Temer enviou, no final de 2016, um convite ao Papa Francisco para visitar o Brasil para as celebrações dos 300 anos da aparição da Nossa Senhora Aparecida, comemorados este ano. Em resposta por carta, o pontífice disse que não poderá comparecer por motivos de agenda, mas afirmou que acompanha de perto os acontecimentos do Brasil.
Ele declarou que se preocupa com os mais pobres, que são os que mais sofrem com a crise no Brasil.
“Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo”, afirmou o Pontífice, citado pela GloboNews.
“Porém não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira”, acrescentou.
O Papa Francisco ainda fez um alerta ao presidente brasileiro, dizendo que "não podemos mais confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado".
Fonte - Sputnik  18/04/2017

Conder libera início do rebaixamento da fiação aérea na Baixa dos Sapateiros

Infraestrutura urbana 🏠

O trabalho de desobstrução e limpeza da rede subterrânea de dutos da Avenida J. J. Seabra,teve o objetivo de permitir que as empresas de telecomunicação pudessem iniciar o rebaixamento das redes aéreas de telefonia, dando vazão a mais uma etapa para a finalização do projeto de Requalificação Urbana da Baixa dos Sapateiros, do Governo da Bahia.

Da Redação
foto - Ascom Dircas/Conder
A Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Urbano (Sedur), concluiu a desobstrução e limpeza da rede subterrânea de dutos da Avenida J. J. Seabra, Centro Antigo de Salvador. O trabalho teve o objetivo de permitir que as empresas de telecomunicação pudessem iniciar o rebaixamento das redes aéreas de telefonia, dando vazão a mais uma etapa para a finalização do projeto de Requalificação Urbana da Baixa dos Sapateiros, do Governo da Bahia.
As empresas de Telecomunicações iniciam, agora, o planejamento das ações necessárias ao rebaixamento do cabeamento de telefonia e dados para concluir a implantação da vala técnica com a transferência subterrânea da fiação aérea. “O trabalho demandou um maior prazo para sua finalização em função da necessidade de recuperação da tubulação da vala técnica - que já havia sido construída pela Conder -, devido a inúmeras ligações clandestinas de esgoto, encontradas durante o teste dos dutos, onde passará a rede subterrânea de cabos”, explica o superintendente Operacional da Diretoria do Centro Antigo de Salvador (Dircas), da Conder, Milton Melo.
A histórica avenida ganhou novo asfaltamento e teve recuperados os passeios e praças, além de ver renascer espaços até então deteriorados - Quartel do Corpo de Bombeiros, Praça dos Veteranos e Ladeira do Pax, todos reformados. Com investimentos da ordem de R$ 13,8 milhões, o projeto teve início no Aquidabã, passando por toda a JJ Seabra até o Largo da Barroquinha.
A população já conta também com uma nova iluminação pública - são 147 novas luminárias em LED, que substituíram as antigas de vapor de sódio. As praças e largos também foram contemplados, incluindo a substituição dos postes antigos de ferro. A obra de requalificação da Baixa dos Sapateiros contempla ainda a recuperação da fachada e área externa do Lar Franciscano – palacete em estilo colonial do século 19 - e a construção da Praça do Lar Franciscano, as duas obras já em fase de conclusão.
Com informações da Secom Ba.  18/04/2017

Linha 4 do Metrô Rio opera aquém de sua capacidade

Transportes sobre trilhos  🚇

Para tentar atrair o público, a concessionária que administra o metrô fez, na última semana, uma campanha de viagem gratuita para atrair usuários (leia aqui). Com esta promoção, a linha passou a transportar 140.000 passageiros, antes 110.00 que costuma transportar diariamente. 

Caio lobo - Viatrolebus
foto - ilustração/arquivo
A linha 4 do Metrô Rio, que opera entre a Barra da Tijuca e Ipanema, foi construída para que operasse com uma demanda diária de 300.000 passageiros. Porém, desde sua inauguração, em agosto do ano passado, o ramal vem transportando quase a metade do previsto.
Para tentar atrair o público, a concessionária que administra o metrô fez, na última semana, uma campanha de viagem gratuita para atrair usuários (leia aqui). Com esta promoção, a linha passou a transportar 140.000 passageiros, antes 110.00 que costuma transportar diariamente. Na última quarta-feira (12), durante o período de gratuidade, a linha 4 transportou 194 mil pessoas, o número mais alto já registrado.
Para também alavancar a capacidade, o Metrô anunciou uma redução na tarifa do trecho entre as estações da Barra da Tijuca, zona oeste, e General Osório. Desde esta segunda, 17, o passageiro paga R$ 3 a passagem (o valor anterior era R$ 4,80). A promoção vale até o fim do mês.
A não necessidade de integração com a linha 1, na estação General Osoório, também deve ser um ponto positivo.
Fonte - Viatrolebus  18/04/2017 

Metrô de Salvador reduz intervalo entre trens na Linha 1 nos horários de maior fluxo de passageiros

Transportes sobre trilhos  🚇

Com mais trens à disposição e menor intervalo, o usuário terá menos tempo de espera nas plataformas e maior conforto, além de viagens com segurança, carros modernos, equipados com ar-condicionado, lugares reservados para pessoas com deficiência, câmeras de monitoramento, telas de LCD para comunicação, entre outros itens.

Da Redação
divulgação/CCR
O Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas terá mais trens em circulação na Linha 1 a partir de hoje, dia 17/04, e menor intervalo de tempo (headway), nos horários de pico, ou seja, os de maior fluxo de passageiros. A operação passará a contar com 12 trens, sendo oito na Linha 1, dois na Linha 2 e dois reservas, com capacidade para até 1 mil passageiros cada. Na Linha 1, o intervalo entre os trens (headway) nos horários de pico pela manhã e no fim da tarde será de 4 minutos e 40 segundos.
Com mais trens à disposição e menor intervalo, o usuário terá menos tempo de espera nas plataformas e maior conforto, além de viagens com segurança, carros modernos, equipados com ar-condicionado, lugares reservados para pessoas com deficiência, câmeras de monitoramento, telas de LCD para comunicação, entre outros itens.
O número de trens na Linha 2 permanece o mesmo. Quando o trecho até Pituaçu for inaugurado, o número total de trens em operação no sistema também será ampliado.
Com informações da CCR Metrô Bahia  17/04/2017

Recuperação do Centro Antigo de Salvador avança com participação da população

Desenvolvimento Urbano  👫

O projeto “Pelas Ruas” integra uma série de ações em curso nesta região da cidade, estabelecidas no Plano de Reabilitação do Centro Antigo de Salvador, elaborado com a participação da comunidade e que levou dois anos para ser construído (2008-2010). O plano propõe ações de curto, médio e longo prazos, com o intuito de reabilitar, preservar e valorizar o Centro Antigo de Salvador de forma sustentável.

Da Redação
fotos - Amanda Oliveira/GOVBA
Getúlio Vargas de Meneses, 72 anos, mora há mais e 30 na Rua Clínio de Jesus, no Barbalho, uma das que passam pela requalificação no projeto “Pelas Ruas”. Ao todo, mais de 40 ruas e passeios estão sendo recuperadas, também nos bairros de Macaúbas, Lapinha e Soledade. São bairros do Centro Antigo, onde ainda é possível encontrar vizinhos jogando cartas na porta de casa, idosos fazendo caminhada ao final da tarde.
Humberto Guimarães, vizinho de Getúlio, acompanha as mudanças na rua. “A Conder está fazendo um trabalho bom em todo o Barbalho, os deficientes visuais podem se locomover. Com as ruas e passeios requalificados vai melhorar tudo”.

Acessibilidade
A coordenadora social da Diretoria do Centro Antigo de Salvador (Dircas), da Conder, Sidney Oliveira, informa que em cada localidade, os representantes da Conder passam nas casas e comércios explicando como funciona o projeto e colhendo sugestões. “Este projeto contempla basicamente o pedestre, estamos restaurando 40 ruas nesta região, com todo o trabalho de acessibilidade que permite a locomoção do cadeirante, do deficiente visual, além da pavimentação”.
Andando pela rua Tales Araújo, onde fica o teatro do Instituto Central de Educação Isaías Alves (Iceia), que já passou pela requalificação, a aposentada Ana Maria Couto Meneses, 64 anos, diz que se sente mais segura. “Antes torcia o pé toda hora, vivia caindo em buraco. Sempre comentei isso. E agora a gente anda tranquilo, pisa numa boa, não entorta o pé. Melhora as dores na coluna também. Pisando numa calçada normal a saúde melhora”.

Pelas ruas

O projeto “Pelas Ruas” integra uma série de ações em curso nesta região da cidade, estabelecidas no Plano de Reabilitação do Centro Antigo de Salvador, elaborado com a participação da comunidade e que levou dois anos para ser construído (2008-2010). O plano propõe ações de curto, médio e longo prazos, com o intuito de reabilitar, preservar e valorizar o Centro Antigo de Salvador de forma sustentável.
As ações estabelecidas no Plano de Reabilitação do Centro Antigo de Salvador abrangem as áreas de habitação, infraestrutura urbana, acessibilidade, recuperação externa de igrejas e prédios históricos, reforma de casarões para uso habitacional e manutenção e limpeza constantes do patrimônio que integra o rico conjunto arquitetônico. São obras conduzidas pelo Governo do Estado, em projetos executados pela Dircas.
Com informações da Secom Ba.  17/04/2017

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Indústria ferroviária prevê queda na produção

Transportes sobre trilhos  🚄

A desaceleração dos investimentos em projetos de expansão da malha de transporte sobre trilhos decorrente da crise econômica, impactou nas encomendas por novos produtos às empresas desse segmento.E, por hora, não há indicativos de que a situação será melhor a partir de 2018 – apesar das expectativas de recuperação da economia. 

CNT - ANPTrilhos
foto - ilustração/arquivo
A indústria ferroviária brasileira projeta queda na produção para o ano de 2017, em comparação com 2016. A desaceleração dos investimentos em projetos de expansão da malha de transporte sobre trilhos decorrente da crise econômica, impactou nas encomendas por novos produtos às empresas desse segmento. Para este ano, a Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária) estima que ficarão prontos 278 carros de passageiros, ante 473 de 2016, e 2.300 vagões, contra 3.903 do ano passado, o que significa uma redução aproximada de 40%.
E, por hora, não há indicativos de que a situação será melhor a partir de 2018 – apesar das expectativas de recuperação da economia. O presidente da entidade, Vicente Abate, explica que, no caso dos carros de passageiros, o prazo entre a encomenda e a entrega é de cerca de dois anos. “Para que pudéssemos ter um volume maior a partir do ano que vem, precisávamos de contratos a partir de 2016. Mas absolutamente nenhum foi assinado por cliente que estivesse encomendando algum item”, explica.
Para não paralisar totalmente a produção de carros de passageiros a partir de 2018, as empresas estão renegociando com os clientes os prazos de entrega de itens já contratados.
O cenário de incertezas se forma logo após a indústria ter recorde de produção. No ano passado, foram fabricados 473 carros de passageiros, contra 322 de 2015, o melhor desempenho já registrado.
Segundo Vicente Abate, a esperança do setor é que projetos de mobilidade relacionados ao transporte sobre trilhos que já estão contratados ou em execução avancem (são 245 quilômetros previstos para os próximos cinco anos) e que outros saiam do papel (há 25 projetos com potencial para contratação e início de obras até 2022, com 1.266 quilômetros de extensão, no total). Isso poderia melhorar os resultados no segmento.
Contudo, os sinais não são favoráveis: “a visão de hoje é menos otimista, porque não tem acontecido. O poder público está sem capacidade de investimento e novas contratações de encomendas de carros devem ficar paralisadas. E aí começa a prejudicar e haver movimento de perda de mão de obra”, complementa. O setor emprega diretamente quase 18 mil pessoas. De acordo com a Abifer, desde 2014, de dois mil a três mil postos foram cortados. Parte das demissões decorreu da crise e parte em razão de reestruturações internas de empresas que conseguiram melhorar a produtividade.
Atualmente, o Brasil dispõe de 1.034,4 quilômetros de malha para o transporte de passageiros sobre trilhos. Mas, para solucionar gargalos na mobilidade em grandes cidades, estima-se que é preciso aumentar a disponibilidade desses sistemas em cerca de 85% (850 quilômetros), conforme o estudo Transporte e Desenvolvimento: Transporte Metroferroviário de Passageiros, da CNT (Confederação Nacional do Transporte).
Para o transporte ferroviário de cargas, o segmento espera que se concretize a renovação antecipada de concessões, já anunciada pelo governo federal. Conforme a Abifer, se isso ocorrer ainda no primeiro semestre, a produção de vagões poderá alcançar três mil unidades neste ano. Do contrário, será mantida a previsão de cerca de 2.300, mesmo nível de 2013. No ano passado, foram entregues 3.903 unidades. Em 2015, foram 4.683.
A produção de locomotivas deve ficar estável, com 100 unidades em 2017.
Fonte - ANPTrilhos  17/04/2017

Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária leva MST ao plenário da Câmara

Política  👀

A entrada foi autorizada pela Polícia Legislativa. Eles participaram da sessão solene em homenagem ao Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária.A data marca o dia em que 21 camponeses foram assassinados durante uma manifestação em Eldorados dos Carajás, no Pará. O massacre, como ficou conhecido, ocorreu em 1996, e os responsáveis pelo crime ainda não foram responsabilizados.

Debora Brito
Repórter da Agência Brasil*

foto - ilustração
Cerca de 150 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam hoje (17) pacificamente o plenário da Câmara dos Deputados. A entrada foi autorizada pela Polícia Legislativa. Eles participaram da sessão solene em homenagem ao Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária.
A data marca o dia em que 21 camponeses foram assassinados durante uma manifestação em Eldorados dos Carajás, no Pará. O massacre, como ficou conhecido, ocorreu em 1996, e os responsáveis pelo crime ainda não foram responsabilizados.
Junto a alguns deputados e integrantes de diferentes instituições ligadas à defesa do direito de acesso à terra, os representantes do movimento criticaram a concentração desigual da propriedade rural e a demora para regulamentar a questão agrária no país.
Entre as principais reivindicações do movimento estão mudanças na Medida Provisória (MP) 759/216, que tramita no Congresso Nacional. A MP estabelece novas regras de regularização fundiária urbana e rural, inclusive na Amazônia Legal, e dispõe sobre a liquidação de créditos concedidos aos assentados da reforma agrária. O texto institui ainda mudanças nos procedimentos de alienação de imóveis da União.

Debate e alterações no texto
Defensores da reforma agrária afirmam que as mudanças deveriam tramitar como projeto de lei para ter mais tempo de debate e alterações no texto. Eles consideram que, da forma como está, a MP pode privilegiar a ação de grileiros (pessoas que ocupam terras ilegalmente, usando documentos falsos para comprovar a posse) e contribuir para o aumento do desmatamento de áreas preservadas.
Representantes do governo argumentam que a proposta pode desburocratizar o processo de regularização do uso de terra e imóveis da União.
Desde o fim do ano passado, a medida proposta pelo governo recebeu mais de 730 emendas, número que pode crescer até o próximo dia 20, prazo final para apresentação de sugestões ao relator da proposta, senador Romero Jucá (PMDB-RR).
Antes de ser analisada pela comissão mista de senadores e deputados, na próxima quarta-feira (19), a medida deve ser tema de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara.
*Com informações da Agência Câmara
Fonte - Agência Brasil  17/04/2017

Linha Sul do Metrô de Fortaleza e três VLTs no radar de estrangeiros

Transportes sobre trilhos  🚄

A Linha Sul do Metrofor (Metrô de Fortaleza) e os VLTs de Fortaleza, Sobral e Cariri estiveram no radar de consultorias que representam fundos de pensões americanos, segundo revelou o titular da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), Lúcio Gomes. 

Diário do Nordeste - Abifer
foto - ilustração/arquivo
Prestes a ter o PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) lançado pelo governo estadual - o prazo estimado continua sendo até o fim de abril -, a Linha Sul do Metrofor e os VLTs (Veículos Leves Sobre Trilhos) de Fortaleza, Sobral e Cariri estiveram no radar de consultorias que representam fundos de pensões americanos, segundo revelou o titular da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), Lúcio Gomes.
"Fomos procurados por consultorias que representam grandes empresas. Geralmente, elas (as consultorias) entram em contato porque as empresas não fazem isso diretamente", detalhou o secretário sobre a consulta de três investidores que não querem ter os nomes revelados. Antes de assumir a Seinfra, em janeiro, quando era titular de Cidades, Lúcio Gomes informou com exclusividade ao Diário do Nordeste sobre o objetivo do Estado em licitar trechos do Metrofor e do VLT em dois pacotes.
Na época, contou do interesse da chinesa Railway Rolling Stock Corporation (CRRC) - que estaria de olho em outro projeto, o qual envolve as linhas Leste e Oeste do Metrofor -, o que motivou o governo cearense a promover os estudos para possíveis PPPs (Parcerias Público-Privadas) que envolvem o transporte ferroviário do Ceará.

Processo adiantado
O PMI visa ampliar a participação privada no processo de escolha do modelo de administração do equipamento público, o qual pode configurar-se como PPP, concessão, privatização, dentre outros. "Em janeiro nós enviamos para a Seplag (Secretaria de Planejamento e Gestão, responsável pela finalização do processo) a nossa proposta. Pediram alterações e, até onde sei, está tudo pronto", informou Gomes. A intenção do governo é leiloar os quatro equipamentos em um só lote à iniciativa privada.
"É um pacote completo. Quem arrematar um, arremata todos os outros", acrescentou. Segundo o secretário da Infraestrutura, o PMI para Linha Sul e os três VLTs foi equacionado com mais rapidez se comparado ao outro projeto, vide o andamento das obras de todos estar concluído ou próximo disso - exceto do VLT Parangaba-Mucuripe, em Fortaleza. Exclusivamente sobre este último, Lúcio Gomes afirmou que a operação assistida (com passageiros, mas sem cobrança de passagem) deve ser iniciada em maio deste ano entre a Parangaba e a Avenida Borges de Melo, onde a construção dos trilhos e estações estão prontos. O VLT do Cariri também se encontra, desde novembro de 2016, temporariamente paralisado. O motivo é a construção de viadutos na Avenida do Contorno, em Juazeiro do Norte. A Linha Sul do Metrofor opera comercialmente (cobrando passagem) levando passageiros de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), à Capital de segunda a sábado.
Já o VLT de Sobral mostra-se como o mais adiantado de todos os equipamentos na mira da concessão pelo Estado. Também em operação comercial, funciona de 5h30 às 23h, de segunda a sexta-feira, e hoje (17) inicia a operação da bilhetagem eletrônica - com desconto de até 33% aos usuários que comprarem 25 passagens de uma só vez.

Recursos e mão de obra
Lúcio Gomes ainda informou que, dos recursos previstos para os quatro equipamentos incluídos no PMI, o governo do Ceará deve receber cerca de R$ 85 milhões do governo federal. A quantia, vide o andamento de cada projeto, representa segurança aos planos de concessão.
Ele também destacou como positiva a ação do Metrofor de selecionar 148 funcionários para reforçar a operação da Linha Sul e iniciar a do VLT Parangaba-Mucuripe, no trecho até a Avenida Borges de Melo.
Apesar de temporárias, as vagas de assistente condutor, assistente controlador de movimento, agentes de estação, auxiliares operacionais, assistente operacional administrativo e técnico em segurança do trabalho poderão ter o contrato renovado por mais um ano.
"Linha Sul, VLT de Fortaleza, VLT de Sobral e VLT do Cariri já estão mapeados, e colocamos tudo o que está definido na minuta. A gente já sabe o que vai fazer até o fim do ano e começo do ano que vem", afirmou.

Outros trechos
Apenas a Linha Leste do Metrofor desperta preocupação ao secretário. Após reunião com representantes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Gomes garantiu o R$ 1 bilhão acertado pelo Banco ao governo cearense para a conclusão das obras do trecho. No entanto, a parte do governo federal - correspondente a mais R$ 1 bilhão - ainda continua indefinida.
"Até temos 'minutado' o texto da PMI da Linha Leste também, mas só podemos soltar quando a questão do financiamento houver sido definida", afirmou o secretário da Infraestrutura.

No leilão
"É um pacote completo. Quem arrematar um (equipamento), arremata todos os outros (três)".
Fonte - Abifer  17/04/2017

Movimento intenso no retorno a Salvador pelo sistema Ferry-Boat nesta segunda(17)

Travessia marítima  🚢

Nesta segunda (17) estão em operação as embarcações - Zumbi dos Palmares, Pinheiro, Ivete Sangalo, Maria Bethânia, Juracy Magalhães Jr. e Agenor Gordilho - com saídas a cada 30 minutos.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
O sistema Ferry-Boat tem movimento intenso na manhã de segunda-feira (17),de veículos e passageiros no terminal de Bom Despacho em Itaparica,no retorno a Salvador,após o feriado da Semana Santa.Estão em operação as embarcações, Zumbi dos Palmares, Pinheiro, Ivete Sangalo, Maria Bethânia, Juracy Magalhães Jr. e Agenor Gordilho,com saídas a cada 30 minutos.Já no terminal de São Joaquim o movimento de veículos e passageiros é tranquilo no sentido Salvador/Itaparica.
Mais informações,através dos contatos: Tel 071 3032-0475 e pelo cac@internacionaltravessias.com.br.
Com informações da ITS  17/04/2017

domingo, 16 de abril de 2017

Em Salvador, mais de 14 mil pessoas vivem nas ruas sem garantia de direitos

Direitos Humanos  😔

De acordo com o projeto Axé, do Ministério Público do Estado da Bahia (MPE-BA), mais de 14 mil pessoas vivem nas ruas de Salvador, expostas a todo tipo de violência e sem a garantia de direitos básicos. Se somadas às que tiram seu sustento das ruas, como lavadores de carro, prostitutas e flanelinhas, o número chega a 20 mil pessoas.

Sayonara Moreno
Correspondente da Agência Brasil

foto - ilustração
Em passos rápidos e marcados, o jovem com aparência de menino se aproxima. O sotaque denuncia que a Bahia não é o único estado que faz parte de sua vida e logo ele se define “carioca da gema”. Diego Vidal, de 21 anos, diz que não tem sonhos, não pensa em ter família e sequer tem perspectiva de melhorar a situação em que vive: nas ruas de Salvador.
Ao contar sua história entre o Rio de Janeiro e a Bahia, o rosto de Diego, que sorria no início da entrevista, ganha a feição de amargura para declarar a decisão: “não quero família porque não quero que aconteça de novo tudo o que aconteceu comigo.”
De acordo com o projeto Axé, do Ministério Público do Estado da Bahia (MPE-BA), mais de 14 mil pessoas vivem nas ruas de Salvador, expostas a todo tipo de violência e sem a garantia de direitos básicos. Se somadas às que tiram seu sustento das ruas, como lavadores de carro, prostitutas e flanelinhas, o número chega a 20 mil pessoas.
“Nunca conheci meu pai biológico, vim com minha mãe e meus irmãos para a Bahia, onde ela conheceu meu padrasto. Ele morreu após ataques covardes de facão, num sítio. Ela teve uma doença na cabeça e morreu no hospital depois de mais de um ano internada. Mesmo ela ainda lutando pela vida, não suportei a dor e vim parar na rua”, narrou o jovem que há dois anos não tem residência fixa.
A pouca leitura de Diego foi adquirida até a 4ª série, mas não permite que ele arrume um emprego que lhe garanta uma renda melhor. Apesar disso, Diego conta, orgulhoso, que se mantém com a ajuda de terceiros e com a oportunidade que ganhou, na Feira de São Joaquim, onde trabalha como “passador de tomate”.
“É difícil pra comer e dormir. É raro pedir água e alguém dar. Hoje me mantenho com o que ganho na feira. Cada caixa de tomate que separo é R$ 1 que eu ganho. Separo o verde do maduro e descarto os podres. Geralmente, se eu passo 100 caixas, ganho R$ 100, é cansativo, mas é o que posso para comprar uma pasta de dente, uma escova, um sabonete. É com esse trabalho que eu mato o vício que eu mesmo criei em mim,” conta o rapaz que se queixa do abandono de quem vive nas ruas e diz estar lutando contra o vício do crack.

Dados
A Bahia não possui um número oficial de quantas pessoas vivem nas ruas e os levantamentos ficam por conta de grupos e projetos que pesquisam por conta própria. A ausência de um banco de dados – que trate diretamente sobre quem são essas pessoas, o que as levou às ruas, qual o perfil social, faixa etária, cor e escolaridade, por exemplo – dificulta no desenvolvimento de políticas públicas eficazes para quem vive em vulnerabilidade social.
Um dos coordenadores do Projeto Axé Marcos Cândido acredita que enquanto não houver conhecimento e dados confiáveis sobre quem são e o que querem essas pessoas, as políticas públicas serão falhas. "Eles são números, mas não há dados qualitativos que produzam conhecimento sobre quem são essas pessoas. As instituições se organizam para dar conta do que elas imaginam que a população de rua precisa. Sabe aquele ditado que diz: pra quem é pobre, qualquer coisa serve? E sabemos que não é por aí. Eles são sujeitos de conhecimento, de direitos e de desejos”, argumenta Marcos Cândido.
No estado, o órgão responsável pelo suporte às pessoas em situação de rua é a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), que mantém uma superintendência que atende, em média, 13 mil pessoas em todo o estado.
Na capital, Salvador, a Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) é responsável pelo atendimento a moradores de rua e disponibiliza 600 vagas entre as 12 unidades de acolhimento que existem na cidade, que equivale a 5% de toda população de rua da capital. Cada acolhimento dura entre três e seis meses e, além disso, há o programa de Auxílio Moradia, no valor de R$ 300, que atualmente é conhecido a 672 pessoas em situação de rua.

Violência
Para a promotora de Justiça, Márcia Teixeira, do Centro de Apoio de Direitos Humanos do Ministério Público da Bahia (MPE), falta um plano municipal ou estadual amplo para atender pessoas na mesma situação de Diego.
“As residências inclusivas [casa de acolhimento para pessoas sem vínculos familiares ou com vínculos muito fragilizados] que existem em Salvador não dão conta da população de rua que a gente tem. Recentemente, o estado do Paraná disponibilizou uma verba de R$ 5 milhões para atender a população de rua. Enquanto isso, os governos estadual e municipal, na Bahia, não têm um plano específico para a população de rua. A gente vai instalando equipamentos que dão conta de uma parte dessa população, mas não dão conta da integralidade do problema”, diz a promotora.
A promotora demonstra preocuação com a violência a que está exposto quem mora nas ruas. “A gente tem a violência sexual contra crianças e mulheres, há a exposição às drogas lícitas e ilícitas, porque muitas dessas pessoas usam drogas para conseguir sobreviver nas ruas, porque talvez nem usavam antes. Isso remete a um ciclo de busca por proteção. Já ouvimos depoimentos de que uns têm de dormir e os outros ficam tomando conta e quem não tem esses companheiros de rua, têm de dormir durante o dia para não serem mortos”, diz Márcia Teixeira.
Diego Vidal, que contou sua história no início da reportagem, se emociona ao falar sobre as dificuldades que enfrenta diariamente e não se conforma com a capacidade de as pessoas ignorarem quem mora na rua “simplesmente por não terem onde morar e nem vida digna.”
“Muita gente passa e nos chama de ladrão, vagabundo, drogado. Está correto, muitos de nós somos usuários [de drogas], mas as pessoas precisam entender que nem todo mundo é errado, a gente faz o nosso corre e muitos de nós aqui tem salvação. Tratam a gente pior que um cachorro, tem gente que tem medo da gente, como se a gente fosse bicho. Só digo uma coisa a essas pessoas: não precisam ter medo da gente, somos seres humanos iguais a todo mundo. Estamos nessa vida porque perdemos tudo e não estamos aqui porque queremos”, desabafa Diego.

Racismo
A história de Diego tem pontos em comum com a da maioria das pessoas que vivem nas ruas de Salvador. A cor da pele revela a realidade da exclusão social vivida, principalmente, pelas pessoas negras. A socióloga Jamile Barbosa coordena o Programa Corra Pro Abraço, da SJDHDS, que presta assistência a pessoas com dependência química. Ela atribui a situação à guerra contra as drogas e à falta de oportunidades nas periferias, realidade que se sustenta com o racismo.
“Há o racismo dentro disso, obviamente, porque não é qualquer jovem que está nas ruas, são prioritariamente os jovens negros. Quem participa das atividades vêm de audiências de custódia, são de periferias, negros e que têm se envolvido nos bairros com a questão do tráfico, por falta de oportunidade, geralmente pararam de estudar cedo e ninguém percebeu, ninguém viu. Tudo está relacionado a um movimento de exclusão que vem dos bairros e deságua nas ruas do centro”, observa Jamile.
Com reuniões duas vezes por semana, à noite, em praças de Salvador, o programa é uma iniciativa do governo baiano para atender moradores de rua que têm algum tipo de dependência química.
Além das atividades culturais, o projeto funciona como ferramenta de acesso para outros serviços como centros de recuperação, postos de saúde e albergues. Em todos os casos, a demanda parte dos atendidos.
Fonte - Agência Brasil  16/04/2017