domingo, 4 de junho de 2017

Ambientalistas protestam contra canalização do rio Jaguaribe em Salvador

Meio Ambiente  

O ato acontece uma semana depois da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) conceder licença ambiental para a obra. Com isso, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) começou a preparar o canteiro para iniciar a canalização do rio. Foram colocados tapumes na região.

A Tarde 
foto - Margarida Neide/Ag.A Tarde
Grupos de ambientalistas protestam na manhã deste domingo, 4, em Piatã, contra a canalização do rio Jaguaribe. Com faixas pedindo ajuda para salvar o rio, os manifestantes fizeram uma caminhada pela avenida Otávio Mangabeira, saindo do Hiperideal.
Eles também picharam os tapumes instalados nas margens do rio para a obra de canalização, ressaltando a necessidade de cuidado com esse recurso natural. "Salvador não terá mais rios de maneira natural. Todos os rios de Salvador serão canais de concreto. O último manguezal da orla de Salvador será destruído com essa canalização. O manguezal que ainda abriga espécies que estão ameaçadas de extinção", disse um dos manifestantes.
"Não somos contra a macrodrenagem, somos contra esse modelo de macrodrenagem", explicou outra participante do protesto.


Foto - Margarida neide/Ag.A Tarde
Obra
O ato acontece uma semana depois da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) conceder licença ambiental para a obra. Com isso, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) começou a preparar o canteiro para iniciar a canalização do rio. Foram colocados tapumes na região.
A intervenção segue o mesmo modelo de canalização de três afluentes que abastecem seu leito: os rios Mangabeira, Passa Vaca e Trobogy. A obra no primeiro é realizada pela Conder, enquanto os outros são alvos de ações da prefeitura.
O serviço no Jaguaribe é de responsabilidade do Estado e tem custo estimado em R$ 273 milhões. O objetivo de canalizar o rio é conter os alagamentos ao longo do curso dos corpos hídricos. Contudo, ambientalistas condenam esse tipo de obra, alegando que é necessário preservar o ecossistema hídrico.
Fonte  - A Tarde  04/06/2017


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