quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O carnaval só serve para vender cerveja

Ponto de Vista  🔍

Em cidades litorâneas o fluxo de turistas não anima o comerciante, segundo a pesquisa, o varejo local é invadido pelo comercio informal e a maioria das vendas durante as festas resume-se à alimentos, principalmente bebidas.As vendas no varejo tendem a ficar estáveis nas regiões do litoral e manter uma tendência de queda nas regiões do interior em que tradicionalmente não há incentivo público ao Carnaval.

Maurício Stainoff *- Portogente
foto - ilustração
Parece uma afirmação pouco apurada: “há o turismo” dirão alguns, “ há os vendedores” dirão outros e é exatamente aí a certeza que o Carnaval é ruim para o varejo.
Pesquisa por amostragem feita pelo Instituto Solução Varejo/Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FDCLESP) em cinco regiões em que a entidade possui Câmaras de Dirigentes Lojistas, contrapostas com índices de comércio consolidados no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dados demonstrativos do Banco Central, acrescidos dos dados consolidados com a geografia territorial- meio predominante da atividade da região e expectativa econômica do varejo - conclui a mesma intenção de queda que se aferiu no acumulado de 2016 (-5%) se manterá nas vendas do Carnaval do comércio.
A pesquisa denuncia que as vendas no varejo tendem a ficar estáveis nas regiões do litoral e manter uma tendência de queda nas regiões do interior em que tradicionalmente não há incentivo público ao Carnaval.
Em cidades litorâneas o fluxo de turistas não anima o comerciante, segundo a pesquisa, o varejo local é invadido pelo comercio informal e a maioria das vendas durante as festas resume-se à alimentos, principalmente bebidas. Para o comércio de bens duráveis e lojas de rua, em três das regiões pesquisadas, o carnaval é sinônimo de aumento de custos e queda nas vendas. Também se aferiu que nesse período há uma inversão bastante grande dos hábitos de consumo, os horários de movimento se alteram e a maioria dos lojistas não acompanha a mudança, restando aos ambulantes e àqueles que possuem comércio sem ponto fixo a maior fatia do mercado.
Nas regiões mais industriais e metropolitanas o comércio local percebe a fuga do consumidor para outros destinos. Cidades turísticas possuem uma dinâmica de consumo à parte, mas os lojistas acreditam que haverá uma queda no ticket médio de consumo.
O pequeno comerciante perde dinheiro, o nano comerciante regular - àquele inscrito como microempreendedor individual - percebe um aumento brutal na concorrência com os ambulantes ilegais e assim vamos: pulando carnaval e aumentando o prejuízo.
*Mauricio Stainoff é presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP), entidade que representa mais de 210 mil lojistas em 150 municípios paulistas.
Fonte - Portogente  09/02/2017

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