sábado, 9 de abril de 2016

Homologação de terra indígena pode ajudar a frear desmatamento no oeste do Pará

Direitos Humanos

O governo federal homologou esta semana a demarcação da terra indígena e destinou a posse permanente e o usufruto exclusivo da área aos índios Arara. O território de mais 730 mil hectares está localizado nos municípios paraenses de Altamira, Placas e Uruará. A demarcação de uma terra para os Arara era umas das condicionantes para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu. 

Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil

imagem/Ag.Brasil
A homologação da Terra Indígena Cachoeira Seca pode ajudar a frear o desmatamento no norte da região conhecida como Terra do Meio, no oeste do Pará. É o que espera o secretário executivo do Instituto Socioambiental (ISA), André Villas-Bôas.
O governo federal homologou esta semana a demarcação da terra indígena e destinou a posse permanente e o usufruto exclusivo da área aos índios Arara. O território de mais 730 mil hectares está localizado nos municípios paraenses de Altamira, Placas e Uruará. A demarcação de uma terra para os Arara era umas das condicionantes para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu. A etnia foi considerada grupo vulnerável pelos estudos de impacto da usina, segundo parecer técnico da Fundação Nacional do Índio (Funai).
“A terra indígena também é sinônimo de proteção da natureza e é uma situação que se verifica por toda a Amazônia. Podemos perceber que onde tem terra indígena tem floresta de pé”, disse Villas-Bôas.
Villas-Bôas destaca, entretanto, que a homologação da terra indígena não é uma iniciativa relacionada à obra de Belo Monte, mas uma obrigação constitucional do governo que não vinha sendo cumprida e que entrou como condicionante para a construção da usina.
Além disso, segundo Villas-Bôas, as invasões às terras indígenas e o desmatamento estavam crescendo nos últimos anos na região. “É espantosa a exploração ilegal de madeira naquela região e a impunidade com os madeireiros. Espero que agora o governo desdobre sua decisão [da homologação] nas ações necessárias para a proteção daquela área”, disse.
Segundo o ISA, a taxa de desmatamento está em ritmo acelerado e cresceu 41% em toda a Terra do Meio, entre agosto de 2014 e julho de 2015. A área com corte raso passou de 13,1 mil hectares para 18,5 mil hectares.
O secretário executivo do instituto disse ainda que outra condicionante para a construção da Usina de Belo Monte é o investimento na proteção das áreas de floresta da região. Villas-Bôas espera que os recursos possam estruturar uma fiscalização efetiva na região.
Em nota, o Ministério Público Federal no Pará afirmou que a homologação da área é uma dívida histórica do Estado brasileiro com os indígenas Arara e representa o único caminho para a sobrevivência desse povo diante das transformações que Belo Monte trouxe para a região. “O governo brasileiro encerrou uma espera de 30 anos […]. O decreto [de homologação] era uma das principais condicionantes de Belo Monte, mas só veio seis anos depois de iniciadas as obras da usina. As consequências dessa demora são sentidas duramente: a Cachoeira Seca é considerada a terra indígena mais invadida por madeireiros e com maior índice de desmatamento ilegal do país”, diz a nota.

Remoção dos não índios
A homologação vai beneficiar 105 índios Arara que vivem na área. Levantamento da Funai identificou 1.085 ocupações não indígenas no território, 72% delas de pequenas propriedades. Começa agora o processo de regularização da área homologada, com a saída gradativa dos não índios por meio de reconhecimento das ocupações de boa-fé e pagamento das benfeitorias realizadas. A desintrusão da terra prevê o cadastramento dos agricultores do local com perfil para reforma agrária para futuro reassentamento.
Segundo o secretário executivo do ISA, a construção, por madeireiros, de uma estrada irregular na década de 1980 foi um dos principais vetores da ocupação ilegal na área, que vinha crescendo nos últimos anos.
“Há que separar o joio do trigo, há famílias de ocupação de boa-fé que precisam de toda atenção do governo em relação aos seus direitos. E há oportunistas que se ocuparam de áreas maiores, pessoas que são empresários na região. É uma fase que exige uma ação articulada do governo federal para liberar a área para uma ocupação plena por parte dos Arara”, disse Villas-Bôas.

Gestão do território
Segundo o coordenador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) no Pará, Marcos Antônio Reis, é preciso pensar em uma política de gestão e exploração territorial comandada pelos próprios Arara. Para ele, os indígenas também podem ser capacitados para fazer a fiscalização e proteção do território.
O modo de vida dos Arara é baseado na coleta de frutas, caça e agricultura. Reis explica que “há a necessidade urgente de implantar políticas de subsistência que ajudem eles a complementar a alimentação, sem que dependam tanto de produtos externo ou industrializados”.
Segundo o coordenador do Cimi, o atendimento na área da saúde é “extremamente precário”. “É uma área isolada, que fica a três dias de barco de Altamira (PA), precisaria melhorar a assistência médica, odontológica, de medicamentos, fornecimento de água potável e uma infraestrutura que possa atender esses indígenas com pessoal qualificado na área de saúde”, disse.
Os Arara também precisam de políticas socioculturais, segundo Reis, de professores capacitados que saibam falar o mínimo da língua materna para alfabetizá-los no sistema bilíngue e intercultural. “Iniciativas que ajudem a firmar e fortalecer a identidade Arara, com investimentos que possam ajudá-los a manter a língua sendo falada por todo o grupo e reconhecer os espaços tradicionais e que eles deixaram de visitar por causa da invasão de não indígenas dentro do território”.
Fonte - Agência Brasil  09/04/2016

O Carggueiro KC-390 e as hidroelétricas

Ponto de Vista

Como sempre se dá com os grandes projetos erguidos nos últimos 13 anos neste país – e põe obra nisso – escolheu-se dar atenção, prioridade e divulgação preferencial a aspectos negativos, discutíveis e polêmicos como eventuais “estouros” de orçamento, atrasos ou suspeita de corrupção, do que às próprias obras.

Mauro Santayana

(Jornal do Brasil) - O céu era “de brigadeiro”.
Mas, para a maior parte da mídia passou em brancas nuvens a apresentação do novo cargueiro militar KC-390 da EMBRAER à Presidente da República, ao Ministro da Defesa, Aldo Rebelo, e ao Ministro da Aeronaútica, Nivaldo Luiz Rossato, após viagem de Gavião Peixoto à Capital Federal, nesta semana, na Base Aérea de Brasília.
E, no entanto, tratava-se apenas da maior aeronave já construída no Brasil, com capacidade de transporte de blindados, de brigadas de paraquedistas, de operar como avião-tanque para reabastecimento aéreo de caças, ou como unidade de salvamento, em um projeto que custou 7 bilhões de reais, em grande parte financiado pelo Governo Federal, que teve também participação minoritária de outros países, como Portugal, Argentina e a República Tcheca, destinada a substituir, no mercado internacional, nada menos que o Hércules C-130 norte-americano.
A mesma indiferença, para não dizer, desprezo, ou deliberada desinformação, ocorreu com o início do processo de geração da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, a terceira maior do mundo, com capacidade de 11.000 megawatts, na semana passada.
Ou com a hidrelétrica de Santo Antônio, situada no Rio Madeira, em Rondônia, a quarta maior do país, que colocou em operação sua 39ª turbina geradora há alguns dias.
Como sempre se dá com os grandes projetos erguidos nos últimos 13 anos neste país – e põe obra nisso – escolheu-se dar atenção, prioridade e divulgação preferencial a aspectos negativos, discutíveis e polêmicos como eventuais “estouros” de orçamento, atrasos ou suspeita de corrupção, do que às próprias obras.
Projetos que, depois de prontos, passarão a pertencer, inexoravelmente, ao patrimônio nacional e ao domínio do concreto, da realidade – e que, querendo ou não seus detratores – continuarão, agora e no futuro, beneficiando o país com mais empregos, mais energia, melhora no nível tecnológico de nossa indústria bélica e aeroespacial e da capacidade de defesa da Nação.
Bom mesmo, para essa gente, deve ter sido o governo do Sr. Fernando Henrique Cardoso, que, segundo o Banco Mundial, conseguiu encolher o PIB e a renda per capita do Brasil em dólares nos oito anos em que permaneceu à frente do Palácio do Planalto, aumentou a carga tributária em vários pontos percentuais e duplicou a relação dívida líquida-PIB, além de deixar uma dívida de dezenas de bilhões de dólares o FMI, sendo obrigado a racionar energia por falta de investimentos na geração de eletricidade - além de deixar que desaparecessem empresas como a ENGESA, sem forjar um simples parafuso para as forças armadas.
Naquele tempo não se discutia a suspeita de irregularidades na construção de usinas, refinarias, plataformas de petróleo, gigantescos sistemas de irrigação e saneamento, ferrovias, tanques, submarinos – até mesmo atômicos - usinas nucleares, estádios, aviões, mísseis, porque não se fazia quase nada disso em nosso país, e, quando havia encomendas, poucas, eram para o exterior, e não para aqui dentro.
Aludia-se, sim – muito timidamente com relação ao que se faz hoje – à possibilidade da existência de irregularidades na compra da emenda da reeleição no Congresso; e na sabotagem, esquartejamento, destruição, por exemplo, de grandes empresas nacionais, algumas delas centenárias, a maioria estratégicas, para sua entrega, a preço de banana, para estrangeiros, com financiamento farto, subsidiado, do BNDES.
Lembrando George Orwell - em seu inesquecível e cada vez mais atual “1984” - o Ministério da Verdade, ou Miniver, em “novilíngua” - formado pela parte mais seletiva, parcial, ideologicamente engajada e entreguista da mídia brasileira - pode fazer o que quiser – um diário chegou a trocar a foto de Dilma na cabine do KC-390, por outra, menos “favorável”, em pleno processo de impressão da tiragem do dia seguinte ao fato - que não se conseguirá derrubar obras como Belo Monte, Telles Pires, Santo Antônio, ou Jirau, ou o novo trecho da ferrovia norte-sul, que já leva soja de Anápolis ao Porto de Itaqui, no Maranhão, ou paralisar – com a desculpa de que vão dar ou deram prejuízo (prejuízo contábil, virtual, não interessa, afinal, dinheiro se necessário, como fazem os EUA, se fabrica), como se não bastassem o 1 trilhão e 500 bilhões de reais em reservas internacionais que o Brasil possui – a construção da Transposição do São Francisco ou a expansão da refinaria Abreu e Lima, que já está processando, em sua primeira fase, cerca de 100.000 barris de petróleo por dia.
As obras e as armas construídas, para o Brasil, como os fuzis de assalto IA-2, ou os radares SABER, ou o Sistema Astros 2020 – até mesmo porque as Forças Armadas não vão permitir que esses programas venham a ser destruídos e sucateados - vão ficar, por mais que muitos queiram que elas desapareçam em pleno ar, em uma nuvem de fumaça ou nunca venham a ser vistos em um livro de história.
Et latrare canes caravanis transit – ouviu, certa vez um romano, em um ponto qualquer da rota da seda, entre as dunas do deserto do Saara.
O calendário da pátria não se mede com o ponteiro fugaz das vaidades humanas.
O que importa para o Brasil é o que fica.
No futuro, o povo saberá datar essas conquistas - separando o joio do trigo - no tempo e nas circunstâncias.
Fonte - do Blog Mauro Santayana  08/04/2016

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Santiago recebe os primeiros trens da CAF sem condutor para as linhas 3 e 6 do Metrô

Transportes sobre trilhos

A CAF está fornecendo 23 trens com cinco carros para a Linha 3 e 14 trens para a linha 6.A Thales está fornecendo o sistema CBTC de sinalização e controle,projetado para headways (intervalos) de 90 seg.

Da Redação
foto - Railway Gazette
Foram desembarcados no porto de Valparaíso no Chile,no dia 06 de abril,os primeiro dos 37 trens sem condutor que a CAF está fornecendo para as linhas 3 e 6 do Metrô de Santiago
O consórcio  CAF/Thales ganhou em novembro de 2013,um contrato no valor de US $ 9m 451 para fornecer material rodante e sinalização para as duas linhas de bitola padrão subterrâneas na capital chilena.A CAF está fornecendo 23 trens com cinco carros para a Linha 3 e 14 trens para a linha 6.

foto - Railway Gazette
A Thales está fornecendo o sistema CBTC de sinalização e controle,projetado para headways (intervalos) de 90 seg.
Ambas as linhas vão ser electrificados com rede aérea de 750 V DC
Os trens são equipados com ar-condicionado tem 120 m de comprimento,capacidade para 1 285 passageiros,e a velocidade máxima é de 80 km / h.
Programada para começar a operação no final deste ano,a linha 6 com 15,3 km e 11 estações,ligara Lo Errázuriz a Los Leones.
A Linha 3 terá 22 estações com 21,7 km,entre Plaza de Quilicura e o Hospital Militar,a previsão é que ela comece a operar em junho 2018.
Com informações da Railway Gazette  08/04/2016

Mirian Dutra diz à PF que FHC mandava dinheiro para pagar estudo do filho

Política

Segundo a nota dos advogados, Mirian contou à Polícia Federal que, do seu relacionamento com o ex-presidente, nasceu Tomas Dutra Schmidt, em 1991. No ano seguinte, por vontade própria, ela decidiu se mudar para a Europa, onde “reside até o momento, de forma ininterrupta”. Desde então, afirmam os advogados, o ex-presidente pagou integralmente “o custeio dos estudos do filho Tomas desde o ingresso na escola até os presentes dias.

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/Twitter
Em depoimento de mais de cinco horas ontem (7) à Polícia Federal, em São Paulo, a jornalista Mirian Dutra Schimdt confirmou ter tido um filho com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e que o todos os recursos recebidos por ela do ex-presidente serviram para o custeio dos estudos do filho. Os detalhes sobre o depoimento dado ontem por Mirian foram passados hoje (8) à imprensa pelos advogados que defendem a jornalista, José Diogo Bastos Neto e Maíra Beauchamp Salomi.
Segundo a nota dos advogados, Mirian contou à Polícia Federal que, do seu relacionamento com o ex-presidente, nasceu Tomas Dutra Schmidt, em 1991. No ano seguinte, por vontade própria, ela decidiu se mudar para a Europa, onde “reside até o momento, de forma ininterrupta”. Desde então, afirmam os advogados, o ex-presidente pagou integralmente “o custeio dos estudos do filho Tomas desde o ingresso na escola até os presentes dias”. Atualmente, Tomas faz mestrado em Ciências Econômicas.
“Durante este período, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso efetuou os pagamentos de cunho educacional de formas distintas, sendo inicialmente através de entrega dos valores necessários, seguido de depósito em conta bancária titulada pela mãe, e, nos dias atuais, o faz diretamente na conta do filho Tomas”, afirma a nota.
Acrescenta que Mirian disse à Polícia Federal que foi funcionária da Rede Globo por 30 anos, em regime de exclusividade, mas seu vínculo com a emissora terminou em dezembro de 2015. Segundo os advogados, nesse período, a jornalista viveu “de seu próprio salário, não tendo recebido do ex-presidente recursos outros se não os estritamente destinados à educação de Tomas”. Procurado pela Agência Brasil, o Instituto Fernando Henrique Cardoso ainda não se pronunciou sobre a nota dos advogados.

Depoimento
A jornalista Mirian Dutra chegou à sede da Polícia Federal em São Paulo para depor ontem por volta das 13h40 e deixou o prédio às 19h45, sem falar com a imprensa. No final do depoimento, ela apenas disse aos jornalistas que estava cansada.
Ela foi ouvida em um inquérito, aberto em fevereiro deste ano, que investiga possíveis irregularidades cometidas por Fernando Henrique ao enviar recursos para a jornalista no exterior. Mirian foi ouvida por declarações que fez a revistas brasileiras em que ela acusa o ex-presidente de ter enviado dinheiro para o exterior, de forma irregular, usando uma empresa chamada Brasif, para pagamento de despesas do filho.
Em entrevista à revista BrazilcomZ, Mirian confirmou que teve um relacionamento com Fernando Henrique Cardoso antes de ele se tornar presidente da República, durante parte dos anos 1980 e início da década de 1990, e afirmou que seu filho, Tomás Dutra Schmidt, hoje com 23 anos, é filho de FHC. Mirian disse ainda que o ex-presidente usou uma empresa para enviar dinheiro para o filho no exterior.
À Folha de São Paulo, a jornalista disse que a primeira transferência foi feita por meio de um contrato fictício de trabalho, no fim de 2002. O documento, obtido pelo jornal, mostra que a contratante é a Eurotrade, com sede nas Ilhas Cayman. A empresa era subsidiária do grupo Brasif que, na época, monopolizava a exploração de free shops, serviço administrado pelo governo federal. Apesar de ter dado dinheiro a Tomás, Mirian disse que FHC nunca assumiu a paternidade do rapaz. Perguntada sobre o motivo de só ter trazido os fatos à tona agora, a jornalista disse que “está na hora de as pessoas começarem a saber a verdade”.
Na nota enviada pelos advogados hoje à imprensa que informa sobre o que Mirian disse à Polícia Federal, a Brasif não foi citada, ao contrário do que a jornalista disse anteriormente em entrevista às revistas. Procurada ontem pela Agência Brasil, a Brasif enviou uma nota em que diz que a Eurotrade, uma plataforma logística internacional das operações da Brasil Duty Free Shop, contratou, "em dezembro de 2002, a jornalista Mirian Dutra para realizar pesquisas sobre os preços em lojas e free shops na Europa" e que ela foi indicada para a função pelo jornalista Fernando Lemos, seu cunhado.
Na nota, a empresa diz que o "ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não teve qualquer participação na contratação, tampouco fez qualquer depósito na Eurotrade ou em outra empresa da Brasif". A empresa também informou que a Eurotrade e a Brasil Duty Free foram vendidas em 2006.
Por e-mail, o Instituto Fernando Henrique Cardoso informou à reportagem da Agência Brasil que "o presidente considera o assunto pessoal e não fará comentários".
Fonte - Agência Brasil  08/04/2016

Inflação volta a fechar abaixo de dois dígitos com queda na conta de energia

Economia

De acordo com dados divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA fechou os doze meses encerrados em março em 9,39%, depois de ter encerrado fevereiro em 10,36% (na taxa anualizada). O índice não ficava abaixo de dois dígitos desde novembro do ano passado, quando estava em 10,48%. Em dezembro, a taxa era 10,67%; em janeiro deste ano, 10,71%; e em fevereiro, 10,36%.

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
imagem/Ag.Brasil
Depois de quatro meses com taxa de dois dígitos, a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), voltou a fechar o acumulado do ano em um dígito. De acordo com dados divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA fechou os doze meses encerrados em março em 9,39%, depois de ter encerrado fevereiro em 10,36% (na taxa anualizada). O índice não ficava abaixo de dois dígitos desde novembro do ano passado, quando estava em 10,48%. Em dezembro, a taxa era 10,67%; em janeiro deste ano, 10,71%; e em fevereiro, 10,36%.
“É importante deixar claro que ficou para trás nos cálculos dos doze meses o reajuste decorrente da bandeira tarifária, no caso da energia elétrica, e em consequência também a pressão forte de reajustes anuais extras por conta da energia. Este resultado deixa pra trás, portanto, uma parcela importante que pressionou a inflação em 2015, que foi a energia elétrica”, disse a coordenadora de Índice de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.
Porém, a coordenadora ressaltou que embora o IPCA tenha voltado a ficar abaixo dos dois dígitos, o consumidor ainda vai sentir o peso de reajustes da energia. "Apesar das contas [de energia] terem ficado em março mais barato, em média, de janeiro de 2015 até agora em março, se observa uma alta de 45,01%. Ou seja, as pessoas continuam pagando alto pela energia apesar da trégua deste último mês”.
Eulina Nunes disse também que os preços monitorados - de táxi, ônibu e metrô - já impactaram a inflação, mas podem aparecer outros reajustes no decorrer do ano. “Os preços monitorados praticamente já foram absorvidos e não vão voltar a pressionar a inflação, com algumas poucas exceções. Do ponto de vista dos monitorados e da educação, os preços estão mais ou menos definidos, agora podem ocorrer fatos novos durante o ano com outros preços livres e que podem provocar algum reajuste no meio do caminho. Entressafra, preços livres, dólar, o clima”, disse. "Não se pode ignorar a questão da oferta e da demanda [desemprego, queda da renda]. É o caso, por exemplo, das passagens aéreas: os preços estão sendo alvos de descontos, queda de preços, ofertas e promoções por conta do recuo no preenchimento da capacidade das aeronaves”, acrescentou.

Março
A inflação fechou março em 0,43%, a menor taxa para o mês desde 2012 (0,21%). De acordo com o IBGE, a queda no preço da energia também foi responsável pelo taxa menor em março. De fevereiro para março, a energia elétrica teve queda de 3,41%.
A retração no preço da energia está relacionada à redução na cobrança extra da bandeira tarifária que, a partir de primeiro de março, passou dos R$ 3, da bandeira vermelha, para R$ 1,50, da bandeira amarela, por cada 100 kilowatts-hora (KW-h) consumidos. “As contas ficaram mais baratas em todas as regiões pesquisadas em razão, também, da redução no valor das alíquotas do PIS/COFINS ocorrida na maioria delas”, conforme o IBGE.
Também influenciaram a queda do IPCA o gás de cozinha, com deflação de 0,42%; taxa de água e esgoto (-0,43%); telefone celular (-2,71%); telefone fixo (-2,89%); e passagem aérea (-10,85%).
A queda no IPCA não foi maior por causa das despesas com alimentação e bebidas, que mais pesam no orçamento das famílias, subiram 1,24% em março na comparação com mês anterior. As frutas, por exemplo, registraram alta de 8,91% nos preços. Também ficaram mais caras a cenoura (14,52%), o açaí (13,64%), o alho (5,7%), o leite (4,57%) e o feijão-carioca (4,1%).
Os preços do cigarro pressionaram a inflação, com aumento de 1,48%.

Regiões
Sete das 13 áreas pesquisadas pelo IBGE fecharam o mês de março com inflação superior ou igual a taxa nacional do mês (0,43%). A maior alta foi na região metropolitana de Fortaleza, que fechou em 0,72%. Em seguida, vem Porto Alegre (0,67%), São Paulo e Curitiba (ambas com 0,57%), Goiânia (0,56%), Belém (0,53%) e Belo Horizonte (0,49%).
As menores taxas foram registradas no Recife e em Salvador, com deflação de 0,14%. Recife teve a menor taxa do país, taxa negativa de 0,04%.
Fecharam ainda abaixo da taxa nacional: Rio de Janeiro (0,29%), Vitória (0,16%) e Brasília (0,12%).
O IPCA é calculado pelo IBGE com as famílias com renda entre um e 40 salários mínimos e abrange as dez principais regiões metropolitanas do país, além das capitais de Goiânia, Campo Grande e Brasília.

INPC
A inflação para as famílias de menor renda, que ganham entre um e cinco salários mínimos, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) chegou a 0,44% em março, menor que a taxa de 0,95% em fevereiro. O resultado é o menor para o mês desde março de 2012 (0,18%).
O INPC, calculado pelo IBGE desde 1979, tem a mesma metodologia do IPCA, abrangendo as dez principais regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.
Fonte - Agência Brasil  08/04/2016

Governo prevê obra do VLT de Salvador para novembro

Transportes sobre trilhos

As obras ocorrerão em três etapas: do Comércio até a Lapa; de Plataforma até a avenida São Luís, em Paripe (que liga o bairro à estrada da Base Naval de Aratu); e do Comércio à Lapa. As duas últimas fases serão executadas ao mesmo tempo.O percurso do modal entre o Comércio e Paripe terá 18,4 km, 4,8 km a mais que o percurso atual dos trens.

Priscila Machado - A Tarde
foto - ilustração
O secretário estadual da Casa Civil, Bruno Dauster, anunciou, nesta sexta-feira, 7, que as obras do veículo leve sobre trilhos (VLT) no subúrbio ferroviário de Salvador, orçadas em R$ 1,1 bilhão, devem ser iniciadas em novembro. O custo será dividido entre os governos estadual e federal.
Segundo Dauster, o edital de licitação deve ser assinado no dia 14 de agosto e a construção, iniciada em até 90 dias após a assinatura. A presidente Dilma Rousseff foi convidada para a cerimônia de publicação do edital, mas a Casa Civil ainda aguarda resposta do Planalto.
As obras ocorrerão em três etapas: do Comércio até a Lapa; de Plataforma até a avenida São Luís, em Paripe (que liga o bairro à estrada da Base Naval de Aratu); e do Comércio à Lapa. As duas últimas fases serão executadas ao mesmo tempo.
O percurso do modal entre o Comércio e Paripe terá 18,4 km, 4,8 km a mais que o percurso atual dos trens.
O trecho entre o Comércio e a Lapa, que passa por definição, terá cerca de 1,5 km. "Essa parte terá um túnel, um viaduto e, provavelmente, uma parada na Barroquinha", adiantou o gestor.
O trajeto dos trens será aproveitado, embora totalmente revitalizado e integrado com o meio urbano. Durante as intervenções, um transporte alternativo será disponibilizado para a população.
A obra envolverá a reforma e construção da linha permanente, das paradas, implantação dos sistemas de eletricidade e comunicação e urbanização da faixa de domínio.

Centro comercial
Em Paripe, haverá um centro comercial, provavelmente no local da estação. Na área limítrofe do sistema serão construídas calçadas e vias para ciclistas.
"Hoje, o limite do sistema de trens é bloqueado por muros, quando não por construções irregulares. Queremos que o novo sistema e a região sejam melhor apreciados. O subúrbio é muito bonito, tem uma baía linda que não é vista, em grande parte por causa da desorganização", disse Dauster. A expectativa do governo do estado é que o sistema comece a operar no segundo semestre de 2017.

Paradas
O secretário da Casa Civil explicou que as dez estações do sistema atual serão desativadas e reaproveitadas para prestação de serviços à comunidade.
Segundo ele, "os cais [popularmente chamados de batentes] serão demolidos e os prédios reaproveitados. O trem andará no chão, como se fosse ônibus. Por isso, haverá paradas, não estações". O sistema terá 21 paradas [veja abaixo] mais que o dobro que as dez atuais.


A média de tempo de espera pelos veículos será de cinco a sete minutos, semelhante ao do metrô. "Atualmente, uma pessoa leva, em média, entre uma hora e meia a duas horas e meia para ir de Paripe a Piatã, por exemplo. Futuramente, esse tempo será reduzido para 30 minutos. O VLT será integrado ao metrô, ao BRT e aos ônibus. Será muito mais fácil fazer o trajeto", contou.

Passagem será mais cara que a dos trens atuais
Com a modernização do sistema, a passagem, que atualmente custa R$ 0,50 para os trens, aumentará. Segundo Dauster, o valor será o mesmo aplicado para qualquer outro modal, no momento em que começar a operar.
“A passagem atual é absolutamente inexequível para qualquer sistema de transporte. Não cobre nem o custo da vigilância”, diz.
Mas ele acrescenta que isso não será um problema para a população: “O usuário terá mais qualidade, saberá a hora exata que o trem passará na parada. Valerá a pena pagar por um transporte de qualidade”.
Além do conforto, o secretário lembra que a passagem será integrada aos demais meios de transporte, como metrô e BRT. Por isso, para ele, o aumento não causará tanto impacto.
“Teremos entre 165 a 170 km de trilhos em Salvador até 2017, contando com o metrô. Os corredores farão uma revolução no sistema de mobilidade da capital porque todas as pessoas poderão circular de um ponto a outro da cidade de forma muito mais fácil”, aposta.
Fonte - A Tarde 07/04/2016

Governo de Minas quer assumir a gestão da CBTU

Transportes sobre trilhos

No último dia 14, a proposta foi apresentada pelo secretário de Estado de Obras Públicas (Setop), Murilo Valadares, a representantes do Ministério do Planejamento, em Brasília. O governo federal ainda analisa a proposta.De acordo com a Setop, as negociações para essa integração estão em andamento desde o primeiro semestre de 2015.

O Tempo - RF
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O Governo de Minas Gerais quer assumir a gestão da Central Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que atualmente é gerida pelo Ministério das Cidades e administra a única linha de metrô existente em Belo Horizonte. A proposta é que a Metrominas, empresa pública criada para a expansão do metrô na capital, assuma os ativos da CBTU em troca da garantia de que o governo federal irá repassar os R$ 7 bilhões prometidos para a criação das linhas 2 e 3 do sistema.
No último dia 14, a proposta foi apresentada pelo secretário de Estado de Obras Públicas (Setop), Murilo Valadares, a representantes do Ministério do Planejamento, em Brasília. O governo federal ainda analisa a proposta.
De acordo com a Setop, as negociações para essa integração estão em andamento desde o primeiro semestre de 2015. Os projetos básicos para modernização e expansão da linha 1 (atual trecho em operação), implantação das linhas 2 (Barreiro/Nova Suíça) e 3 (Lagoinha/Savassi) já estão concluídos. Nesse momento estão sendo feitos os estudos para a linha 4, que até então não havia entrado em negociação que prevê a ligação da Estação Eldorado, com Betim, na região metropolitana.

Promessas
A tão sonhada expansão do metrô da capital já foi alvo de várias promessas do atual governo federal. Em 2012, durante visita na capital, a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou R$ 3,16 bilhões para o metrô – R$ 1 bilhão da União, R$ 750 milhões financiados e o restante dividido entre Estado, prefeitura e empresas. No ano passado, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab afirmou R$ 1,75 bilhões já estavam garantidos, mas que outros R$ 5 bilhões seriam investidos para garantir a realização da obra completa.
Fonte - Revista Ferroviária  07/04/2016 

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Energias renováveis batem recorde em 2015

Sustentabilidade

A capacidade de geração de energias renováveis cresceu 8,3% em 2015, a mais alta taxa já registrada.A implantação de energias renováveis ​​continua a crescer ao redor do mundo, mesmo diante dos baixos preços do petróleo e do gás. Os custos decrescentes das tecnologias e uma série de fatores econômicos, sociais e ambientais estão favorecendo as energias renováveis ​​em relação às fontes convencionais

Revista Amazônia

Abu Dhabi, U.A.E., 7 de abril de 2016 – A capacidade de produção de energias renováveis aumentou 152 gigawatts (GW) ou 8,3% em 2015, a mais alta taxa de crescimento anual já registrada, de acordo com os mais recentes dados divulgados pela Agência Internacional de Energias Renováveis ​​(IRENA). Segundo a edição de 2016 do relatório “Estatísticas sobre a Capacidade das Renováveis”, no final de 2015 havia 1.985 GW de capacidade de geração renovável em todo o mundo.
“A implantação de energias renováveis ​​continua a crescer ao redor do mundo, mesmo diante dos baixos preços do petróleo e do gás. Os custos decrescentes das tecnologias e uma série de fatores econômicos, sociais e ambientais estão favorecendo as energias renováveis ​​em relação às fontes convencionais”, explicou o Diretor-Geral da IRENA, Adnan Z. Amin. “Este crescimento impressionante, juntamente com o recorde de US$ 286 bilhões investidos em energias renováveis ​​em 2015, envia para investidores e formuladores de políticas um forte sinal de que as renováveis são agora a melhor opção para a geração de energia em todo o mundo.”
O ano de 2015 foi recorde tanto para a energia eólica como para a solar, em grande parte devido a uma queda contínua nos custos da tecnologia. No caso da energia eólica, o crescimento de 63 GW (17%) foi impulsionado por uma redução de até 45% no preço das turbinas terrestres desde 2010. A capacidade solar, por sua vez, aumentou em 47 GW (37%) graças à queda de até 80% nos preços dos módulos solares fotovoltaicos nesse período. Já a capacidade hidrelétrica aumentou 35 GW (3%), enquanto a capacidade de bioenergia e a de energia geotérmica aumentaram 5% cada (5 GW e 1 GW, respectivamente).
De maneira geral, a capacidade aumentou em cerca de um terço ao longo dos últimos cinco anos, com a maior parte desse crescimento vindo de novas instalações de energia eólica e solar.
Em termos de distribuição regional, o crescimento mais rápido na capacidade de geração de energias renováveis se deu em países em desenvolvimento. A América Central e o Caribe tiveram uma expansão de 14,5%. Na Ásia, onde o crescimento foi responsável ​​por 58% da nova capacidade global de geração de energia renovável em 2015, a expansão foi de 12,4%. Na Europa, as renováveis aumentaram 24 GW (5,2%) e 20 GW (6,3%) na América do Norte.
“As significativas taxas de crescimento de capacidade em economias em desenvolvimento são uma prova das fortes perspectivas de negócios para a energia renovável”, disse Amin. “As energias renováveis ​​não são apenas uma solução para os países industrializados – elas também estão favorecendo o crescimento econômico nas economias de mais rápido crescimento no mundo em desenvolvimento.”
No final do ano, a energia hidráulica foi responsável pela maior parcela do total da capacidade global de geração de energia renovável, com uma capacidade instalada de 1.209 GW, a maioria dos quais vindo de usinas de grande escala. As energias eólica e solar foram responsáveis pela maior parte do restante, com uma capacidade instalada de 432 GW e 227 GW, respectivamente. Outras energias renováveis ​​includm 104 GW de bioenergia, 13 GW de energia geotérmica e cerca de 500 MW de energia marinha (marés, das ondas e do oceano).

Destaques por tecnologia:
Hidroenergia: Em 2015, três quartos da nova capacidade hídrica foram instalados no Brasil, China, Índia e Turquia (26,3 GW no total). Mais do que um GW de nova capacidade também foi instalado na Europa, América do Norte e do Médio Oriente (Irã), mais 550 MW na África.
Eólica: Cerca de 95% da capacidade eólica agora está localizadas na Ásia (China e Índia), Europa e América do Norte; e 90% da nova capacidade foi instalada nessas regiões em 2015 (57,1 GW). A energia eólica também está começando a expandir-se rapidamente em outras regiões, como a América do Sul, onde a capacidade aumentou 3,1 GW (40%) em 2015.
Bioenergia: Quase 40% da capacidade de bioenergia está na Europa, com mais de 30% na Ásia e no restante dividido igualmente entre o Norte e América do Sul. Crescimento em 2015 foi igualmente distribuído, com um aumento de 1,8 GW na Europa, 1,7 GW na Ásia e o restante em outros lugares.
Solar: O grande avanço da energia solar em 2015 foi o aumento de 48% na Ásia, com 15 GW de nova capacidade instalada na China e outros 10 GW no Japão. Um aumento de 8 GW na América do Norte também ultrapassou o nível de novas instalações na Europa (7,6 GW) pela primeira vez. A energia solar também se expandiu significativamente na Oceania e na África, com adições de 1 GW e 0,9 GW, respectivamente. No final de 2015, a Europa representou 43% da capacidade solar global, com outros 40% na Ásia (principalmente China e Japão) e 13% na América do Norte.
Geotérmica: sua capacidade aumentou em cerca de 600 MW em 2015. Quatro países (Itália, México, Turquia e Estados Unidos) foram responsáveis ​​por quase todo este aumento.
A edição de 2016 do relatório Estatísticas sobre a Capacidade das Renováveis oferece os números mais abrangentes, atualizados e acessíveis sobre a capacidade das energias renováveis. Ele inclui números de 2000 a 2015 e contém 13.546 dados pontuais de mais de 200 países e territórios.
Para acessar o relatório: www. irena.org

Sobre a Agência Internacional de Energias Renováveis ​​(IRENA)
IRENA é uma instituição de referência global para a cooperação e troca de informações sobre energias renováveis. Ela congrega 145 deputados (144 Estados e da União Europeia). Outros 31 países estão em processo de adesão e ativamente engajados. A IRENA promove a adoção generalizada e a utilização sustentável de todas as formas de energia renovável, incluindo a bioenergia, geotérmica, hidrelétrica, as energias eólica, solar e do oceano, na busca do desenvolvimento sustentável, do acesso à energia, da segurança energética e do crescimento econômico e da prosperidade de baixo carbono. -www. irena.org-
Fonte - Revista Amazônia  07/04/2016

ANAC - Novas regras para transporte aéreo de passageiros terão prazo para contribuições prorrogados

Transporte aéreo

Sugestões poderão ser enviadas até às 18h de 2 de maio.A proposta de norma visa consolidar os regulamentos afetos ao tema, agregando em um único normativo todas as condições gerais de transporte e os direitos de assistência aos passageiros.

Da Redação
foto - ilustração
A Agência Nacional de Aviação Civil prorrogou o prazo para contribuições sobre a proposta de revisão das Condições Gerais de Transporte Aéreo (CGTA) por mais 22 dias,até o dia 2 de maio ás 18h.. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (7).
A prorrogação do prazo de contribuição se deu em virtude de solicitações encaminhadas por instituições que participaram da Audiência Pública presencial realizada na última terça (5), em Brasília. A proposta de norma visa consolidar os regulamentos afetos ao tema, agregando em um único normativo todas as condições gerais de transporte e os direitos de assistência aos passageiros.
Os interessados em contribuir para a proposta de regulamento das CGTA devem encaminhar sugestão à Gerência de Regulação das Relações de Consumo, da Superintendência de Acompanhamento de Serviços Aéreos - GCON/SAS, por meio de formulário eletrônico próprio disponível no sítio eletrônico da Agência (www.anac.gov.br, em Participação Social, Audiências e Consultas Públicas).
Além da participação no site da ANAC,o interessado também pode contribuir por meio da Audiência Pública presencial. A segunda sessão será realizada na próxima sexta-feira (8), a partir das 9 horas, na Representação Regional da ANAC em São Paulo (SP). Endereço: Rua Renascença, nº 112 - Ed. Office Congonhas - Vila Congonhas.
Com informações da ANAC  07/04/2016

Justiça dá prazo de cinco dias para Samarco conter vazamento de rejeitos

Meio ambiente

Os restos de mineração atingem córregos da bacia do Rio Doce. A mineradora fica também impedida de retomar qualquer empreendimento no complexo minerário de Germano até que a lama seja totalmente contida. 

Léo Rodrigues
Correspondente da Agência Brasil

Corpo de Bombeiros/MG - Divulgação
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu prazo de cinco dias para que a Samarco acabe com o vazamento de rejeito na região de Mariana (MG). Os restos de mineração atingem córregos da bacia do Rio Doce. A mineradora fica também impedida de retomar qualquer empreendimento no complexo minerário de Germano até que a lama seja totalmente contida. A decisão, proferida ontem (6) em caráter liminar, foi tomada pelo pelo juiz Luis Fernando Benfatti e responde uma ação civil pública do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
O complexo minerário de Germano é formado pelas barragens de Germano, de Santarém e do Fundão. Esta última, localizada no distrito de Bento Rodrigues em Mariana (MG), rompeu-se em novembro do ano passado deixando 19 mortos e causando danos ambientais profundos à bacia do Rio Doce. Parte dos rejeitos que não escoaram foi deslocada para a barragem de Santarém e três diques foram construídos. No entanto, segundo o MPMG, as estruturas não se mostram capazes de conter os vazamentos e foram sido erguidos de forma precária, sem observância das normas técnicas pertinentes.
O juiz Luis Fernando Benfatti determinou ainda que a Samarco implante um novo dique de segurança em 80 dias e apresente em 10 dias um projeto de medidas emergenciais adicionais para conter totalmente os vazamentos. O descumprimento dos prazos gera uma multa diária de R$1 milhão. "O dano ambiental se agrava dia após dia, sem que as partes envolvidas tomem efetiva medida de contenção e reparação dos estragos vivenciados”, destaca o despacho do magistrado.

Samarco
De acordo com o MPMG, de janeiro para fevereiro, 5 milhões de metros cúbicos de lama atingiram a bacia do Rio Doce após escoar da barragem de Santarém por meio de um extravasor danificado. No local, ainda haveria aproximadamente 9,8 milhões de metros cúbicos de rejeitos.
A Samarco informou que ainda não foi notificada sobre a ação e alegou que os diques estão cumprindo seu papel de conter sedimentos dentro da área das barragens. Na última terça-feira (5), a mineradora apresentou um relatório com as medidas tomadas após a tragédia. O documento aponta que a barragem de Santarém tem recebido obras de reforço e sua situação é de estabilidade. A Samarco acrescenta que o extravasor está aberto para permitir o escoamento do material de dentro do reservatório para os diques de contenção de sedimentos.
O documento apresentado reitera ainda que foi construída uma sala de monitoramento com novos equipamentos para intensificar o controle das estruturas e dos diques, além de um posto de monitoramento visual que opera durante 24 horas. "Com todas as providências que vêm sendo tomadas, por meio de monitoramento, procedimento de alerta e inspeções, a comunidade atualmente não corre riscos", informa o texto.

Operação
O rompimento da barragem da Samarco completou cinco meses na terça-feira (5). A tragédia deixou 19 mortos e provocou destruição de vegetação nativa, além da poluição das águas da bacia do Rio Doce desde Mariana até a foz, no mar em Linhares, no litoral norte do Espírito Santo.
Desde então, a Samarco está impedida de seguir com as atividades de mineração no complexo de Germano, o que é reiterado pela a decisão do juiz Luis Fernando Benfatti. A mineradora não poderá operar qualquer empreendimento enquanto não demonstrar a completa estabilização dos impactos ambientais. Esse também era um pedido do MPMG. Segundo os promotores, é preciso que a Samarco priorize o fim do vazamento e a reparação dos danos ambientais antes de concentrar seus esforços para viabilização de atividades potencialmente agravadoras dos impactos.
A volta das operações da mineradora é defendida pelo prefeito de Mariana (MG), Duarte Júnior. No mês passado, ele informou que fará visitas para convencer os órgãos de fiscalização ambiental a permitir que a Samarco retome os trabalhos no município. "Quanto mais adiarmos, maiores os prejuízos, pois a queda de arrecadação só aumenta. A Samarco ainda precisa reconstruir correias e dutos para voltar a produzir", disse.
Fonte - Agência Brasil  07/04/2016

Energia de Belo Monte já está chegando aos consumidores

Energia

Usina atingirá capacidade máxima em 2019, com 11.233 MW de potência instalada.A primeira turbina a entrar em operação, na Casa de Força Principal (sítio Belo Monte) iniciou a sincronização com SIN no domingo, com capacidade de gerar até 611,1 MW. Uma outra turbina menor, de 38,9 MW, foi sincronizada na Casa de Força Complementar (Sítio Pimental) na segunda-feira (4/4).

Ministério de Minas e Energia
foto - ilustração
A energia elétrica da Usina Hidrelétrica Belo Monte já está chegando às linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN) desde o último domingo (3/4), informou nesta terça-feira (5/4) a empresa Norte Energia, concessionária do empreendimento. A primeira turbina a entrar em operação, na Casa de Força Principal (sítio Belo Monte) iniciou a sincronização com SIN no domingo, com capacidade de gerar até 611,1 MW. Uma outra turbina menor, de 38,9 MW, foi sincronizada na Casa de Força Complementar (Sítio Pimental) na segunda-feira (4/4).
As duas unidades geradoras estão na fase pré-operação comercial, e a próxima etapa é receber a autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para começar a operação comercial, o que deve ocorrer nos próximos dias. No leilão de venda da energia produzida pela usina, em 2010, foram firmados contratos com 27 empresas distribuidoras que atendem consumidores de 17 Estados.
Belo Monte, que terá capacidade instalada total de 11.233 MW, é formada por duas casas de força, sendo a Principal dotada de 18 turbinas tipo Francis, com capacidade de 611,1 MW cada uma, totalizando 11 mil MW. Quando concluída, essa casa de força responderá por 97% da energia do empreendimento.
A Casa de Força Complementar terá seis turbinas do tipo bulbo, com 38,9 MW, e capacidade total de 233 MW. Ou seja, toda a energia que será gerada na casa de força Complementar corresponderá a apenas 38% da capacidade de uma única turbina das 18 que serão implantadas na casa de força principal. O início de suprimento da energia gerada pelo empreendimento, previsto nos contratos, é proporcional à motorização da usina, que se encerrará no final de 2018. Em janeiro de 2019, com sua potência máxima instalada, Belo Monte iniciará a operação comercial de sua última turbina.
Com informações do Ministério de Minas e Energia  06/04/2016

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Metrô de Salvador funcionará até as 22h nesta quarta-feira

Transportes sobre trilhos

O Metrô de Salvador funcionará nesta quarta feira (06) até as 22h por conta dos testes que serão realizados nos novos trens

Da Redação

A CCR Metrô Bahia informa que, nesta quarta-feira (6/4), os torcedores poderão contar com o metrô somente para ir à Arena Fonte Nova, pois todas as estações (de Lapa a Pirajá) irão funcionar até as 22h. Por conta da continuidade dos testes nos novos trens o metrô não terá operação especial após o término da partida.
Com informações da CCR Metrô Bahia 06/04/2016

Marinha brasileira batiza novo navio (NDM) de 'Bahia'

Defesa

A presidente Dilma Rousseff e o governador Rui Costa participaram de cerimônia e também visitaram o terminal de passageiros do Porto de Salvador, localizado no bairro do Comércio. Projetada para transportar tropas, veículos, helicópteros e equipamentos, a nova embarcação foi transferida à Marinha depois de acordo firmado entre os governos brasileiro e francês e representa mais investimentos e reforço nas Forças Armadas nacionais.

Da Redação
foto - CarolGarcia/Gov.Ba.
Batizado de 'Bahia', o novo Navio Doca Multipropósito (NDM) da Marinha do Brasil foi entregue oficialmente à corporação na manhã desta quarta-feira (6), em Salvador, na sede do Comando do 2º Distrito Naval. A presidente Dilma Rousseff e o governador Rui Costa participaram de cerimônia e também visitaram o terminal de passageiros do Porto de Salvador, localizado no bairro do Comércio. Projetada para transportar tropas, veículos, helicópteros e equipamentos, a nova embarcação foi transferida à Marinha depois de acordo firmado entre os governos brasileiro e francês e representa mais investimentos e reforço nas Forças Armadas nacionais.
O novo navio homenageia a Bahia pela posição estratégica que o estado ocupa, no meio do litoral brasileiro, facilitando o deslocamento e atuação de Forças Navais para o Norte\Nordeste ou para o Sul. A embarcação está preparada para atender, além de missões operacionais e ofensivas, a auxílios a desastres, apoiar a Defesa Civil e ações internacionais. O objetivo é que o navio entre em operação no segundo semestre desse ano, em uma missão de paz no Haiti.
Para o governador Rui Costa, o novo investimento fortalece o Brasil e as riquezas nacionais. "Por estarmos no estado de maior costa do País, fica o desejo de que a Marinha venha aumentar as suas instalações em nosso território, utilizando o potencial baiano para treinamento e manutenção. O mar que fez parte da história do Brasil e da Bahia abraça a nossa terra e por isso desejamos fortalecer ainda mais essa parceria. Agradeço essa belíssima homenagem. Nosso estado estará muito bem representado por essa embarcação de excelência”, comemorou. Ele ainda convidou a presidente para voltar à Salvador para inaugurar obras construídas em parceria com o governo federal, como a Via Expressa e o Terminal Náutico.
Durante a cerimônia, Dilma Rousseff falou sobre o quanto a União tem investido nas Forças Armadas. "Estamos empenhados em ampliar a capacidade operacional dessa força, que atua com imenso profissionalismo, investindo em equipamentos e na formação de pessoal, mesmo em fase de ajustes como a que estamos enfrentando. Nos esforçamos para dar continuidade aos planos e projetos estratégicos dessas forças. São programas que avançaram muito nos últimos tempos, que são estratégicos para a sociedade brasileira, 

foto - CarolGarcia/Gov.Ba.
Queremos garantir que vamos continuar avançando nesse sentido. Nesse país de dimensões continentais, precisamos fortalecer a Defesa brasileira, por isso esse investimento compatível com o tamanho do Brasil, como é esse merecido e esperado reforço, o navio Bahia", falou.
Na ocasião, a presidente recebeu uma réplica do navio doca e Rui ganhou uma bandeira da Bahia. Também participaram do evento o chefe de gabinete da Presidência da República, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, o ministro de Defesa, Aldo Rebelo, entre outras autoridades.

Navio Doca 'Bahia'
Adquirido da marinha francesa pelo valor de 80 milhões de euros, que serão pagos ao longo de quatro anos, o NDM Bahia tem 168 metros de comprimentos e 22 metros de largura, com capacidade para 12 mil toneladas. Com a tripulação de 32 oficiais e 256 praças, o navio tem autonomia de até 46 dias e tem mais de 20 mil quilômetros de raio de ação. 

foto - ilustração
Com pistas de pouso, esse é um dos quatro navios brasileiros que possuem uma doca alagável, uma espécie de plataforma que desce ao nível do mar para que as embarcações desembarquem na água.
O 'Bahia' ainda possui um complexo hospitalar com 49 leitos e 500 m², capaz de prestar atendimento médico-odontológico e com acesso direto ao convés de voo principal, permitindo que helicópteros realizem evacuações
Com informações da Secom Ba.  06/04/2016

Ministério das Cidades aprova projeto de expansão do VLT de Maceió até Jaraguá

Transportes sobre trilhos

Para a execução do Projeto de Expansão do VLT, era necessária a autorização da SNTMU, o que foi feito ontem através de ofício enviado ao diretor-presidente da CBTU. Segundo Marco Fireman, é apenas uma questão de tempo dentro das formalidades legais para que as obras continuem em ritmo acelerado

Da Redação

O diretor-presidente da CBTU, Marco Fireman, recebeu ofício do Secretário Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, Dario Rais Lopes, autorizando dar seguimento ao Projeto de Modernização do Sistema de Trens Urbanos de Maceió para sua expansão até o Porto de Jaraguá.
Para a execução do Projeto de Expansão do VLT, era necessária a autorização da SNTMU, o que foi feito ontem através de ofício enviado ao diretor-presidente da CBTU. Segundo Marco Fireman, é apenas uma questão de tempo dentro das formalidades legais para que as obras continuem em ritmo acelerado. Paralelamente, já está sendo, também, finalizado o projeto de sinalização do trecho de 32 quilômetros da via permanente entre Maceió e Lourenço de Albuquerque, contemplando a expansão até o bairro de Jaraguá.
Esta autorização já havia sido solicitada pela CBTU nacional, que aguardava o sinal verde da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, para que fossem adotadas as providências necessárias para a execução das obras, dentro do orçamento elaborado para aquele trecho que irá beneficiar milhares de pessoas em torno tanto do centro da capital como dos bairros do Poço, Jaraguá, Pajuçara, Mangabeiras e Ponta Verde.
A mobilidade urbana, de acordo com o presidente da CBTU, é uma das prioridades do governo federal, com o objetivo maior de facilitar o deslocamento de pessoas entre municípios com um custo-benefício da mais alta significação para a população, com eficiência, rapidez, conforto e segurança.
Com informações da CBTU   05/04/2016

O trem de alta velocidade da Índia vai ligar Nova Deli com o centro turístico de Agra.

Transportes sobre trilhos

O primeiro trem indiano de alta velocidade permite cobrir 200 km em apenas 100 minutos.Este é o primeiro serviço de alta velocidade transportes ferroviários indianos. O trem pode atingir a velocidade de 160 km por hora.“Nós decidimos garantir que todos os trens que circulam em todo o país devem tornar-se mais rápidos do que são hoje. 

Sputnik
Sputnik
O ministro dos Transportes Ferroviários da Índia, Suresh Prabhu, anunciou na terça-feira o lançamento do Gatiman Expresso, o trem mais rápido da Índia. O Gatiman Expresso vai ligar Nova Deli com o centro turístico de Agra, onde fica o Taj Mahal.
Este é o primeiro serviço de alta velocidade transportes ferroviários indianos. O trem pode atingir a velocidade de 160 km por hora.
“Nós decidimos garantir que todos os trens que circulam em todo o país devem tornar-se mais rápidos do que são hoje. Vamos tentar garantir que todos os trens usados pelos cidadãos simples se tornarem mais rápidos, para os cidadãos atingirem o seu destino mais cedo”, disse Prabhu à ANI depois de lançamento do expresso.
​Ao contrário da maioria dos trens indianos, o Gatiman Expresso terá recepcionistas que cumprimentam os passageiros. Os passageiros terão a possibilidade de provar diferentes tipos de cozinha, usar livremente divertimentos a bordo – assistir vídeos nos seus dispositivos mesmo sem ligação à rede Wi-Fi.
O Gatiman Expresso tem o seu sistema de informações para os passageiros baseado em GPS, uma sinalização de incêndio automática, bio-banheiros e portas automáticas.
O lançamento do trem marcará a nova era das viagens rápidas na Índia.
Fonte - Sputnik   05/04/2016

MPF requer que ALL conclua obras de segurança em 180 dias

Ferrovias

A recomendação inclui trabalhos de manutenção da via férrea e adequação de passagens de nível. O MPF pediu ainda a conclusão da passagem em desnível para pedestres no pátio da FEPASA, em Jales, onde há alto risco de acidentes fatais. Relatório da ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres, no local, informa que pessoas se arriscam frequentemente ao passar por baixo das composições estacionadas. 

A Tribuna

MPF quer obras de manutenção da via férrea e adequação de passagens de nível. Em 2014 duas pessoas morreram atropeladas na linha férrea em Jales
A ALL – América Latina Logística Malha Paulista S.A, empresa que administra as ferrovias da região, e cidades de Jales, Fernandópolis Meridiano, Urânia, Santa Salete e Três Fronteiras, deverão concluir em até 180 dias, todas as obras necessárias para garantir segurança e o bom funcionamento da ferrovia que corta os referidos municípios. O requerimento foi feito pelo Ministério Público Federal em Jales.
A recomendação inclui trabalhos de manutenção da via férrea e adequação de passagens de nível. O MPF pediu ainda a conclusão da passagem em desnível para pedestres no pátio da FEPASA, em Jales, onde há alto risco de acidentes fatais. Relatório da ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres, no local, informa que pessoas se arriscam frequentemente ao passar por baixo das composições estacionadas.
Em 2014, foram registrados dois acidentes graves nas proximidades do pátio. Duas pessoas morreram atropeladas.
O Ministério Público Federal requer ainda que o tráfego de trens em áreas urbanas fique restrito ao período entre as 7 e 22 horas e que sua velocidade máxima não ultrapasse 20 km/h nestes trechos.
Com relação ao ruído produzido pelas buzinas das locomotivas, foi solicitado que seja adequado aos parâmetros estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) nas regiões habitadas. O barulho é alvo de reclamações por parte dos moradores que vivem próximo à linha férrea.
Os pedidos fazem parte de manifestação do procurador da República Carlos Alberto dos Rios Junior para que seja restabelecido o andamento da ação civil pública ajuizada pelo MPF em 2012, restaurando-se os efeitos da decisão liminar proferida pela Justiça Federal.
O procedimento visava a garantir a segurança da população, dos trabalhadores e do meio ambiente em relação à ferrovia administrada pela ALL nos municípios da Subseção Judiciária de Jales, mas foi interrompido há cerca de três anos, em audiência judicial de conciliação. Nesta ocasião, por acordo entre as partes, foi constituído um grupo de trabalho para discutir os pedidos da ação.

Municípios e concessionárias não concluíram obras
O MPF constatou, após reunião realizada no segundo semestre de 2015, que os objetivos do GT foram apenas parcialmente alcançados. Municípios e a concessionária, apesar de terem realizado os estudos sobre as intervenções necessárias em cada trecho, não concluíram as obras. Em três anos, as Prefeituras sequer apresentaram o cronograma dos trabalhos a serem executados. A ALL vem executando os serviços, mas em ritmo insatisfatório, como no caso do pátio de Jales. As intervenções para a manutenção da via férrea, como a substituição de dormentes e de trilhos muito desgastados, também não foram finalizadas pela empresa.
O MPF solicita que a ANTT fiscalize o andamento das obras e as condições de segurança e trafegabilidade de todos os trechos da ferrovia. A União também deverá apurar se a ALL honrou suas obrigações e, na hipótese de descumprimento, decretar a caducidade da concessão do transporte ferroviário de cargas. Em caso de decisão favorável da Justiça Federal, a multa requerida pelo MPF para os réus que não concretizarem as medidas determinadas é de R$ 20 mil por dia.
Fonte - STEFZS  05/04/2016

KC-390 é um marco na indústria brasileira, diz comandante da Embraer

Defesa

O comandante Jordão garante que a aeronave vai causar grande impacto nas operações da FAB.Vai aumentar muito a eficiência e a pronta resposta da Força Aérea. Ela é fácil de pilotar por usar sistema fly by wire. Seus equipamentos modernos vão reduzir o custo de manutenção”, explicou.

Blog do Planauto
 foto - Blog do Planalto
Está tudo pronto para a visita de daqui a pouco da presidenta Dilma Rousseff, na Base Aérea de Brasília, ao cargueiro militar KC-390, a maior e mais moderna aeronave projetada e fabricada no Brasil. O comandante Jordão, piloto de ensaios da Embraer, disse que o KC-390 é um marco para a indústria brasileira.
“É uma aeronave estratégica e polivalente. Vai aumentar muito a eficiência e a pronta resposta da Força Aérea. Ela é fácil de pilotar por usar sistema fly by wire. Seus equipamentos modernos vão reduzir o custo de manutenção”, explicou.
Segundo o comandante, o KC-390 vai causar grande impacto nas operações da Força Aérea Brasileira (FAB) e já existem muitos países interessados, inclusive parceiros, visualizando a substituição de outras aeronaves por esta.
“Um país que não tem uma aeronave dessa categoria não tem capacidade de reação. No aspecto de defesa e segurança ela é uma arma vital. Não adianta só ter caças se não tiver uma aviação de transporte que dê o suporte para se manter em voo”.
A aeronave é resultado de um projeto conjunto da Embraer com a FAB para desenvolver e produzir um avião de transporte militar tático e reabastecimento em voo que representa um avanço significativo em termos de tecnologia e inovação para a indústria aeronáutica brasileira.
Fonte - Blog do Planauto  05/04/2016

terça-feira, 5 de abril de 2016

CBTU João Pessoa participa de fórum de mobilidade urbana na capital

Mobilidade

Este fórum tem como objetivo promover a integração entre todos os modais de transportes, identificar pontos críticos e reabrir a discussão em torno de projetos que sanem os maiores problemas de mobilidade da população paraibana.

CBTU

A CBTU João Pessoa, representada pela Gerência de Planejamento e Engenharia, participou na segunda-feira (4), do Fórum de Mobilidade Urbana na Região Metropolitana de João Pessoa. A Companhia apresentou as potencialidades do sistema ferroviário e as possíveis parcerias entre os poderes públicos e privados, para dinamizar o transporte de passageiros na Grande João Pessoa.
“Abordei as potencialidades da CBTU como transporte intermunicipal de massa, e como as prefeituras e governo estadual podem aproveitas tais potencialidades”, afirmou o economista da CBTU, Carlos Ataíde. Este fórum tem como objetivo promover a integração entre todos os modais de transportes, identificar pontos críticos e reabrir a discussão em torno de projetos que sanem os maiores problemas de mobilidade da população paraibana.
O evento teve a sua abertura nesta segunda-feira, 04, com a seção solene do presidente da Academia Paraibana de Engenharia. Durante toda a manhã houve discussão sobre transporte rodoviário. À tarde, a CBTU apresentou o tema Transporte Ferroviário, e logo após houve apresentações dos temas Transporte Marítimo e as Demandas da Indústria e do Turismo. No dia 5, a discussão se concentrará no transporte urbano com exposições das prefeituras da Região Metropolitana.
As inscrições são feitas no local do evento na sede do Sinduscon. O fórum conta com o apoio do Crea-PB, Mutua, Sinduscon, CBTU, DNIT, DER, Docas, FIEP, PBTUR, Governo do Estado, Prefeituras de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo e Secretaria de Turismo de João Pessoa.
Informações: (83) 99981-7652 e 98887-4546 ou no e-mail jengl18@gmail.com
Fonte - CBTU  05/04/2016

Renovação da frota anima a indústria ferroviária

Economia

As operadoras estão investindo fortemente na ampliação e renovação das frotas. Outro ponto positivo para a indústria é que grande parte dom volume transportado, que pouco tempo atrás dependia apenas da carga das mineradoras, hoje atende a outros tipos de mercadoria, com destaque para o agronegócio. 

Valor Econômico
foto - ilustração
Depois de dois anos de bons resultados, a indústria de trens e locomotivas tem expectativa de atingir em 2016, pelo terceiro ano consecutivo, vendas igualmente animadoras, em contraste com o fraco nível de atividade econômica. Este desempenho se explica por características próprias deste tipo de indústria. Um novo projeto de uma única operadora, ou a renovação de frota de um só cliente, é capaz de dar um grande empurrão no volume de encomendas. Foi o que aconteceu em 2014 e 2015, e neste ano não será diferente.
As operadoras estão investindo fortemente na ampliação e renovação das frotas. Outro ponto positivo para a indústria é que grande parte dom volume transportado, que pouco tempo atrás dependia apenas da carga das mineradoras, hoje atende a outros tipos de mercadoria, com destaque para o agronegócio.
“Nosso setor tem ciclos mais amplos. O ano passado foi muito positivo e colhemos resultados de investimentos que nossos clientes vinham fazendo desde 2014”, destaca Rogério Mendonça, presidente da GE Transportation para a América Latina. Em 2015, o volume produzido foi 60% superior ao do ano anterior e a perspectiva para 2016 é crescer, no mínimo, entre 15% e 20%, o que significa até 80 unidades, projeta.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER), apesar do momento econômico turbulento, a indústria ferroviária continuará em alta. Esta perspectiva fortalece a meta de produzir 40 mil vagões na década 2010/2019. Há 15 anos o setor não tinha notícias tão positivas como no biênio 2014/2015. Nesses dois anos, foram colocados no mercado 4.703 e 4.683 vagões, respectivamente. “A indústria estava acostumada a uma verdadeira gangorra, com sucessivos picos e quebras bruscas nos pedidos em carteira”, afirma Vicente Abate, presidente da ABIFER. As locomotivas também seguem com demanda aquecida. Em 2015, o setor registrou recorde histórico ao atingir 129 unidades ante as 80 fabricadas em 2014, um acréscimo de 61,2%.
“Trabalhamos com a previsão de produzir mais de cem locomotivas em 2016, volume bastante alinhado com a expectativa para a década, ou seja, uma centena de locomotivas por ano”, afirma Abate. A projeção para os vagões também é otimista. “Serão quatro mil unidades fabricadas neste ano, número também alinhado à projeção para a década”. A receita de R$ 6,2 bilhões no ano passado supera em 10,7% os R$ 5,6 bilhões obtidos em 2014.
A Caterpillar, fabricante de locomotivas instalada em Sete Lagoas, Minas Gerais, fechou 2015 com o dobro da produção verificada no ano anterior. Para 2016, a companhia já tem encomendas fechadas, mas Carlos Roso, diretor da Progress Rail Services no Brasil, braço do setor ferroviário da companhia, diz que o volume deverá ficar um pouco abaixo. “Para este ano, a previsão é de retração da ordem de 20%, porém ainda será satisfatória”.
A Alstom – que encerrou suas atividades de geração e transmissão de energia elétrica e vendeu seus ativos nesta área para a General Electric – passou a focar no serviço de transporte ferroviário. “A Alstom é mais experiente em lidar com os tomadores de decisão no mercado de passageiros, enquanto a GE está mais habituada com ferrovias privadas. A GE vende produtos, enquanto a Alstom foca na venda de sistemas e serviços. Essa troca de experiências será essencial em um momento de grande competição no mercado”, diz Michel Boccaccio, presidente da Alstom no Brasil e vice-presidente sênior na América Latina.
Além das locomotivas, a GE também é responsável por oferecer assistência técnica e treinamento. “Aumentamos o conteúdo de suporte tecnológico, monitoramento remoto e capacitação digital dessas locomotivas”, diz Mendonça. “Assumimos a manutenção a assistência técnica dos clientes. Este é um mercado bastante interessante, até para equilibrar a receita em momentos de alta ou baixa demanda na indústria”.
A GE Transportation, líder global em fornecimento de tecnologia e de equipamentos ferroviários, inaugurou seu primeiro Centro de Monitoramento e Diagnóstico Remoto no Brasil, em Contagem, Minas Gerais. Através do sistema Locomotive Maintenance Suite (LMS), o novo centro será responsável por analisar os dados coletados por diversos sensores instalados na locomotiva, monitorar a “saúde” da frota e antecipar possíveis anomalias, possibilitando alertar as ferrovias para a correção do problema logo após a notificação.
O plano de renovação da frota – feito em 2014 pela ABIFER e pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) e amplamente discutido com o governo – perdeu fôlego. “O plano não vingou, pelo menos por ora, por conta do possível ajuste fiscal”, diz Abate. Segundo o executivo, dos 110 mil vagões que compõem a frota brasileira, 40 mil já têm mais de 40 anos. Na mesma situação estão 1,4 mil das 3,2 mil locomotivas do país. “Não deveríamos perder esta oportunidade de transformar uma frota ineficiente em uma frota moderna, mais capaz e menos poluente”. Pelos seus cálculos, a antiga frota de 40 mil vagões seria trocada por 18 mil vagões modernos e as 1,4 mil locomotivas seriam substituídas por 600. 
Fonte - ABIFER   04/04/2016

Revista IstoÉ "não ficará impune"; conteúdo é "machista" - Jaques Wagner

Política

Segundo Wagner, o governo "não aceitará calado as mentiras e ofensas" publicadas contra Dilma no periódico. Na avaliação do ministro, o texto possui conteúdo "explicitamente machista".As declarações foram publicadas na conta pessoal de Jaques Wagner no Twitter. Nas postagens, ele repete as defesas feitas pelo governo após a publicação da reportagem de que o texto é uma "peça de ficção". 

Paulo Victor Chagas
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
O ministro-chefe do gabinete pessoal da Presidência, Jaques Wagner, disse que a revista IstoÉ não ficará impune pela reportagem publicada neste fim de semana, em que relata que a presidenta Dilma Rousseff “está fora de si” e com “problemas emocionais”.
Segundo Wagner, o governo "não aceitará calado as mentiras e ofensas" publicadas contra Dilma no periódico. Na avaliação do ministro, o texto possui conteúdo "explicitamente machista".
As declarações foram publicadas na conta pessoal de Jaques Wagner no Twitter. Nas postagens, ele repete as defesas feitas pelo governo após a publicação da reportagem de que o texto é uma "peça de ficção". E acrescenta: "produzida com o claro propósito de desgastar a imagem da presidenta".
No último sábado (2), após a divulgação da reportagem, o Palácio do Planalto informou que a Advocacia-Geral da União acionará o Ministério da Justiça para que determine a abertura de inquérito a fim de apurar crime de ofensa contra a honra da presidenta.
Segundo a IstoÉ, nas últimas semanas, Dilma tem tido “sucessivas explosões nervosas, quando, além de destempero, exibe total desconexão com a realidade do país”. A revista semanal ainda comparou Dilma a Maria Francisca Isabel Josefa Antônia Gertrudes Rita Joana de Bragança, a primeira rainha do Brasil, que ficou conhecida como “Maria I, a Louca”.
"A revista IstoÉ terá que responder na Justiça por seu preconceito e por sua irresponsabilidade", afirmou Jaques Wagner.
Procurada pela Agência Brasil, a revista divulgou posicionamento segundo o qual mantém todo o conteúdo publicado e que não se trata de nenhum tipo de preconceito. De acordo com a IstoÉ, a reportagem se tratou de “interesse público” e não invadiu a privacidade de Dilma. Ainda segundo o veículo, a reportagem foi feita com “fontes credenciadas para dar aquele tipo de informação”.
Fonte - Agência Brasil  04/04/2016

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Tem o Panamá. E tem Lava Jato, merenda, metrô, Brasif, a planilha da Odebrechet...

Política

Panamá Papers. Em 76 países, 376 jornalistas investigam 11 milhões e meio de registros sobre offshores em paraísos fiscais.Dentre os clientes, 12 Chefes de Estado, ou ex, ou familiares. Entre eles, o argentino Macri, amigos do Putin e parentes do presidente chinês, Xi JinpingDo Brasil, na lista inicial, citações a 107 empresas da Lava Jato, de políticos ou parentes; de Eduardo Cunha a integrantes dos seguintes partidos: PMDB, PSDB, PDT, PSB, PP, PSD e PTB.

Bob Fernandes



imagem/YouTube

Ratificar o Acordo de Paris é oportunidade para transformações reais

Meio Ambiente

Para a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, a assinatura do Acordo de Paris pelo Brasil nessa solenidade será um gesto político da maior importância, seja pela repercussão internacional da reafirmação dos compromissos do país com o combate às mudanças climáticas,

Revista Amazônia

No dia 22 de abril, será realizada, na sede da ONU, em Nova York, a cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, dando início ao período de um ano para ratificação desse histórico tratado. O Acordo entra em vigor somente com a confirmação de pelo menos 55 países, que respondam por ao menos 55% das emissões mundiais de GEE (gases do efeito estufa). Para a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, a assinatura do Acordo de Paris pelo Brasil nessa solenidade será um gesto político da maior importância, seja pela repercussão internacional da reafirmação dos compromissos do país com o combate às mudanças climáticas, seja pela sinalização para a sociedade brasileira de que as metas assumidas no âmbito desse tratado serão efetivamente implementadas, gerando oportunidades que trarão mudanças reais e positivas do ponto de vista social, econômico e ambiental.
“A agenda do clima é, acima de tudo, uma agenda estratégica de desenvolvimento. Ela é ampla e urgente, do ponto de vista do risco climático e das oportunidades econômicas”, afirma Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima. “Buscar maior eficiência energética, reflorestar, recuperar áreas degradadas e tornar os processos produtivos mais sustentáveis envolvem não apenas mitigar as mudanças climáticas, mas trazer transformações que tornarão as atividades econômicas mais competitivas e promoverão uma sociedade mais justa e inclusiva. Essa é uma oportunidade sem precedentes para combatermos a crise, adotando uma outra forma de fazer negócios”, completa Rachel Biderman, diretora do WRI Brasil (World Resources Institute).
Por tudo isso, a Coalizão Brasil — movimento multissetorial que representa diversos setores da sociedade engajados nos desafios do clima, da agricultura e das florestas — espera que o governo brasileiro ratifique o mais breve possível o Acordo de Paris. Em termos legais, a ratificação precisa ser confirmada por meio de atos do Legislativo e do Executivo. Ambos os poderes devem corroborar formalmente, através de decretos específicos, os compromissos assumidos pelo Brasil na COP 21.
“Validar o tratado em âmbito nacional é um dos passos fundamentais para iniciarmos o cumprimento das metas para o clima contidas na INDC brasileira, que, por sua vez, terão impactos em vários segmentos econômicos, sociais e ambientais do país”, lembra João Paulo Capobianco, presidente do IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade). “Trata-se de um compromisso de Estado, que norteará o desenvolvimento do Brasil nos próximos anos e décadas”, destaca Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Ibá (Industria Brasileira de Árvores).
As metas contidas na INDC do Brasil incluem, entre outros compromissos, o reflorestamento e a restauração de 12 milhões de hectares; a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas; a implantação do sistema integração lavoura-pecuária-floresta em 5 milhões de hectares; e a participação de 18% de biocombustíveis na matriz energética e de 23% de energia renovável (além da hídrica) no fornecimento de energia elétrica até 2030. Uma agenda com tal abrangência precisa de ampla discussão e, sobretudo, de planejamento. “O governo deve estabelecer um processo de diálogo intenso com a sociedade, uma vez que o cumprimento das metas nacionais para o clima depende do engajamento e da mobilização de todos os setores”, completa Elizabeth Farina, diretora presidente da Única (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).

Sobre a Coalizão Brasil
A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento multissetorial que se formou como o objetivo de propor ações e influenciar políticas públicas que levem ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, com a criação de empregos de qualidade, o estímulo à inovação, à competitividade global do Brasil e à geração e distribuição de riqueza a toda a sociedade. Mais de 120 empresas, associações empresariais, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil já aderiram à Coalizão Brasil – coalizaobr.com.br.
Fonte - Revista Amazônia  04/04/2016

Presidenta Dilma vem a Salvador para cerimônia de incorporação de navio NDM Bahia

Defesa

O ato será realizado no Comando do 2º Distrito Naval na quarta feira (6), no bairro do Comércio, às 11h e o governador Rui Costa também estará presente.

Atarde
Edilson Lima / Ag. A TARDE
A presidente Dilma Rousseff estará em Salvador nesta quarta-feira, 6, para a cerimônia de incorporação do Navio Doca Multipropósito "Bahia" à frota da Marinha do Brasil. A informação foi confirmada pelo governo do estado. O ato será realizado no Comando do 2º Distrito Naval, no bairro do Comércio, às 11h e o governador Rui Costa também estará presente.
Adquirido por meio de um acordo entre os governos brasileiro e francês, o navio está em Salvador desde domingo, 3. Ele vai substituir o ex-Navio de Desembarque-Doca (NDD) "Rio de Janeiro", permitindo a passagem para a reserva do NDD "Ceará".
Fonte - A Tarde  04/04/2016

Proteste quer manter assistência a passageiro no caso de atraso de voos

Transporte aéreo

A entidade encaminhou uma representação ao Ministério Público e fez uma reclamação no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, para retirar o assunto da consulta pública que está sendo feita pela agência reguladora sobre as regras para o serviço de transporte aéreo.

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
A Proteste Associação de Consumidores lançou uma petição online contra a proposta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que prevê mudanças nas regras de assistência ao passageiro em caso de atraso ou cancelamento de voo.
A entidade encaminhou uma representação ao Ministério Público e fez uma reclamação no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, para retirar o assunto da consulta pública que está sendo feita pela agência reguladora sobre as regras para o serviço de transporte aéreo.
A proposta de revisão das Condições Gerais de Transporte, que está em fase de consulta pública, prevê que o direito de assistência material ao passageiro, como comunicação, alimentação e acomodação, poderá ser suspenso em casos de força maior imprevisível (como mau tempo que leve ao fechamento do aeroporto) ou caso fortuito. Para a Proteste, a mudança representará um retrocesso aos direitos dos consumidores.
A entidade diz que o direito de assistência material, previsto em uma resolução de 2010 da Anac, foi assegurado por meio de acordo em ação ajuizada na época do caos aéreo, e não poderia ser suspenso. A Proteste pediu a concessão de uma liminar para suspender a consulta pública da Anac nesta parte que fala sobre o direito dos passageiros em caso de atraso.
A proposta de revisão das regras para o serviço de transporte aéreo prevê outras mudanças, como em relação à franquia de bagagens e o reembolso no caso de desistência. Segundo a Anac, o objetivo é aprimorar direitos dos passageiros e incentivar a concorrência.
A Anac informou que até o momento não foi notificada sobre a solicitação da Proteste. A agência somente se pronunciará após recebimento e análise da ação.
Fonte - Agência Brasil  04/04/2016