sábado, 27 de fevereiro de 2016

VLT de Cuiabá será concluído

Transportes sobre trilhos

A obra do VLT de Cuiabá será retomada.O modal já consumiu R$ 1,06 bilhão dos cofres públicos e mais R$ 600 milhões serão empregados. Estudo da KPMG mostra que modal tem viabilidade e governo vai retomar as obras do VLT Cuiabá-Várzea Grande

Orlando Morais Jr. - Diário de Cuiabá
foto - ilustração
O Governo do Estado já decidiu que vai retomar a polêmica obra do Veículo VLT Cuiabá/Várzea Grande, paralisada há mais de um ano. O modal já consumiu R$ 1,06 bilhão dos cofres públicos e mais R$ 600 milhões serão empregados. No próximo dia 3 de março, a empresa de consultoria KPMG, contratada pela atual gestão para estudar uma forma de viabilizar a operação do modal de transporte, vai entregar um relatório final em que afirma que o governo terá que fazer uma Parceria Público-Privada (PPP), subsidiada.
De acordo com o secretário de Estado de Cidades, Eduardo Chiletto, o governo terá que entrar com R$ 30 milhões a R$ 50 milhões ao ano para tornar a operação do VLT “viável”, com tarifa de valor razoável e integrada ao sistema de ônibus e micro-ônibus das duas cidades.
“O Governo vai retomar a obra do VLT – e a KPMG está estudando como viabilizar a operação, já que o modal, por si só, não se sustenta. É por isso que não será feita uma concessão, pois a empresa que entrasse teria prejuízo. No mundo inteiro o VLT dá prejuízo e o Estado tem que subsidiar, de alguma maneira”, disse o secretário. A PPP terá duração de 20 a 30 anos.
Dos R$ 600 milhões que ainda serão empregados na obra, o governo já tem R$ 200 milhões assegurados pela Caixa Econômica Federal. Os outros R$ 400 milhões estão sendo viabilizados via Ministério das Cidades, onde, segundo Chiletto, as conversas já estão adiantadas.
“O governador Pedro Taques sempre afirmou que não iria colocar sequer um real a mais na obra do VLT de forma irresponsável e se não fosse viável. Mas agora sim, como está se mostrando viável, vamos colocar recursos nele”, disse Chiletto. “Já-já eu espero estar dando a ordem de serviço para retomar a obra, basta ter um pouquinho de paciência”.
PRAZO – De acordo com o secretário, há duas “opções” de prazo para o término da obra, a partir do momento em que for retomada. “Podemos terminar de uma forma rápida – em dois anos; ou ir terminando trecho por trecho, o que demoraria de três a quatro anos. A sociedade e as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande serão chamadas para participar dessa decisão, porque será uma decisão que vai afetar a vida de muitas pessoas, além de prejudicar o comércio – que já foi o segmento que mais sentiu a primeira fase da obra, com muita gente inclusive fechando suas portas e tendo prejuízos”, afirmou.
Segundo Chiletto, se se optar pelo término em dois anos, “será que nem a gestão anterior fez: vai parar as duas cidades, haverá desvios para todo lado, enfim, vai virar um ‘piseiro’”. Por outro lado, fixando o prazo de término da obra em três ou quatro anos, será feito primeiro o trecho Aeroporto/Porto, em seguida o Porto/CPA, e depois o trecho Centro/Coxipó, “deixando a população menos estressada”.
VAGÕES – Duas decisões, porém, já estão tomadas. A primeira, que não haverá o corte do trecho Centro/Coxipó, como chegou a ser aventado. “Isso inviabilizaria financeiramente a operação. Cortando o trecho Coxipó, por exemplo, o subsídio do Estado teria que ser superior a R$ 100 milhões, o que é inviável. Muitas pessoas vêm do Coxipó para o Centro – e esse trecho precisa entrar na operação. O estudo da KPMG mostra que só há viabilidade com o modal completo: Aeroporto/CPA e Centro/Coxipó”.
A segunda decisão já tomada é que o governo vai vender 10 dos 40 vagões já comprados do VLT. “O governo anterior comprou 40 vagões estimando a passagem do VLT em cada estação a cada um minuto e meio. Isso também se mostrou inviável. Com 30 vagões, serão usados 26, quatro ficam de reserva e o VLT vai passar a cada 3 minutos, o que é bem razoável”. Segundo o secretário, o governo vai conseguir cerca de R$ 120 milhões com a venda de 10 vagões – e o Estado da Bahia é um dos potenciais compradores, já que estaria precisando.
JUSTIÇA – Depois de entregue ao governo no próximo dia 3 (quinta-feira), o relatório da KPMG será analisado por uma equipe técnica e devolvido para a empresa de consultoria para eventuais correções. No próximo dia 19 de março, ele será entregue à Justiça federal, onde um acordo judicial para a retomada da obra deverá ser celebrado.
Fonte - Diário de Cuiabá  27/02/2016

Londres é cenário de grande manifestação antinuclear - Stop Trident

Internacional  

Pessoas vindas de todo o Reino Unido se reuniram em Londres para participar na manifestação Stop Trident, organizada pela Campanha para o Desarmamento Nuclear (CND).Os líderes de vários partidos políticos e ativistas antinucleares reuniram-se em Londres no sábado (27) para protestar contra a renovação do programa nuclear britânico Trident. A Sputnik assistiu à manifestação e falou com os ativistas do que se espera ser a maior demonstração do seu tipo dos últimos tempos.

Sputnik
© REUTERS/ Paul Hackett
Josh, um membro da ala juvenil da CND, organização antinuclear, disse à Sputnik:
"Estou aqui porque muito dinheiro está sendo gasto em armas nucleares, que são armas de destruição em massa. Nós pensamos que o dinheiro pode ser gasto melhor, na construção de um futuro melhor, um futuro mais ‘verde’ para os jovens em todo o mundo."
Outro manifestante, Ken, disse à Sputnik que gastar dinheiro com armas nucleares é um desperdício:
"Gastar dinheiro em guerra é um desperdício. Pode ser melhor gasto em medicina e educação. O que está errado com as pessoas? Por que estamos travando guerras? É ridículo. Guerra, guerra, guerra. É apenas para ganhar dinheiro para os super-ricos».

Outro ativista na manifestação contou à Sputnik:
"No mundo moderno, quando as ameaças não vêm de um poder central nuclear — parece melhor investir dinheiro em alguma outra forma de garantir a defesa, em vez de preservar o sistema antiquado, imoral e altamente perigoso de armas nucleares."
A primeira-ministra da Escócia e líder do Partido Nacional Escocês (SNP), Nicola Sturgeon, chegou à manifestação logo após seu início, marchando com os ativistas na Trafalgar Square, no centro de Londres.

© REUTERS/ PAUL HACKETT
A primeira-ministra da Escócia e líder do Partido Nacional Escocês (SNP), Nicola Sturgeon, chegou à manifestação logo após seu início, marchando com os ativistas na Trafalgar Square, no centro de Londres.

Sturgeon disse em seu discurso aos manifestantes:
"Estou muito orgulhosa de estar aqui hoje com tantos de toda a Escócia mostrando solidariedade com as pessoas de todo o Reino Unido e dizendo ‘não’ à obscenidade que representam as armas nucleares Trident", sublinhou ela acrescentando que "a maioria esmagadora dos países não tem armas nucleares».
A líder do Partido Verde, Natalie Bennett, também se juntou aos ativistas em suas chamadas para abandonar o programa Trident.
Quando a marcha contra o programa nuclear Trident chegou à Trafalgar Square, o CND mostrou as imagens das manifestações passadas em telões, enquanto um protesto paralelo no apoio aos refugiados também estava ocorrendo.

O dilema do Trident
© AP PHOTO/ BEN SUTTON, ROYAL NAVY, HO
Segurança? Basta ter um passaporte falso para penetrar em submarino nuclear no Reino Unido
O Trident, o submarino britânico dotado de armas nucleares, deverá ser renovado neste ano se o Parlamento der luz verde. Embora o míssil nuclear atual não seja modernizado, os ativistas do Stop Trident estão aproveitando a oportunidade para propor um desarmamento nuclear total.
Os ativistas antinucleares salientam que as armas nucleares não ajudaram a evitar muitas das maiores tragédias dos últimos tempos, como o 9/11, as explosões nos transportes de Londres e os perigos ambientais.
A postura do Partido Trabalhista britânico tem sido tradicionalmente a favor da manutenção de potencial nuclear. No entanto, isso agora pode mudar já que o líder recém-eleito, Jeremy Corbyn, é um famoso pacifista e ativista antinuclear.
Ao mesmo tempo, a posição anti-Trident de Corbyn está em desacordo com os sindicatos que apoiam o partido, que dizem que qualquer redução no programa nuclear levará à perda de milhares de vagas de trabalho.
Fonte - Sputnik  27/02/2016

Polícia Civil do Rio indicia Roberto Jefferson e mais seis por fraudes em Furnas

Política

De acordo com a titular da Delegacia Fazendária, Renata Araújo, o esquema, que ficou conhecido como “lista de Furnas” era feito entre 2000 e 2004.Entre os indiciados no relatório encaminhado hoje ao Ministério Público, está o ex-deputado federal Roberto Jefferson, por lavagem de dinheiro, além de empresários e lobistas

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou hoje (27) sete suspeitos de corrupção e lavagem de dinheiro na estatal Furnas Centrais Elétricas. Entre os indiciados no relatório encaminhado hoje ao Ministério Público, está o ex-deputado federal Roberto Jefferson, por lavagem de dinheiro, além de empresários e lobistas. De acordo com a titular da Delegacia Fazendária, Renata Araújo, o esquema, que ficou conhecido como “lista de Furnas” era feito entre 2000 e 2004.
Ainda segundo a Polícia Civil, um dos responsáveis pelo esquema era o então diretor de Planejamento, Engenharia e Construção, Dimas Fabiano Toledo, que foi beneficado pela prescrição do crime, por ter mais de 70 anos.
Por meio de nota, a Polícia Civil explicou que há indícios de superfaturamento de obras e serviços por Furnas, durante as construções das usinas termelétricas de São Gonçalo, no Grande Rio, e Campos, no norte do estado. O dinheiro era usado para financiar ilegalmente campanhas políticas e enriquecer agentes públicos, políticos, empresários e lobistas.
A ação começou na Justiça Federal, mas acabou sendo passada para a Justiça Estadual, pelo fato de Furnas ser uma empresa de economia mista e pelo desvio de fundos envolver obras de usinas dentro do estado do Rio. Estima-se que o dinheiro desviado ilegalmente para campanhas chegue a R$ 54,9 milhões.
Fonte - Agência Brasil  27/02/2016

Petrobras e China Development Bank (CDB) assinam contrato de financiamento de US$10 bilhões

Economia

O documento contém os principais termos e condições da operação e foi assinado pelo Presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, e pelo Presidente do CDB, Zheng Zhijie, durante cerimônia realizada na sede da Companhia, no Rio de Janeiro.

Fatos e Dados

Assinamos nesta sexta-feira (26/2) com o China Development Bank (CDB), um Termo de Compromisso (Term Sheet) para o financiamento de US$ 10 bilhões. O documento contém os principais termos e condições da operação e foi assinado pelo Presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, e pelo Presidente do CDB, Zheng Zhijie, durante cerimônia realizada na sede da Companhia, no Rio de Janeiro.
Em paralelo à assinatura do Termo de Compromisso, já estão em negociação as minutas dos contratos do financiamento, que preveem a execução de um acordo comercial de fornecimento de petróleo para empresas chinesas, em bases similares ao executado pelas partes em 2009.
Esse novo contrato é resultado do Acordo de Cooperação assinado pela Petrobras e o CDB em 2015, quando ocorreu a visita ao Brasil do Primeiro Ministro da China, Sr. Li Keqiang, visando o desenvolvimento de parcerias entre as instituições durante os anos de 2015 e 2016.
Fonte - Fatos e Dados  26/02/2016

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Ligações de telefones fixos para celulares estão mais baratas a partir de hoje

Economia

Também foram unificadas as tarifas das chamadas fixo-móvel local. Assim, o usuário de telefone fixo pagará o mesmo valor para uma chamada local, independente da operadora móvel de destino.

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Começou a valer hoje (26) a redução das tarifas para ligações locais e interurbanas feitas de telefone fixo para móvel. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as tarifas das chamadas fixo-móvel local ficaram entre 14,95% a 22,35% mais baratas, dependendo da operadora de origem da chamada.
Também foram unificadas as tarifas das chamadas fixo-móvel local. Assim, o usuário de telefone fixo pagará o mesmo valor para uma chamada local, independente da operadora móvel de destino. Por exemplo, o valor a ser pago por um usuário ao realizar uma chamada local fixo-móvel em São Paulo variava entre R$ 0,26 e R$ 0,46 e agora será de R$ 0,24. No Rio de Janeiro, variava entre R$ 0,27 e R$ 0,45, e agora será de R$ 0,23.
Nas chamadas de fixo para móvel, em que os DDDs dos telefones de origem e de destino da ligação têm o primeiro dígito igual (exemplo: DDDs 61 e 62), haverá reduções entre 9,15% e 14,04%, a depender da operadora de origem da chamada. Antes da revisão tarifária, um cliente do plano básico da Brasil Telecom (DF) pagava R$ 0,77 para fazer uma chamada de DDD 61 para DDD 62. Agora, este mesmo usuário pagará R$ 0,69 para este tipo de chamada.
Nas ligações em que os primeiros dígitos dos DDDs do telefone fixo e do telefone móvel são diferentes (como DDDs 31 e 41), a redução será entre 7,73% a 11,80%, a depender da operadora de origem da chamada. Antes desta revisão, um cliente do plano básico da Telemar Norte Leste, em Minas Gerais, pagava R$ 0,87 para originar uma chamada. Agora este mesmo usuário pagará R$ 0,77 para este tipo de chamada.
A redução é consequência do Plano Geral de Metas de Competição da Anatel, e abrange chamadas da telefonia fixa para celular, sejam ligações locais ou de longa distância, originadas nas redes das concessionárias da telefonia fixa - Oi (Telemar e Brasil Telecom), Telefônica, CTBC/Algar, Claro/Embratel e Sercomtel - e destinadas às operadoras móveis.
Fonte - Agência Brasil  26/02/2016

Polícia Federal abre inquérito para investigar FHC

Política

Polícia Federal abre inquérito para investigar Fernando Henrique Cardoso.Segundo a ex-amante Mirian Dutra, o ex-presidente teria enviado, por meio de contas no exterior, dinheiro para sustentar ela e seu filho Tomás no exterior quando ainda comandava o país

O Imparcial

O Ministério da Justiça divulgou nesta sexta-feira que a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar as suspeitas de crimes cometidos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso envolvendo o envio de dinheiro para e jornalista com quem teve um caso extraconjugal, Mirian Dutra, na Espanha por meio de um contrato da empresa Brasif Exportação e Importação S. A .
O inquérito correrá sob sigilo de Justiça e terá como base as afirmações da jornalista em entrevista ao jornal Folha de S Paulo, na qual ela afirmou que o ex-presidente, com quem teve um caso extraconjugal, assinou um contrato fictício com a empresa pelo qual recebeu US$ 3 mil mensais entre 2002 e 2006. Ainda segundo Mirian, o ex-presidente teria enviado, por meio de contas no exterior, dinheiro para sustentar ela e seu filho Tomás no exterior quando ainda comandava o país.
A jornalista afirma ainda que chegou a ser "exilada", pois teria sofrido pressão para não voltar ao Brasil na época em que FHC disputava a reeleição. O ex-presidente admitiu ter contas no exterior e ter dado um apartamento de 200 mil euros a Tomás, filho de Mirian, mas negou ter cometido irregularidades e mesmo ter participado do contrato da Brasif com Mirian.
A Brasif foi concessionária das lojas de free shop em vários aeroportos brasileiros até 2006 e hoje atua em diferentes ramos. A empresa também divulgou nota afirmando que FHC não teve participação na contratação de Mirian Dutra.
Fonte - O Imparcial  26/02/2016

Tarifa do VLT do Rio será a mesma do ônibus,R$ 3,80

Transporte sobre trilhos

 A informação foi confirmada ontem pela Secretaria Municipal de Transportes, que informou, no entanto, que ainda não há definição sobre se será permitida aos portadores do Bilhete Único Municipal (BUC) fazer a terceira viagem, no VLT, pagando uma só tarifa.

O Dia
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A tarifa do Veículo Leve sobre Trilhos custará o mesmo que a passagem de ônibus da cidade: R$ 3,80. A informação foi confirmada ontem pela Secretaria Municipal de Transportes, que informou, no entanto, que ainda não há definição sobre se será permitida aos portadores do Bilhete Único Municipal (BUC) fazer a terceira viagem, no VLT, pagando uma só tarifa. A possibilidade já foi mencionada pela prefeitura porque o VLT terá o papel de ser o grande integrador dos diversos meios de transportes. Atualmente o BUC permite duas viagens em ônibus municipais (ou BRT) com a cobrança do valor de uma passagem.
Como o VLT não terá catracas e a validação dos bilhetes eletrônicos será feita espontaneamente pelos próprios passageiros, a prefeitura informou que vai enviar à Câmara Municipal um projeto de lei para estabelecer multa de R$ 170 para quem for pego viajando no VLT sem pagar a passagem. A fiscalização será aleatória e os fiscais terão leitores eletrônicos que vão checar se o passageiro passou o cartão nos validadores, que serão colocados dentro dos vagões do VLT.
Pelo contrato de concessão, a conta dos calotes pode cair para o contribuinte. Caso a falta de pagamento passe de 20% da estimativa de passageiros, o Tesouro Municipal vai arcar com os prejuízos. Entre 10% e 20%, a prefeitura dividirá esses custos com o consórcio operador. Abaixo de 10%, não há compensação da prefeitura.
Além do uso dos bilhetes da RioCard (incluindo bilhetes únicos), os passageiros poderão comprar cartões unitários do VLT (que terão um tempo de duração ainda não definido) em máquinas automáticas em todas as 32 paradas. Só três deles (Praça 15, Central e Rodoviária) serão fechadas, com roletas.
Na madrugada desta quinta-feira, uma das composições do VLT circulou, em testes, pela Avenida Rio Branco. O primeiro eixo, que vai da rodoviária ao Aeroporto Santos Dumont, terá 18 pontos e será inaugurado em abril. O segundo eixo, que vai da Central à Praça 15, tem previsão de inauguração no início do segundo semestre.
Fonte - O Dia 26/02/2016

CBTU retoma obras de modernização da via férrea em Maceió

Transportes sobre trilhos

As obras de modernização da via férrea no trecho compreendido entre Utinga e Satuba e por isso colocará em operação nova grade horária para permitir a realização dos serviços 

Da Redação
foto-ilustração 
A Companhia de Trens Urbanos de Maceió – CBTU vai retomar nessa segunda-feira, dia 29 de fevereiro, as obras de modernização da via férrea no trecho compreendido entre Utinga e Satuba e por isso colocará em operação nova grade horária para permitir a realização dos serviços através da empresa Cony. Durante os intervalos para a execução das obras, os trens funcionarão entre Satuba/Maceió e Maceió/Satuba.
De acordo com a Gerência de Operação da CBTU, a nova grade horária não prejudicará os usuários, uma vez que as viagens entre Maceió e Lourenço de Albuquerque continuarão a ser feitas normalmente, apenas espaçando os horários para a realização dos serviços. Esses trabalhos deverão se estender por no máximo sessenta dias.
Com informações da CBTU  25/02/2016

Ferrovia Dolomite terá nova ligação estudada - Itália

Transportes sobre trilhos

Autoridades regionais Vêneto e Trentino-Alto Adige,na Itália,assinaram um protocolo de acordo em 13 de fevereiro,de estudo da viabilidade para construção de uma ligação ferroviária entre Calalzo, Cortina d'Ampezzo e Toblach (Dobbiaco)

Da Redação
foto - Railway Gazette
Um estudo de viabilidade para a construção de uma ligação ferroviária entre Calalzo, Cortina d'Ampezzo e Toblach (Dobbiaco) devera ser realizada dentro de três anos,após a assinatura de um protocolo de acordo em 13 de fevereiro,pelas autoridades regionais Vêneto e Trentino-Alto Adige
Calalzo é a estação terminal de uma linha não eletrificada single-track (via singela) de Belluno, enquanto Toblach tem de cerca de 65 km de distância de Val Pusteria  e linha eletrificada.
A nova linha sera adequada para uma velocidade compreendida entre 80 e a 100 km / h com um raio de curva mínimo entre 300 e 400 m.O trecho sul,que poderá ser via Valle del Boite ou Auronzo di Cadore tem um custo estimado entre € 500 milhões e € 700 milhões,e seção norte esta orçado em € 500m.
Com informações da Railway Gazette  25/02/2016

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Com bandeira verde,energia deve ficar mais barata a partir de abril

Energia

Sistema de bandeiras tarifárias informa, a cada mês, se a energia gasta pelo consumidor está mais cara ou mais barata.A redução será possível com a adoção da bandeira verde no sistema de bandeiras tarifárias, que adota as cores verde, amarela e vermelha para informar o consumidor, a cada mês, se a energia está mais cara ou mais barata.

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Arquivo/Agência Brasil
A partir de abril, o consumidor deverá pagar menos pela energia. A redução será possível com a adoção da bandeira verde no sistema de bandeiras tarifárias, que adota as cores verde, amarela e vermelha para informar o consumidor, a cada mês, se a energia está mais cara ou mais barata.
“Com isso, a partir de abril não haverá mais ônus para o consumidor”, disse o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, que fez o anúncio nesta quinta-feira (25). Para o consumidor, isso deverá resultar em uma redução média entre 6% e 7% na conta de luz.
Neste mês, o governo anunciou que, em março, seriam desligadas sete usinas térmicas com custo de geração acima de R$ 420 por megawatt-hora (MWh). Posteriormente, foi decidida uma redução incluindo 15 usinas que geravam energia a um custo de R$ 250 por MWh.
“Agora estamos anunciando o desligamento das usinas térmicas com custo de geração acima de R$ 211. Com isso, a partir de abril, entraremos em regime de bandeira verde. Ao adotar a bandeira verde, deixa-se de cobrar esse ônus. Mas em março ela [bandeira] continuará amarela”, disse o ministro.
Ao todo, em abril, 5 mil MW gerados pelas térmicas já terão sido desligados do sistema, o que representará uma economia total de R$ 10 bilhões ao ano. Braga disse que, mantida a previsão positiva da situação hidrológica, mais 2 mil MW gerados em usinas térmicas poderão ser desligados nos próximos meses.
Todas essas decisões são tomadas durante as reuniões do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, que avalia fatores como entrada de nova energia, capacidade dos reservatórios e comportamento de carga.
“Não é apenas uma questão de redução de consumo. A entrada da energia gerada em novas usinas, como as de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio tem contribuído [para os desligamentos das térmicas]”, acrescentou Braga.
Fonte - Agência Brasil  25/02/2016

Além de salvar vidas, vias de baixa velocidade promovem qualidade de vida

Trânsito

Com a diminuição de acidentes, população se sente segura para ocupar as ruas a pé.Neste contexto, o diretor e especialista em trânsito da Perkons, Luiz Gustavo Campos, aponta a redução e o controle de velocidade como ferramentas ideais para retrair os altos índices de acidentes que tem o pedestre como vítima, reforçando que melhorias nas calçadas, ciclovias e passarelas devem ser implantadas como medidas complementares.

Mariana Czerwonka - Portal do Trânsito
No comparativo com o mês anterior à implantação,
 os acidentes nas Vias Calmas de Curitiba foram reduzidos
 em cerca de 36%. foto -  Luiz Costa/ SMCS
Lançado em 2015 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), relatório revela que os pedestres correspondem a 22% das mortes anuais ocorridas em acidentes de trânsito no mundo. Por vezes reflexo da imprudência do condutor, o excesso de velocidade pode tanto agravar quanto determinar ocorrências deste caráter. Além da postura do motorista – essencial para vias seguras – algumas medidas também podem corroborar para que as estatísticas sejam abrandadas.
Neste contexto, o diretor e especialista em trânsito da Perkons, Luiz Gustavo Campos, aponta a redução e o controle de velocidade como ferramentas ideais para retrair os altos índices de acidentes que tem o pedestre como vítima, reforçando que melhorias nas calçadas, ciclovias e passarelas devem ser implantadas como medidas complementares. “Essa mudança é necessária onde há grande fluxo de veículos, ciclistas e pedestres, e onde os conflitos acontecem com mais frequência”, frisa.
Para que a adoção de vias calmas seja, de fato, respeitada pelos cidadãos e gere resultados satisfatórios, é preciso haver investimentos tanto em fiscalização, quanto em campanhas que esclareçam os benefícios da medida. “É necessário promover a educação no trânsito para que exista uma convivência respeitosa e harmoniosa entre o motorizado e o não motorizado, condição essencial para uma melhor mobilidade”, associa.
Adeptas da redução da velocidade em vias estratégicas, Londres e Nova Iorque destacam-se pelos resultados e servem de inspiração quando o assunto é a humanização do trânsito. Em Londres, por exemplo, a implantação do limite de 20 milhas por hora (32km/h) foi suficiente para que a capital, em pouco tempo, reduzisse os índices de acidente em 41%. Já em Nova Iorque, a redução da velocidade em vias próximas àquelas com mais fluxo, além da readequação da área de pedestres, resultou em uma queda de 63% no número de feridos em acidentes derivados das altas velocidades.

Exemplos nacionais também revelam resultados positivos
Mas não é preciso atravessar o oceano para encontrar bons exemplos. Em São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET/SP) divulgou, em 2015, levantamento sobre o tema. Ocorridas em 2011, adequações nas velocidades de vias têm gerado resultado a médio e longo prazos. Nos 16 eixos foi registrada uma diminuição média de 4,6% dos acidentes nos três anos posteriores à implantação em comparação ao ano que precedeu a medida.
Em novembro de 2015, a capital paranaense também foi palco de novos contornos à dinâmica da região central, mapeada como aquela com os maiores riscos aos pedestres. Dados da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) indicam que, entre 2012 e 2014, 1.173 acidentes foram registrados na região, sendo 106 deles fatais e, destes, 46 por atropelamentos. “Era inadmissível um número tão elevado de acidentes para uma área onde transitam cerca de 700 mil pedestres por dia”, destaca o diretor de engenharia da Setran, Maurício Razera.
O mesmo levantamento revelou um perímetro específico de 140 quarteirões, da Rua Mariano Torres à Praça do Japão, com índices ainda mais concentrados de acidentes. No mesmo período de dois anos, foram 24 mortes, dez por colisões e 12 por atropelamentos. Diante dos números, o trecho – que recebeu o nome de Área Calma – teve a velocidade máxima permitida reduzida. Razera explica que a definição foi baseada em estudos de Probabilidade de Lesão Fatal em Acidentes de Trânsito, que indicaram que a partir de 40 km/h, cresce exponencialmente o risco de lesões fatais por atropelamento. “Se o veículo estiver a 50 km/h, por exemplo, os riscos são de 50% e a partir de 70 km/h, 100%. Logo, a velocidade de 40 km/h foi considerada relativamente segura em termos operacionais e sem prejuízo à fluidez do trânsito”, esclarece.
Os primeiros passos para implantação, entretanto, começaram em 2010, quando Curitiba passou a integrar o Projeto Vida no Trânsito, ação de âmbito mundial que envolve o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a fundação Bloomberg Philanthropies. “Desde então passamos a realizar estudos mais intensos para atingir a meta e diminuir em 50% o número de mortes no trânsito até 2020”, recorda o diretor.
O objetivo da medida, por outro lado, vai além de reduzir as estatísticas. “Buscamos estimular o convívio pacífico entre todos os usuários e permitir que apreciem a paisagem urbana central a pé, por exemplo”, ressalta. Com 6,3 km de extensão, sendo 3 deles no sentido centro e outros 3,3 no sentido bairro, as vias calmas possuem faixas preferenciais do lado direito da pista, onde carros e bicicletas compartilham o mesmo espaço.
Embora recente, a implantação já produz bons resultados. Até o momento não foi registrada nenhuma vítima fatal na região. Dados do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) mostram que ao longo das três primeiras semanas da implantação foram registrados 28 acidentes nas cinco vias da Área Calma, enquanto que quatro semanas antes, o número chegou a 44, sem vítimas fatais. Até a divulgação do levantamento, em dezembro passado, apenas 0,09% dos veículos que circulam diariamente pela região foram autuados por desrespeito ao novo limite.
Para garantir que o respeito não tenha casos de exceção, foram instalados radares fixos e estáticos nos locais. Quem infringir a norma será penalizado conforme o artigo 218 do Código de Trânsito Brasileiro, que para velocidades superiores à máxima permitida em até 20% considera a infração média; quando superiores entre 20% e 50%, grave; por fim, acima de 50%, gravíssima.
Fonte - Portal do Transito  25/02/2016

Novo Terminal Marítimo de Salvador já está pronto

Infraestrutura

No entanto, o equipamento só estará aberto ao público após licitação,a previsão é que esta licitação ocorra anda em março,conforme informações da assessoria de imprensa da Codeba.

Alex Ferraz
Na Tribuna da Bahia

foto - Romildo de Jesus
As obras do novo Terminal Marítimo de Salvador estão prontas desde setembro do ano passado, mas somente após a licitação para uso dos equipamentos de lazer a gastronômicos pela iniciativa privada for realizada, e que deverão se iniciadas as atividades abertas ao púbico baiano e turistas. A previsão é que esta licitação ocorra anda em março, conforme informações da assessoria de imprensa da Codeba.
Porém, ontem, Helder Barbalho, Ministro-chefe da Secretaria Nacional dos Portos, anunciou que nos próximos dias haverá mais um edital de licitação. O terminal de passageiros de Salvador foi liberado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nesta terça-feira.
De acordo com a assessoria, “a verdade é que, como terminal marítimo propriamente dito, o equipamento já funciona desde a Copa do Mundo, em 2014. O que falta são as áreas de interação entre cidade e porto, construídas para uso da iniciativa privada.”
Ainda conforme informações da assessoria da Codeba, na semana passada o Tribunal de Contas da União (trata-se de obra federal) aprovou a minuta do edital, que já foi apresentada à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e esta decidirá sobre a publicação desse edital e licitação.
A Codeba reitera que “está tudo pronto”, faltando apenas decidir quem vai operar. A empresa revela ainda que existem quatro empresas, duas delas de porte nacional, interessadas em explorar o local, que deverá oferecer opções de lazer, incluindo atividades culturais e gastronômicas.

Bahiatursa
O presidente da Bahiatursa, Diogo Medrado, disse que a empresa nao tem “qualquer relação burocrática, nem mesmo informal, com a Codeba”, no que diz respeito à questão do Terminal Maritimo de Salvador. No entanto, Diogo fez questão de frisar que “o terminal é muito importante, pois trata-se da grande porta de entrada para Salvador.”
Ele lembrou ainda que “precisamos ter um cartão de visitas muito bem elaborado e faço votos para que tudo se concretize logo”.
Diogo ressaltou que as parcerias da Bahiatursa com a Codeba, no local, estão restritas a “eventos tradicionais, como a ação de receptivo para passageiros que chegam a Salvador a bordo de cruzeiros, quando promovemos atrações musicais, a presença de ‘baianas’ etc.”
Fonte - Tribuna da Bahia  25/02/2016

China tem interesse em projetos para trens de passageiros, afirma Barbosa

Transportes sobre trilhos

Em Pequim, Barbosa discutiu mais projetos de investimentos específicos em infraestrutura e maior colaboração no setor de energia do que sobre os fundos pelos quais Pequim anunciou planos de investir no Brasil. Em encontro no Banco de Desenvolvimento da China (BDC), o chairman Hu Huaibang informou já ter desembolsado US$ 24 bilhões em empréstimos para o Brasil e mostrou disposição de ampliar o montante, de acordo com as oportunidades.

Valor Econômico - RF
foto - ilustração
A China confirmou a disposição de manter seus planos de investimentos no Brasil e na América Latina, segundo balanço feito pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, após dois dias de encontros com autoridades chinesas em Pequim. "A disposição da China continua a mesma. O que trabalhamos agora é como viabilizar para que os fundos sejam direcionados para os projetos", disse o ministro.
Em setores que acompanham as discussões com os chineses, em Brasília, surgiu recentemente um alerta sobre se Pequim manteria seus planos. Segundo essas fontes, os chineses dizem que o Brasil é preferível a vários outros emergentes, mas Brasília acha que isso tem que se traduzir em compromissos efetivos e mais rápidos.
Em Pequim, Barbosa discutiu mais projetos de investimentos específicos em infraestrutura e maior colaboração no setor de energia do que sobre os fundos pelos quais Pequim anunciou planos de investir no Brasil. Em encontro no Banco de Desenvolvimento da China (BDC), o chairman Hu Huaibang informou já ter desembolsado US$ 24 bilhões em empréstimos para o Brasil e mostrou disposição de ampliar o montante, de acordo com as oportunidades.
O BDC tem tradição de cooperação em petróleo e gás e se diz disposto a participar do setor ferroviário, apoiando empresas chinesas. Duas delas - a China Railway Construction e a China Railway Engineering - confirmaram interesse em participar de concessões no setor de ferrovias. A novidade é que gostariam de entrar na área de transporte de passageiros.
Barbosa informou que esse interesse será avaliado, julgando que pode ser uma oportunidade de atrair investimento no curto prazo. Lembrou que o governo tem pelo menos dois estudos na área de transporte de passageiros: os trechos Rio-São Paulo-Campinas e Brasília-Anápolis-Goiânia.
O chairman do China Investment Corporation (CIC), Ding Xuedong, responsável pela gestão de parte das enormes reservas internacionais chinesas, também manifestou interesse em investir em projetos de infraestrutura. O CIC é um fundo soberano com ativos de US$ 746 bilhões, que busca projetos de longo prazo com possibilidade de rendimento maior.
Recentemente, ao ser perguntado sobre países emergentes que interessavam, o executivo do CIC citou India, México, Indonésia e Nigéria. O CIC tem interesse sobretudo em investir nos EUA, segundo a direção da companhia. Barbosa disse ter relatado a representantes chineses as iniciativas tomadas para facilitar o investimento e a participação de investidor externo.
Na reunião do G-20 que acontece amanhã e sábado em Xangai, Brasil e China devem adotar posições convergentes em relação às medidas para recuperar a economia mundial. Pontos de interesse comum entre os dois governos foram debatidos durante encontro entre Barbosa e o ministro chinês de Finanças, Lou Jiwei.
O ministro da Fazenda explicou a Jiwei os projetos de reformas que estão em andamento, como a renovação de concessões em petróleo e gás e o novo decreto para a política de conteúdo local, além do plano para atualizar e reformar a regulação na área de telecomunicações. No lado fiscal, mencionou a preparação de proposta de reforma da Previdência e a reforma fiscal, que espera finalizar com os Estados até o fim de março.
Fonte - Revista Ferroviária  25/02/2016

Por que retirar da Petrobras a condição de operadora única do pré-sal é ruim para o Brasil?

Política

A experiência internacional demonstra que os países que são grandes exportadores de petróleo têm, em sua grande maioria, robustas operadoras nacionais de suas jazidas.Hoje, cerca de 75% das reservas internacionais provadas de petróleo estão nas mãos de operadoras nacionais. Conforme previsão da Agência Internacional de Energia, a tendência é a de que essas operadoras nacionais sejam responsáveis por 80% da produção adicional de petróleo e gás até 2030.

Marcelo Zero*
No Diálogo Petroleiro
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I- Porque ter a Petrobras como operadora única garante ao País o controle estratégico das reservas e da produção do óleo. Sem a Petrobras, perdemos essa garantia.
A experiência internacional demonstra que os países que são grandes exportadores de petróleo têm, em sua grande maioria, robustas operadoras nacionais de suas jazidas.
Hoje, cerca de 75% das reservas internacionais provadas de petróleo estão nas mãos de operadoras nacionais. Conforme previsão da Agência Internacional de Energia, a tendência é a de que essas operadoras nacionais sejam responsáveis por 80% da produção adicional de petróleo e gás até 2030.
Isso não é casual. Para dominar o mercado, os países produtores precisam dominar as reservas e controlar o ritmo e os custos de produção. O primeiro fator é assegurado pelo regime de partilha e o segundo fator é assegurado pela operadora nacional. A OPEP seria inviável sem o regime de partilha e sem grandes operadoras nacionais.
A operadora nacional é o complemento necessário ao regime de partilha. De nada adianta o país ter o domínio das reservas se a produção é ditada pelos interesses imediatistas de grandes operadoras multinacionais. Sem uma grande operadora, o país não tem controle efetivo sobre o ritmo da produção, sobre os seus custos reais e, consequentemente, sobre a remuneração efetivamente devida ao Estado.
Foi essa realidade que levou os grandes países produtores, nos anos sessenta e setenta, a nacionalizarem as jazidas e, ao mesmo tempo, constituírem robustas operadoras nacionais. Com isso, eles multiplicaram seus rendimentos, passaram a deter as informações estratégicas sobre as jazidas e os custos de exploração e dominaram o mercado mundial do petróleo.
Retirar da Petrobras a condição de operadora do pré-sal significa retroceder à lógica predatória e imediatista da época na qual o mercado era dominado por sete grandes companhias internacionais de petróleo. Uma época em que os países produtores sequer conseguiam saber os custos de produção de suas próprias jazidas. Significa, em última instância, renunciar à gestão estratégica de um recurso finito e não renovável.
Sem essa gestão estratégica, o Brasil poderá se converter em mero exportador açodado de petróleo cru, ao sabor dos interesses particulares e imediatistas de empresas estrangeiras, contribuindo para deprimir preços internacionais e deixando de investir em seu próprio desenvolvimento.

II- Porque o petróleo ainda será um recurso energético fundamental ao longo deste século.
Um dos principais argumentos que motivam os que querem enfraquecer a Petrobras tange ao suposto fato de que o petróleo deixou de ser um recurso estratégico, pois deverá ser substituído rapidamente por outras fontes de energia, particularmente as limpas e renováveis.
Segundo eles, a grande baixa atual do preço do óleo já reflete essa tendência e deverá ser permanente. Assim, teríamos de explorar o pré-sal de modo célere, com o auxílio de multinacionais, antes que se torne um ativo sem valor.
Ora, tal previsão não tem nenhum fundamento científico. A grande baixa dos preços do petróleo está obviamente relacionada à crise mundial, que contraiu conjunturalmente a demanda, bem como às disputas geopolíticas e geoeconômicas sobre o controle do mercado mundial, particularmente no que tange à viabilidade econômica do óleo de xisto. Há um claro processo de dumping em andamento, que contraiu artificialmente o preço do petróleo.
Esse dumping já começou a ser revertido, como mostra o recente acordo feito entre Arábia Saudita, Rússia e outros países, e a crise mundial não durará para sempre.
A maior parte dos analistas prevê que a demanda mundial por óleo subirá de 91 milhões de barris/dia, em 2014, para 111 milhões de barris dia até 2040. Tal demanda será puxada pelo crescimento dos países emergentes, em especial na Ásia, e pelas necessidades dos sistemas de transporte e do setor petroquímico. Observe-se que o petróleo não serve apenas para produzir gasolina e diesel. Ele é insumo para mais de três mil outros produtos.
Com isso, o preço do petróleo voltará a subir. O suprimento de energias renováveis crescerá, mas a transição para uma matriz energética inteiramente limpa será, sem dúvida, gradual.
Na realidade, o que os analistas afirmam é que as necessidades ambientais e climáticas impactarão mais o carvão, responsável por dois terços do estoque de carbono das jazidas minerais, que o petróleo e o gás, fontes mais limpas que esse mineral.
Obviamente, o atual ambiente de dumping produz grande pressão para que o Brasil venda rapidamente o pré-sal. Seria erro trágico. A venda nessas condições de preços artificialmente baixos renderia pouco no presente e comprometeria muito nosso futuro.
Devemos ter em mente o que aconteceu com a Vale. Na época de sua venda, com os preços do minério bastante baixos, diziam que o ferro já não tinha valor estratégico algum e que o futuro pertencia aos novos materiais sintéticos. Pouco tempo depois, os preços do minério dispararam e a Vale privatizada passou a faturar mais por ano que o preço aviltado de sua venda.

III- Porque a Petrobras tem totais condições de explorar o pré-sal.
Outro argumento muito usado nesse debate é o de que a Petrobras, fragilizada financeiramente, não teria condições de explorar o pré-sal.
Não é verdade.
Todas as grandes companhias de petróleo passam, em maior ou menor grau, por dificuldades econômicas ocasionadas pela conjuntura negativa do mercado. No caso da Petrobras, seu endividamento se deve também à necessidade de realizar os grandes investimentos imprescindíveis à exploração do pré-sal.
Contudo, a Petrobras, além de operar com lucro substancial, tem solidez financeira, pois está lastreada num fantástico ativo patrimonial: o pré-sal. Segundo pesquisa do Instituto Nacional de Óleo e Gás da UERJ, divulgada em 2015, o pré-sal contém 176 bilhões de barris, óleo suficiente para cobrir, sozinho, cinco anos de consumo mundial de hidrocarbonetos. Perto dessa riqueza extraordinária, a dívida atual da empresa é troco miúdo.
Não faltarão recursos para que a Petrobras continue a investir no pré-sal. O mercado financeiro nacional e internacional sabe muito bem que a Petrobras tem expertise, tecnologia e patrimônio para superar suas atuais dificuldades.
Sabe muito bem que, independentemente de seus detratores internos, a empresa tem tudo para gerar lucros e dividendos muito maiores que seus passivos. Ademais, o mundo dispõe hoje de fontes alternativas de financiamento, como a do Banco do BRICS, por exemplo, que podem ser acionadas de forma complementar.
A dívida da empresa poderia se tornar um grande problema, porém, na situação em que a Petrobras perca o acesso às jazidas, como querem os propugnadores do projeto que retira dela a condição de operadora única. Nesse caso, a empresa perderia seu lastro patrimonial e, aí sim, poderia se fragilizar ao ponto de não conseguir mais operar.
Em vez de simplesmente reduzir seus investimentos, como faz agora para se adaptar à nova realidade do mercado, a Petrobras poderia não ter mais como investir um centavo.
Na realidade, ao se retirar da Petrobras a condição de operadora única do pré-sal poderia se conduzir a empresa à falência ou a uma inevitável privatização. Talvez seja esse um dos objetivos implícitos do projeto.

IV- Porque o País perderia todo o investimento feito pela Petrobras e a alta tecnologia por ela desenvolvida
Ao contrário de outras operadoras nacionais, que apenas se apropriaram de jazidas já provadas, a Petrobras, desde o início, teve de investir maciçamente, ao longo de décadas, em prospecção e desenvolvimento de tecnologia.
Com isso, ela se tornou uma das operadoras mais eficientes e lucrativas do mundo e conseguiu, a muito custo, produzir tecnologia de ponta na exploração em águas profundas e ultraprofundas.
A Petrobras é a empresa brasileira que mais gera patentes e ganhou, por três vezes, o OTC Distinguished Achievement Award, maior prêmio internacional concedido às empresas de petróleo que se distinguem em desenvolvimento tecnológico. Tal esforço inovador se espraia por áreas diversas, como Petroquímica, Engenharia Mecânica, Engenharia de Segurança do Trabalho, Medicina e Física, e repercute positivamente numa vasta cadeia produtiva.
Ora, todo esse esforço histórico, iniciado a partir da década de 1950 (quando se dizia que o Brasil não tinha petróleo), se perderia, caso a Petrobras perca, agora, a condição de operadora única do pré-sal. A inevitável e profunda fragilização da empresa que seria derivada dessa trágica decisão jogaria fora todo o investimento realizado em décadas de trabalho duro e o país perderia uma grande fonte de desenvolvimento tecnológico.
Não nos parece racional e justo que, após todo esse esforço, se dê de bandeja, sem nenhum risco e por um preço aviltado, os recursos do pré-sal a empresas que nunca fizeram investimentos de prospecção no Brasil e que não desenvolvem tecnologia no país.
V- Porque o Brasil perderia os instrumentos para conduzir a política de conteúdo nacional, consolidar a cadeia produtiva do petróleo e alavancar seu desenvolvimento.
A cadeia de petróleo e gás, comandada pela Petrobras, é a maior cadeia produtiva do país, responsável por cerca de 20% do PIB brasileiro e 15% dos empregos gerados.
Tal cadeia é sustentada por uma política de conteúdo nacional, que gera demanda robusta em setores-chave como o da construção civil pesada e a indústria naval, só para citar alguns poucos.
Ora, retirar da Petrobras a condição de operadora única do pré-sal poderia implodir toda essa política e desarticular essa estratégica cadeia produtiva.
As empresas estrangeiras de petróleo normalmente contratam serviços no mercado internacional e importam insumos e bens em seus países de origem. Ao contrário da Petrobras, não têm compromisso algum com o desenvolvimento da indústria nacional brasileira.
Já a Petrobras, em seu Plano de Negócios e Gestão, previu investimentos de US$ 130,3 bilhões para o período de 2015 a 2019. Trata-se de mais de R$ 400 bilhões que serão investidos quase que totalmente no Brasil. Não podemos comprometer esses e outros investimentos, seguramente mais volumosos, que virão mais tarde, graças à exploração do pré-sal pela Petrobras.
Os recursos que a Petrobras investe e investirá para explorar o pré-sal são e serão fundamentais para alavancar o desenvolvimento do Brasil. Assim, retirar da Petrobras a condição de operadora do pré-sal significaria, em última instância, a destruição dessa alavanca única e o consequente comprometimento do nosso desenvolvimento.

VI- Porque o Brasil perderia futuro.
Por ser recurso finito e não renovável, o petróleo tem de ser gerido com perspectiva de longo prazo e com base na solidariedade intergeracional.
Foi essa visão que fez o Congresso Nacional aprovar a destinação dos royalties e participações especiais do petróleo para a Educação (75%) e Saúde (25%). Decidimos trocar recursos do presente para investir nas futuras gerações.
Temos de analisar a questão da Petrobras como operadora do pré-sal dentro dessa mesma visão estratégica.
A retirada da Petrobras como operadora única obedece a uma lógica de curto prazo: estamos numa crise e precisamos de dinheiro rápido para nos dar alívio financeiro. Se vendermos o pré-sal às multinacionais do setor, poderemos gerar uma receita que nos ajude a pagar juros da dívida, a fazer superávits primários e a equacionar desequilíbrios fiscais.
Já manutenção da Petrobras como operadora do pré-sal, com tudo o que isso implica, obedece a uma lógica de longo prazo: estamos em crise e, se alavancarmos nosso desenvolvimento com os recursos do pré-sal, não só contribuiremos para a sua superação, como criaremos as condições para o Brasil inicie um novo ciclo de crescimento mais sólido e duradouro.
Neste segundo caso, trata-se de cambiar a miragem liberalizante de curto prazo pela visão estratégica que assegurará futuro para as novas gerações de brasileiros.
No primeiro e trágico caso, trata-se de trocar o futuro pelo presente.
Retirar a Petrobras dos campos do pré-sal significa simplesmente vendê-los. E vender o pré-sal é vender futuro. E quem vende futuro já se perdeu no presente.
* – É sociólogo, especialista em Relações Internacionais e membro do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais (GR-RI)
Fonte - Diálogo Petroleiro  25/04/2016

Governo manterá processo de concessões em infraestrutura

Infraestrutura

Segundo o ministro, serão construídos 7.413 km em 17 rodovias entre 2015 e 2018 por meio do Programa de Investimento em Logística (PIL), não necessariamente com concessões à iniciativa privada. Neste ano, haverá o arrendamento de 16 terminais de portos públicos e a conclusão de análise de 41 terminais de uso privado.

Valor Econômico - RF
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O ministro do Planejamento, Valdir Simão, afirmou ontem que o governo federal pretende dar continuidade ao processo de concessões do setor de infraestrutura à iniciativa privada. Será uma maneira de "escoar a produção" e "conectar o país com o resto do mundo", disse.
Segundo o ministro, serão construídos 7.413 km em 17 rodovias entre 2015 e 2018 por meio do Programa de Investimento em Logística (PIL), não necessariamente com concessões à iniciativa privada. Neste ano, haverá o arrendamento de 16 terminais de portos públicos e a conclusão de análise de 41 terminais de uso privado.
No transporte aéreo, o ministro disse que serão licitados ainda em 2016 quatro aeroportos de capitais: Florianópolis, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza. "Eles estão no TCU aguardando a etapa de consulta pública", disse Simão. Também serão realizados, segundo ele, os leilões de três ferrovias: dois trechos da Norte-Sul e o trecho Lucas do Rio Verde
O governo deve lançar em breve a licitação para arrendamento do terminal portuário de passageiros de Salvador, que teve o estudo aprovado pelo TCU. A licitação não integra o programa de arrendamento de 93 áreas portuárias, específicas para movimentação de cargas.
Segundo o ministro dos Portos, Helder Barbalho, o aval do TCU mostra que outros editais, inclusive do programa de arrendamentos, podem ser lançados mais rapidamente do que se esperava, depois da experiência de dois anos do tribunal com os arrendamentos de 29 áreas nos portos de Santos e do Pará. Para Barbalho, o longo tempo dispensado pelo TCU na análise dos estudos foi fundamental "para eliminar qualquer insegurança jurídica".
Fonte Revista Ferroviária  25/02/2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Metrô de Salvador funcionará até mais tarde nessa quinta feira (25)

Metrô de Salvador

O Metrô de Salvador funcionará com horário estendido em todas as estações nessa quinta feira (25) em virtude do jogo que será realizado a noite na Arena Fonte Nova 

Da Redação
foto - ilustração/Pregopontocom
Nessa quinta-feira (25/2), todas as estações do metrô (de Lapa a Pirajá) irão funcionar até 0h15min para facilitar o deslocamento dos torcedores que irão ao jogo na Arena Fonte Nova.

A CCR Metrô Bahia orienta os usuários a adquirir, antecipadamente, o cartão de viagem do metrô na bilheteria das estações, evitando filas na ida para o estádio ou na volta para casa. Vale lembrar que a tarifa do metrô custa R$ 3,30.
Com informações da CCR Metrô Bahia 23/02/2016

Verdades, mentiras, assessores, marqueteiros, ex, e... a corrupção - Bob Fernandes

Política  

João Santana, marqueteiro do PT, preso. Prisão temporária, que vence quinta. Se tornada preventiva, sem prazo pra acabar, se terá pistas dos rumos da investigação.Esse é um jogo de sombras. Há um alvo, verdades, meias verdades, e mentiras.





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Milhares de argentinos vão às ruas em protesto contra política do Governo

Internacional

O Governo Macri enfrentou nesta quarta-feira, 24, um de seus maiores desafios, com a realização de protestos em Buenos Aires e por todo o país, não só com críticas às demissões nos setores público e privado mas também com relação à criminalização de manifestações sociais e aos reajustes de tarifas de serviços públicos e de aluguéis.

Sputnik
Sputnik
A convocação de uma greve geral de 24 horas e de manifestações foi feita pela Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE) e atendida em Buenos Aires, onde cerca de 50 mil pessoas chegaram a fechar importantes vias do centro, como as Avenidas 9 de Julio, Corrientes e Belgrano, segundo os organizadores.
Protestos contra as negociações feitas pelo Governo com os chamados “fundos abutres” em Nova York, as restrições à venda de minérios, a perseguição política e a prisão de líderes sindicais como a deputada do Parlasul, Milagro Sala, foram verificados também nas Províncias de La Pampa, Jujuy, Chaco, Rosario, La Rioja, Tucumán, Salta, Córdoba, Santa Cruz, Río Negro, Neuquén, Santa Fé, Mendoza e na Terra do Fogo.
O secretário-geral da ATE, Hugo Godoy, calcula que desde a posse do novo Governo mais de 20 mil argentinos perderam seus empregos, metade no serviço público. Os protestos, segundo ele, pedem o aumento imediato de salários, para fazer face aos aumentos de até 300% nas tarifas de gás e energia elétrica e aos aumentos de até 40% nos preços dos aluguéis.
As manifestações desta quarta-feira não registraram incidentes com a polícia, e contaram também com a participação de diversas organizações de defesa dos direitos humanos e sociais. Segundo os organizadores, praticamente todos os setores da economia estão sendo atingidos pelas demissões, em especial a construção civil, a metalurgia, os laboratórios farmacêuticos, o comércio, os frigoríficos, a mineração, a indústria têxtil e o setor de serviços.
Falando ao jornal “El País”, o ministro da Fazenda, Alfonso Prat-Gay, reforçou a ideia de que parte do aumento de 67% na folha de pagamento da União, das províncias e dos municípios, entre a crise de 2002 e 2014, se deveu a empregos dados a militantes kirchneristas: “Não vamos deixar a gordura militante, vamos contratar gente idônea e eliminar os ‘nhoques’ [como são chamados os servidores públicos no país que ganham sem trabalhar].”
Ainda segundo “El País”, os dados revelam a demissão de 26.676 funcionários públicos, sendo 16.697 municipais, 7.109 do Estado nacional e 2.870 das províncias.
Fonte - Sputnik  23/02/2016

Um terço dos aquíferos do mundo está secando, alerta Nasa

Água

Para chegar aos dados, a entidade levou em consideração pequenas variações na força da gravidade do planeta, medidas pelos satélites gêmeos da missão espacial Grace.No Brasil, a situação dos principais aquíferos ainda é confortável. Localizado inteiramente no país, o Aquífero Alter do Chão chegou a apresentar pequeno ganho de volume no período, enquanto o Aquífero Guarani – compartilhado com Uruguai, Paraguai e Argentina – apresentou redução de água considerada “mínima”.

The Greenest Post

Levantamento inédito realizado pela Nasa apontou dados preocupantes sobre a situação dos principais sistemas aquíferos da Terra. Entre 2003 e 2013, 21 dos 37 maiores aquíferos do mundo tiveram mais perda do que recarga de água. Em 13 deles, a diferença foi classificada como de “grande estresse”, o que agrava ainda mais a situação.
Para chegar aos dados, a entidade levou em consideração pequenas variações na força da gravidade do planeta, medidas pelos satélites gêmeos da missão espacial Grace.
No Brasil, a situação dos principais aquíferos ainda é confortável. Localizado inteiramente no país, o Aquífero Alter do Chão chegou a apresentar pequeno ganho de volume no período, enquanto o Aquífero Guarani – compartilhado com Uruguai, Paraguai e Argentina – apresentou redução de água considerada “mínima”.
Apesar do resultado positivo, o hidrólogo brasileiro Augusto Getirana, pesquisador da Universidade de Maryland e do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa, ressaltou que as necessidades decorrentes da crise hídrica vivenciada pelo país podem representar um alerta a longo prazo. “Todos esperamos que a atual seca no sudeste brasileiro seja temporária, mas caso seja uma condição prolongada ou permanente teremos que pensar nos impactos negativos em aquíferos, uma vez que essa é outra fonte potencial de água para abastecimento da população”.
Muitos desses depósitos de água começaram a ser utilizados nas últimas décadas para suprir diversas necessidades humanas – como irrigação e consumo. Com a retirada desregulada de água, algumas fontes estão começando a secar, colocando em risco a segurança hídrica global.
Fonte - Revista Amazônia  24/02/2016

Aeronáutica investiga possível infração de aeronave da PF em Brasília

Tráfego aéreo

A informação é do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica. A mudança representou risco para as duas aeronaves que decolavam simultaneamente. O controle de tráfego aéreo atuou para corrigir o procedimento e permitir que os voos seguissem.

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

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A investigação inicial do incidente ocorrido com duas aeronaves no aeroporto de Brasília na manhã de ontem (23) aponta para a possibilidade de infração das regras de tráfego aéreo pela aeronave PR-BSI, que fez uma curva para o lado diferente do previsto.
A informação é do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica. A mudança representou risco para as duas aeronaves que decolavam simultaneamente. O controle de tráfego aéreo atuou para corrigir o procedimento e permitir que os voos seguissem.
Em nota, a Aeronáutica informou que a aeronave PR-BSI decolava da pista da direita e deveria manter a reta de decolagem e fazer curva à direita após atingir cerca de 200 metros de altura, mas curvou à esquerda.
A aeronave da Força Aérea Brasileira, FAB 2582, que voava com destino a Vitória (ES), sem passageiros, decolou da pista da esquerda e seguiu o previsto, que era manter a reta de decolagem até cerca de 35 quilômetros do aeroporto. Durante a ocorrência, os pilotos da FAB mantiveram contato visual com a aeronave PR-BSI, de propriedade da Polícia Federal.
Em nota, a Aeronáutica informou que a distância entre as aeronaves e as demais circunstâncias presentes estão sendo apuradas em um processo de investigação. "Caso se confirmem indícios de desobediência às normas aeronáuticas, o processo será encaminhado à Junta de Julgamento da Aeronáutica, que poderá aplicar sanções administrativas”, acrescentou a nota.
Fonte - Agência Brasil  24/02/2026

Linha Sul do metrô de Recife opera com velocidade reduzida

Transportes sobre trilhos

Linha Sul do metrô com maior intervalo entre as viagens e velocidade reduzida.Não há previsão para que a linha Sul do Metrô do Recife volte a funcionar normalmente.

Diário de Pernambuco
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Problema é causado por um problema na sinalização da via. Técnicos do órgão estão trabalhando para que a a situação seja resolvida
Não há previsão para que a linha Sul do Metrô do Recife volte a funcionar normalmente. Desde o início da manhã, o sistema opera com dois trens a menos da Estação Largo da Paz até o Aeroporto. O intervalo entre as viagens está sendo de 9 a 10 minutos e a velocidade dos veículos, que geralmente é de uma média de 60 a 80 quilômetros por hora, está chegando, no máximo aos 45 km/h.
De acordo com a assessoria de comunicação do Metrorec, o problema é causado por um problema na sinalização da via. Técnicos do órgão estão trabalhando para que a a situação seja resolvida.
Fonte - Diário de Pernambuco  24/02/2016

O progresso pelos trilhos

Transportes sobre trilhos 

O transporte ferroviário de passageiros atendia a necessidade tanto de famílias mais abastadas como as de baixas rendas.E o trem vinha chegando, serelepe, apitando, puxando e exibindo seus vagões, não respeitando ninguém a sua frente.Tinha o vagão de primeira, com poltronas acolchoadas, o de segunda, com tábua pura, serrada, e o vagão restaurante com vários tipos de refeições.

Clic - Folha BH/MG
foto - ilustração/est.Passosprogresso,trilhos,
Estradas de ferro, o trem, seu apito… a plataforma da Estação Ferroviária era uma inocente diversão e um atraente ponto de encontro do povo para ver quem estava chegando e quem estava partindo. E para muitos era local de encontro de namoro.
Dia desses, caminhando por ali, passei por vários meninos, que num campinho improvisado disputavam uma bola. Parei por um momento, e ao observar a cena vi que não consegui me livrar do menino que fui um dia. Viajei no tempo, infância inocente, correndo descalço por ruas empoeiradas, dando pinote em cavalo de cabo de vassoura, vivendo a vida de moleque no mundo de sonhos e imaginação. Procurando córregos para nadar, brincar de xerife e bandido com revólveres de espoleta, pular o muro do vizinho para roubar frutas, chupar, lambuzar, e limpar a boca com o dorso da mão. E nessas recordações, levei minha infância para os trilhos do trem de ferro que atravessou e marcou a minha vida e de muitos meninos de meu tempo. Nós, meninos, quase todos os dias corríamos para a Estação de ferro, e ficávamos observando o chefe da Estação na sala do telégrafo, ouvindo o tac-tac do telegrafista enviando e recebendo mensagens das outras estações, e ao ouvir o telégrafo com seus bipes informando o chefe da Estação que o trem acabara de partir de Itaú para Passos, na espera do trem chegar, ficávamos olhando e observando os vagões de carga, alguns cheios de gado engaiolados aguardando o trem de passageiros chegar para poder dar seu apito de partida. O transporte ferroviário de passageiros atendia a necessidade tanto de famílias mais abastadas como as de baixas rendas.
E o trem vinha chegando, serelepe, apitando, puxando e exibindo seus vagões, não respeitando ninguém a sua frente. Tinha o vagão de primeira, com poltronas acolchoadas, o de segunda, com tábua pura, serrada, e o vagão restaurante com vários tipos de refeições.
Na chegada seu apito prolongava com mãos se pondo de fora das janelas dos vagões em acenos repetidos, retribuindo os acenos também erguiam mãos na plataforma, e com sorrisos de alegria havia os emocionantes encontros de pessoas embalados pela emoção. E o trem chegava, resfolegando, espirrando fumaça para o alto, fagulhando, apitando, passageiros sorrindo com a cabeça de fora do vagão, acenando com a mão para alguém ali à espera. Pelas portas e janelas via – se sair sacos, cestas, malotes e velhas malas!
Ver a chegada do trem e o desembarque dos passageiros era o divertimento da maioria da população. As pessoas faziam amizades, reviam velhos amigos, e no vai e vem do trem nasciam muitos amores, muitas esperanças!
E como era gostoso fazer uma viagem de Maria Fumaça: sentir o trem ir sacolejando e apitando nas curvas e nos caminhos, passando em cortes de serra, mata nativa, pontes sobre rios, cruzando os vilarejos e cidades, de dia e de noite cortando as paisagens e levando passageiros a tantas cidades. Cada um passava o tempo de um jeito, uns tentando dormir, outros puxando assunto e fazendo amizade. E o povo viajante levava na bagagem de tudo para comer: bolo, farofa de galinha, de carne seca, queijo, rapadura, laranja, litro de água…
E o trem seguia, via – se fazendas, casas, bois, boiadas… e aquela grande máquina de ferro, com seus vagões ia serpenteando entre lavouras, morros, matas, engolindo os trilhos, soltando fumaça e fagulhas até perder as energias, e se deixando morrer na plataforma das saudosas Estações, lembradas como local de encontro, reencontros e despedidas. Quando chegava, trazia sempre a esperança na bagagem e de volta a alegria e a saudade que ficava entre nós. O trem de ferro foi um símbolo que deixamos para trás, mas que não queríamos que acabasse. Era uma inesquecível nostálgica viagem em que o progresso chegava pelos trilhos. Agora, só saudade e lembranças daqueles que viveram o tempo daquela máquina capaz de soltar fumaça pela narina, e que sentiram seu sacolejo e seu apito adentrando ou saindo das saudosas Estações das cidades de nossa região.
A inauguração da Estação Mogiana em Passos se deu em 11 de dezembro de 1921 e foi desativada em 1977. A retirada dos trilhos começou em janeiro de 1986.
É o tempo passando e a gente “Memoriando!”
Fonte - ANPTrilhos   24/02/2016

VLT do Rio resgata memória dos bondes

Transportes sobre trilhos

VLT carioca resgata memória de bondes com sustentabilidade - Movido à eletricidade e totalmente não poluente, o novo meio de transporte, que vai atender a cariocas e visitantes, também resgata lembranças da época dos bondes elétricos. Até mesmo o som do antigo será lembrado. Por ser extremamente silencioso, na cabine do condutor haverá um botão para a tradicional buzina e um outro que reproduz a campainha dos antigos bondes. 

G1 - ABIFER
foto - ilustração
Em abril, quando o VLT começar a circular em seu primeiro trecho – da Rodoviária Novo Rio até o Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio –, estará sendo escrito um novo capítulo na história dos transportes públicos da cidade.
Movido à eletricidade e totalmente não poluente, o novo meio de transporte, que vai atender a cariocas e visitantes, também resgata lembranças da época dos bondes elétricos. Até mesmo o som do antigo será lembrado. Por ser extremamente silencioso, na cabine do condutor haverá um botão para a tradicional buzina e um outro que reproduz a campainha dos antigos bondes.
Os bondes circularam na cidade entre 1892, quando pertencia à Companhia Ferrocarril São Cristovão, e depois de 1905 até o final da década de 60, quando estavam sob o controle da Light, concessionária de energia. Para antigos usuários, especialistas em história e autoridades, o VLT é o que pode se chamar de um "bonde turbinado com alta tecnologia".
A professora Márcia Mendes, moradora da Gamboa, na Região Portuária do Rio, contou que tem memória da infância quando usava o bonde para ir para a escola na companhia da irmã. "Achava o máximo, me sentia gigante com a sensação de liberdade quando ficava na janela", lrelembrou.
Para ela, o VLT, que tem uma parada na porta da casa dela, é uma visão futurista dos bondes. "Eu estou otimista. Vai ser bom sim se ele realmente for usado como planejado", opinou.
O VLT carioca é um dos primeiros do mundo projetado sem a tecnologia catenária, que usa cabos para captar energia elétrica em fios suspensos. Os trens não têm fios em rede aérea e são alimentados por duas fontes de energia.
Em entrevista ao G1, o secretário de Concessões e Parcerias Público-Privadas, Jorge Arraes, explicou que o modelo do VLT do Rio é inédito até mesmo em outros lugares do mundo.
"Abastecimento pela superfície a gente tem conhecimento que existe em Dubai, mas lá é um pouco diferente já que eles circulam em áreas mais livres e não passam por regiões com construções como aqui no Rio".
A energia vem de um terceiro trilho, sistema APS (alimentação pelo solo) instalado entre os trilhos de rolamento do veículo, cuja alimentação ocorre apenas no trecho sob o trem. As composições também têm um supercapacitor, uma espécie de bateria, que recebe energia da rede e pode ser recarregado pela energia absorvida no processo de frenagem do trem. Além disso, ele é silencioso.
Segundo Arraes, a sustentabilidade não é o principal foco do projeto, mas ele foi levado em consideração. "No mínimo, esses três aspectos, da poluição direta por conta do combustível, da sonora e da visual, ele atende os requisitos da sustentabilidade", explicou.
Ele explicou que quando a operação for plena, serão feitos testes ambientais para saber, por exemplo, qual a quantidade de carbono está sendo capturada pelo fato do trem não estar queimando combustível.
Outra semelhança com os antigos bondes é o trajeto. Durante as obras, foram encontrados trilhos dos antigos bondes. Em alguns pontos, o VLT vai fazer o mesmo de 160 anos atrás. Entre os achados arqueológicos descobertos embaixo das movimentadas ruas está o calçamento da Rua da Constituição.
Parte do piso será preservada e exposta como previsto na proposta enviada e aprovada pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A área tem 15 metros quadrados é o trecho mais antigo, que ainda mantém o desenho original e de maior representatividade histórica, conforme avaliação dos arqueólogos.
E é também por isso a preocupação com os prédios históricos ao longo do traçado do VLT. Para minimizar o impacto e evitar vibrações haverá um mecanismo de controle de ruído atendendo um pedido do Instituto do Patrimônico Histórico (Iphan) e do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).
"Como o trem vibra quando passa nesses locais, por exemplo na Rua da Constituição, e na Rio Branco onde estão prédios históricos, nós colocamos nesses trechos equipamentos para reduzir o impacto. É um isolante, um material sintético que é colocado no topo do trilho para proteger, dar uma proteção física", explica Arraes.
O secretário afirmou que depois da transformação urbana da Região Portuária eles estão fazendo projetos para a expansão do VLT até a Zona Sul.
"Será com outro viés que não só o da integração. Tem a ver com o resgate da mobilidade, da recuperação urbanística de um bairro como Botafogo. O VLT sairia da Cinelândia para seguir até Flamengo, Botafogo, Jardim Botânico e Gávea, para integrar com o Metrô".

Retomada da história
A museóloga do Instituto Light, Roberta Saragoça, ressalta que o VLT trouxe da volta a memória dos bondes. Segundo ela, aumentou o interesse na história deles aumentou a partir do momento em que começou a se veicular notícias sobre a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos.
"Somos frequentemente procurados por pesquisadores e outros profissionais sobre o assunto. O VLT trouxe a memória do bonde. Quem andou e teve o privilégio não esqueceu. Para quem não conhece, o assunto voltou", explicou.
O instituto abriga parte da história dos bondes. São fotografias de Augusto Malta, documentos, mobiliário e equipamentos à disposição da pesquisa. Um bonde reformado está em exposição e são feitas visitas teatralizadas com personagens vestidos como na década de 20 para ajudar a manter essa memória.

Menos carro e material reciclado
A implantação do novo meio de transporte tem custo avaliado em R$ 1,157 bilhão, sendo R$ 532 milhões com recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, e R$ 625 milhões viabilizados por meio de uma parceria público-privada (PPP) da Prefeitura do Rio.
De acordo com informações da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto Maravilha (Cdurp), os carros que circulam diariamente pelos centros urbanos transportam em média 1,3 passageiros. A capacidade de cada VLT é de 420 passageiros. Considerada uma taxa de ocupação média, cerca de 255 carros deixarão de circular pela cidade.
As obras do VLT utilizaram equipamento de fresa ao longo da intervenção na Avenida Rio Branco para a remoção do pavimento, de forma a garantir o melhor uso dos recursos. Ao todo, 3.240 metros cúbicos de asfalto foram retirados da avenida e seguem sendo aproveitados nas obras.
O novo modelo de transporte alterou o visual da Avenida Rio Branco, uma das principais da cidade. Está em construção um boulevard, com extensão de 600 metros. Nesse ponto, a pista será compartilhada com o VLT e ciclofaixa, nas proximidades da Cinelândia, onde fica o Theatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes e a Biblioteca Nacional.

Como vai funcionar a operação
O VLT vai operar 24 horas por dia nos sete dias da semana, confirma Arraes. Em agosto, quando estiver totalmente entregue o VLT terá 28 quilômetros de comprimento com 32 paradas. Serão 32 trens em operação. Até o início de fevereiro sete trens já haviam sido entregues: cinco deles produzidos na França e dois produzidos na fábrica da Alstom, em Taubabé, São Paulo. A capacidade total do sistema chegará a 300 mil passageiros por dia.
Atualmente 28 condutores estão em fase final de treinamento e habilitação para começar a trabalhar em abril. O objetivo é formar mais 40 profissionais.
Para as duas turmas iniciais, o primeiro mês aconteceu na França, no centro de treinamento da RATP, empresa responsável pela operação do metrô e VLT em Paris. Eles também usam um simulador de condução que apresenta o trajeto entre a Rodoviária e o Aeroporto Santos Dumont reproduzindo situações a serem encaradas durante a operação.
A segunda etapa de implantação do VLT - Central do Brasil até Praça 15 - está marcada para agosto.
Segundo Arraes, um dos principais desafios será o início da circulação onde será possível saber se o novo transporte terá o mesmo dinamismo pensado na implantação.
Ele confirma que o VLT terá prioridade nos sinais de trânsito e os outros motoristas vão ter que se adaptar a isso.
" Se ele vem em uma linha e o sinal está fechado, existe abaixo um sinalizador em que o sinal abre para ele automaticamente e fecha para os outros carros, mas isso é uma situação comum". Ele lembrou ainda os problemas enfrentados pela prefeitura quando o BRT foi implantado e muitas pessoas andavam de skate e cruzavam as vias exclusivas dos ônibus.
De acordo com Arraes, as ruas estreitas, no Centro, a região da Central do Brasil com grande circulação de pessoas serão os pontos mais complicados. O VLT terá velocidade de 18 quilômetros nos trechos mais difíceis e de até 50 quilômetros, nos trechos mais desertos e durante a madrugada. A previsão é que eles circulem na horas de pico com frequência de três minutos.

Preço das passagens x validação
De acordo com o secretário, a prefeitura do Rio irá fazer o anúncio do preço da passagem do VLT em meados de março.
O pagamento será feito por cartões validados em oito máquinas próprias, no interior dos módulos do trem.
Esse é um sistema inédito no país, mas também haverá fiscalização e a prefeitura pretende mandar um projeto de lei para a Câmara para estabelecer uma multa no caso de alguém não validar a passagem. O modelo é semelhante ao que ocorre com o Lixo Zero. Segundo o secretário, o valor da multa também deverá ser o mesmo.
" Mantivemos essa que é a opção mundial. Esse tipo de transporte no mundo inteiro é assim. Em alguns países funciona melhor e em outros pior. Haverá campanha educativa e também fiscalização", acrescentou.
No entanto, Arraes acredita que as pessoas já estão acostumadas porque já fazem uso do Bilhete Único nos ônibus, barcas e no metrô. A diferença é que no VLT não existe catraca.
Fonte - ABIFER  23/02/2016

Analista aponta orquestração da mídia contra governos da América Latina

Política

Denúncias sobre uma orquestração midiática contra governos de esquerda na América Latina têm aumentado nos últimos anos, especialmente em relação ao Brasil, Venezuela, Bolívia e em menor grau ao Equador. Da mesma forma, muitos desses críticos têm apontado uma mudança de postura quanto à Argentina, logo após a posse do presidente Maurício Macri, que encerrou 13 anos de governos kirchneristas.

Sputnik
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O presidente da Bolívia, Evo Morales, se mostrou esperançoso de que os votos das populações indígenas do interior possam reverter a indicação de vitória dos contrários à reforma da Constituição, o que lhe possibilitaria exercer um novo mandato. Com quase 80% das urnas apuradas, os contrários chegavam a 54%, contra 46% dos favoráveis.
Quase 6,5 milhões de bolivianos votaram no país no domingo e outros 300 mil no exterior. Na segunda-feira, Morales disse que respeitaria os resultados do referendo de domingo, sejam quais forem. Se perder no plebiscito, será a primeira derrota do presidente boliviano nas urnas em 10 anos, o que o obrigaria a passar o cargo para um sucessor após a eleição em 2019, quando finalizar o terceiro mandato.
Embora fiscalizada de perto por várias organizações latino-americanas que validaram a transparência da consulta, vários analistas têm denunciado uma constante campanha da mídia contra o governo.
Em entrevista à Telesur, TV estatal da Venezuela, o analista político Juan Manuel Karg afirmou que a campanha de desinformação na Bolívia, em relação à consulta, foi coordenada pela direita latino-americana para obter uma terceira vitória sobre os governos progressistas da região. Segundo ele, a campanha contra o governo e a figura de Evo Morales afetou o referendo.
Denúncias sobre uma orquestração midiática contra governos de esquerda na América Latina têm aumentado nos últimos anos, especialmente em relação ao Brasil, Venezuela, Bolívia e em menor grau ao Equador. Da mesma forma, muitos desses críticos têm apontado uma mudança de postura quanto à Argentina, logo após a posse do presidente Maurício Macri, que encerrou 13 anos de governos kirchneristas.
O coordenador da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Caio Manhanelli, diz que, embora não se possa dizer que existe uma campanha efetiva e oficial contra esses países, o fato é que eles “sofrem em decorrência de um sistema que está falindo agora, que é o capitalismo.”
“Há possibilidade de visualizar esse tipo de orquestração, se a gente usar o viés correto. Existe sim uma tendência mais à direita ideologicamente rechaçando algumas atitudes mais preservacionistas, nacionalistas de governos que são de esquerda. Não existe isso declarado, um ator para isso, embora alguns presidentes de esquerda até ajudem bastante as críticas. Maduro é um exemplo bem claro.”
Segundo Manhanelli, o Ocidente pensa de uma forma pautada em três valores que são os valores franceses de liberdade, igualdade e fraternidade, e os direitos humanos vêm pautados em cima disso.
“O que vem daí é uma construção ideológica sem ator, porque os Estados vão se solidificando em relação aos direitos. Tanto a esquerda quanto a direita debatem em cima disso, pautadas no mesmo argumento que são os direitos da humanidade que devem ser preservados. Obviamente o que vem contra isso vai ser rechaçado, e a direita vai usar esse mesmo tipo de motor conforme sua conveniência.”
Manhanelli garante existir um interesse financeiro por trás das críticas a esses governos.
“O que se vê hoje é a mídia operando segundo alguns valores, e ela já opera sozinha. Não precisa de ninguém falando qual é a agenda, que já é introjetada, baseada nos valores dessa sociedade neoliberal. Isso é uma coisa normal nos Estados Unidos, onde se sabe quem é a mídia liberal e quem é a democrata. Esse é um princípio que todos temos assimilado de certa forma.”
Segundo o especialista, tal comportamento pode ser visto em todos os tipos de mídia na América Latina.

“No Brasil você vê as grandes emissoras, principalmente a que tem mais credibilidade, oscilando bastante. É óbvio que há uma seleção de pautas, e isso ficou muito claro em alguns trabalhos acadêmicos. Realmente a Globo é a emissora que menos opina, mas é a que tem a maior seleção do que vai para a tela. Você não precisa manipular emitindo opinião, pode manipular não emitindo outro tipo de notícia.”

Manhanelli diz que quem pauta essa mídia são os grupos que têm interesse em grandes negócios e não na preservação de políticas de preservação nacional.

“A mídia trabalha para desestruturar isso desde a época da colonização. Os países centrais se preservam, mas os periféricos não, e aqueles que tentam seguir uma cartilha social-democrata mais preservacionista acabam sendo rechaçados por interesses econômicos que pautam a própria mídia. Quem são os porta-vozes desses interesses? Quem recebe verba de publicidade e quem vende informação nesses grupos midiáticos.”
Fonte - Sputnik  23/02/2016