quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Metrô Bahia, modelo de excelência e modernidade para os baianos

Transportes sobre trilhos  🚇

O sistema metroviário de Salvador transformou-se em modelo de “benchmarking”, na contratação e eficácia de obras. Os 12 km da Linha 1 foram rapidamente concluídos, ligando a Lapa a Pirajá. Em 24 meses, o sistema ultrapassou a marca de 18 milhões de passageiros transportados, representando

Carlos Martins
Secretário Estadual de Desenv. Urbano

foto - ilustração/arquivo
O metrô de Salvador, durante treze anos tornou-se símbolo de incompetência, de mal uso de recursos, e que é pior: seu projeto era altamente custoso e sem grandes vantagens para o caótico trânsito de Salvador e para a sua população, nos seus 12 km, que o apelidaram de “metrô calça curta”.
As mudanças de projeto que transformaram a Avenida Bonocô e consumiram mais de um bilhão de reais, nunca foram devidamente explicadas pelos gestores da época. Corre por anos processos na Justiça Federal, engavetados, sem punição para quem quer que seja.
No entanto, três anos após o Governo do Estado assumir oficialmente o metrô, a situação inverteu-se. O sistema metroviário de Salvador transformou-se em modelo de “benchmarking”, na contratação e eficácia de obras. Os 12 km da Linha 1 foram rapidamente concluídos, ligando a Lapa a Pirajá. Em 24 meses, o sistema ultrapassou a marca de 18 milhões de passageiros transportados, representando:

1. Modelo de excelência na contratação de uma PPP ( parceria pública privada) que conseguiu blindar o contrato dos problemas anteriores.

2. O fim dos vícios de construção anterior, colocando a linha em funcionamento, com o que há de mais moderno no sistema ferroviário internacional.

3. A mudança de paradigma na prestação de serviço de transporte, principalmente para a população da periferia, que hoje desfruta de um modal seguro, confiável e confortável.

4. A transformação dos terminais de ônibus e no seu entorno. O terminal de Pirajá, símbolo de sofrimento, humilhação, degradação e desprezo, é atualmente o símbolo das mudanças trazidas pelo metrô. Quem viveu o antigo EVA ou o rebatizado Nova Esperança, sabe o que é o moderno terminal atual. Segurança, conforto, organização, limpeza dão dignidade aos moradores de vários bairros que precisam se deslocar diariamente para vários pontos da cidade utilizando este requalificado terminal.

5. A valorização imobiliária e as obras em curso na região modificaram a área de degradada para em expansão.
Mas os avanços não pararam por aí. E o metrô, patrimônio dos baianos, deixou de ser apenas de Salvador para ganhar a RMS, chegando até Lauro de Freitas, como será em breve com a Linha 2.
Em ritmo acelerado, as obras atravessam a Avenida Paralela, corredor criado nos anos 60, e que no seu projeto inicial destinava o corredor central para um futuro transporte de massa. Assim prevê o projeto original, que alguns “futuristas do agouro” , insistem em politizar, minimizando uma obra importante para a mobilidade da capital e da RMS. A linha permitirá que o trajeto entre Acesso Norte e o aeroporto seja percorrido em 27 minutos, passando pelas 12 estações que compõem o trecho. Isso tornará Salvador a terceira capital do país em trilhos – 41 km no total - e a primeira a ter um metrô ligando o aeroporto ao centro. Ainda em fase inicial, o trecho Acesso Norte – Rodoviária da Linha 2, já ampliou em mais 30% o número de usuários.
Um projeto arrojado, moderno e inovador, que nos orgulha em todos os seus aspectos. Ainda em fase inicial, o trecho Acesso Norte - Rodoviária, já ampliou em mais 30% o número de usuários, confirmando que o sistema já é uma rotina na vida dos baianos. A ligação Acesso Norte – Aeroporto, transformará radicalmente a mobilidade em Salvador, por inúmeros fatores:
Cerca de 700 ônibus metropolitanos serão retirados da malha urbana, dando fluidez ao trânsito, e devolvendo sustentabilidade ao Sistema de Transporte Coletivo por Ônibus de Salvador (STCO), prejudicado pela concorrência predatória, instituindo e consolidando de vez o conceito de “Integração Intermodal”. Além disso, o advento da Linha 2 dará à cidade, equipamentos modernos de transbordo e integração como os novos terminais da Rodoviária, Pituaçu, Mussurunga e Aeroporto.
A Linha 2 ainda permitirá a retirada, ou pelo menos dará a opção, de que milhares de veículos que transitam na Paralela, símbolo de monstruosos engarrafamento na hora pico. Permitindo a seus usuários que utilizem o metrô, deixando seus veículos em estacionamentos ou em suas próprias garagens.
A linha que chegará ao aeroporto ainda terá destaque para questão ambiental. O paisagismo e urbanismo da obra preveem compensações ambientais, incluindo a substituição da vegetação estrangeira por vegetação típica da mata atlântica local. As lagoas artificiais, construídas para evitar alagamentos na avenida, sofrerão um tratamento adequado, e terão até o retorno de peixes, que já eram escassos. Uma pista de cooper circunda toda a via permanente, assim como uma ciclovia, apoiada por um bicicletário em cada estação, e quiosques de apoio em vários pontos. A exemplo do complexo de viadutos do Imbuí, o projeto da Linha 2 prevê , dentro do conceito de parque linear, cinco áreas de lazer, que contará com equipamentos de lazer, ginástica e esporte, dependendo unicamente da aprovação da Fundação Mário Leal Filho, pela Prefeitura de Salvador.
Passarelas modernas e perfeitamente em consonância com a lei de acessibilidade (Leis nº 10.048 e 10.098) e três novos viadutos ao longo do percurso, tornarão permeabilidade urbana muita mais segura, rápida e agradável. Portanto, longe de ser um “muro da vergonha”, a Linha 2 será um ponto de integração da cidade com a sua população.
Em todo o mundo, o metrô representa a garantia de transporte em grande quantidade de usuários, com rapidez, conforto e segurança e ao mesmo tempo dependente de recursos públicos e integração entre modais. Salvador, há tempos, urge de uma modernização do seu sistema de transporte, que se tornou, pelas características monopolistas e fora de controle da municipalidade, obsoleto, inseguro, custoso e inibidor do desenvolvimento urbano. Em paralelo ao metrô, os corredores transversais, das linhas Azul e Vermelha, serão elementos indutores de uma expansão da cidade, ligando a orla atlântica à Bahia de Todos os Santos, e permitindo a integração com o metrô e o futuro VLT do subúrbio,assim como o BRT, se a Prefeitura desejar.
Por fim, as modernas e arrojadas estações, com cores, design e estilo inovador, estarão harmonicamente integradas a paisagem e acessibilidade dos seus usuários, com as devidas preocupações com acessibilidade, seja com as novas passarelas, que contarão, inclusive, com elevadores e escadas rolantes, além do conforto e segurança, permitindo ainda, a possibilidade de novos negócios e pontos de arte e cultura ao longo do sistema.
Ainda graças, ao metrô, Salvador contará com modernas estações de teleféricos, que vão adensar estações com alto potencial de demanda como as do Bonocô, Retiro, Bom Juá e Pernambués, cujos estudos já foram concluídos em parceria com a Francesa de Desenvolvimento. Se os números já comprovam, a opinião dos baianos sobre o metrô diz ainda mais. Satisfação e aprovação, que demonstram ainda mais que o metrô da Bahia veio pra ficar, e sem sombras de dúvidas, será cada vez mais um orgulho de todos os baianos.
Fonte - Sedur  29/12/2016 

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