terça-feira, 27 de setembro de 2016

Malha cicloviária de Fortaleza cresce 39%

Ciclovias

A previsão é que Fortaleza esteja com 216 quilômetros até o fim de 2016, meta para o ano de 2020.A cidade conta hoje com 177,3 quilômetros de faixas exclusivas para bicicletas.São 89,2 quilômetros de ciclovias e 88,1 quilômetros de ciclofaixas

João Lima Neto - Repórter/DN
DN
O aumento de ciclovias, ciclofaixas e a instalação de estações de bikes integradas e compartilhadas incentivou a população a ocupar as vias. Para se ter dimensão, a Capital conta com 177,3 quilômetros de faixas exclusivas para bicicletas. Em comparação com igual período do ano passado, quando tínhamos apenas 127,5 km, calcula-se um aumento da malha em 39% neste ano.
Conforme dados da Secretaria de Conservação e Serviço Público (SCSP), ao final de 2012, Fortaleza tinha 72,9 quilômetros de infraestrutura cicloviária. Hoje, a Capital possui 89,2 quilômetros de ciclovias e 88,1 quilômetros de ciclofaixas. A previsão é de que Fortaleza esteja com 216 quilômetros de rede até o final de 2016, ou seja, quase chegando à meta estabelecida pelo Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI) de 232 quilômetros para o ano de 2020.
Conforme o titular da SCSP, Luiz Alberto Sabóia, potencialmente, 1,1 milhão de pessoas deixaram de fazer viagens motorizadas para andar de bicicleta. De acordo com o titular da Pasta, faltam apenas 38km para atingir a meta. "O Plano Diretor Cicloviário de Fortaleza previa para a cidade uma meta de 524km. A cada cinco anos, tínhamos metas especificas. Em 2020, por exemplo, o objetivo era atingir 232km. Atualmente, já estamos chegando essa meta".
O gestor promete que um novo conjunto de ciclofaixas e ciclovias será entregue ainda em setembro no Jockey Clube, Bela Vista e José Walter. O vigilante Francisco Sérgio, morador do bairro Parque São José, utiliza a bicicleta integrada da Parangaba para realizar serviços técnicos no dia a dia. De manhã, percorre os bairros oferecendo serviço de pedreiro e reparo de instalações elétricas. Ele conta que aumentou o número de atendimentos graças ao trafego rápido obtido com a bicicleta integrada.
Mesmo com o aumento das rotas, 43 trechos ainda possuem menos de 1 km e regiões de grande concentração de pessoas como Vila Velha, Cristo Redentor, Pirambu, Quintino Cunha, Vicent Pinzon e Jardim Guanabara ainda não receberam nenhuma intervenção na introdução das vias para ciclista. A maioria das faixas de 0,1 a 11 km está situada na Aldeota, Papicu, Montese, Parquelândia, São Gerardo, Passaré e Bom Jardim.

Perfil
Sabóia explica que existem dois perfis de usuários que utilizam os serviços de bicicletas em praças e terminais. "A bicicleta compartilhada é utilizada para aqueles que procuram viagens mais curtas e precisam utilizá-la por um período mais curto do dia. Já a integrada são trabalhadores que buscam outras alternativas de chegar em casa".
Apesar do aumento da malha, parte dos ciclistas reclamam da falta de rotas em algumas regiões da Capital. Segundo o presidente da Associação dos Ciclistas Urbanos de Fortaleza Phelipe Rabay, regiões com cruzamentos de grande fluxo, como na Avenida José Bastos e Augusto dos Anjos, ainda necessitam de atenção. "Existe um gasto grande com construções de viadutos. Parte desses recursos poderiam muito bem fazer com que a meta de 216km fosse atingida", ressalta o presidente.
No último sábado (17), a Prefeitura de Fortaleza implantou cerca de 4,9 quilômetros de infraestrutura cicloviária no bairro Messejana (Regional VI), ligando a Avenida Frei Cirilo à CE-040, como parte da primeira etapa de binários e medidas de apoio a pedestres e ciclistas prevista para a região. Recentemente, também foram implantadas 4,1 km de ciclofaixas distribuídas na Avenida Domingos Olímpio e na nova Avenida Crisanto Moreira da Rocha, além de 11,5 quilômetros de infraestrutura cicloviária nas Regionais I, III e V, sendo cinco novas ciclofaixas no Bom Jardim, Conjunto Ceará, Panamericano e Jóquei Clube, além de ciclovia na Vila do Mar.
Atualmente, seguem em andamento a implantação de infraestruturas cicloviárias também em outras áreas da cidade, como na nova Avenida José Jatahy e nos bairros Jóquei Clube (Regional III) e Messejana (Regional VI). Também estão programadas mais ciclofaixas nas avenidas Monsenhor Carneiro da Cunha e Engenheiro Leal Lima Verde, além de novas infraestruturas cicloviárias nos bairros José Walter e Parangaba.
Fonte - Diário do Nordeste  27/09/2016

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