sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Concessão do sistema metroviário de Fortaleza pode render no mínimo R$ 5,1 bi

Transportes sobre trilhos

Em relação à economicidade, o Metrofor é considerado possivelmente viável, caso o Estado realize os investimentos necessários, visando ao melhor serviço para a população.Sobre o caminho mais viável para a concessão do ativo, a empresa indica a contratação de estudo. 

Diário do Nordeste
foto - ilustração/arquivo
Equipamento cearense que deverá ser concedido à iniciativa privada, o sistema metroviário de Fortaleza está avaliado inicialmente em, no mínimo, R$ 5,1 bilhões. Até o momento, na lista de possíveis investidores estão empreiteiras com atuação em obras de metrô e operadores nacionais e internacionais de mobilidade urbana.

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O plano para o sistema é composto por quatro linhas: Linha Sul, Linha Oeste, Linha Leste e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A Linha Leste tem o maior valor estimado, com R$ 3,4 bilhões. Com as obras paralisadas e sem previsão para serem reiniciadas, o equipamento deverá ter 12,4 Km de extensão e 13 estações.
Depois, vem a Linha Oeste, avaliada em R$ 1,3 bilhão e composta por 19,5 Km de extensão e dez estações. Em seguida, aparece o VLT que ligará os bairros Parangaba e Mucuripe, cujo valor estimado é de R$ 260 milhões. Ainda em obras, o equipamento terá 11,3 Km de extensão e dez estações.
Por fim, vem a Linha Sul, estimada em R$ 200 milhões. Possui 24 Km de extensão, 18 estações e está em operação parcial desde 2014. De acordo com informações apuradas pela reportagem, os resultados da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) indicam oportunidades para aumento de eficiência operacional e de geração de receita, principalmente, devido à demanda de passageiros na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
Análise preliminar de origem/destino, por exemplo, aponta para uma demanda potencial de, aproximadamente, 650 mil passageiros por dia, caso sejam feitos investimentos para aumentar a eficiência das linhas existentes e construir novas.
Está prevista ainda a otimização de custos de operação e manutenção e a exploração de receitas complementares, por meio de projetos de novas estações com foco tanto no viés comercial quanto funcional.

Pendências
Entre as principais ações que devem ser tomadas pelo governo estadual, antes de conceder o equipamento à iniciativa privada, estão: a solução de pendências jurídicas que possam impedir a plena outorga do ativo; elaboração de estudo de origem e destino detalhado para identificar o potencial de demanda para cada linha; criação de um modelo econômico financeiro detalhado, contendo estimativas projetadas de receita, custos operacionais e investimentos, por exemplo; e avaliação, através da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), o modelo jurídico para outorga do ativo.
Quando ao modelo de outorga, a expectativa é que as melhores alternativas para o Metrofor são: a concessão comum ou a Parceria Público-Privada (PPP) patrocinada. Nesta última, o poder público, em adição às tarifas cobradas dos usuários, complementa a remuneração do parceiro privado por meio de aportes regulares de recursos orçamentários (contraprestações do poder público).
Em relação à economicidade, o Metrofor é considerado possivelmente viável, caso o Estado realize os investimentos necessários, visando ao melhor serviço para a população. Sobre o caminho mais viável para a concessão do ativo, a empresa indica a contratação de estudo.

Programa
O Programa de Concessões e Parcerias Público-Privadas foi apresentado pelo governador Camilo Santana, no último dia 25 de agosto, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). No evento, porém, em relação ao sistema metroviário, o governador sinalizou inicialmente apenas a concessão da Linha Sul, do VLT Parangaba-Mucuripe, além dos VLTs de Sobral e do Cariri. O VLT de Sobral conta com 13,9 Km de extensão e 12 estações, e o do Cariri é composto por 13,6 Km de extensão e nove estações.
Na lista dos dez ativos estaduais prioritários, estão: Acquario Ceará; Arena Castelão; Centro de Eventos; Centro de Formação Olímpica (CFO); Central de Abastecimento do Ceará (Ceasa); Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp); Cinturão Digital; placas solares; Metrofor; e terrenos.
Fonte - Diário do Nordeste  09/09/2016 

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