segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Cidades mais seguras no trânsito, propõe a Abramet

Trânsito

Precisamos acelerar essa trajetória para alcançarmos o objetivo proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU),de reduzir em 50% o número de mortes no nosso trânsito até 2020.Para tal,precisamos de uma mudança radical da cultura para mobilidade,não só do motorista, mas também do nosso pedestre,dos governantes e de toda a cúpula dirigente do nosso país.Faz-se necessária a execução do Código de Trânsito Brasileiro que data de 1997,quando determina a “Educação de Trânsito” nas escolas.Até hoje,vários itens desse código não foram colocados em prática.O diagnóstico é da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).

Portogente
foto - ilustração/arquivo
Segundo a entidade, educação continuada, formação de condutores, campanhas permanentes, policiamento ostensivo, participação ativa da sociedade, a fiscalização e a punição parecem abandonadas. Apesar das multas, infratores reclamam, mas não mudam seu comportamento. "Velocidade, bebida, drogas, fadiga, sono e desatenções continuam fazendo parte do ranking causador de nossos tristes acidentes", aponta.
A associação afirma que o Brasil necessita de uma imunização em curto prazo e na qual a fiscalização e a punição precisam ser severas: "Em longo prazo, atuando na mudança da cultura já na Pré-escola, aos cinco anos de idade, com educação de trânsito onde serão ensinados às crianças os perigos da “máquina sobre rodas”: para que serve, como fazer bom uso, sinalização de trânsito, evoluindo com leis, resoluções, até chegar ao curso secundário, onde dentro da Física, Química e Biologia seriam passados conhecimentos das ações de forças exercidas sobre o veículo, de doenças causadas pelo trânsito e mesmo pelo transporte de produtos perigosos. Por que derrapam, por que capotam, efeitos do ruído, da vibração, consequências dos gases, vapores, poeiras e fuligem sobre o homem e meio ambiente. A necessidade real de utilização de equipamentos de segurança e tantas outras coisas que amadureceriam nosso jovem e, ao fim de 13 anos, teríamos novos cidadãos, conscientes, responsáveis, conhecendo os limites da máquina sobre rodas, o respeito mútuo e a própria vida."
Aos 18 anos, prossegue a Abramet, como cidadãos diferenciados, fariam um Curso de Formação de Condutores (CFC) com treinamento em simuladores, onde todas as adversidades seriam ensaiadas e sairiam dali para uma pista própria, para colocar em prática todo o aprendizado: de dia, de noite, na área urbana, pista molhada, desviar de obstáculo a 80 km/h, frear com freios comum e ABS, no sol, na chuva, neblina e por aí em diante.
E finaliza: "Estamos convictos de que, dessa forma, atingiremos o objetivo reduzindo de maneira substancial a epidemia que hoje faz parte do nosso dia a dia. Certamente, estaríamos imunizando nossa população e erradicando um mal sistemático em nossas cidades."
Fonte - Portogente  26/09/2016

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