segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Índices de inadimplência não param de crescer no Brasil

Economia

Para muitos economistas, em um cenário de desemprego crescente, inflação resistente e paralisia da economia, a tendência é que os spreads continuem a aumentar.Apenas nos últimos 12 meses, o spread subiu 12 pontos percentuais. Os últimos dados do Banco Central, de junho, revelam que o spread chegou a 39,7% ao ano, o patamar mais elevado desde 2011. 

Sputnik
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Apesar de a Selic, a taxa básica de juros, estar em 14,25% desde julho do ano passado, as taxas de inadimplência não param de crescer no Brasil. Em consequência, bancos e instituições financeiras têm aumentado gradativamente o chamado spread, a diferença entre as taxas cobradas dos clientes e as que pagam por seus produtos.
Apenas nos últimos 12 meses, o spread subiu 12 pontos percentuais. Os últimos dados do Banco Central, de junho, revelam que o spread chegou a 39,7% ao ano, o patamar mais elevado desde 2011. Para pessoas físicas, a diferença entre o que os bancos cobram e pagam atingiu 58,5% ao ano, um acréscimo de 13,4 pontos percentuais entre junho último e o mesmo mês de 2015. Para empresas, a diferença é menor: 18,2% na comparação e aumento de 3,2 pontos percentuais.Essa conta diz respeito apenas aos chamados juros livres, sem financiamentos com taxas subsidiadas pelos bancos estatais.
Para muitos economistas, em um cenário de desemprego crescente, inflação resistente e paralisia da economia, a tendência é que os spreads continuem a aumentar. A razão é simples: com mais gente não podendo honrar seus compromissos com as instituições financeiras, a saída é cobrar mais de quem está em dia com suas obrigações.
Que a inadimplência está aumentado ninguém duvida. Segundo o BC, só em maio, os atrasos nos pagamentos superiores a 90 dias bateram o recorde de 5,8% do total das transações, recuando levemente para 5,6% em junho.Outros analistas também justificam a alta do spread pelo fato de que algumas instituições tenham aumentado a margem de lucro para recompor as margens que ficaram comprimidas nos anos de juros baixos e de crédito farto.
Fonte - Sputnik  21/08/2016

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