terça-feira, 14 de junho de 2016

2016 deve ter maior crescimento da malha metroferroviária em duas décadas

Transportes sobre trilhos

No ano passado, a rede de transporte ferroviário de passageiros cresceu apenas 10,4 quilômetros, três vezes menos que em 2014. O resultado contabiliza as obras da Linha 1 do Metrô de Salvador (BA) e o primeiro trecho do VLT da Baixada Santista (SP), linhas que estão em operação comercial desde janeiro deste ano. Com isso, o Brasil consolida 1.012 quilômetros em trilhos urbanos.

Natália Pianegonda
Agência CNT de Notícias 

foto - ilustração/Secom
O ano de 2016 deve fechar com uma das maiores expansões do transporte de passageiros sobre trilhos dos últimos 20 anos, com incremento de 50,2 quilômetros aos 1.012 quilômetros de trilhos urbanos existentes. O resultado depende do início das operações de quatro novos sistemas, marcado para este ano: da Linha 4 do Metrô da cidade do Rio de Janeiro, a primeira etapa do VLT da zona portuária e central, também na cidade do Rio, a extensão do VLT da Baixada Santista (SP) e a primeira fase da Linha 2 do Metrô de Salvador (BA). Os dados são da ANPTrilhos e integram o Balanço do Setor Metroferroviário 2015/2016, divulgado nessa segunda-feira (13).
Por outro lado, os impactos da atual crise política e econômica, que desacelerou a execução de obras e projetos em infraestrutura, devem ter reflexos negativos para o setor ao longo dos próximos anos. De acordo com a ANPTrilhos, entre os projetos considerados mais importantes pela entidade para atender à demanda e garantir melhoria no serviço de transporte nas grandes cidades, três estão paralisados e um foi suspenso (a expansão da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo).
Para a entidade, neste momento de ajuste fiscal e de redução de orçamentos, deve ser dada prioridade aos projetos e obras já em andamento, a fim de garantir os benefícios dos sistemas para as cidades e passageiros. “Não existe projeto e obra em transporte sobre trilhos que não seja estratégico e fundamental para a região onde ele está sendo implantado”, destaca o documento divulgado pela associação.
A ANPTrilhos salienta a importância de PPPs (Parcerias Público-Privadas) para a execução de projetos de mobilidade urbana sobre trilhos: “essa tendência, independente do momento econômico que vivemos, firma-se como uma excelente opção para desonerar os cofres públicos e acelerar a implantação dos projetos. Os parceiros privados têm condições de investir e estão mostrando o seu interesse em participar da implementação de projetos”.

Resultados de 2015
No ano passado, a rede de transporte ferroviário de passageiros cresceu apenas 10,4 quilômetros, três vezes menos que em 2014. O resultado contabiliza as obras da Linha 1 do Metrô de Salvador (BA) e o primeiro trecho do VLT da Baixada Santista (SP), linhas que estão em operação comercial desde janeiro deste ano. Com isso, o Brasil consolida 1.012 quilômetros em trilhos urbanos.
Aproximadamente 2,9 bilhões de viagens individuais foram realizadas por metrôs ou trens em 2015. O número representou crescimento de 1,7% frente a 2014, segundo o balanço. Na média, foram transportados 9,9 milhões de passageiros por dia.

Geração de empregos no setor
Enquanto o Brasil registrou crescimento de 8,5% na taxa média de desemprego em 2015, segundo dados do IBGE, o setor de transporte de passageiros sobre trilhos aumentou as contratações.
O número de vagas nas empresas expandiu 6%. Com isso, o setor fechou o ano com 41,1 mil trabalhadores.
A projeção é que o crescimento deve se manter nos próximos anos. Estima-se que, até o final de 2020, o setor contabilize 60 mil empregados.

Perfil dos passageiros
Um dado inédito no balanço da ANPTrilhos aponta que as mulheres predominam entre os passageiros dos sistemas de metrô. Já os homens são a maioria nos trens metropolitanos. A maior parte dos usuários está concentrada na faixa de até 34 anos e o trabalho é o principal motivo do uso do sistema, razão pela qual a maioria dos passageiros é frequente, ou seja, utiliza os trens e metrôs, no mínimo, três vezes por semana.
“Estes dados mostram a importância do sistema como estruturador dos grandes fluxos urbanos, tendo na sua alta capacidade, rapidez, regularidade e segurança os grandes benefícios para os usuários”, destaca o documento divulgado pela associação.
Fonte - Agência CNT de Notícias 14/06/2016

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