quarta-feira, 23 de março de 2016

Retomada da navegação na hidrovia Paranaíba-Tietê-Paraná,impulsiona polo logístico

Hidrovias

Não bastasse a redução dos índices de acidentes e de poluição, com a retirada de circulação um grande contingente de veículos pesados das estradas, contabiliza-se a importância da reativação da hidrovia Paranaíba-Tietê-Paraná.Em comparação com os outros modais, a hidrovia se viabiliza pela movimentação de grandes cargas a preços reduzidos.

Diário da Manhã
foto - ilustração
A reabertura da hidrovia Paranaíba-Tietê-Paraná é muito mais que a retomada da navegação de comboios de barcaças entre o porto de São Simão, no extremo Sudoeste do Estado de Goiás, e o terminal intermodal da cidade de Pederneiras (SP) para a transferência da mercadoria para trens cargueiros que seguem em direção ao Porto de Santos (SP). Enquanto soma-se aos modais rodoviário e ferroviário, o modal fluvial impulsiona fortemente a consolidação do Polo Logístico de Anápolis, no centro geográfico do Brasil, a apenas 1.300 quilômetros de 70% do PIB brasileiro, segundo maior corredor nacional para investimentos, depois de Rio e São, com mercado de 10 milhões de consumidores.
Com a sinalização de melhorias e conservação das rodovias BR-153 e BR-060 privatizadas e a conexão das ferrovias Centro-Atlântica e Norte-Sul operacionais, somadas à reativação do porto de São Simão, na dependência da conclusão das obras do Aeroporto Internacional de Cargas, Anápolis caminha para a integração dos modais de transporte rodoviário, ferroviário, aéreo e fluvial com os referenciais estratégicos estruturantes, diferenciais competitivos articulados e potenciais atrativos interligados do maior polo logístico do interior do Brasil.
O transporte de mercadorias das regiões Centro-Oeste e Norte por hidrovias, até Pederneiras, rumo aos portos do Sul/Sudeste, favorece a economia do Estado de Goiás, especialmente de Anápolis, por conta do esperado crescimento do Porto Seco Centro Oeste, destinado a desembaraçar e diminuir o custo e o tempo para importação e exportação. Tanto o início da operação comercial da Ferrovia Norte-Sul, que tem ramal no Daia, quanto a reativação da via fluvial de São Simão potencializam a Eadi – Anápolis, que abrange praticamente toda a Região Centro-Oeste, o norte de Minas Gerais, Pará e Maranhão.
Não bastasse a redução dos índices de acidentes e de poluição, com a retirada de circulação um grande contingente de veículos pesados das estradas, contabiliza-se a importância da reativação da hidrovia Paranaíba-Tietê-Paraná, que movimenta R$ 10 bilhões por ano em produtos de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Em operações que demandam o trabalho de poucas dezenas de marinheiros, a via transporta anualmente seis milhões de toneladas. Para levar a mesma quantidade de grãos por rodovias seria necessário mobilizar 200 mil caminhões.
Em comparação com os outros modais, a hidrovia se viabiliza pela movimentação de grandes cargas a preços reduzidos. Um comboio fluvial, formado por quatro chatas e um empurrador, leva seis mil toneladas de carga por viagem, enquanto no transporte de uma tonelada de carga, a distância percorrida com um litro de combustível é de 220 quilômetros pela hidrovia, 85 quilômetros por ferrovia e 25 quilômetros pelo modal rodoviário. Some-se a isso a economia superior a 30% no preço do frete praticado no Brasil, fator que representa diminuição de custo e consequente aumento de renda para os produtores.
Por mais que a hidrovia seja conhecida como “Tietê-Paraná” agora não se justifica mais deixar de chamá-la de “Paranaíba-Tietê-Paraná”. Afinal, ela começa em São Simão, no Rio Paranaíba, em Goiás.
Fonte - Revista Ferroviária  22/03/2016

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