terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Presidente da CBTU Marco Fireman participa de reunião de trabalho em Belo Horizonte

Transportes sobre trilhos

Em entrevista, Marco Fireman elogiou a estrutura da Superintendência de BH, destacando que o padrão de serviço que encontrou em Minas, tanto do corpo técnico quanto dos colaboradores merece aplausos pela eficiência e qualidade apresentadas.Disse ainda que conhece as limitações 

CBTU

A Superintendência de Belo Horizonte recebeu nessa quarta-feira (17/2), a visita do diretor- presidente da CBTU, Marco Fireman, para uma agenda de trabalho que reuniu mais de 15 executivos, incluindo os superintendentes regionais da Companhia nas unidades de Recife, Maceió, João Pessoa e Natal.
O superintendente de Belo Horizonte, Miguel Marques, abriu os trabalhos técnicos agradecendo a presença de todos e detalhando o desempenho gerencial da STU-BH com foco nas principais conquistas alcançadas em 2015, entre as quais, a implementação de nova frota, bem como nos atuais desafios da gestão. Um caderno de ações prioritárias também foi entregue ao presidente, contendo as justificativas técnicas e valores previstos para todas as demandas elencadas. “Este debate é uma oportunidade única de colocarmos em pauta nossas prioridades e de discutir o que realmente importa para o futuro de Belo Horizonte”, pondera.
O gerente de Planejamento da CBTU-BH, Luiz Ayres Lima Neto apresentou as principais demandas de investimento e equacionamento do custeio do Metrô de BH, destacando que o déficit orçamentário de Minas deve passar de 44%, em 2016, considerando o limite aprovado pela Lei Orçamentária Anual e o valor das atuais despesas. Frisou ainda que é imprescindível a liberação de recursos para custeio e investimentos, de modo a permitir a continuidade diária da operação. Já o coordenador de Planejamento e Transportes de Recife, Maurício Meirelles, detalhou a formatação da repartição tarifária por meio do Sistema Estrutural Integrado (SEI). Segundo ele, após a implantação do SEI a demanda da operadora cresceu mais de 600%, contudo, cerca de 56% dos usuários que usam esse tipo de integração o fazem de modo gratuito, o que representa uma perda considerável de receita, que precisa ser cuidadosamente revertido.
Em entrevista, Marco Fireman elogiou a estrutura da Superintendência de BH, destacando que o padrão de serviço que encontrou em Minas, tanto do corpo técnico quanto dos colaboradores merece aplausos pela eficiência e qualidade apresentadas. Disse ainda que conhece as limitações orçamentárias e que a Administração Central vem discutindo juntamente com o Ministério das Cidades a liberação de recursos da ordem de R$ 500 milhões para o Metrô de BH, que estariam reservados à expansão, como também a liberação de emendas, que totalizariam cerca de R$ 80 milhões, destinados tanto ao custeio quanto a novos investimentos, mas que ainda é preciso tornar estes recursos aplicáveis. Nesse sentido, destacou que tem mantido reuniões sistemáticas com o Governo Federal, na tentativa de viabilizar essa liberação.
Marco Fireman adiantou ainda que a grande meta da Administração Central para Belo Horizonte é a compra de sobressalentes para nova frota, a modernização de frota antiga e a atualização de sistemas, de modo a tornar possível a ampliação da capacidade de transporte e a melhoria do conforto do usuário. “Nossa meta é trabalhar para reduzir o headway no pico para 3,5 minutos, o que melhoraria muito o atendimento, ampliando a oferta e potencializando resultados sem mexer tanto na estrutura física e, contando com o que já existe na operadora”, ponderou.

Estadualização
Outro aspecto abordado durante a reunião foi a possível estadualização do Metrô de BH, tema sobre o qual o presidente já se manifestou contrário. “Sou contra a estadualização, porque o transporte ferroviário é caro e demanda subsídio constante. Inicialmente, qualquer governo ficaria encantado em receber uma operadora como a CBTU-BH, mas é preciso avaliar bem, porque a manutenção desse sistema, hoje custeada pelo Governo Federal, exigirá subsídios que podem “sangrar” os cofres do governo local, passando a demandar altos custos tarifários e custeio regular da manutenção. Outro aspecto a se considerar é que a CBTU precisa ter uma definição de seu destino a longo prazo. Se a gente perde a Superintendência de Belo Horizonte, a CBTU enfraquece bastante. O Metrô de BH é o nosso 2º maior sistema e a estadualização seria como amputar um membro importantíssimo. Enquanto eu estiver como presidente, vou lutar para que isso não aconteça!”, enfatizou.

Troca de experiência
Entre os superintendentes, surpresa e elogios ao Metrô de BH. Paulo Barreto, da CBTU João pessoa, parabenizou a iniciativa de Fireman com a implantação de reuniões sistemáticas. “Os encontros favorecem a troca de experiências entre as operadoras, otimizando soluções mais rápidas e práticas.” Também destacou a qualidade dos serviços de BH e a funcionalidade da nova frota, lembrando que “o esforço da CBTU em modernizar-se é essencial para sua continuidade”. Já o superintendente Clélio Lima, pontuou que o contato entre as regionais Recife e Belo Horizonte serve de fórum para questões cruciais. “Um aspecto que observei atentamente em BH foi a questão da violência. O nível de vandalismo e deteriorações nos trens é muito inferior aos de Recife, o que pode ser algo cultural da região. Precisamos aprender como BH lida com essas questões e trabalhar juntos pelo patrimônio da empresa”, ponderou.

Empenho e aprendizado
O superintendente de Maceió, Marcelo Aguiar, elogiou a estrutura da CBTU-BH e o empenho dos empregados. “Percebe-se muito cuidado e zelo por parte dos empregados e a visita é uma oportunidade para levar essas boas experiências às regionais”. Já o superintendente de Natal, Leonardo Gurgel, mostrou-se impressionado tanto com a estrutura, quanto com as novas oportunidades de negócios exploradas em Minas. “Um aspecto interessante foi a visita à Vilarinho que dá acesso direto a um shopping. É uma estratégia inteligente e benéfica tanto para a população, quanto para o metrô. Espero que Natal alcance uma estrutura como esta e estamos trabalhando em prol desse objetivo”.
Também participaram da reunião os gerentes regionais da CBTU-BH: Eduardo Coimbra (GIAFI), Maurício Cordeiro (Operação), Fernando Pinho (Obras) e Eduardo Martins (Manutenção), além do gerente regional de Administração e Finanças de Recife, Tiago Pontes.

Pausa para Conscientização
Entre um intervalo e outro da agenda Marco Fireman arranjou tempo para conferir uma apresentação da Campanha Zika Zero, que trouxe os atores do Grupo Mobiliza SUS, da Secretaria Municipal de Saúde, para conscientizar usuários no combate ao mosquito Aedes Aegypti – transmissor da Dengue, Chikungunya e do Zika Vírus. A ação realizada na Estação Central serviu para lembrar a população que o combate às doenças exige atitude e comprometimento de todos e que a CBTU segue mobilizada em favor desta causa!
Fonte - CBTU  23/02/2016

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