terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Obra da Linha 17-Ouro do monotrilho de SP deve sofrer baixa de mais um consórcio

Transportes sobre trilhos

Se for suspenso, será o terceiro dos quatro contratos da Linha 17 a ser rescindido. Os outros dois - também formados por Andrade Gutierrez e CR Almeida, para construção de pátio e estações - foram sustados em janeiro, pela mesma razão. O único trecho da Linha 17 que está com obras civis em curso é o do consórcio TIDP (Tiisa e DP Barros), responsável por 7,6 quilômetros dos 17,7 quilômetros totais e por algumas estações.

Valor Econômico - RF
foto - ilustração
A construção da Linha 17-Ouro, o monotrilho que ligará o aeroporto de Congonhas à estação Morumbi da CPTM, na capital paulista, está prestes a sofrer mais uma baixa. Desde dezembro as obras civis do elevado do monotrilho - a cargo da Andrade Gutierrez e da CR Almeida - estão paralisadas.
Se for suspenso, será o terceiro dos quatro contratos da Linha 17 a ser rescindido. Os outros dois - também formados por Andrade Gutierrez e CR Almeida, para construção de pátio e estações - foram sustados em janeiro, pela mesma razão. O único trecho da Linha 17 que está com obras civis em curso é o do consórcio TIDP (Tiisa e DP Barros), responsável por 7,6 quilômetros dos 17,7 quilômetros totais e por algumas estações. O monotrilho deveria estar pronto para a Copa de 2014.
O Metrô iniciou os trâmites para a rescisão desse terceiro contrato e está consultando as empreiteiras participantes da licitação como alternativa para continuar as obras. O segundo colocado foi o consórcio formado por Queiroz Galvão, OAS, Bombardier Transit e Bombardier Transportation Brasil.
Até agora, apenas uma das quatro empresas do consórcio CMI, responsável pelo fornecimento do material rodante e por parte das obras civis, manifestou interesse em concluir o contrato. Trata-se da empresa Scomi, da Malásia, responsável pela fabricação dos trens. As demais, Andrade Gutierrez e CR Almeida, responsáveis pela obra, e a MPE, parceira da Scomi, não teriam se manifestado. O valor do contrato com o consórcio é de R$ 542 milhões. As multas podem passar de R$ 100 milhões.
A Andrade Gutierrez está sendo investigada na Lava-Jato. A CR Almeida é citada em planilha apreendida no escritório do doleiro Alberto Youssef que relaciona projetos suspeitos de irregularidade com órgãos públicos e estatais.
Segundo a Secretaria dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, a queda do ritmo das atividades começou em setembro de 2015. A pasta disse que faz reuniões com as empresas para solucionar conjuntamente os problemas. A Andrade Gutierrez não quis se manifestar. A CR Almeida não retornou.
No caso das rescisões feitas em janeiro, a secretaria está consultando as empreiteiras participantes da licitação para continuidade das obras. A estimativa é de que até o fim de fevereiro a situação esteja equacionada e os serviços sejam retomados em março.
Fonte - Revista Ferroviária  23/02/2016

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