domingo, 21 de fevereiro de 2016

Mobilidade urbana e utilização da bicicleta é debatida em Fortaleza

Mobilidade

Mobilidade e estrutura são discutidas em capacitação.O encontro aconteceu na sede da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), no Benfica.Entre as atividades, divididas entre palestras e debates, o grupo abordou a legislação relacionada à bicicleta.

Diário do Nordeste
Entre as atividades da oficina, o grupo abordou a legislação
relacionada à bicicleta e à atual estrutura cicloviária da Capital
    foto - Fernanda Siebra
Discutir as políticas de mobilidade urbana e questões pertinentes a quem utiliza a bicicleta em Fortaleza foram alguns dos principais objetivos da primeira Oficina de Formação em Ciclomobilidade, realizada neste sábado (20) pela Associação de Ciclistas Urbanos de Fortaleza (Ciclovida). O encontro aconteceu na sede da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), no Benfica.
Entre as atividades, divididas entre palestras e debates, o grupo abordou a legislação relacionada à bicicleta. "Ainda existe dúvida sobre quais direitos e deveres do ciclista, os riscos, incertezas relacionadas tanto ao Código de Trânsito como sobre o que é um plano de mobilidade, quais as suas funções, qual a competência de cada órgão, como é que se deve fazer reclamação, então isso gera muita dúvida", aponta o presidente da Ciclovida, Phelipe Rabay.
Na avaliação do ciclo-ativista, as recentes iniciativas de estrutura cicloviária implantadas na Capital, como as ciclofaixas e a inserção das bicicletas nos projetos de mobilidade, tiveram um retorno muito positivo, apesar de ainda haver intervenções de infraestrutura excludentes desse modal. "Enquanto temos ações excelentes outras, como viadutos, túneis e rotatórias não têm solução para ciclistas e nem pedestres e, na verdade, funciona como não incentivo". Apesar do avanço, conforme aponta, as estruturas pecam em não beneficiar áreas mais periféricas e de maior risco. "Se você pega o mapa de acidentes e casa com o de ciclofaixas não bate. Aonde tem mais acidentes ainda não tem".
Contudo, outro ponto de destaque apontado pelo presidente da Ciclovida foi o Plano Diretor Cicloviário Integrado de Fortaleza (PDCI), que prevê mais de 300 km de estrutura voltada para a circulação de bicicletas. Além disso, ressalta que a relação entre motoristas e ciclistas vem melhorando a partir das discussões. "Quando se vê a estrutura e o debate você pelo menos vai lembrar que existe ciclista na rua". A expectativa, segundo ele, é que encontros de capacitação como esse passem a ocorrer uma vez a cada semestre.
Fonte - Diário do Nordeste  21/02/2016

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pela sua visita,ajude-nos na divulgação desse Blog
Cidadania não é só um estado de "direito",é também um estado de "espírito"