sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Mercosul com Bolívia,será quinta economia do mundo

Política

Em 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) da Bolívia cresceu 5,05% e a previsão para este ano é de alta de 5%. O país fechou o ano passado com inflação de 5,3%, manteve o boliviano, a moeda nacional, estável pelo quinto ano consecutivo. Para este ano, a previsão é de um aumento de 3,5% do investimento público, para US$ 6,39 bilhões, dos quais 22% serão financiados por empréstimos do exterior.

Sputnik
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Debatida há cerca de três anos e aprovada por acordo assinado por todos os países do bloco, a adesão da Bolívia como novo membro pleno do Mercosul só depende do aval dos Parlamentos do Brasil e do Paraguai, segundo informou nesta sexta-feira, 19, à Sputnik, o alto representante geral do Mercosul, Florisvaldo Fier.
Fier, também conhecido como Dr. Rosinha, prevê que o sinal verde para adesão do novo sócio se dê ainda este ano. Segundo ele, não houve nenhuma resistência à entrada da Bolívia. Na própria Argentina, agora sob comando neoliberal com o presidente Maurício Macri, o país andino vem recebendo referências elogiosas até por parte da equipe econômica. Em uma entrevista pouco depois de tomar posse, o ministro da Economia, Afonso Prat-Gay, afirmou que a Bolívia será um dos exemplos de modelo de sucesso econômico que será perseguido pela Argentina.
Em 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) da Bolívia cresceu 5,05% e a previsão para este ano é de alta de 5%. O país fechou o ano passado com inflação de 5,3%, manteve o boliviano, a moeda nacional, estável pelo quinto ano consecutivo. Para este ano, a previsão é de um aumento de 3,5% do investimento público, para US$ 6,39 bilhões, dos quais 22% serão financiados por empréstimos do exterior.
Na opinião do Dr. Rosinha, a entrada do novo sócio dará ainda mais força ao bloco.
"A política de expansão territorial e econômica do Mercosul é uma política correta. Queremos construir um bloco forte, com inserção política e econômica internacionalmente e trabalhar para a entrada de outros países, como já foi convidado o Equador."
Com relação aos críticos que afirmam que o Brasil adota uma estratégia equivocada ao fortalecer parcerias no Mercosul e buscar outras alternativas, como os países africanos, Dr. Rosinha rebate:
"Tem analista para tudo, e tem também aqueles que emitem opinião de que o Mercosul e o Brasil estão no caminho correto. Hoje, se não tem acordo assinado entre o Mercosul e a União Europeia (UE) é porque a UE está resistindo. A primeira e única tentativa que não deu certo foi por decisão bilateral. Agora, quando a UE pede uma nova proposta o Mercosul faz uma proposta superior e está esperando uma resposta da UE até o momento", lembra.
Segundo o alto representante do Mercosul, quando se olham números isolados, o crescimento comercial do Brasil se deu, nos últimos tempos, principalmente graças à venda de manufaturados na América Latina e de commodities para a China.
“A crise econômica mundial fez com refluísse as relações comerciais, que estão muito aquém do que foram em 2013 e 2012. Esses críticos olham por um único ângulo, mas eu tenho que olhar todo o sistema. Há uma crise econômica no mundo, há uma crise comercial, e acordos se fazem através de consensos que não têm sido obtidos a nível mundial. A própria Organização Mundial do Comércio (OMC) não consegue avançar.”
Criado em 1991, durante a assinatura do Tratado de Assunção e ratificado no Protocolo de Ouro Preto em final de 1994, o Mercosul é integrado por Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai e Venezuela como membros plenos e Chile, Peru, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname, como Estados associados. Hoje, o Mercosul têm um PIB de US$ 3,2 trilhões e ocuparia a posição de quinta economia mundial se fosse um único país, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em duas décadas, o comércio dentro do bloco cresceu 12 vezes, saltando de US$ 4,5 bilhões em 1991 para US$ 59,4 bilhões, em 2013. Além disso, o Mercosul é o maior exportador mundial de açúcar, soja, segundo maior produtor de carne bovina, além de deter as maiores reservas de petróleo do mundo, com mais de 310 bilhões de barris de petróleo. Cerca de 87% das exportações brasileiras para o bloco são de produtos industrializados.
Fonte - Sputnik  19/02/2016

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