sábado, 23 de janeiro de 2016

Suspenso projeto de trem de passageiros nos trilhos da FTC

Transportes sobre trilhos

Está suspenso, por tempo indeterminado, o projeto que viabilizaria o translado da população através de dos trilhos da Ferrovia Tereza Cristina (FTC). Após um teste experimental de 15 dias, realizado em outubro, um estudo de custo e rentabilidade do trem para passageiros será refeito. Conforme o responsável pela FTC, Benony Schmidt, ainda não existe uma previsão para conclusão deste novo estudo, nem para que a locomotiva possa ser de fato implantado na região. 

A Tribuna - Criciúma
foto - ilustração/ferrovia FTC
Para o retorno às aulas, os acadêmicos ainda não poderão contar com o transporte ferroviário, como havia sido idealizado pelas prefeituras de Içara e Criciúma. Está suspenso, por tempo indeterminado, o projeto que viabilizaria o translado da população através de dos trilhos da Ferrovia Tereza Cristina (FTC). Após um teste experimental de 15 dias, realizado em outubro, um estudo de custo e rentabilidade do trem para passageiros será refeito. Conforme o responsável pela FTC, Benony Schmidt, ainda não existe uma previsão para conclusão deste novo estudo, nem para que a locomotiva possa ser de fato implantado na região.
Será analisado em estudo valores de vagões, novos terminais, número de passageiros, preço da tarifa, e custeio da manutenção do projeto. Depois desta análise, a ferrovia buscará recursos com as prefeituras envolvidas, mas também com empresas parcerias. "Esse ano ainda não é possível que funcione. Faremos todo o levantamento do que é necessário para o projeto funcionar e depois, se for possível do ponto de vista econômico, apresentaremos às prefeituras de Içara e Criciúma”, adianta Benony. Para operar sem ser em caráter experimental, seria necessário principalmente que novos vagões fossem adquiridos pela ferrovia.
"Os utilizados durante o teste são de propriedade do Museu Ferroviário e são antigos. Serviços como este dependem de conseguir carros mais modernos”, pontua Benony. A Ferrovia Tereza Cristina ainda não possui uma concessão junto à Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) para transportar passageiros. A liberação compete apenas à translado de cargas. Após o estudo feito, a ferrovia deverá conseguir essa permissão.

Necessário mil passageiros
Para que esta proposta venha a ser viável, a Ferrovia Tereza Cristina orçará o custo do projeto a ser implantado, para então poder definir preços de tarifas e o número de passageiros necessários. Além dos custos de carros e terminais, estão em conta os impostos e o valor de todas as operações ainda por serem feitas. "Com o orçamento em mãos, poderemos ter uma noção de rentabilidade. Por cima, seria necessário cerca de mil passageiros por dia para tornar esta proposta viável. Ou então, deveremos aumentar o valor da tarifa a cobrar. Tudo será devidamente analisado”, diz Benony. Um dos preços sugeridos a ser cobrado pelo translado, estava em torno de R$ 5.
Conforme um dos maiores incentivadores do projeto, o prefeito de Içara, Murialdo Gastaldon, a prefeitura irá contribuir com o necessário para que o projeto saia do papel. "Nós iremos apoiar, mas queremos saber qual é o real custo disso e como será executado e investido. Sabemos que o projeto precisa de uma locomotiva própria e que é necessário preparar um local apropriado para o desembarque dos passageiros. Mas, temos muito interesse de que esse projeto possa ser executado”, alega. Murialdo destacou que toda parte técnica desta proposta está a cargo da ferrovia e que a Prefeitura de Içara segue aguardando o estudo.

Entenda a proposta
O transporte de estudantes e passageiros através da ferrovia tem por objetivo resgatar a história ferroviária local e oferecer novas opções de locomoção para a população da região. Durante 15 dias de experimento, estudantes içarenses deixaram a cidade e desembarcaram no trilho ao lado da Faculdade Satc, onde um túnel de acesso para passageiros foi construído pela Prefeitura de Criciúma. Todo o percurso foi feito com vagões cedidos pelo Museu Ferroviário em um tempo de aproximadamente 30 minutos, onde o vagão disponibilizou o total de 200 lugares.
No entanto, nem todas as opiniões foram favoráveis ao projeto, havendo reclamações, principalmente, com relação ao horário em que os estudantes estavam chegando em casa ao retornarem de trem. "Os problemas que encontramos durante os testes estavam dentro do esperado, muito em função do trajeto e dos carros utilizados. É possível fazer, mas muito precisa ser melhorado”, define o responsável pela ferrovia.
Fonte - ABIFER  22/01/2016

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