terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Ônibus articulados (BRT) em Recife passam a circular em linhas convencionais

Mobilidade

Medida é voltada a dar uso aos veículos parados devido ao atraso nas obras dos corredores.Vinte e três ônibus que estavam parados, circulam desde dezembro do ano passado fora dos corredores de BRT.  Atualmente 25 veículos destinados ao Corredor Leste Oeste e 23 adquiridos para o Corredor Norte Sul permanecem parados nas garagens, desde 2013.

Rosália Vasconcelos
Diário de Pernambuco

foto -  Nando Chiappetta/DP 
O atraso nas obras do BRT levou a MobiBrasil, consórcio que opera no Corredor Leste Oeste, a destinar um quarto dos veículos adquiridos para o Sistema Via Livre em duas linhas do Sistema Estrutural Integrado (SEI). Vinte e três carros da MobiBrasil, que estavam ociosos, circulam desde dezembro do ano passado fora dos corredores de BRT, sendo oito ônibus operando na linha perimetral 060 TI Tancredo Neves/TI Macaxeira e 15 veículos introduzidos na frota da linha inter-terminal 2490 Camaragibe/Macaxeira.
A medida foi uma maneira que a MobiBrasil encontrou para dar uso aos carros que estavam ociosos e substituir uma parte da frota antiga. Atualmente 25 veículos destinados ao Corredor Leste Oeste e 23 adquiridos para o Corredor Norte Sul permanecem parados nas garagens, desde 2013. O sistema BRT deveria ter sido entregue pelo governo do estado em maio de 2014.
O Corredor Leste Oeste é o mais complicado. Dos 100 ônibus adquiridos para esse trecho, apenas 45 estão circulando no Via Livre. Já no Corredor Norte Sul, foram comprados 88 ônibus articulado especial e 65 estão operando entre Igarassu e o Centro do Recife.
A MobiBrasil informou que, por enquanto, não há expectativa de inserir os outros veículos ociosos no Sistema Estrutural Integrado (SEI), mas adiantou que existe possibilidade. “A escolha por essas linhas se deu a partir da avaliação de seus percursos, que permitem ônibus do porte do BRT”, justificou o consórcio. A MobiBrasil e a Conorte não souberam informar o prejuízo causado pela subutilização do Sistema Via Livre.
Os usuários que circulam nas linhas Tancredo Neves/Macaxeira e Camaragibe/Macaxeira aprovaram a troca dos ônibus comuns pelos articulados especiais. O único inconveniente citado por alguns passageiros é que o acesso a esses veículos é feito exclusivamente através do Cartão VEM, já que o interior dos ônibus articulados não é estruturado para a função do cobrador. Nesse caso, o usuário precisa adquirir o VEM Comum antes de subir no ônibus.
“Na linha 2490 (Camaragibe/Macaxeira), foi colocado vendedor de bilhete eletrônico VEM em cada parada do percurso. A linha 060 (Tancredo Neves/Macaxeira) está com promotores de venda dentro dos ônibus vendendo cartões VEM Comum. Dentro do TI Tancredo Neves também há possibilidade de compra, assim como no TI da Macaxeira”, afirmou a MobiBrasil. Segundo o consórcio, também foi realizada uma campanha durante um mês, avisando da restrição de acesso, e informando sobre os pontos fixos de venda do cartão VEM.

Demissões
A preocupação do Sindicato dos Rodoviários, no entanto, é que o modelo BRT nas linhas convencionais pode por fim à função de cobrador, uma vez que o veículo é concebido para receber apenas o cartão VEM. “Desde dezembro já foram demitidos cerca de 50 cobradores”, revelou o secretário-geral do Sindicato dos Rodoviários, Josival Costa. A MobiBrasil informou que os cobradores estão sendo reintegrados a outras atividades.
Fonte - Diário de Pernambuco  26/01/2016

COMENTÁRIO Pregopontocom
A pressa em fazer "projetos" de BRT sem o devido planejamento e fora das práticas técnicas apropriadas,resultam em arremedos mambembes,autenticas gambiarras,que mesmo sendo considerados pelos seus defensores como sistemas "mais rápidos e mais baratos" acabam se tornando verdadeiros "elefantes brancos",armadilhas que se arrastam ao longo do tempo com indefinições,jeitinhos e mais gambiarras que não resultam em soluções efetivas e duradouras.Isso parece ter se tornado uma virtude e uma especialidade em Recife,projetos mal feitos intermináveis e que não se adequam,("vide a Via Mangue" voltada para "soluções" do  transporte individual) a nova realidade urbana desejável e projetada para as cidades.Desqualifica-se dessa maneira um sistema,BRT,que embora seja de média produtividade tem a sua utilidade desde que seja usado de maneira racional e dentro dos parâmetros para o qual foi projetado dentro da sua capacidade de atendimento de demanda,sempre que usado e operado de maneira correta e no lugar certo.Enquanto perdurar as praticas do imediatismo,para se colher resultados rápidos,incertos,ineptos e imprevisíveis,abandonando as boas e corretas párticas do planejamento urbano e de mobilidade para médio e longo prazo,o preço a ser pago será sempre muito alto,principalmente para a população a quem sempre caberá o ônus da conta a ser paga por erros crassos da administração pública.

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