terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Após quase dois anos de paralisação navegação na hidrovia Tietê-Paraná pode ser retomada

Transportes Hidroviários

Ao longo de quase dois anos, as embarcações ficaram impedidas de navegar pela via por causa do baixo nível das águas. A estimativa é que os prejuízos, diretos e indiretos, somem R$ 1 bilhão.

Natália Pianegonda - Agência CNT 
foto -  DH/SP
Após 20 meses de paralisação, a navegação na hidrovia Tietê-Paraná pode ser retomada nesta quarta-feira (27). Ao longo de quase dois anos, as embarcações ficaram impedidas de navegar pela via por causa do baixo nível das águas. A estimativa é que os prejuízos, diretos e indiretos, somem R$ 1 bilhão. O valor contabiliza, por exemplo, suspensão das operações de terminais e de embarcações, redução dos serviços nos estaleiros que fazem manutenção e construção naval, cargas que tiveram que ser transportadas por outros modais e rescisões trabalhistas, já que cerca de 1,6 mil trabalhadores foram demitidos.
A medida foi determinada em maio de 2014 em razão da falta de chuvas, especialmente no Sudeste. Além de o nível dos rios da região ter baixado, foi priorizada a destinação da água para geração de energia elétrica, em especial para abastecer o estado de São Paulo. Isso inviabilizou a navegação na região.
Conforme o presidente do Sindasp (Sindicato dos Armadores de Navegação Fluvial do Estado de São Paulo), Edson Palmesan, o setor aquaviário busca garantias de que o problema não volte a ocorrer, em caso de uma nova redução nos volumes das chuvas. “Precisamos disso para que se reestabeleça a credibilidade nesse modal e que se possa viabilizar investimentos”, diz. Ele explica que empresários vinham ampliando a destinação de recursos para terminais intermodais e para a frota naval. Agora, após a paralisação, é preciso confiança para que os projetos sejam retomados.
Uma das principais demandas é que o uso múltiplo das águas seja respeitado e que o assunto seja debatido pela ANA (Agência Nacional de Águas) com todos os setores envolvidos. A ideia é evitar que a destinação do recurso hídrico não faça com que o nível da água reduza a ponto de inviabilizar a atividade naval. O limite mínimo na Tietê-Paraná, explica Edson Palemsan, é de 323 metros acima do nível do mar. Durante a paralisação, a hidrovia chegou a menos de 318 metros.
Em 2013, mais de seis milhões de toneladas em produtos passaram pela Tietê-Paraná. A hidrovia é um importante corredor para o escoamento de produtos, especialmente aqueles destinados para exportação, como grãos cultivados na região Centro-Oeste do país. Com 2,4 mil quilômetros navegáveis, ela atende a seis estados: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.
Além disso, o transporte aquaviário é economicamente mais viável, especialmente nas longas distâncias. “Nós oferecemos um frete 40% mais baixo que o rodoviário na região, e levamos condição para que nossos produtos fiquem mais competitivos no mercado, especialmente para exportações”, diz o presidente da Fenavega, (Federação Nacional das Empresas de Navegação), Raimundo Holanda Cavalcante Filho.
Segundo a Pesquisa CNT de Navegação Interior 2013, realizada pela Confederação Nacional do Transporte, enquanto um caminhão gasta 15,4 litros de combustível para percorrer mil quilômetros, uma embarcação em um rio consome 4,1 litros.
Fonte - Agência CNT de Notícias  26/01/2016

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