sábado, 5 de dezembro de 2015

Metrô de Salvador,tarifa poderà ser de R$3,00

Transportes sobre trilhos

Ainda faltam detalhes sobre a integração física e tarifária do sistema de transportes intermodal de Salvador e espera-se o anúncio anúncio oficial do Governo do Estado.

Da Redação
foto - ilustração/CCR Metrô Bahia
A Estação Pirajá da Linha 1 do Metrô de Salvador já está pronta e passa por testes de tráfego enquanto aguarda uma decisão do governador Rui Costa para que possa ser inaugurada e se integrar ao trecho do sistema metroviário já em operação (Lapa/BomJuá) da Linha 1, que liga a Estação da Lapa no centro da cidade a nova Estação de Pirajá,na BR-324, no bairro de Campinas de Pirajá com 12,5 quilômetros de extensão.
Informações ainda não oficiais do Governo do Estado definiram que a tarifa do sistema será a mesma cobrada pelos ônibus urbanos, de R$ 3,00. A decisão teria sido de um acordo com representantes do sistema de transporte por ônibus formado pelos três consórcios de empresas que operam em Salvador, Prefeitura,Sedur e a empresa CCR concessionária do metrô.
Em nota no início da tarde, a Secretaria de Comunicação do Governo do Estado esclareceu que o valor da tarifa do metrô e o esquema de integração entre os diversos meios de transporte da capital baiana serão amplamente divulgados imediatamente após a definição dos últimos detalhes do início da operação comercial da linha 1, que compõe o sistema metroviário Salvador/Lauro de Freitas.
Também ainda não foi definida a data da inauguração do terminal do Metrô em Pirajá, última etapa da Linha 1, que está prevista para acontecer ainda este mês.
Tanto o secretário Fábio Mota, da Secretaria Municipal de Mobilidade de Salvador(Semob), quanto o representante do Consórcio Integra, Jorge Castro, não quiseram se pronunciar a respeito, alegando que a condução de todo o processo é do Governo do Estado. Já a CCR informou, através de sua Assessoria de Comunicação que está pronta para operar por completo a Linha 1, e que não cabe a ela emitir qualquer nota antecipada sobre valor de tarifa e detalhes do sistema de integração com os ônibus.
Conforme informações divulgadas pela Assessoria de Comunicação da CCR Metro Bahia,a estação final da Linha 1, no terminal Pirajá, está pronta e passando por testes, com os trens indo até ela mas sem transportar passageiros. Já a estação de transbordo de ônibus ainda em obras, mesmo que não fique pronta este mês, quando deverá ser inaugurada a linha 1 do metrô, não será obstáculo para o funcionamento do mesmo, uma vez que os acessos dos passageiros entre os dois terminais através de passarelas já estão prontos.
Segundo a CCR,ainda não está definido como será feito o sistema de integração com o sistema de transporte por ônibus,urbano e metropolitano,no que se refere a quantidade de linhas, uma vez que essa atribuição cabe ao Governo do Estado. A CCR esclarece que após a inauguração da Estação de Pirajá, a mesma deverá passar por um período de operação assistida, para que haja tempo suficiente para possíveis ajustes e adaptação dos usuários à nova modalidade de transportes.
Com informações da Tribuna da Bahia  05/12/2015

É grande o fluxo de passageiros no sistema ferry boat

Travessia marítima

O sistema de travessia marítima Salvador/Itaparica via Ferry Boat opera com cinco embarcações e o tempo de espera para embarque pode chegar a 1h30

A Tarde
foto - ilustração
No inicio da manhã deste sábado, 5, teve grande movimento no sistema Ferryboat, devido o fim de semana prolongado que antecede o feriado da próxima terça-feira, 8, quando se celebra o dia de Nossa Senhora da Conceição da Praia, padroeira da Bahia. O tempo de espera para travessia pode chegar a 1h30.
O sistema opera com cinco embarcações: Dorival Caymmi, Zumbi dos Palmares, Anna Nery, Maria Bethânia e Rio Paraguaçu.

Mar Grande
Já o fluxo de passageiros no Terminal Náutico, no Comércio, para fazer a travessia com destino a Mar Grande, na Ilha de Itaparica, é intenso desde às 6h30 deste sábado.
Segundo informações da Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), a expectativa é que passem 12 mil pessoas até o feriado.
A fila de espera é de 15 minutos a meia hora, com 14 embarcações realizando o sistema bate-volta.
Fonte - A Tarde  05/12/2015

Um mês após tragédia em Mariana, causas e impactos ainda são investigados

Meio ambiente

“Saber o tamanho do estrago vai demorar, porque o estrago ainda não parou”, avalia Nilo D´ávila, coordenador de campanhas do Greenpeace. “Tem partes do rio que parecem estar asfaltadas. Não se vê água, se vê alguma água empoçando e buscando novos caminhos”, disse o especialista.

Maiana Diniz
Repórter da Agência Brasil
imagem/Ag.Brasil
Um mês após o rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, em Mariana (MG), as causas e os impactos do derramamento de pelo menos 34 milhões de metros cúbicos de lama no meio ambiente, segundo o Ibama, ainda estão sendo levantadas.
“Saber o tamanho do estrago vai demorar, porque o estrago ainda não parou”, avalia Nilo D´ávila, coordenador de campanhas do Greenpeace. “Tem partes do rio que parecem estar asfaltadas. Não se vê água, se vê alguma água empoçando e buscando novos caminhos”, disse o especialista.
A onda de lama, formada após o desastre em 5 de novembro, destruiu vilarejos da cidade histórica de Mariana e só no distrito de Bento Rodrigues deixou mais de 600 desabrigados. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, já foram confirmadas 12 mortes, três corpos aguardam identificação e sete pessoas ainda estão desaparecidas na região.
As cerca de 200 famílias que tiveram as casas destruídas pela lama de rejeitos foram acomodadas pela mineradora Samarco, responsável pela tragédia, em hotéis e casas provisórias. Essas pessoas ainda não têm previsão de quando vão receber uma nova residência. Quatro dias após o rompimento da barragem, o Ministério Público enviou documento à Samarco pedindo ações imediatas de garantia dos direitos das vítimas, entre elas o pagamento de um salário mínimo por família atingida, mais um adicional de 20% para cada um dos dependentes e cesta básica.
Na última segunda-feira (30), a Samarco, empresa controlada pela brasileira Vale e pela australiana BHP Biliton, começou a entregar o cartão de auxílio financeiro às famílias mais atingidas, e segundo a empresa, os recursos estarão acessíveis a partir de hoje (5).
A medida tem o objetivo de oferecer a essas pessoas uma alternativa para pagamentos de despesas pessoais “como contas de cartão de crédito e prestações de eletrodomésticos, por exemplo”, disse o ex-morador de Bento Rodrigues Antonio Pereira, representante dos moradores da região em comissão criada para negociar com a mineradora.
Segundo Pereira, os moradores avaliaram que o valor proposto é insuficiente e pediram reajuste em encontro com o presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, na terça-feira (1). “Pedimos o reajuste do valor do benefício para R$ 1,5 mil reais mensais por famílias, mais 30% por dependente, além de uma verba de reestruturação no valor de R$ 10 mil reais”. A Samarco ficou de responder à solicitação na próxima quinta feira (10), informou o motorista Antonio Pereira.

Qualidade da água
Depois de destruir o Rio do Carmo, próximo a Mariana, a lama chegou ao Rio Doce e ainda causa transtorno na captação de água em muitas cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo. A cidade mineira de Governador Valadares, por exemplo, voltou a captar água no Rio Doce para abastecer a população de 280 mil habitantes uma semana após a chegada da lama, mas o Ministério Público de Minas Gerais informou na sexta-feira (4) que as amostras de água colhidas no dia 20 de novembro e analisadas pela central de apoio técnico do MP na região revelam que “os elementos alumínio, manganês, turbidez e cor aparente apresentaram concentrações superiores aos limites estabelecidos na Portaria do Ministério da Saúde”.
Em Colatina, no Espírito Santo, o Ministério Público federal e estadual do Espírito Santo (MP-ES), além do Ministério Público do Trabalho (MPT-ES) ajuizaram Ação Civil Pública na última segunda-feira (30) pedindo a suspensão imediata da captação de água do Rio Doce na cidade. De acordo com o MP, laudos de testes da água na região registram quantidades de arsênio, mercúrio, zinco, cádmio, manganês e chumbo na água superiores às estabelecida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), em desacordo com os padrões de segurança e potabilidade. Nos dois casos, os MPs pediram providências das prefeituras e dos serviços de abastecimento sobre o problema e aguardam retorno.
A lama também provocou a morte de mais de 11 toneladas de peixes, prejudicando pescadores de Minas Gerais e do Espírito Santo que atuavam nos rios da Bacia do Rio Doce e no mar, próximo ao município de Linhares (ES). Segundo o Ibama, das mais de 80 espécies de peixes apontadas como nativas da bacia antes da tragédia, 11 são classificadas como ameaçadas de extinção e 12 são endêmicas do Rio Doce, ou seja, só existiam na região e podem desaparecer.
Para atender às comunidades que viviam dos rios atingidos, o Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG) assinou na sexta-feira (4) um termo de ajustamento de conduta (TAC) com a Samarco para assegurar proteção imediata a 11 mil ribeirinhos atingidos, cujo sustento dependia do rio. O acordo definiu que a Samarco também vai pagar a cada trabalhador um salário mínimo, com acréscimo de 20% por dependente, mais o valor correspondente a uma cesta básica do Dieese. A previsão é que os ribeirinhos comecem a receber a partir do dia 11 de dezembro, com pagamento retroativo até 5 de novembro.
O acordo também assegura proteção a empregados da Samarco até 1º de março de 2016 e tem abrangência em Minas Gerais e no Espirito Santo. Serão contemplados 2.686 empregados diretos da Samarco e 2.400 terceirizados nos dois estados. O Termo prevê ainda manutenção dos empregos até 1º de março de 2016, o pagamento de salários de empregados diretos e indiretos até essa data. Demissões posteriores ao prazo de duração do TAC deverão ser negociadas com sindicatos. Em janeiro, a empresa vai reabrir negociações coletivas com os sindicatos.
Fonte - Agência Brasil   05/12/2015

Cidades acessí­veis. Para todos

Mobilidade

Fazer cidades acessíveis é bem mais barato do que construir pistas, viadutos, túneis e pontes para automóveis. São obras mais simples, como calçadas, lombofaixas e muita sinalização. Cidades assim ficam mais humanas, calmas, boas para qualquer pessoa: cadeirantes, cegos, crianças, idosos, trabalhadores, estudantes, ciclistas, e até mesmo para os motoristas que realmente precisarem sair com seus carros.

Autor
Marcos de Sousa - Mobilize Brasil
foto - ilustração/Pregopontocom
Nesta semana, países de todo o mundo realizam eventos e ações de rua para lembrar que mais de um bilhão de pessoas enfrentam problemas em suas vidas cotidianas por terem algum tipo de deficiência.
No Brasil, seriam quase 24% da população, cerca de 48 milhões, número que pode parecer exagerado se olharmos ao redor, nas ruas, escolas e locais de trabalho. Mas, boa parte dessas pessoas simplesmente não consegue sair de casa, barradas por escadas, calçadas intransitáveis, e também transportes públicos com baixíssimo nível de acessibilidade.
Há quatro anos, quando realizamos o Estudo Mobilize 2011, apenas a cidade de Curitiba apresentava um panorama aceitável, com 92% de sua frota de ônibus acessível, graças ao sistema de corredores, com embarque em plataformas elevadas, o popular "Ligeirinho".
Felizmente, há avanços no horizonte, como o edital de transportes de São Paulo, que prevê 100% de acessibilidade no transporte municipal. Há bons exemplos também em outras capitais e cidades médias, como Joinville (SC), Boa Vista (RR), São José dos Campos (SP), Diadema (SP) e Uberlândia (MG), mas as estatísticas não contabilizam os milhares de cadeirantes que ficam nos pontos quando os elevadores e rampas não funcionam, ou quando um condutor despreparado recusa-se a parar.
Os melhores exemplos de acessibilidade encontram-se nos metrôs do Rio de Janeiro e de São Paulo, este 100% acessível, em todas as estações. Mas, para chegar ou sair desses terminais as pessoas têm que enfrentar calçadas estreitas, esburacadas, algumas com degraus de 40 cm de altura, além da ausência de rampas de acessibilidade em vários pontos.
Em 2016, além da Olimpíada, teremos a Paralimpíada, em setembro, com milhares de atletas e público com necessidades especiais circulando por várias capitais do país. Avaliações realizadas recentemente pela equipe do aplicativo Biomob nas instalações para a Olimpíada de 2016 mostram que enquanto as arenas, como o Maracanã (RJ), o Itaquerão (SP) e o Parque Olímpico (RJ) estão bem adaptadas, nas ruas o cenário é de enormes dificuldades para quem roda uma cadeira ou caminha com uma bengala branca.
Fazer cidades acessíveis é bem mais barato do que construir pistas, viadutos, túneis e pontes para automóveis. São obras mais simples, como calçadas, lombofaixas e muita sinalização. Cidades assim ficam mais humanas, calmas, boas para qualquer pessoa: cadeirantes, cegos, crianças, idosos, trabalhadores, estudantes, ciclistas, e até mesmo para os motoristas que realmente precisarem sair com seus carros. Cidades assim recuperam sua condição original de Urbe, de lugar compartilhado por todos, como sugere o precioso artigo A construção do espaço público, publicado nesta semana pelo ativista Lincoln Paiva.
Por fim, mas não menos importante, vale lembrar que nesta semana está acontecendo a COP 21, em Paris. E um relatório da ONU divulgado no encontro aponta que os transportes emitem 25% dos gases de efeito estufa e que o setor também é um dos principais contribuintes das emissões ligadas à geração de energia. Portanto, pise leve no acelerador. Use os pés para pedalar, caminhar e observar a cidade.
Fonte - Mobilize  Brasil  04/12/2015

Amazônidas participam da COP-21 em Paris

Sustentabilidade

Organizações Não-governamentais (ONGs),lideranças indígenas, políticos e ONGs além de outras entidades estão acompanhando o evento em Paris, na França

Revista Amazônia
Cacique Raoni e o presidente da França, François Hollande
As discussões em pauta na COP-21 contarão com a participação de amazônidas. Lideranças indígenas, representantes de governo e Organizações Não-governamentais (ONGs) além de outras entidades estão acompanhando o evento em Paris, na França.
O governador do Amazonas, José Melo, embarca nesta quinta-feira (3) para a Europa. Na bagagem, leva a expectativa de acordos sobre serviços ambientais com a Alemanha e a Noruega. “O mundo tem consciência da importância das florestas para o equilíbrio ecológico mundial, e nós temos uma parte dessas florestas com 97% preservada”, avaliou ao confirmar sua ida a conferência. Melo vai em busca de acordos para a geração de créditos de carbono e financiamento para projetos de piscicultura.
O gerente do Programa de Mudanças Climáticas do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), Pedro Soares, já está em Paris. Ele diz que uma das expectativas sobre o evento é sobre eu tipo de acordos que serão fechados entre os Países. “Existe uma boa expectativa que saia um acordo global para o clima ao término da COP 21”, revela. “A dúvida é que tipo de acordo nós vamos ter”, completa.
O advogado do Instituto Socioambiental (ISA), Maurício Guetta, está na capital da França acompanhado de lideranças indígenas do Rio Negro, no Amazonas, e do Parque Indígena do Xingu, entre Mato Grosso e Pará. O Instituto está realizando a cobertura do evento nas redes sociais com a hashtag #ISAnaCOP21. O cacique Raoni Metuktire, do povo Kayapó, também está na cidade.
De acordo com informações do ISA, nesta quarta-feira (2), Raoni teve um encontro com o presidente da França, François Hollande. Ele denunciou a elaboração de uma medida provisória que quer viabilizar a construção de hidrelétricas em Terras Indígenas. A medida, que já está em fase de consulta, visa desamarrar o projeto de construção do Complexo Hidrelétrico do Tapajós, no Pará, que impacta territórios do povo Munduruku e de populações ribeirinhas. Raoni também entregou a Hollande o documento elaborado pela Aliança dos Guardiões da Mãe Natureza. O grupo é composto por várias lideranças indígenas brasileiras.
Outra voz indígena brasileira contra a construção de hidrelétricas na COP-21 é Maria Leusa Munduruku. “Estamos aqui para mostrar que somos os defensores, os guardiães de nossa terra, que o governo engana nosso povo, viola nosso direito com sete barragens previstas para o Tapajós”, disse. “A barragem vai acabar com nossas terras. O governo não quer mais demarcar Terras Indígenas. Viemos aqui mostrar o que estamos sofrendo”.
De 30 de novembro a 11 de dezembro de 2015 os olhos do Mundo estão voltados para a 21ª Conferência das Partes (COP-21). O evento busca alcançar um acordo internacional sobre o clima, aplicável a todos os Países, com o objetivo de manter o aquecimento global abaixo dos 2°C. Cento e noventa e seis Estados constituem as “Partes” para a Convenção.
O evento é uma convenção universal de princípios que deve reconhecer, por unanimidade, a existência de mudanças climáticas causadas pelo homem. A COP estabelece metas de combate às mudanças climáticas e dá aos países industrializados a maior parte da responsabilidade para combatê-la. A COP realizada em Paris será a vigésima primeira edição da reunião.
Fonte - Revista Amazônia  04/12/2015

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Mobilidade urbana x desenvolvimento

Mobilidade 

Um plano de mobilidade urbana exige muito mais do que apenas transportar pessoas. Nesse plano, deve-se incluir o desenvolvimento em série, seja de economia, infraestrutura, meio ambiente, saúde e segurança de cada bairro.

Por Junior Macagnam* - Mídia News
foto - ilustração
Muito se discute sobre a mobilidade urbana em nossa capital, que assim como vários outros problemas deixam a desejar. Frota insuficiente, veículos antigos, sem condicionamento de ar, ausência ou desgaste de profissionais.
Isso sem falar dos pontos de ônibus precários, quando existem. Falta de cobertura para suportar os famosos 40ºC, outros sem iluminação, assentos e qualquer proteção.
Um plano de mobilidade urbana exige muito mais do que apenas transportar pessoas. Nesse plano, deve-se incluir o desenvolvimento em série, seja de economia, infraestrutura, meio ambiente, saúde e segurança de cada bairro.
Assim as pessoas precisariam se transportar cada vez menos para ter acesso a educação, lazer e trabalho. As cidades crescem constantemente e investir na melhoria de cada região seguindo suas necessidades é essencial.
O objetivo é melhorar e facilitar a vida de cada cidadão. A ideia é desenvolver a cidade e não apenas transportar pessoas
Sendo assim, os bairros deixariam de ser apenas fluxo dessas pessoas, que tendem a se esgotar mais rápido com o desgaste diário.
Entender a necessidade de cada local e conhecer o perfil das pessoas que ali habitam seria um importante passo para se iniciar essa melhoria, seja na criação de escolas, universidades, postos de saúde, equipamentos culturais e recreação.
Essa ação estimularia a economia local fazendo com que as pessoas dependessem cada vez menos do transporte público, consequentemente causaria um equilíbrio entre a demanda.
Se tratando apenas de transporte, com ele são importantíssimos corredores de ônibus, VLT e ciclo faixas, que também tenham acesso no eixo estação – bairro. Os investimentos devem ser bem utilizados para que haja resultado.
O objetivo é melhorar e facilitar a vida de cada cidadão. A ideia é desenvolver a cidade e não apenas transportar pessoas.
*Junior Macagnam é empresário em Cuiabá.
Fonte - ANPTrilhos 04/12/2015

Aeroporto de Foz do Iguaçu deve fechar 2015 com 2,10 milhões de passageiros

Transporte aéreo

Em novembro, o recorde histórico de 2014 - 1.880.620 passageiros - já havia sido ultrapassado. O mês passado fechou com um movimento de 1.892.774 pessoas, 10,71% superior ao registrado no mesmo período de 2015. Os dados de todos os aeroportos do Brasil ainda não foram fechados, mas Ludwig garante que o de Foz ficará entre os três com maior movimento.

Portogente
imagem - Portogente
O Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu deve chegar a dois milhões de passageiros entre os dias 17 e 20 de dezembro, cerca de 120 mil a mais que em todo o ano passado. E, com os voos extras programados pela Azul a partir do dia 17, deve fechar 2015 com um número ainda mais expressivo: 2,10 milhões de embarques e desembarques, segundo o superintendente do aeroporto, Eduardo Renato Ludwig.
Em novembro, o recorde histórico de 2014 - 1.880.620 passageiros - já havia sido ultrapassado. O mês passado fechou com um movimento de 1.892.774 pessoas, 10,71% superior ao registrado no mesmo período de 2015. Os dados de todos os aeroportos do Brasil ainda não foram fechados, mas Ludwig garante que o de Foz ficará entre os três com maior movimento.

Solenidade
O movimento desses primeiros dias de dezembro já aponta que o número de dois milhões de passageiros será atingido no dia 18, uma sexta-feira, entre 11h e 15h. Já está até prevista uma solenidade de comemoração para esse dia, segundo Ludwig.
O superintendente do aeroporto atribui o crescimento de 2015 a alguns fatores fundamentais. Um deles é que havia uma demanda reprimida das férias de inverno de 2014, quando o brasileiro deixou de viajar, por causa da Copa do Mundo. Com isso, aumentou o movimento nas férias de verão.
Outro fator é que 2015 teve muitos feriados prolongados, ao contrário de 2014. “E Foz é um destino muito bom pra uma ‘esticada’ de quatro dias”, diz Ludwig. Por fim, ele destaca que a cidade sediou e ainda sedia uma série de eventos nacionais e internacionais, como seminários, congressos e atividades esportivas, que atraem públicos específicos.

Voos extras
Que o aeroporto vai até superar a meta de dois milhões de passageiros, é certo. A partir do dia 18, o que vier será “lucro” em relação à expectativa para o ano. Mas há um detalhe que vai trazer ainda mais movimento: os voos extras programados pela Azul a partir de 17 de dezembro. Além de ligações novas com Florianópolis (SC) o Norte do Paraná (Londrina e Maringá), a empresa aérea acrescentou mais voos a rotas que já mantém, entre Foz e Curitiba, Porto Alegre e Campinas.
Eduardo Renato Ludwig diz que a expectativa – refeita a partir de novembro - era chegar ao dia 31 com 2,06 milhões de embarques e desembarques. “Com os voos extras, queremos chegar perto de 2,10 milhões”, afirma.

2016
Realista, o superintendente do aeroporto lembra que a perspectiva para os próximos meses pode ter influência da crise econômica que o Brasil atravessa. Mas, “como o brasileiro não vai viajar para o exterior, devido ao dólar alto, Foz pode ser uma boa opção para um turismo mais em conta”, diz. E ressalva: “A questão é saber se o brasileiro conseguirá viajar, mesmo dentro do país”.
De outro lado, o Brasil tornou-se um país mais “barato” para os visitantes estrangeiros, que devem viajar com mais frequência para nossos destinos, o que inclui Foz do Iguaçu. Além disso, no ano que vem o Rio de Janeiro sedia as Olimpíadas. “Acreditamos que muita gente vai esticar sua estada no país para conhecer nossa cidade”, conclui Ludwig.

Entre os 20
Foz do Iguaçu é a única cidade do interior (além de Campinas-SP) que tem um aeroporto entre os 20 mais movimentados do país. Na relação da Infraero, atualizada até o primeiro semestre, o movimento coloca o terminal aéreo de Foz exatamente na 20ª posição, à frente dos aeroportos de capitais como Maceió, São Luís, Campo Grande, João Pessoa e Aracaju.
No Paraná, o movimento no aeroporto de Foz só é inferior ao registrado no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, que atende Curitiba.
Fonte - Portogente  04/12/2015

Variações climáticas marcam final de semana em toda a Bahia

Previsão do Tempo

Conforme a previsão do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), órgão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema), o centro sul e o oeste são as áreas com maior possibilidade de tempo chuvoso, de forma mais frequente no final da tarde e à noite. As trovoadas estão previstas em algumas para algumas regiões, sobretudo, no sul e oeste baiano.

Da Redação
foto - ilustração
As condições do tempo na Bahia, neste final de semana, deverão ter mudanças significativas, principalmente, em relação à chuva. A partir de sábado (5), uma frente fria, que está avançando pelo Sudeste brasileiro, somada ao calor e à umidade vinda da região Amazônica, deverá contribuir para a volta da chuva em grande parte do estado.
Conforme a previsão do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), órgão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema), o centro sul e o oeste são as áreas com maior possibilidade de tempo chuvoso, de forma mais frequente no final da tarde e à noite. As trovoadas estão previstas em algumas para algumas regiões, sobretudo, no sul e oeste baiano.

Temperatura alta
Mesmo com a predominância de céu encoberto e chuvoso no estado, a temperatura permanece elevada, com máxima podendo alcançar 31°C (no sul) e 40°C (no Vale do São Francisco). O mesmo deverá ocorrer em outras regiões, onde a massa de ar quente e seco continua, a exemplo do norte e nordeste, com máxima chegando aos 39°C.
Segundo o Inema, com a previsão de tempo quente e seco, aumenta a possibilidade de ocorrer focos de queimadas. Como a vegetação já está ressecada, é preciso maior atenção quanto à utilização do fogo nas atividades de rotina - preparação do solo para o plantio, renovação de pastos e queima de lixo.

Recôncavo, Chapada e RMS
No Recôncavo Baiano e na Chapada Diamantina, onde a massa de ar tem menos intensidade, pode ocorrer chuva fraca em áreas isoladas. Mesmo assim, a temperatura permanece elevada, com máxima chegando até 36°C.
A chance de ocorrer chuva é mínima em Salvador e região metropolitana, onde a pouca nebulosidade, associada à aproximação do verão, eleva a temperatura na capital baiana, com mínima de 23°C e máxima de 33°C.

Maré
Para o período entre esta sexta-feira e domingo (4 a 6), a maré deverá atingir altura máxima das 10h às 13h e das 22h à 1h do dia seguinte, variando de 1,5 a 2,3 metros. Já a altura mínima deverá ser registrada, entre 4h e 7h e das 16h às 19h, oscilando de 0,6 a 1,1 metro. As ondas previstas para o período deverão ter agitação de moderada a fraca podendo chegar a 2,5 metros.

Radiação
Em dezembro, com a aproximação da estação do verão, há maior incidência de radiação solar e, consequentemente, aumento dos Índices de Radiação Ultravioleta (IUVs), no período de sexta-feira a domingo, quando os índices deverão variar entre 12 e 13 (categoria de intensidade extrema), segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Essa situação requer maior atenção quanto à exposição prolongada ao sol, principalmente, das 10h às 16h, quando há maior incidência de radiação. Para evitar danos à saúde, devem ser usados protetor/filtro solar, chapéu, boné, óculos escuros e roupas leves.
Com informações da Secom Ba./Inema  04/12/2015

CBTU garante recursos para continuidade dos projetos de expansão e modernização em 2016

Transportes sobre trilhos

Investimentos contemplarão João Pessoa, Natal, Maceió, Recife e Belo Horizonte.São dois projetos de expansão do VLT de Maceió que vão custar cerca de 110 milhões de reais. O primeiro projeto é o ramal que sai da estação central até o bairro de Jaraguá, onde fica localizado o cais do porto.O segundo projeto é a expansão do VLT até o Shopping Maceió, com 3,7 km de extensão. Serão investidos cerca de 104 milhões de reais e será concluído no prazo de 3 anos

CBTU
foto - ilustração/CBTU
O diretor-presidente Marco Fireman esteve reunido no Ministério do Planejamento com o secretário-executivo do PAC, Mauricio Muniz, tratando junto com o diretor técnico Sérgio Sessim e o assessor da presidência Flávio Mota, da liberação de recursos para 2016 dentro do PAC para as obras de expansão e modernização dos sistemas da CBTU.
Fireman afirmou estar muito satisfeito com o resultado da reunião: “A CBTU, através do funcionário Flávio Mota, fez uma brilhante apresentação na sala de situação do PAC Mobilidade sobre os investimentos realizados pela CBTU no âmbito do PAC. Foi amplamente parabenizado, garantindo recursos para continuidade dos nossos projetos no ano de 2016.”.
Investimentos contemplarão João Pessoa, Natal, Maceió, Recife e Belo Horizonte.
São dois projetos de expansão do VLT de Maceió que vão custar cerca de 110 milhões de reais. O primeiro projeto é o ramal que sai da estação central até o bairro de Jaraguá, onde fica localizado o cais do porto. Toda a via, de 2,4 quilômetros de extensão, receberá novos trilhos e dormentes e a sinalização ficará a cargo da prefeitura de Maceió numa parceria com a CBTU. Os recursos aplicados nessa expansão ficarão em torno de R$ 4,2 milhões de reais, incluindo a aquisição de materiais de via necessários.
O segundo projeto é a expansão do VLT até o Shopping Maceió, com 3,7 km de extensão. Serão investidos cerca de 104 milhões de reais e será concluído no prazo de 3 anos.
Também foram garantidos recursos em torno de 80 milhões previstos para a modernização dos sistemas de Natal, João Pessoa, Maceió e da linha sul diesel de Recife. Esses recursos serão aplicados na conclusão dos projetos executivos, na continuidade dos serviços de melhoria da via permanente, com troca de dormentes e trilhos, na recuperação e construção de novas estações, além da conclusão da duplicação da linha sul diesel de Recife.
Na ocasião, também foram solicitados recursos adicionais para investimentos considerados prioritários, ainda não contemplados no PAC: para o metrô do Recife na ordem de R$ 180 milhões e para o Metrô de Belo Horizonte, cerca de R$ 540 milhões, para a Linha 1, e de 1 bilhão de reais para a construção da Linha 2, no trecho Calafate a Barreiro.
Fonte - CBTU  04/12/2015

VLT de Petrolina (PE) deve ter editais até fevereiro

Transportes sobre trilhos

Representes do Município, incluindo o prefeito Julio Lossio, participaram ontem (03/12) do 2º Fórum Movecidades, em São Paulo, para apresentar o projeto ao mercado. O VLT de Petrolina prevê uma linha com extensão de 4,8 km e sete estações. 

RF
foto - ilustração
A Prefeitura de Petrolina (PE) está finalizando os estudos necessários para a implantação do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) na cidade e pretende publicar dois editais até fevereiro de 2016. Um para a contratação de empresa que será responsável pela construção da via e outro para aquisição de material rodante.
Representes do Município, incluindo o prefeito Julio Lossio, participaram ontem (03/12) do 2º Fórum Movecidades, em São Paulo, para apresentar o projeto ao mercado. O VLT de Petrolina prevê uma linha com extensão de 4,8 km e sete estações. A intenção é usar três veículos elétricos na operação da linha, com capacidade para até 450 passageiros cada.
A Prefeitura conta com R$ 140 milhões para o projeto, via PAC Mobilidade, dos quais R$ 90 milhões devem ser destinados à construção da linha e R$ 50 milhões à aquisição do material rodante.
Fonte - Revista Ferroviária  04/12/2015

Transportes estão comprometidos em reduzir emissão de gases, diz Viegas,sec-geral do Fórum Internacional do Transporte

Sustentabilidade

José Viegas ressaltou que se os transportes têm sido os vilões é porque são o único setor que tem que carregar a fonte de energia com ele. Mas, segundo o secretário, há, neste momento, a consciência de que, para além da inovação na tecnologia de tração dos veículos, há muitas outras coisas que podem ser feitas para reduzir as emissões de carbono, como os aumentos de eficiência na ocupação dos veículos e na organização do transporte.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
Os transportes são considerados um dos vilões, mas avanços significativos em todas as frentes visam reduzir as emissões de gases de efeito estufa do setor, disse o secretário-geral do Fórum Internacional do Transporte, José Viegas, em Paris, durante a 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21).
José Viegas ressaltou que se os transportes têm sido os vilões é porque são o único setor que tem que carregar a fonte de energia com ele. Mas, segundo o secretário, há, neste momento, a consciência de que, para além da inovação na tecnologia de tração dos veículos, há muitas outras coisas que podem ser feitas para reduzir as emissões de carbono, como os aumentos de eficiência na ocupação dos veículos e na organização do transporte.
"Há razões objetivas para que nos transportes o arranque da luta contra as emissões tenha sido mais tardio, mais difícil. Mas há neste momento um consenso muito forte de que é preciso fazer qualquer coisa, e várias iniciativas estão em andamento, em paralelo, em diferentes lugares do mundo. Há vários progressos significativos em todas as frentes", afirmou o representante do Fórum, que integra a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
Viegas esteve ontem na COP21, em um painel sobre transporte sustentável, no qual foram anunciadas algumas medidas para reduzir as emissões no setor, como a Iniciativa Global para a Economia de Combustível.
"O conjunto da indústria – pressionado pelos cidadãos, pelas organizações não-governamentais, e também por nós, que fazemos parte dessa iniciativa – aceita que é possível ter, no ano 2050, toda a frota rodoviária consumindo 50% do que consumia em 2010. Há uma curva provável de redução de consumo de energia e de emissões nos motores de combustível", afirmou.
Outro projeto apresentado foi o MobiliseYourCity que pretende desenvolver planos de mobilidade urbana sustentável em 100 cidades e 20 países em desenvolvimento até 2020.
Por sua vez, o Fórum Internacional do Transporte também trouxe à COP21 algumas contribuições para ajudar a definir políticas de transportes que reduzam as emissões de carbono, nomeadamente no domínio da mobilidade urbana, com soluções partilhadas, ainda que haja impedimentos legais para o avanço das medidas.
“Temos trabalhado muito no Fórum uma coisa que, para simplificar, se pode chamar de táxis partilhados: acaba o congestionamento, reduz trinta por cento das emissões e pagando, cada passageiro, cerca de um terço do que paga hoje pela mesma distância num táxi. Há soluções. Só tem um pequeno inconveniente: hoje em dia, em todos os países europeus, o táxi partilhado é ilegal", destacou.
Do lado do transporte de cargas, José Viegas defende "a responsabilidade solidária das emissões ao longo de toda a cadeia de valor" e "não só para a parte marítima ou ferroviária", criticando as ferrovias na Europa que "tem deixado de lado o transporte de mercadorias".
"O que é que as ferrovias estão fazendo nos últimos anos na Europa? Orientando-se cada vez mais para o que eles chamam de transporte de comboio completo. Se a ferrovia diz: eu só aceito encomendas de pelo menos 40 contêineres, porque é isso que me faz um comboio completo, eu mando o meu conteiner de caminhão", continuou, explicando que isso "empurra muitos motoristas a fazerem mais quilômetros em caminhões", concluiu.
Fonte - Agência Brasil  04/12/2015

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Brasil quer mais energias renováveis

Sustentabilidade

A proposta tem o objetivo de reduzir o uso do carvão e de combustíveis derivados do petróleo, como o diesel, a gasolina e o querosene. Utilizados em aviões, caminhões, carros e nas usinas termelétricas, para geração de eletricidade, são considerados vilões do efeito estufa, por liberar gás carbônico na atmosfera. 

Por Redação, com ABr - CB

Para a conferência que discute o futuro do planeta, em Paris, a COP21, o Brasil leva a meta de aumentar de 28% para 33% até 2030 as fontes renováveis de energia, como eólica, solar, biomassa, entre elas o etanol, na matriz energética. A meta desconsidera as hidrelétricas que, embora sejam renováveis, causam impacto ambiental e social por causa das barragens.
A proposta tem o objetivo de reduzir o uso do carvão e de combustíveis derivados do petróleo, como o diesel, a gasolina e o querosene. Utilizados em aviões, caminhões, carros e nas usinas termelétricas, para geração de eletricidade, são considerados vilões do efeito estufa, por liberar gás carbônico na atmosfera. Na 21ª Conferência das Parte da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que vai até 11 de dezembro, é esperado um acordo para diminuir os incentivos governamentais a esses combustíveis, os chamados subsídios.
De acordo com a organização não governamental (ONG) Greenpeace, a meta do Brasil de ampliar a oferta de energias renováveis, desconsiderando as hidrelétricas, é acertada, mas pouco ambiciosa. Para a ONG, o ritmo natural de crescimento dessas energias no país já é maior do que a meta do governo. “É uma lógica parecida com o compromisso pela redução do desmatamento, apresentam uma meta mais fácil de cumprir para depois dizer que superou”, diz o coordenador da Campanha Clima e Energia, Ricardo Baitelo.
De acordo com o ativista, o governo considera que haverá um aumento da demanda de energia e, dentro desse aumento, se prepara para oferecer fontes renováveis, por exemplo. “Esse número do governo (de 28% para 33%) significa que o Brasil terá 3 mil megawatts por ano a mais em novas (energias) renováveis e acreditamos que o Brasil poderia ter 4 mil”, destacou.
Hoje o Brasil tem produzido energia elétrica de fato, principalmente por meio de usinas hidrelétricas. Junto com as fontes fósseis, as usinas são responsáveis por 83% do total da eletricidade gerada no país, bem mais que os 16% gerados pelas novas renováveis. Com a meta anunciada pelo governo, a previsão é que as fontes limpas em 2024 gerem 28% da eletricidade, sendo 3% solar, também chamada fotovoltaica, e 12% de energia eólica.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a eletricidade produzida pelo sol e pelos ventos era insignificante em 2004. Dez anos depois, por meio de financiamento estatal aliado à queda de preços dos equipamentos, a energia eólica chegou a 5% do total da eletricidade gerada em 2014, embora a energia fotovoltaica ainda estivesse engatinhando (0,02%).

Energia eólica
De acordo com a presidenta executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, por ser uma fonte não poluente, a produção dessa energia é uma tendência mundial. No Brasil, com as condições naturais favoráveis, a vantagem é ainda maior.
– Segundo fabricantes de equipamentos, o Brasil tem o melhor vento do mundo para a produção de energia eólica – afirmou Elbia. A produtividade por máquina no país, acrescentou, também está acima da média europeia e americana, o que favorece a redução de custos. Ela acredita que o país já tem experiência para ampliar a produção no setor.

Renováveis dependem de financiamento
Como a COP21 em Paris está no começo, o Greenpeace acha que é cedo para delinear acordos na área de energia. A entidade, que acompanha as negociações, conta que países têm discutido como aumentar a oferta, mas sem uma solução global. “Estamos vendo, pelo discurso dos chefes de Estado, que essa é uma preocupação acima da média, com a Índia liderando. A raiz do problema é como trazer investimentos para fazer a transição (para energia limpa)”, disse Baitelo.
Fonte - Correio do Brasil  03/12/2015

CNBB sai em defesa da presidenta Dilma e ataca Cunha

Política

Manifestando “imensa apreensão”, a comissão da CNBB diz que a atitude de Cunha “carece de subsídios que regulem a matéria” e que a sociedade está sendo levada a crer que “há no contexto motivação de ordem estritamente embasada no exercício da política voltada para interesses contrários ao bem comum”. Para a CNBB, Cunha agiu por interesse pessoal.

Marcelo Brandão 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/CNBB
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), criticou hoje (3) o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que autorizou a abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Em nota, a CNBB questiona os motivos que levaram Cunha a aceitar o pedido de abertura do processo.
Manifestando “imensa apreensão”, a comissão da CNBB diz que a atitude de Cunha “carece de subsídios que regulem a matéria” e que a sociedade está sendo levada a crer que “há no contexto motivação de ordem estritamente embasada no exercício da política voltada para interesses contrários ao bem comum”. Para a CNBB, Cunha agiu por interesse pessoal.
A entidade católica, que, na época em que o então presidente Fernando Collor enfrentou processo de impeachment, participou de uma manifestação pela ética na política, afirma no comunicado divulgado hoje que “o impedimento de um presidente da República ameaça ditames democráticos, conquistados a duras penas”. “[...] Que autoridade moral fundamenta uma decisão capaz de agravar a situação nacional com consequências imprevisíveis para a vida do povo? […] É preciso caminhar no sentido da união nacional, sem quaisquer partidarismos, a fim de que possamos construir um desenvolvimento justo e sustentável”, acrescenta a comissão da CNBB
O anúncio da aceitação do pedido de abertura do processo de impeachment foi feito no fim da tarde de ontem (2) por Cunha. Poucas horas depois, Dilma fez pronunciamento no qual disse que não tem contas no exterior, nem participa de “barganhas” com o Congresso.
Cunha, que quando anunciou ter aceitado o pedido de abertura do processo disse não estar feliz por tomar a decisão, rebateu as declarações da presidenta. Ele disse hoje (3) que Dilma “mentiu à nação” quando disse que seu governo não barganhava com o Congresso.
Uma comissão especial formada para analisar o processo terá seus membros anunciados nas próximas horas. Serão 65 deputados, representando todos os partidos da Casa. Desde o início da tarde de hoje, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) lê o pedido aceito por Cunha e apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaína Paschoal.
Fonte - Agência Brasil  03/12/2015

Fundação Palmares certifica 15 comunidades quilombolas

Direitos humanos

A certificação das comunidades que se definem como remanescentes de quilombos é a primeira etapa do processo de titulação, que pode culminar com a posse definitiva do território, após o reconhecimento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Da Agência Brasil
foto - ilustração
A Fundação Cultural Palmares certificou 15 comunidades como remanescentes de quilombos. Oito das comunidades quilombolas ficam em Minas Gerais; cinco no Tocantis; uma na Bahia e uma em Rondônia. A decisão foi publicada hoje (3) no Diário Oficial da União.
A certificação das comunidades que se definem como remanescentes de quilombos é a primeira etapa do processo de titulação, que pode culminar com a posse definitiva do território, após o reconhecimento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
A certificação da Fundação Palmares, no entanto, já assegura às comunidades contempladas benefícios como o direito à moradia, a saneamento básico e à participação em programas sociais como o Bolsa Família.
As comunidades mineiras são: Marobá, na cidade de Almenara; Pradinho, em Bertópolis; Macaúbas Palmito, Macaúbas Bela Vista, Mocambo e Sítio, em Bocaiúva; Serrinha, em Frutal; e Córrego do Meio, no município de Paula Cândido.
No Tocantins, a fundação certificou como remanescentes quilombolas as comunidades Água Branca e Matões, localizadas na cidade de Conceição de Tocantins; Carrapiché, Ciriáco e Prachata, que ficam em Esperantina. Já na Bahia, a comunidade certificada foi a de Carreiros, no município de Mercês. Em Rondônia, a comunidade contemplada foi a de Santa Cruz, na cidade de Pimenteiras d'Oeste.
Fonte - Agência Brasil  03/12/2015

Caterpillar fechará 2015 com produção 100% maior

Economia

As informações são do diretor geral da Progress Rail Services (PRS) no Brasil, braço do setor ferroviário da Caterpillar, Carlos Roso. Segundo ele, as negociações e pedidos de novas locomotivas acontecem entre a empresa e, principalmente, a Valor da Logística Integrada (VLI), a Vale S/A e a América Latina Logística (ALL).

Diário do Comércio - RF
foto - ilustração/RF
A Caterpillar, fabricante de locomotivas instalada em Sete Lagoas (região Central), vai fechar este ano com o dobro da produção registrada em 2014. E para 2016 a empresa já tem encomendas para ocupar a fábrica de maneira “satisfatória”, mas abaixo do nível verificado neste exercício.
No entanto, o cenário no longo prazo não é dos mais promissores para a empresa, uma vez que a indústria ainda não tem pedidos para 2017, o que já deveria estar acontecendo devido ao longo ciclo de fabricação das máquinas.
As informações são do diretor geral da Progress Rail Services (PRS) no Brasil, braço do setor ferroviário da Caterpillar, Carlos Roso. Segundo ele, as negociações e pedidos de novas locomotivas acontecem entre a empresa e, principalmente, a Valor da Logística Integrada (VLI), a Vale S/A e a América Latina Logística (ALL).
“Neste ano devemos dobrar a produção em relação a 2014. E para 2016 já temos encomendas que deixarão a fábrica ocupada, não em um nível tão alto e abaixo do de 2015. Mas que dá para operar. Para 2017, porém, o cenário é preocupante porque já era hora de estarem entrando novos pedidos e isso não está acontecendo”, disse Roso.

Concessões
Diante disso, a Caterpillar deposita suas expectativas na tentativa do governo federal de acelerar as negociações com as atuais concessionárias do setor ferroviário para renovar e estender os prazos dos contratos de concessão, com o objetivo de garantir investimentos para os próximos anos.
Em contrapartida, os aportes desses players na malha já existente podem chegar até R$ 16 bilhões.
As negociações estão concentradas basicamente na ALL, na MRS Logística e na Ferrovia Centro Atlântica (FCA). A primeira, por exemplo, que detém a maior malha ferroviária do País, anunciou, após a fusão com a Rumo Logística (do grupo Cosan), uma proposta de investimento que soma R$ 7,4 bilhões, sendo que R$ 4,6 bilhões estariam condicionados à extensão contratual das suas concessões.
“Renovar as concessões é fundamental porque isso vai garantir os investimentos em melhorias das ferrovias, como está previsto nos contratos”, afirmou o diretor da Caterpillar. Esses aportes, entre ampliação da capacidade de tráfego, novos pátios, redução de interferências urbanas, novos ramais e sinalização, também incluem a ampliação da frota, o que seria bom para os negócios da fabricante de locomotivas instalada em Sete Lagoas.
Sobre os investimentos da Caterpillar na planta da região Central do Estado, Roso disse que a empresa está “discutindo algumas coisas”, que segue players como a VLI, Vale e ALL de perto e que acompanha o mercado. “Para o cenário de hoje, já fizemos aportes mais que suficientes”, completou o diretor.

Vendas
Ao longo deste ano, a Caterpillar concretizou a venda de 113 locomotivas para a VLI. Entre as máquinas já entregues estão cinco modelos de bitola métrica de oito eixos, os primeiros deste tipo no Brasil. Anteriormente, dois protótipos já tinham sido entregues.
Conforme já informado, a planta de Sete Lagoas foi montada para atender a América do Sul e o Brasil, sendo que o País representa cerca de 80% desse mercado. Além do modelo de oito eixos, também saíam das linhas de montagem outros dois modelos de locomotivas, com 60% de conteúdo nacional.
O primeiro é uma máquina diesel elétrica, de bitola larga e de corrente alternada com seis eixos. A outra é semelhante a primeira, mas com bitola métrica.
Porém, os novos modelos de oito eixos, de acordo com o diretor, devem ocupar a planta no próximo ano. Eles trazem um diferencial para a Caterpillar ganhar mercado, uma vez que consomem menos combustível e são capazes de reduzir em cerca de 50% a emissão de partículas em relação às máquinas mais antigas.
Além disso, duas locomotivas novas, como as negociadas com a VLI, são capazes de fazer o trabalho de três mais velhas, como as que comumente rodam atualmente nas ferrovias nacionais.
Fonte - Revista Ferroviária  03/12/2015

Instalação dos trilhos na Linha 4 do metrô do Rio é concluída entre Barra e Alto Leblon

Transportes sobre trilhos

Dos 32 quilômetros de trilhos necessários em todo o trecho da Linha 4, há mais de 20 quilômetros instalados nas vias permanentes e estações, nos dois sentidos. “Agora, em conjunto com o avanço das obras de engenharia, inicia-se a etapa de instalação dos sistemas operacionais do metrô, para que possamos cumprir o cronograma e entregar a Linha 4 em julho de 2016”

Portal Oficial do Governo Federal
foto - brasil2016.gov
A instalação de trilhos nos túneis da Linha 4 do Metrô construídos em rocha, entre a Barra da Tijuca e a região do Alto Leblon, está finalizada. As vias permanentes, por onde os trens vão passar nos dois sentidos, já têm passarelas de emergência, sinalização, iluminação e câmeras de segurança instaladas.
Nas estações, depois de São Conrado e Jardim Oceânico, foi a vez da Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, receber os trilhos nas áreas das plataformas de embarque e desembarque. O serviço foi finalizado na última segunda-feira (30.11). Os trilhos também estão sendo instalados na rampa da Ponte Estaiada, que vai ligar os túneis escavados no Morro do Focinho do Cavalo à estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca.
Dos 32 quilômetros de trilhos necessários em todo o trecho da Linha 4, há mais de 20 quilômetros instalados nas vias permanentes e estações, nos dois sentidos. “Agora, em conjunto com o avanço das obras de engenharia, inicia-se a etapa de instalação dos sistemas operacionais do metrô, para que possamos cumprir o cronograma e entregar a Linha 4 em julho de 2016”, disse o secretário de Transportes do Estado do Rio, Carlos Roberto Osorio.
A obra, de responsabilidade do Governo do Estado do Rio de Janeiro, integra o Plano de Políticas Públicas/Legado dos Jogos Olímpicos Rio 2016. A nova linha, que ligará Ipanema, na Zona Sul, à Barra da Tijuca, terá papel importante no acesso ao Parque Olímpico e às demais instalações da região, como o Riocentro. Serão seis estações: Jardim Oceânico (Barra), São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz (Ipanema).
A previsão é de que o eixo Ipanema-Barra entre em funcionamento sem passageiros, para testes de sistema, em maio de 2016. No mês seguinte, deve ter início a operação assistida fora do horário de pico. Pelo cronograma, a linha 4 começará a receber em julho os passageiros para o trajeto Ipanema-Barra. Durante os Jogos, a operação será dimensionada para atender os horários de competição.
A recomendação para quem vem do Centro da cidade, da Tijuca e da Zona Sul em direção à Barra para as competições é utilizar a Linha 4 do metrô até a estação Jardim Oceânico e fazer a conexão com o BRT (Transoeste), que vai levar o espectador até o Parque Olímpico e aos outros locais de competição na Barra da Tijuca.
Quando a operação comercial da nova linha estiver ocorrendo nos mesmos horários das demais linhas do metrô, será possível ir da Barra a Ipanema em 13 minutos e, da Barra ao Centro, em 34 minutos. A estimativa é de que 300 mil usuários usem a Linha 4 diariamente depois dos Jogos Olímpicos, retirando cerca de 2 mil veículos das ruas por hora/pico.
A integração entre as Linhas 1 e 4 do metrô está prevista para dezembro de 2016. A Linha 4 será finalizada com a ligação entre Leblon e Gávea, trecho que tem previsão de entrega para janeiro de 2017.
Fonte - Revista Ferroviária  02/12/2015

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Metrô de Salvador,sistema completo ficará pronto em 2017

Transportes sobre trilhos

A previsão é que até o final do ano,toda extensão da linha 1 entre a Estação da Lapa e a Estação Pirajá,estejam em plena operação com cobrança de tarifa integrado aos sistemas de ônibus urbano e metropolitano. A linha 2 a conclusão esta prevista para 2017

Da Redação
Foto - ilustração/Secom
O tramo da Linha 1 do Metrô de Salvador,entre as Estações de Bom Juá e Pirajá já está pronto, faltando apenas o anuncio do governador Rui Costa para a data da sua inauguração para que entre operação logo em seguida. A previsão é que até o final do ano,toda extensão da linha 1 entre a Estação da Lapa e a Estação Pirajá,estejam em plena operação com cobrança de tarifa integrado aos sistemas de ônibus urbano e metropolitano.
A Linha 2 do metrô já em obras,que sai da Rótula do Abacaxi e vai até Lauro de Freitas, já tem os recursos garantidos pelo Governo Federal, no valor de R$ 2 bilhões. O governo baiano garantiu o empenho, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cuja assinatura deverá ocorrer até a primeira quinzena de fevereiro de 2016. Os recursos, contudo, já estão assegurados pela diretoria do banco.
Todo sistema terá 32 km e quando for concluída a Linha 2 até Lauro de Freitas com 20 km, o Metrô de Salvador será o terceiro maior do país, ficando atrás apenas do metrô de São Paulo (78 km) e do Rio de Janeiro (42 km).Toda a obra foi estimada em R$ 3,6 bilhões.
O trecho de 5,5 quilômetros que sai da Estação Pirajá até a entrada do Bairro de Águas Claras, na BR-324, ainda está na fase de projeto e só deverá ser executado após a conclusão da Linha 2,no final de 2017.
Com a conclusão da Linha 1 até a Estação Pirajá,o Metrô de Salvador passará a cobrar a tarifa, cujo valor ainda não foi definido.Segundo a Sedur,a cobrança tarifária será anunciada em breve,contudo, a Sedur adiantou que os valores da tarifa já foram acordados de forma consensual, entre Governo, Prefeitura, empresas de ônibus e a CCR, e que este valor não será muito diferente do que é aplicado no resto do país. O anúncio oficial, no entanto, ainda não foi definido. Já as obras físicas serão entregues ainda este mês.

Obras concluídas da linha 2 em 2017
As obras de implantação da Linha 2 do Metrô de Salvador deverão estar concluídas no prazo estabelecido pelo Governo do Estado até o final de 2017, garantiu a Concessionária que já opera o sistema. Essa linha, quando estiver totalmente concluída,terá entre a Estação Acesso Norte e Lauro de Freitas oito estações.
Com os recursos no total de R$ 2 bilhões garantidos pelo BNDES, além da conclusão das obras do sistema metroviário nessa segunda fase,serão usados também na implantação ou reforma de nove terminais rodoviários de integração de passageiros.Esses terminais permitirão uma ligação de diversos bairros com o sistema de metrô que serão alimentados pelo sistema de transporte por ônibus da cidade.
Ainda segundo a concessionária que opera o sistema,na Estação Pirajá só estão sendo feitas as obras de conclusão do terminal de Passageiros do sistemas de transportes por ônibus,assim como finalização do pátio de manutenção dos 34 novos trens que deverão chegar entre o final deste ano e início de 2016
Com informações da Tribuna da Bahia 02/12/2015

Bilhete Único é lançado em São Luis (MA).

Transportes

Bilhete Único é lançado na capital do Maranhão e passará a funcionar no dia 14.O Bilhete Único vai permitir que o usuário do transporte coletivo utilize quantos transportes forem necessários (linhas urbanas integradas) para chegar ao seu destino, pagando uma única passagem, em um tempo total de 90 minutos após o embarque.

O Imparcial
foto - ilustração/Pregopontocom *
A partir do dia 14 de dezembro começará valer o sistema Bilhete Único em São Luís. O serviço irá beneficiar mais de 760 mil usuários do transporte coletivo da capital. O lançamento do projeto foi feito na manhã desta quarta-feira no Palácio de La Ravardiére, Centro.
Na ocasião, estavam presentes o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, o titular da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), Canindé Barros, o secretário de Articulação Política, Márcio Jerry, entre outros. Alguns itinerários foram apresentados em slides para que fosse mais fácil o entendimento do uso do Bilhete Único. A classe estudantil também compareceu ao evento.
O Bilhete Único vai permitir que o usuário do transporte coletivo utilize quantos transportes forem necessários (linhas urbanas integradas) para chegar ao seu destino, pagando uma única passagem, em um tempo total de 90 minutos após o embarque.
O sistema único funciona com o uso tecnologia que realiza o cruzamento de informações do cartão de transporte do usuário, permitindo assim o armazenamento de dados que possibilitam a integração temporal por até 1h30 para as linhas integradas urbanas. O bilhete único de São Luís vale somente para as linhas integradas urbanas (R$ 2,60).
A interligação poderá se feita em qualquer ônibus integrado e em qualquer local. O serviço será utilizado por quem já possui o cartão de transporte municipal (Estudante e Vale-Transporte comum). O usuário que não possuir nenhum dos cartões terá que providenciar a emissão de um deles para utilizar o sistema Bilhete Único. Pois ao pagar a passagem com dinheiro, o procedimento será o convencional, ou seja, o passageiro terá que fazer integração nos terminais existentes.
De acordo com o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, o Bilhete Único oferecerá a população o benefício direto a economia de tempo que o usuário terá entre o ponto inicial e seu destino. Evitará o aglomerado de pessoas aguardando o transporte nos terminais de integração da cidade. “Essa iniciativa irá reduzir o número de pessoas nos terminais, com isso, a população irá ganhar tempo ao usar o transporte coletivo. É uma grande conquista lançar e executar um projeto que foi um compromisso feito durante a campanha para a população”, disse.
*Foto em nossa recente visita a  cidade São Luis
Fonte - Blog do Clodoaldo Corrêa  02/12/2015

Organização Mundial da Saúde declara Brasil país livre da rubéola

Saúde

Ao receber o documento, o ministro Marcelo Castro lembrou que, assim como o Zika, o vírus da rubéola também pode causar defeitos no feto, como a microcefalia, quando a gestante é infectada no início da gestação

Aline Leal 
Repórter da Agência Brasil
Wilson Dias/Agência Brasil
O Brasil recebeu hoje (2) o certificado de eliminação da rubéola, depois de cinco anos sem registros de casos de transmissão da doença. O reconhecimento foi entregue hoje (1), pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ao ministro da Saúde, Marcelo Castro.
Para receber o título, o Brasil teve que comprovar à OMS que desde 2008 não registra casos de rubéola e desde 2009 não registra casos de síndrome da rubéola congênita. Em abril a OMS reconheceu toda a América como a primeira região do mundo a alcançar a eliminação da rubéola e da síndrome.
Durante a cerimônia, o ministro lembrou que assim como o vírus Zika, o vírus que provoca a rubéola também pode causar defeitos no feto, como microcefalia, quando a gestante é infectada no início da gestação.
Segundo Marcelo Castro, esse título é devido um esforço de vacinação em massa de mulheres entre 20 e 39 anos, que começou no início da década passada. “Nada é mais efetivo para a saúde publica do que as vacinas, e foi esse trabalho intenso da vacina em massa contra a rubéola que nos levou a esse certificado.” Segundo o ministro, apesar dos recentes casos de sarampo no nordeste do Brasil, a OMS está analisando se o país também pode ser considerado livre dessa doença.
Fonte - Agência Brasil  02/12/2015

Secretário Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana,discute em SP nesta quarta-feira planos para expansão da matriz de transportes

Mobilidade

O principal objetivo do evento, que segue até a sexta-feira, é incentivar o debate sobre captação de recursos para promover soluções de planejamento e operação que viabilizem a mobilidade urbana em diversas cidades brasileiras, além de discutir prós e contras de cases e modelos de gestão praticados em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Canoas, Santa Catarina, entre outros centros urbanos.

Portal Maxpress
foto - ilustração
Começa nesta quarta-feira, 2 de dezembro, a segunda edição do Fórum Movecidades, organizado pelo Informa Group. O principal objetivo do evento, que segue até a sexta-feira, é incentivar o debate sobre captação de recursos para promover soluções de planejamento e operação que viabilizem a mobilidade urbana em diversas cidades brasileiras, além de discutir prós e contras de cases e modelos de gestão praticados em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Canoas, Santa Catarina, entre outros centros urbanos. A programação ainda enfoca alternativas de financiamento disponíveis para obras de infraestrutura urbana e regulação de modicidade tarifária.
“A iniciativa privada está ciente da real importância de oferecer soluções em prol da mobilidade nas grandes metrópoles e outras cidades do Brasil, pois as administrações públicas estão cada vez mais engajadas em construir planos sólidos de transporte coletivo e indívidual. Vivemos um momento de mudanças e a necessidade de investimentos aumenta a cada dia. O usuário do transporte coletivo quer mais qualidade e uma tarifa acessível. Por isso, o Movecidades tem como propósito reunir os players dos setores privado e público para destacar iniciativas de sucesso e relacionar diferentes visões sobre os assuntos mais críticos”, pontua a gerente do evento, Melissa Dalla Rosa.
A abertura do evento acontece às 9h do dia 2, com a presença do Secretário Nacional de Transportes e da Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Dario Rais Lopes, que falará sobre a estruturação de programas que estimulem a expansão planejada das matrizes de transportes em sinergia com o crescimento das cidades, bem como o status de adequação das cidades brasileiras com relação aos planos municipais de mobilidade, quais as melhores estratégias para obter uma maior interação entre transporte e planejamento urbano e políticas sociais e de transportes para planejar a expansão e a integração da matriz com o conjunto do crescimento programado das cidades.
Na sequência, a partir das 9h30, será abordado o tema “Planejamento Integrado da Mobilidade” para debater a integração racional entre transporte coletivo e individual, de cargas e de passageiros, dos vários modais nos centros e nas regiões periféricas.
A partir das 10h30, representantes de Santa Catarina e Rio de Janeiro apresentarão suas percepções sobre modelos de gestão da mobilidade em regiões metropolitanas, destacando ações para criação de sinergia entre esfera municipal e estadual na concepção de planos de mobilidade.
Já as alternativas de financiamento da infraestrutura de mobilidade urbana serão discutidas às 11h30. Na sequência, o pesquisador do IPEA, Carlos Henrique Carvalho, irá debater as alternativas de financiamento da operação às 12h40. Para Carvalho, a atual realidade de custear o transporte inteiramente por meio da tarifa precisa ser modificada e diversas outras categorias da sociedade beneficiadas com o transporte público devem contribuir de forma direta com o financiamento das operações e não só quem faz uso do transporte. Raquel Verdenacci, gerente de negócios do Metrô de São Paulo, complementa a abordagem do tema com a experiência prática de captação de receitas acessórias.
No período da tarde acontece a 1ª rodada sobre Mobilidade do Presente e do Futuro, com os seguintes cases: Linha 6 do Metrô de São Paulo, Mobilidade em Fortaleza, Linha 15 do Monotrilho de São Paulo e Aeromóvel de Canoas.
Segundo dia – As cidades do futuro e seus cenários são o tema da primeira palestra do segundo dia, às 9h, com o Vice-Presidente para Indústria e Sociedade – América Latina da Ericsson, Jo Lindstad. A seguir, às 9h40, o Secretário Municipal de Transportes e Trânsito da Prefeitura de Juiz de Fora, Rodrigo Mata Tortoriello fala sobre a evolução da mobilidade urbana nas cidades urbanas, em que situação estamos e até onde poderemos chegar em relação ao conceito de mobilidade inteligente.
Já às 10h10, o diretor de mobilidade da Digicon, Helgio Trindade Filho, ministra a palestra “Tecnologia aplicada à mobilidade urbana nas Cidades Inteligentes”. No âmbito da informatização, às 11h10 o Diretor de Infraestrutura, Salvador Khurieyeh e o Superintendente de Tecnologia da Informação da SPTRANS, Pedro Gimene, abordam as novas tecnologias de telecomunicações e gestão da informação em mobilidade implementadas para melhorar a experiência do usuário das grandes redes de transporte, juntamente com a temática de tecnologias integradas para operar, organizar, fiscalizar, monitorar e otimizar o sistema de transporte.
Ainda no período da manhã, às 11h40 acontece a palestra “Engenharia de Tráfego e racionalização das redes de transporte público” e às 12h30 o Presidente do Instituto de Energia e Meio Ambiente, André Luís Ferreira, discute os incentivos necessários, tecnologia e soluções viáveis para a matriz energética do transporte público e mobilidade urbana.
O período da tarde do segundo dia está reservado para a 2ª rodada sobre Mobilidade do Presente e do Futuro com os cases: Linha 4 do Metrô de São Paulo, Move – O BRT de BH, CPTM São Paulo, Linha 4 MetrôRio e VLT de Petrolina.
No último dia de evento, uma comitiva visitará o Centro de Controle Operacional da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo.

Sobre o 2º Movecidades
O 2º Fórum Movecidades é um encontro nacional de mobilidade urbana que abrirá espaço para a discussão de alternativas financeiras, estratégias de modicidade tarifária, soluções de otimização e modernização da mobilidade urbana. O evento acontece nos dias 2 e 3 de dezembro, no Hotel Golden Tulip Paulista Plaza, em São Paulo. No ano passado, o Movecidades ofereceu mais de 35 palestras e reuniu 115 executivos do setor, entre presidentes, diretores e gerentes de grandes empresas, além de autoridades federais, estaduais e municipais.
Fonte - ANPTrilhos  02/12/2015

COMENTÁRIO  Pregopontocom
E a cidade de Salvador,dada a sua grande importância com 3ª maior cidade em população do país, nem sequer foi citada nessa matéria...será apenas por esquecimento, ou por falta de interesse da sua atual administração......

Em agenda ligada ao MetrôPoa,comitiva do Metrô de Madrid visita Trensurb

Transportes sobre trilhos

Atividade fez parte de programação para apresentar sistema de transporte da região a técnicos da operadora espanhola, que presta consultoria à prefeitura da capital.Trata-se da primeira visita oficial de uma comitiva do Metro de Madrid na execução do contrato de consultoria e capacitação para o projeto do metrô de Porto Alegre

Trensurb
foto - Felipe Figueiró/Trensurb
Na tarde desta terça-feira (1º), uma comitiva da companhia Metro de Madrid S.A., responsável pela operação do sistema metroviário da capital espanhola, realizou visita às estações Fenac e Novo Hamburgo, da Trensurb, e à sede administrativa da empresa. A atividade integrou agenda com objetivo de apresentar aos técnicos da operadora madrilenha o sistema de transporte da Região Metropolitana de Porto Alegre. Trata-se da primeira visita oficial de uma comitiva do Metro de Madrid na execução do contrato de consultoria e capacitação para o projeto do metrô de Porto Alegre, firmado entre a empresa espanhola e a Prefeitura Municipal de Porto Alegre.
Representaram a companhia madrilenha na visita técnica à Trensurb, o diretor do contrato Miguel García e o diretor técnico Evelio Serrano, além de especialistas em obras civis e de via permanente, em instalações e material rodante e em operação. Estiveram presentes também o coordenador técnico do MetrôPoa, Luís Cláudio Ribeiro, e empregados da administração municipal. Eles foram acompanhados pelo gerente de Desenvolvimento de Engenharia da Trensurb, Rafael Lopes, e pelo assessor da Superintendência de Desenvolvimento e Expansão, Ernani Fagundes. Assistiram ainda a apresentação sobre a estrutura da empresa, realizada pelo consultor especial Carlos Augusto Belolli.
Fonte - Trensurb  01/12/2015

Ceará reduz em 25% acidentes com morte

Trânsito

A redução ainda é pequena, aponta o governador Camilo Santana, ao anunciar um investimento total de R$ 1,1 bilhão em ações que envolvem inúmeras medidas em ações,para tentar diminuir ainda mais os índices, para os próximos anos. 

Lêda Gonçalves 
Diário do Nordeste

O Ceará conseguiu reduzir em 25% o número de acidentes de trânsito envolvendo mortes entre janeiro e outubro de 2015 na comparação com igual período de 2014. Foram 423 acidentes no ano passado e 337 neste ano. No entanto, a redução ainda é pequena, aponta o governador Camilo Santana, ao anunciar um investimento total de R$ 1,1 bilhão em ações que envolvem inúmeras medidas para os próximos anos, com o conceito básico “Seja você a mudança no trânsito.Respeite a Vida”.
Entre as medidas, que integram o Pacto pelo Ceará Pacífico, está a ampliação da Carteira Nacional de Habilitação População (CNH) gratuita para a categoria “B” (carro). Além disso, doação de capacetes para os aprovados na CNH “A” (motos). As duas iniciativas terão recursos de R$ 6,5 milhões por ano.
Camilo informou sobre a implantação de 27 passarelas nas rodovias (serão R$ 29 milhões aplicados ao longo de três anos); a instalação de mais dez novos postos da Polícia Rodoviária Estadual (PRE); incremento na sinalização vertical, horizontal e dispositivos de segurança, com uso de R$ 50 milhões/ano.

Publicações
“Avançamos sim, mas ainda estamos longe de alcançarmos o ideal”, avaliou ele, ao anunciar que a campanha terá vídeos na TV e publicações nos jornais estreladas por personalidades conhecidas dos cearenses: Xande (Aviões do Forró); os jogadores Ricardinho (Ceará) e Corrêa (Fortaleza), os humoristas Rossicléia e Tirullipa e a dupla sertaneja Luís Marcelo e Gabriel. Outro item é a parceria firmada com a Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), junto com as 57 cidades que possuem Departamento Municipal de Trânsito (Demutran). O convênio prevê a instituição de um programa de incentivo de municipalização do restante dos municípios e seminários educativos nas 14 regiões do Estado.
Segundo Camilo, o objetivo é reduzir o número de acidentes a partir da educação no trânsito, abordando os riscos do consumo de álcool associado à direção e à cidadania. “No ano passado, em consonância com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a PRE, de 170 mil sinistros ocorridos no Brasil, 43 mil pessoas morreram. O que comprova a preocupação e a necessidade de melhorias”. O secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Saúde, Marcos Gadelha, disse que os 170 mil acidentes somaram R$ 12,3 bilhões, segundo o Ipea e o IBGE. Isso representa, em média, por cada um, R$ 72,7 mil à sociedade.
“E se deixa mortes, o valor sobe para R$ 646,7 mil. Sem falar do sofrimento das famílias. Por isso, é um problema de saúde pública grave”. Em relação à Lei Seca, desde junho de 2008 até outubro passado, somente o Detran e BPRE notificaram 40 mil motoristas com indícios de que estavam alcoolizados.
Fonte - Diário do Nordeste  02/12/2015

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

BNDES apoia com R$ 2 bilhões ampliação do metrô de Salvador

Transportes sobre trilhos

Além dos investimentos na construção das linhas e da compra dos trens e equipamentos necessários, os recursos serão empregados na implantação ou reforma de nove terminais rodoviários de integração de passageiros.

BNDES
foto - ilustração/Hyundai Rotem
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai participar da construção do terceiro maior metrô do Brasil ao apoiar com R$ 2 bilhões a expansão da linha 1 e a construção da linha 2 do Metrô da Bahia, em Salvador e Lauro de Freitas. Com 32 km, ele fica atrás apenas dos de São Paulo (78 km) e do Rio de Janeiro (42 km). Em março, o Banco havia feito um empréstimo ponte de R$ 406 milhões que será quitado agora com esse empréstimo de longo prazo.
Pelo projeto, será ampliada a Linha 1, que vai dobrar em extensão e número de estações. Quando estiver concluída, terá 12 km e oito estações. A concessionária já construiu 3 km e duas estações.
Os recursos serão usados ainda na construção da Linha 2. Com 20 km de extensão, terá 12 estações, ligando pontos importantes, como o aeroporto e a rodoviária, ao Centro de Salvador.

foto - ilustração
Além dos investimentos na construção das linhas e da compra dos trens e equipamentos necessários, os recursos serão empregados na implantação ou reforma de nove terminais rodoviários de integração de passageiros.
Esses terminais são importantes para o sucesso do projeto, pois foi firmado convênio de cooperação entre os dois municípios e o Estado para integrar as linhas de ônibus ao metrô. Dessa forma, elas passam a trazer passageiros para o sistema metroviário e não a concorrer com ele.
Durante a obra, o consórcio construtor deve gerar 5,8 mil postos diretos e 14,7 mil indiretos. Em operação, o Metrô da Bahia deve empregar 1,4 mil pessoas e criar 4,2 mil empregos indiretos.
O metrô é uma Parceria Público-Privada (PPP) concedida pelo Estado por meio de licitação à CCR Metrô Bahia em outubro de 2013. A CPC deve operar o sistema até 2043.
O apoio do BNDES a construção de sistemas de transporte de massa cresce ano a ano. Em 2013 foram R$ 2,4 bilhões e, ano passado, R$ 6,5 bilhões. A expectativa é que, neste ano, o BNDES desembolse cerca de R$ 9 bilhões. Até o momento já foram realizados R$ 7,5 bilhões, mas há ainda R$ 1,5 bilhão previsto. A maior parte dos investimentos é em BRTs e metrôs.
Fonte - BNDES  01/12/2015

Água potável chegará para população de assentamentos no Território do Velho Chico

Recursos Hídricos

Na ação, em parceria também com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), está prevista também a implantação de sistemas nos assentamentos de Paratinga, Bom Jesus da Lapa, Carinhanha, Malhada e Riacho de Santana. “Estamos dando largada ao compromisso de levar água potável para os assentamentos rurais no estado”

Da Redação
foto - ilustração
Assentamentos das localidades de Oliveira dos Brejinhos, Brotas de Macaúbas, Barra e Sítio do Mato, no Território do Velho Chico, terão sistemas de abastecimento de água. A informação foi divulgada nesta terça-feira (1º) pelo titular da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), Cássio Peixoto, após confirmação de empenho no valor de R$ 600 mil e aprovação do plano de trabalho pelo Ministério da Integração Nacional.
Na ação, em parceria também com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), está prevista também a implantação de sistemas nos assentamentos de Paratinga, Bom Jesus da Lapa, Carinhanha, Malhada e Riacho de Santana. “Estamos dando largada ao compromisso de levar água potável para os assentamentos rurais no estado”, comemorou o secretário.
De acordo com ele, “este aceno positivo por parte do Ministério da Integração e do Incra nos permite avançar no fortalecimento dos assentamentos de reforma agrária, implantando infraestrutura hídrica capaz de atender essas famílias e levar abastecimento de água ao meio rural, que é nosso papel”. O titular da SIHS informou que o objetivo inicial do governo é alcançar 39 assentamentos.

Centrais de Abastecimento
No dia 12 de novembro, em Brasília, o secretário recebeu da presidente do Incra, Maria Lúcia Falcon, a confirmação do financiamento no valor de R$ 32 milhões para beneficiar 4.169 famílias de assentados na Bahia. Neste programa, o objetivo é implantar sistemas simplificados de abastecimento de água e viabilizar que a gestão de cada um deles seja local, com as chamadas Centrais de Abastecimento.
De acordo com o secretário, as centrais funcionarão em forma de federações nas quais as comunidades estarão inseridas como corresponsáveis pelos sistemas. “Os assentados terão também a obrigação da cobrança da tarifa com um preço razoável, valorizando o empreendimento e tendo, acima de tudo, garantia de gestão e rentabilidade”, disse ainda Cássio Peixoto.
A contrapartida pleiteada pelo Incra é o apoio a projetos do órgão para a Bahia, a exemplo do Plano de Desenvolvimento Integrado do São Francisco. O instituto quer promover os assentamentos levando condições de produção e agroindústria. Além da Bahia, o projeto vai beneficiar outros estados onde o Rio São Francisco corre, a exemplo de Minas Gerais, Pernambuco e Alagoas.
Com informações da Secom Ba.  01/12/2015

Governo quer estender concessões de ferrovias

Infraestrutura

O plano pode gerar até R$ 16 bilhões em melhorias obrigatórias na malha existente em troca da extensão do prazo dos contratos. Agora, a expectativa é que haja uma conclusão das conversas já no ano que vem.

Valor Econômico - RF
foto - ilustração
Diante das dificuldades para se fazer novos leilões de ferrovia, o governo federal acelerou a negociação com as atuais concessionárias do setor com o objetivo de impulsionar investimentos. O plano pode gerar até R$ 16 bilhões em melhorias obrigatórias na malha existente em troca da extensão do prazo dos contratos. Agora, a expectativa é que haja uma conclusão das conversas já no ano que vem.
Atualmente, as negociações estão concentradas em três empresas do setor: América Latina Logística (ALL), MRS Logística e Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A intenção do governo é que os investimentos em escala bilionária sejam diluídos ao longo do prazo dos contratos. Esse montante seria usado em ampliação da capacidade do tráfego, em novos pátios, na redução de interferências urbanas, duplicações, construção de novos ramais, instalação de equipamentos de via e sinalização e até em ampliação da frota. Originalmente, os contratos das concessionárias vencem, em maior parte, entre 2026 e 2028.
Maurício Muniz, secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Ministério do Planejamento, afirmou ao Valor que o governo estuda, dentre os projetos apresentados pelas empresas, os que realmente interessam. "Estamos discutindo com cada uma delas, sendo que ALL, MRS e FCA estão em um processo mais avançado. Uma coisa importante é definir quais são os projetos, porque só se justifica a alteração do prazo quando você tem necessidade de novos investimentos", diz.
A ALL, empresa com maior malha do país, anunciou após a fusão com a Rumo Logística (do grupo Cosan), uma proposta de investimentos de R$ 7,4 bilhões, sendo R$ 4,6 bilhões condicionados à extensão contratual. Esse último montante seria desembolsado com a ajuda do BNDES e outras fontes de financiamento de 2017 a 2019 para aumento de capacidade - duplicação de 42 quilômetros do trecho Itirapina-Campinas (SP), ampliação de pátios e aquisição de material rodante (vagões e locomotivas).
Os executivos envolvidos na negociação da fusão declararam, na época, que a extensão contratual era uma parte relevante do plano de negócio voltado à ferrovia. "Estamos discutindo com a ALL. Está avançado", afirma Muniz.
Segundo o secretário, o trabalho é extenso, porque precisa passar por diferentes etapas. "É um ajuste fino. A empresa tem que apresentar um projeto, a agência [Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT] validar, as condições têm que ser repactuadas, elaborar um fluxo de caixa marginal [instrumento que permite aos novos investimentos um retorno diferente das condições originais do contrato], verificar demanda, qual será o prazo.... Algumas avançam rápido e outras demoram mais", afirma. "Mas a previsão é fechar em breve, no ano que vem", diz. Perguntado se as negociações seriam concluídas já no primeiro semestre, Muniz disse que "nem todas".
Para Muniz, o modelo de renegociação dos contratos de ferrovia segue a mesma ideia daqueles já obtidos em outros segmentos, como rodovias e portos. No caso das estradas, grupos de concessão como a Triunfo Participações e Investimentos (TPI) conquistaram aditivos recentemente. A companhia administra a BR-040, entre Rio e Juiz de Fora (MG), e concordou em 2014 em fazer investimentos de R$ 1,16 bilhão em troca da possibilidade de estender o contrato por 17 anos. Outras empresas, como a CCR (que tem Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa entre os controladores), tocam tratativas similares com o governo - no caso, acerca da rodovia Presidente Dutra.
A renegociação com as ferrovias é uma demanda antiga do setor e costuma ser observada de perto por investidores. A presidente Dilma Rousseff costumava ser contrária à ideia de estender os prazos por considerar que os contratos firmados na era Fernando Henrique Cardoso eram monopolistas e dificultavam o acesso de concorrentes à malha existente.
Mas a visão mudou após a constatação que os leilões de novas ferrovias não estão atraindo investidores. O plano de concessões em logística de Dilma foi anunciado em 2012 e, três anos depois, nenhum leilão foi feito - o motivo é a falta de interesse das empresas. No meio deste ano, o programa foi atualizado pelo Planalto. Do pacote de R$ 198,4 bilhões em projetos de investimentos a serem liderados pela iniciativa privada no país, R$ 86,4 bilhões seriam gerados em melhorias nas ferrovias. Mas a incerteza regulatória e o momento ruim da economia continuam atrapalhando o plano de concessões das malhas de ferro.
Fonte - Revista Ferroviária   01/12/2015