sábado, 4 de julho de 2015

Travessia entre Salvador e Mar Grande para por 2:30h

Travessia marítima

Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab) informa que devido a maré baixa que impede a atracação das embarcações no Terminal Hidroviário de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, a travessia fica sem funcionar a partir das 10:30h.A previsão de retorno das operações segundo a Astramab, é por volta dàs 13h 

A Tarde
Da Redação
Edilson Lima - Ag. A TARDE
A travessia marítima do Sistema Salvador-Mar Grande ficará interrompida por 2:30h, neste sábado, 4. Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab) informa que devido a maré baixa que impede a atracação das embarcações no Terminal Hidroviário de Vera Cruz, na Ilha, a travessia fica sem funcionar das 10:30 às 13h.
A Astramab informa ainda que essa paralisação se repete até a segunda-feira, 6.
Quando retomar as operações normais depois da parada, a associação informa que o sistema estará com toda a frota em funcionamento podendo fazer horários de saída a cada 15 minutos.
O último horário saindo de Mar Grande será às 18:30h e de Salvador, às 20h.

Catamarã
A Astramab divulga ainda que para aqueles que querem passar o final de semana em Morro de São Paulo, os catamarãs operam sem qualquer restrição, fazendo o percurso direto entre a capital e a Ilha de Tinharé. O tempo médio da viagem é de 2:20h. Os horários oferecidos são, saindo de Salvador, às 8:30, 9:00, 10:30, 13:30 e 14:00h. As saídas de Morro de São Paulo ocorrem às 9:00, 9:30, 12:30 e 15:00h. A passagem custa R$ 82,35.
Fonte - A Tarde  04/07/2015

Além de Dilma,EUA espionaram membros do alto escalão do governo,diz WikiLeaks

Internacional

EUA espionaram membros do alto escalão do governo , diz WikiLeaks - 29 números de telefone relacionados ao governo, incluindo o do então ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, teriam sido monitorados.

Reuters - R7
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, foi recebida calorosamente
pelo governo Obama na semana passada durante visita oficial

Reuters/Kevin Lamarque
A NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos) espionou vários membros do alto escalão do governo brasileiro, além da presidente Dilma Rousseff, como parte de seu programa de monitoramento de governos estrangeiros, revelou o site WikiLeaks neste sábado (4).
De acordo com o WikiLeaks, foram espionados pela NSA 29 números de telefone relacionados ao governo, incluindo o do então ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, e do então secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, atual ministro do Planejamento.
A lista também aponta como alvos de espionagem uma autoridade da área internacional do Banco Central, o ex-ministro de relações exteriores Luiz Alberto Figueiredo Machado, atual embaixador do Brasil nos EUA, e o chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general José Elito Carvalho Siqueira.
Também tiveram os telefones grampeados uma secretária e um assistente de Dilma, de acordo com a lista divulgada pelo WikiLeaks, além de telefones de representações brasileiras no exterior e até do avião presidencial.
As novas denúncias de espionagem acontecem dias após Dilma ter feito viagem oficial aos Estados Unidos pela primeira vez desde que cancelou uma visita de Estado em 2013 devido à revelação do ex-prestador de serviço da NSA Edward Snowden de que tinha sido espionada pelos EUA.
Dilma se reuniu em Washington com o presidente norte-americano, Barack Obama, na terça-feira, e disse confiar que os EUA não estão mais espionando as comunicações de países aliados, num encontro para virar a página do escândalo de espionagem que abalou as relações bilaterais.
Fonte - R7.com  04/07/2015

Ministros e ONU Mulheres repudiam ofensas sexistas a Dilma

Política

Ministros repudiam adesivos ofensivos à presidenta Dilma vendidos na internet.Durante a entrega da pauta de reivindicações da 5ª Marcha das Margaridas, Eleonora Menicucci, e os ministros Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, repudiaram a ofensa e disseram que a consideram uma violência de caráter machista contra todas as mulheres.

Aline Leal
Repórter da Agência Brasil 
Valter Campanato/Agência Brasil
A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, recebe hoje (3) o diretor de Relações Governamentais do site de vendas Mercado Livre, Murilo Laranjeira. Ele pediu ontem (2) para falar com a ministra depois que adesivos com ofensas de cunho sexual à presidenta Dilma Rousseff foram expostos à venda no site.
Eleonora Menicucci informou que o material foi produzido em Recife e que foram vendidas cinco unidades, cada uma a R$ 38,90. “Eu vou ouvir, mas comunicarei a ele que, do ponto de vista civil e penal, ele também será responsabilizado”, disse a ministra, que fez representação ao Ministério Público Federal, à Advocacia-Geral da União e ao Ministério da Justiça pedindo investigação e punição para os responsáveis. O Mercado Livre é uma espécie de vitrine para vendedores independentes comercializarem seus produtos. Os adesivos foram retirados do site.
Durante a entrega da pauta de reivindicações da 5ª Marcha das Margaridas, Eleonora Menicucci, e os ministros Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, repudiaram a ofensa e disseram que a consideram uma violência de caráter machista contra todas as mulheres.
A ONU Mulheres emitiu nota de repúdio aos “ataques sexistas” a Dilma e disse que se trata de violência política sem precedentes. A nota ressalta que “é ultrajante e extremamente agressiva a apologia de violência sexual" contra a presidenta, retratada em adesivos para automóveis, como "expressão de misoginia [ódio, desprezo ou repulsa ao gênero feminino e às características a ele associadas] e interpelação dos direitos humanos de mulheres e meninas”.
A entidade defende que nenhuma discordância política ou protesto pode abrir margem ou justificar a banalização da violência contra a mulher – prática patriarcal e sexista que invalida a dignidade humana.
Fonte - Agência Brasil  03/07/2015

Grécia precisaria de empréstimos nos próximos 3 anos para estabilizar a economia

Internacional

A Grécia precisaria de pelo menos 50 bilhões de Euros em empréstimos, nos próximos três anos, para retomar o crescimento e estabilizar a economia. A conclusão é de um relatório divulgado pelo FMI. E o Repórter Brasil conversou com Maria Lúcia Fattorelli, especialista em dívida pública. Confira:




Imagem - Repórter Brasil

Trem de turismo

Turismo ferroviário

Como cabe uma Europa em nosso país, como possuímos culturas regionais diferenciadas, gastronomia de excelente qualidade, paisagens deslumbrantes entre serras, praias e planícies, por que não fazer um passeio tipicamente europeu, norte-americano e asiático dentro do Brasil?Essa é a proposta dos 20 trens que já aderiram ao Projeto

Vicente Vuolo*
foto - ilustração
O Brasil tem bons projetos em diversas atividades da economia. E boa parte deles dá certo. Como é o caso do Projeto “Trem de Turismo”, lançado pela Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABOTTC).
A parceria entre SEBRAE e ABOTTC tem como objetivo beneficiar 20 linhas de trens e fortalecer cerca de 600 pequenos negócios do entorno das operações, entre lojas, pousadas e hotéis, restaurantes, artesanato local, serviços de táxis e guias de turismo situado nas imediações das linhas, além dos próprios funcionários das concessionárias dos trens.
Como cabe uma Europa em nosso país, como possuímos culturas regionais diferenciadas, gastronomia de excelente qualidade, paisagens deslumbrantes entre serras, praias e planícies, por que não fazer um passeio tipicamente europeu, norte-americano e asiático dentro do Brasil?
Essa é a proposta dos 20 trens que já aderiram ao Projeto: Trem do Corcovado (RJ); Trem das Montanhas Capixabas (ES); da Serra da Mantiqueira (MG); das Águas (MG); das Cachoeiras (MG); do Pantanal (MS; do Forró (PE); da Serra do Mar Paranaense (PR); Porto União a União da Vitória (PR/SC); do Vinho (RS); Vale do Taquari (RS); dos Pampas (RS); das Termas (SC); da Serra do Mar (SC); das Bromélias (SC); da Moita Bonita (SP); Expresso Turístico CPTM – Luz a Jundiaí; Expresso CPTM – Luz a Mogi das Cruzes; Expresso Turístico CPTM – Luz a Paranapiacaba; Trem da Estrada Real (RJ).
O povo brasileiro não cultiva o hábito de viajar de trem, comum aos americanos e europeus. Agora, com essas opções, os trens estruturados poderão levar os turistas a viagens incríveis pela história do Brasil, conhecer grandes e pequenas cidades do interior e provar a gastronomia local, visitar lojinhas de artesanato e curtir uma aventura que normalmente os brasileiros só fazem no exterior.
O Circuito das Águas, por exemplo, é um trajeto de São Lourenço a Soledade, no sul de Minas, num percurso de 10 km pela ferrovia construída pelos ingleses há 115 anos. Um legendário caminho de ferro percorrido por Dom Pedro II e sua comitiva imperial em busca do ameno clima mineiro e das águas medicinais da região. Já o passeio pelas Montanhas Capixabas, no trecho de 46 km, une história e cultura às belíssimas paisagens da Mata Atlântica. O trem é uma Litorina, com poltronas de couro, grandes janelas, ar-condicionado e serviço de bordo. A ferrovia foi inaugurada em 1895, conhecida por Leopoldina Highway, em homenagem a Maria Leopoldina, primeira imperatriz do Brasil. Outra atração muito requisitada é a ferrovia imperial Curitiba-Paranaguá, inaugurada em 1880, considerada impossível de ser realizada por inúmeros engenheiros europeus da época. São 110 km de pontes, túneis que se perpetuam no tempo. Um magnífico e arrojado projeto que propicia aos passageiros um verdadeiro êxtase com a maravilhosa paisagem.
Estamos entrando em uma nova era da economia mundial. É a chamada era do conhecimento, onde as tecnologias sofisticadas geram produtos e serviços altamente rentáveis. A educação, a ciência e a pesquisa se unem e geram produtos e soluções. Porém, um setor da atual economia permanecerá entre as atividades mais rentáveis e sustentáveis. É justamente o turismo. Esse setor, que se manterá rentável e forte gerador de emprego. O Brasil, até agora, caminhou bem devagar no inventivo ao turismo. Precisamos dar força a essa locomotiva. Colocar energia e mais investimentos nesse setor irá trazer desenvolvimento limpo, gerar empregos e distribuir renda.
Defender a ideia dos trens de turismo, por isso, é pensar estrategicamente no futuro, na modernidade e na sustentabilidade.
*Vicente Vuolo é economista, cientista político e analista legislativo do Senado Federal.
Fonte - Diário de Cuiabá  03/07/2015

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A CAF fornecerá 20 novos trens para o Metrô de Medellin

Transportes sobre trilhos

A compra dos novos trens pela Empresa de Transporte de Masivo Valle de Aburrá, dar-se em função do crescimento do numero de passageiros,e as composições deverão aumentar a capacidade de atendimento da nova demanda.

Railway Gazette
Railway Gazette
A fabricante de espanhola de trens CAF anunciou mo dia 2 de julho a assinatura de um contrato no valor de € 89 milhões com a Empresa de Transporte Masivo Valle de Aburrá, para fornecimento de 20 trens com três carros cada para o metrô de Medellín. CAF informou que a compra dos novos trens dar-se em função do crescimento do numero de passageiros,e as composições deverão aumentar a capacidade de atendimento da nova demanda. CAF já havia fornecido 13 trens de três carros para Medellín através de um contrato firmado em 2009,e uma opção para o fornecimento de mais três trens foi feita em janeiro de 2014. A primeira delas deverá ser entregue na Colômbia em breve. Com duas linhas o metrô Medellín tem 35 km e  27 estações.
Fonte - Railway Gazette  03/07/2015

Tradução e adaptação de texto - Pregopontocom
Original text - http://www.railwaygazette.com/news/news/cs-america.html

Informações complementares


Mapa do metrô de Medellim
http://medellininfo.com/metro/lines.html

Cozinha Comunitária beneficia moradores do Pelourinho e região

Inclusão Social

O projeto, resultado de uma parceria entre o Governo do Estado da Bahia, a Associação dos Moradores e Amigos do Centro Histórico de Salvador (Amac) e centros de capacitação profissional, como os serviços de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), é uma experiência inovadora em organização comunitária e economia solidária.

Sedur
foto - Camila Souza/GOVBA
Com portas abertas e clima festivo, foi inaugurada nesta quinta-feira (2), em pleno coração do Centro Histórico de Salvador e ao ritmo dos tambores da Banda Didá, a Cozinha Comunitária do Pelourinho. O projeto, resultado de uma parceria entre o Governo estadual, a Associação dos Moradores e Amigos do Centro Histórico de Salvador (Amac) e centros de capacitação profissional, como os serviços de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), é uma experiência inovadora em organização comunitária e economia solidária.
Orçado em R$ 925 mil, o empreendimento vai beneficiar, inicialmente, cerca de 358 famílias, moradoras do Pelourinho e adjacências, oferecendo variedade e qualidade, com refeições típicas da culinária baiana contemporânea, a exemplo de alimentos orgânicos, dietas balanceadas e pratos nutritivos servidos a baixo custo.
Após visitar as áreas de produção, o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, parabenizou a apresentação da Banda Didá, formada por moradoras do Pelourinho, e ressaltou que o desafio dos associados vai além da obra física, sendo imprescindível estabelecer uma rede de parceria com o Estado, buscando, cada vez mais, emendas parlamentares e capacitação com o Sebrae e Senac. “A entrega desta Cozinha Comunitária é fundamental para o Governo, porque representa, sobretudo, a inclusão dos moradores do Pelourinho. Queremos que vocês, aqui, cozinhem oferecendo um preço melhor, com alimentos de qualidade, orgânicos e vindos da agricultura familiar”.
Funcionado em um imóvel, localizado à Rua da Oração, 24, no Pelourinho, a Cozinha Comunitária vai operar com equipamentos modernos e equipe capacitada em gastronomia, movimentando o espaço de um antigo casarão, que foi totalmente reestruturado e, agora, apresenta instalações modernas e prontas para atender baianos e turistas.
O titular da SDR enfatizou que o projeto, executado por instituições, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à secretaria, está entre o conjunto de projetos desenvolvidos em áreas prioritárias, a serem entregues pelo Governo à população. “Estamos felizes em fazer esta entrega nesta data, 2 de julho, que representa a liberdade e democracia no país, porque sabemos que não há democracia com bolso vazio e sem emprego, trabalho e escola”.

Inclusão social
Para o secretário de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Álvaro Gomes, o empreendimento é um exemplo concreto de que a economia solidária pode ser um fator de inclusão social e redução das desigualdades sociais. “Temos essa parceria com a SDR e com a SPM [Secretaria de Política para as Mulheres], para fortalecimento da luta em defesa destas trabalhadoras”, disse.
A secretária de Políticas para as Mulheres, Olívia Santana, destacou que a Cozinha do Pelourinho é uma conquista da comunidade local que, ao invés de sair do local, venceu a luta e garantiu seu espaço. “Estamos celebrando a parceria com o secretário Jerônimo, através da SDR, e lembramos que ele teve papel destacado na participação do PPA [Plano Plurianual]. Sabemos que, a partir desta parceria, poderemos fazer mais pela inclusão social”.
A presidente da Amac, Gessilda Melo, moradora há mais de 40 anos do Pelourinho, não tem dúvidas de que os equipamentos da nova cozinha comunitária vão transformar a vida da comunidade local. “Com essa cozinha, haverá mais emprego, renda, autoestima e inclusão social para todos nós. A Superintendência de Economia Solidária e o Governo acreditaram em nossa capacidade. Estamos satisfeitos em poder contribuir para melhorar a qualidade de vida dos moradores”.

Qualificação profissional
foto - Camila Souza/GOVBA
O coordenador técnico do projeto da Cozinha Comunitária, Rilton Primo, informou que a cozinha nasceu com as funções de fornecer alimentação a preço popular para pessoas do Centro Histórico, do Pelourinho até o Campo Grande, capacitar jovens nas áreas de Gastronomia e Panificação, e fornecer alimentação para entidades beneficentes, como creches, através da associação.
“Temos, aqui, 108 famílias beneficiadas diretamente e 250 indiretamente. Essa cozinha representa a possibilidade de qualificação profissional para jovens e adolescentes, principalmente, mulheres e afrodescendentes. Vai dar também segurança alimentar e nutricional, porque garantimos a qualidade através de nutricionistas”. Ele também ressaltou que o projeto, além de gerar emprego e renda, confere autonomia aos trabalhadores e trabalhadoras, não existindo patrão nem empregado, permitindo a participação de todos.
Ainda segundo o coordenador, o Governo foi fundamental, sendo responsável pela Cozinha Comunitária e outras iniciativas de economia solidária, como os Centros Públicos de Economia Solidária da cidade, que têm dado suporte técnico e consultoria. “Sem esse apoio, seria impossível realizar projetos como esse. Em nossa gestão, temos plano para trabalhar com uma cooperativa, que será criada para gerenciar a unidade diariamente. Vamos trabalhar com parceiros importantes, como o Senac, para a qualificação das pessoas que estão fazendo o treinamento, a panificação e a alimentação orgânica. Esses cursos vão continuar, porque aqui é também um centro de formação em gastronomia”, informou Rilton.

Instalações
foto - Camila Souza/GOVBA
O imóvel foi disponibilizado pela Diretoria do Centro Antigo de Salvador (DIRCAS), da Conder. A reforma incluiu reparos das instalações elétricas, hidráulicas, instalação de exaustor industrial e tanques de água com adição de mais de três mil litros de água, conforme recomendação e aprovação da vigilância sanitária e os pisos, cumpriram exigências legais com instalação de dutos de gás e câmara frigorífica. A Cozinha Comunitária do Pelourinho é resultado de ações coordenadas da Amac, SDR/CAR, Senac, Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), Casa Civil e Setre/Sesol.
Fonte - Sedur  03/07/2015

Concessão de portos e ferrovias no Brasil na mira da francesa Dreyfus

Infraestrutura

Concessão de portos e ferrovias no Brasil no radar da Dreyfus - Foi o que afirmou ontem ao Valor o executivo André Roth, presidente do conselho de administração da subsidiária no país e chefe da plataforma global de oleaginosas da empresa.No momento, o foco da múlti está no chamado "Arco Norte", mas nada impede sua participação em licitações em outras regiões. 

Valor Econômico
foto - ilustração
A multinacional francesa Louis Dreyfus Commodities (LDC), uma das maiores empresas do mundo no setor de agronegócio, está "ansiosa" para participar de licitações envolvendo as novas concessões de portos e ferrovias no Brasil. Foi o que afirmou ontem ao Valor o executivo André Roth, presidente do conselho de administração da subsidiária no país e chefe da plataforma global de oleaginosas da empresa.
Já há alguns anos, a LDC tem investido pesadamente em logística no Brasil, "para continuar bastante competitiva", segundo Roth. No momento, o foco da múlti está no chamado "Arco Norte", mas nada impede sua participação em licitações em outras regiões. "Temos capital alocado para entrar nas concessões caso sejam atrativas", afirmou.
De qualquer forma, o Norte seguirá no foco. A múlti acredita que, na região, serão abertos novos 3 milhões de hectares para a agricultura nos próximos anos, área que poderá render 30 milhões de toneladas de grãos adicionais. E, com o aumento da demanda da China, estimado em mais de 30 milhões de toneladas de grãos na próxima década, serão necessários no Brasil cinco novos portos para dar conta desse escoamento.
"Não tem como pensar em agronegócio no Brasil sem pensar na China", disse Roth. "O Brasil é o país com maior potencial para atender à demanda chinesa. Em sua opinião, o importante é que, apesar de ter mais concorrentes no mercado, o Brasil tem uma produção crescente "e isso dá oportunidade para a Dreyfus continuar tendo posição relevante no mercado".
O executivo disse, ainda, que a valorização do dólar em relação ao real ajuda a subsidiária brasileira da LDC, em parte porque tornam seus custos industriais mais competitivos na comparação com outros países em que a múlti está presente. E lembrou que o câmbio também tem colaborado para preservar as margens dos produtores mesmo com os preços das commodities agrícolas em geral mais baixos. "A agricultura do Brasil continuará competitiva mesmo com o ambiente de baixa e preços", concluiu Roth.
Fonte - Revista  Ferroviária  03/07/2015

Escritora argentina diz que sucesso da América Latina depende do Brasil

Cultura

A professora Beatriz Sarlo, na sessão de abertura da Flip 2015,Festa Literária Internacional de Paraty, comparou ontem (2) as viagens que o escritor Mário de Andrade,o homenageado deste ano na Flip, fez no fim da década de 1920.A escritora ressaltou que o Brasil é muito grande, é o "primo rico" do continente e se estabelece como potência mundial, apesar dos problemas. 

Akemi Nitahara
Repórter da Agência Brasil 
Tânia Rêgo/Agência Brasil
O Brasil é uma potência mundial e os países vizinhos torcem para o seu sucesso, pois dependem dele para também se desenvolver, disse a escritora argentina Beatriz Sarlo, uma das principais atrações da 13ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).
Ela comparou ontem (2) as viagens que o escritor Mário de Andrade, o homenageado deste ano na Flip, fez no fim da década de 1920, relatadas em O Turista Aprendiz, e suas próprias viagens pela América Latina, na década de 1960, registradas no livro Viagens: da Amazônia às Malvinas.
Beatriz diz que, ao contrário do modernista, que era um etnógrafo e buscou retratar as manifestações culturais regionais, ela “era totalmente ignorante”. “Foi uma viagem de aprendizagem. Aprendi enquanto trabalhava. Eu não sabia nada de nada, imaginava que havia uma revolução na América Latina e que seríamos um povo unido e revolucionário.”
De acordo com ela, a revolução que se imaginava na época em que o continente estava tomado por ditaduras militares não ocorreu. Porém, muita coisa mudou e fez com que a América Latina se tornasse um continente viável atualmente.
Para Beatriz, a evolução do continente ocorre com uma grande potência no meio, que é o Brasil. "Todos rezam para que seja um país bem-sucedido, porque todos serão bem-sucedidos" junto com ele.
A escritora ressaltou que o Brasil é muito grande, é o "primo rico" do continente e se estabelece como potência mundial, apesar dos problemas. “Aqui há muita corrupção, mas no meu país também tem e não há ninguém preso por isso. Na Argentina, jamais um 'mão direita' do presidente vai para a cadeia. Houve mudanças muito importantes.”
Sobre literatura, Beatriz Sarlo afirmou que a crítica literária perdeu importância, que atualmente “não ajuda mais a vender livros”. Ela acrescentou que dificilmente a atual geração deixa algum clássico, tanto na literatura quanto na música.
“Para os jovens que estão entrando na escola hoje em dia, os clássicos são a cultura do passado, a ideia do que é clássico está em crise. Para os que são 15 anos mais jovens do que os que estão aqui, acho que nem temos clássicos da música pop. Na minha época, era muito claro que o clássico eram os Beatles", destacou.
Beatriz Sarlo participou da abertura da Flip na quarta-feira (1º), quando apresentou uma perspectiva das vanguardas latino-americanas das décadas de 1920 e 1930 . Neste sábado, a escritora volta à Tenda dos Autores, na mesa Turistas Aprendizes, para debater literatura de viagem com a portuguesa Alexandra Lucas Coelho, que cobriu, como correspondente do jornalPúblico, conflitos armados no México, Afeganistão, Iraque e Egito, além de ter passado um ano no Brasil, que resultou no livro Vai, Brasil, lançado no ano passado.
Fonte - Agência Brasil  03/07/2015

Justiça nega recurso da Prefeitura do Rio contra a redução da tarifa dos ônibus

Tarifas de ônibus

Rio - Recurso da Prefeitura do Rio contra a redução da tarifa é negado pela justiça.O juiz Alexandre de Carvalho Mesquita, da 3ª Vara da Fazenda Pública da cidade argumentou que a prefeitura não trouxe nenhum fato novo à ação. Prefeitura e consórcios ainda têm 30 dias para entrar com o embargo em instância superior.

Renato lobo

A justiça negou o recurso por parte da prefeitura do Rio de Janeiro e de empresas de ônibus contra a decisão de revogação da tarifa do transporte na capital fluminense.
A administração municipal e os consórcios Transcarioca, Intersul, Internorte e o Santa Cruz podem entrar com recursos em outras instancias.
O juiz Alexandre de Carvalho Mesquita, da 3ª Vara da Fazenda Pública da cidade argumentou que a prefeitura não trouxe nenhum fato novo à ação. Prefeitura e consórcios ainda têm 30 dias para entrar com o embargo em instância superior.
No começo do mês passado foi determinado pelo conselheiro do TCM – RJ – Tribunal de Contas do Rio Janeiro, Ivan Moreira, a redução no valor da passagem de ônibus de R$ 3,40 para R$ 3,25, após auditoria.
Fonte - Via Trólebus  03/07/2015

MRS fará transporte de contêiner entre margens do porto de Santos

Transportes sobre trilhos

"Foi uma quebra de paradigma. Começamos a testar e vimos que dava para fazer", diz Guilherme Alvisi, gerente geral de negócios da MRS. Segundo ele, o mercado é promissor, pois muitos contêineres são desembarcados do navio em um terminal, mas a carga é desembaraçada em outro, no caso da importação. O mesmo vale na mão inversa, quando o contêiner é estufado em um local e levado a outro para ser embarcado no navio.

Valor Econômico
foto - ilustração/Revs.Ferroviária
A MRS iniciou um serviço inédito de transporte de contêineres por ferrovia entre as duas margens do porto de Santos (SP) ¬ Santos e Guarujá. Até então, a transferência de contêineres entre os terminais localizados nos dois lados era feita 100% via caminhão. O percurso de menos de 40 quilômetros não era considerado economicamente viável para a ferrovia.
"Foi uma quebra de paradigma. Começamos a testar e vimos que dava para fazer", diz Guilherme Alvisi, gerente geral de negócios da MRS. Segundo ele, o mercado é promissor, pois muitos contêineres são desembarcados do navio em um terminal, mas a carga é desembaraçada em outro, no caso da importação. O mesmo vale na mão inversa, quando o contêiner é estufado em um local e levado a outro para ser embarcado no navio.
O serviço começou a funcionar em junho e desde então foram transportados 132 Teus (contêineres de 20 pés) entre o Teval, terminal da Libra na retroárea de Santos que serve como um pulmão de transferência, e os terminais portuários Embraport e Santos Brasil, em Guarujá. O percurso é feito porta a porta, já que as instalações têm ramais ferroviários que se conectam à malha da MRS ¬ um diferencial competitivo.
A MRS vislumbra potencial no negócio, já que tem uma capacidade instalada para fazer 3 mil Teus anuais na rota. A intenção agora é, além de dar escala à operação com os atuais clientes, expandir o negócio junto aos demais terminais que também têm ramal ferroviário.
A Embraport, da Odebrecht Transport e da Dubai Ports World, iniciou a recepção de contêineres do Teval via ferrovia em modo teste, mas vê possibilidade de ela se tornar sistemática, com a recente inauguração de seu pátio ferroviário.
"O nosso grande objetivo com o pátio ferroviário é buscar sinergia com as operações de comércio exterior dos navios [cargas de exportação e importação]", diz Fabio Siccherino, diretor de novos negócios da Embraport.
A principal bandeira para atrair o contêiner do caminhão para o trem é o custo do serviço, mais em conta que o transporte rodoviário, dada a economia de escala. A operação é feita com vagões "double stack", que empilham até quatro Teus.
O Teval também enxerga na modalidade um grande potencial. "Somos um operador logístico, nosso compromisso é entregar a carga no prazo. A transferência para os trilhos passa a ser importante porque hoje o trânsito entre Santos e Guarujá cria dificuldades", diz Daniel Brugioni, diretor geral da Libra Logística. Segundo ele, a opção pelo trem fica 12% mais em conta que o caminhão, além de ser ambientalmente mais sustentável.
Atualmente, dos 3 mil contêineres que o Teval opera por mês, 700 são destinados ao Guarujá. A capacidade para transporte ferroviário do Teval entre Santos e Guarujá é mais que o dobro desse volume.
Fonte - Revista Ferroviária  03/07/2015

Não representarei esse Brasil que SEGREGA, desabafo de Joanna Maranhão

Maioridade penal

'Não representarei esse Brasil que segrega',desabafa Joanna Maranhão. - Ela se manifesta no Facebook e se posiciona contra a redução da maioridade penal.A hashtag ‘#CunhaGolpista’,usada pelos contrários à redução da maioridade penal,chegou ao topo dos assuntos mais comentados no Twitter

O DIA
 foto - Reprodução Facebook
Rio - A nadadora Joanna Maranhão publicou nesta quinta-feira um vídeo em seu perfil no Faceboook se posicionando contra a redução da maioridade penal, aprovada ontem para casos de crimes hediodos, homicídios dolosos e lesão corporal seguida de morte, na Câmara dos Deputados. A hashtag ‘#CunhaGolpista’, usada pelos contrários à redução da maioridade penal, chegou ao topo dos assuntos mais comentados no Twitter, ainda durante a madrugada. Já a hashtag de comemoração pela aprovação da PEC (#CunhaMeRepresenta) não alcançou o mesmo sucesso.
Na descrição do vídeo, a esportista disse que "pensou bastante" antes de fazê-lo, mas que "considera o desabafo necessário" para sua saúde mental. "Estou a caminho do meu quarto campeonato pan-americano mas não representarei esse Brasil que segrega e que não se compadece", escreveu.
Joanna também afirmou que não consegue desassociar sua representatividade na competição internacional a política do país. "Já é a segunda vez que amanheço e tomo conhecimento dessas manaobras criminosas que Eduardo Cunha tem feito no Congresso e eu sinto um desgosto muito grande. Não sou a favor da maioridade penal e não há nada, nenhum dado que me convença de que isso resolve violência. A gente sabe que no Brasil quem vai ser preso é menor de idade preto e de favela", desabafou.
"Gostaria que os nossos problemas fossem resolvidos na raiz deles. (...) Vou para o pan-americano defender o meu país, mas eu não vou estar representando essas pessoas que batem palma para Feliciano, Bolsonaro, Eduardo Cunha, Malafaia... Não são vocês que eu vou estar representando", concluiu.
Fonte - O Dia  02/07/2015

Confira AQUI  o vídeo na íntegra

Prorrogados os prazos para apresentação de estudos técnicos de ferrovias

Ferrovias

A extensão dos prazos, constantes na Portaria nº 140 publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (1º/7), visa possibilitar as empresas a aperfeiçoar os estudos às definições na nova etapa do PIL, lançada no dia 9 de junho último.

Ministério dos Transportes
foto - ilustração
O Ministério dos Transportes prorrogou até 31 de agosto os prazos finais para a elaboração e apresentação dos estudos técnicos referentes à implantação de estrutura de dois trechos ferroviários: EF-151, entre Açailândia/MA e Barcarena/PA; e Estrela D'Oeste/SP e Dourados/MS. Os trechos estão previstos na nova etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL) para concessão à iniciativa privada.
A extensão dos prazos, constantes na Portaria nº 140 publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (1º/7), visa possibilitar as empresas a aperfeiçoar os estudos às definições na nova etapa do PIL, lançada no dia 9 de junho último. Os estudos dos trechos ferroviários têm como objetivo ampliar o processo licitatório, já que oferecerão aos interessados bases sólidas para o desenvolvimento de suas propostas.
Fonte - ABIFER  02/07/2-15

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Manifestações culturais marcam participação popular no 2 de Julho

Bahia - Festa Cívica 

Diversos grupos sociais participaram do cortejo, enquanto as fanfarras e filarmônicas deram o tom da festa. Ao som de canções famosas da música popular brasileira, a Fanfarra Duque de Caxias (Fanduc), banda do Colégio Estadual Duque de Caxias, que fica na Liberdade, esperava para entrar no cortejo ainda na Lapinha. Cerca de 60 alunos e ex-alunos da escola participam do desfile desde 1992 e ensaiam durante o ano inteiro para o Dia da Independência da Bahia.

Secom
foto - Alberto Coutinho/GOVBA
O democrático Desfile do 2 de Julho, nesta quinta-feira (2), abriu espaço para as mais diversas manifestações artísticas, culturais, religiosas e protestos pacíficos. O cortejo, que celebra as lutas pela Independência do Brasil na Bahia, foi acompanhado por autoridades, além de baianos e turistas que caminharam, durante a manhã, da Lapinha até a Praça Municipal, no Centro Histórico de Salvador. O percurso atrás dos carros que levavam o Caboclo e a Cabocla - símbolos da independência baiana - durou cerca de quatro horas.
Diversos grupos sociais participaram do cortejo, enquanto as fanfarras e filarmônicas deram o tom da festa. Ao som de canções famosas da música popular brasileira, a Fanfarra Duque de Caxias (Fanduc), banda do Colégio Estadual Duque de Caxias, que fica na Liberdade, esperava para entrar no cortejo ainda na Lapinha. Cerca de 60 alunos e ex-alunos da escola participam do desfile desde 1992 e ensaiam durante o ano inteiro para o Dia da Independência da Bahia.
Neste ano, vestidos de preto e branco, os integrantes foram comandados pelo regente Carlos Almeida, mais conhecido como Carlos Show, antigo aluno do Duque de Caxias. “Estamos muito emocionados e eu, em especial esse ano, já que me interessei pela escola depois de começar a participar da fanfarra. Concluí os estudos no ano passado e, hoje, além de regente, sou estudante de artes cênicas”.

Filarmônicas do interior
Além de dez colégios estaduais, as cidades do interior participaram com as filarmônicas, como a estreante Lira São Bernardo, do município de Alcobaça, no sul da Bahia. Para o regente, Luís Lima, a presença da banda no desfile é motivo de orgulho para ele e para os alunos, que esperavam no Pelourinho para participar do cortejo. “É muito gratificante que a gente tenha espaço para mostrar o trabalho que estamos desenvolvendo no interior do estado e participar junto com todo mundo da festa”.
Para o secretário estadual de Cultura, Jorge Portugal, essa é uma das manifestações populares mais importantes para o calendário nacional, e não somente baiano. “Desde o dia 25 de junho, em Cachoeira, que estamos promovendo a Rota da Independência, com atividades que vão durar o mês inteiro, em comemoração ao sangue que foi derramado na Bahia”.

foto -  Mateus Pereira/GOVBA
Luta feminina
Muitos grupos sociais aproveitaram o cortejo para protestar e levar suas reivindicações para as ruas. A Marcha das Vadias - movimento feminino que tem bandeira contra a violência e assédio sexual e pelo respeito pelas mulheres - foi representado por um grupo de jovens. Entre eles, a estudante Gabriele Vitena, que viu no Dois de Julho a oportunidade de lutar por uma sociedade mais igualitária. “Esse já é o quinto ano da marcha e nessa data, que é tão importante para a Bahia, não tinha como nós não participarmos”.
Segundo a secretária de Política para as Mulheres, Olívia Santana, essa festa tem a marca das mulheres, de Maria Quitéria, de Joana Angélica e da Cabocla, que é o maior símbolo de participação feminina. “Reconheço o 2 de Julho como a festa mais genuinamente popular, mais democrática que temos na Bahia e que simboliza a capacidade das mulheres de lutar e fazer política para mudar o nosso estado”.

Direitos humanos
O engenheiro ambiental Jônatas Spínola segurava uma placa e usava uma camisa em prol dos direitos humanos. “Esse é um espaço democrático, que representa muito para o estado da Bahia. E é um momento ideal para levantar bandeiras como dos direitos humanos, do meio ambiente, redução da maioridade, e fazer um alerta à sociedade para esses debates”.
Até os super-heróis decidiram aparecer no cortejo. O radialista comunitário Luís Lobo saiu de casa fantasiado de super-homem para lutar por aquilo que acredita. No Pelourinho, ele carregava uma placa pedindo uma sociedade melhor. “Eu acho que precisamos de super-heróis simbolicamente, precisamos nos espelhar nos nossos heróis da independência, sair do comodismo e lutar pelos direitos que desejamos. Se hoje temos alguns direitos adquiridos é porque homens e mulheres lutaram por isso. E precisamos fazer o mesmo”.

Segurança
Mais de 1600 homens e mulheres da Polícia Militar foram mobilizados para fazer a segurança de quem participou e acompanhou o desfile. A operação especial para celebrar a Independência da Bahia teve início com a transferência do Governo do Estado para Cachoeira, no dia 25 de junho, e segue até o próximo domingo (5), com a volta do Caboclo para a Lapinha. Segundo o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, os policiais se envolveram em todo o preparativo cultural do festejo. "Nossa participação se inicia antes mesmo da festa começar, porque reconhecemos a importância dessa data, quando a independência do Brasil se consolidou e onde bravos homens e mulheres lutaram pelo nosso País".
Além de fazer a segurança da população durante o trajeto, os policiais também participaram dos festejos com a banda da PM, que seguiu logo atrás do carro onde foi levado o Caboclo. Para o regente da banda, o tenente Roque Bispo, participar de um marco importante para o estado é uma forma de mostrar que o trabalho da polícia vai além da promoção de segurança. "Estamos aqui também promovendo a cultura, porque a corporação não se resume à presença ostensiva nas ruas. Por isso fazemos questão de sempre estar presentes no Dois de Julho e promover também nossos projetos culturais e sociais".
Fonte - Secom Ba.  02/07/2015

VLT será inaugurado no centro do Rio com 10 paradas a menos

Transportes sobre trilhos

Prefeitura vai inaugurar VLT do Centro com 10 paradas a menos,alguns trechos do sistema foram cancelados.Linhas estão sendo replanejadas pela prefeitura. Em dois meses, testes vão começar nos trilhos

Gustavo Ribeiro - O Dia
foto -  O Dia
A nove meses do início da operação comercial do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Centro, o projeto ainda passa por redimensionamento das linhas. Em vez dos 42 pontos de embarque e desembarque anunciados na época da licitação, o sistema contará, de fato, com 32 paradas, 10 a menos do que o projeto original. Além disso, alguns trechos do traçado previsto inicialmente foram suprimidos.
Antes, o plano de implantação previa seis linhas interligando o Centro à Zona Portuária. Agora, a prefeitura ainda estuda quantas rotas serão criadas sobre o que considera os dois eixos do sistema — um conectando a rodoviária ao Aeroporto Santos Dumont, e outro, a Central do Brasil à Praça 15. Segundo o secretário especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas do município, Jorge Arraes, as linhas do VLT estão sendo revistas à medida que a Secretaria Municipal de Transportes estuda a reconfiguração dos trajetos dos ônibus.
“O VLT, por definição, é um meio de transportes integrador com os demais e vai diminuir a quantidade de ônibus circulando na cidade. Em função do estudo das linhas de ônibus, vamos fazer um novo estudo do serviço e das linhas do VLT”, explicou. Comparando os mapas, é possível ver que o passageiro que sair das barcas na Praça 15 não terá mais ligação direta para o aeroporto. Ele vai precisar pegar um VLT até a Rio Branco e outro para o Santos Dumont. Outro trecho deixado de lado é o que ligaria a estação São Diogo, na região da Leopoldina, até a Central em linha paralela aos trilhos da SuperVia.
Segundo o secretário, algumas composições começarão os testes nos trilhos em dois meses. Ele afirma que todo o sistema será inaugurado até abril de 2016.

Primeira composição chega ao Rio
A primeira composição do VLT, fabricado na França, chegou ao Rio na sexta-feira e permanece no Porto. Além da primeira, mais quatro composições virão do país europeu e outras 27 serão produzidas em Taubaté (SP).
A partir deste sábado, às 14 horas, novas vias do Centro terão alterações para a continuidade das obras. A Praça da República será interditada entre a Presidente Vargas e Rua da Constituição. As obras fecham também novo trecho da Rua da Constituição, entre a Praça da República e a Rua Gomes Freire. Os cruzamentos ao longo das vias serão mantidos, e a Rua República do Líbano passará a operar em mão invertida. Haverá mudança em itinerários de ônibus da região a partir das 14 horas de sábado, 4 de julho.
Fonte - O Dia 02/07/2015

15 linhas de ônibus deixam de utilizar Estação Iguatemi a partir dessa quinta feira (03)

Mobilidade

A mudança na Estação Iguatemi ocorre nesta quinta-feira. Por conta das obras do metrô, 15 linhas deixaram de circular na via exclusiva, alterando o itinerário dos coletivos.

A Tarde
Da Redação
Eduardo Martins - Ag. A TARDE
Os usuários de ônibus devem ficar atentos às mudanças que acontecem a partir desta quinta-feira, 2, na Estação de Transbordo do Iguatemi, em Salvador. Por conta das obras do metrô, 15 linhas deixaram de circular na via exclusiva, alterando o itinerário dos coletivos.
Conforme as informações da prefeitura, as linhas que sofreram alteração vão usar vias de comum acesso.
No total, 12 destas linhas trafegam pela avenida Tancredo Neves com destino ao subúrbio ferroviário. Por conta das mudanças, os ônibus vão passar pelo início da avenida Paralela, com retorno no viaduto Luís Eduardo Magalhães.
Já o ponto de ônibus vai ser transferido para a passarela de Pernambués, em frente à Madeireira Brotas, e para a plataforma 1 da estação rodoviária.
As linhas restantes, que saem da avenida Antônio Carlos Magalhães (ACM), com destino à Paralela, passam a trafegar pela avenida Tancredo Neves. Assim, os coletivos vão parar nos pontos da avenida ACM, em frente ao GBarbosa, e na passarela do banco Itaú.
Os usuários que utilizam as linhas que circulam pela Grande Salvador e passam pela via exclusiva, no sentido Paralela, também devem ficar atentos, pois os coletivos também vão deixar de transitar no local.

Veja aqui quais linhas mudam a partir desta quinta-feira -
http://atarde.uol.com.br/transito/noticias/1693579-15-linhas-de-onibus-deixam-de-circular-na-estacao-iguatemi
Fonte - A Tarde  02/07/2015

Estudo mostra que 54% dos jovens até 19 anos concluíram o ensino médio no Brasil

Educação

O movimento Todos Pela Educação divulga o relatório De Olho nas Metas, publicado a cada dois anos a fim de acompanhar os indicadores educacionais do Brasil.No ensino fundamental, 71,7% dos estudantes conseguiram se formar até os 16 anos.

Camila Boehm 
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
Em 2013, 54,3% dos jovens concluíram o ensino médio até os 19 anos, idade considerada adequada, segundo o movimento da sociedade civil Todos Pela Educação. No ensino fundamental, 71,7% dos estudantes conseguiram se formar até os 16 anos. Porém, as metas intermediárias definidas pelo movimento para o ano de 2013 eram 63,7% e 84%, respectivamente
O movimento Todos Pela Educação divulga hoje (2) o relatório De Olho nas Metas, publicado a cada dois anos a fim de acompanhar os indicadores educacionais do Brasil. Os resultados desta edição referem-se aos anos de 2013 e 2014.
São cinco metas monitoradas no documento: a permanência de crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos na escola, a alfabetização até os 8 anos, o aprendizado adequado de acordo com o ano cursado, a conclusão do ensino médio 19 anos e investimento em educação ampliado e bem gerido.
Até 2022, prazo estipulado pela entidade para atingir todas as metas, pelo menos 95% dos jovens brasileiros de 16 anos deveriam completar o ensino fundamental e 90% dos jovens de 19 anos deveriam concluir o ensino médio.
Segundo o movimento, os números apresentados no relatório mostram desafios que o país ainda precisa enfrentar na área de educação, como incluir aproximadamente 2,8 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos na educação básica e garantir aprendizado adequado aos estudantes. Atualmente, só 9,3% dos estudantes do ensino médio apresentaram proficiência esperada em matemática, em 2013. No mesmo ano, 27,2% desses alunos tiveram o aprendizado esperado em português. Os valores estão também abaixo das metas intermediárias definidas pelo movimento Todos pela Educação para o ano – 28,3% e 39%, respectivamente.
Os estudantes do 5º ano do ensino fundamental apresentaram melhor desempenho na proficiência média dos alunos em 2013, o que foi atribuído ao acréscimo de um ano ao nível fundamental. “O estudo comprova que a expansão do ensino fundamental para nove anos, que na maioria dos municípios significou antecipar a entrada das crianças, foi um avanço importante e necessário para melhorar o desempenho escolar, especialmente dos que não tiveram acesso à educação infantil”, explicou Alejandra Meraz Velasco, coordenadora-geral do movimento Todos pela Educação.
Ela alerta, no entanto, que o efeito dessa medida irá se esgotar e, considerando os baixos níveis de proficiência que ainda persistem, outras políticas precisam ser garantidas para assegurar o direito à aprendizagem. “A partir de 2016, a pré-escola se torna obrigatória, antecipando a obrigatoriedade do ingresso das crianças na escola em dois anos. É preciso definir qual será a base curricular para essa etapa de tal forma que os anos adicionais de escolaridade se traduzam na melhoria da qualidade da educação”, acrescentou, em nota, o movimento.
O relatório mostra que, ainda em 2013, o investimento público direto em educação no Brasil foi 5,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados de investimento específico em educação básica estão no patamar de 4,7%, o que mostra uma tendência de crescimento desde 2000, quando o investimento era 3,2%.
Fonte - Agência  Brasil  02/07/2015

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Balança comercial tem maior resultado para primeiro semestre em três anos

Economia

Em junho, a balança registrou superávit de US$ 4,527 bilhões, revertendo o resultado negativo de cerca de US$ 2,305 bilhões acumulados até maio. No mês passado, o país exportou US$ 19,628 bilhões e importou US$ 15,101 bilhões. Segundos os dados, o superávit em junho foi o segundo melhor resultado para o mês, perdendo apenas para junho de 2009 (US$ 4,603 bilhões).

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A balança comercial – diferença entre exportações e importações – fechou o primeiro semestre com superávit acumulado de US$ 2,222 bilhões, de acordo com números divulgados há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O resultado é o melhor para o período desde 2012, a última vez que o indicador tinha registrado superávit nos seis primeiros meses do ano.
Em junho, a balança registrou superávit de US$ 4,527 bilhões, revertendo o resultado negativo de cerca de US$ 2,305 bilhões acumulados até maio. No mês passado, o país exportou US$ 19,628 bilhões e importou US$ 15,101 bilhões. Segundos os dados, o superávit em junho foi o segundo melhor resultado para o mês, perdendo apenas para junho de 2009 (US$ 4,603 bilhões).
Contribuíram para o superávit da balança comercial os embarques da safra de grãos, principalmente de soja, e a exportação de uma plataforma de petróleo de US$ 690 milhões. Vendido pela Petrobras a uma subsidiária da estatal no exterior, o equipamento foi alugado pela petroleira e não chegou a sair do país. Tanto o ministério quanto a Petrobras asseguraram que a operação seguiu as normas de contabilidade internacional.
No acumulado do ano, a melhoria do resultado da balança decorreu do fato de que as importações estão caindo mais que as exportações. De janeiro a junho, o Brasil exportou US$ 94,329 bilhões, queda de 14,7% pela média diária. As importações somaram US$ 92,107 bilhões, com recuo de 18,5%, também pela média diária.
Em relação às exportações, todas as categorias de produtos acumulam queda no ano. A venda de produtos básicos caiu 21,6% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2014, impactadas principalmente pela queda no preço internacional das commodities (bens agrícolas e minerais com cotação internacional).
As exportações de manufaturados caíram 8% de janeiro a junho, com destaque para óleos combustíveis (-63,4%) e motores e geradores (-25,8%). As vendas de semimanufaturados recuaram 3,9%, puxadas por couros e peles (-15%), açúcar em bruto (-13,9%) e óleo de soja em bruto (-12,4%).
Nas importações, as maiores quedas foram na compra de combustíveis e lubrificantes (-36%) e de bens de capital (-15,8%). A importação de matérias-primas caiu 15,1% e a compra de bens de consumo teve retração de 13,7%.
Há poucos dias, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, tinha estimado que a balança comercial fechará 2015 com superávit entre US$ 5 bilhões e US$ 8 bilhões.
Fonte - Agência Brasil   01/07/2015

China investirá 300 bilhões de yuans no transporte sobre trilhos este ano

Transportes sobre trilhos

O alto funcionário chinês afirmou que a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma colocou na lista 68 projetos a serem implementados entre 2015 e 2017. A previsão é que até 2020, as cidades de Beijing, Shanghai, Guangzhou e Shenzhen irão possuir redes completas em relação ao transporte sobre trilhos.

CRI
foto - ilustração
A China está elaborando planos para fomentar a construção do transporte sobre trilhos, da logística moderna e dos setores emergentes, assim como no aumento da competitividade nuclear do setor manufatureiro, com o intuito de manter o crescimento econômico do país, revelou hoje (30) em Beijing, o secretário-geral da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, Li Puming. Ainda segundo Li, o país irá investir 300 bilhões de yuans no transporte sobre trilhos neste ano.
O alto funcionário chinês afirmou que a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma colocou na lista 68 projetos a serem implementados entre 2015 e 2017. A previsão é que até 2020, as cidades de Beijing, Shanghai, Guangzhou e Shenzhen irão possuir redes completas em relação ao transporte sobre trilhos, enquanto Nanjing, Chongqing, Wuhan e Chengdu terão redes básicas.
Até o momento, 22 cidades chinesas oferecem acesso às linhas sobre trilhos, cuja extensão soma os 2.764 quilômetros. Está previsto que o número possa chegar aos 3.500 quilômetros até ao final deste ano. Tanto Shanghai quanto Beijing possuem uma extensão superior a 500 quilômetros.
Fonte - Revista Ferroviária  01/07/2015

Câmara rejeita a redução da maioridade penal para crimes graves

Política

Redução da maioridade penal para crimes graves é rejeitada pela Câmara.A votação, considerada histórica devido à repercussão, começou pouco depois da meia-noite.Como o texto rejeitado era um substitutivo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que o plenário deverá fazer nova votação para deliberar sobre a proposta original que diminui a maioridade penal para todos os crimes.

Luciano Nascimento 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração/Ag.Brasil
Após mais de quatro horas de discussão, o plenário da Câmara dos Deputados rejeitou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171 que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Foram 303 votos a favor, 184 contrários e três abstenções. Para ser aprovado, o texto da PEC precisava de, no mínimo, o voto de 308 deputados.
A votação, considerada histórica devido à repercussão, começou pouco depois da meia-noite. A PEC reduz a maioridade penal para a prática de crimes hediondos, como estupro, latrocínio, homicídio qualificado e lesão corporal grave, lesão corporal grave seguida de morte e roubo agravado (quando há sequestro ou participação de dois ou mais criminosos, entre outras circunstâncias).
Como o texto rejeitado era um substitutivo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que o plenário deverá fazer nova votação para deliberar sobre a proposta original que diminui a maioridade penal para todos os crimes. “Iremos deliberar no colégio de líderes a deliberação”, disse.
Em uma sessão marcada por um plenário dividido, mais de 20 deputados se revezaram na tribuna para defender e argumentar contra o relatório do deputado Laerte Bessa (PR-DF), aprovado no último dia 17, por 21 votos a 6 na comissão especial destinada a analisar o tema.
O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), disse que a maioria da bancada votaria a favor. “Nós somos favoráveis porque ele propõe a redução para os crimes hediondos, graves e sobretudo os crimes contra a vida.”
Mesma posição foi tomada pelo deputado Moroni Torgan (DEM-CE) que defendeu a redução sob o argumento de que a medida vai acabar com a sensação de impunidade. “Queremos acabar com a impunidade para esses adolescentes que cometem crimes graves e que praticamente não são punidos como se deve."
Contrário à redução, o líder do PROS, Domingos Neto (CE), argumentou que a sociedade quer o fim da impunidade, mas que muitos parlamentares também se colocam a favor para dar uma resposta à opinião pública. “Nossa bancada é contra este modelo de redução que se estende a alguns setores da sociedade, pois é discriminatório. Temos que firmar o compromisso de modernizar o Estatuto da Criança e do Adolescente [ECA]”, disse. “A opinião pública condenou Jesus Cristo e absolveu Barrabás”, complementou o vice-líder do governo, Sílvio Costa (PSC-PE).
O governo se posicionou contra a redução e defendeu como alternativa a alteração do ECA a fim de aumentar o tempo de internação para os adolescentes que cometerem crimes graves, além de mudanças na legislação para endurecer as penas para quem aliciar adolescentes para a prática de crimes. “Não podemos agir emocionalmente, mas também não podemos deixar de dar uma resposta para a sociedade. E o governo está propondo essa mudança”, afirmou o deputado José Guimarães (PT-CE).
Após a divulgação do resultado, os manifestantes contrários à redução comemoraram e cantaram o Hino Nacional. Desde a manhã, eles promoveram atos contra a PEC. Os protestos contra a aprovação da proposta reuniram integrantes de organizações estudantis, centrais sindicais e movimentos sociais contrários à redução da maioridade penal. Em frente ao Congresso Nacional, o gramado foi ocupado por manifestantes com faixas e cartazes em um ato contra a PEC.
Fonte - Agência Brasil  01/07/2015

SuperVia pede aumento da tarifa dos trens

Transportes sobre trilhos

Segundo a concessionária, os gastos com energia aumentaram 68,65%, nos últimos meses, o que representa um desequilíbrio de mais de R$ 38 milhões nas contas da empresa até novembro. Em nota, a Secretaria Estadual de Transportes alegou que vai manter o valor da passagem, mas tentará negociar com a Light outra forma de abastecimento.

O Dia
foto - ilustração
A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio (Agetransp) negou ontem, o reajuste de mais R$ 0,30 na tarifa dos trens. O acréscimo foi solicitado pela SuperVia para compensar o desequilíbrio econômico-financeiro devido ao aumento na cobrança de energia elétrica.
Segundo a concessionária, os gastos com energia aumentaram 68,65%, nos últimos meses, o que representa um desequilíbrio de mais de R$ 38 milhões nas contas da empresa até novembro. Em nota, a Secretaria Estadual de Transportes alegou que vai manter o valor da passagem, mas tentará negociar com a Light outra forma de abastecimento. Uma das opções em estudo é abater o valor das dívidas da fornecedora de energia com o Estado, em troca do serviço com a SuperVia.
A Agentransp também aplicou ontem, três multas à concessionária responsável pelos trens, no valor de R$ 114.962,63. As penalidades foram pelos incidentes ocorridos no sistema ferroviário no ano passado e em 2012. O último deles foi no dia 31 de março de 2014, quando uma composição parou entre as estações Maracanã e São Cristóvão, e passageiros tiveram que desembarcar na linha férrea.
Nas deliberações da Agência, publicadas ontem, três recursos para outras multas foram negados, sendo dois da SuperVia e um do Metrô Rio. Estas penalidades chegam a R$ 115.456,20. A SuperVia informou que fará a quitação das infrações referentes ao recurso.
Fonte - Revista Ferroviária  01/07/2015

terça-feira, 30 de junho de 2015

Brasil e China avançam em novo fundo

Internacional

Desde o anúncio, pelo menos a cada 15 dias, teleconferências entre equipes das duas instituições financeiras têm ocorrido para aprofundar a formatação do fundo. O atual momento, segundo fontes que acompanham o assunto, é de conhecimento dos arcabouços jurídicos brasileiro e chinês. Isso está sendo feito para avaliar as possibilidades de execução das operações financeiras necessárias a fim de que os recursos ingressem no Brasil e sejam destinados aos investimentos em infraestrutura.

Valor Econômico
foto - ilustração
Uma missão técnica do governo brasileiro deverá embarcar para a China em julho, com o objetivo de avançar nas negociações em torno da implantação do novo fundo anunciado pela presidente Dilma Rousseff e pelo primeiro ministro Li Keqiang para financiar projetos de infraestrutura. Paralelamente
à visita de Li a Brasília,em maio,um memorando de entendimento assinado entre a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) prevê a criação do fundo. Na ocasião, os dois países falaram numa cifra de US$ 50 bilhões ¬ basicamente, verbas chinesas geridas pela Caixa.
Desde o anúncio, pelo menos a cada 15 dias, teleconferências entre equipes das duas instituições financeiras têm ocorrido para aprofundar a formatação do fundo. O atual momento, segundo fontes que acompanham o assunto, é de conhecimento dos arcabouços jurídicos brasileiro e chinês. Isso está sendo feito para avaliar as possibilidades de execução das operações financeiras necessárias a fim de que os recursos ingressem no Brasil e sejam destinados aos investimentos em infraestrutura. O grupo de trabalho entre Caixa e ICBC deve funcionar até o fim de agosto.
Na sexta feira passada, na declaração final da 4ª Reunião da Comissão Sino Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban),o vice presidente Michel Temer e o vice primeiro ministro Wang Yang reiteraram o interesse na pronta implementação do memorando de entendimento.Uma das grandes dúvidas na iniciativa privada continua sendo a mesma de antes:se projetos de infraestrutura de energia e de transportes,por exemplo,poderão receber financiamento do novo fundo mesmo se uma empresa chinesa não ganhar a licitação pública ou não for contratada como
fornecedora de equipamentos,turbinas para hidrelétricas ou trilhos para ferrovias.
Temer e Wang também anunciaram a decisão de criar o Fundo Brasil-China de Cooperação para a Expansão da Capacidade Produtiva. Esse fundo, que não deve ser confundido com o financiamento do ICBC a projetos de infraestrutura,teria US$ 20 bilhões os chineses se dispõem a fazer um
aporte de US$ 15 bilhões e o Brasil entraria com a parte restante.Os aportes ocorreriam conforme avanços na definição dos projetos prioritários,especialmente em logística e na indústria, inclusive por meio de Joint Venture com companhias locais.
Fonte - Revista Ferroviária  30/06/2015

Procon na Bahia cobra qualidade às empresas de ônibus urbanos

Transporte público

Procon notificou os três consórcios de empresas de ônibus que atuam na capital.Em um prazo de até 20 dias, estas empresas terão que apresentar informações sobre o estado dos veículos, que incluem condições de higiene, funcionamento de câmeras em toda a frota, saídas de emergência e presença de extintores de incêndio a bordo.

Alex de Paula - A Tarde
Edilson Lima - Ag. A TARDE
Em busca de melhores condições no transporte coletivo, a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-Bahia) notificou nesta segunda-feira, 29, os três consórcios de empresas de ônibus que atuam na capital.
Em um prazo de até 20 dias, estas empresas terão que apresentar informações sobre o estado dos veículos, que incluem condições de higiene, funcionamento de câmeras em toda a frota, saídas de emergência e presença de extintores de incêndio a bordo.
"A população está muito insatisfeita com o serviço. Uma das reclamações é a de que os ônibus são velhos e estão realizando apenas a pintura, para parecerem novos", assinalou o diretor de fiscalização do Procon, Iratan Vilas Boas.

Acompanhamento
Após a apresentação das informações, o Procon fará fiscalizações para verificar se os serviços estão de acordo com a qualidade necessária. Caso haja irregularidades, as empresas serão autuadas e estarão sujeitas à cobrança de multas de R$ 600 a R$ 6 milhões, a depender da irregularidade eventualmente apresentada.
Até esta segunda, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps) não havia se pronunciado sobre o assunto.
Fonte - A Tarde  30/06/2015

Reduzir maioridade penal não vai resolver violência, diz Unicef

Direitos Humanos

A proposta de emenda à Constituição que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal para quem praticar crimes graves será votada hoje (30) no plenário da Câmara dos Deputados."A solução para o problema da violência no país é criar oportunidades para que os adolescentes possam desenvolver seus talentos, realizar seus sonhos, mas sem praticar delitos.

Luciano Nascimento
Repórter da Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Um vídeo lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) faz um alerta contra a redução da maioridade penal. Para a organização, a sociedade está preocupada com a violência, mas culpar os adolescentes não é a solução do problema. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171 que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal para quem praticar crimes graves será votada hoje (30) no plenário da Câmara dos Deputados.
O vídeo faz parte de uma campanha contrária à redução da maioridade. Nela, o coordenador de Programas para Adolescentes da organização, Mario Volpi, diz que somente 0,01% dos 21 milhões de adolescentes do Brasil cometeram atos contra a vida. No entanto, ele lembra que a cada hora um adolescente é assassinado no Brasil, o que faz com que o país seja o segundo em homicídios de adolescentes no mundo.
"A solução para o problema da violência no país é criar oportunidades para que os adolescentes possam desenvolver seus talentos, realizar seus sonhos, mas sem praticar delitos. Para aqueles que cometerem crimes, temos que ter um sistema suficientemente rigoroso para recuperá-los e interromper essa trajetória", diz.
Na tarde desta terça-feira, representantes de organizações de diferentes setores, como políticos, religiosos, do meio jurídico e de defesa dos direitos humanos participam de um ato na Câmara dos Deputados para convencer deputados indecisos a rejeitar a PEC. O grupo propõe como alternativa o aperfeiçoamento do Estatuto da Criança e do Adolescente, com o aumento da pena para o adolescente que praticar crime violento e para o adulto que aliciar ou cooptar o adolescente para o crime. A pena dos adolescentes será cumprida em estabelecimento separado dos maiores de 18 anos e dos menores inimputáveis.
Aprovada no último dia 17,(http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2015-06/relator-modifica-texto-para-aprovar-da-reducao-da-maioridade-penal) por 21 votos a 6, na comissão especial destinada a analisar o tema, a proposta reduz a maioridade para os crimes considerados hediondos, como estupro, latrocínio e homicídio qualificado (quando há agravantes). O texto diz anda que a redução também poderá ocorrer pela prática de crimes de lesão corporal grave ou lesão corporal seguida de morte e roubo agravado (quando há sequestro ou participação de dois ou mais criminosos, entre outras circunstâncias).
O relator da proposta, deputado Laerte Bessa (PR-DF), inicialmente, era favorável à redução para todos os crimes. "Minha convicção não é só baixar de 18 para 16. Eu queria pegar mais um pouco, uma lasca, desses menores bandidos, criminosos, que estão agindo impunes hoje no país. Fui convencido da necessidade de realizar alguns ajustes a fim de que se obtenha um texto que contemple as diversas posições políticas presentes nesta Casa [Câmara dos Deputados], sem, com isso, deixar de atender aos anseios da sociedade brasileira pela justa punição criminal dos adolescentes em conflito com a lei", disse Bessa no dia da votação.
Para ser aprovado, o texto precisa, no mínimo, do voto de 308 deputados em duas votações no plenário da Câmara. Caso seja aprovada, a proposta segue para o Senado.
Fonte - Agência Brasil  30/06/2015


Duas pessoas morreram após homem atear fogo em si mesmo dentro de trem-bala no Japão

Internacional

Dois passageiros morrem após homem se autoimolar em trem-bala no Japão.Homem ateou fogo ao seu próprio corpo no trem que ia de Tóquio para Osaka. Uma mulher também foi encontrada morta.Os trens-bala são um dos meios de transporte mais utilizados no Japão

Henrique Souza
Pernambuco.com
Foto: Doug Bowman/Flickr/Reprodução 
Duas pessoas morreram após um homem atear fogo em si mesmo dentro de um trem-bala no Japão nesta terça-feira (30). Além do suicida, uma mulher também foi encontrada morta. Cerca de 20 pessoas ficaram feridas no incidente. O trem ia de Tóquio para Osaka e levava mais de mil pessoas a bordo. Todas as composições que realizam esse trajeto foram interrompidas.
O homem suspeito de ter começado o incêndio foi achado morto, além de uma mulher, cujo corpo sem sinais vitais foi encontrado em um dos vagões. Suspeita-se que ela e outra pessoa teriam sofrido paradas cardíacas. O fato aconteceu por volta das 11h30 locais (23h30 de Brasília da segunda-feira) em um trem da linha Tokaido. Quando a composição estava entre as estações de Shin-Yokohama e Odawara, um dos passageiros derramou líquido inflamável em seu próprio corpo e ateou fogo em si mesmo.
Os trens-bala são um meio de transporte muito utilizado no Japão. A linha Tokaido liga Tóquio e Osaka, as duas cidades mais importantes do país em pouco mais de 150 minutos. O serviço começou a ser oferecido em 1964, e nenhuma ocorrência envolvendo passageiros mortos ou feridos havia sido registrada até então.
Fonte - Diário de Pernambuco  30/06/2015

Grécia terá transporte público gratuito até bancos reabrirem

Internacional

Trólebus, metrô, trem e ônibus gratuitos, na grande Atenas.Ministro grego anunciou que não serão cobradas tarifas no transporte público na grande Atenas, até a normalização do serviços bancários

Associated Press 
Autor - EM.com.br 
créditos-Reprodução
O governo da Grécia anunciou nesta segunda-feira (29) que não serão cobradas as tarifas no transporte público na grande Atenas enquanto os bancos estiverem fechados, informou a agência Associated Press.
Segundo o ministro dos Transportes, Christos Spirtzis, a medida atinge os serviços de metrô, trem, ônibus e trólebus na grande Atenas, onde vive cerca de 40% da população do país.
As tarifas custam 1,20 euros para uma viagem com duração de 70 minutos. Spirtzis disse que a decisão custará ao governo cerca de 4 milhões de euros por semana.
Já os serviços em Thessaloniki, a segunda maior cidade da Grécia, são parcialmente privatizadas e não permitem que o governo corte as tarifas.
Fonte - Mobilize  29/06/2015

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Reunião entre China e Brasil cria fundo de US$ 20 bi para investimento

Infraestrutura

“O destino desse fundo é o financiamento de projetos prioritários em logística e na indústria, por meio de Joint Ventures com companhias locais”, avaliou o Subsecretário Geral Político II do Ministério das Relações Exteriores, José Alfredo Graça Lima. Desse montante, US$ 15 bilhões virão da China e o restante do Brasil.

Valor Econômico
foto - ilustração
O fundo de US$ 20 bilhões para financiamento de Joint Ventures entre empresas brasileiras e chinesas, anunciado em maio, foi formalizado hoje em Brasília, após reunião entre os dois países. O assunto foi debatido Comissão Sino¬Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban).
“O destino desse fundo é o financiamento de projetos prioritários em logística e na indústria, por meio de joint ventures com companhias locais”, avaliou o Subsecretário Geral Político II do Ministério das Relações Exteriores, José Alfredo Graça Lima. Desse montante, US$ 15 bilhões virão da China e o restante do Brasil.
O embaixador disse que ainda não há data definida para a entrada em funcionamento do fundo, mas que “o desejo de ambas as partes é seguir adiante dentro do mais curto prazo. As condições técnicas não estão dadas ainda, mas urgência existe. Interesse e vontade política também”.
Além disso, prosseguiu Graça Lima, a reunião da Cosban também discutiu o credenciamento de novos frigoríficos brasileiros para a exportação de carne brasileira para a China. “O que ouvi da autoridade chinesa é que houve uma impressão positiva dos [novos] frigoríficos, o que permite supor que dentro de curto prazo um número desses viriam a ser habilitados”.
Já sobre a ferrovia bioceônica, o embaixador informou que foram relatados os resultados da primeira reunião tripartite, realizada neste mês, e que a conclusão do estudo de viabilidade está previsto para maio do próximo ano.
Fonte - Revista Ferroviária   29/06/2015

A operação lava-jato,a Defesa Nacional,a contra-informação e a espionagem

Política

A informação, divulgada na semana passada, de que, com três milhões e duzentos mil funcionários, o Departamento de Defesa dos EUA é o maior empregador do mundo, tendo em sua folha de pagamento, sozinho, mais colaboradores que o governo brasileiro, com todos seus 39 ministérios, mostra como essa gente tem sido pateticamente enganada, e corrobora o fato de que a tese do enxugamento do estado, tão cantada em prosa e verso por certos meios de comunicação nacionais, não é mais, do ponto de vista da estratégia das nações, do que uma fantasia que beira a embromação.

Mauro Santayana

(Jornal do Brasil) - Em suas críticas ao tamanho do Estado e na defesa da privatização a qualquer preço, os neoliberais tupiniquins se esforçam por defender a tese de que o poder de algumas das maiores nações do mundo “ocidental”, os EUA à frente, teria como únicos, principais esteios, o capitalismo, a livre iniciativa e o livre mercado, e defendem, sempre que podem, alegando a existência de “cabides de emprego”, e o grande número de ministérios, a diminuição do setor público no Brasil. A informação, divulgada na semana passada, de que, com três milhões e duzentos mil funcionários, o Departamento de Defesa dos EUA é o maior empregador do mundo, tendo em sua folha de pagamento, sozinho, mais colaboradores que o governo brasileiro, com todos seus 39 ministérios, mostra como essa gente tem sido pateticamente enganada, e corrobora o fato de que a tese do enxugamento do estado, tão cantada em prosa e verso por certos meios de comunicação nacionais, não é mais, do ponto de vista da estratégia das nações, do que uma fantasia que beira a embromação. Dificilmente vai se encontrar uma nação forte, hoje - como, aliás, quase sempre ocorreu na história - que não possua também um estado poderoso, decidida e vigorosamente presente em setores estratégicos, na economia, e na prestação de serviços à população. Enquanto em nosso país, o número total de empregados da União, estados e municípios, somados, é de 1,5% da população, na Itália ele passa de 5%, na Alemanha, proporcionalmente, ele é de 80% a mais do que no Brasil, nos EUA, de 47% a mais e na França, também um dos países mais desenvolvidos do mundo, de 24% da população ativa, o que equivale a dizer que praticamente um a cada quatro franceses trabalha para o Setor Público. Esses dados derrubam também a tese, tão difundida na internet, de que no Brasil se recebe pouco em serviços, comparativamente aos impostos que se pagam. Por aqui muitos gostariam de viver como na Europa e nos Estados Unidos, mas ninguém se pergunta quantos funcionários públicos como médicos, professores, advogados, técnicos, cientistas, possuem a mais do que o estado brasileiro, os governos dos países mais desenvolvidos do mundo, para prestar esse tipo de serviços à população. E isso, sem ter que ouvir uma saraivada de críticas a cada vez que lança um concurso, e sem ter que enfrentar campanhas quase que permanentes de defesa da precarização do trabalho e da terceirização. Aos três milhões e duzentos mil funcionários, cerca de 1% da população norte-americana, fichados apenas no Departamento de Defesa, é preciso agregar, no esforço de fortalecimento nacional dos Estados Unidos, centenas de universidades públicas e privadas, e grandes empresas, estas, sim, privadas, ou com pequena participação estatal, que executam os principais projetos estratégicos de um país que tem o dobro da relação dívida pública-PIB do Brasil e não parece estar, historicamente, preocupado com isso. Companhias que, quando estão correndo risco de quebra, como ocorreu na crise de 2008, recebem dezenas de bilhões de dólares e novos contratos do governo, e que possuem legalmente, em sua folha de pagamento, “lobistas”, que defendem seus interesses junto à Casa Branca e ao Congresso, que, se estivessem no Brasil, já teriam sido, neste momento, provavelmente presos como “operadores”, por mera suspeição, mesmo sem a apresentação de provas concretas. Da estratégia de fortalecimento nacional dos principais países do mundo, principalmente os ocidentais, faz parte a tática de enfraquecimento e desestruturação do Estado em países, que, como o Brasil, eles estão determinados a continuar mantendo total ou parcialmente sob seu controle. Como mostra o tamanho do setor público na Alemanha, na França, nos Estados Unidos - ampla e propositadamente subestimado no Brasil - por lá se sabe que, quanto mais poderoso for o Estado em um potencial concorrente, mais forte e preparado estará esse país para disputar um lugar ao sol com as nações mais importantes, em um mundo cada vez mais complexo e competitivo. Daí porque a profusão de organizações, fundações, “conferencistas”, “analistas” "comentaristas", direta e indiretamente pagos pelos EUA, muitos deles ligados a braços do próprio Departamento de Defesa, como a CIA, e a aliança entre esses “conferencistas”, “analistas”, “filósofos”, “especialistas”, principescos sociólogos - vide o livro “Quem pagou a conta? A CIA na Guerra Fria da Cultura”, da jornalista inglesa Frances Stonor Saunders - etc, com a imprensa conservadora de muitos países do mundo, e mais especialmente da América Latina, na monolítica e apaixonada defesa do “estado mínimo”, praticada como recurso para o discurso político, mas também por pilantras a serviço de interesses externos, e por ignorantes e inocentes úteis. Em matéria de capa para a Revista Rolling Stone, no final da década de 1970, Carl Bernstein, o famoso repórter do Washington Post, responsável pela divulgação e cobertura do Caso Watergate, que derrubou o Presidente Richard Nixon, mostrou, apresentando os principais nomes, como centenas de jornalistas norte-americanos foram recrutados pela CIA, durante anos, a fim de agir no exterior como espiões, na coleta de informações, ou para produzir e publicar matérias de interesse do governo dos Estados Unidos. Muitos deles estavam ligados a grandes companhias, jornais e agências internacionais, como a Time Life, a CBS, a NBC, a UPI, a Reuters, a Associated Press, a Hearst Newspapers, e a publicações como o New York Times, a Newsweek e o Miami Herald, marcas que em muitos casos estão presentes diretamente no Brasil, por meio de tv a cabo, ou têm seu conteúdo amplamente reproduzido, quando não incensado e reverenciado, por alguns dos maiores grupos de comunicação nacionais. Assim como a CIA influenciou e continua influenciando a imprensa norte-americana dentro e fora do território dos Estados Unidos, ela, como outras organizações oficiais e paraoficiais norte-americanas, também treina, orienta e subsidia centenas de veículos, universidades, estudantes, repórteres, em todo o mundo, em um programa que vem desde antes da Guerra Fria, e que nunca foi oficialmente interrompido. O próprio Departamento de Defesa, o Departamento de Estado, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, USAID, o Fundo Nacional para a Democracia, NED, o Conselho Superior de Radiodifusão, BBG, e o Instituto dos EUA para a Paz, USIP, bancam atividades de “desenvolvimento de meios” em mais de 70 países, em programas que mantêm centenas de fundações, ONGs estrangeiras, jornalistas, meios de informação, institutos de “melhoramento” profissional, e escolas de jornalismo, com um investimento anual que pode chegar a bilhões de dólares. Além deles, são usados, pelo Departamento de Estado, o Bureau de Assuntos Educacionais e Culturais, (Bureau of Educational and Cultural Affairs, BECA), o Bureau de Inteligência e Investigação, (Bureau of Intelligence and Research, INR) e o Bureau de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (Bureau of Democracy, Human Rights, and Labor, DRL), que apenas no ano de 2006 organizou, na Bolívia, por exemplo, 15 diferentes “oficinas” sobre “liberdade de imprensa e expressão”, além do Escritório de Diplomacia e Assuntos Públicos (Office of Public Diplomacy and Public Affaires, OPDPA). “O que nós estamos ensinando - explica Paul Koscak, porta-voz da USAID - é a mecânica do jornalismo, na imprensa escrita, no rádio ou na televisão. Como fazer uma história, como escrever de forma equilibrada … tudo o que se espera de um verdadeiro profissional de imprensa.” Isabel MacDonald, diretora de comunicação da Fairness And Accuracy in Reporting (FAIR) - Imparcialidade e Transparência na Informação - um observatório de meios de comunicação de Nova Iorque sem fins lucrativos, não tem, no entanto, a mesma opinião. Para ela, “esse tipo de operação do governo norte-americano, a despeito de sua alegada defesa das normas da objetividade, trabalha, na verdade, contra a democracia, apoiando a dissensão sufocante, e divulgando informações deliberadamente falsas que são úteis para os objetivos da política exterior dos Estados Unidos.’ Um exemplo clásssico desse tipo de resultado, quanto aos objetivos norte-americanos, foi o envolvimento de Washington, denunciado pela comissão legislativa Church-Pike, no Congresso dos EUA, com o financiamento a jornais de oposição na América Latina, como o grupo “El Mercúrio” do Chile, por exemplo, na conspiração que levou ao golpe militar contra o presidente eleito de orientação nacionalista Salvador Allende, em 1973. Em abril de 2015, a Associação dos Jornalistas Chilenos decidiu expulsar de seus quadros o dono do Grupo El Mercúrio, Agustín Edwards Eastman, de 87 anos, por violação do código de ética, depois que documentos oficiais revelados nos Estados Unidos mostraram, em 2014, que ele havia recebido dinheiro da CIA para publicar informações falsas contra o governo chileno. A diferença entre os Estados Unidos, que se dizem “liberais” e “privatistas”, e na verdade não o são, e o Brasil, que cede a todo tipo de pressão, na tentativa de provar, todos os dias, que não é comunista nem estatizante, é que, mesmo quando envolvidas com corrupção - considerada uma espécie de “dano colateral” que deve ser “contornado” e “absorvido”, no contexto do objetivo maior, de permanente fortalecimento do complexo-industrial militar dos EUA - a existência das principais empresas de defesa norte-americanas nunca é colocada em risco. Apenas como exemplo, a Lockheed Martin, uma das principais companhias de aviação e de defesa dos EUA, pagou, como lembrou André Motta Araújo no Jornal GGN outro dia, entre as décadas de 1950 e 1970, mais de 300 milhões de dólares, ou 3.7 bilhões de dólares em dinheiro de hoje, de propina para autoridades estrangeiras, entre elas - para quem acha que isso só acontece em paises “sub-desenvolvidos” - o então Ministro da Defesa da Alemanha Ocidental, Franz Joseph Strauss, os ministros Luigi Gul, e Maria Tanassi, o Primeiro-Ministro Mariano Rumor e o Presidente da República Italiana, Giovanni Leone, o general Minoru Genda e o Primeiro-Ministro japonês Kakuei Tanaka, e até o príncipe Bernhard, marido da Rainha Juliana, da Holanda. E alguém acha que a Lockheed foi destruída por isso ? Como também informa Motta Araújo, seus principais dirigentes renunciaram alguns anos depois, e o governo norte-americano, no lugar de multar a empresa, lhe fez generoso empréstimo para que ela fizesse frente, em melhores condições, aos eventuais efeitos do escândalo sobre os seus negócios. A Lockheed, conclui André Motta Araújo em seu texto, vale hoje 68 bilhões de dólares, e continua trabalhando normalmente, atendendo a enormes contratos, com o poderoso setor de defesa norte-americano. Enquanto isso, no Brasil, os dirigentes de nossas principais empresas nacionais de defesa, constituídas, nesses termos, segundo a Estratégia Nacional de Defesa, em 2006, para, com sede no Brasil e capital votante majoritariamente nacional, fazer frente à crescente, quase total desnacionalização da indústria bélica, e gerir alguns dos mais importantes programas militares da história nacional, que incluem novos mísseis ar-ar, satélites e submarinos, entre eles nosso primeiro submersível atômico, encontram-se, quase todos, na cadeia. O Grupo Odebrecht, o Grupo Andrade Gutierrez, o OAS e o Queiroz Galvão têm, todos, relevante participação na indústria bélica e são os mais importantes agentes empresariais brasileiros da Estratégia Nacional de Defesa. Essas empresas entraram para o setor há alguns anos, não por ter algum privilégio no governo, mas simplesmente porque se encontravam, assim como a Mendes Júnior, entre os maiores grupos de engenharia do Brasil, ao qual têm prestado relevantes serviços, desde a época do regime militar e até mesmo antes, não apenas para a União, mas também para estados e municípios, muitos deles governados pela oposição, a quem também doaram e doam recursos para campanhas políticas de partidos e candidatos. Responsáveis por dezenas de milhares de empregos no Brasil e no exterior, muitos desses grupos já estão enfrentando, depois do início da Operação Lava-Jato, gravíssimos problemas de mercado, tendo tido, para gaúdio de seus concorrentes externos, suas notas rebaixadas por agências internacionais de crédito. Projetos gigantescos, tocados por essas empresas no exterior, sem financiamento do BNDES, mas com financiamento de bancos internacionais que sempre confiaram nelas, como o gasoduto do Perú, por exemplo, de quase 5 bilhões de dólares, ou a linha 2 do metrô do Panamá, que poderiam gerar centenas de milhões de dólares em exportação de produtos e serviços pelo Brasil, correm risco de ser suspensos, sem falar nas numerosas obras que estão sendo tocadas dentro do país. Prisões provocadas, em alguns casos, por declarações de bandidos, que podem ser tão mentirosas quanto interesseiras ou manipuladas, que por sua vez, são usadas para justificar o uso do Domínio do Fato - cuja utilização como é feita no Brasil já foi criticada jurídica e moralmente pelo seu criador, o jurista alemão Claus Roxin - às quais se somam a mera multiplicação aritmética de supostos desvios, pelo número de contratos, sem nenhuma investigação, caso a caso, que os comprove, inequivocamente, e por suposições subjetivas, pseudo-premonitórias, a propósito da possível participação dessas empresas em um pacote de concessão de projetos de infra-estrutura que ainda está sendo planejado e não começou, de fato, sequer a ser oficialmente oficialmente estruturado. O caso Lockheed, o caso Siemens, e mais recentemente, o do HSBC, em que o governo suiço multou esse banco com uma quantia mínima frente à proporção do escândalo que o envolve, nos mostram que a aplicação da justiça, lá fora, não se faz a ferro e fogo, e que ela exige bom senso para não errar na dose, matando o paciente junto com a doença. Mais uma vez, é necessário lembrar, é preciso combater a corrupção, mas sem arrebentar com a Nação, e com alguns dos principais pilares que sustentam nossa estratégia de desenvolvimento nacional e de projeção nos mercados internacionais. No futuro, quando se observar a história do Brasil deste período, ao tremendo prejuízo econômico gerado por determinados aspectos da Operação Lava-Jato, mutíssimo maior que o dinheiro efetivamente, comprovadamente, desviado da Petrobras até agora, terá de ser somado incalculável prejuízo estratégico para a defesa do país e para a nossa indústria bélica, que, assim como a indústria naval, se encontrava a duras penas em processo de soerguimento, depois de décadas de estagnação e descalabro. No Exército, na Marinha, na Força Aérea, muitos oficiais - principalmente aqueles ligados a projetos que estão em andamento, na área de blindados, fuzis de assalto, aviação, radares, navios, satélites, caças, mísseis, submarinos, com bilhões de reais investidos - já se perguntam o que irá acontecer com a Estratégia Nacional de Defesa, caso as empresas que representam o Brasil nas joint-ventures empresariais e tecnológicas existentes vierem a quebrar ou a deixar de existir. Vamos fazer uma estatal para a fabricação de armamento, que herde suas participações, hipótese que certamente seria destroçada por violenta campanha antinacional, levada a cabo pelos privatistas e entreguistas de sempre, com o apoio da imprensa estrangeira e de seus simpatizantes locais, com a desculpa de que não se pode “inchar”” ainda mais um estado que na verdade está sub-dimensionado para as necessidades e os desafios brasileiros? Ou vamos simplesmente entregar essas empresas, de mão beijada, aos sócios estrangeiros, com a justificativa de que os projetos não podem ser interrompidos, perdendo o controle e o direito de decidir sobre nossos programas de defesa, em mais um capítulo de vergonhoso recuo e criminosa capitulação ? Com a palavra, o STF, o Ministério da Defesa, e a consciência da Nação, incluindo a dos patriotas que militam, discreta e judiciosamente, de forma serena, honrosa e equilibrada, no Judiciário e no Ministério Público.
Fonte - Do Blog Mauro Santayana  29/06/2015