sábado, 25 de abril de 2015

Em vigor há um ano, Marco Civil da Internet busca consenso para regulamentação

Política 

“O governo tem uma avaliação muito positiva sobre esse primeiro ano do Marco Civil. Ao longo desse período vimos que a dimensão que projetamos durante os debates foi consolidada. Mais do que uma lei, o Marco Civil brasileiro é referência para o debate mundial sobre a relação entre população e internet....

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
Com um ano completado nesta semana, o Marco Civil da Internet aguarda regulamentação para detalhar, de forma mais precisa, pontos importantes e polêmicos da lei que também é chamada de Constituição da Internet. Apesar de a regulamentação não ter sido finalizada – sob a justificativa de se buscar um texto o mais consensual possível, de forma a facilitar sua tramitação no Legislativo – governo e provedores têm comemorado os benefícios do Marco Civil para aqueles que usufruem da grande rede.
“O governo tem uma avaliação muito positiva sobre esse primeiro ano do Marco Civil. Ao longo desse período vimos que a dimensão que projetamos durante os debates foi consolidada. Mais do que uma lei, o Marco Civil brasileiro é referência para o debate mundial sobre a relação entre população e internet, deixando claros direitos e garantias das pessoas e dando segurança jurídica às empresas do setor”, disse à Agência Brasil o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Gabriel Sampaio.
A fim de se chegar a um texto final mais consensual para regulamentar o Marco Civil – e dessa forma ter menos resistência durante sua tramitação no Congresso Nacional – o governo tem buscado contribuições por meio do site do Ministério da Justiça. Ainda não há data prevista para conclusão do texto, mas, segundo Sampaio, a expectativa é que ocorra no segundo semestre deste ano. “Até dia 30 de abril vamos manter uma plataforma [de consulta pública, disponível no site do Ministério da Justiça] para receber contribuições para alguns dos eixos da regulamentação do Marco Civil. Em especial, para os que tratam da neutralidade da rede; da guarda de registros de aplicação e conexão; e da privacidade”, disse o secretário. O quarto eixo é mais genérico, abrangendo os “demais temas”.
Os debates sobre Marco Civil e proteção de dados pessoais foram prorrogados até 5 de julho, na busca por mais interações. Após o encerramento da fase de coleta de sugestões, terá início a etapa de sistematização das propostas. "Possivelmente faremos uma nova rodada de debates a partir de um texto base e, só depois, o texto será encaminhado à Presidência da República. Nossa expectativa é que isso seja feito no segundo semestre deste ano. Mas, se for da vontade da presidenta [Dilma Rousseff], poderemos antecipar isso, porque o trabalho já está bem avançado. Não há pressa, porque o que buscamos é o consenso”, explicou Sampaio.
A regulamentação tratará, entre outras coisas, das exceções previstas para o Marco Civil. Algumas delas voltadas à priorização de serviços de emergência, de utilidade pública, saúde e outras relativas aos requisitos técnicos a serem adotados para a prestação de serviços de internet. “Tudo será analisado, até para tecnicamente sabermos se há algum tipo de degradação ou discriminação de dados que possam prejudicar o usuário da rede”, acrescentou.
Um dos pontos mais polêmicos é o que trata da neutralidade da rede, item segundo o qual pacotes de dados têm a obrigação de serem tratados de forma isonômica, em termos de qualidade e velocidade, sem distinção de conteúdo, origem, destino ou serviço.
Representante dos provedores regionais de internet – em geral, empresas que apesar de menor porte estão espalhadas por todo o país, principalmente nas localidades que não despertaram tanto interesse para os grandes do setor –, a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) sempre foi favorável à neutralidade da rede. “Sem ela, as empresas de menor porte seriam muito prejudicadas. Muitas quebrariam, o que resultaria em monopólio no setor. Em outras palavras, impediria a evolução da própria internet”, explicou o presidente da entidade, Basilio Rodriguez Perez.
Segundo ele, “a internet é um ambiente em constante evolução, que permite o surgimento quase instantâneo de empreendimentos como Facebook e Youtube, que são bastante recentes. Outros, que nem eles, aparecerão. Sem neutralidade, no entanto, qualquer novo serviço que afete as empresas que já estão operando poderá ser prejudicado, evitando que a evolução se perpetue”, acrescentou.
Segundo a Abrint, grandes operadoras têm sido “criativas”, no sentido de desobedecer as regras de neutralidade, mesmo após a sanção do Marco Civil da Internet. “Algumas ofertas disfarçadamente mexem na neutralidade ao não contabilizar como tráfego de dados os acessos a algumas redes sociais. Isso fere a neutralidade, porque para deixar esse acesso liberado, eles bloqueiam as demais redes equivalentes”, disse.
“O que eles têm feito é prejudicar o restante, tirando do usuário o poder de decisão sobre o que ele pode ver. A pessoa acha que está sendo beneficiada, por ter facilidades para um determinado acesso. Mas, na verdade, está sendo prejudicada para os demais acessos”, completou o presidente da Abrint.
Fonte - Agência Brasil  25/04/2015

ACESSIBILIDADE AO SISTEMA METROVIÁRIO É AMPLIADA NA ESTAÇÃO RODOVIÁRIA DA TRENSURB

Acessibilidade

Entre os serviços vistoriados, estão a instalação de pisos táteis, portões metálicos elétricos, guarda-corpos e melhorias de comunicação visual. Indo além do projeto original, a Trensurb promoveu, ainda, revitalização da iluminação externa, do saguão e dos túneis, reforma dos sanitários masculinos e femininos, além da execução de um novo banheiro para portadores de necessidades especiais.

Trensurb
Trensurb
Além de banheiros para portadores de necessidades especiais, elevadores e plataforma elevatória estarão disponíveis aos usuários do metrô a partir de segunda-feira (27).
A Trensurb investe cada vez mais para melhorar a acessibilidade dos usuários ao transporte público. Na tarde desta sexta-feira (24), uma comitiva da empresa visitou a Estação Rodoviária do metrô, em Porto Alegre, para verificar a conclusão de diversas obras que visam facilitar o acesso dos passageiros ao sistema metroviário e estarão disponíveis ao público a partir da próxima segunda-feira.
Entre os serviços vistoriados, estão a instalação de pisos táteis, portões metálicos elétricos, guarda-corpos e melhorias de comunicação visual. Indo além do projeto original, a Trensurb promoveu, ainda, revitalização da iluminação externa, do saguão e dos túneis, reforma dos sanitários masculinos e femininos, além da execução de um novo banheiro para portadores de necessidades especiais.
Por fim, foram instalados dois elevadores especiais – um de acesso à plataforma de embarque e desembarque e outro que dá acesso à Avenida Júlio de Castilhos – e uma plataforma elevatória de percurso inclinado na escadaria de acesso ao terminal da Estação Rodoviária Central de Porto Alegre. O investimento total foi de R$ 851 mil.
Conforme o superintendente de Desenvolvimento e Expansão da empresa, Nazur Garcia, essas obras visam ampliar a acessibilidade dos passageiros. “A Estação Rodoviária possuía uma diversidade reduzida de recursos para os usuários com necessidades especiais se locomoverem sem qualquer auxílio. Agora, com os elevadores e a plataforma elevatória, eles terão mais autonomia dentro da estação, ou seja, não precisarão tanto dos funcionários da Trensurb para utilizar os trens”.
Participaram da vistoria na tarde de hoje o diretor de Administração e Finanças da Trensurb, Marco Arildo Cunha, o diretor de Operações, Carlos Augusto Belolli e o superintendente de Desenvolvimento e Expansão, Nazur Garcia, e ainda empregados e gestores da empresa metroviária envolvidos no projeto.
Fonte - Trensurb  24/04/2015

Olodum comemora 36 anos com uma batida contagiante

Arte & Cultura

Criado como alternativa de proporcionar lazer para os moradores do Pelourinho, o grupo virou expoente da cultura afro-brasileira.




Imagem TV Brasil

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A ferrovia continua empolgando o mundo, apresentando trens de última geração com altíssima velocidade

Transportes sobre trilhos

No Brasil, estamos muito distante de possuirmos um sistema de transporte nesse nível.Apesar da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia) e da Escola Politécnica através da Lasup (Laboratório de Aplicações de Supercondutores) terem desenvolvido um trem de levitação, o Maglev Cobra.
O trem brasileiro flutua sobre os trilhos, tendo atrito apenas com o ar durante seu deslocamento.

Mídia News
Por Vicente Vuolo*
foto - ilustração
A ferrovia continua empolgando o mundo, apresentando trens de última geração com altíssima velocidade, sendo cada vez mais utilizada por milhões de pessoas nos países desenvolvidos.
Para esses cidadãos que convivem com a modernidade e com a constante procura de melhoria da qualidade vida, o avião já não é a única alternativa de transporte mais rápido de locomoção que existe.
O governo japonês, por exemplo, não vê limite para investir na melhoria cada vez maior no conforto, rapidez e segurança dos trens de passageiros.
A última novidade aconteceu esta semana, em relação ao novo trem de levitação magnética “Maglev” (Magnetic Levitation Transport) que bateu o recorde mundial de velocidade ao atingir 603 km por hora.
Trata-se de um sistema que funciona por meio de levitação magnética que usa motores lineares instalados perto dos trilhos.
O campo magnético gerado faz com que o trem seja elevado até 10 centímetros acima da ferrovia e também o impulsiona, eliminando o contato e fazendo com que a única forma de atrito seja o ar.
Vejam só como naquele país a ferrovia é prioridade: o trajeto de 286 quilômetros entre a estação de Shinagawa, ao sul de Tóquio, e a cidade de Nagóia, no centro do Japão (pouco mais do que a distância entre Cuiabá-Rondonópolis) é feito pelo trem-bala em 88 minutos.
Não satisfeitos com a demora, os japoneses pretendem reduzir para 40 minutos com o “Maglev”.
E não pensem que os nipônicos querem parar por aí. Existem projetos para linhas de Maglev que chegariam aos 650 km/h.
Até agora, só a China possuía uma única linha comercial, o Transrapid de Xangai. Essa linha faz o percurso de 30 km até o aeroporto Internacional de Pudong em apenas 8 minutos.
Maglev Cobra
No Brasil, estamos muito distante de possuirmos um sistema de transporte nesse nível.
Apesar da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia) e da Escola Politécnica através da Lasup (Laboratório de Aplicações de Supercondutores) terem desenvolvido um trem de levitação, o Maglev Cobra.
O trem brasileiro flutua sobre os trilhos, tendo atrito apenas com o ar durante seu deslocamento. O Maglev Cobra se baseia em levitação, movendo-se sem atrito com o solo através de um motor linear de primário curto.
O veículo foi concebido para revolucionar o transporte coletivo através de alta tecnologia, de forma não poluente, energicamente eficiente e custo acessível para as grandes cidades brasileiras.
O problema é que no Brasil as políticas de transporte não apontam para a adoção dessas tecnologias, pelo menos para o futuro próximo.
É fundamental que se reverta isso. Precisamos investir mais em pesquisa, tanto básica quanto aplicada. Incentivar a adoção de novas tecnologias de transporte. E colocar em prática esses conhecimentos.
Estamos vendo, mundo afora, que existem tecnologias aplicadas e orientadas à garantia de transporte de massa de qualidade. Qual será a explicação para não adotá-las no Brasil? Financeira ou orçamentária? Não pode ser.
O Brasil é um país que tem mecanismos de financiamento bastante sofisticados. Temos um dos maiores bancos de fomento ao desenvolvimento, o BNDES.
Temos um sistema financeiro público e privado dos mais modernos e desenvolvidos do mundo. O orçamento da União, que foi publicado ontem no Diário Oficial, envolve gastos de 1,2 trilhões de reais.
Enfim, meios financeiros e institucionais existem. Falta vontade política, falta à sociedade colocar este como um dos pontos fundamentais para o desenvolvimento do país e como eixo da solução da crise de mobilidade.
*Vicente Vuolo - É economista, cientista político e analista legislativo do Senado Federal.  - vicente.vuolo10@gmail.com
Fonte - ABIFER  24/04/2015

MP de SP pede prisão de executivo acusado de envolvimento no cartel dos trens

Política

O requerimento do MP solicita comunicação à Polícia Federal e à Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal. A reportagem da Agência Brasil não conseguiu entrar em contato com o acusado.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça a prisão preventiva de César Ponce de Leon, executivo da Alstom, acusado dos crimes de fraude a licitação e formação de cartel, em contratos firmados com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Segundo a promotoria de Justiça, o executivo é estrangeiro e não foi localizado para ser ouvido nas investigações, pois moraria no exterior. Por estar fora do país, César não responderia ao processo criminal. Por isso, o promotor Marcelo Batlouni Mendroni pediu a prisão preventiva.
O requerimento do MP solicita comunicação à Polícia Federal e à Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal. A reportagem da Agência Brasil não conseguiu entrar em contato com o acusado.
O MP-SP chegou a denunciar à Justiça, neste mês, 11 executivos de empresas do setor ferroviário e um funcionário da CPTM por formação de cartel em contratos firmados em 2007 e 2008. As empresas teriam dividido entre si três contratos administrativos, combinando as propostas a serem apresentadas nas licitações.
As acusações são o resultado de investigação criminal feita a partir de documentos encaminhados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da análise das licitações, que demonstram práticas anticoncorrenciais nos procedimentos instaurados pela CPTM.
Procurada pela Agência Brasil a Alstom no Brasil deu a seguinte resposta: A Alstom ressalta que respeita as leis brasileiras e as regras dos editais das licitações de que participa e não se manifestará sobre o pedido mencionado.
Fonte - Agência Brasil  24/04/2015

VLT de Fortaleza,Governo do Ceará recebe propostas para obra

Transportes sobre trilhos

Os recursos para as obras são da Caixa Econômica Federal e os trabalhos devem ficar prontos num prazo de 12 meses a partir da assinatura da Ordem de Serviço, exceção para os serviços do terceiro trecho, fixado em 18 meses. “Nosso interesse não é ter simplesmente a obra pronta, mas funcionando o mais rápido possível.

G1
foto - ilustração
A Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra) concluiu nesta sexta-feira (24) a fase de recebimento de propostas para a retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Fortaleza, que vai ligar os bairros Parangaba e Mucuripe. A obra havia sido prometida para a Copa do Mundo, em junho de 2014, e foi suspensa por atrasos da empresa responsável.
A obra foi dividida em três lotes e as empresas participantes deverão agora entregar à Seinfra planilhas, cronogramas e demais documentos exigidos pelo edital de concorrência. Após a análise do material serão anunciados os vencedores.
Os serviços do primeiro trecho, referentes à passagem na avenida Borges de Melo, estão orçados em 26,8 milhões milhões. O segundo trecho – Estação Borges de Melo à Estação Parangaba e o centro de manutenção, está orçado em R$ 48,3 milhões. Já a terceira licitação tem valor de R$ 100 milhões e compreende o trecho entre a Estação Iate à Estação Borges de Melo.
Os recursos para as obras são da Caixa Econômica Federal e os trabalhos devem ficar prontos num prazo de 12 meses a partir da assinatura da Ordem de Serviço, exceção para os serviços do terceiro trecho, fixado em 18 meses. “Nosso interesse não é ter simplesmente a obra pronta, mas funcionando o mais rápido possível. Portanto, tudo que for necessário para que essa obra transcorra da melhor forma possível, e que o serviço seja prestado sem nenhum tipo de intercorrência , a gente colocou dentro desse processo”, afirma o secretário da Infraestrutura, André Facó.

Obra de mobilidade
O VLT está com 50% de avanço nas obras e, quando concluído, terá 12,7 quilômetros ligando o os bairros Mucuripe e Parangaba. Desta extensão total, serão 11,3 quilômetros em superfície e 1,4 quilômetros de trechos elevados, é um projeto do Governo do Estado que visa a remodelação do ramal ferroviário Parangaba-Mucuripe, atualmente utilizado para transporte de carga, objetivando a utilização do mesmo para transporte de passageiros.
O Ramal atravessa 22 bairros, área que concentra mais de 500 mil moradores de Fortaleza. A previsão de demanda potencial do novo modal é de 90.000 passageiros por dia. O projeto prevê a construção de três tipologias de estação, sendo uma elevada (Parangaba), a do Papicu (que fará a integração com a Linha Leste do Metrô e o terminal rodoviário) e outro tipo de padronização para as outras seis estações: Montese, Vila União, Rodoviária, São João do Tauape, Pontes Vieira e Mucuripe. Serão construídos, também, dois elevados com vãos de 32,90 metros, uma passagem inferior passando pela avenida Borges de Melo, além de passarelas sobre as avenidas Expressa e Pontes Vieira.
Em 2014, o governador do Estado rompeu o contrato com o Consórcio CPE-VLT Fortaleza, motivado após inúmeras notificações de atraso feitas pela Secretaria de Infraestrutura. O grupo havia vencido a licitação com a proposta de preço de R$ 179,54 milhões.
Fonte - ABIFER  24/04/2015

Primeiro trem de levitação magnética de Pequim começará a operar em 2016

Transportes sobre trilhos/Internacional

A nova linha S1 disporá de oito estações e a última delas conectará este trem com a rede de metrô convencional. Cada trem maglev circulará a uma velocidade de 80 km/h, terá seis vagões e poderá levar mais de mil passageiros, segundo explicou a companhia encarregada do projeto. 

R7
foto - ilustração/tecnogeek
A primeira linha de trem de levitação magnética (maglev) de Pequim, cujas obras foram retomadas em 2014 após vários anos de paralisação, entrará em funcionamento no final de 2016, informou nesta quinta-feira o jornal "Beijing Times". A nova linha S1 disporá de oito estações e a última delas conectará este trem com a rede de metrô convencional. Cada trem maglev circulará a uma velocidade de 80 km/h, terá seis vagões e poderá levar mais de mil passageiros, segundo explicou a companhia encarregada do projeto. As obras deste trem começaram em 2011 mas foram paralisadas três anos devido ao temor dos moradores em áreas próximas às vias por causa das possíveis radiações emitidas pelo trem, embora os especialistas tenham assegurado que esta tecnologia é segura para a saúde dos cidadãos. "Se você ficar parado a dez metros da linha, o impacto eletromagnético em seu corpo será ainda menor que o causado por uma televisão ou geladeira", afirmou a respeito Gongo Guilin, engenheiro chefe da companhia a cargo do projeto. A China é o único país do mundo que atualmente tem um trem de levitação magnética para uso público, o que liga Xangai com seu aeroporto internacional, que atinge 450 km/h e custou mais de US$ 1,3 bilhão. Os trens maglev funcionam através de um sistema de levitação magnética que usa motores lineares instalados perto dos trilhos. O campo magnético permite que o trem se eleve até dez centímetros acima dos trilhos, o que elimina o contato e deixa ao ar como único elemento de rolamento, favorecendo assim a velocidade. Na semana passada, um trem japonês de levitação magnética atingiu um novo recorde mundial de velocidade para este tipo de veículo ao atingir 590 km/h em um percurso de testes.
Fonte - Revista Ferroviária  24/04/2015

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Metrô de Salvador inaugura e coloca em operação a 6ª estação da linha 1, Bom Juá

Transportes sobre trilhos

Metrô de Salvador (CCR) inaugurou e colocou em operação nesta quinta feira (23) a 6ª Estação da Linha 1, Bom Juá

Redação
foto - Pregopontocom
A estação de Bom Juá,a 6ª do Metrô de Salvador,entrou em operação logo após ser inaugurada na manhã desta quinta feira (23), com a presença do governador Rui Costa e do ministro Gilberto Kassab das Cidades.
A estimativa do governo é que mais de 70 mil pessoas que vivem nos bairros no entorno da estação   e de Bom Juá sejam beneficiadas com o novo serviço.
A viagem entre as estações da Lapa e Bom Juá tem um tempo previsto de 15 minutos de duração. Com a entrada em operação dessa estação a Linha 1 do metrô aumentou para 10 km a extensão desse tramo. As próximas estações a serem concluídas serão a do Bonocô e a de Pirajá,com previsão para construção de mais uma estação na localidade conhecida como Brasilgás,entre Bom Juá e a Estação Pirajá.

foto - Pregopontocom
O horário de funcionamento do Metrô segue de segunda a sexta-feira,das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 13h, permanecendo ainda em Operação Assistida com gratuidade nas catracas.
A operação comercial do Metrô integrada com o sistema convencional de ônibus depende ainda de entendimentos entre as duas esferas, Estadual e Municipal, com estudos e acordos de valores para cobrança de tarifas integradas.
Pregopontocom  23/04/2015

Galeria de Fotos

foto - Pregopontocom
foto - Pregopontocom

foto - Pregopontocom

O Brasil e os trilhos

Transportes sobre trilhos

No terceiro episódio da série "Se Mexe, Brasil", vantagens e desvantagens dos metrôs e trens urbanos e o porquê de muitos brasileiros não terem acesso a esse transporte. Os 55 anos de Brasília, única cidade do país que é uma mistura de município e estado. E a estreia de um quadro que revela curiosidades e histórias das cidades de origem dos senadores.



foto - Pregopontocom


Setor de serviços impulsiona criação de empregos, indica Caged

Economia

Os dados do Caged revelam que, no mês de março, o setor de serviços criou 53.778 postos formais. Já o setor de administração pública foi responsável pela criação de 3.012 postos com carteira assinada, enquanto comércio criou 2.684 vagas.

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A retomada do crescimento da criação de empregos formais no mês de março foi impulsionada pelo bom resultado do setores de serviços (0,31%), administração pública (0,33%) e comércio (0,03%) conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados hoje (23). Já o setor da construção civil teve o pior resultado entre as atividades econômicas, com retração de 18.205 postos de trabalho no mês de março, na comparação com o mês anterior.
São Paulo registrou o melhor resultado entre as unidades da federação no terceiro mês do ano, com 12.907 novos postos de trabalho. Rio Grande do Sul (12.240) e Paraná (10.154) ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Por outro lado, Pernambuco (-11.862), Paraíba (-5.691) e Minas Gerais (-3.469) foram as unidades da federação com os piores resultados na criação de empregos, segundo o Caged.
De acordo com o ministro do Trabalho, Manoel Dias, o resultado negativo desses estados pode ser atribuído à sazonalidade da agricultura. Segundo ele, o setor começará a contratar a partir do mês maio.
Os dados do Caged revelam que, no mês de março, o setor de serviços criou 53.778 postos formais. Já o setor de administração pública foi responsável pela criação de 3.012 postos com carteira assinada, enquanto comércio criou 2.684 vagas.
Assim como a construção civil, a indústria da transformação teve resultado negativo em março, com o fechamento de 14.683 vagas, seguido pelos setores agropecuário (-6.281) e extrativo mineral (-1.675).
Fonte - Agência Brasil   23/04/2015

TAV SP- Rio,projeto não foi abandonado diz Temer

Transportes sobre trilhos

Foi a resposta dada pelo vice-presidente da República, Michel Temer, durante um encontro com empresários organizado pela agência espanhola de notícias EFE e a consultoria KPMG, em Madri, nesta quinta-feira.

Valor Econômico
foto - ilustração
O projeto de trem de alta velocidade entre São Paulo e Rio de Janeiro não foi abandonado pelo governo e, talvez, venha a ser retomado após o ajuste fiscal. Foi a resposta dada pelo vice-presidente da República, Michel Temer, durante um encontro com empresários organizado pela agência espanhola de notícias EFE e a consultoria KPMG, em Madri, nesta quinta-feira.
O governo fez várias tentativas de licitação, sem sucesso. Em 2013, o Palácio do Planalto estimava que o custo da obra ficaria em R$ 34 bilhões, enquanto analistas do setor privado previam algo próximo de R$ 50 bilhões.
Segundo Temer, o projeto do TAV foi adiado, “mas não saiu do objetivo” do governo e “talvez venha a ser retomado até o fim do ano”. Mas logo depois foi mais prudente. “Vamos ver depois do ajuste fiscal.”
Fonte - Revista Ferroviária  23/04/2015

MEC prorroga prazo até 29 de maio para renovação dos contratos do Fies

Educação

O prazo para as renovações terminaria no dia 30 de abril. Para a adesão de novos contratos, no entanto, o prazo foi mantido no dia 30. Segundo a pasta, o MEC tomou essa decisão, em conjunto com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), "para dar mais segurança e tranquilidade aos estudantes que ainda buscam aditar seus contratos no sistema”.

Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil 

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou para 29 de maio o prazo para os aditamentos do primeiro semestre de 2015 do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O prazo para as renovações terminaria no dia 30 de abril. Para a adesão de novos contratos, no entanto, o prazo foi mantido no dia 30. Segundo a pasta, o MEC tomou essa decisão, em conjunto com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), "para dar mais segurança e tranquilidade aos estudantes que ainda buscam aditar seus contratos no sistema”.
segundo nota divulgada pelo MEC, uma portaria com a mudança de prazo para a renovação dos contratos será publicada nesta sexta-feira (24), no Diário Oficial da União, assinada pelo presidente do FNDE, Antonio Idilvan de Lima Alencar.
Os aditamentos devem ser realizados por meio do Sistema Informatizado do Fies (SisFies).
De acordo com o último balanço divulgado pelo MEC, foram firmados 242 mil novos contratos. Em relação às renovações, dos 1,9 milhão de contratos, 1,6 milhão foram aditados. Faltam ainda 296 mil contratos para serem renovados.
Hoje (23), o ministro voltou a garantir todas as renovações e, após estudantes relatarem dificuldade em acessar o sistema, disse que a pasta está trabalhando trabalhando para assegurar o funcionamento do SisFies.
Em relação aos novos contratos, os candidatos devem ter obtido no mínimo 450 pontos na média do Enem e não terem tirado 0 na redação. Em relação aos cursos, estão sendo priorizados para os novos contratos os que obtiveram nota 5 – pontuação máxima dada pelo MEC. Todos serão atendidos. Para os financiamentos de graduações com nota 3 e 4, serão considerados alguns aspectos regionais, priorizando localidades e cursos que historicamente foram menos atendidos.
O Fies oferece cobertura da mensalidade de cursos em instituições privadas de ensino superior a juros de 3,4% ao ano. O estudante começa a quitar o financiamento 18 meses após a conclusão do curso. O programa acumula 1,9 milhão de contratos e abrange mais de 1,6 mil instituições.
Fonte - Agência Brasil  23/04/2015

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Trólebus completam 66 anos de serviço no Brasil

Ônibus elétrico

Os veículos resistiram a turbulência, e ganharam uma sobrevida com a modernização da rede elétrica que resultou em uma queda de 83% no número de ocorrência que envolvem pane nas fiações. A frota também foi renovada. Entretanto, mesmo sendo comprovada sua eficacia, não existem projetos previstos para ampliação das redes por conta de uma falta de entendimento entre os órgãos competentes referente ao custo de energia

Renato Lobo - VT
foto-ilustração/Pregopontocom
No dia 22 de Abril o sistema trólebus completa 66 anos de existência no Brasil, sendo que em São Paulo a primeira linha foi inaugurada ligando o centro ao bairro da Aclimação.
Ao longo destes 66 anos, 15 localidades já implantaram a tecnologia, sendo elas: Araraquara (SP), Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Campos (RJ), Fortaleza (CE), Niterói (RJ), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio Claro (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Santos (SP), além da região Metropolitana de São Paulo que correspondem a 2 sistemas, o da capital e o metropolitano do corredor São Mateus-Jabaquara. Atualmente apenas o sistemas da RMSP e da Baixa Santista permanecem em operação.
foto-ilustração Trólebus de Salvador/Arquivo
Durante estas quase 7 décadas de operação, os trólebus já tiveram seus anos áureos e decadentes. Na última década o sistema da capital paulista teve cerca de 40% de sua malha suprimida, onde se cogitou a retirada de operação dos veículos.
Os veículos resistiram a turbulência, e ganharam uma sobrevida com a modernização da rede elétrica que resultou em uma queda de 83% no número de ocorrência que envolvem pane nas fiações. A frota também foi renovada. Entretanto, mesmo sendo comprovada sua eficacia, não existem projetos previstos para ampliação das redes por conta de uma falta de entendimento entre os órgãos competentes referente ao custo de energia.
Sem expelir gazes nocivos na atmosfera por serem movidos a energia elétrica, os ônibus elétricos são mais silenciosos, contribuindo para a redução de um outro tipo de poluição: a sonora. Os veículos duram mais que os ônibus comum por apresentaram menores índices de trepidação. Os motores elétricos possuem alto índice de eficiência energética, confiabilidade e durabilidade.
No ABC, os trólebus pouparam 4,3 milhões de litros de diesel em 2013. Já em São Paulo, estes veículos evitaram que fossem lançadas no ar 13 mil toneladas de CO2 neste mesmo ano. Além disso, os ônibus elétricos pouparam 5,3 milhões de litros de diesel.
Fonte - Via Trólebus  22/04/2015

Em Amsterdã todos os ônibus serão elétricos

Mobilidade

Holanda quer se tornar livre de emissões de CO2.Substituição dos ônibus que circulam na capital holandesa será por modelos 100% elétricos

Verde Sobre Rodas
créditos - Verde Sobre Rodas
O governo holandês quer substituir todos os ônibus que circulam na cidade de Amsterdã por modelos 100% elétricos, até 2026. O objetivo é tornar o centro da capital holandesa em uma zona livre de emissões de gás carbônico (CO2).
Para isso, as zonas de baixas emissões e a rede de postos de carregamento serão ampliadas, passando dos 1.000 postos atuais para 4.000 até 2018.
Fonte - Mobilize  22/04/2015

Brasil construiu estratégia para investimentos em infraestrutura

Infraestrutura

Levy ressaltou que, no Brasil, as agências não são as formuladoras das políticas, mas cuidam da execução. Isso garante, segundo ele, mais “autonomia para resolver as questões”.O ministro notou ainda que um passo importante para aumentar os investimentos em infraestrutura é separar as áreas de infraestrutura social, em que não há retorno de mercado...

Valor Econômico
foto - ilustração
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que o Brasil construiu uma estratégia para atrair investimentos em infraestrutura e que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai atuar junto com os mercados de capitais para aperfeiçoar a forma de aportes privados no país.
Segundo ele, o país tem regras claras para a realização de investimentos e uma experiência de 20 anos de atuação das agências reguladoras, o que garante custos menores para o setor privado. “Eu acho que, no Brasil, o esforço para a construção de infraestrutura passa pelas agências reguladoras”, disse o ministro durante debate na Universidade George Washington sobre investimentos no setor.
Ele admitiu que várias questões são resolvidas na Justiça, mas ressaltou que sempre se pode aperfeiçoar o trabalho das agências e que elas representam custos bem menos elevados aos investidores.
Levy ressaltou que, no Brasil, as agências não são as formuladoras das políticas, mas cuidam da execução. Isso garante, segundo ele, mais “autonomia para resolver as questões”.
Em seguida, o ministro falou do papel do BNDES. “Nós temos um grande banco de desenvolvimento que, agora, vai trabalhar juntamente com os mercados de capital”, afirmou, referindo-se aos projetos de investimentos em infraestrutura. Levy explicou que, se um projeto ficar em atraso por um prazo, como, por exemplo, dois anos, o banco poderá dar as garantias para que seja possível continuar os pagamentos necessários para a manutenção das obras nesse período.
O evento em que o ministro participa faz parte da reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.
O ministro notou ainda que um passo importante para aumentar os investimentos em infraestrutura é separar as áreas de infraestrutura social, em que não há retorno de mercado, dos segmentos em que a oferta de serviços públicos têm compensação para o setor privado.
Segundo ele, áreas como habitação popular e, em alguns casos, saneamento para baixa renda são segmentos apoiados no Brasil com recursos públicos. “Mas há muitas coisas, numa economia grande como o Brasil, em termos de população e recursos naturais, para o setor privado participar e ganhar”, afirmou.
De acordo com ele, essa tem sido a experiência do país especialmetne nos últimos 20 anos, mas até mesmo num período mais longo. Levy também destacou o impacto de investimentos de caráter social sobre toda a sociedade. “Qual é o retorno de investimentos em moradias? Você transforma a vida das pessoas, que moravam em uma casa sem estrutura e agora moram em um apartamento decente. Você tem escolas. É claro que o impacto na sociedade é enorme”, disse.
Levy destacou também a importância de o país construir parcerias com os Estados nos investimentos que são mais importantes. Num país grande como o Brasil, esse tipo de diálogo é relevante, observou.
“É preciso escutar os Estados. O que vai estruturar as economias dos Estados? O que vai mudar as economias deles? Às vezes é uma linha de trem, um porto, às vezes apenas uma conexão do aeroporto com uma área industrial”, afirmou Levy durante seminário sobre investimentos em infraestrutura, em Washington. “Falando com os Estados, você consegue o apoio deles. É o que estamos tentando fazer no Brasil. Há um novo ciclo de investimentos. Alguns projetos já estão lá, mas você tem que reafirmar qual é a prioridade.”
Fonte - Revista Ferroviária  22/04/2015

Travessia Salvador-Mar Grande tem embarque imediato no retorno do feriado

Travessia marítima

O embarque ocorre sem filas tanto no Terminal Hidroviário de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, como no Náutico da Bahia, no Comércio. Hoje não ocorrerá nenhuma parada por maré baixa e o último horário saindo de Salvador será às 20h e de Mar Grande, às 18h30.

TB
foto - ilustração
O retorno do feriado de Tiradentes para quem está utilizando a travessia Salvador-Mar Grande é tranquilo na manhã desta quarta-feira (22). A travessia está operando com oito embarcações desde às 5h da manhã, com horários de saída de 30 em 30 em minutos, mas sempre que o fluxo cresce um pouco mais saem embarcações a cada 15 minutos.
O embarque ocorre sem filas, tanto no Terminal Hidroviário de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, como no Náutico da Bahia, no Comércio. Hoje não ocorrerá nenhuma parada por maré baixa e o último horário saindo de Salvador será às 20h e de Mar Grande, às 18h30.
Nos guichês do terminal, a procura e venda de passagens para o Morro de São Paulo é moderada e o fluxo maior acontece no retorno daqueles que aproveitaram o final de semana prolongado na Ilha de Tinharé, de onde os catamarãs chegarão com lotação completa.
Fonte - Tribuna da Bahia  22/04/2015

Novo trem entra em operação na SuperVia

Transportes sobre trilhos

Adquirido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, a composição passará por uma semana circulando em operação assistida

RF
foto - ilustração
Ontem, dia 21, os passageiros da SuperVia passam a contar com mais um trem chinês em circulação. Adquirido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, a composição passará por uma semana circulando em operação assistida para que seja inserida à grade regular do sistema ferroviário. Desde 2012, a concessionária colocou em operação 63 dos 100 novos trens comprados pelo Governo. Os trens chineses contam com passagem interna entre os carros, sistema que não permite a abertura de portas durante as viagens, circuito interno de câmera, bagageiro e painéis de LED.
Fonte - Revista Ferroviária  22/04/2015

Procura por crédito aumenta puxada pelas micro e pequenas empresas, diz Serasa

Economia

Em março, as empresas aumentaram em 6,7% a procura por crédito, segundo o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo - Agência Brasil
Em março, as empresas aumentaram em 6,7% a procura por crédito, segundo o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve alta de 18,1%. No primeiro trimestre, o crescimento foi 9,7%.
Esse avanço na média foi puxado pelas micro e pequenas empresas com variação de 7,4% sobre fevereiro deste ano. Nos dois perfis de empresa analisados ocorreram recuos. As de médio porte reduziram a busca em 4,8% e as grandes empresas diminuíram em 6,1%.
Na análise por setor, a demanda foi liderada pela área de serviços, com alta de 8,5%, seguida do comércio (5,7%) e indústria (3,7%). O Centro-Oeste foi a região com maior crescimento (12,4%), seguida do Sul, com alta de 8,6%, e do Nordeste (6,4%). Já no Norte e no Sudeste, ocorreram expansões com taxas idênticas (4,8%).
Nos três primeiros meses do ano, o Sul lidera a procura por crédito com ampliação de 12%, seguido do Centro-Oeste (10,4%), Norte (9,4%), Nordeste (8,6%) e Sudeste (7,6%).
Para os economistas da Serasa Experian, o resultado foi influenciado pela diferença de dias úteis pelo fato de o carnaval ter sido em fevereiro. Em março, foram 22 dias úteis número acima do registrado em fevereiro – 18 dias úteis – e superior ao mesmo período do ano passado – 19 dias úteis. De acordo com os economistas, se for feito o ajuste dos dias úteis, há uma queda de 12,7% sobre fevereiro de 2015 e aumento de 2% na comparação com março de 2014.
Eles destacaram que, com o mercado mais rigoroso para conceder crédito, pode-se deduzir que os empresários desse segmento estariam recorrendo a “outras fontes alternativas de financiamento, como o crédito mercantil”.
Fonte - Agência Brasil 22/04/2015

VLI amplia uso de energia solar em ferrovias

Ferrovias/Sustentabilidade

No fim do ano passado, a VLI concluiu a implantação de sistemas de aproveitamento de energia solar em dois pátios de manobras. Na cidade de Contagem (MG), por onde passa a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), foram instalados postes em uma extensão de 400 metros às margens das linhas. As estruturas têm painéis fotovoltaicos, além de controlador de carga, bateria e luminária LED.

RF
foto - ilustração
A VLI vem implantando iniciativas que visam ampliar a utilização de energia solar nas atividades que desenvolve em todo o país. Atualmente, a área de engenharia da companhia monitora os resultados de projetos que empregam essa tecnologia em sistemas de iluminação de pátios. Os profissionais do setor também estão trabalhando na construção de novos equipamentos de sinalização de campo que possuam painéis fotovoltaicos acoplados.
No fim do ano passado, a VLI concluiu a implantação de sistemas de aproveitamento de energia solar em dois pátios de manobras. Na cidade de Contagem (MG), por onde passa a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), foram instalados postes em uma extensão de 400 metros às margens das linhas. As estruturas têm painéis fotovoltaicos, além de controlador de carga, bateria e luminária LED.
Durante o dia, as placas coletoras absorvem a radiação solar. A energia é condicionada pelo controlador de carga e armazenada na bateria. Os componentes do sistema estão aptos a alimentar a luminária LED de cada estrutura por até 12 horas consecutivas. A equipe técnica programa o período durante o qual os postes permanecem acessos. A tecnologia também foi implantada na Ferrovia Norte-Sul em um trecho de dois quilômetros no pátio de Açailândia (MA), foram instalados postes que possibilitam a iluminação durante o período noturno por meio de um sistema de aplicação de energia solar.
A tecnologia representa uma alternativa sustentável e eficaz por diversos fatores. Não há liberação de resíduos ou gases poluentes durante a produção da energia solar, que também é uma fonte renovável. Além disso, os painéis fotovoltaicos podem ser instalados em áreas remotas, onde não se tem acesso a redes de energia convencional.
A empresa utiliza a energia solar em três equipamentos de sinalização de campo: Máquina de Chave de Mola (MCM), Detector de Descarrilamento (DDC) e Detector de Cauda Automático (DCA). Atualmente, existem cerca de 2.800 unidades desses aparelhos em funcionamento ao longo da FCA e da FNS, ferrovias controladas pela companhia.
Fonte - Revista Ferroviária  22/04/2015

terça-feira, 21 de abril de 2015

Estação Bom Juá do Metrô de Salvador será inaugurada nesta quinta

Transportes sobre trilhos

Com nova estação metrô chega a 10 km. O anúncio foi feito pelo governador Rui Costa em seu programa semanal, na segunda-feira, 20.

A Tarde
Da Redação
Joa Souza - Ag. A TARDE
A estação de Bom Juá da linha 1 do metrô será inaugurada nesta quinta-feira, 23. O anúncio foi feito pelo governador Rui Costa em seu programa semanal, na segunda-feira, 20. O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, estará presente.
Com a abertura da estação a linha 1 chegará a 10 quilômetros, restando apenas dois quilômetros para agregar a estação Pirajá, que está com programação de ser inaugurada em junho.
Até agora, eram cinco estações com 7,3 km, Lapa, Campo da Pólvora, Brotas, Acesso Norte e Retiro. As atividades seguem em operação assistida, sem cobrança de tarifa.
De acordo com a CCR Metrô, concessionária responsável pelo metrô, os dois novos trechos devem beneficiar cerca de 60 mil pessoas.
Fonte - A Tarde 21/04/2015

segunda-feira, 20 de abril de 2015

VLT de Santos SP, EMTU anuncia operação para dezembro

Transportes sobre trilhos

Testes, sem cobrança de tarifa, terão início em maio. Anúncio aconteceu durante a visita técnica à estação no José Menino

G1
Primeiro VLT da Baixada Santistacréditos: Divulgação / EMTU/SP
Santos - O presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Joaquim Lopes, anunciou, nesta sexta-feira (17), que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) começa a operar em dezembro, em Santos, no litoral de São Paulo. O anúncio aconteceu durante a visita técnica à Estação Nossa Senhora de Lourdes, no José Menino.
Segundo o presidente, a meta é assinar a parceria público-privada (PPP) em maio. A PPP irá operar do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) da Baixada, incluindo ônibus, VLT, além do fornecimento de sistemas e de veículos, operação e manutenção nas nove cidades da Baixada Santista.
Os testes em Santos, chamados pela empresa de Operação Precursora, sem cobrança de tarifa, terão início em maio, no trecho de 1,2 km, entre as estações Nossa Senhora de Lourdes e Pinheiro Machado, das 13h às 17h. Ainda de acordo com a empresa, os três primeiros trens com fabricação nacional chegam à cidade no mês que vem, totalizando seis. Em dezembro, serão 17, e até março de 2016, 22. Segundo a EMTU, 60% das obras estão concluídas na cidade.
No dia 8 de abril, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) decidiu adiar a sessão pública de abertura e entrega de envelopes da licitação de pré-qualificação para obras do trecho Conselheiro Nébias – Valongo do VLT. Segundo a empresa, o adiamento aconteceu 'para que sejam analisados pedidos de esclarecimento recebidos'. Ainda não há uma data para a realização da nova sessão.
O VLT começa na Estação Barreiros, perto da Área Continental de São Vicente e chega a Santos pela Praia do Itararé. No José Menino, seguirá a antiga linha férrea, cruzará a Avenida Pinheiro Machado, seguirá pela Rua Marquês de São Vicente até a Francisco Glicério. Depois, cruzará o canal 2, Avenida Ana Costa até a Conselheiro Nébias. Entrará na Avenida Afonso Pensa e seguirá até a Rua Batista Pereira, no Macuco. O VLT deve transportar cerca 70 mil passageiros por dia em, aproximadamente, meia hora.
Fonte - Mobize 2015/04/20

Diário Oficial publica decreto que homologa terras indígenas

Política

Habitada por índios kaixana, a Terra Indígena Mapari, no Amazonas, é a maior das três novas reservas. Com 157.246 hectares, está localizada nos municípios de Fonte Boa, Japurá e Tonantins.No Pará, no município de Senador José Porfírio, a Terra Indígena Arara da Volta Grande do Xingu, habitada por povos arara e juruna, tem 25,5 mil hectares. Ela faz parte dos procedimentos de licenciamento da Usina de Belo Monte.

Karine Melo
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O Decreto 8.433/15, que homologa três terras indígenas na Região Norte do país, foi publicado na edição de hoje (20) do Diário Oficial da União. A demarcação de 232.544 hectares atende a quatro etnias nos estados do Amazonas e do Pará.
Habitada por índios kaixana, a Terra Indígena Mapari, no Amazonas, é a maior das três novas reservas. Com 157.246 hectares, está localizada nos municípios de Fonte Boa, Japurá e Tonantins.
No Pará, no município de Senador José Porfírio, a Terra Indígena Arara da Volta Grande do Xingu, habitada por povos arara e juruna, tem 25,5 mil hectares. Ela faz parte dos procedimentos de licenciamento da Usina de Belo Monte.
Ocupando territórios dos municípios de Borba e Novo Aripuanã (AM), a homologação da Terra Indígena Setemã atende reivindicação de índios mura. A reserva tem área de 49.773 hectares.
Na semana passada o governo federal recebeu representantes da Articulação Nacional dos Povos Indígenas, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, reafirmou o compromisso com os direitos desses povos.
Na proxima quarta-feira (22), o Ministério do Planejamento publicará autorização para a realização de concurso para o cargo de agente da Fundação Nacional do Índio (Funai). Serão 220 vagas, segundo nota divulgada no fim de semana pelo Palácio do Planalto.
"Esses decretos de homologação são importantes para garantir a territorialidade das comunidades diretamente interessadas e demonstram que o governo federal está empenhado na efetivação dos direitos dos povos indígenas. Nesse sentido, outras áreas poderão ser declaradas e homologadas ainda este ano. A realização do concurso, por sua vez, contribuirá significativamente para o fortalecimento da Funai no exercício de sua missão institucional." disse o presidente da instituição, Flávio Chiarelli.
Fonte - Agência Brasil  20/04/2015

Maré baixa interrompe travessia Mar Grande-Salvador

Travessia Marítima

A travessia será interrompida até as 12h30 devido a maré baixa,oque impede a atracação das lanchas na ponte de Mar Grande

A Tarde
Da Redação
Divulgação - Astramab
Por conta da Maré baixa, a travessia Mar Grande-Salvador (sentido Ilha de Itaparica para a capital) foi interrompida nesta segunda-feira, 20, por duas horas, das 10h30 às 12h30.
Este é o quarto dia seguido que o sistema precisa ser suspenso devido às condições do mar, segundo a Associação do Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab). O fluxo de passageiros no sentido Ilha de Itaparica para a capital opera normalmente e é intenso desde as 5h da manhã desta segunda.
Os horários de saída ocorrem a cada 30 minutos ou de 15 em 15 minutos, conforme a demanda. O último programado do Terminal Náutico com destino a Mar Grande é às 20h e, no sentido inverso, às 18h30.
Fonte - A Tarde  20/04/2015

Consórcio, MPE, MPF e governo fiscalizam as composições do VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos

A inspeção atende à conciliação determinada pela Justiça Federal e já foi protocolada aos órgãos de fiscalização e na Secretaria de Cidades

Marcos Lemos
Da Reportagem - Diário de Cuiabá

O Consórcio VLT Cuiabá realiza na próxima quarta-feira, 22, visita de inspeção as composições de VLTs adquiridos para implantação do modal de transporte do Veículo Leve sobre Trilhos em Cuiabá e Várzea Grande. A obra estimada em R$ 1,477 bilhão terá ao final 23 km de extensão e 32 estações de embarque e desembarque além de estação principal com garagem, administração e oficina que fica ao lado do Aeroporto Marechal Rondon, na Cidade Industrial.
A agenda faz parte do cumprimento das determinações proferidas pela juíza federal, Vanessa Curti Perenha Gasques que em audiência de conciliação entre as empresas do consórcio VLT e o governo do Estado, Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal, ocorrida dia 7 de abril, não foram acatados os argumentos do Estado que queria suspender por seis meses os prazos das obras, que se encontram desde janeiro, quando o atual governador Pedro Taques (PDT) assumiu o Estado de Mato Grosso, paralisadas.
O convite para a inspeção foi protocolado pelo consórcio VLT junto aos Ministérios Públicos, federal (MPF) e estadual (MPE), além da Secretaria de Cidades (Secid/MT) que assumiu todas as obras da Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo com a extinção da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) e para o Gabinete de Projetos Estratégicos do Estado de Mato Grosso, além da Procuradoria-Geral do Estado – PGE.
Também foi analisado pela direção do consórcio VLT Cuiabá, formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda e Astep Engenharia Ltda, a possibilidade de estender o convite também para a Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI das Obras de Mobilidade da Copa do Mundo e do VLT da Assembleia Legislativa.
Como o Parlamento Estadual não é parte na ação judicial que tramita na 1ª Vara Federal de Mato Grosso, ficou a dúvida quanto ao convite, mas não foi descartada a possibilidade de nova agenda, desta vez com os deputados estaduais e também os vereadores de Cuiabá e Várzea Grande para que os mesmos conheçam a realidade das obras, o que já foi feito e ainda há por ser realizado para a conclusão das obras do modal de transporte que está entre os mais modernos do Mundo.
Na decisão, a juíza Federal Vanessa Curti Gasques, concedeu 75 dias para que tanto o consórcio VLT Cuiabá quanto o governo do Estado e os Ministérios Públicos, federal e estadual chegassem a um entendimento que permitisse a retomada das obras. Mesmo alertando que não poderia falar, para não prejulgar, já que caberá a ela a decisão final da ação, a magistrada ponderou para ambas as partes que o interesse maior a ser preservado era com relação à conclusão das obras para atendimento da população de Cuiabá e Várzea Grande que passariam a contar com um moderno e eficiente sistema de transporte coletivo de massa.
Segundo relatório da Controladoria-Geral do Estado – CGE, do total de R$ 1,477 bilhão, R$ 1,066 bilhão já foram consumidos, restando ainda R$ 200 milhões em pedidos de empréstimos que foram encaminhados no ano passado à apreciação dos deputados estaduais que preferiram não aprová-lo. Mas, o governo ainda cobrar outros R$ 148 milhões em multas aplicadas ao consórcio pelo descumprimento de uma série de normas contratuais.
A ideia do governo Pedro Taques é retirar a obra do papel e torná-la uma realidade, mas desde que não tenha que colocar mais nenhum centavo público, ou seja, o Estado tenta construir uma Parceria Público Privada – PPP com direito à exploração do sistema após concluídas as obras para quitar os empréstimos contratados pelo Estado e ainda colocar para funcionar o sistema sem uma tarifa de valor acima da realidade de quem usa transporte coletivo de massa. A estimativa do Estado é de que são necessários mais R$ 500 milhões, além do total previsto para a obra.
Fonte - Diário de Cuiabá  20/04/2015

Carros e Motos transportam 31% da população e consomem 85% dos gastos

Mobilidade

Carros e motos consomem 85% dos gastos para transportar apenas 31% da população. O mais recente relatório do SIM - Sistema de Mobilidade Urbana da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) - referentes aos dados de 2012 releva o disparate da situação do transporte adotado no país.

Jornal da Manhã
foto - ilustração
O transporte coletivo atende somente 29% da população, mas é responsável por oferecer a maior oferta de deslocamentos, atendendo 57,2% das necessidades de deslocamentos da sociedade
O mais recente relatório do SIM - Sistema de Mobilidade Urbana da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) - referentes aos dados de 2012 releva o disparate da situação do transporte adotado no país. De todos os gastos embutidos e relacionados à mobilidade no Brasil, 85% deles são direcionados aos transportes individuais (carros e motos), entretanto, esta opção atende apenas 31% da população e corresponde a apenas 31% das distâncias percorridas. O relatório flagra ainda que a grande maioria da população prefere o transporte não motorizado, a pé ou de bicicleta (40% da população), para suas necessidades de deslocamento. Apenas 29% da população utiliza o transporte coletivo para se deslocar. O transporte individual, feito por carro ou moto, é utilizado por apenas 31% da população. A pesquisa levantou os dados referentes aos sistemas de transportes de cidades com 60 mil habitantes ou mais, o que representa 438 municípios que somam 119 milhões de habitantes – 61% da população brasileira. Contando com os custos dos próprios deslocamentos e das externalidades (poluição, acidentes de trânsito, uso de estrutura viária, etc.), a mobilidade para 61% da população em todo o País custou R$ 205,8 bilhões no ano de 2012. Os transportes individuais motorizados consumiram R$ 174 milhões deste montante, o equivalente a 85% de todos os custos. A pesquisa demonstra que o meio mais utilizado para se percorrer as distâncias necessitadas pela população foi o transporte coletivo, com 57,2% de todas as distâncias percorridas. O transporte a pé ou de bicicleta atendeu apenas a 11,8% dos deslocamentos e o transporte individual só atende a 31% das distâncias percorridas pela população. Segundo o gerente da AMTU, Paulo Pupo, enquanto os carros e motos recebem a maior parte dos estímulos diretos e indiretos, são os ônibus os responsáveis pela maior parte dos deslocamentos em transportes públicos. “Os dados mostram a necessidade de o transporte por ônibus receber prioridade e investimentos para que a maioria da população brasileira seja atendida com mais qualidade, menor custo para o País e para o próprio usuário, sem dizer menor poluição ou consumo de energia não renovável pela sociedade.” Em um rápido comparativo é possível exemplificar que um ônibus coletivo retira 50 carros das ruas, evitando todo o gasto financeiro e prejuízo ambiental que estes veículos despendem. Aliás, em relação ao custo de deslocamento, o transporte coletivo ainda é o mais barato e eficiente das opções existentes, principalmente aos trabalhadores, que se beneficiam da lei que regulamenta o vale-transporte, subsidiado pelos empregadores que também se garantem dentro da legalidade do benefício. O custo não pode ultrapassar 6% do salário do empregado. Por exemplo, o custo mensal do vale-transporte em Marília é de R$ 132,00/ mês. Se um empregado ganha R$ 1.000,00, 6% deste total representa R$ 60,00. A empresa é quem paga o que exceder, que no caso seria R$ 72,00. Em Marília, a AMTU (Associação Mariliense de Transporte Urbano) estimula o uso do transporte coletivo como principal opção de mobilidade para a população e pagamento com cartão para maior segurança e agilidade das viagens, seja para deslocamentos para o trabalho, laser, etc. Mais informações pelo 3402-9010 ou no site -  www.amtumarilia. com.br.
Fonte - Jornal da Manhã  19/04/2015

domingo, 19 de abril de 2015

Brasil precisa recuperar orgulho de sua origem, dizem indígenas

Direitos Humanos

Representantes dos povos indígenas que costumam viajar a Brasília para mobilizações e protestos ressaltam a importância que a data tem para a conscientização da sociedade, mas alertam que o tema não deve ficar restrito à celebração de hoje.

Paulo Victor Chagas
Repórter da Agência Brasil 
Daiara Tukano, professora da rede pública do
DFElza Fiuza / Agência Brasil
Demarcação das terras indígenas e reconhecimento dos brasileiros sobre a importância dos índios para o país ainda continuam sendo os desafios principais do Dia do Índio, comemorado hoje (19). Representantes dos povos indígenas que costumam viajar a Brasília para mobilizações e protestos ressaltam a importância que a data tem para a conscientização da sociedade, mas alertam que o tema não deve ficar restrito à celebração de hoje.
O cacique Piracuman, da etnia Yawalapiti, mora no Parque Indígena do Xingu, no norte de Mato Grosso, e costuma representar os povos do Alto Xingu nos eventos que ocorrem no Brasil e no exterior. Ele afirma que embora o branco comemore a data no dia 19 de abril, para o índio as comemorações ocorrem diariamente, a cada trabalho de plantio, pescaria ou outra atividade, como construção de uma oca (habitação indígena brasileira).
Abertura das comemorações do Dia do Índio no Memorial
dos Povos IndígenasElza Fiuza / Agência Brasil
Apesar de classificar a comemoração como importante para afastar espíritos ruins e doenças, o irmão do cacique Aritana, o líder mais importante dos povos do Xingu, explica por que mais de mil pessoas, representando 200 etnias, vieram a Brasília na última semana . “Aquele pessoal que estava apontando flechas para a Casa [Palácio do Planalto] lá era para [todo mundo] entender que o índio está preocupado, que o Congresso não está olhando para índio. Aquela Casa só está olhando para progresso, só para desmatamento, plantação, construção de hidrelétrica nos rios. E os índios, que estão há muito tempo aqui, estão sendo ameaçados”, diz.
Piracuman afirma que as mudanças do clima já estão afetando as próprias terras indígenas, como a chegada da chuva fora de época, a devastação de áreas próximas a rios. Segundo ele, em 2014 um tornado atingiu a região pela primeira vez, danificando casas e derrubando árvores. “A demarcação é importante não só para nós, é para todos. Nós conhecemos a floresta muito bem. Ela é para nós um filtro, tem oxigênio, muitas ervas medicinais. Hoje, os produtores não estão mais respeitando a nascente. O desmatamento chega até lá. Não deixa nem um pezinho de árvore ali. Quando seca, começa a faltar água. Gostaria de pedir para os produtores fazeremr reflorestamento no lugar que eles estragaram”, diz o cacique, lembrando que há muita soja no estado onde vive.
Álvaro Tukano mora em Brasília e assumiu simbolicamente neste domingo (19) a direção do Memorial dos Povos Indígenas. Pertencente aos povos Tukano, no interior do Amazonas, ele acredita que a homologação de três terras indígenas anunciada pelo governo federal para esta segunda-feira (20), é um dever do Estado.
“As terras indígenas, ou de toda a Amazônia, é que produzem evaporação, que distribuem água por todo Brasil e a América do Sul. Por isso que o papel da [presidenta] Dilma [Rousseff] é demarcar, homologar, combater a violência. É cumprir as leis internacionais, não construir as hidrelétricas. É essa a sabedoria que ela tem que preservar”, defendeu.
Duas terras indígenas serão homologadas no estado do Amazonas: vão atender a reivindicações dos povos Kaixana e Mura. Os Arara e Juruna receberão a terra indígena Arara da Volta Grande do Xingu, localizada no município Senador José Porfírio (PA), homologação que faz parte do licenciamento para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Para Piracuman, o motivo é que parte dos territórios ocupados atualmente pelos índios será alagada com a ativação da usina.
“Nós, índios, não esquecemos onde é nosso lugar tradicional. Os índios não vão esquecer aquilo ali. Eles podem mudar para onde vai ser homologada, mas um dia ele vai querer voltar pra lá, onde tem parentes enterrados. A gente nunca esquece”, afirmou o cacique, que também pede que os profissionais a serem contratados para trabalhar na Fundação Nacional do Índio (Funai) tenham experiência para lidar com os povos indígenas e ligação com o meio ambiente.
Daiara Tukano - DFElza Fiuza / Agência Brasil
Daiara Tukano, empossada recentemente como professora da rede pública do Distrito Federal, disse que os brasileiros precisam se orgulhar da sua origem indígena. Ela é formada em artes visuais pela Universidade de Brasília e foi admitida em concurso público da Secretaria de Educação. De acordo com Daiara, há um problema histórico de legitimidade dos povos indígenas.
Segundo a indígena, os povos originários do Continente Americano sofrem hoje uma espécie de “apagamento social”.
E acrescentou: “O indígena é reconhecido apenas quando mora na aldeia. [Só que] estamos em todos os espaços, nas universidades, trabalhando nas cidades e também no campo. É importante que o Brasil recupere o respeito e o orgulho [pelo índio]”, disse.
Fonte - Agência Brasil  19/04/20153

Brasil terá plano ambicioso de redução de poluição

Meio Ambiente

Em sua proposta para a conferência climática das Nações Unidas, em Paris, neste ano, o maior país da América Latina vai propor novas metas ambiciosas para reduzir a destruição da floresta amazônica, aumentar o reflorestamento e ampliar o uso de energia solar, hídrica e eólica.

Revista Amazônia
Adicionar legenda
O Brasil vai aumentar o uso de energias renováveis, reduzir mais o desmatamento e promover a agricultura de baixo carbono como parte de sua proposta para a conferência do clima, que neste ano acontece em Paris, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Em sua proposta para a conferência climática das Nações Unidas, em Paris, neste ano, o maior país da América Latina vai propor novas metas ambiciosas para reduzir a destruição da floresta amazônica, aumentar o reflorestamento e ampliar o uso de energia solar, hídrica e eólica. Para isso, o Brasil vai necessitar de mais capital e tecnologia estrangeiros, disse Izabella, em seu escritório em Brasília.
Ao longo da última década, o Brasil foi um dos protagonistas do mundo na luta contra as mudanças climáticas, reduzindo as suas emissões de carbono em 41% entre 2005 e 2012, segundo dados oficiais. Realizar mais cortes pode ser mais difícil. As emissões vindas da geração de energia durante o mesmo período aumentaram 36% e houve uma queda na velocidade da redução do desmatamento da Amazônia, a maior fonte de aumento das emissões de carbono do país.
"O Brasil não será o último país a oferecer sua contribuição nem seremos pouco ambiciosos", disse Izabella na terça-feira (14). "Vocês vão se surpreender."
No mês passado, o México se tornou o primeiro país em desenvolvimento a apresentar sua proposta para a conferência da ONU em dezembro, prometendo reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 22% como meta até 2030. Os EUA se comprometeram a cortar as emissões em 26% a 28% até 2025 em relação aos níveis de 2005. A conferência reunirá 190 países para buscar um acordo para redução do aquecimento global.
As primeiras propostas para a ONU não necessariamente são as melhores, disse Izabella, acrescentando que a proposta do país seria baseada em consultas substanciais e que o governo estudaria cuidadosamente os custos da introdução de novos métodos de produção.
Desmatamento zeroEm seu plano, o Brasil entregará um número de meta para a redução do desmatamento ilegal, realizado principalmente por pecuaristas que cortam e queimam árvores para a criação de gado.
Os fazendeiros e donos de terras do Brasil podem derrubar legalmente uma parcela limitada de floresta. Segundo o novo plano, qualquer desmatamento legal restante será compensado pelo plantio de mata nativa, essencialmente, disse Izabella. O financiamento do governo para a polícia florestal (Ibama) não foi afetado pelos cortes de gastos pensados para reduzir o deficit fiscal do país, disse ela.
O desmatamento da Amazônia caiu para 4.571 quilômetros quadrados em 2012, contra 27.772 quilômetros quadrados em 2004. A derrubada subiu no ano seguinte e caiu de novo para 4.848 quilômetros quadrados em 2014, segundo dados do site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
"O Brasil hoje não tem obrigação de reduzir as emissões", disse Izabella. "Mesmo assim, nós adotamos uma política nacional de mudança climática em 2010". A destruição das florestas responde por 15% das emissões de gases de efeito estufa do Brasil, contra 58% uma década atrás.
Papel modestoO Brasil tem sido tímido nas negociações das mudanças climáticas, segundo Marcio Sztutman, gerente da The Nature Conservancy no Brasil.
"Nós poderíamos promover nossa liderança tendo metas ambiciosas e transparentes, anunciadas antes da reunião em Paris, no fim do ano", disse Sztutman, por e-mail.
O Brasil, assim como outros países em desenvolvimento, argumenta que os países ricos devem ser mais ambiciosos em relação às propostas climáticas por causa de seu histórico de grandes emissões.
Izabella disse que o Brasil assumiria o papel de liderança no grupo formado com a China e a Índia, que vem representando os países subdesenvolvidos nas negociações.
"A grande discussão na conferência será a forma de financiar as mudanças", disse ela. "Tudo tem um custo. Esta conferência não é sobre meio ambiente. É sobre economia."
Fonte - Revista Amazônia  18/04/2015