sábado, 21 de março de 2015

Integração metrô/ônibus de Salvador sai até junho de 2015

Mobilidade

Os dois gestores públicos se reuniram ontem, na governadoria, para tratar de questões como mobilidade urbana, saúde e educação.Segundo Costa, a integração das modalidades de transporte deve ser viabilizada junto com a inauguração das estações Bom Juá e Pirajá do metrô. Futuramente, anteviu, o mesmo movimento será feito para que o VLT (veículo leve sobre trilhos) Comércio-Paripe integre a rede de transporte da capital baiana.

Yuri Silva
foto - ilustração
O prazo limite para a integração entre o metrô e o sistema de ônibus de Salvador ficou fixado em junho deste ano, de acordo com as afirmações do governador da Bahia, Rui Costa, e do prefeito da capital, ACM Neto.
Os dois gestores públicos se reuniram ontem, na governadoria, para tratar de questões como mobilidade urbana, saúde e educação.
Segundo Costa, a integração das modalidades de transporte deve ser viabilizada junto com a inauguração das estações Bom Juá e Pirajá do metrô. Futuramente, anteviu, o mesmo movimento será feito para que o VLT (veículo leve sobre trilhos) Comércio-Paripe integre a rede de transporte da capital baiana.
De acordo com o governador, uma agenda foi montada para que governo e prefeitura cheguem a um acordo quanto ao valor da tarifa a ser cobrada pelo metrô.
"Assim, chegaremos à solução completa para a mobilidade urbana na cidade. Se estamos felizes com a demanda atual do metrô, ficaremos mais ainda a partir da inauguração de Pirajá", afirmou Costa à imprensa.
Apesar da indefinição do valor da tarifa, Neto afirmou que ele e o governador "já conhecem os parâmetros".
Tanto o líder do Executivo baiano como o prefeito negam que a integração seja uma compensação dada pela prefeitura pela liberação dos recursos federais destinados à construção, pelo município, do BRT (Bus Rapid Transit, em inglês).
"Não tem nada disso", afirmou Neto, ao ser questionado sobre o assunto. "O governo do estado já fez sua parte, dando anuência pra que o BRT possa andar".
"Fizemos juras das coisas andarem a mil maravilhas, atendendo o mais rápido possível os interesses da cidade, com o máximo de profissionalismo das duas equipes", disse Costa.

Outros assuntos
Além de transporte público, Rui Costa e ACM Neto trataram de projetos em comum, como a pavimentação e revitalização do Centro de Salvador. Segundo o governador, como os dois entes estudavam a promoção de iniciativas iguais, um acordo permitiu a unificação das intervenções.
Além disso, as equipes de saúde do governo e da prefeitura devem atuar em conjunto, para, segundo Neto, "organizar o serviço de saúde em Salvador".
O prefeito afirmou que o acordo vai permitir um aumento da qualidade do serviço desde a atenção básica até o atendimento de urgência e emergência.
No âmbito da educação, Costa disponibilizou à prefeitura áreas estaduais para construção de escolas e creches. A falta de espaços adequados tem sido o principal empecilho para que o Ministério da Educação custeie a construção dessas instituições de ensino na capital baiana, segundo Neto.
O prefeito chegou a pedir ao órgão, em janeiro, a flexibilização das regras.
Fonte - A Tarde  21/03/2015

Conciliar exploração e conservação é desafio para preservar a Floresta Amazônica

Meio Ambiente

Na Reserva Mamirauá, pesquisadores e ribeirinhos buscam a sustentabilidade da floresta Amazônica pelo manejo florestal.A floresta é o maior bioma do Brasil e tem grande importância na regulação climática e manutenção da água.

Michèlle Canes
Repórter da Agência Brasil 
(Tomaz Silva/Agência Brasil)Tomaz Silva/Agência Brasil
A conciliação entre a exploração e conservação é um dos desafios na busca pela preservação da Amazônia. No Dia Mundial da Floresta, comemorado hoje (21), a Agência Brasil ouviu especialistas sobre esses desafios. A floresta é o maior bioma do Brasil e tem grande importância na regulação climática e manutenção da água. Em 2004 foi registrado um pico de desmatamento e o governo brasileiro criou o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAM) com três eixos voltados para a preservação da floresta. Para os especialistas, o país tem avançado na redução do desmatamento mas ainda há muito a ser feito.
Segundo o coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil, Marco Lentini, o eixo que mais avançou foi o de monitoramento, que propiciou redução em mais de 80% do desmatamento nos últimos dez anos. Para ele, o avanço foi um ganho importante, mas o problema não está controlado e ainda é preciso investir nas outras duas vertentes do plano: ordenamento de território e fomento às atividades de produção sustentável.
“Tem muita lição de casa para fazer com relação a ordenar o território amazônico para os melhores usos e incentivar a legalidade. Mas principalmente tem um longo caminho a se percorrer em projetos e iniciativas que valorizem a floresta”, explica Lentini que acredita que a destinação das terras não está sendo realizada da melhor maneira. Ele acrescenta que outro ponto importante é o respeito às comunidades tradicionais que vivem na região: “[É importante] reconhecer as comunidades tradicionais que estão tentando fazer uma produção florestal e agropecuária ecologicamente sustentável, criar uma estrutura onde a gestão de sustentabilidade a longo prazo seja priorizada”.
O diretor do Departamento de Políticas para Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Francisco Oliveira, explica que o antigo processo para a destinação de terra era moroso e, para acelera-lo, foi criada a Câmara Técnica de Destinação e Regularização de Terras Públicas Federais na Amazônia Legal. Cada órgão do governo apresenta uma possibilidade de uso das glebas públicas. Dos 44 milhões de hectares destinados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário aos trabalhos da Câmara, cerca de 20 milhões já tiveram uso definido sendo que 5,5 milhões foram dados ao MMA para a criação de unidades de conservação, por exemplo. Outros 12 milhões serviram para regularização fundiária. A destinação é um ponto importante também para evitar outro problema: a grilagem de terras. “No momento em que a gente destina esta terra, está acabando com aquele vazio de alguma forma e reduzindo o espaço daqueles que estão em busca de áreas para grilar”.
Com relação ao fomento de ações, Oliveira explica que o governo vem investindo, por exemplo, no Programa de Apoio à Conservação Ambiental Bolsa Verde, que atende cerca de 70 mil famílias que recebem R$ 300 para investir em ações sustentáveis. Outra medida citada por ele foi a definição de um valor mínimo para uma lista de produtos extraídos da floresta. “Ele [o pequeno produtor] era muito prejudicado pelos atravessadores. Quando você cria um preço mínimo para aquele produto, você tá buscando garantir que aquele produtor, ao vender o seu produto vai ter um mínimo”.
A exploração ilegal da madeira também é uma questão a ser resolvida na região. A qualidade e as propriedades das árvores da Amazônia atraem o mercado. A secretária-executiva do Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (FSC) Brasil, Fabíola Zerbini, acredita que é preciso investir ainda mais na fiscalização. “O sistema de rastreabilidade de madeira amazônica, o Documento de Origem Florestal (DOF), é muito bom, conceitual e metodologicamente. O problema é que ele não funciona porque ainda existe corrupção, existe muito uso indevido e não há fiscalização na ponta”.
Para os três especialistas ouvidos pela Agência Brasil um ponto é consensual: é preciso equilibrar produção e sustentabilidade. “Não caia no risco de deixar de usar a madeira da Amazônia achando que vai protegê-la porque, infelizmente vai acabar tendo efeito inverso. A gente vai ver mais e mais áreas convertidas para outros fins e a Amazônia indo embora”, diz Fabíola. Para Lentini, investir em treinamento e incentivos aos produtores e campanhas com a sociedade também é um caminho. “Convencer a sociedade a adquirir produtos que tenham origem legal, sustentável”. Francisco Oliveira também acredita nestas possibilidades e destaca que ao conhecer o uso dado à terra auxilia em melhores políticas públicas. “A gente tem o desafio de levar assistência técnica adequada ao desenvolvimento que se deseja para a Amazônia, para conciliar proteção e produção em base sustentável", conclui o diretor do MMA.
Fonte - Agência Brasil  21/03/2015

EM DEFESA DO VLT, por Vicente Vuolo

Transportes sobre trilhos

"Somos escravos de um modelo de transportes que não considera a ferrovia como opção.O resultado dessa desastrosa política de transportes, de décadas e mais décadas, é que o Brasil tem um dos sistemas viários mais letais da América Latina.O país tem uma média de 18 mortos para cada 100 mil habitantes, contra 10 nos países mais ricos e 13 na Argentina, na Colômbia e no Chile."

Mídia News
foto-ilustração/VLT de Ciabá
Mais uma tragédia nas estradas brasileiras. Desta feita, em Santa Catarina. Foi com um ônibus da Companhia Mar Turismo, na rodovia SC-418 com mais de 50 mortos.
Infelizmente, acidentes dessa magnitude acontecem com frequência nos quatro cantos do país porque somos escravos de um modelo de transportes que não considera a ferrovia como opção.
O resultado dessa desastrosa política de transportes, de décadas e mais décadas, é que o Brasil tem um dos sistemas viários mais letais da América Latina.
O país tem uma média de 18 mortos para cada 100 mil habitantes, contra 10 nos países mais ricos e 13 na Argentina, na Colômbia e no Chile.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa anual de mortes em acidentes rodoviários no Brasil é de, aproximadamente, o dobro dos Estados Unidos.
Estima-se que 43.869 brasileiros tenham morrido em acidentes de trânsito no país em 2010, e que outros tantos tenham ficado com sequelas físicas e psicológicas.
As ferrovias são o meio de transporte terrestre com maior capacidade de transporte de carga e de passageiros.
Queremos trilhos (o Brasil tem ferro), e não pneus (asfalto); transporte saudável (energia elétrica), e não o diesel que polui (petróleo).
No Brasil, tudo é motivo para não se construir ferrovias. Demora muito! Custa caro! São razões encontradas pelos burocratas e administradores.
Vejam só o que está acontecendo em Cuiabá: querem destruir o VLT. Sim! Pasmem!
Sob a alegação de custo elevado e corrupção. Tudo isso, para atender o lobby dos ônibus que poluem a nossa cidade.
Ora, se existe, de fato, superfaturamento, que o Ministério Público e o Tribunal de Contas apurem, e punam com rigor os responsáveis. O que não pode é inviabilizar um transporte mais barato, econômico e seguro.
Estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostra que o metrô de São Paulo gera R$ 19,3 bilhões por ano na economia do país, o equivalente a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB).
A pesquisa comparou dois cenários – com a presença do metrô e sem – e concluiu que, quanto maior o tempo do deslocamento diário de casa para o trabalho, menos produtivo será o trabalhador, o que gera efeitos negativos na economia.
Ou seja, quando retira o metrô, o tempo de deslocamento aumenta e a produtividade cai.
A pesquisa, denominada “A Economia Subterrânea: Monitorando os Impactos mais Amplos do Metrô de São Paulo” – conduzida pelo professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP, Eduardo Haddad – mostra que, caso o metrô de São Paulo não existisse, a cidade deixaria de produzir R$ 6,15 bilhões (32% do total dos impactos econômicos avaliados).
O restante da região metropolitana deixaria de contribuir com a economia em R$ 2,17 bilhões (11%). Os demais municípios do Estado perderiam R$ 2,29 bilhões (12%) e o restante do Brasil sofreria um impacto econômico negativo de R$ 8,7 bilhões (45%).
Nossas cidades estão parando. Trânsito caótico. Violência e nervosismo, brigas e stress. Gastos exagerados com combustíveis.
E na saúde que se debilita com a poluição e a tensão diária. Há soluções. Investir fortemente em ferrovias, em metrôs, em monotrilhos e nos VLTs é uma delas.
Podemos implantar vários tipos de modais e convivências entre eles. Porém, precisamos primeiro retirar de nós mesmos as viseiras que nos colocaram décadas atrás, viseiras que nos impedem de olhar para os lados e para outras opções.
Cuiabá pode e vai melhorar muito se superar a ideia de que só ônibus serve para transporte.

VICENTE VUOLO é economista, cientista político e analista legislativo do Senado Federal.
vicente.vuolo10@gmail.com
Fonte - ABIFER  20/03/2015

“Mobilidade Urbana sob a ótica Ferroviária” é tema de palestra na CBTU Natal

Transportes sobre trilhos

Enílson Medeiros iniciou a palestra apresentando aos novos empregados os fundamentos da ferrovia através de uma linha do tempo, na qual foi demonstrada a composição básica da estrutura ferroviária – como os tipos e padrões de vias permanentes – e de material rodante.

Impresa CBTU - Natal
foto - ilustração
Dando continuidade à formação dos novos empregados, a CBTU Natal promoveu na manhã desta quinta-feira, 19, a palestra “Mobilidade Urbana sob a ótica Ferroviária”, com o professor Enílson Medeiros, Dr. em Engenharia de Transportes, da Universidade Federal do Rio Grande Norte – UFRN.
Enílson Medeiros iniciou a palestra apresentando aos novos empregados os fundamentos da ferrovia através de uma linha do tempo, na qual foi demonstrada a composição básica da estrutura ferroviária – como os tipos e padrões de vias permanentes – e de material rodante.
Ainda foi abordada a origem da ferrovia, sua situação atual e as perspectivas para este modal dentro de uma amplitude macro, embasado por diversos estudos que colocam o transporte de passageiros sobre trilhos como indutor da mobilidade urbana nas grandes metrópoles, sempre contextualizando a atuação da CBTU no RN.
Desde a convocação dos candidatos na segunda-feira, 9, a CBTU Natal tem desenvolvido diversas ações para promover a integração e a capacitação dos novos colaboradores.
Fonte - ABIFER  20/03/2015

sexta-feira, 20 de março de 2015

SwissLeaks: lista do HSBC inclui doleiros

SwissLeaks

Na base de dados do HSBC suíço vazada em 2008 por um ex-funcionário do banco aparecem os nomes de Henrique José Chueke e sua filha, Lisabelle Chueke, Favel Bergman Vianna, Oscar Frederico Jager, Benjamin Katz, Dario Messer, Raul Henrique Srour e Henoch Zalcberg.Todos os citados nas planilhas do HSBC suíço encontrados pela reportagem de O Globo afirmaram que não são doleiros.

Da Agência Brasil 
foto - ilustração
Na lista dos 8.667 brasileiros com contas numeradas no HSBC da Suíça em 2006 e 2007 aparecem sete doleiros envolvidos em casos anteriores de corrupção no Brasil e a filha de um deles. Segundo publicação do jornal O Globo, em todos os episódios eles foram investigados pela suspeita de terem operado dinheiro de origem duvidosa e acobertado operações financeiras ilegais. Os citados negam irregularidades.
Na base de dados do HSBC suíço vazada em 2008 por um ex-funcionário do banco aparecem os nomes de Henrique José Chueke e sua filha, Lisabelle Chueke, Favel Bergman Vianna, Oscar Frederico Jager, Benjamin Katz, Dario Messer, Raul Henrique Srour e Henoch Zalcberg.
Todos os citados nas planilhas do HSBC suíço encontrados pela reportagem de O Globo afirmaram que não são doleiros. Eles também negaram ter cometido qualquer irregularidade na realização de operações financeiras ou não quiseram fazer comentários sobre as contas ao jornal.
A investigação jornalística sobre o caso, conhecida como SwissLeaks, é comandada pelo ICIJ, sigla em inglês para Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos. As investigações dão conta, até o momento, de que houve sonegação e evasão fiscal por parte do banco e de alguns correntistas.
Ter uma conta numerada no exterior não pressupõe crime. Isso só ocorre quando o contribuinte não declara à Receita Federal e ao Banco Central que mantém valores fora do país. Nesse caso, o cidadão pode ser processado por evasão de divisas e sonegação fiscal.
Na Receita, está em andamento uma investigação sobre a origem dos recursos de brasileiros com contas numeradas no HSBC suíço.
Fonte - Agência Brasil  20/03/2015

Governo e empresários reagem contra a desativação da malha ferroviária na Bahia

Ferrovias

Resolução da ANTT, datada de 2013, determina que a malha para o transporte de cargas, sob concessão à FCA, deve ser desativada e devolvida ao Governo Federal.No encontro com o Ministro dos Transportes o governador Rui Costa teria requerido a “intervenção do ministério” para garantir que a VLI,que controla a FCA, fizesse os investimentos previstos no contrato de concessão para garantir a segurança da malha, tendo em vista a manutenção do sistema de transporte,vital para a economia do estado.

Albenísio Fonseca TB
foto - ilustração
O secretário estadual de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, garantiu, ontem, concordar com as demandas encaminhadas pelas empresas que integram o Núcleo Ferroviário da Usuport-Associação dos Usuários de Portos da Bahia contra a desativação da malha ferroviária no estado. Resolução da ANTT-Agência Nacional de Transportes Terrestres, datada de 2013, determina que a malha para o transporte de cargas, sob concessão à FCA-Ferrovia Costa-Atlântica, deve ser desativada e devolvida ao Governo Federal, conforme reportagem publicada na edição de ontem da Tribuna. Entre as empresas estão a BSC-Bahia Speciality Cellulose, Colomi, Cristal, Dow Brasil, Ferbasa, Magnesita e Paranapanema.
Cavalcanti anunciou, inclusive, o lançamento de um Plano Estadual de Logística, a ocorrer em abril, com o qual pretende integrar ferrovias, rodovias, portos e que “será mais amplo que o PIL-Programa de Investimentos em Logística-, lançado pelo Governo Federal em 2012”, mas que não avançou até então. Ele ressaltou ter defendido os mesmos pontos de vista, de reação à desativação da malha ferroviária no estado, durante recente ida à comissão de Infraestrutura da Assembléia Legislativa.
O secretário revelou ter acompanhado o governador Rui Costa na audiência com o ministro dos Transportes Antonio Carlos Rodrigues, em janeiro, quando assumiam os cargos. No encontro, conforme Cavalcanti, o governador teria requerido a “intervenção do ministério” no sentido de garantir que a VLI-Vale Logística Integrada, uma holding da Vale do Rio Doce que controla a FCA, fizesse os investimentos previstos no contrato de concessão para garantir a segurança da malha, tendo em vista a manutenção do sistema de transporte, vital para a economia do estado.
Ele disse ter se reunido, também, com o presidente da FCA, Marcello Spinelli, quando defendeu que a multa aplicada pela ANTT à empresa pela falta de investimentos na manutenção das linhas e convertidas em investimentos, fosse aplicada na Bahia. O montante, cerca de R$ 1 bilhão em valores atualizados, ganhou status de “doação” e passou a ser destinado à malha Centro-Leste que envolve corredores ferroviários nos estados de Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro, em detrimento da malha na Bahia.

Nova ferrovia demandaria 10 anos
Mantendo a expectativa com relação ao PIL, Cavalcanti avaliou, contudo, que a construção de uma nova ferrovia – ligando Belo Horizonte a Salvador – “demandará um horizonte de oito a 10 anos e não podemos ficar esperando a construção de uma nova malha quando já dispomos de um longo trecho implantado”.
Como as demandas encaminhadas ao Ministério dos Transportes e à VLI não foram contempladas até o momento, ele garantiu que o governador Rui Costa “deverá retornar a Brasília para novo contato com o ministro dos Transportes”. Antonio Carlos Rodrigues, em sua posse, acenou com o propósito de implementar “um novo patamar logístico” no país.
Antes, porém, é possível que o Ministério Público, na Bahia e em Sergipe, atenda à representação impetrada pelo Sindicato dos Ferroviários e Metroviários, com base nos dois estados, e instaure inquérito civil público para adoção das cautelas necessárias a fim de suspender a destruição da rede ferroviária no estado.
Fonte - Tribuna da bahia  20/03/2015

Feira dos Caxixis atrai turistas a Nazaré das Farinhas, no Recôncavo

Turismo

Este ano, com o tema Arte, Cultura e Cor, o evento, que tem mais de três séculos, acontece entre os dias 2 e 5 de abril, das 8h às 22h, nas praças Alexandre Bittencourt e dos Táxis (Circuito Caxixis), onde se destacam os oleiros de Maragogipinho, distrito de Aratuípe, que confeccionam as miniaturas em barro. São 200 barracas para exposição das miniaturas e 50 para artesanato produzido por nazarenos e da região.

Secom
Secom Ba.
Uma das exposições de artesanato mais antigas do país, a Feira dos Caxixis (miniaturas de objetos em barro) movimenta o Recôncavo Baiano durante a Semana Santa. Realizada no município de Nazaré das Farinhas (239 quilômetros de Salvador), a feira atrai turistas da região e de várias partes do Brasil.
Este ano, com o tema Arte, Cultura e Cor, o evento, que tem mais de três séculos, acontece entre os dias 2 e 5 de abril, das 8h às 22h, nas praças Alexandre Bittencourt e dos Táxis (Circuito Caxixis), onde se destacam os oleiros de Maragogipinho, distrito de Aratuípe, que confeccionam as miniaturas em barro. São 200 barracas para exposição das miniaturas e 50 para artesanato produzido por nazarenos e da região.
O fluxo diário de visitantes, em média, é de cinco mil pessoas, com pico na Sexta-feira Santa, quando registra entre oito e dez mil pessoas, o que incrementa a cadeia produtiva do turismo local, como os locais de hospedagem (pousadas), restaurantes, dentre outros. A venda de produtos é comparada a períodos como Natal e Dias das Mães. Para quem chega à cidade, o colorido do artesanato chama a atenção. Além dos caxixis, o visitante encontra peças de artesanato em couro, madeira, reciclado, sementes, além de moringas, potes, cofres em forma de porquinhos, jarras, purrões, objetos decorativos e utilitários, com preços para todos os bolsos e gostos.

Cultura e diversão
Na Praça dos Táxis, durante o dia, acontece apresentação de dança, teatro e grupos musicais locais e regionais. Na Central de Abastecimento, na área chamada Arena Caxixis, o palco principal recebe uma programação musical nas noites de sábado e domingo, com nomes como Tayrone, Neto LX, Canindé, Adão Negro, Black Style, Jau e Negra Cor.
Passeios turísticos também são imperdíveis. Vale uma visita à primeira locomotiva do município, batizada de Visconde de São Lourenço, adquirida em 1873, e ao monumento Jesus de Nazaré, com 15m de altura, localizado no Morro do Silêncio, mirante de onde se avistam as áreas urbana e rural.
Tem também o Cine-Teatro Rio Branco, o mais antigo da América Latina e um dos poucos exemplares da art-noveau no Nordeste, além da Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, cuja construção durou quase 100 anos, e a Cachoeira do Roncador, queda d’água do Rio Copioba, que forma corredeiras e um poço natural.

História
A Feira dos Caxixis começou com pequena exposição idealizada por um oleiro de nome Patrício. Numa canoa, navegando pelo Rio Jaguaripe, deslocou-se de Maragogipinho até Nazaré das Farinhas, na Semana Santa, trazendo miniaturas confeccionadas em barro, compradas pelos moradores ainda no porto. O sucesso motivou o artesão a convidar outros oleiros a acompanhá-lo, todos os anos, originando-se, assim, a Feira dos Caxixis.
Fonte - Secom Ba.  20/03/2015

Trecho da Transnordestina no Piauí será concluído em 2016

Ferrovias

O diretor da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) responsável pela Ferrovia Transnordestina,Ciro Gomes,antecipou que o grupo vai investir na modernização da Ferrovia que liga Fortaleza - Teresina - São Luiz, o que inclui o trecho entre Timon e o Grande Dirceu, beneficiando assim o metrô de Teresina. Este será um investimento de cerca de R$ 3 milhões e também terá apoio do Estado.

Portal AZ
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O diretor da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) responsável pela Ferrovia Transnordestina, Ciro Gomes, confirmou ao governador do Piauí, Wellington Dias, nesta quarta-feira (18), a conclusão do trecho da Ferrovia no Piauí até o final de 2016.
Para isso, o governo do estado dará apoio na regularização de algumas áreas na região que dependem do posicionamento do Instituto de Terras do Piauí, Incra e da Secretaria de Transportes. O governador garantiu o total empenho do Estado para a solução dessa situação.
Ciro Gomes antecipou ainda que o grupo vai investir na modernização da Ferrovia que liga Fortaleza - Teresina - São Luiz, o que inclui o trecho entre Timon e o Grande Dirceu, beneficiando assim o metrô de Teresina. Este será um investimento de cerca de R$ 3 milhões e também terá apoio do Estado.
A Transnordestina contabiliza cerca de R$ 17 bilhões em investimentos, destes R$ 6 bilhões no Piauí. Atualmente, são hoje cerca de 5 mil trabalhadores, sendo 3.200 no estado, com perspectiva de abrir mais mil novos postos de trabalho. A intenção é levar a presidenta Dilma para conhecer esse novo Piauí, afirmou o governador.

Minério
Ainda na manhã de hoje, a direção da empresa Brasil Exploração Mineral S.A (Bremisa) apresentou ao governador Wellington Dias, em Brasília, o cronograma de investimentos da empresa na mina de exploração de ferro na cidade de Paulistana, o chamado projeto Planalto Piauí.
O diretor José Anchietano Junior destacou a importância da conclusão da Ferrovia para viabilizar também industrialização do ferro no Piauí. O grupo prevê a inauguração de uma unidade de beneficiamento de ferro no Estado em 2018. A empresa extrai um minério com 27% de ferro e consegue atingir a qualidade premium, com um minério com mais de 70% de ferro. O investimento previsto é de R$ 4,98 bilhões.
Fonte - Revista Ferroviária  20/03/2015

Sedur e Seinfra discutem integração entre Metrô de Salvador e ônibus metropolitanos

Mobilidade

O Governo do Estado, por meio da Agerba, Seinfra e Sedur, estuda a integração das linhas que chegam a Salvador, pela BR-324, com o sistema metroviário na Estação do Retiro. 

Sedur - Ascom
Foto - Ascom Sedur
Com o objetivo de melhorar a qualidade da mobilidade urbana na Região Metropolitana de Salvador, o Governo do Estado estuda a integração entre o sistema de ônibus metropolitanos com o Metrô de Salvador. O assunto foi pauta da reunião realizada nesta quarta-feira, 18/03, entre os secretários estaduais do Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins, e da Infraestrutura, Marcus Cavalcanti.
A princípio, o Governo do Estado, por meio da Agerba, Seinfra e Sedur, estuda a integração das linhas que chegam a Salvador, pela BR-324, com o sistema metroviário na Estação do Retiro. “Essa é uma forma de o governo também permitir que os moradores da RMS aproveitem e desfrutem de um transporte moderno e confortável”, afirmou a superintendente de Mobilidade Urbana da Sedur, Grace Gomes. O chefe de gabinete da Seinfra, Ivan Barbosa, também participou do encontro.
Reuniões entre os técnicos das duas secretarias e da Agerba estão ocorrendo semanalmente para dar andamento aos estudos, além de discutir e planejar a integração metrô-ônibus metropolitanos. Para o secretário Carlos Martins, esse é “um primeiro passo para a integração completa, que sem dúvida alguma é fundamental para o sucesso do sistema, mas, mais ainda, é ótimo para a população”.
Fonte - Sedur Ba.  19/03/2015

Petrobras bate novos recordes no pré-sal

Economia

Foram batidos os recordes de produção diária própria, com 555 mil barris por dia (bpd), e operada (que inclui a parcela operada para as empresas parceiras), que chegou a 737 mil bpd.

Petrobras

Nossa produção na camada pré-sal das bacias de Santos e Campos bateu novos recordes em fevereiro: no dia 26 foram batidos os recordes de produção diária própria, com 555 mil barris por dia (bpd), e operada (que inclui a parcela operada para as empresas parceiras), que chegou a 737 mil bpd.
Nossa produção total de petróleo e gás natural, em fevereiro de 2015, foi de 2 milhões 801 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), 1,5 % inferior ao patamar registrado em janeiro (2 milhões 845 mil boed). Este volume inclui a produção de petróleo e de gás natural. Do total, 2 milhões 612 mil boed foram produzidos no Brasil e 189 mil boed no exterior.
Produção de óleo e gás no Brasil foi de 2 milhões e 612 mil boed
A produção total de petróleo e gás natural no Brasil, em fevereiro, foi de 2 milhões 612 mil boed, 1,8% inferior ao patamar registrado em janeiro (2 milhões 661 mil boed).

A produção total que operamos no Brasil foi de 2 milhões 854 mil boed.
Nossa produção exclusiva de petróleo no Brasil foi de 2 milhões 146 mil barris por dia (bpd), 2,1% abaixo da produção de janeiro, de 2 milhões 192 mil bpd. A produção de petróleo operada no país foi de 2 milhões 319 mil de bpd, 2,1% inferior a do mês anterior (2 milhões 370 mil bpd).
A redução nos volumes produzidos em fevereiro deveu-se, principalmente, às paradas programadas para manutenção das plataformas P-19, no campo de Marlim, e P-58, no Parque das Baleias, ambas na Bacia de Campos; e do FPSO Cidade de Angra dos Reis, no campo de Lula, na Bacia de Santos. A queda de produção, associada a estas paradas, foi parcialmente compensada pelo início de operação de sete novos poços marítimos no mês de fevereiro, nas bacias de Campos e Santos.

Recorde no aproveitamento de gás natural
A produção própria de gás natural no Brasil, excluído o volume liquefeito, foi de 73,968 milhões de m³/dia em fevereiro, 0,8% inferior ao volume alcançado em janeiro. A produção de gás sem o volume liquefeito, incluindo a parcela das empresas parceiras, atingiu 84,958 milhões de m³/dia.
O aproveitamento da produção de gás natural atingiu em fevereiro seu recorde histórico mensal, com a utilização de 96,5% do gás produzido no Brasil, superando o recorde anterior, de setembro de 2013, quando o índice chegou a 96,3%.

Produção no exterior em fevereiro aumenta 2,7%
No exterior foram produzidos, no mês de fevereiro, 189 mil boed, 2,7% acima dos 184 mil boed produzidos no mês anterior. O volume inclui petróleo e gás natural.
A produção média de petróleo em fevereiro foi de 100 mil bpd, 2,1% acima dos 98 mil bpd produzidos no mês anterior, em função principalmente da entrada de novos poços produtores nos campos de Saint Malo e Lucius, nos Estados Unidos.
A produção média de gás natural no exterior foi de 15,016 milhões m³/d, 2,5% acima do volume produzido no mês de janeiro, que foi de 14,646 milhões m³/d. Este aumento foi devido à maior produção no campo de Sábalo, no bloco de San Antonio, na Bolívia.
Fonte - Fatos e Dados  19/03/2015

quinta-feira, 19 de março de 2015

Ferrovia barateia escoamento de biodiesel de MT

Ferrovias

Com o terminal de Rondonópolis, todo o biodiesel de Mato Grosso que até agora chegava a Paulínia em caminhões deverá seguir em vagões. Com isso, a empresa espera ampliar significativamente o volume total de biocombustíveis que movimenta por ferrovias no ciclo 2015/16, que terá início em abril.

Valor Econômico
foto - ilustração/portaldotrem
Segundo maior produtor de biodiesel do país, Mato Grosso agora tem estrutura para escoar sua oferta atual por ferrovia até a refinaria de Paulínia, em São Paulo. A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, inaugurou ontem um terminal ferroviário de combustíveis no município de Rondonópolis que, em larga medida, terá justamente essa finalidade. O projeto gerou expectativa no Estado pela redução de custos que promete garantir na comparação com a utilização de rodovias.
O transporte do biodiesel puro (B-100) de Rondonópolis a Paulínia será realizado nos mesmos vagões que agora poderão levar gasolina e diesel da cidade paulista até o polo agrícola mato-grossense. Por caminhão, são cerca de 2 mil quilômetros. Nas contas da Raízen, essa otimização do transporte, com a ocupação dos vagões ferroviários na ida e na volta, possibilitará um ganho de eficiência de 27% na distribuição de combustíveis na região, segundo Leonardo Pontes, diretor-executivo de logística da empresa. E boa parte desse ganho virá da redução dos fretes.
A Raízen, cujo faturamento anual supera R$ 50 bilhões, começou a transportar biocombustíveis por trilhos em 2013, com o transporte de biodiesel de Esteio (RS) até Araucária (PR). Na base de distribuição ferroviária da empresa em Alto Taquari (MT), o uso do modal para o escoamento de biocombustíveis entrou em escala comercial em 2014, puxado pelo etanol produzido no sul de Goiás - tanto na usina própria da companhia, localizada em Jataí, como em outras unidades da região.
Com o terminal de Rondonópolis, todo o biodiesel de Mato Grosso que até agora chegava a Paulínia em caminhões deverá seguir em vagões. Com isso, a empresa espera ampliar significativamente o volume total de biocombustíveis que movimenta por ferrovias no ciclo 2015/16, que terá início em abril.
A área de distribuição de combustíveis da Raízen projeta que deverá movimentar no mercado interno 3,8 bilhões de litros de etanol e outros 700 milhões de litros de biodiesel nesta temporada 2014/15, que terminará no dia 31 deste mês. Do total de 4,5 bilhões de litros, 20% serão escoados por trilhos, disse Pontes. "Com Rondonópolis, esse percentual vai dobrar", previu.
A maior parte do biodiesel de Mato Grosso é produzido em um raio de cinco a dez quilômetros do novo terminal da Raízen em Rondonópolis, construído às margens da malha da América Latina Logística (ALL) - agora também controlada pela Cosan por meio da subsidiária Rumo Logística.
Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2014 o Brasil produziu 3,4 bilhões de litros de biodiesel e Mato Grosso representou 18% desse volume (611 milhões de litros). Aproximadamente 400 milhões de litros vieram de unidades de processamento localizadas em Rondonópolis, incluindo as das multinacionais americanas ADM (161 milhões de litros) e Bunge (115 milhões de litros) e a da asiática Noble (116 milhões).
É difícil saber como o ganho de eficiência calculado pela Raízen em 27% vai se distribuir ao longo da cadeia produtiva. Mas, conforme o diretor de logística da empresa, o novo terminal tende a mudar o patamar de competitividade de Mato Grosso em biodiesel em relação a seu maior "concorrente", o Rio Grande do Sul.
Do total de 700 milhões de litros que a Raízen movimentará em biodiesel no ciclo 2014/15 em todo o Brasil, em torno de 50% virão de Mato Grosso e 40% de fábricas gaúchas. "A projeção é que o biodiesel mato-grossense amplie sua participação em 10 pontos percentuais nos próximos cinco anos, pois é aqui que está a maior produção de soja do país e os maiores potenciais de crescimento na fabricação de biodiesel", afirmou Pontes.
Em 2015/16, segundo ele, a Raízen deverá movimentar 830 milhões de litros de biodiesel no Brasil, em virtude do aumento do percentual de biodiesel no diesel - de 5% para 7%, em vigor desde o último trimestre do ano passado - e também desse crescimento de "market share".
Desde sua implementação no país, há quase dez anos, o mercado de biodiesel é regulado pelos leilões da ANP, que define os volumes a serem adquiridos a cada bimestre e estabelece os limites para os preços de comercialização. Mas Leonardo Gadotti Filho, vice-presidente de Logística, Distribuição e Trading da Raízen, não tem dúvidas de que esse mercado vai mudar um dia no Brasil.
"E, quando isso acontecer, o diferencial será a logística", afirmou Gadotti. Atualmente, o biodiesel B-100 pode ser adquirido apenas por uma distribuidora de combustível, que o mistura, na proporção permitida, no diesel que é distribuído no país. "Quando o mercado se abrir, poderemos movimentar volumes bem maiores do produto, uma vez que atuaremos também como trading de biodiesel", disse o executivo.
Fonte - Revista Ferroviária  19/03/2015

Forças Armadas vão prestar apoio logístico em ações do Programa Mais Médicos

Mais Médicos

O texto estabelece que comandantes da Marinha e do Exército acionem os meios logísticos necessários para a recepção, a hospedagem, o transporte urbano e a distribuição dos médicos intercambistas e supervisores nos municípios.

Paula Laboissière 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O ministro da Defesa, Jaques Wagner, autorizou o emprego das Forças Armadas em apoio logístico ao Programa Mais Médicos do governo federal. A decisão foi publicada hoje (19) no Diário Oficial da União e atende a uma determinação da presidenta Dilma Rousseff.
O texto estabelece que comandantes da Marinha e do Exército acionem os meios logísticos necessários para a recepção, a hospedagem, o transporte urbano e a distribuição dos médicos intercambistas e supervisores nos municípios.
Um oficial deverá ser designado para promover a ligação com os órgãos governamentais. Os comandantes deverão informar ao Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas as necessidades financeiras exigidas para o apoio ao programa.
De acordo com a publicação, o comandante da Aeronáutica deverá acionar meios logísticos (pessoal e material) necessários para o transporte aéreo de médicos intercambistas e supervisores.
O Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas deverá promover a ligação e a coordenação com as demais autoridades envolvidas no programa e acompanhar a execução das ações de apoio, mantendo o ministro informado sobre as principais tarefas executadas.
O Programa Mais Médicos faz parte de um pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde e prevê a convocação de profissionais para atuar na atenção básica de municípios com maior vulnerabilidade social.
Fonte - Agência Brasil  19/03/2015

Concha Acústica do TCA ficará pronta em julho após obras de requalificação

Cultura

Nesta primeira etapa, cujo investimento chegou a R$ 80 milhões, a Concha será contemplada com a construção de novos camarotes e dos camarins, recuperação das arquibancadas, as bases da nova Sala Sinfônica – que contará com 600 lugares e cuja construção está prevista para a segunda fase da obras, além da construção de um edifício garagem com capacidade para 300 veículos.

Yuri Abreu -TB
Foto: Francisco Galvão
Bahia - Um dos espaços culturais mais importantes do estado deve ter a primeira fase da suas obras de requalificação concluída. Trata-se da Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), que deverá ser entregue pronta ainda no próximo mês de julho. A afirmação foi feita pelo Governador da Bahia, Rui Costa, em visita ao local na manhã de ontem. Na ocasião, ele também falou sobre a segunda fase das obras, cuja estimativa de início é o mês de agosto.
Nesta primeira etapa, cujo investimento chegou a R$ 80 milhões, a Concha será contemplada com a construção de novos camarotes e dos camarins, recuperação das arquibancadas, as bases da nova Sala Sinfônica – que contará com 600 lugares e cuja construção está prevista para a segunda fase da obras –, além da construção de um edifício garagem com capacidade para 300 veículos.


“Esse aqui é um equipamento extraordinário e que está sendo todo recuperado, ampliado. Aqui, nós teremos, certamente, uma Concha modernizada, recuperada e equipada. Talvez esta seja a maior intervenção realizada em um equipamento cultural no país. Nós teremos um espaço que não vai ficar devendo nada a nenhum outro no Brasil. Ao final das obras, o complexo estará com certeza entre os melhores. Com isso, amplia-se a oportunidade de exibições artísticas e culturais aqui na Bahia, trazendo mais conforto e acessibilidade para quem chega para conferir as atrações”, disse o Governador.
O investimento, para Costa, mostra o quanto a cultura terá prioridade em sua gestão e tem como principal objetivo colocar o estado em destaque no setor. “Assim, nós podemos disputar todos os melhores eventos culturais do país. Este é, portanto, um investimento que merece toda a nossa comemoração, enquanto baianos. Todo o teatro será renovado e terá um menor consumo de energia, o que é bom para o meio ambiente e para o próprio espaço, que terá uma maior economia”, relatou enquanto referia-se as últimas obras realizadas no complexo que aconteceram nos anos 1990.
Questionado sobre um atraso na obras, que deveriam ficar prontas no ano passado, o Governador disse que a demora se deu por conta das dificuldades no repasse de recursos. No entanto, com os recursos em dia, as obras estão em ritmo acelerado e a expectativa é a que a primeira fase do projeto deva ficar pronta no mês de julho, sendo aberta ao público em agosto, segundo o gestor.
Segunda etapa do projeto contempla Sala do Coro e acessos
Já a segunda fase das obras, que serão realizadas na parte interna do TCA, deve começar também no mês de agosto. Inicialmente, no entanto, elas não afetariam o funcionamento do espaço. Nesta fase, haverá a reconstrução da Sala do Coro e dos acessos ao local, além da construção da Sala Sinfônica e de uma sala de cinema, com capacidade para 600 e 150 lugares, respectivamente. Também estão previstas melhorias na parte acústica e na parte técnica da sala principal dos anexos, assim como incrementos no foyer, no jardim suspenso, no restaurante e na bilheteria.
“Nesta etapa, temos a previsão de fazê-la com recursos da Lei Rouanet, de incentivo a cultura. Nós também estamos buscando as empresas que irão contribuir com o investimento. Já temos uma carta compromisso junto com a Coelba, com a Caixa e vamos buscar efetivá-las, além de buscar parceiros que queiram ajudar o Teatro, como o próprio Banco do Brasil, dentre outros. Isso será trabalhado para ser licitado o mais breve possível, para que haja uma sincronização entre o fim de uma etapa e o começo da outra”, afirmou Rui Costa.
Para o Secretário de Cultura do Estado, Jorge Portugal, a expectativa é muito grande pela reinauguração do espaço. “Existe uma ansiedade, um clamor, por um equipamento em Salvador que possa receber um número significativo de pessoas. Vocês não podem imaginar a alegria da classe produtora e da comunidade cultural quando inaugurarmos esta parte do espaço logo no mês de agosto” comemora.
Além disso, Portugal ressaltou a importância dos investimentos realizados e disse que a Bahia só tem a ganhar com o novo espaço, um dos maiores da América Latina. “Acho que este é um dos maiores investimentos realizados no setor cultural do país, senão o maior. Acho que quando o governador fala que este será um dos maiores equipamentos cultural do país, penso que ele está sendo modesto. Colocaria esse complexo com um dos mais importantes da América Latina, por conta do local histórico onde ele está inserido. A cultura baiana só tem a ganhar com isso”, definiu.
Para o Diretor Geral do TCA, Moacyr Gramacho, o momento é histórico. “Sem dúvida é bastante importante o que estamos vivendo agora. Basicamente, a obra se resume em duas grandes linhas de intervenção. Uma requalificação de equipamento cujo sistema de drenagem ainda é de 1950. A outra linha é satisfazer as novas diretrizes públicas estabelecidas no governo Wagner. Quero destacar que essa reforma só foi possível por conta da compactuação interna entre artistas, Fundação Cultural do Estado e a Secretaria de Cultura. É um sonho construído coletivamente”, destacou.
Fonte - Tribuna da Bahia 19/03/2015

Retirar ciclovias em São Paulo é retrocesso sem precedentes, diz especialista

Mobilidade

“Voltar ao que estava antes na Avenida Paulista não faz sentido para ninguém”, afirma.Segundo Benites, o ritmo de instalação das ciclovias do Brasil “é parecido com que se viu em todo o mundo” e “não parece que não há estudos”.

Renato Lobo
C/ informações de
“O Estado de São Paulo”
Imagem de Apu Gomes | Folhapress
Retirar as ciclovias de São Paulo “é um retrocesso que não se viu em nenhum lugar do mundo”, na avaliação de Thiago Benites, gerente de transportes ativos no Brasil do Institute for Transportation & Development Policy (ITDP), entidade com sede em Nova York que atua com prefeituras na elaboração de projetos de mobilidade. “Voltar ao que estava antes na Avenida Paulista não faz sentido para ninguém”, afirma.
Segundo Benites, o ritmo de instalação das ciclovias do Brasil “é parecido com que se viu em todo o mundo” e “não parece que não há estudos”.
“O que se via era uma série de estudos que nunca eram implementados. O conceito de uma rede mínima, que está sendo feito agora, mostra que há sim um planejamento”, afirma o consultor, que também afasta qualquer possibilidade de as ciclovias trazerem insegurança. “Isso é um descalabro”, afirma.
Já para o ativista e editor do site Vá de Bike Willian Cruz, o Ministério Público tem o direito de pedir para ver o projeto e questionar se houve estudos de implementação. “Mas interromper e retroceder o trabalho que já foi feito para a modalidade urbana na cidade é um absurdo.”
Cada quilômetro de ciclovia custa R$ 200 mil. Até o momento, a Prefeitura já gastou cerca de R$ 54 milhões com o projeto.
A Promotora Camila Mansour Magalhães da Silveira não detalha o que ocorrerá com o dinheiro que já foi gasto nesse projeto, mas diz que quem investiga os custos é a Promotoria do Patrimônio Público e Social.
Fonte - Via Trolebus  19/03/2015

Técnicas para armazenar água e produzir alimentos ajudam a viver no Semiárido

Sustentabilidade

A segurança hídrica é apenas um dos muitos pontos importantes da convivência com o Semiárido. Odaléa Severo, integrante da coordenação estadual da Articulação no Semiárido (ASA), defende que o acesso à terra e a estocagem de alimentos para as pessoas e para os animais são outros meios de manter as famílias sertanejas em suas terras. “Seca não se combate. É preciso criar mecanismos para viver bem no Semiárido.

Edwirges Nogueira
Enviada Espc. da Ag. Brasil/EBC
Produtor rural no Semiárido
Arquivo/Agência Brasil
A solução para reduzir os impactos negativos da seca está no próprio Semiárido. É o que demonstram diversas famílias e comunidades cearenses que conseguem fazer bom uso dos recursos que ficam escassos nos meses de estiagem. E muita coisa é feita ali, ao lado das casas. O agricultor João Firmino, 85 anos, desceu a serra de Baturité, no centro-norte do Ceará, na década de 1950 para viver no Sertão Central (historicamente considerada a área mais árida do estado) e conta que, naquela época, não faltava serviço. Para ter água em casa, entretanto, era preciso sair às duas da madrugada em direção a um açude.
Firmino vive na comunidade de Bom Jardim, em Quixadá, há 25 anos. Hoje, ao lado da cisterna-calçadão (que capta água por meio de um “calçadão” construído ao lado do reservatório), ele fica admirado quando a filha Lourdes, 41 anos, pega um balde e retira água de uma pequena abertura. “É muita água, graças a Deus.” As chuvas que caíram em Quixadá entre o final de fevereiro e o início de março praticamente encheram a cisterna de 52 mil litros, cuja água é utilizada para irrigar a produção de frutas, hortaliças e grãos. Na frente da casa, outra cisterna capta água da chuva pelas calhas para consumo familiar.
A agricultora Lourdes Lopes Alves seguiu os passos dos pais e é quem hoje mantém o quintal produtivo da família. De lá, saem não só os alimentos que a família consome. Ela reúne o excedente para vender na feira em Quixadá. Além disso, produz e vende um bolo feito com o milho colhido em casa.
A segurança hídrica é apenas um dos muitos pontos importantes da convivência com o Semiárido. Odaléa Severo, integrante da coordenação estadual da Articulação no Semiárido (ASA), defende que o acesso à terra e a estocagem de alimentos para as pessoas e para os animais são outros meios de manter as famílias sertanejas em suas terras. “Seca não se combate. É preciso criar mecanismos para viver bem no Semiárido. Experiências como essa mostram que isso é possível. Estamos rompendo com um paradigma de combate à seca que foi repercutido ao longo da história.”

Nova Russas - Moradores convivem com período de seca
 na comunidade rural de Irapuá. O agricultor João Pinto
 52 anos, mantém uma plantação e cria galinhas para sustento da família
 (Fernando Frazão/Agência Brasil)Fernando Frazão/Agência Brasil
Nova Russas - Moradores convivem com período de seca na comunidade rural de Irapuá. O agricultor João Pinto, 52 anos, mantém uma plantação e cria galinhas para sustento da família (Fernando Frazão/Agência Brasil)Fernando Frazão/Agência Brasil
Em Nova Russas, na região dos Inhamuns (a 239 quilômetros de Quixadá), a comunidade Irapuá é uma demonstração do potencial do Semiárido. Lá, os produtores se reuniram em associações para organizar o trabalho, que envolve a produção de frutas e hortaliças, de artesanato, de aves e de mel de abelha. O próximo passo da comunidade é conseguir um selo que comprove a excelência do trabalho na produção orgânica de mel. Além disso, os apicultores aguardam a próxima florada, resultado das chuvas recentes, para colocar em funcionamento o novo entreposto – local em que o mel é beneficiado para chegar ao consumidor.
A expectativa para as primeiras produções no novo local é um pouco menor. Antes das chuvas, quando a água estava escassa e a temperatura era alta, as abelhas deixaram mais da metade das 320 colmeias de Irapuá. Atualmente, os apicultores contam com, aproximadamente, 150 colmeias. Mesmo assim, o presidente da Associação Agroecológica de Certificação Participativa dos Inhamuns (Acep), Vicente Pinto de Carvalho Neto, está otimista. Ele estima que, em abril, já haverá mel e que o número de colmeias voltará a crescer. “Como choveu, as abelhas que foram embora voltam, trazem outras e se reproduzem.”
Com as chuvas de fevereiro e março, a cisterna de enxurrada (que capta água diretamente do solo e faz duas filtragens antes de ser armazenada) do quintal do agricultor João Pinto, 52 anos, ficou praticamente cheia. Mesmo assim, ele não deixou de ficar atento ao bom uso da água. Uma tecnologia que ajuda no uso sustentável do recurso é o chamado canteiro econômico. Trata-se de um espaço de nove metros quadrados onde a irrigação se dá de baixo para cima, por meio de uma tubulação com furos que passa por baixo da terra. A água é colocada por uma abertura e distribuída na terra pelos furos. João estima que o canteiro precise de dez litros de água, enquanto espaços convencionais cheguem a consumir até 40 litros de água.
Na comunidade de Irapuá, a produção de algodão agroecológico é a principal fonte de renda dos agricultores que trabalham com o manejo ecológico, segundo o presidente da Associação dos Produtores da Agricultura Familiar (Apaf), Antônio Giovane Pinto de Carvalho. No quintal de João Pinto, as primeiras sementes já foram plantadas e as plumas devem ser colhidas entre junho e julho. Uma empresa estrangeira com sede no Brasil adquire a produção orgânica cearense e já apresentou aos agricultores a meta de comprar 4 mil quilos de pluma de algodão. Um grande desafio para Irapuá, que produziu no ano passado 400 quilos. Além dos agricultores da comunidade, segundo o presidente da Apaf, há cerca de 60 trabalhadores na região dos Inhamuns certificados para produzir algodão agroecológico e mais 50 interessados em trabalhar dentro dessa perspectiva.
Com autonomia para decidir o que plantar e acompanhamento para saber trabalhar com recursos escassos em momentos de seca, o sertanejo não precisa sair de sua terra, avalia o técnico agrícola da Cáritas de Crateús, Edmar Filho. Para ele, o Poder Público tem muito o que aprender com os sertanejos.
“Existe uma troca de conhecimentos, de técnicas de convivência com o semiárido, entre nós, técnicos, e as comunidades que ainda não usam essas técnicas. Elas [as técnicas] são bastante disseminadas entre as entidades que acompanham as comunidades e esperamos que sejam mais disseminadas ainda entre os governos. O Poder Público tem que vir no campo e ver o que os agricultores estão fazendo”, defende.
Fonte - Agência  Brasil  19/03/2015

Hyundai Rotem lança pedra fundamental de sua 1ª fábrica no Brasil

Transporte sobre trilhos

A fábrica, segunda maior planta da empresa no mundo, irá produzir diversos tipos de trens de passageiros com tecnologia de ponta. A produção da planta em Araraquara está prevista para ter início no primeiro semestre de 2016.

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foto - ilustração/Pregopontocom
Metrô de Salvador-Hyundai Rotem
Após anunciar, em novembro de 2014, a construção de uma fábrica na cidade de Araraquara, interior do estado de São Paulo, a Hyundai Rotem lança a pedra fundamental de sua planta no dia 02 de abril. Com investimento inicial de US$40 milhões e criação de mais de 300 postos de trabalhos na região, a sul-coreana tem o objetivo de, com o apoio da Prefeitura de Araraquara, transformar a cidade em um polo tecnológico para a indústria ferroviária.
A fábrica, segunda maior planta da empresa no mundo, irá produzir diversos tipos de trens de passageiros com tecnologia de ponta. A produção da planta em Araraquara está prevista para ter início no primeiro semestre de 2016.
Para o início das atividades, serão produzidos 240 carros para a CPTM e 136 carros para o projeto do Metrô de Salvador linhas 1 e 2. A Hyundai Rotem planeja que a nova fábrica no Brasil tenha a capacidade de produção de cerca de 200 carros anualmente.
Presente no Brasil desde novembro de 2003, quando firmou seu primeiro contrato para o fornecimento de seis trens (24 carros) para o projeto da linha 1 do metrô de Salvador, a Hyundai Rotem tem ampliado sua presença no setor ferroviário brasileiro com o fornecimento de cerca de 650 carros ferroviários no Brasil, para quatro diferentes operadoras ferroviárias localizadas.
Primeiro projeto de parceria público privada do país e primeiro da América Latina com sistema de operação de trem autônoma, sem a utilização de operador, o projeto de São Paulo da linha 4 amarela é bastante representativo. Foram fornecidos 14 trens (84 carros) em um sistema que, ao ser concluído, terá extensão de 12,8 km e 11 estações, que atendem mais de 700 mil passageiros por dia útil.
A empresa recebeu um pedido de fornecimento de mais 15 trens (90 carros) para fase II do projeto de São Paulo na linha 4. Além de assinar um contrato para fornecimento de 30 trens (240 carros) para a CPTM em junho de 2013.
Fonte - Revista Ferroviária  18/03/2015

quarta-feira, 18 de março de 2015

Programa de Mobilidade Salvador prevê 217 quilômetros de ciclovia e investimento de R$ 41 milhões

Mobilidade

O Governo do Estado da Bahia pretende ampliar a malha cicloviária da cidade para 217 quilômetros, com um investimento de cerca de R$ 41 milhões, através do projeto Cidade Bicicleta.
Segundo a superintendente de Mobilidade Urbana, Grace Gomes, as ciclovias geram impactos positivos na medida em que contribuem para a redução do transporte motorizado.


Sedur Ascom
As faixas em vermelho indicam a ciclovia da
Av. Pinto de Aguiar.- Foto de Manu Dias/ GOVBA
Bahia - Com o aumento exponencial da frota de veículos e seus consequentes congestionamentos, tornam-se necessárias ações para melhoria do transporte e da qualidade de vida dos baianos. Por essa razão, o Governo do Estado pretende ampliar a malha cicloviária da cidade para 217 quilômetros, com um investimento de cerca de R$ 41 milhões, através do projeto Cidade Bicicleta.
Segundo a superintendente de Mobilidade Urbana, Grace Gomes, as ciclovias geram impactos positivos na medida em que contribuem para a redução do transporte motorizado. Ela acredita que a implantação de ciclovias denota uma boa imagem inicial, já que não provoca perturbações ambientais, tem custos de implantação menores que os de uma via para veículos automotores, e ainda promove a equidade no uso do espaço urbano e inclusão social, já que as pessoas com menor renda são as principais usuárias da bicicleta. “Uma vez que a cidade tiver uma eficiente estrutura cicloviária, a bicicleta vai ganhar novos adeptos, diminuindo a participação do carro e do ônibus na matriz de mobilidade da cidade e vai reduzir os impactos negativos que estes meios de transportes geram diariamente”, prevê Grace.
Sinalização de ciclovia na Pinto de Aguiar
 Foto: Alberto Coutinho/GovBa
Modais - O Programa Mobilidade Salvador do Governo do Estado está realizando obras de infraestrutura que tem mudado a cara da cidade. Estas ações visam integrar os diversos modais de transporte, como Metrô, ônibus, BRT e a bicicleta como uma alternativa sustentável de mobilidade. Uma das obras já concluídas é a Avenida Pinto de Aguiar que possui malha cicloviária ao longo de toda sua extensão – três quilômetros em cada sentido da avenida.
Também está prevista a implantação de 13 km de ciclofaixas no Centro Antigo de Salvador e a requalificação do Parque de Pituaçu, que incluirá 15 km de ciclovia e um bicicletário. A obra na Avenida Orlando Gomes, que ainda está em andamento, também inclui projetos de ciclovias.
Outras obras em andamento como a Avenida 29 de Março, que vai ligar a Orla à Av. São Luís, no Subúrbio; e a Avenida Gal Costa, que fará a ligação entre a Orla e Pirajá, planejam implantar um sistema alternativo de transporte, o BRT e ampliar a malha cicloviária existente, integrando este meio, saudável e acessível para todos, às demais ações de mobilidade urbana.
Atualmente, duas das cinco estações do Metrô de Salvador – Retiro e Acesso Norte – já têm bicicletários com capacidade para 108 bicicletas cada um. Os equipamentos ficam disponíveis para uso exclusivo dos usuários do transporte.
Atendente do bicicletário da Estação do Retiro, Geysiane Araújo explica que ao usar o bicicletário pela primeira vez, a pessoa receberá as normas de funcionamento do equipamento. “Na chegada, é preciso apresentar documento com foto e comprovante de residência. O cadastro vai gerar dois cartões de identificação, um para o usuário e outro que fica preso na bicicleta. No retorno, ele deve apresentar o cartão e o documento para liberação da saída da bicicleta”.
Foto: Alberto Coutinho/ GOVBA
Rotina - O uso da bike como meio de transporte nas cidades grandes tem atingido as mais diversas camadas sociais. Um desses casos é o auxiliar de serviços gerais da SEDUR, Thiago Damasceno, de 27 anos. O jovem, que trabalha de segunda à sexta, realiza um trajeto total diário de 26 km.
“Eu saio da Lapa até o CAB. Pego a Vasco da Gama, Ogunjá, Bonocô, depois a Avenida ACM, chegando na Paralela e aterrisso aqui”, brinca Thiago. “Faço esse percurso todos os dias. Ida e volta. Nesse trecho, não pego nenhuma ciclovia e acabo tendo que disputar espaço com os carros e para evitar esse fluxo de carros eu tenho que sair mais cedo de casa. O aumento das ciclovias vai diminuir bastante esse perigo”, conclui.
Outro exemplo é do analista de sistemas, Rafael Gomes, de 30 anos. Ele é ciclista desde 2011 quando participou do ‘Ocupa Salvador’ e percebeu que era possível se locomover de bicicleta pela cidade. Desde então, tornou-se militante da causa e atua em movimentos de conscientização e incentivo de novos usuários, como por exemplo, o ‘Bicicletada Salvador’, um movimento de protesto por mais segurança e respeito aos ciclistas que acontece sempre na última sexta do mês.
A designer gráfica Márcia Menezes, que passou a usar a bike como meio de transporte prioritário quando vendeu o carro em 2010, cita outro movimento, o ‘Bike Anjo’. “É um projeto de trabalho voluntário, em que ciclistas ajudam pessoas que desejam pedalar na cidade, mas ainda não têm experiência. Também estão desenvolvendo a Escola Bike Anjo, que é um projeto nacional e acontece no último domingo de cada mês”, explica.
Além do problema da alta velocidade das vias compartilhadas, Rafael considera que uma das grandes dificuldades do uso da bike como meio de transporte prioritário é a pouca arborização e consequente altas temperaturas. “A maioria das praças, que poderiam servir de ponto de parada para usuários de bicicleta e pedestres, não têm cobertura, ou seja, não servem para descansar em momento de muito calor”, conclui.
A designer Márcia rechaça a teoria de que a estrutura urbanística e geográfica de Salvador seja desfavorável ao uso da bicicleta. Ela cita os exemplos de São Francisco (EUA) e São Paulo como cidades que, mesmo com características geográficas semelhantes à de Salvador, pautam essa prática. Márcia ainda reforça o papel do poder público na implementação de políticas que possam favorecer o usuário de bicicleta.
“Quem usa a bicicleta como transporte em Salvador faz rotas com poucas ou, às vezes, nenhuma ladeira. E, quando tem que subir, sobe com o preparo físico de quem pedala no dia a dia. Se não der, leva a bike empurrando. Em qualquer lugar é possível usar bicicleta. É necessário investir em bicicletários, paraciclos, ônibus para levar bicicletas, fazer com que o transporte público seja integrado”, afirmou.
A superintendente Grace Gomes concorda que mesmo com a topografia acidentada da cidade, é possível o uso da bicicleta, desde que haja uma ordenação adequada de usos e infraestrutura que viabilizam a implantação desse modal de transporte. “Nossa cidade possui regiões aptas a receber ciclovias como é o caso da orla – onde se concentra a maior parte das ciclovias da cidade – e das grandes avenidas como a Av. Centenário, Magalhães Neto, dentre outras”.
Fluxo de automóveis na Marginal Pinheiros
 em São Paulo. Foto: Marcelo Camargo/ ABr
Exemplos - O projeto do Governo do Estado, que visa ampliar consideravelmente as ciclovias em Salvador, se espelha em outras experiências de sucesso no Brasil e no Mundo. Um dos exemplos mais próximos da nossa realidade, principalmente pela geografia da cidade, está em São Paulo.
No início de 2014, a capital paulista possuía cerca de 60km de vias para usuários de bike. Atualmente, em menos de um ano, esse número já ultrapassou 200km. A meta é que, até o fim de 2015, esse número suba para 400 quilômetros de ciclovias.
A medida é amplamente aceita pela população local. Em pesquisa recente, realizada pelo Ibope, 88% dos paulistanos aprovaram a política. A ação também obteve reconhecimento internacional. A cidade foi uma das vencedoras da 10ª edição do Sustainable Transport Award, entregue à administração municipal em 13 de janeiro em Washington, nos Estados Unidos.
Os percursos espalhados pela capital possuem uma estrutura que permite conectar o uso da bicicleta com outros modais de transporte, como terminais de ônibus. Nos projetos concebidos pela área de planejamento cicloviário o custo por quilômetro está estimado em R$ 200 mil. No total, o investimento será por volta de R$ 80 milhões.
Fonte - Sedur Ba. 18/03/2015

Ecorodovias vence concessão da Rio-Niterói e pedágio cairá para R$ 3,70

Mobilidade

A partir de 1° de junho,o preço do pedágio da Ponte Rio-Niterói a ser cobrado pela nova concessionária para carros de passeio,caira dos atuais R$ 5,20 para R$ 3,70.O certame foi vencido pela empresa Ecorodovias Infraestrutura e Logística S.A, a companhia ofereceu deságio de 36,67%,

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil 
Alexandre Macieira/Riotur
O leilão para concessão da Ponte Rio-Niterói realizado na manhã de hoje (18) foi vencido pela empresa Ecorodovias Infraestrutura e Logística S.A. A companhia ofereceu deságio de 36,67%, o que significa tarifa-base de R$ 3,28. Com isso, a partir de 1º de junho deste ano o pedágio para os usuários da ponte cairá dos atuais R$ 5,20 para R$ 3,70 (veículos de passeio).
O Consórcio Nova Guanabara ficou em segundo lugar, oferecendo deságio de 35,20% - tarifa de R$ 3,39. O Consórcio Ponte, do qual faz parte a atual concessionária (CCR), ofereceu o pior lance entre os seis que disputaram a concorrência, tarifa de R$ 4,24 – deságio de 18,20%. A companhia administrou a ponte por 20 anos e o contrato vence no próximo mês de maio.
Inaugurada em 1974, a Rio-Niterói é a 11ª maior do mundo, tem 13,2 quilômetros de extensão e 72 metros de altura. A ponte é a principal ligação da cidade do Rio de Janeiro com Niterói e o inetrior do estado.
A nova concessionária assinará um contrato para prestar serviços por 30 anos. A administradora deverá fazer investimentos estimados em R$ 1,3 bilhão. Entre as obras obrigatórias, está a construção de uma via elevada ligando a ponte com a Linha Vermelha. Está previsto também uma ligação na Avenida Feliciano Sodré que passe sob a Praça Renascença, em Niterói.
Fonte - Agência Brasil  18/03/2015

Em Santos, Justiça suspende obras em trecho do VLT

Mobilidade

MP alega que o trajeto inicial do VLT foi alterado e que pode prejudicar o meio ambiente, além de gerar impactos urbanos.A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), responsável pelas obras, pretende entrar com recurso até a próxima semana.

A Tribuna de Santos
foto - ilustração
A decisão foi tomada no início de fevereiro, mas a interrupção dos serviços só aconteceu após a publicação do acórdão no Diário da Justiça, no último dia 13, quando foi restabelecida a liminar do MP para suspender as obras de implantação do sistema viário no trecho citado, até o julgamento final da ação. O MP alega que o trajeto inicial do VLT restringia-se à área da antiga linha férrea. No projeto em andamento atualmente, o modal segue pela linha do trem de São Vicente até o Canal 1, e poucos metros depois desvia para o canteiro central da Avenida Francisco Glicério, por onde percorre até a Avenida Conselheiro Nébias.
O desembargador Ruy Alberto Leme Cavalheiro, relator do processo na 1ª Câmara Reservada ao Meio Ambiente, do TJ-SP, diz que “a alteração de um traçado urbano, por alguns metros que sejam, saindo de onde havia o planejamento inicial, pode vir a provocar alteração no meio ambiente”.
O relatório de Cavalheiro publicado na última semana afirma ainda que o impacto desta mudança deve ser avaliado, pois “além do (impacto) urbanístico, a questão do tráfego, trânsito, pode levar a degradação ambiental em prejuízo da comunidade”.
A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), responsável pelas obras, pretende entrar com recurso até a próxima semana. Até lá, na área em questão, a empresa deve realizar apenas a conservação do trabalho que já foi executado e a segurança da obra, pedestres e veículos. Na manhã da última segunda-feira, A Tribuna percorreu o trecho santista do VLT, da divisa com São Vicente até a Conselheiro Nébias, e constatou a paralisação dos trabalhos. Apenas na Estação Pinheiro Machado, no José Menino, técnicos e funcionários das obras foram vistos.
Segundo a EMTU, no trecho Barreiros-Porto, até o momento, estão concluídos 95% das obras em São Vicente e 60% em Santos. A previsão é de que até o final deste mês comece a Operação Precursora, sem cobrança de tarifa, num trajeto que ainda será definido.
Fonte - Mobilize  18/03/2015

Indígenas da Bahia protestam contra PEC sobre a demarcação de terras

Política

De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o grupo reivindica a garantia de direitos, o respeito à Constituição e a continuidade dos processos de demarcações de terras, além de defender a preservação da natureza diante da exploração promovida por setores econômicos como madeireiros, garimpeiros e empreiteiras.

Por Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
Uma delegação de cerca de 100 indígenas da Bahia, composta por povos Pataxó, Pataxó Hahãehãe, Kaimbé, Kariri e Tupinambá, fazem neste momento um ato na Esplanada dos Ministérios em protesto à reinstalação da comissão especial que vai analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215. O texto transfere ao Congresso Nacional a decisão final sobre a demarcação de terras indígenas no Brasil.
De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o grupo reivindica a garantia de direitos, o respeito à Constituição e a continuidade dos processos de demarcações de terras, além de defender a preservação da natureza diante da exploração promovida por setores econômicos como madeireiros, garimpeiros e empreiteiras.
No período da tarde, a delegação deve se dirigir ao Supremo Tribunal Federal em visita aos gabinetes e, às 17h, está prevista uma audiência com o presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowiski.
Fonte - Agência Brasil  18/03/2015

Moradores da Zona Norte de Recife sem alternativas para fugir do trânsito

Mobilidade

Com o entupimento da Av. Norte e somente com ônibus para o transporte público, Zona Norte vive caos no trânsito.Diferentemente da Zona Sul, que dispõe de metrô e no último ano recebeu faixa exclusiva para transporte coletivo e uma passagem expressa...

Maira Baracho*
Diario de Pernambuco
Trânsito na Avenida Rui Barbosa fica congestionado
 quase todas as manhãs. Para a CTTU a alternativa é a Rua do Futuro
 também engarrafada. Foto - Allan Torres/DP/D.A Press 
Na Zona Norte do Recife a cena se repete todos os dias: milhares de carros disputam espaço nas ruas apertadas e um trajeto de menos de três quilômetros pode exigir até 40 minutos dos motoristas. Diferentemente da Zona Sul, que dispõe de metrô e no último ano recebeu faixa exclusiva para transporte coletivo e uma passagem expressa - a Via Mangue - a região Norte da cidade é carente de alternativas e continua fora do roteiro dos principais projetos de mobilidade urbana. Na semana passada o Diario realizou o caminho feito por milhares de recifenses e fez o percurso de ida e volta entre o Mercado de Casa Amarela e o Parque Treze de Maio, no Centro, em pleno horário de pico. Levamos até 1h22 para completar o trajeto, que pode ser conferido detalhadamente no infográfico abaixo.




Em uma manhã típica no Recife, que ostenta o título de pior trânsito do país, se gasta entre 20 e 40 minutos para percorrer toda a Avenida Rui Barbosa. A alternativa para escapar da via onde circulam 24 mil carros todos os dias é a Rua do Futuro, que, no entanto, também sofre com a lentidão. Na Avenida Norte, onde 53,5 mil carros passam todos os dias, não é diferente. Sem planos governamentais para desafogar o tráfego na área a curto e médio prazo, o morador da Zona Norte fica preso a esses percursos. Segundo o site Numbeo, o recifense leva, em média, 55,6 minutos para se deslocar entre um ponto e outro, se posicionando como a 10ª metrópole do mundo onde se gasta mais tempo no trânsito. Na prática, no entanto, o tempo pode ser ainda maior.
Os filhos de Melissa Carvalho estudam em uma escola na Rui Barbosa. Todos os dias ela leva 40 minutos para percorrer a avenida e acredita que a precariedade do transporte público influencia na quantidade de carros. “Há a necessidade dos pais levarem seus filhos ao colégio, por causa da insegurança do transporte coletivo, o que aumenta ainda mais o fluxo de carros”, percebe. Para os usuários de ônibus, o único tipo de transporte coletivo disponível na região, o cenário não é diferente.
 

Para o urbanista César Barros o problema do trânsito na Zona Norte – e no Recife – se sustenta em quatro pilares: lacuna histórica de planejamento, gestão falha, não priorização do transporte público e negação dos modais não motorizados. “O que acontece quando você junta esses fatos é o caos total”, comenta. Para ele, só uma mudança de perspectiva na atuação da gestão pública mudaria o trânsito.
“Os veículos motorizados deveriam funcionar com uma bitola permanente, que garantisse o fluxo a partir da capacidade da via”, explica, defendendo uma padronização das ruas. “A Rui Barbosa, por exemplo, tem larguras diferentes dependendo do trecho, o que deixa o trânsito confuso”, analisa. “Você tem giros à esquerda onde não deveria ter, como no cruzamento da Avenida Norte com o canal do Arruda. A gestão precisa estar atuante a cada momento porque situações como essa devem ser evitadas radicalmente”, avalia.

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Outra questão identificada pelo especialista é a não priorização do transporte coletivo, que ele defende como alternativa viável para melhorar o tráfego. “Faixas exclusivas de ônibus é o mínimo que se pode fazer em vias como Rosa e Silva e Avenida Norte.” Para ele, a gestão também deve voltar-se para os veículos não motorizados, sobretudo a bicicleta. “Você poderia interligar toda a Região Metropolitana com apenas sete ciclovias. E elas devem estar nos corredores principais da cidade. Isso significa que um estudante poderia sair, por exemplo, de Apipucos e seguir até o seu colégio, na Rui Barbosa, de bicicleta. Hoje ele não vai porque é perigoso”, explica. “Se isso tudo não for levado em consideração, qualquer opção vai ser caótica”, opina.

Foto: Allan Torres/DP/D.A Press 
Nas principais vias da Zona Norte circulam mais de 143 mil carros diariamente. São 53 mil na Avenida Norte , 33 mil na Rui Barbosa e 24 mil na Rui Barbosa. A Dezessete de Agosto recebe os 33 mil restantes.

Sem projetos à vista
Através da assessoria de imprensa, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) confirmou que nenhum grande projeto está previsto para a área, a não ser um possível VLT (metrô de superfície) que pode ser implantado na Avenida Norte, mas que estaria ainda em fase “embrionária”. Ainda de acordo com a companhia, nos últimos dois anos foram feitas 19 alterações na circulação de veículos nas vias da Zona Norte, que vão desde binários, proibições e eliminações de giros. A CTTU disse ainda que 80 orientadores auxiliam o trânsito e atuam nos principais cruzamentos da área, como nas avenidas Rosa e Silva, Norte, Rui Barbosa e Parnamirim.
A CTTU informou também informou que outras medidas estão sendo analisadas e devem ser implementadas ainda no segundo semestre de 2015, mas não entrou em detalhes sobre os projetos.
Colaborou Mike Torres*
Fonte - Diário de Pernambuco  18/03/2015

terça-feira, 17 de março de 2015

Metrô de Salvador - Secretário Carlos Martins vistoria estação do Bom Juá e visita canteiro de obras em Pirajá

Transportes sobre trilhos

Luiz Valença, presidente da CCR Metrô Bahia, Carlos Martins, secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Eduardo Copello, presidente da CTB (no canto direito), e engenheiros da CCR Metrô Bahia no canteiro de Pirajá 

Ascom Sedur
Foto: Ascom Sedur
Mais de quatro mil operários trabalhando em ritmo intenso, dia e noite. Esse é o retrato do canteiro de obras do Metrô de Salvador na região de Pirajá. Além de ser o centro operacional das duas linhas do metrô, a estação será a maior estação de integração da linha 1. A área total de intervenções do Metrô em Pirajá é de mais de 150 mil m². Na manhã desta terça-feira, 17/03, o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins, visitou as obras na estação Pirajá e, também, vistoriou a estação Bom Juá, que será inaugurada no dia 9 de abril pelo governador Rui Costa.
“A construção da estação Pirajá, prevista para ser concluída em junho deste ano, simboliza o final da linha 1, conforme previsto inicialmente. O Estado assumiu esse compromisso com a população de Salvador e, apesar de toda a complexidade da obra e do número de pessoas envolvidas, está otimista porque todas as intervenções e planos estão dentro do cronograma”, afirmou Martins, que foi acompanhado na visita pelo presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), Eduardo Copello, e pelo presidente da CCR Metrô Bahia, Luiz Valença.
A estação Pirajá será o “cérebro da operação do sistema metroviário”, segundo o presidente da CTB, Eduardo Copello. “Aqui, nós teremos o centro de operação, o pátio de manutenção e estacionamento, além de diversos setores responsáveis pelo funcionamento pleno do sistema”, completou.

Obras na região de Pirajá – Foto: Ascom Sedur
Estação Bom Juá – Com inauguração marcada para 9 de abril, a estação do Bom Juá também recebeu a visita do secretário. Ele comentou a importância da entrada em operação da sexta estação do Metrô – a segunda construída pela concessionária. “Cerca de 70 mil pessoas que moram nessa região serão beneficiadas com a entrega dessa estação, que vai permitir fácil acesso e melhorar muito o deslocamento até a região da Rótula do Abacaxi, com a estação Acesso Norte, e até o centro da cidade, com a estação da Lapa”, disse.
A estação possui 155 metros em linha reta, com fácil acesso para quem mora nas duas margens da BR-324. O local conta ainda com Sala de Supervisão Operacional (SSO), sistema de combate a incêndio, pronto socorro e banheiros públicos, inclusive para portadores de deficiência.

Estação Bom Juá – Foto: Ascom Sedur
Metrô – Com investimento da ordem de R$ 3,6 bilhões, o metrô de Salvador terá, em 2017, duas linhas com 41 km de extensão. Na última semana, o sistema atingiu o recorde de passageiros transportados por dia: 31 mil usuários. Desde a inauguração, em junho de 2014, mais de 3 milhões já utilizaram o metrô.
Fonte - Sedur Ba.  17/03/2014