sábado, 17 de janeiro de 2015

Trem da Vale transportou cerca de um milhão de pessoas em 2014

Transportes sobre trilhos

Para 2015 a expectativa é que esse número ainda aumente já que desde agosto passado o trem opera com carros novos. Segundo a avaliação de Rafael Fachetti, supervisor do trem de passageiros, 2014 foi um marco para o trem da Estrada de Ferro Vitória a Minas devido à chegada dos novos equipamentos, que começaram a circular em agosto

Natália Oliveira
Super Notícia/O Tempo

O Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória Minas, que faz o percurso Belo Horizonte em Minas, até Cariacica, no Espírito Santo, transportou cerca de um milhão de pessoas no ano de 2014, segundo a Vale, empresa que opera o trem.
Do total de passageiros, 231 mil embarcaram em Belo Horizonte e 213 mil chegaram a capital mineira. No litoral cabixaba 168 mil passageiros embarcaram na estação de Pedro Nolasco em Cariacica. Em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, foram 137 mil embarques.
No fim do ano, a movimentação de passageiros foi bastante intensa. No mês de dezembro 84 mil passageiros utilizaram o trem. “Na nossa avaliação, 2014 foi um marco para o trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas devido à chegada dos novos equipamentos, que começaram a circular em agosto. Percebemos que mesmo as pessoas que não tinham muitas informações sobre a ferrovia e a viagem passaram a conhecer melhor o trem”, considera Rafael Fachetti, supervisor do trem de passageiros.
Para 2015 a expectativa é que esse número ainda aumente. “Estamos percebendo um aumento da compra antecipada pelos canais de internet e telefone, uma demonstração que de como os viajantes estão se preparando melhor, cientes de que se trata de um meio de transporte muito procurado,” conclui Fachetti.

Confira a movimentação de passageiros nas principais estações em 2014:
Belo Horizonte
Embarques: 231.130
Desembarques: 213.893

Pedro Nolasco (Cariacica/ES)
Embarques: 168.658
Desembarques: 168.673

Governador Valadares (MG)
Embarques: 137.104
Desembarques: 141.074

Intendente Câmara (Ipatinga/MG)
Embarques: 88.302
Desembarques: 89.698

Com assessoria de imprensa da Vale
Fonte - STEFZS  17/01/2015

Sinalização precária dificulta locomoção dos motoristas em Salvador

Transito

Placas têm cores diferentes, sem um motivo específico.Sem padronização gráfica e visivelmente instalados em épocas distintas, esses instrumentos, que deveriam servir para orientar o trânsito e identificar os caminhos que levam aos pontos turísticos, mais atrapalham do que ajudam.


Yuri Silva - A Tarde
Margarida Neide | Ag. A TARDE
A falta de sinalização adequada em Salvador é um problema que afeta o cotidiano de quem mora na cidade e o passeio dos turistas, principalmente no verão.
Sem padronização gráfica e visivelmente instalados em épocas distintas, esses instrumentos, que deveriam servir para orientar o trânsito e identificar os caminhos que levam aos pontos turísticos, mais atrapalham do que ajudam.
Contatada, a prefeitura informou que possui um projeto para padronização das placas de sinalização .
Uma equipe de reportagem de A TARDE percorreu a cidade para observar as imperfeições da sinalização e encontrou desde a falta de continuidade na orientação até indicações erradas para hospitais.
Na avenida Paralela, sentido Centro, por exemplo, uma placa orienta os motoristas a seguirem em frente para chegar à Igreja do Senhor do Bonfim. A próxima orientação sobre este destino, no entanto, só aparece quilômetros depois, no bairro da Calçada.
Muitas placas apresentam desgaste, o que, às vezes, torna impossível a leitura. A solução é recorrer a transeuntes ou a aplicativos de celular com GPS.

Transtornos
É o que faz o empresário Gleidson Pinheiro, 23 anos, morador de Camaçari. Ele, que passa o dia inteiro em Salvador por causa do trabalho, afirma que conhece poucos lugares da capital baiana pelo nome oficial.
"Eu me guio pelos grandes pontos de referência", relata. "Para ir ao Cabula, por exemplo, tenho a referência do shopping e do condomínio Bela Vista. Se não existisse, eu teria dificuldade para chegar ao bairro".
Ainda conforme Gleidson, "a sinalização de Salvador não informa nem onde começam nem onde terminam as avenidas e ruas". "Já invadi a contramão e entrei em uma via que me levava para outro lugar, diferente do meu destino. O Google Maps é que me salva", diz o empresário.
A comerciante paulista Mayumi Morena, 32, moradora de Salvador desde meados de 2013, também afirma ter dificuldades para se locomover nas localidades distantes do centro.
Como um dos principais problemas, ela aponta a falta de sinalização em cruzamentos, onde o motorista precisa definir para qual lado seguir.
Até a tecnologia GPS, segundo ela, apresenta defeitos, por conta da desatualização dos mapas. "O GPS serve para identificar para que lado devo ir quando não conheço o local, mas quando me aproximo do destino, as placas são falhas", diz ela.

Cores causam confusão a motoristas
A miscelânea de cores e linguagens gráficas que podem ser observadas nas placas de sinalização de Salvador possui pouco sentido real.
Segundo o titular da Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador), Fabrizzio Muller, as placas de cor marrom e letras brancas são as que sinalizam a direção dos pontos turísticos da cidade, sobretudo aqueles localizados no Centro Histórico.
É esse o padrão de cor e design gráfico que será utilizado nas novas placas turísticas, a serem instaladas na capital baiana pela prefeitura e pelo governo estadual, conforme Muller (leia mais na matéria acima).
As outras cores de placas - azul e verde, principalmente - são escolhidas aleatoriamente e, em sua maioria, foram colocadas em gestões diferentes. Algumas, de tão antigas e desgastadas, nem podem mais ser lidas.
Além das placas de cor marrom, aquelas fixadas em pequenos postes, que indicam o nome da rua, também apresentam um padrão em Salvador: todas azul escuro com letras brancas.
Fonte - A Tarde  17/01/2015

Fiscais do Procon do Rio sofrem intimidações em estação de trens da SuperVia

Transportes sobre trilhos

Segundo o diretor de fiscalização do Procon, Fábio Domingos, os fiscais estavam apurando denúncias de que os trens circulavam de portas abertas, com falta de segurança dos usuários. Ao notarem que os agentes usavam os celulares para fazerem imagens, os homens se aproximaram e quiseram saber se eram policiais e se estavam armados.

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Rio de Janeiro  - Dois agentes do Procon, órgão da Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro foram intimidados, na quarta-feira (14), por um grupo de oito homens, enquanto faziam fiscalização em trens da SuperVia, concessionária responsável pelo serviço de trens no Rio, em uma das plataformas da Estação Del Castilho, na zona norte da cidade.
Segundo o diretor de fiscalização do Procon, Fábio Domingos, os fiscais estavam apurando denúncias de que os trens circulavam de portas abertas, com falta de segurança dos usuários. Ao notarem que os agentes usavam os celulares para fazerem imagens, os homens se aproximaram e quiseram saber se eram policiais e se estavam armados.
Ele informou que o grupo, antes de alcançar a plataforma, caminhava entre os trilhos do sistema ferroviário. “Perguntaram o que os fiscais estavam fazendo ali, se faziam revista, se estavam armados e se eram policiais? Os fiscais se identificaram, mostrando que eram do Procon, mostraram os crachás e a filmagem, e ficou provado que eram fiscais, mas de uma forma muito tensa. Foi uma abordagem feita com veemência e bastante rigidez”, contou em entrevista à Agência Brasil.
O diretor informou que depois de comprovada a função, os fiscais foram obrigados pelo grupo a sair do local. “Os fiscais foram lá para ver a questão das portas abertas, e acabaram detectando, de forma pessoal, que há outro tipo de insegurança. Foi feito um auto de constatação com relação a isso, registrado no Procon, apresentado à presidência, que notificou a SuperVia e vai abrir procedimento contra a empresa por mais esse episódio”, explicou.
De acordo com Domingos, além da intimidação, a empresa responde a processo pelos trens viajarem de portas abertas. O Procon informou que, na defesa, a SuperVia indicou que os trens têm sistema de intertravamento de portas, atendendo a uma exigência do Procon estadual, e se houver a abertura forçada das portas pelos passageiros, o fechamento só poderá ser feito, no máximo, no intervalo entre duas estações em sequência. Mas, segundo Domingos, não foi isso que os fiscais comprovaram. “Os fiscais flagraram que os trens viajam de portas abertas por até quatro estações”.
Se a concessionária for multada, poderá ter um prejuízo de até R$ 7 milhões. “A multa tem uma limitação legal mínima de R$ 500, podendo chegar a R$ 7 milhões”, adiantou, esclarecendo que o valor é estipulado conforme cálculo que avalia a gravidade da situação.
O caso ocorreu no segundo dia da operação dos fiscais. Domingos contou que na terça-feira (13) a fiscalização foi feita durante a manhã e não houve incidentes. A de quarta-feira foi no início da noite, às 18h. “Eu estou no Procon desde 2013 e nunca tínhamos passado por uma situação dessa de ser abordado, e de risco. Quando tem uma fiscalização em que a gente entende que há risco iminente, a gente até pede auxílio da Polícia Militar”, disse.
A SuperVia destacou, em nota, que a Segurança Pública dentro do sistema ferroviário é de responsabilidade do Poder Público, que atua nas estações de trens por meio do Grupamento de Policiamento Ferroviário. “Esta é uma das determinações do contrato de concessão. A concessionária reforça que respeita a fiscalização do órgão, colocando-se à disposição para esclarecimentos e informações sempre que necessário. Sobre o processo administrativo, a SuperVia informa que apresentará recurso contra as autuações”, revelou.
Fábio Domingos contestou, no entanto, reforçando que a concessionária tem que se responsabilizar pela segurança dos usuários. “A segurança dentro de uma estação é da SuperVia. Ela é que tem que prover”, concluiu.
Fonte - Agência Brasil 16/01/2015

Justiça determina fim do desmatamento de Mata Atlântica em SP

Meio Ambiente

Área no Panamby, zona sul da capital, seria desmatada para a construção de um empreendimento habitacional; responsáveis terão que reparar danos Empreendedores pretendiam construir no local um conjunto de torres residenciais do chamado Projeto Imobiliário Panamby e já tinham a autorização da (Cetesb) para o desmate de uma das cinco áreas em que o lote foi dividido.

Da Redação - BF
Com Informações do MPF/SP
Divulgação
São Paulo - A Justiça Federal acatou o pedido do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) para que seja imediatamente interrompido o desmatamento em área remanescente da Mata Atlântica, contígua ao Parque Burle Marx, zona sul da capital paulista.
Empreendedores pretendiam construir no local um conjunto de torres residenciais do chamado Projeto Imobiliário Panamby e já tinham a autorização da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) para o desmate de uma das cinco áreas em que o lote foi dividido.
No entanto, o procedimento foi considerado irregular pela justiça por conta que o licenciamento ambiental não poderia ter sido feito de forma fragmentada e que a eliminação da vegetação causaria prejuízos ambientais irreparáveis.
A liminar também determina que o Ibama e a Cetesb apurem o dano ambiental já ocorrido, e adotem as medidas cabíveis para a reparação juntamente com os responsáveis pelo empreendimento, o Banco Braskan, o Fundo Imobiliário Panamby e a Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário.
Além disso, uma vistoria realizada em setembro do ano passado por técnicos do MPF e do Ibama mostrou que a Camargo Correa estava causando danos ambientais fora da área autorizada pela Cetesb. De acordo com os laudos, árvores foram derrubadas e outras estavam prestes a cair após as raízes ficarem lesionada por conta das escavações de valas. Também foi identificado um processo avançado de erosão do solo por conta da retirada da vegetação rasteira do local, o que é ilegal.
“Daí se confirma o fundado receio do Ministério Público Federal de que as rés privadas pretendem alcançar outras áreas além da licenciada, tanto que se valeram do acesso à floresta propiciado pela autorização para o lote 4A para fragilizar, ao que consta de forma criminosa, área contígua, por certo com o fim de causar dano irreparável e assim facilitar a concessão da autorização pretendida para outros lotes”, conclui a decisão.
Fonte - Brasil de Fato  16/01/2015

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Consórcio suspende obra do VLT de Cuiaba

Transportes sobre trilhos

Depois de ficar três meses sem receber, consórcio suspendeu os trabalhos, porém demonstrou interesse em continuar o projeto. O governador Pedro Taques visitou ontem a antiga Secopa para tratar do andamento das obras do VLT 

Gustava Nascimento - DC

Suspensas desde dezembro por falta de pagamento, as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) poderão ser retomadas somente em março, após o governo quitar as dívidas com o Consórcio VLT e assinar um novo aditivo de prazo para o contrato.
Em dezembro, após ficar mais de 90 dias sem receber os repasses do Governo do Estado, o Consórcio VLT pediu a suspensão do contrato. Sem previsão orçamentária, a Secopa acatou o pedido. A situação chegou a gerar um impasse entre os membros do consórcio que cogitaram abandonar a execução do modal de transporte, estimado em R$ 1,4 bilhão.
Ontem (15), membros do consórcio se reuniram com o secretário de Projetos Estratégicos, Gustavo de Oliveira, para decidir o futuro das obras.
Conforme o secretário, durante a reunião as empresas mostraram o interesse em continuar com as obras, repactuar o cronograma e fazer uma nova lógica de obras que afete menos a vida da população.
“As empresas pediram a suspensão por falta de pagamento. O contrato previa que, se não fossem pagas parcelas em 90 dias, o consórcio podia pedir a suspensão do contrato, e como houve a interrupção dos pagamentos, isso foi concedido a eles”.
Segundo Oliveira, as obras deverão ser retomadas em março, quando acaba o prazo pedido pelo governado Pedro Taques para analisar as condições de todas as obras referentes à Copa do Mundo.
Conforme o secretário, enquanto a obra não é retomada, o consórcio está fazendo a revisão dos projetos. A secretaria também encaminhou alguns pedidos de pontos específicos de trabalho e de reajustes das obras. As respostas deverão ser encaminhadas em aproximadamente 20 dias.
Segundo Oliveira, a única obra que será executada no período é a reforço no viaduto da Sefaz, interditado desde agosto de 2014, após apresentar sérios problemas estruturais.
De acordo com o Tribunal de Contas do Estado, o consórcio já recebeu aproximadamente R$ 900 milhões, o que corresponde a 60% do orçamento total. Apesar disso, somente 30% das obras físicas foram realizadas até o momento. Em contrapartida, muitas destas obras apresentaram problemas como os viadutos da UFMT e Sefaz.
VLT – O projeto do VLT foi Orçado em R$ 1,477 bilhão. Compreende 22,2 km de trilhos em dois eixos, por onde devem circular os 40 carros do VLT. O projeto prevê a execução de estações e terminais, bem como pontes, trincheiras e viadutos ao longo dos dois eixos. A obra está sob responsabilidade do consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda. e Astep Engenharia Ltda.
Fonte - Diário de Cuiba  16/01/2015

Com reversão de demissões, metalúrgicos da Volkswagen voltam ao trabalho

Economia

Além da readmissão, a empresa fez alterações no Acordo Coletivo da categoria, que havia sido rejeitado em dezembro. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, antes, o documento previa reajuste na forma de abono. Agora, será concedida a inflação do período, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor.

Camila Maciel 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração/ig
São Paulo - Os trabalhadores da Volkswagen, que estavam em greve desde o dia 6, decidiram hoje (16) retornar ao trabalho após a montadora concordar em readmitir os 800 funcionários que haviam sido dispensados no final do ano passado. Em assembleia nesta manhã, eles concordaram em retomar as atividades na próxima segunda-feira (19). Segundo os trabalhadores, as demissões rompiam um acordo de estabilidade previsto até abril de 2017.
Além da readmissão, a empresa fez alterações no Acordo Coletivo da categoria, que havia sido rejeitado em dezembro. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, antes, o documento previa reajuste na forma de abono. Agora, será concedida a inflação do período, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor.
Na segunda-feira (12), os metalúrgicos fizeram um ato em defesa do emprego, bloqueando trechos das Rodovias Anchieta e Imigrantes. No dia seguinte, representantes do sindicato foram recebidos pelo secretário-geral da Presidência da República, Miguel Rossetto. Durante o encontro os trabalhadores entregaram uma pauta de reivindicações, incluindo temas como proteção do emprego, ampliação do crédito e recomposição da frota. A empresa, por sua vez, retomou as negociações.
A greve na Volks foi iniciada no dia em quem os trabalhadores voltariam de férias coletivas. Eles souberam da decisão da montadora por meio de telegramas recebidos no final do ano passado.
A Volkswagen avaliou, por meio de nota, que a aprovação do novo Acordo Coletivo resultou em uma proposta balanceada que possibilita a adequação dos custos e do efetivo na unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo, região do ABC Paulista. De acordo com a empresa, o resultado vai permitir a continuidade dos programas de demissão voluntária, com incentivo financeiro. Além disso, “assegura a vinda de uma nova plataforma mundial de produto e modelos, solidificando as bases de um futuro sustentável para a unidade”.
Fonte - Agência Brasil 16/01/2015

15° trem novo chega ao pátio da Trensurb - RS

Transportes sobre trilhos

Composição recebida na tarde de quarta-feira (14) é o último dos novos veículos adquiridos pela empresa. Previsão é de que todos os novos trens entrem em operação no primeiro semestre de 2015.

Trensurb

RS - A Trensurb recebeu nesta semana a última das 15 novas composições adquiridas pela empresa junto ao consórcio FrotaPoa. As carretas que transportavam os dois últimos carros do trem chegaram ao pátio da Trensurb na tarde de quarta-feira (14). A previsão é de que todos os trens novos, série 200, operem plenamente até o fim do primeiro semestre deste ano, integrando-se à frota original, formada pelos 25 trens da série 100.
No momento, nove composições já estão liberadas para testes com passageiros (operando sempre duas por dia). Uma décima está na fase da chamada marcha branca – circulando sem passageiros, simulando a operação normal. Outras quatro estão em testes estáticos e dinâmicos. No início de fevereiro, quatro trens devem estar aptos para operação durante todo o horário de funcionamento do metrô - ainda que eventuais ajustes precisem ser realizados. O primeiro trem novo, recebido pela Trensurb em maio de 2014, começou a operar de forma experimental com passageiros em setembro do ano passado.
Segundo o engenheiro e gestor do contrato de aquisição das novas composições, Paulo Lutckmeier, a adição dos novos trens à frota da empresa é uma reivindicação antiga dos usuários para conferir mais conforto às viagens de metrô. “Nossa atuação visa atender à demanda dos passageiros. Além do ar condicionado, os novos veículos apresentam outras vantagens, como uma comunicação mais facilmente compreensível, inclusive para usuários com necessidades especiais, além de conferir mais segurança aos usuários no transporte diário em função das câmeras internas e externas e dos sistemas de autodiagnóstico e monitoramento de falhas”, afirma.

Usuários aprovam novas composições
O professor de inglês Rafael Maciel morou quatro meses na Inglaterra. Quando retornou ao Brasil, ele relata que viu um dos trens novos passar pela estação. “Era muito silencioso. Fiquei com muita vontade de entrar nele”, conta. No deslocamento para o trabalho, utilizou uma das novas composições. “Tive a mesma sensação de quando entrei nos trens em Londres. É confortável, leve. Uma experiência muito interessante, melhor do que eu imaginava”, diz.
Assim como Rafael, a usuária do metrô Roberta Tavares Stein também utilizou uma das novas composições. “Andei pela primeira vez no trem e achei muito bom o sistema de informação das estações, os bancos mais confortáveis e as câmeras”, pontua. Para o usuário Juliano Fernandes os novos trens “são muito ‘show’, sem contar a praticidade de poder trocar de vagão”.

Os novos trens
As 15 novas composições de quatro carros cada uma, fornecidas pelo consórcio FrotaPoa, têm gasto energético cerca de 30% inferior às atuais, sistema de ar condicionado automatizado, sistema de comunicação multimídia, iluminação interna com LED, sistemas de autodiagnóstico e monitoramento de falhas, além de possibilidade de acoplamento - tornando possível a operação de dois trens acoplados nos horários de pico, totalizando oito carros e dobrando a capacidade de transporte de cada viagem.
Fonte - Trensurb  15/01/2015

Ministros da área social vão propor a Dilma ações em conjunto

Política

Reunião ministerial com a presidenta Dilma Rousseff acontecerá dia 27.A articulação inclui os Ministérios do Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social, Previdência, Saúde, Direitos Humanos, Política para as Mulheres, Igualdade Racial, Cultura. O grupo seria coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência.

Por Redação - CB
Com Reuters  

Brasília - Os ministros da área social estão elaborando uma proposta que levarão à presidente Dilma Rousseff, antes da reunião ministerial no dia 27, para reforçar a atuação de forma coordenada entre os diferentes ministérios, inclusive compartilhando orçamentos em algumas ações.
A articulação inclui os Ministérios do Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social, Previdência, Saúde, Direitos Humanos, Política para as Mulheres, Igualdade Racial, Cultura. O grupo seria coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência.
– Houve uma tentativa nessa linha no primeiro mandato da presidente. Seria bom se retomássemos algo semelhante – disse à Reuters nesta quinta-feira a ministra dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti.
No início primeiro mandato em 2011, a presidente dividiu o governo em quatro grandes áreas e nomeou ministros para coordenar as ações e funcionarem como gerentes, cobrando metas e desenvolvendo ações desarticuladas.
A iniciativa não durou nem um semestre e foi abandonada pela presidente, que passou por um primeiro ano de mandato envolvida com mudanças ministeriais em série, por conta de escândalos de corrupção e disputa entre ministros.
Ideli acredita que essa articulação conjunta do setor social é fundamental para atender às demandas dos movimentos sociais, ter uma ação de governo para o setor e dar musculatura a secretarias com orçamentos menores.
– É imprescindível que a gente reforce essa intersetorialidade – falou a ministra.
Um exemplo, citado pela ministra, de que a ação conjunta poderia inclusive poupar recursos do governo são as ações governamentais para o período do Carnaval.
O Ministério da Saúde tem campanhas publicitárias focadas no uso de preservativos, a Secretaria de Direitos Humanos faz campanhas de conscientização para o público LGBT e de combate à exploração infantil e o Ministério do Turismo também tem suas iniciativas.
– Conversei com o Ministério da Saúde e do Turismo e vamos integrar as ações e dividir os orçamentos de publicidade – explicou Ideli, acrescentando que outras ações coordenadas podem ser mais eficazes do que cada ministro receber pautas de reivindicações dos movimentos sociais individualmente e atender demandas de forma separada.
Fonte - Correio do Brasil  15/01/2015

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Lavagem do Bonfim: desembarque no Terminal Náutico é intenso

Lavagem do Bonfim

O movimento é intenso de passageiros que chegam para festa. De acordo com informações da Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), centenas de pessoas já utilizaram o transporte da Ilha de Itaparica para participar dos festejos em Salvador. 

A Tarde
Da Redação
Arestides Baptista | Ag. A TARDE
Segue intenso o movimento de passageiros que desembarcam no Terminal Náutico da Bahia (Comércio) na manhã desta quinta-feira, 15, por causa da celebração da Lavagem do Bonfim.
De acordo com informações da Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), centenas de pessoas já utilizaram o transporte da Ilha de Itaparica para participar dos festejos em Salvador. A procura pelo sistema continua crescendo durante a manhã.
São oito embarcações no atendimento aos usuários, com saídas a cada 15 minutos. A última lancha sai de Mar Grande às 18h30. No sentido inverso, o último horário será às 20h30.
Já na linha Salvador-Morro de São Paulo, o fluxo de passageiros para embarcar e comprar passagens é moderado. As lanchas rápidas e os catamarãs operam normalmente. As saídas de Salvador ocorrem às 13h e 14h30. Já as saídas de Morro sãp às 12h30 e 15h.
Fonte - A Tarde  15/01/2015

MP pede suspensão de contrato de concessão do Transcol - Vitória ES

Transporte público

De acordo com o MPC, o contrato de concessão deu poderes às concessionárias para definir o valor das parcelas dos subsídios que elas próprias receberão do Estado, já que elas passaram, desde a celebração do contrato, a operar a Câmara de Compensação Tarifária (CCT), o que antes era atribuição da Ceturb-GV

Folha Vitória

Vitória ES - O Ministério Público de Contas (MPC) pediu na última sexta-feira (09) que a Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb-GV) reassuma imediatamente a operação da Câmara de Compensação Tarifária (CCT) que está sob operação das concessionárias. O órgão quer anular o edital de concorrência 02/2014 e os contratos derivados dele, já que foram constatas diversas irregularidades.
De acordo com o MPC, o contrato de concessão deu poderes às concessionárias para definir o valor das parcelas dos subsídios que elas próprias receberão do Estado, já que elas passaram, desde a celebração do contrato, a operar a Câmara de Compensação Tarifária (CCT), o que antes era atribuição da Ceturb-GV. Essa prática coloca em risco os cofres públicos, podendo gerar desfalque, desvio de dinheiro e prejuízo aos usuários do sistema Transcol.
No documento o MPC aponta 16 indicativos de irregularidades na licitação para prestação e exploração dos serviços de transporte público coletivo urbano de passageiros municipal de Cariacica, Serra e Viana e intermunicipal da Região Metropolitana da Grande Vitória, que resultou nos contratos 008/2014 e 009/2014.
Uma das irregularidades apontadas pelo MPC é a incoerências do estudo de viabilidade técnica e econômica apontadas pela Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont) que não foram corrigidos pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop). Conforme informações da Secont citadas na representação, as alterações sugeridas teriam impacto financeiro em torno de R$ 13 milhões. “A mudança do fator 0,42 para 0,2 fiscais/ônibus acarretaria a retirada de R$ 9.082.857,22 por ano dos custos operacionais fixos; e a redução do parâmetro de 8% relativo ao valor das peças e acessórios geraria, a cada diminuição de 1%, uma economia de R$ 4.035.397,09 ao erário público estadual”.
Fonte - Blog Meu Transporte  15/01/2015

Petrobras economizou US$ 1 bilhão com plano de redução de custos de poços

Economia

Plano de redução de custos de poços da Petrobras economizou US$ 1 bilhão - Em 2013, o total economizado foi US$ 344 milhões, quantia que subiu para US$ 1 bilhão no fim do ano passado. A expectativa da Petrobras é que o valor economizado aumente com a construção de poços de desenvolvimento de produção nas áreas do pré-sal.

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro - O Programa de Redução de Custos de Poços (PRC-Poço) da Petrobras gerou economia de US$ 1 bilhão desde 2013, divulgou a companhia na noite de ontem (14). A atividade de construção de poços é a que exige mais recursos, chegando a 32% do total investido pela estatal atualmente.
Em 2013, o total economizado foi US$ 344 milhões, quantia que subiu para US$ 1 bilhão no fim do ano passado. A expectativa da Petrobras é que o valor economizado aumente com a construção de poços de desenvolvimento de produção nas áreas do pré-sal.
As ações que fazem parte do programa têm três áreas: a redução de custos unitários, a otimização de projetos e os ganhos de produtividade, que somam 23 iniciativas.
A redução de custos unitários é feita em quatro ações, e, entre elas, a empresa destaca o uso de embarcações mais simples e de menor custo para substituir sondas de perfuração em algumas atividades, como a instalação de equipamentos a cabo. Operações em série e simplificações de projetos ajudam a otimizar os investimentos.
A nota informa também que ganhos de produtividade vêm sendo atingidos com a melhoria na disponibilidade de sondas flutuantes, cuja eficiência operacional atingiu 92% em 2014. Com o programa, esse indicador melhorou 2%, gerando economia de US$ 115 milhões.
Fonte - Agência Brasil  15/01/2015

FCA tem até março para restaurar imóveis em MG

Ferrovias - Acervo histórico

Empresa assinou acordo com Ministério Público Federal que estabelece a realização de obras nos bens apontados pelo laudo da pericial da Polícia Civil.Localizado em uma área de 35 mil metros quadrados, entre as avenidas Hermílio Alves e Antônio Rocha, rua Quintino Bocaiúva e praça dos Ferroviários, na cidade histórica de São João del-Rei, o complexo ferroviário é composto por um conjunto de bens tombados desde 1989 pelo Iphan.

O Tempo

MG - A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) terá até o dia 15 de março para realizar a recuperação integral dos imóveis danificados no Complexo Ferroviário de São João Del Rei, na região Central do Estado. A medida foi acordada durante assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a instituição e o Ministério Público Federal (MPF).
Também assinaram o acordo, na qualidade de intervenientes, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), os municípios de São João Del Rei e de Tiradentes.
Localizado em uma área de 35 mil metros quadrados, entre as avenidas Hermílio Alves e Antônio Rocha, rua Quintino Bocaiúva e praça dos Ferroviários, na cidade histórica de São João del-Rei, o complexo ferroviário é composto por um conjunto de bens tombados desde 1989 pelo Iphan. Entre eles, a Estação Ferroviária, o 1º e o 2º módulos do Museu Ferroviário, o Centro de Artes, o antigo Armazém, as Oficinas mecânica, de fundição e de ferraria e a Casa de Máquinas.
Também faz parte do complexo o trecho de 12,7 quilômetros de via férrea interligando as cidades de São João Del Rei e Tiradentes, além de bens móveis, tais como documentos, relógios, máquinas, equipamentos, carros, vagões e mobiliário.
Após a extinção da Rede Ferroviária Federal S/A, esse patrimônio foi transferido à União, mas, pelo menos desde 2001, é a empresa Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) quem exerce a posse direta sobre os bens. Isso porque a FCA possui autorização do Poder Público para operar o complexo ferroviário turístico-cultural de São João Del Rei prestando serviços de transporte de passageiros.
A perícia técnica realizada pela Polícia Federal entre os anos de 2010 e 2011, detectou que “vários bens, móveis e imóveis, todos tombados são mantidos em condições que favorecem sua deterioração.
A partir deste laudo, o MPF concluiu que a FCA agiu com negligência e imprudência na guarda do patrimônio federal que estava sob sua responsabilidade. Por esse motivo, reuniões foram realizadas para buscar uma solução para a reparação dos danos causados até chegar a este TAC.
A partir deste laudo, o MPF concluiu que a FCA agiu com negligência e imprudência na guarda do patrimônio federal que estava sob sua responsabilidade. Por esse motivo, reuniões foram realizadas para buscar uma solução para a reparação dos danos causados até chegar a este TAC.

Obrigações
No acordo assinado no dia 7 de janeiro, representantes da empresa assumiram a obrigação de reparar integralmente até o dia 15 de março deste ano, mediante obras de reforma e recuperação, os danos aos bens imóveis apontados pelo laudo pericial.
A verificação do cumprimento dessa obrigação será feita por meio de nova perícia a ser custeada pela ferrovia.
A empresa se comprometeu também a pagar a quantia de R$ 600 mil a título de compensação ambiental pelos danos apurados até 2011, sendo a metade desse valor destinado ao município de Tiradentes e metade a cidade de São João del-Rei. As quantias deverão ser depositadas até o próximo mês de março. Em caso de descumprimento da obrigação, a empresa estará sujeita à multa diária no valor de R$ 800,00.
Os municípios, por sua vez, assumiram o compromisso de empregar o dinheiro na realização e execução de projetos, obras ou serviços ligados diretamente ao patrimônio cultural, no âmbito de cada localidade, que deverão ser previamente aprovados pelo Iphan e pelo MPF.
Fonte - STEFZS  15/01/2015

Operação da Ferrovia Norte-Sul atrai dois interessados

Ferrovias

Ferrovia Norte-Sul atrai dois interessados na operação - As empresas querem homologação da agência para atuar como Operador Ferroviário Independente (OFI), com direito a transportar cargas em competição direta com as atuais concessionárias. Trata-se da Brado Logística, de Santos (SP), e da Tora Transportes, de Contagem (MG)....

Estado de S. Paulo
foto - ilustração
BRASÍLIA - O setor ferroviário está próximo de estrear seu novo modelo de operação, que prevê a quebra do monopólio das atuais concessionárias e a atuação de diversas companhias sobre os trilhos federais. Duas companhias de logística entregaram pedidos de habilitação à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), segundo apurou o Estado.
As empresas querem homologação da agência para atuar como Operador Ferroviário Independente (OFI), com direito a transportar cargas em competição direta com as atuais concessionárias. Trata-se da Brado Logística, de Santos (SP), e da Tora Transportes, de Contagem (MG), ambas especializadas em transporte, armazenagem, distribuição e operação de terminais de contêineres.
A Brado, que tem como sócia a ALL, foi criada em 2011 e já atua com transporte de contêineres. A Tora Logística tem terminais de cargas pelo País e uma frota de 3 mil caminhões, mas ainda não atua diretamente nos trilhos.
Na Valec, estatal ferroviária vinculada ao Ministério dos Transportes, a expectativa é liberar empresas para atuar na Ferrovia Norte-Sul ainda neste primeiro semestre. Um dos principais alvos de operação das duas companhias é o trecho de 855 km da Norte-Sul, que liga Porto Nacional (TO) a Anápolis (GO). A malha foi concluída pela Valec, mas ainda passa por reparos e adaptações, não tendo recebido ainda nenhuma operação comercial.
Outra parte da ferrovia que atrai o interesse das empresas é a extensão de 669 km entre Ouro Verde de Goiás (GO) e Estrela d'Oeste (SP), prevista para ser concluída até o fim do ano.
Com receita anual de aproximadamente R$ 700 milhões, a Tora planeja comprar locomotivas e vagões para entrar diretamente no negócio das ferrovias. "Queremos ampliar nossa atuação e o modelo permite isso. Temos mais de 3 mil caminhões, entre próprios e frotas contratadas, além de seis terminais de carga ligados a ferrovias. Essa capacidade será integrada aos trilhos", disse o presidente da empresa, Valter Souza.
Fonte - Revista Ferroviária  15/01/2015

Defensoria Pública do Rio propõe acordo de indenizações por acidentes de ônibus - BRT

BRT - Rio

Os dois acidentes ocorreram na manhã de ontem (13), na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. No primeiro, por volta das 7h30, 120 pessoas ficaram feridas na colisão de dois ônibus. No segundo acidente, meia hora depois, de acordo com o Corpo de Bombeiros, 30 pessoas ficaram feridas.

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro - Representantes das empresas Jabour e Pégaso e do Consórcio BRT – responsável pela operação do sistema de corredor expresso, exclusivo para ônibus, no Rio de Janeiro – estiveram reunidos hoje (14) na Defensoria Pública-Geral do Estado do Rio de Janeiro.
Eles ouviram da coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), Patrícia Cardoso, e do coordenador de Tutela Coletiva do Nudecon, Eduardo Chow, uma proposta de acordo para adesão ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com o objetivo de definir indenizações às vítimas de dois acidentes que envolveram ônibus das empresas.
Segundo o defensor Eduardo Chow, os representantes das empresas se comprometeram a informar amanhã (15) se aceitam assinar o acordo, o que deve acontecer até as 15h. Ele disse estar esperançoso com a adesão ao TAC. “Eles deram sinal positivo, mas teriam que conversar com as outras diretorias antes de dar uma resposta definitiva, mas foi boa a reunião. Eles receberam bem a proposta”, disse à Agência Brasil.
Os dois acidentes ocorreram na manhã de ontem (13), na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. No primeiro, por volta das 7h30, 120 pessoas ficaram feridas na colisão de dois ônibus. No segundo acidente, meia hora depois, de acordo com o Corpo de Bombeiros, 30 pessoas ficaram feridas.
Já o Procon estadual instaurou hoje (14) processo administrativo contra o Consórcio BRT, por causa dos dois acidentes no Corredor Transoeste. O consórcio foi intimado a apresentar sua defesa e poderá ser multado.
De acordo com o Procon, ligado à Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor, a decisão é baseada no Código de Defesa do Consumidor (CDC), cujo Artigo 6° determina que o consumidor tem o direito básico de se adequada prestação dos serviços públicos em geral. Ainda no código, o Artigo 22 define que órgãos públicos ou suas concessionárias são obrigados a fornecer serviços eficientes e seguros.
Fonte - Agência Brasil  14/01/2015

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Autorizada obra da Via Metropolitana Camaçari-Lauro de Freitas

Mobilidade

A duração da obra está estimada em 18 meses e será executada pela Concessionária Bahia Norte, com investimento de R$ 220 milhões. Durante a cerimônia de assinatura o governador afirmou que a obra cria um novo vetor de desenvolvimento e geração de empregos na RMS e deve destravar o trecho urbano da Estrada do Coco em Lauro de Freitas.

Secom
Via Metropolitana Camaçari-Lauro de Freitas
Secom
Bahia - Assinada pelo governador Rui Costa na manhã desta quarta-feira (14), a ordem de serviço para a construção da Via Metropolitana Camaçari-Lauro de Freitas autoriza o início das obras da ligação entre a rodovia CIA-Aeroporto (BA-526) e a Estrada do Coco (BA-099). A nova via oferecerá uma alternativa mais rápida no acesso ao Litoral Norte da Bahia, por meio da Linha Verde, reduzindo o tráfego de veículos na região central de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
A duração da obra está estimada em 18 meses e será executada pela Concessionária Bahia Norte, com investimento de R$ 220 milhões. Durante a cerimônia de assinatura o governador afirmou que a obra cria um novo vetor de desenvolvimento e geração de empregos na RMS e deve destravar o trecho urbano da Estrada do Coco em Lauro de Freitas.
"Essa via vai facilitar a vida não só de quem mora em Lauro de Freitas, mas em Salvador e Camaçari, e em 18 meses teremos ela funcionando completamente, melhorando o tráfego em toda a região e o conforto dos turistas que nos visitam e vão ao Litoral Norte, facilitando muito a chegada e saída do Aeroporto Internacional [de Salvador]".

Pedágio
O projeto da rodovia prevê uma praça de pedágio unidirecional operada pela Bahia Norte no sentido Litoral Norte-Salvador, sem onerar os usuários com a cobrança de novo pedágio além do já existente. Segundo o governador, outra opção que depende de consulta pública é deslocar a atual praça de pedágio. “A proposta, que ainda precisa ser analisada, é deslocar o pedágio existente no sentido Salvador [da BA-099] para o limite entre os municípios de Camaçari e Lauro de Freitas, mantendo apenas um pagamento de pedágio como existe hoje”, explicou Rui Costa.
O deslocamento para o acesso à Via Metropolitana possibilitaria contrapartidas da concessionária como a duplicação e requalificação da Estrada da Cascalheira, do viaduto de acesso a Camaçari e iluminação de todo o trecho urbano. Costa anunciou ainda que uma segunda etapa ligará a Via Metropolitana desde a Quinta Portuguesa até a Avenida 29 de Março, corredor transversal em execução que vai ligar a orla marítima e a Avenida Paralela à BR-324, na altura de Águas Claras. Em fase de desenvolvimento do projeto, o novo trecho vai desafogar o trânsito na região de São Cristóvão.
Com 11,2 quilômetros, a Via Metropolitana deve reduzir o tempo de deslocamento em 25% e será composta de duas faixas por sentido de tráfego e canteiro central e contará com um avançado sistema de operação e monitoramento.
A partir da CIA-Aeroporto, a via de contorno terá acesso com trevo e viaduto na altura do Km 18, próximo à Quinta Portuguesa, seguindo até a interligação com a BA-099, por meio de dois viadutos na região de Abrantes.
Além de retirar o tráfego rodoviário de longa distância da área urbana de Lauro de Freitas, a Via Metropolitana incluirá ainda um novo acesso à cidade, por meio da Avenida Doutor Gerino de Souza Filho, a Rua da Adutora. Participaram do evento o vice-governador e secretário estadual de Planejamento, João Leão, e os secretários estaduais da Casa Civil, Bruno Dauster, de Innfraestrutura, Marcos Cavalcanti, e de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins.
Fonte - Secom Ba. 14/01/2015

Trens da CPTM operam normalmente, após raio interromper circulação

Transportes sobre trilhos

A queda de um raio rompeu ontem (13) um cabo de energia, interrompendo a circulação em toda a extensão da linha por mais de duas horas.

Fernanda Cruz 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
São Paulo - Os trens da Linha 9 – Esmeralda, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), operam normalmente na manhã de hoje (14). A queda de um raio rompeu ontem (13) um cabo de energia, interrompendo a circulação em toda a extensão da linha por mais de duas horas.
O problema na Linha 9, que liga a zona sul à zona oeste da capital paulista, começou às 19h40, fechando todas as estações. O Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado.
Por volta das 22h, a operação voltou, mas o trecho entre Santo Amaro (zona sul) e Pinheiros (zona oeste) continuou fora de operação. O serviço só foi completamente restabelecido às 23h.
Fonte - Agência Brasil  14/01/2015

Rui Costa discute VLT de Salvador em reunião no Ministério das Cidades

Transportes sobre trilhos

O governador classificou a obra como uma das imprescindíveis dentro do plano estadual de mobilidade urbana para Salvador. “O VLT será um transporte de qualidade, esperado pela população do Subúrbio”. Compartilhando do mesmo entendimento, o ministro Kassab se comprometeu a dar celeridade ao trâmite do projeto na sua pasta. A expectativa é que as obras tenham início no primeiro semestre deste ano.

Secom
foto - ilustração
O antigo trem do Subúrbio de Salvador dará lugar ao Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), projeto do Governo da Bahia, foi defendido pelo governador Rui Costa em sua primeira audiência com o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, nesta terça-feira (13), em Brasília. Com aporte estimado em R$ 1,1 bilhão, o novo modal ligará Paripe ao Comércio, no terminal da França.
O governador classificou a obra como uma das imprescindíveis dentro do plano estadual de mobilidade urbana para Salvador. “O VLT será um transporte de qualidade, esperado pela população do Subúrbio”. Compartilhando do mesmo entendimento, o ministro Kassab se comprometeu a dar celeridade ao trâmite do projeto na sua pasta. A expectativa é que as obras tenham início no primeiro semestre deste ano.
No encontro, também foi feito balanço das áreas de habitação, saneamento, mobilidade e desenvolvimento urbano. A iniciativa partiu do ministro e visa ampliar o diálogo entre o Ministério das Cidades e o governo baiano. Na avaliação do governador, o balanço vai permitir que os projetos da Bahia sejam executados de maneira mais rápida, com as equipes integradas para cumprir o mais breve possível os requisitos necessários. “As partes se comprometeram a adotar medidas para garantir a celeridade no [aspecto] normativo e na execução das obras já licitadas”, disse.
Rui ainda apresentou como prioridade projetos de saneamento básico, a exemplo do Sistema de Abastecimento de Água de Itaberaba e o Sistema de Esgotamento Sanitário de Irecê. Estiveram presentes também na reunião os secretários estaduais da Casa Civil, Bruno Dauster, e de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins, e o senador eleito Otto Alencar.
Fonte - Secom Ba. 13/01/2015

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Governador da Bahia busca recursos junto ao Ministério da Integração

Política

O destaque apresentado ao ministro, nesta terça-feira (13), em Brasília, foi a transposição do Eixo Sul do Rio São Francisco, obra batizada como Canal do Sertão, que prevê R$ 500 milhões em investimentos para o trecho inicial de 20 quilômetros, saindo de Juazeiro em direção a Senhor do Bonfim. "Com o Canal do Sertão, resolveremos a questão hídrica de todo o norte do estado", explicou Rui.

Secom
Secom Ba.
Bahia - A liberação de recursos para a execução de obras de infraestrutura hídrica, a fim de ampliar a oferta de água no estado, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, foi solicitada pelo governador da Bahia, Rui Costa, ao ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi.
O destaque apresentado ao ministro, nesta terça-feira (13), em Brasília, foi a transposição do Eixo Sul do Rio São Francisco, obra batizada como Canal do Sertão, que prevê R$ 500 milhões em investimentos para o trecho inicial de 20 quilômetros, saindo de Juazeiro em direção a Senhor do Bonfim. "Com o Canal do Sertão, resolveremos a questão hídrica de todo o norte do estado", explicou Rui.
A ampliação da capacidade de armazenamento de água em barragens também fez parte da pauta. O governador quer repetir o uso da tecnologia 'fusegates' nas barragens de Ponto Novo e Pedras Altas, localizadas na microrregião de Jacobina. Atualmente a inovação já possibilita aumento de 27% no volume de água armazenada na Barragem do França, que fica no centro-norte da Bahia. Esse resultado, segundo Rui, poderá ser replicado rapidamente porque “os estudos de viabilidade já estão prontos e se trata de uma intervenção célere”. São previstos para as duas obras R$ 14 milhões.

Barragens
O governador solicitou ainda parceria para a construção de seis novas barragens - Morrinhos, entre Piripá e Presidente Jânio Quadros; Casa Branca, entre Ibicoara e Mucugê; Campinhos, em Abaira; Médio Rio de Contas, em Contendas do Sincorá; Careta, entre Chorrochó e Macururé; e Inhobim, no município de Vitória da Conquista. Parte delas será usada para irrigação e consumo humano e outras serão destinadas a uma das finalidades.
Rui ressaltou ao ministro a necessidade de aliar obras ao uso eficiente da água, democratizando o acesso a esse bem público. “A economia se dará com a modernização”, enfatizou ao listar projetos de irrigação que requerem intervenções nesse sentido. Os secretários estaduais Bruno Dauster (Casa Civil) e Carlos Martins (Desenvolvimento Urbano) e o presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Elmo Vaz, acompanharam a audiência no Ministério da Integração Nacional.
Fonte - Secom Ba. 13/01/2015

Passagem de ônibus em Fortaleza custara R$ 2,40

Ônibus/Tarifas

Os novos valores foram anunciados, nesta terça-feira (13), pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor).De acordo com o órgão, dentre os motivos para o aumento estão o reajuste no piso salarial dos trabalhadores em transporte coletivo de passageiros, ampliação de 54 novos veículos e aumento no preço final do óleo diesel.

Com informações do
Repórter Renato Bezerra - DN
Tarifa social custará R$ 1,80 e a meia R$ 0,90,
já a hora social passará para R$ 2,20
a inteira e R$ 1,10 a meia - Natinho Rodrigues
Fortaleza - A passagem de ônibus de Fortaleza sofrerá reajuste de 9,09% e passará de R$ 2,20 para R$ 2,40 a inteira e a meia aumentará de R$ 1,10 para R$ 1,20. A nova tarifa será cobrada a partir do dia 16 de janeiro, dez dias após a publicação da mensagem no Diário Oficial do Município.
Os novos valores foram anunciados, nesta terça-feira (13), pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor). De acordo com o órgão, dentre os motivos para o aumento estão o reajuste no piso salarial dos trabalhadores em transporte coletivo de passageiros, ampliação de 54 novos veículos e aumento no preço final do óleo diesel.
A tarifa social custará R$ 1,80 e a meia R$ 0,90, já a hora social passará para R$ 2,20 a inteira e R$ 1,10 a meia. A Etufor informa ainda que que todos os benefícios serão mantidos, como passe livre para pessoas com deficiência e a meia estudantil ilimitada.O órgão destaca ainda que o reajuste da tarifa foi abaixo da inflação e que os empresários reivindicavam aumento de 13%.

Reunião na Etufor anunciou o aumento do
 preço da tarifa de ônibus na Capital
Renato Bezerra
O último aumento na passagem em Fortaleza aconteceu em 20 de janeiro de 2013, quando o preço cobrado saltou de R$2,00 para R$2,20, representando reajuste de 10%. Nos últimos 20 anos, foram 16 aumentos e somente uma redução de valor na passagem. video Os valores dos ônibus intermunicipais e metropolitanos passaram por um aumento recente. No dia 29 de dezembro do ano passado, houve a revisão tarifária com acréscimo médio de 11,6%. Dependendo do percurso, a passagem passou a custar R$2,55 a R$6,65.

Melhorias no transporte público
Conforme a Etufor, a Prefeitura e o Sindiônibus garantem que, nos próximos 6 anos, 100% da frota terá ar-condicionado com renovação da frota, no mínimo, de 12,5% ao ano. Atualmente, a frota da Capital conta com 40 veículos com ar-condicionado.
Fonte - Diário do Nordeste  13/01/2015

Dois acidentes com BRT no sistema Transoeste deixam 150 feridos na manhã de hoje

BRT

Dois acidentes com o BRT Transoeste deixam 150 feridos nesta manhã - Um dos ônibus teria perdido o freio e provocado a colisão, relata passageiro. O acidente ocorreu na Avenida das Américas, na zona oeste do Rio. Um deles com dois ônibus articulados, na altura da estação CTEx, em que cerca de 120 pessoas ficaram levemente feridas.

O Globo 
Da redação 
Acidentes entre ônibus do BRT hoje cedo, no Rio créditos:
 Carlos Eduardo Cardoso /Agência O Dia
Rio - Pelo menos 150 pessoas ficaram feridas nos dois acidentes envolvendo quatro ônibus do BRT Transoeste na manhã desta terça-feira (13), informou o jornal O Globo, em matéria assinada por Elaine Neves e Ana Cláudia Costa.
O acidente ocorreu na Avenida das Américas, na zona oeste do Rio. Um deles com dois ônibus articulados, na altura da estação CTEx, em que cerca de 120 pessoas ficaram levemente feridas. Minutos depois, outro acidente, também com dois ônibus, aconteceu na altura da estação Pontal, deixando 30 feridos. Bombeiros dos quartéis de Guaratiba e Barra da Tijuca foram acionados para prestar atendimentos aos passageiros. Grande parte das vítimas foi encaminhada para o hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.

Veículo sem freios
Passageiros que estavam nos ônibus do BRT disseram que o coletivo que bateu na traseira do outro veículo teria perdido o freio. Segundo a diarista Rose Aguiar, o primeiro ônibus parou no sinal da estação, e o motorista discutia com alguém no celular. Nesse momento, o coletivo que vinha atrás teria tentado parar, mas não conseguiu. Ainda de acordo com a passageira, já no hospital, o motorista do ônibus de trás teria dito que o veículo estava sem freio, até mostrando fotos do pedal do freio quebrado.
De acordo com o consórcio, um coletivo foi disponibilizado para levar os feridos porque ambulâncias não davam conta para socorrer todas as vítimas.
Fonte - Mobilize  13/01/2015

Projeto Novos Ciclos oferece mostra cênica nos trens de Maceió

Transportes sobre trilhos

A mostra cênica acontecerá no próximo sábado (17), a partir das 9h, na Estação Central. A primeira fase do INC ocorreu em dezembro de 2014. Os estudantes viajaram nos trens recitando poemas, fazendo mímicas e interagindo com os passageiros que aprovaram a intervenção.

CBTU - Imprensa

A CBTU Maceió receberá nessa semana a segunda parte do projeto Itinerário Novos Ciclos (INC), promovida por estudantes do curso de teatro da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A mostra cênica acontecerá no próximo sábado (17), a partir das 9h, na Estação Central. A primeira fase do INC ocorreu em dezembro de 2014. Os estudantes viajaram nos trens recitando poemas, fazendo mímicas e interagindo com os passageiros que aprovaram a intervenção.
Para o estudante de teatro e coordenador do projeto, Alex Apolonio, o grupo teve dois meses de preparação e todo o trabalho compensou ao ver a receptividade do público. “Foram dois meses de preparação dos estudantes do curso de teatro e dança da Ufal para levar todo o material pronto. Já recebemos o público com a apresentação e assim fomos desenvolvendo, levando em conta a participação deles. Nós partimos de Maceió com destino ao distrito de Goiabeira, passando por todos os vagões, brincando e interagindo com os passageiros do trem. Foi muito gratificante ver a receptividade das pessoas, que tiraram fotos, perguntaram mais sobre o projeto e participaram das nossas encenações. Cada vagão foi uma experiência diferente e por serem públicos diferentes, foi possível até mudar o nosso roteiro, partindo da improvisação do momento”.
Além da apresentação na Companhia, o projeto realizará quatro oficinas teatrais no Espaço Cultural da Ufal, todas abertas à comunidade. Os encontros acontecerão das 14h às 18h. Para se inscrever nas oficinas, os interessados devem enviar um e-mail para itinerarionovosciclos@outlook.com, informando nome completo, idade e qual oficina deseja participar. A taxa de inscrição para a etapa das oficinas é de R$ 5,00, que deverá ser pago no dia do evento. As vagas são limitadas.

A mostra cênica na CBTU é aberta ao público, com entrada gratuita.

Segue abaixo o calendário:
Segunda-feira (12): Oficina de composição performática, com Pamela Guimarães (Pam);
Terça-feira (13): Oficina de Preparação Vocal, com o professor Geová Amorim;
Quarta-feira (14): Oficina de Viewpoints, com Alex Apolonio;
Quinta-feira (15): Oficina de Jogo Teatral, com o professor Marcelo Ginini;
Sexta-feira (16): Preparação para Mostra Cênica, com Gustavo Viana, disponível para todos que participaram de pelo menos uma oficina);
Sábado (17): Mostra cênica,com participação de todos os atores na Estação Central da CBTU Maceió.

Sobre o Projeto
O INC é uma prática teatral laboratorial fundamentada na pedagogia da encenação e que prioriza o trabalho colaborativo e a democratização do consumo ao teatro. Surgiu da necessidade de ocupar teatralmente espaços ainda não explorados na cena alagoana, mais especificamente, os transportes públicos da cidade de Maceió, sejam eles ônibus urbanos, trens ou VLTs.
O principal intuito da ocupação é levar aos usuários desses tipos de transporte diversão e reflexão a partir de encenações que abordem temas de cunho afetivo e social. Em parceria com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) da capital, o projeto realizou atividades durante todo ano de 2014 e agora finaliza suas atividades. Para mais informações visite a página no Facebook do projeto: Itinerário Novos Ciclos ou pelo e-mail: itinerarionovosciclos@outlook.com.
Fonte - CBTU  13/01/2015

Ferry Boat, movimento é intenso nos terminais

Travessia Marítima

Segundo a Internacional Travessias Salvador, empresa que administra o sistema, o tempo de espera para quem viaja de veículo é de 1h30 e para pedestre de 30 minutos

A Tarde
Da Redação
Joa Souza | Ag. A TARDE
O movimento nos terminais de Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, e São Joaquim, em Salvador, registra movimento intenso, na manhã desta terça-feira, 13, para realizar a travessia no sistema Ferry Boat .
Segundo a Internacional Travessias Salvador, empresa que administra o sistema, o tempo de espera para quem viaja de veículo é de 1h30 e para pedestre de 30 minutos.
A operação especial de verão registra grande fluxo nas travessias em decorrência do período de férias e grande número de turistas na cidade. Para atender a demanda, seis ferries operam em esquema de bate-volta nesta terça.
Fonte - A Tarde  13/01/2015

Dilma sanciona o Estatuto da Metrópole

Política

O estatuto estabelece diretrizes gerais para o planejamento, a gestão e execução das funções públicas de interesse comum em regiões metropolitanas. A lei fixa normas gerais sobre o plano de desenvolvimento urbano integrado e critérios para o apoio da União a ações ....

Ana Cristina Campos 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Brasília - A presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei 13.089, que institui o Estatuto da Metrópole. A lei entra em vigor hoje (13), com a publicação no Diário Oficial da União.
O estatuto estabelece diretrizes gerais para o planejamento, a gestão e execução das funções públicas de interesse comum em regiões metropolitanas. A lei fixa normas gerais sobre o plano de desenvolvimento urbano integrado e critérios para o apoio da União a ações que envolvam governança interfederativa – compartilhamento de responsabilidades e ações entre entes da Federação – no campo do desenvolvimento urbano.
A norma prevê planos de desenvolvimento urbano integrado, consórcios públicos, convênios de cooperação, contratos de gestão, parcerias público-privadas interfederativas e compensação por serviços ambientais.
A presidenta vetou os artigos que criavam o Fundo Nacional de Desenvolvimento Urbano Integrado. A finalidade seria captar recursos financeiros e apoiar ações de governança interfederativa em regiões metropolitanas e em consórcios públicos constituídos para atuar em funções públicas de interesse comum no desenvolvimento urbano.
"A criação de fundos cristaliza a vinculação a finalidades específicas, em detrimento da dinâmica intertemporal de prioridades políticas. Além disso, fundos não asseguram a eficiência, que deve pautar a gestão de recursos públicos. Por fim, as programações relativas ao apoio da União ao desenvolvimento urbano integrado, presentes nas diretrizes que regem o processo orçamentário atual, podem ser executadas regularmente por meio de dotações orçamentárias consignadas no Orçamento Geral da União”, disse Dilma, nas razões para o veto enviadas ao Congresso.
Fonte - Agência Brasil  13/020151

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Alstom entrega último trem para o metrô de Porto Alegre

Transportes sobre trilhos

Fabricado na unidade da Alstom Transporte, na Lapa, em São Paulo, o trem possui capacidade de transportar cerca de mil passageiros.

RF
foto - ilustração
O último dos 15 trens do contrato com a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb), assinado em 2012, foi entregue pela Alstom, melhorando a mobilidade urbana na cidade.
Fabricado na unidade da Alstom Transporte, na Lapa, em São Paulo, o trem possui capacidade de transportar cerca de mil passageiros. Possui ar-condicionado, controle automático de temperatura, sistema de informação e comunicação e um sistema de tração em corrente alternada que permite recuperar energia durante as frenagens. Em aço inoxidável, eles contam com quatro portas automáticas por carro e corredores largos que asseguram maior fluidez e acessibilidade aos passageiros.
Fonte - Revista Ferroviária  12/01/2015

Lideranças apontam os principais desafios do setor metroferroviário para os próximos anos

Transportes sobre trilhos

Durante a 2ª Edição do Rail Brazil Tech & Business Summit, evento paralelo à NT Expo, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, apresentou detalhes da proposta de renovação da frota nacional que foi encaminhada para o Governo Federal. 

Painel Logístico

Promissor, o segmento metroferroviário brasileiro tem grandes desafios pela frente, segundo lideranças empresariais presentes à NT Expo – 17ª Negócios nos Trilhos, principal encontro do segmento na América Latina que aconteceu no Expo Center Norte, em São Paulo. O aumento da malha ferroviária, integrando o Norte e Norte com o Sul e Sudeste, e a renovação da frota nacional são alguns dos assuntos da agenda de ações do setor para os próximos anos.
Durante a 2ª Edição do Rail Brazil Tech & Business Summit, evento paralelo à NT Expo, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, apresentou detalhes da proposta de renovação da frota nacional que foi encaminhada para o Governo Federal. “A necessária substituição das locomotivas e vagões tem o objetivo de modernizar a frota, mas é essencial, também, para acabar com a montanha russa da indústria nacional, promovendo a sustentabilidade. Houve anos que registramos queda de 80% na cadeia que atende o setor”, explicou.
Para o presidente executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Gustavo Bambini, um dos grandes desafios do setor é ampliar a malha, que hoje é concentrada no Sul e Sudeste. Ele chamou a atenção, também, para o novo marco regulatório do segmento que o governo pretende implantar e que cria um modelo que separa o gestor do operador da malha. “Alguns contratos só vão expirar em 2026 e será necessário, portanto, uma adaptação para que os dois modelos funcionem simultaneamente”, disse.
Instituto Nacional de Pesquisas Ferroviárias pode iniciar as atividades em 2015
Dez anos após o início dos estudos para sua implantação, o Instituto Nacional de Pesquisas Ferroviária (PNPF) pode iniciar suas atividades em 2015. Quem garante é o diretor de Infraestrutura Ferroviária do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Mário Dirani. Ele também proferiu palestra na 2ª Edição do Rail Brazil Tech & Business Summit, evento paralelo à NT Expo. “O instituto já tem a aprovação do Ministério do Transporte. O próximo passo é definir sua sustentabilidade financeira e modelagem jurídica”, destacou.
Dirani disse que algumas áreas já estão sendo estudadas para a instalação do local onde funcionará a sede ou área de pesquisas do INPF. “Temos três opções: a área da antiga rodoferroviária de Brasilia, uma área próxima da Estação Barão de Mauá, no Rio de Janeiro, ou a Estação Boa Vista, em Campinas”. O Instituto tem o objetivo de unificar as pesquisas realizadas sobre o segmento e promover, também, a formacão profissional, treinamento, normatização e certificação.
Livro sobre Engenharia Ferroviária é lançado no Espaço Inovação+Mobilidade
O engenheiro Rui José da Silva Nabais, mestre em Engenharia de Transportes pela Coppe/UFRJ, lançou, durante a NT Expo – 17ª Negócios nos Trilhos, o Manual Básico de Engenharia Ferroviária, produzido pela editora Oficina de Textos. Ele fez a apresentação da obra no Espaço Inovação+Mobilidade.
A publicação reúne a colaboração de profissionais com especialização em estudos operacionais, projeto, manutenção e material rodante, tornando-se um material de referência para consulta para profissionais e estudantes do setor de transporte ferroviário. A obra aborda os conceitos básicos; as principais noções sobre equipamentos, operação e manutenção da via permanente; e todas as etapas de um projeto de ferrovia, englobando estudos operacionais, básicos e de infraestrutura. 
Fonte - ABIFER  12/01/2015

Nova tarifa e velhos problemas

Transporte Público 

O aumento de R$ 0,30 no anel A começa a valer mesmo a partir desta segunda. Cerca de 80% dos usuários do sistema usam pagam esta tarifa.A tarifa zero para os estudantes da Rede Pública estadual, do Prouni e para os cotistas, só começa a vigorar a partir do segundo semestre de 2015. A renovação da frota só ocorrerá aos poucos.

DP
Diário de Pernambuco
Recife - No primeiro dia útil com a nova tarifa para os ônibus da Região Metropolitana do Recife, os usuários vão enfrentar os velhos problemas: ônibus lotados, informações de menos e incertezas quanto aos horários. Para minimizar os impactos do reajuste, onde o Anel A, que responde por 80% dos usuários do sistema, passou para R$ 2,45, o governo do estado tomou algumas medidas, mas os efeitos não são de imediato.
A tarifa zero para os estudantes da Rede Pública estadual, do Prouni e para os cotistas, só começa a vigorar a partir do segundo semestre de 2015. A renovação da frota só ocorrerá aos poucos. Nesse primeiro ano, a meta é substituir 400 ônibus, sendo metade até março e o restante até o fim do ano. Já a unificação da tarifa só deverá ocorrer ao longo dos quatro anos. A primeira medida foi não aumentar o valor das tarifas B (R$ 3,35) e D (R$ 2,65). A ideia do governo é reduzir a distância entre os valores existentes e conseguir uma tarifa única.
Nesta semana o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Urbana-PE) irá procurar o prefeito Geraldo Julio para formar uma parceria com o município para agilizar a implantação das faixas azuis. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) estabeleceu como meta implantar 12 corredores com faixas preferenciais para os ônibus, nos moldes do BRS (Bus Rapid Transit), onde a faixa da direita é destinada aos os ônibus, mas permite a entrada de veículos para fazer conversão ou acessar algum imóvel.
O modelo que foi inspirado no Rio de Janeiro tem, até agora, dois corredores de faixa azul em funcionamento: avenidas Domingos Ferreira e Mascarenhas de Morais. A CTTU já identificou outros 10 corredores com condições de receber uma faixa exclusiva, mas decidiu aguardar a compra de mais equipamentos de fiscalização eletrônica para estender o serviço nos outros pontos da cidade.
De acordo com o presidente da Urbano-PE, Fernando Bandeira, quanto mais espaço o ônibus tiver mais eficiente será o sistema. “Nós estamos dispostos a ajudar no que for preciso. O ônibus passa muito tempo preso nos engarrafamentos e a via exclusiva irá aumentar a velocidade dos ônibus, o que significa a capacidade de realizar mais viagens em menos tempo”, afirmou.
Diário de Pernambuco  12/01/201

Inep divulga amanhã resultados do Enem 2015

Educação

O gabarito das provas está disponibilizado aos estudantes desde o ano passado. A correção da prova, todavia, leva em consideração mais do que apenas a contagem dos erros e acertos. O valor de cada questão varia conforme o percentual de acertos e erros naquele item, sendo utilizada a Teoria de Resposta ao Item (TRI).

Da Agência Brasil 

Brasília - Os mais de seis milhões de estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão conferir os resultados da prova a partir de amanhã (13) na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Para ter acesso ao resultado, os candidatos precisam do número de inscrição ou do CPF e da senha criada no momento da inscrição.
O gabarito das provas está disponibilizado aos estudantes desde o ano passado. A correção da prova, todavia, leva em consideração mais do que apenas a contagem dos erros e acertos. O valor de cada questão varia conforme o percentual de acertos e erros naquele item, sendo utilizada a Teoria de Resposta ao Item (TRI).
Assim, uma questão que muitos candidatos acertaram é considerada mais fácil e não valerá tantos pontos. Já o candidato que acertar uma questão com alto índice de erros ganhará mais pontos por aquele item.
A nota do Enem poderá ser usada para participar do Sistema ùnico de Seleção Unificada (Sisu), cujas inscrições serão de 19 a 22 deste mês, e do Programa Universidade Para Todos (ProUni), com inscrições de 26 a 29 de janeiro.
Servirá também para certificar o ensino médio, obter empréstimo pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), além de participar do programa de intercâmbio Ciência sem Fronteiras. Ano passado, o exame foi realizado em mais de 1,7 mil cidades brasileiras.
Fonte - Agência Brasil  12/01/2015

Ferrovias se preparam para um novo ciclo de desenvolvimento

Ferrovias

O que se espera é um cenário mais competitivo, com benefícios para os donos das cargas e para a logística do País como um todo. O futuro acena com boas perspectivas, mas o setor vive hoje tempos difíceis, com baixa produtividade, em parte provocada pela existência de uma grande frota de vagões e locomotivas com idade média avançada, obsoletos, pesados, poluentes e lentos. 

Revista Grandes Construções

O setor ferroviário brasileiro poderá entrar, nos próximos meses, em um novo ciclo de desenvolvimento, com a publicação dos editais de concessão dos novos trechos ferroviárias, previstos no Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado pelo governo federal em agosto de 2012. As novas concessões estarão dentro de uma concepção inovadora, que prevê a existência de operadores de transporte separados das empresas responsáveis pela construção e manutenção da via permanente. O que se espera é um cenário mais competitivo, com benefícios para os donos das cargas e para a logística do País como um todo.
O futuro acena com boas perspectivas, mas o setor vive hoje tempos difíceis, com baixa produtividade, em parte provocada pela existência de uma grande frota de vagões e locomotivas com idade média avançada, obsoletos, pesados, poluentes e lentos. Para reverter este cenário, a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), em parceria com a associação dos operadores do transporte ferroviário de carga (ANTF), apresentou ao governo federal uma proposta de renovação de uma frota de 18 mil vagões e 1.400 locomotivas, em um período de 10 anos.
Para saber mais sobre o programa entrevistamos Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), para quem o setor finalmente passará por um ciclo de desenvolvimento como não se vê há várias décadas.

Revista Grandes Construções – Como surgiu essa proposta de renovação da frota ferroviária brasileira?
Vicente Abate – Essa proposta nasceu aqui na Abifer há pouco mais de um ano, a partir de conversas com a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), que representa os operadores do transporte de carga sobre trilhos, a partir da análise dos nossos gráficos de produção de vagões e locomotivas no Brasil, que é uma verdadeira montanha russa. Essa produção sobe demais em alguns momentos, depois despenca, em outros, e a indústria não consegue manter um patamar razoável de produção, dentro de uma linearidade. É claro que ninguém vai conseguir fazer 3 mil ou 4 mil vagões todo ano, mas não dá para fazer 7 mil e depois cair para 1 mil. O ideal é manter uma certa regularidade nesta produção. E outra coisa que nos aflige muito é a falta de previsibilidade. A nossa indústria tem dificuldade de antever o futuro próximo. E isso não é culpa das concessionárias do transporte ferroviário, que por sua vez depende dos seus clientes, dos seus usuários. Portanto, o que se impõe é o desafio de resolver isso de uma forma boa para todos, Assim, surgiu a ideia da própria ANFT, que conta com uma frota antiga, obsoleta, com um uso de uma forma meio ineficiente. A proposta é trocar essa parte mais antiga da frota, com mais de 40 anos, de propriedade do governo. Começamos a estudar as alternativas para fazermos isso.

GC – E qual seria o alcance dessa medida? Quantas unidades seriam trocadas?
Vicente Abate – Foram levantados os números de vagões e locomotivas de cada concessionária, apontando para a existência de 40 mil vagões e 1.400 locomotivas nesta situação. Eles têm acima de 40 anos, embora uma parte dessa frota ainda esteja em uso, só que operando com baixa produtividade por serem obsoletos. São vagões que carregam pouca carga útil, porque o próprios vagões são muito pesados. Hoje a indústria trabalha com uma série de ferramentas e materiais que permite a fabricação de vagões mais leves e mais enxutos possível. Quanto mais você reduz o peso próprio do vagão, maior é a sua possibilidade de aumentar o volume da carga transportada. A partir daí nós passamos a estudar o que tínhamos de produtividade para oferecer. Os vagões novos que viriam substituir a frota obsoleta vão veículos mais leves, modernos de maior capacidade, que consomem menor tempo de descarga, enfim, agregam uma série de benefícios que os tornam mais produtivos. Se você concilia a modernidade dos vagões com a modernidade das linhas, você eleva a produtividade de maneira extremamente expressiva. Além disso tem a questão do tempo de operação. Antigamente se fabricava vagões para o transporte de açúcar a granel que descarregava em 45 minutos ou mais. Hoje um vagão para esse transporte descarrega em um minuto, apenas. Isso permite melhorar o ciclo do vagão, fazendo mais viagens em menos tempo.

GC – E quanto às locomotivas, qual foi o cenário identificado?
Vicente Abate – Nós identificamos pelo menos 1.400 locomotivas de baixa potência, com motores de corrente contínua, com alto consumo de combustível, elevada emissão de poluentes, que podem ser substituídas por máquinas modernas, de alta potência, equipadas com motores de corrente alternada, com baixo consumo de combustível, reduzida emissão de poluentes, até mesmo com a possibilidade de adicionar o biodiesel ao combustível convencional, que é uma alternativa que antigamente não existia. Tudo isso conduz a uma maior eficiência de transporte. Com a identificação dessa frota velha, nós passamos a calcular quanto teria que ser substituída para atender às necessidades do transporte eficiente. E concluímos que os tais 40 mil vagões seriam substituídos por 18 mil novos vagões, e as 1.400 locomotivas por 600 máquinas modernas. Ou seja, com 18 mil vagões novos seria possível produzir o mesmo que com os 40 mil antigos. O mesmo acontece com as 600 locomotivas de última geração.

GC – E o que aconteceria com a frota velha, substituída?
Vicente Abate – Ela seria sucateada. Porque não faz sentido manter essa frota ineficiente. Ela seria tirada do uso.

GC – A indústria nacional tem capacidade instalada suficiente para produzir essa frota nova, no ritmo desejado pelas concessionárias de carga?
Vicente Abate – Certamente. Principalmente se tivermos esse aspecto da previsibilidade. Os três grandes fabricantes de vagões atuando hoje no Brasil, que são a Amsted-Maxion, Usiminas e a Randon, possuem uma capacidade somada de 12 mil vagões por ano. Para fazer esses 18 mil, programados para serem entregues ao longo de um período de 10 anos, o equivalente a 1.800 vagões por ano, sobra capacidade instalada. É claro que paralelamente a esse programa teremos que fazer a renovação normal da frota, que é previsível, que são as concessionárias comprando o que elas precisam para o seu crescimento orgânico normal. Não pensamos em sobreviver apenas com os 1.800 vagões/ano. A ideia é que isso seja um “colchão” de previsibilidade de encomendas, e que a indústria consiga trabalhar desse patamar para cima. Já no que diz respeito as locomotivas, a capacidade dos dois fabricantes do mercado brasileiro – GE e Caterpillar – é de 250 locomotivas por ano, ou seja, elas teriam que entregar 60 máquinas por ano, exclusivamente para o programa de renovação da frota.

GC – E como estão as negociações dessas propostas com o Governo federal?
Vicente Abate – Nós apresentamos a proposta ao Ministério da Indústria e Comércio, ao Ministério dos Transportes e ao BNDES. Na última vez que falamos sobre o assunto, ele estava sendo equacionado financeiramente e nós estamos aguardando uma última revisão do plano, com o governo trabalhando na emissão das portarias e decretos, ou seja, na documentação legal necessária para dar start no processo.

GC – Os senhores têm uma estimativa de custo total desse programa de renovação?
Vicente Abate – Como existe a questão da Lei de Responsabilidade Fiscal, não dá para falarmos de um programa num horizonte de 10 anos. Por isso, nós estamos falando de um programa de cinco anos, renováveis por mais cinco. Nós estamos trabalhando com valores médios, de cerca de R$ 5 bilhões para cada período de cinco anos. Pelas reuniões que nós tivemos, nós sentimos que o governo está achando a ideia excelente, já que isso trará grandes benefícios para todos os elos da cadeia logística ferroviária. Para a indústria, como já falei, você garante a previsibilidade necessária para que os fabricantes produzam com ganhos de escala, redução de custos de suprimentos, e de mão de obra. Não haverá a necessidade de dispensar gente nos períodos de baixa de produção, nem de recontratar e treinar, nos períodos de alta. A indústria vai produzir veículos mais modernos, com custos menores. Para as concessionárias, o benefício é poder comprar veículos mais modernos e produtivos, a custos menores. E para o governo é bom porque ele vai gerar mais empregos e impostos. E ainda para o usuário final, o dono da carga, que é o foco principal do programa, ele vai ter um melhor atendimento, com mais rapidez e com custos menores de frete ferroviário.

GC – E como fica essa capacidade de produção da indústria nacional quando começarem a entrar as novas encomendas de material rodante, das novas operadoras ferroviárias que deverão vencer as concessões previstas no Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado pelo governo federal em agosto de 2012?

Vicente Abate – Não haverá problema com superposição de aquisição de vagões e locomotivas porque este setor da indústria, de uma forma geral, vem investindo fortemente, nos últimos 10 anos, na sua capacidade de produção. Isso já permitiu a esses players ampliação da sua capacidade com folga. Nós estamos vindo, nos últimos 10 anos, de uma média de fabricação entre 3 mil e 4 mil vagões/ano, o que corresponde a um terço da capacidade da nossa indústria. O que esta indústria tem feito é utilizar suas plantas e mão de obra especializada para promover a modernização da frota existente, não só para o transporte de carga como o de passageiros também. É o caso, por exemplo, do programa de modernização da frota dos carros de passageiros para as linhas 1 e 3 do Metrô de São Paulo. São linhas cujos carros, em parte, estão em operação há 40 anos, e que terão uma sobrevida de mais 30 ou 40 anos, depois de passarem por um processo de modernização.

GC – E por que não se faz um programa parecido, de renovação de frota, para o setor de carga, em vez de adquirir vagões e locomotivas novos?
Vicente Abate – Porque esses veículos não são de aço inox, como são os carros de passageiros. Com esses você consegue aproveitar toda a superestrutura, adicionando toda a tecnologia de ponta, os itens modernos de ar-condicionado, tração com corrente alternada, etc. Nos veículos de carga isso não é possível. Você teria que trocar tudo, praticamente. E não sairia um veículo tão produtivo. Por tudo isso, podemos dizer que é muito bem-vindo esse programa de renovação de frota, que vai regular o mercado, criando um patamar mínimo de encomendas para que a indústria não fique com sua capacidade ociosa, criando um novo círculo virtuoso que se instala na cadeia do transporte ferroviário. 
Fonte - ABIFER  12/01/2015