quinta-feira, 5 de novembro de 2015

GE e Progress apresentam tecnologias

Panorama Ferroviário

O diretor de Suporte ao Cliente da GE Transportation, Luiz Cláudio Torelli, trouxe algumas soluções que a GE vem empregando, como o Locovision, o Trip Otimizer e o detector de trilhos partido.O Locovision consiste em sistema de câmeras embarcado, para verificar, por exemplo, espaçamento de dormentes ou medir a bitola.

RF
foto - ilustração
As fabricantes de locomotivas, GE e Progress Rail EMD, apresentaram na tarde de ontem algumas de suas soluções tecnológicas para o mercado ferroviário, em painel da 18ª Negócios nos Trilhos – NT Expo, em São Paulo.
O diretor de Suporte ao Cliente da GE Transportation, Luiz Cláudio Torelli, trouxe algumas soluções que a GE vem empregando, como o Locovision, o Trip Otimizer e o detector de trilhos partido.
O Locovision consiste em sistema de câmeras embarcado, para verificar, por exemplo, espaçamento de dormentes ou medir a bitola. “Tem uma aplicação nos Estados Unidos em que o trem faz a leitura de neve nas montanhas e vê se a neve está atingindo um nível que pode ser crítico para ocorrer uma avalanche”, disse.
O detector de trilhos partidos também é embarcado na própria locomotiva. “A própria locomotiva é um carrinho de ultrassom. Hoje, a tecnologia só pega trilhos totalmente partidos”, explicou Torelli.
O Trip otimizer auxilia o maquinista no controle do trem, recalculando a forma de condução, em uma situação de chuva ou com número de vagões diferentes do habitual, por exemplo. “Já tem aplicações em que o maquinista pilota o trem a mil e quinhentos quilômetros de distância, em cabines virtuais”, disse.

foto - ilustração
Torelli salientou que muitas das tecnologias empregadas pela GE são hoje várias ferramentas desenvolvidas ou customizadas no Brasil, no centro de tecnologia da empresa, no Rio de Janeiro. E a GE vai inaugurar no Brasil, na próxima semana, um centro de monitoramento remoto, em Contagem (MG), ligado ao centro de monitoramento dos Estados Unidos. Esse centro vai permitir, por exemplo, que a ferrovia tenha informações pertinentes para tirar potência de uma locomotiva ou decidir que locomotiva utilizar na composição de um trem. Em uma situação de primeiro trem depois de um acidente, segundo Torelli, será possível fazer um mapeamento da frota e escolher as melhores locomotivas para que a chance de uma falha seja menor.
O representante da Progress Rail EMD, além de falar sobre a nova locomotiva SD70ACE-BB — desenvolvida especificamente para o mercado brasileiro e atualmente em testes na VLI — trouxe uma novidade em locomotiva voltada para manobra, focada para o mercado do aço, com 1400 hp e dois motores e menor consumo de combustível.
Beltramin falou ainda sobre a parceria da Caterpillar, grupo ao qual a Progress EMD pertence, com a UPtake, de tecnologia, para desenvolvimento de ferramentas de análise e previsão. Uma das soluções em desenvolvimento é um sistema de monitoramento de fadiga, feito por câmeras instaladas na cabine.
Fonte - Revista Ferroviária  05/11/2015

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pela sua visita,ajude-nos na divulgação desse Blog
Cidadania não é só um estado de "direito",é também um estado de "espírito"