terça-feira, 20 de outubro de 2015

Centro de Fortaleza deve ganhar bondes elétricos

Transportes sobre trilhos

A ideia está inserida no Plano Fortaleza 2040 e foi divulgada durante fóruns que acontecem na CDL até sexta-feira.A proposta é que o transporte ligue o Centro à Praia de Iracema e Beira-Mar. Estacionamentos periféricos e inclusão das linhas Sul e Leste do Metrô como alternativas à mobilidade também estão previstos.

Lêda Gonçalves - Repórter/DN
foto - ilustração
A Fortaleza que queremos passa pelo Centro e, no planejamento de ações previstas até 2040, a reestruturação do bairro é considerada uma das prioridades. Entre as propostas para o local, estão o retorno dos bondes elétricos - que ligariam a área à Praia de Iracema e Beira-Mar - a oferta de bicicletas compartilhadas, estacionamentos periféricos e inclusão das linhas Sul e Leste do Metrô como alternativas à mobilidade e incentivo ao caminhar em vez dos veículos motorizados que, segundo estudos, impactam negativamente sobre a malha viária restrita.
O prefeito Roberto Cláudio abriu o evento e destacou que, além do Centro, a orla do Mucuripe, o Parque do Cocó e a área não utilizada do 23 Batalhão de Caçadores (BC) são áreas prioritárias do planejamento e que devem ser as primeiras beneficiadas com as ações. No entanto, alerta, nada será viável sem a participação da população. "Todos devem não só conhecer o Plano, como também, estar inseridos em sua implantação", diz.
As novidades foram apresentadas no primeiro dia de Fóruns Temáticos e Setoriais "A Fortaleza que queremos", que integram a segunda fase do Plano Fortaleza 2040. No total, 37 fóruns serão apresentados e discutidos ao longo de cinco dias, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). O evento começou nesta segunda-feira e prossegue até a próxima sexta-feira, das 8h às 17h30. "A meta que é a pessoa, com essas opções, não precisa andar mais 300 metros", afirma o arquiteto e urbanista Fausto Nilo, que está à frente aos trabalhos. Ele também adianta que um dos objetivos é duplicar a população do Centro, dos atuais 34 mil habitantes para 70 mil, incluindo neste número mais 20 mil que podem trabalhar e morar no bairro. "É estimular que Fortaleza volte a não só passar pela área, durante o dia, no horário do comércio, como conheça, habite e possa usufruir da estrutura que o Centro oferecer em termos de opções culturais, patrimônio histórico, lazer, entre outros", frisa.
O presidente da CDL, Severino Ramalho Neto, foi um dos palestrantes do fórum temático. Ele deu um panorama da área, destacando o papel fundamental do comércio, que emprega 69 mil pessoas e faz com que 350 mil circulem por ali todos os dias. "O Centro é de todos, e a entidade está engajada no plano e vai participar com ênfase", diz.
Fonte - Diário do Nordeste  20/10/2015

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