domingo, 8 de fevereiro de 2015

VLT de Cuiabá deve ficar pronto em 2 anos no mínimo, prevê secretário de MT

Transportes sobre trilhos

Os projetos de mobilidade urbana que antes eram executados pela extinta Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) devem ser repassados à Secretaria de Cidades do estado. O primeiro prazo para a conclusão do VLT era março do ano passado, o que não ocorreu.

G1 
foto - ilustração
MT - Responsável por dar sequência à obra de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o secretário estadual de Cidades, Eduardo Cairo Chiletto, que tomou posse do cargo no início deste ano, estima que o metrô de superfície fique pronto daqui a dois anos, no mínimo, e em três anos, no máximo. Os projetos de mobilidade urbana que antes eram executados pela extinta Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) devem ser repassados à Secretaria de Cidades do estado. O primeiro prazo para a conclusão do VLT era março do ano passado, o que não ocorreu.
A situação em que se encontram as obras previstas para melhorar a mobilidade urbana da capital até o mundial, realizado em junho, deve ser apresentada em uma audiência marcada para esta segunda-feira (9).
Na audiência, prevista para começar às 9h [horário de Mato Grosso], no Centro de Eventos do Pantanal, na capital, representantes do governo, entre eles o secretário de Projetos Estratégicos, Gustavo Oliveira, deverão informar sobre o andamento dos projetos, bem como eventuais falhas identificadas, e anunciar o cronograma para a conclusão. "Vou receber o legado para efetivamente implementar todas as ações", adiantou o secretário de Cidades do atual governo. Todas as obras da Copa estão suspensas temporariamente.
O prazo dado pelo governo anterior, que administrou o estado até dezembro do ano passado, era de que o VLT ficaria pronto até dezembro deste ano. No entanto, Chiletto disse ser praticamente impossível concluir a obra dentro desse prazo. "Não tem a mínima condição de ficar pronta neste ano. A conclusão deve ocorrer entre dois e três anos", pontuou. Segundo ele, desapropriações ainda precisarão ser feitas para a instalação dos trilhos do metrô. No entanto, Chiletto não informou quantos imóveis ainda precisam ser desapropriados.
Algumas obras que fazem parte do VLT, como o viaduto Jamil Boutros Nadaf, mais conhecido como vaiduto da Sefaz, na Avenida do CPA, na capital, já apresentaram problemas e tiveram de ser interditados. Esse viaduto está interditado para o tráfego de veículos há seis meses. Isso depois de ter ficado liberado por cerca de cinco meses. Ainda não existe a previsão de liberação, já que antes disso o viaduto deve passar por obras, bem como deve ser refeita a fundação do elevado e a colocação de escoras para assegurar a sustentação do viaduto.
O VLT foi a obra mais cara prevista para a Copa. Ao todo, está orçado em R$ 1,4 bilhão. Algumas irregularidades nessa obra já foram informadas pelo governador Pedro Taques (PDT), durante entrevista à rádio Centro América FM na semana passada.
Segundo o gestor, a administração passada pagou metade do valor dos vagões logo no ato da encomeda. "Só os vagões custaram R$ 500 milhões e no dia da encomenda já pagaram R$ 251 milhões. Encomendaram e já pagaram 51% do valor dos vagões. Agora vamos mostrar o que fizeram com o dinheiro que pertence aos cidadãos", declarou o governador, na última segunda-feira (2).
Fonte - Revista Ferroviária  08/02/2015

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