sábado, 20 de dezembro de 2014

Ferry Boat já vende passagens pela Internet

Transporte Marítimo

De acordo com anúncio do secretário estadual da Infraestrutura (Seinfra), Marcus Cavalcanti, os passageiros do Sistema Ferry-Boat podem comprar as passagens pela internet, no site da concessionária Internacional Marítima. Além do sistema bate-volta, a empresa ainda garante manter as travessias por 24 horas nos dias: 23, 24, 26, 27, 29, 30 e 31. Assim como nos dias 1º, 2, 4 e 5 de janeiro.

TB
foto - ilustração
Quem pretende pegar o Ferry Boat já pode começar a se programar, pois as vendas de passagens pela internet já foram iniciadas. A Internacional Travessias Salvador, responsável pelo sistema, informou que oito embarcações estação disponíveis para operação até o próximo dia 6.
Os embarques devem ocorrer com intervalos de 20 a 30 minutos, sendo que os passageiros ainda podem recorrer ao sistema bate e volta. A expectativa de circulação é de mais de 437 mil passageiros e mais de 87.250 veículos, o que representa um aumento de 14% no fluxo, em relação ao mesmo período do ano passado.
Contando toda a frota disponível, a empresa estima que poderão ser realizadas, em média, até 40 viagens extras nos dias de maior movimento. A capacidade somada de todas as embarcações é de 5.656 passageiros e 674 veículos, o que representa um aumento de 64% na capacidade de transporte de passageiros e 93% na capacidade de veículos em relação ao mesmo período em 2013.
De acordo com anúncio do secretário estadual da Infraestrutura (Seinfra), Marcus Cavalcanti, os passageiros do Sistema Ferry Boat podem comprar as passagens pela internet, no site da concessionária Internacional Marítima. Além do sistema bate-volta, a empresa ainda garante manter as travessias por 24 horas nos dias: 23, 24, 26, 27, 29, 30 e 31. Assim como nos dias 1º, 2, 4 e 5 de janeiro.
Estão em operação os ferries Juracy Magalhães Júnior, Anna Nery, Ivete Sangalo, Maria Bethânia, Rio Paraguaçu e Pinheiro. Para atender o fluxo maior esperado para o período de festas, os novos ferries, Dorival Caymmi e Zumbi dos Palmares (operação assistida), terão seus horários de operação ampliados.
Cavalcante disse ainda que em 15 de janeiro do ano que vem iniciará o sistema de hora marcada. Com a bilhetagem eletrônica, as passagens poderão ser pagas com cartão de crédito e boleto bancário.
Fonte - Tribuna da Bahia  20/12/2014

Trem da Vale entre Ouro Preto e Mariana é ótima opção de passeio nas férias

Transportes sobre trilhos

A viagem dura cerca de uma hora e passa por vales, túneis, cachoeiras e paredões de pedras, cenários típicos de Minas Gerais.Além dos dias normais de circulação (sexta-feira, sábado e domingo), em cinco quintas-feiras, haverá circulação de um trem partindo de Ouro Preto e outro de Mariana

DeFato Online

O Trem da Vale, passeio turístico entre as cidades históricas de Ouro Preto e Mariana, vai aumentar os horários disponíveis no final de dezembro e em janeiro para atender o aumento da demanda nas férias escolares. Além dos dias normais de circulação (sexta-feira, sábado e domingo), em cinco quintas-feiras, haverá circulação de um trem partindo de Ouro Preto e outro de Mariana. Os dias de viagem extra são 18 de dezembro e 8, 15, 22 e 29 de janeiro. De 18 de dezembro até 1º de fevereiro serão mais de 96 viagens.
Nas quintas-feiras em que circulará, o trem partirá de Ouro Preto às 10h e de Mariana às 15h. Nas sextas-feiras e sábados, a composição parte de Ouro Preto às 10h e 14h30 e de Mariana às 13h e 16h. Aos domingos são cinco opções: partindo de Ouro Preto às 10h, 13h30 e 16h30 e de Mariana às 11h30 e 15h.
A viagem dura cerca de uma hora e passa por vales, túneis, cachoeiras e paredões de pedras, cenários típicos de Minas Gerais. O trem tem capacidade para quase 300 lugares. As passagens convencionais custam R$40 para ida e R$ 56 para trajetos de ida e volta. No vagão panorâmico, as viagens de ida custam R$ 60 e ida e volta R$ 80. Estudantes e maiores de 60 que apresentarem documentos pagam meia. Crianças até 5 anos não pagam e de 6 a 12 pagam meia. Os bilhetes podem ser adquiridos nas estações ferroviárias de Ouro Preto e Mariana, ou no Centro Cultural e Turístico da FIEMG, na Praça Tiradentes, em Ouro Preto.
Mais informações disponíveis no site www.tremdavale.org ou pelo telefone 31 3551-7705, que também pode ser usado para fazer reservas de quarta a sábado, de 9h às 17h.

Trem da Vale
Com 18 km de extensão, o Trem da Vale ajuda a contar a história e difundir a cultura e belezas naturais da região. Todo o complexo arquitetônico, do qual o Trem faz parte, foi revitalizado em 2006 e abrange duas estações, além de uma completa estrutura de entretenimento. A viagem dura cerca de uma hora e passa por vales, túneis, cachoeiras e paredões de pedras, cenários típicos de Minas Gerais.
Fonte - STEFZS  20/12/2014

Chega ao Brasil compartilhamento de carros elétricos

Mobilidade

Esta semana começou a funcionar, no Recife, o primeiro sistema de compartilhamento de veículos elétricos do país (car sharing).O objetivo do compartilhamento de carros elétricos é reduzir os engarrafamentos e a poluição

Isabela Vieira 
Repórter da Agência Brasil 
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Depois de compartilhar bicicletas, cidades brasileiras dão os primeiros passos para fazer o mesmo com os carros. Esta semana começou a funcionar, no Recife, o primeiro sistema de compartilhamento de veículos elétricos do país (car sharing). O modelo, implantado nos Estados Unidos e na Europa, permite ao usuário pegar o carro em vagas ou garagens espalhadas pela cidade e devolvê-lo, depois, em um período determinado. Em 2015, o modelo deve estar em funcionamento também no Rio de Janeiro, que lançou este mês chamada pública sobre a viabilidade do projeto. Uma empresa em São Paulo oferece o serviço desde 2010, mas tem somente carros movidos à combustível.
A escolha pelo compartilhamento de carros elétricos no Recife, segundo a gerente do projeto do Porto Digital, Cidinha Gouveia, busca melhorar a mobilidade no centro. “O trânsito aqui está ficando pior que em outras capitais [mais populosas] como São Paulo, segundo estatísticas recentes. Nos horários de pico, é impossível se deslocar de um ponto a outro e as pessoas podem esperar até 40 minutos por uma vaga”, informou. Com o novo sistema, que tem vagas fixas em três estações, quem precisa de um carro para curtas distâncias pode fugir dos problemas.
No Recife Antigo, bairro do centro, a iniciativa começou a ser testada segunda-feira (15) e estará disponível ao público em março. Os usuários poderão aderir a um plano mensal de R$ 30 e arcar com uma taxa extra de R$ 20 por uso, com a possibilidade de esse valor ser divido, se for concedida carona. É que o sistema identifica pessoas que pretendem fazer o mesmo trajeto .
Ainda pouco conhecido no país, o compartilhamento tem um grande potencial, avalia o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Leonardo Meira. Ele explica que o modelo surgiu na Europa na década de 1980 e é complementar ao transporte público, incluindo as bicicletas. Além de reduzir a poluição e o trânsito nas cidades, Meira destaca que incentiva a racionalização do uso do carro. “Pesquisas mostram que o compartilhamento tira das ruas até sete carros particulares, na Alemanha e na Suíça, onde é muito forte.”
Vislumbrando o sucesso das bicicletas compartilhadas, a cidade do Rio lançou chamada pública para colher propostas para o sistema. “Queremos saber quantos veículos são necessários, quantos carros devem ter cada estação, quantas estações precisam ser criadas, em quais bairros e com qual a distância”, explicou o subsecretário de Projetos Estruturantes da Secretaria Especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas, Gustavo Guerrante.
No Rio, a ideia é que o compartilhamentos seja usado para curtas e longas distâncias, a partir de 2015, utilizando vagas especiais na cidades, que já estão sendo separadas, antecipou Guerrante. “Não podemos limitar a um trajeto curto porque, supondo que a pessoa sai do centro da cidade em direção à Barra [da Tijuca], não tem jeito, o trajeto pode chegar a 40 quilômetros.”
A empresa Zazcar, em São Paulo, foi a primeira a oferecer o compartilhamento no país. Em entrevista à imprensa, o presidente Felipe Barros disse que a procura cresce ano a ano por pessoas que abriram mão de ter um veículo próprio. Com cerca de 3 mil usuários e 45 estações para retirada de veículos, o aluguel por hora varia entre R$ 6,90 e R$ 11,50.
Como mostra de que o serviço está chegando a todo país, a partir de 2015 começa a funcionar, em Porto Alegre, em fase de testes, o compartilhamento de carros elétricos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Criado por estudantes da pós-graduação, que montaram a startup MVM Technologies, o sistema interligará todos o campus, antes de chega a toda a cidade. "Temos um planejamento para segunda etapa, tornando possível um serviço de escala, em Porto Alegre. Fora disso, a expansão para região metropolitana, o que é possível , temos que ver um prazo mais longo”, explicou o diretor executivo da empresa, Lucas de Paris.
Para o professor do curso de pós-graduação em Transportes da Universidade de Brasília (UnB) José Augusto Abreu, o compartilhamentos de carros elétricos é eficiente em casos eventuais e tem grande potencial de melhorar a qualidade de vida na área urbana. “Temos um trânsito engarrafado, com poluição elevada e risco de acidente. Os carros elétricos são uma ótima alternativa para retirar veículos das ruas, reduzir a emissão de gases tóxicos e de barulho, pois são mais silenciosos”, analisa ele, defensor também do compartilhamento de bicicletas.
Fonte - Agência Brasil  20/12/2014

Movimento tranquilo no Ferry Boat na manhã deste sábado

Salvador

Ferryboat tem movimento tranquilo na manhã deste sábado e tem esquema especial montado para o período de Natal e Réveillon

Da Redação - A Tarde
Elói Corrêa - Secom
O movimento no sistema Ferryboat é tranquilo na manhã deste sábado, 20, nos terminais marítimos de São Joaquim, no Comércio, e Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, com saídas a cada 30 minutos. A Internacional Travessias Salvador informou que o fluxo de passageiros é intenso, mas não há filas de espera. O embarque de veículos também está sendo imediato.
A empresa opera dentro da programação especial montada para o período de Natal e Réveillon, que segue até o dia 6 de janeiro.
Para o período, estão disponíveis oito embarcações, incluindo os ferries Zumbi dos Palmares e Dorival Caymmi em operação assistida. Os demais são Ivete Sangalo, Maria Bethânia, Juracy Magalhães Júnior, Rio Paraguçu, Anna Nery e Pinheiro. As saídas ocorrem em função da demanda, podendo entrar no esquema bate-volta se houver necessidade.
Fonte - A Tarde  20/12/2014

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

AEROMÓVEL DA TRENSURB CHEGA A UM MILHÃO DE PASSAGEIROS TRANSPORTADOS

Transportes sobre trilhos

Nesta semana, a conexão metrô-aeroporto via tecnologia aeromóvel ultrapassa o número de um milhão de passageiros transportados. O diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper, afirma que a empresa está “firmemente empenhada para dar suporte, juntamente com a Aeromovel do Brasil, a projetos de aplicação operacional da tecnologia”

Trensurb
Foto: Gustavo Nardon/Trensurb
Celebrando a marca, Trensurb recebe ato de assinatura do contrato dos estudos e projetos das linhas 2 e 3 do aeromóvel de Canoas na manhã de sexta-feira (19), às 11h, na Estação Salgado Filho da linha metrô-aeroporto.
Nesta semana, a conexão metrô-aeroporto via tecnologia aeromóvel ultrapassa o número de um milhão de passageiros transportados. Celebrando essa marca, a Trensurb recebe, na manhã de sexta-feira (19), às 11h, o ato de assinatura do contrato dos estudos e projetos das linhas 2 e 3 do aeromóvel de Canoas entre a prefeitura do município e a Aeromovel Brasil S.A., detentora da tecnologia, além do decreto que institui o comitê gestor da obra. O evento ocorre na Estação Salgado Filho do aeromóvel da Trensurb, em anexo ao Terminal 1 do Aeroporto Salgado Filho. Em outubro, o Ministério das Cidades já havia garantido à Prefeitura de Canoas os R$ 272 milhões necessários para que seja licitada a implantação do primeiro trecho de uma linha da tecnologia, que ligará a Estação Mathias Velho da Trensurb à Avenida 17 de Abril, no Bairro Guajuviras.
O diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper, afirma que a empresa está “firmemente empenhada para dar suporte, juntamente com a Aeromovel do Brasil, a projetos de aplicação operacional da tecnologia”. Para ele, “o interesse pela aplicação da tecnologia aeromóvel não é gratuito, pois com os resultados obtidos até o momento, temos a certeza que estamos no caminho certo”. Kasper afirma ainda que, por ser totalmente desenvolvido no Brasil e utilizar tecnologia 100% nacional, o aeromóvel tem movimentado a indústria e o mercado profissional do país. “Durante os quase três anos de projeto, mais de 50 empresas e mil pessoas empenharam-se para que a implantação da linha se concretizasse”, pontua.
Para o coordenador do Centro de Desenvolvimento Operacional Aplicado à Tecnologia Aeromóvel, da Trensurb, Sidemar Francisco da Silva, a tecnologia “tem cumprido o objetivo de melhorar a acessibilidade ao aeroporto, além de integrar dois sistemas de transporte de massa”. Sidemar destaca ainda que, com média de 3.200 passageiros por dia, “a tendência é que a demanda cresça ainda mais na medida em que o sistema vai sendo conhecido”. Outro ponto positivo a ser evidenciado, na opinião do coordenador, é que o sistema possibilitou aos técnicos da Trensurb conhecer melhor essa tecnologia. “Atualmente, temos equipes de operadores que possuem bastante domínio dos equipamentos e que conseguem operar o veículo sem a necessidade de participação da empresa que desenvolveu o aeromóvel e dos fornecedores em geral”, conta.

A linha metrô-aeroporto do aeromóvel
O projeto da primeira linha da tecnologia aeromóvel em operação comercial no Brasil é uma iniciativa da Trensurb e totalmente desenvolvido no país, usando tecnologia 100% nacional, de baixo custo de implantação e operacional, além de reduzido impacto ambiental. Funcionando alternadamente conforme a demanda, os dois veículos (um com capacidade para 150 passageiros, outro para 300) suspensos, movidos por propulsão pneumática, permitem a integração e acesso rápido e direto dos usuários do metrô ao terminal aeroportuário. O trajeto de 814 metros, com duas estações de embarque, é percorrido em dois minutos e meio. Operando comercialmente desde maio deste ano, a linha foi inaugurada e aberta ao público (ainda em regime de testes), com a presença da presidenta Dilma Rousseff, em agosto de 2013.

Serviço
O que: ato de assinatura do contrato dos estudos e projetos das linhas 2 e 3 do aeromóvel de Canoas.
Onde: Estação Salgado Filho do aeromóvel da Trensurb, em anexo ao Terminal 1 do Aeroporto Salgado Filho.
Quando: sexta-feira (19), às 11h.
Fonte - Tresurb  18/12/2014

Concessionárias ferroviárias poderão adquirir trens em nome da União

Transportes sobre trilhos

“O objetivo da medida é incentivar o transporte ferroviário e a indústria ferroviária, bem como reduzir os custos dos serviços prestados aos usuários”, explica o autor da proposta.

Agência Câmara Notícias

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7701/14, do deputado Júlio Lopes (PP-RJ), que permite que as empresas concessionárias dos serviços de transporte ferroviário de passageiros e cargas possam adquirir, em nome da União, os equipamentos, locomotivas, material rodante, peças e demais bens vinculados à prestação desses serviços.
“O objetivo da medida é incentivar o transporte ferroviário e a indústria ferroviária, bem como reduzir os custos dos serviços prestados aos usuários”, explica o autor da proposta.
Júlio Lopes argumenta que boa parte dos bens vinculados à execução dos serviços de transporte ferroviário de pessoas e cargas acaba por retornar ao patrimônio da União. “São os chamados bens reversíveis, que retornam ao poder concedente após o término dos contratos de concessão, quando então são indenizados caso não tenham sido integralmente amortizados” afirma.
A proposta acrescenta dispositivo à Lei 10.233, de 5 de junho de 2001, que trata dos transportes aquaviário e terrestre. Segundo Lopes, os procedimentos necessários à aplicação da medida deverão ser definidos pelo poder concedente.

Tramitação
De caráter conclusivo, a proposta será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte - STEFZS  19/12/2014

IPVA de 2015 na Bahia terá redução média de 3,5%

Bahia

A Bahia tem cerca de 2,5 milhões de veículos.Para automóveis de passeio, a redução é de 3,6%. Proprietários de motocicletas pagam 3,5% a menos. Para os caminhões, a redução é de 4,4%. Caminhonetes e veículos utilitários terão uma redução de 3,2%, e os ônibus e micro-ônibus, de 3,3%.

Paula Janay Alves - A Tarde
Joá Souza | Ag. A TARDE | 29.08.2014
Os proprietários de automóveis na Bahia vão pagar no próximo ano, em média, 3,5% a menos no Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Para automóveis de passeio, a redução é de 3,6%. Proprietários de motocicletas pagam 3,5% a menos. Para os caminhões, a redução é de 4,4%. Caminhonetes e veículos utilitários terão uma redução de 3,2%, e os ônibus e micro-ônibus, de 3,3%.
A nova tabela foi divulgada ontem pela Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA) e publicada no Diário Oficial do Estado. O pagamento é conforme a tabela (ver abaixo) e o final da placa do carro. Veículos com final "0" vão poder pagar este ano até novembro. Em 2014, o pagamento só poderia ser feito até setembro.
A redução não é aplicável aos veículos novos, que terão o imposto calculado a partir do valor impresso na nota fiscal e multiplicado pela alíquota aplicada ao tipo de veículo. Automóveis, por exemplo, têm alíquota de 2,5%. Já as motocicletas, 1%. Veículos movidos a diesel têm alíquota de 3%.
O cálculo do novo IPVA é encomendado pela Sefaz para a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que determina o valor venal de todos os modelos para 2015, com base nos preços dos veículos praticados entre setembro e outubro de 2014.
Como exemplo, o proprietário de um Gol 1.0, comprado em 2014, pagará R$ 698 de imposto no próximo ano. Já um Palio Weekend 1.6, de 2013, terá imposto de R$ 866. Quem tiver um Celta 1.0, de 2012, pagará R$ 554.
Com o novo valor venal dos veículos, publicado no site da Sefaz (www.sefaz.ba.gov.br), é possível calcular o IPVA aplicando a alíquota de 2,5% para automóveis de passeio. A partir de janeiro de 2015, o valor do imposto estará disponível para consulta.

Descontos
Quem pagar até 6 de fevereiro de 2015 terá desconto de 10% do valor total do imposto. Ainda há a possibilidade de receber 5% de desconto ao pagar o valor integral do IPVA até o dia do vencimento da primeira cota, segundo a tabela. Sem descontos, há a possibilidade de parcelar em três vezes.
Quem perder o prazo da primeira cota perde o direito de parcelamento. Banco do Brasil, Bradesco ou Bancoob aceitam o pagamento com a apresentação do número do Renavam.
Para o consultor de educação financeira, José Cristiano Cartaxo, é recomendável aproveitar o desconto se o proprietário tiver dinheiro em caixa. "É inteligente que se faça essa opção. Só esse desconto de 10% supera o acumulado da inflação prevista. Nenhuma aplicação financeira conservadora tem essa rentabilidade", afirma.
Cartaxo orienta reservar uma parte do 13º salário para quitar o IPVA com desconto de 10% ou 5%.
Segundo o diretor de arrecadação da Sefaz-BA, Antônio Félix, a ampliação da tabela foi um pedido do Detran para aumentar os meses para o licenciamento e a vistoria para veículos com mais de cinco anos. "Os contribuintes devem ficar atentos com as alterações das datas. Se estão acostumados a pagar só em abril, através da placa, a primeira cota será em março".
O IPVA é a segunda maior fonte de arrecadação da Bahia. O estado tem cerca de 2,5 milhões de veículos.
Fonte - A Tarde  19/12/2014

Mais informaçõeshttp://atarde.uol.com.br/economia/noticias/1647539-ipva-de-2015-tera-reducao-media-de-35-na-bahia

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Trem da Vale tem reajustes nas passagens

Transportes sobre trilhos

As passagens poderão sem compradas sem o reajuste até 1º de janeiro de 2015.As passagens poderão sem compradas sem o reajuste até 1º de janeiro de 2015. A empresa vende os bilhetes com 60 dias de antecedência pela internet os no guichês das estações. 

DeFato Online
foto - ilustração
A partir de 2 de janeiro de 2015, as passagens do trem de passageiros da Vale terão reajuste médio de 5,77%. O reajuste foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Os trechos de maior distância, a partir de Itabira, terão uma correção menor. Para Cariacica, na Grande Vitória, a tarifa na classe executiva passa de R$ 68 para R$ 72, um reajuste de 5,8%. Na econômica a passagem que custa hoje R$ 52 vai passar para R$ 55, índice de 5,7%.
De Itabira para Ipatinga o custo da viagem na classe executiva passa de R$ 24 para R$ 26, uma correção de 8,3%. Já no carro econômico a tarifa passa de R$ 20 para R$ 21, reajuste de 5%. O valor da tarifa de Itabira para Governador Valadares na classe executiva vai aumentar 7,6%. A passagem que hoje custa R$ 39 para R$ 42. Já o custo do bilhete do carro econômico passa de R$ 28 para R$ 30, um aumento de 7,14%.
De Belo Horizonte até Cariacica, na Grande Vitória, a tarifa passa de R$ 91 para R$ 95. O reajuste nesta classe foi de 4,3%. A passagem no carro da classe econômica vai passar de R$ 58 para R$ 61, um aumento de 6,8%. De Belo Horizonte para Governador Valadares a tarifa na classe econômica passa de R$ 34 para R$ 36 e na executiva de R$ 62 para R$ 65. De Vitória para Governador Valadares os preços são os mesmos nas duas classes. De João Monlevade para Belo Horizonte a tarifa do carro econômico passa de R$ 20 para R$ 21 e no executivo de R$ 34 para R$ 36.
As passagens poderão sem compradas sem o reajuste até 1º de janeiro de 2015. A empresa vende os bilhetes com 60 dias de antecedência pela internet os no guichês das estações. Em 5 de agosto deste ano a Vale colocou em circulação trens comprados na Romênia. Mesmo com os investimentos, os preços não foram reajustados.
O trem de passageiros tem sido alvo de vândalos, ou melhor, bandidos. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte e de Vitória as janelas estão sendo atingidas por pedras. A marca que lembra gotas de chuva é do vidro trincado. Os carros antigos tinham janelas de aço. Os passageiros eram orientados a fechá-las quando o trem estava próximo do destino final. O novo trem tem janelas de vidros mais largas, evitando que os passageiros sejam atingidos.
Fonte - STEFZS  18/12/2014

Investimentos em mobilidade urbana, habitação e saneamento somam R$ 20 bi na Bahia

Infraestrutura

O metrô, obra assumida pelo Governo do Estado em 2013, é uma das mais importantes intervenções realizadas na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Com início da operação assistida em junho, o modal atendeu à Copa do Mundo e já alcançou a marca de dois milhões de passageiros transportados. O trecho inicial da Linha 1 possui 7,3 quilômetros, compreendendo às estações Lapa, Campo da Pólvora, Brotas, Acesso Norte e Retiro.

Secom

Alçadas à categoria de prioridade máxima pelo Governo do Estado, as áreas de mobilidade urbana, saneamento básico e habitação popular receberam mais de R$ 20 bilhões de investimentos nos últimos oito anos. Esses recursos permitiram que o Governo da Bahia construísse 129,6 mil casas populares, levasse água e ampliasse o sistema de esgotamento sanitário para mais de quatro milhões de baianas e baianos, e mudasse radicalmente o horizonte da mobilidade urbana em Salvador, terceira maior cidade do Brasil, e nos municípios do interior do estado.

Mobilidade
foto-ilustração/Pregopontocom
O metrô, obra assumida pelo Governo do Estado em 2013, é uma das mais importantes intervenções realizadas na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Com início da operação assistida em junho, o modal atendeu à Copa do Mundo e já alcançou a marca de dois milhões de passageiros transportados. O trecho inicial da Linha 1 possui 7,3 quilômetros, compreendendo às estações Lapa, Campo da Pólvora, Brotas, Acesso Norte e Retiro.
As obras de complementação da Linha 1, que deve chegar até Pirajá, e da Linha 2, que vai ligar o Acesso Norte ao Aeroporto Internacional de Salvador, estão em ritmo acelerado. Com investimento de R$ 3,6 bilhões, a previsão é que os 40 quilômetros do metrô estejam prontos em 2017.
O Estado também lançou edital de pré-qualificação para selecionar os interessados em participar da licitação do sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que vai requalificar o Sistema Ferroviário da Calçada-Paripe. Totalizando 18,5 quilômetros de extensão e 21 estações, o sistema beneficiará mais de 1,5 milhão de moradores do Subúrbio Ferroviário de Salvador.
Ainda na área de mobilidade, destacam-se as duplicações da Avenida Pinto de Aguiar - já concluída, com investimento de R$ 70 milhões - e da Avenida Gal Costa, além da implantação da Via Lobato-Pirajá. As obras fazem parte do Corredor Transversal 1, via com 12,7 quilômetros de extensão. Já o Corredor Transversal 2, com recursos de R$ 581,5 milhões, terá 12 quilômetros a partir da implantação da Avenida 29 de Março e duplicação da Avenida Orlando Gomes, ambas em andamento.
O governo estadual também investiu R$ 480 milhões na construção da Via Expressa Baía de Todos-os-Santos, considerada uma das maiores intervenções viárias já executadas em área urbana no Brasil, e mais de R$ 100 milhões na construção do Complexo Viário do Imbuí-Narandiba, Estrada do Curralinho e Ligação Avenida Luís Eduardo Magalhães/BR-324.

Saneamento
Com o programa Água Para Todos, o Governo da Bahia realizou intervenções na área do saneamento básico que beneficiaram cerca de seis milhões de pessoas. O programa recebeu R$ 6,75 bilhões para garantir qualidade de saneamento à população baiana e R$ 4,2 bilhões foram destinados ao abastecimento de água.
O número de ligações de água passou de 2.304.972 para 3.247.373, o que significa mais de 942 mil novas ações no período de 2007 a outubro de 2014, um aumento de 40,89%. De janeiro de 2007 até outubro de 2014, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) realizou 486 mil novas ligações de esgoto em todo o estado, um acréscimo de 98% em relação a todas as ligações realizadas pela companhia desde a criação - nos últimos oito anos foram executadas mais ligações de esgoto do que nos 35 anos anteriores.
Inaugurado em 2011, o Emissário da Boca do Rio é a principal obra de saneamento básico dos últimos 25 anos em Salvador. A obra teve investimento de R$ 259 milhões e beneficia mais de um milhão de habitantes. O governo também investiu na ação voltada para a despoluição da Baía de Todos-os-Santos, com a ampliação e implantação de sistemas de esgotamento sanitário nos municípios ao redor da baía e em áreas de influência, por meio do Água para Todos.
Outros destaques são as construções das adutoras do Feijão, no manancial Barragem de Mirós, inaugurada em dezembro de 2008, com investimento de R$ 27,9 milhões; do São Francisco, com recursos de R$ 187,8 milhões; do Algodão, que teve a primeira etapa inaugurada em novembro de 2012, com recursos de R$ 136 milhões, e a segunda fase - 46% de conclusão -, que representou R$ 42,3 milhões de investimento. A adutora de Pedras Altas, na região sisaleira, foi concluída em setembro de 2012, beneficiando 12 sedes municipais e 173 localidades em 21 municípios, num investimento total de R$ 59,3 milhões.
Ainda neste ano, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) lançou o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para o desenvolvimento do projeto Gestão e Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos. O objetivo é a implantação e operação do conjunto de atividades, infraestrutura, instalações operacionais de triagem, transbordo, transporte e tratamento dos resíduos sólidos urbanos. A disposição final, ambientalmente adequada, será por um período não inferior a 25 anos, mediante Parceria Público Privada (PPP) estadual ou outra modalidade a ser sugerida no processo. Ao todo, 17 empresas foram autorizadas a apresentar estudos e projetos com o objetivo de solucionar essas questões na Bahia.

Habitação e urbanização
Nos últimos oito anos, o Governo da Bahia construiu mais de 129,6 mil unidades habitacionais por meio dos programas Casa da Gente/Moradia Digna, PAC/FNHIS (Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social) e Minha Casa Minha Vida (MCMV). Outros 253 mil empreendimentos residenciais estão previstos.
Com o objetivo de resolver o problema histórico da urbanização de favelas, a Sedur promoveu o Concurso Público Nacional de Ideias de Arquitetura e Urbanismo para a Baixinha de Santo Antônio, no bairro do São Gonçalo do Retiro, em Salvador. Por meio de uma proposta de plano urbanístico, que poderá ser replicado em assentamento subnormais de toda a capital baiana, três trabalhos foram escolhidos por uma comissão julgadora e premiados no dia 16 de dezembro.
No Subúrbio Ferroviário de Salvador, o governo estadual revitalizou o Parque São Bartolomeu. Foram investidos cerca de R$ 100 milhões na implantação da via de contorno, sistemas de drenagem pluvial, esgotamento sanitário e abastecimento de água, sistema viário, construção de 120 unidades habitacionais e de sistema de proteção, além de requalificação urbana e ambiental da Praça Oxum.
Entre as principais ações também estão o Mercado do Rio Vermelho, que teve investimento de R$ 32,6 milhões; o Mercado de Paripe - obra em andamento - com recursos de R$ 6,7 milhões; e a Feira de São Joaquim, construção dividida em três etapas, que teve investimento de R$ 61 milhões. Além dessas, as obras de revitalização e requalificação da orla da Ribeira receberam investimentos de R$ 6,3 milhões.
Fonte - Secom Ba. 18/12/2014

Dilma ao ser diplomada no TSE, defende Petrobras e condena corrupção

Política

Em discurso na cerimônia de diplomação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela disse também que cabe aos eleitos governarem bem e, ao segundo colocado, exercer o papel de oposição da melhor maneira possível. “Como eleição democrática não é uma guerra, não produz vencidos”, declarou.

Paulo Victor Chagas*
Repórter da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff saiu hoje (18) mais uma vez em defesa da Petrobras, e conclamou a população a firmar um pacto contra a corrupção e afirmar que o crescimento do país vai se acelerar “mais rápido do que alguns imaginam”. Em discurso na cerimônia de diplomação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela disse também que cabe aos eleitos governarem bem e, ao segundo colocado, exercer o papel de oposição da melhor maneira possível. “Como eleição democrática não é uma guerra, não produz vencidos”, declarou.
Dilma Rousseff discursou logo após receber o diploma - que a habilita a ser empossada no dia 1º de janeiro - das mãos do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Tóffoli. Em uma fala voltada a promessas de ações conceituais, de como pretende iniciar o seu segundo mandato, ela fez questão de repetir palavras como “novo”, “mudança” e “esperança”.
A presidenta Dilma Rousseff recebe diploma do presidente do TSE, Dias Toffoli /Valter Campanato/Agência Brasil
Os casos de corrupção da Petrobras foram explicitamente citados pela presidenta em meio à linha de raciocínio de que “alguns funcionários” foram atingidos no processo, mas é preciso “continuar acreditando na mais brasileira das nossas empresas”. O argumento utilizado foi o de que é preciso “punir pessoas, não destruir empresas”. “Estamos enfrentando com destemor, e vamos transformar [o caso] em energia transformadora”, defendeu. Essa luta contra os malfeitos foi exemplificada por Dilma com expressões para “apurar com rigor tudo de errado”, “criar mecanismos que evitem fatos como esse” e “saber apurar, punir”.
“Não podemos fechar os olhos a uma verdade indiscutível. Chegou a hora do Brasil dar um basta à corrupção”, declarou a recém-diplomada, para complementar que um “grande pacto nacional contra a corrupção”, envolvendo todas as esferas da sociedade, “vai desaguar na grande reforma política que o Brasil precisa”. No entanto, não é um conjunto de novas leis que vai resolver os problemas, na opinião da presidenta. Ela disse que a mudança envolve uma nova consciência de moralidade pública na atual e nas próximas gerações. “Quero ser a presidenta que ajudou a tornar esse processo irreversível”, continuou.
“Temos a felicidade de viver em um país onde a verdade não tem mais medo de aparecer”, afirmou. Punir os responsáveis, no entanto, não diminui a importância e a competência da empresa, de acordo com a presidenta reeleita. Para ela, é preciso continuar apostando na governança da Petrobras, no modelo de partilha e na política de conteúdo local. “A Petrobras e o Brasil são maiores que qualquer problema e crise", acrescentou, e "por isso temos capacidade de superá-los e deles sair melhores e mais fortes”, afirmou.
Após a fala de Dilma, Dias Tóffoli declarou que as eleições são “página virada” e “que os especuladores que se calem”. “Não há espaço para terceiro turno que possa vir a caçar voto desses 54.501.118 eleitores”, frisou.
“Estamos aqui cumprindo o desejo da maioria do povo brasileiro. O povo, na sua sabedoria, escolhe quem ele quer que governe e quem ele quer que seja oposição. Simples assim”, disse a presidenta ao iniciar o seu discurso, antes de dizer que saber vencer é fazer com que todos tenham oportunidades iguais para construir um futuro melhor.
“Ser a primeira mulher eleita e reeleita para ocupar o mais alto cargo da nação deixa minha alma plena de alegria, responsabilidade e destemor”, declarou Dilma Rousseff, para depois complementar que não deve ter medo de mudar a realidade, mesmo que seja difícil. “Nem tampouco medo de mudar a si próprio, mesmo que isso cause algum desconforto”.
Após dizer que as portas a serem fechadas são as da corrupção, e não as do crescimento e do progresso, Dilma anunciou que reserva para o seu discurso de posse, daqui a duas semanas, o detalhamento de “medidas que vamos tomar para mais crescimento, mais desenvolvimento econômico e mais progresso social”. Ao terminar sua fala, convocou todos os brasileiros que a acompanhem “nessa caminhada de transformação e de mudança”.
Ocorrida no plenário do TSE, a cerimônia de diplomação contou com a presença de autoridades como os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski; do Senado Federal, Renan Calheiros; e da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves; além do procurador-geral da República, Rodrigo Janot; do comandante da Força Aérea Brasileira, Juniti Saito; e dos ex-presidentes da República José Sarney e Luiz Inácio Lula da Siva.
*Colaborou André Richter
Fonte - Agência  Brasil  18/12/2014

Ônibus começam a circular sem cobrar passagem em Maricá

Transportes

Os ônibus circularão com intervalos de 20 minutos entre as 5h e as 22h, e de hora em hora durante a madrugada. No itinerário, estão paradas no fórum da cidade, em unidades de saúde e na prefeitura.As linhas que existem atualmente, da Viação Nossa Senhora do Amparo, não serão extintas, mas a intenção da prefeitura é criar um sistema de transporte independente delas

Vinicius Lisboa
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
As quatro primeiras linhas de ônibus com tarifa zero começaram a circular hoje (18) em Maricá, o terceiro município do estado do Rio de Janeiro a oferecer transporte público sem a cobrança de passagens. Inicialmente, o serviço terá dez veículos e ligará os bairros de Recanto e Ponta Negra, nas extremidades do município.
Os ônibus circularão com intervalos de 20 minutos entre as 5h e as 22h, e de hora em hora durante a madrugada. No itinerário, estão paradas no fórum da cidade, em unidades de saúde e na prefeitura.
As linhas que existem atualmente, da Viação Nossa Senhora do Amparo, não serão extintas, mas a intenção da prefeitura é criar um sistema de transporte independente delas. "Esse é o corredor principal da cidade e a ligará de ponta a ponta, atendendo a 70% da população. Uma pessoa que sai do Distrito de Itaipuaçu, por exemplo, teria que pegar três ônibus para chegar em algumas partes da cidade, pagando R$ 2,70 em cada um", diz o prefeito Washington Quaquá, que pretende contratar vans até o fim de 2015 para alimentar esse corredor principal.
Quaquá criticou a qualidade do serviço da empresa de ônibus privada que atua há 40 anos em Maricá, e disse que a prefeitura pretende entrar na Justiça para cobrar melhorias. "Eles não cumprem o contrato. Os ônibus são horrorosos". A Agência Brasil não conseguiu contato com a assessoria de imprensa da Viação Nossa Senhora do Amparo, e o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro não se pronunciou sobre o assunto.
Para a auxiliar de odontologia Priscila Silva, de 29 anos, o estado de conservação dos ônibus na cidade não chega a ser um problema. Na visão dela, o cidadão do município sofre mais com a demora: "moro em Itaipuaçu, e ônibus para o centro de Maricá demora demais. Às vezes, não passa nenhum. E, depois, vêm cinco de uma vez. É mal organizado", critica Priscila.
Acostumada a ir para o trabalho a pé, a professora Jane Maria, de 38 anos, também enfrenta demora quando precisa pegar ônibus. Para ela, faltam opções de transporte na cidade: "essa [linha de ônibus] que será inaugurada hoje vai facilitar, porque antes não tinha ônibus por esse caminho, mas o que precisamos mesmo é de ônibus intermunicipal, para Araruama, as cidades da Baixada Fluminense e outros municípios", diz ela, que desconfia do serviço gratuito. "Não precisava ser gratuito, podia ter um valor simbólico. Será que vai dar para manter essas linhas?"
Quaquá afirma que o serviço custará R$ 700 mil por mês à prefeitura e, depois que for complementado pelas vans, R$ 1,3 milhão. Ele acrescenta que só a prefeitura vai economizar R$ 400 mil em vale-transporte dos funcionários e que as empresas da cidade também vão se beneficiar disso.
O projeto prevê a criação de câmaras populares para avaliar a qualidade do serviço, além de avaliações periódicas de desempenho. Para prestar o serviço, o município criou uma autarquia, a Empresa Pública de Transportes, e contratou 30 motoristas de ônibus por meio de concurso público, em caráter temporário, por 12 meses. Somando outros profissionais, a autarquia tem 45 funcionários. De acordo com a prefeitura, foram investidos R$ 4,8 milhões.
Os ônibus são equipados com ar-condicionado, acesso para cadeirantes por elevadores e internet sem fio. O itinerário e as paradas são informados por meio de aviso em áudio e telões, para portadores de necessidades especiais. O sistema começou em Silva Jardim em fevereiro de 2014 e é usado por 2 mil pessoas por dia. Na cidade de Porto Real, no sul do estado, a tarifa zero existe desde 2008 e custa R$ 200 mil por mês à prefeitura, o que equivale a 2% da receita municipal. Oito ônibus transportam diariamente 5 mil pessoas.
Com quase 150 mil habitantes, Maricá vai ser a maior cidade do estado do Rio a ter transporte com tarifa zero. Segundo a comerciante Margareth Xavier, de Silva Jardim, a medida agradou aos moradores da cidade e fez diferença também para o comércio: "Clientes de bairros mais distantes passaram a comprar na minha loja. Os moradores dos distritos agora vêm mais para a cidade", disse ela.
Fonte - Agência Brasil  18/12/2014

Retorno do monotrilho,decisão é adiada em Poços de Caldas, MG

Transportes sobre trilhos

Concessionária e prefeitura não entraram em um acordo referente ao TAC. Nova audiência foi marcada para o dia 11 de fevereiro do ano que vem.

G1- Sul de Minas

A decisão sobre o retorno do monotrilho em Poços de Caldas (MG) foi adiada mais uma vez depois de uma reunião na tarde desta quarta-feira (17). Após quase duas horas de audiência com o promotor Emmanuel Levenhagen Pelegrine, os representantes da prefeitura e da empresa J. F. Ferreira Ltda., concessionária responsável pelo meio de transporte, não entraram em um acordo e pediram um prazo para fazer a revisão de algumas cláusulas do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
As considerações deverão ser entregues até o dia 28 de janeiro e uma nova audiência foi marcada para o dia 11 de fevereiro de 2015.
Há quase um mês, no dia 18 de novembro, foi realizada uma audiência pública a pedido do Ministério Publico para discutir a situação do monotrilho e o objetivo foi fazer o TAC com obrigações tanto para a empresa quanto para a prefeitura. Durante o encontro foram ouvidos representantes da concessionária, do poder público, do Ministério Público, engenheiros e também moradores da cidade.

Problema antigo
Aprovada em 1981, a construção do monotrilho previa 30 quilômetros, mas apenas 8 foram entregues em 2000. Entre 2001 e 2003, o meio de transporte – e também atração turística – funcionou poucas vezes e foi marcado por uma pane técnica durante a viagem de inauguração. Na ocasião, dezenas de pessoas precisaram ser retiradas pelo Corpo de Bombeiros. Após a queda de duas pilastras, o monotrilho parou de vez e há mais de 10 anos está inoperante.
Um impasse entre a construtora e a prefeitura impede que a edificação volte a funcionar. A concessionária culpa a administração pública pela queda dos pilares de sustentação e pede que seja feita uma análise da estrutura que ainda existe. Em 2012, a prefeitura compôs uma comissão de engenheiros para elaborar um parecer técnico sobre as condições estruturais do monotrilho. Depois das análises, a comissão salientou a necessidade de contratação de uma empresa especializada para avaliar a estabilidade, segurança e integridade da edificação, alegando que toda estrutura está há muitos anos sujeita ao desgaste natural e sem manutenção adequada.
A empresa J. F. Ferreira Ltda tem a concessão do monotrilho até 2041. Após este prazo – que é de 50 anos a partir da data que entrou em vigor – um novo acordo deverá ser feito com a prefeitura.
Fonte - STEFZS  18/12/2014

USO DO METRÔ EVITOU 775 MIL VIAGENS DE ÔNIBUS NA REGIÃO METROPOLITANA

Transporte sobre trilhos

Em 2013, foram transportados 54,2 milhões de usuários. Conforme o Relatório Socioambiental, se não houvesse metrô para transportar esses passageiros, seriam necessárias aproximadamente 775 mil viagens adicionais de ônibus na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Trensurb
A Trensurb realizou o lançamento de seu Relatório 
Socioambiental 2013 na terça-feira (16), em evento na sede
 administrativa da empresa que também apresentou a parceria 
firmada com o projeto Catavida e contou com orientações aos 
empregados a respeito do descarte adequado de resíduos.
Foto - Fernanda Garrido/Trensurb
Em 2013, foram transportados 54,2 milhões de usuários. Conforme o Relatório Socioambiental, se não houvesse metrô para transportar esses passageiros, seriam necessárias aproximadamente 775 mil viagens adicionais de ônibus na Região Metropolitana de Porto Alegre. Isso causaria um impacto estimado em R$ 81.147.180,58 para a sociedade, considerando-se os custos com acidentes e emissão de poluentes, combustíveis e tempo de viagem.
Desse valor, destaca-se o custo para a sociedade com os gases poluentes que seriam emitidos pelos ônibus extras. Afinal, a poluição do meio ambiente influencia na qualidade de vida da população de diversas formas, o que acarretaria gastos conforme o gráfico:


Além disso, também haveria mais gastos com combustível. Pois, calculado o consumo energético do trem e gasto de diesel dos ônibus, chega-se à conclusão que haveria um aumento de R$ 30.167.305,61 em investimento em combustível. Esse cálculo, é obtido a partir da comparação entre o trecho percorrido pelos trens da Linha 1, considerando-se seu custo energético, e a mesma distância percorrida pela quantidade de ônibus necessários para transportar os usuários que o sistema metroviário atende, levando-se em conta o custo por quilômetro com diesel.
O Relatório Socioambiental 2013 da Trensurb pode ser acessado na íntegra na página da empresa na internet.(http://www.trensurb.gov.br/paginas/paginas_detalhe.php?codigo_sitemap=3710 )

Parceria com o projeto Catavida
A Trensurb firmou em outubro um termo de parceria solidária com o projeto Catavida, mantido pela Secretaria de Desenvolvimento Social de Novo Hamburgo. A parceria prevê que os resíduos coletados nas quatro estações do metrô no município sejam destinados pela administração municipal a Centrais de Reciclagem, gerando renda aos catadores de lixo. Serão desenvolvidas ainda pelos agentes do projeto atividades culturais e de conscientização sobre coleta seletiva e reciclagem, para usuários do trem, metroviários e equipes de limpeza contratadas.
No encontro de terça-feira, a pedagoga Regina Roese apresentou aos metroviários o Catavida. Trata-se de um programa de multiprofissional e interdisciplinar que atua na perspectiva de realizar processos educativos e operacionais relacionados à coleta seletiva solidária. Iniciado em 2010, o projeto tem como uma de suas principais prerrogativas a de potencializar melhorias no trabalho e renda dos trabalhadores e trabalhadoras em coleta de resíduos sólidos urbanos de Novo Hamburgo. “Um dos nossos maiores objetivos é promover a capacitação e a organização social emancipatória dos catadores”, afirmou Regina.
O catador Claudir Frederico também veio até a Trensurb e falou sobre as mudanças positivas que o projeto trouxe para sua vida: “Eu aprendi muitas coisas lá e hoje posso afirmar que catar é profissão, como qualquer outra”.

Coleta seletiva na Trensurb
O engenheiro ambiental da Trensurb, Guilherme Campos, também conversou com os empregados presentes alertando-os sobre a importância da separação adequada do lixo para que toda essa cadeia de coleta, que gera trabalho e renda, possa se completar: “Nós temos que ajudar para facilitar o trabalho do catador”.
O Relatório Socioambiental mostra que, de 2007 a 2013, a coleta seletiva da Trensurb já enviou 293 toneladas de resíduos a cooperativas de reciclagem da Região Metropolitana. Somente em 2013, foram 45 toneladas. Além de garantir o descarte correto dos produtos dispensados na empresa, a iniciativa contribui para gerar renda às diversas famílias que trabalham com o reaproveitamento de materiais recicláveis.
Fonte - Trensurb  17/12/2014

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Por que o porto de Mariel é “um golaço” na Cuba sem embargo comercial?

Economia

Mariel é uma zona econômica especial em Cuba, onde se permite até 100% de capital estrangeiro nas empresas. Com a normalização das relações comerciais, será uma “plataforma de exportação” de manufaturados e de semi-manufaturados para os EUA.

Autor -  Fernando Brito

A jornalista Patrícia Campos Melo, especialista em assuntos internacionais, escreve na Folha um artigo sobre o “golaço” marcado pelo Brasil ao financiar a construção do Porto de Mariel em Cuba, sobretudo agora que os Estados Unidos reataram relações diplomáticas com a ilha e, ao que tudo indica, o embargo comercial de 52 anos está por cair.
Foi o que bastou para uma legião de comentaristas “coxinhas” começarem a xingar e ofender a colunista.
De fato, parecem ser tão pouco inteligentes que não conseguem enxergar o óbvio.
Então, com a paciência que devemos ter com este pessoal, vamos explicar.

A primeira vantagem – além de termos gerado encomendas ao Brasil maiores que o valor financiado – é que, com o provável fim do embargo, fica mais sólida a estrutura de financiamento, organizada na base do “project finance”, onde a receita do empreendimento é que paga o dinheiro nele investido. Isso dá mais liquidez aos recebimentos e torna, na prática, o financiador um “sócio” das receitas operacionais.

Mas este é o “de menos”.
Mariel é uma zona econômica especial em Cuba, onde se permite até 100% de capital estrangeiro nas empresas. Com a normalização das relações comerciais, será uma “plataforma de exportação” de manufaturados e de semi-manufaturados para os EUA.

Mariel fica a menos de 200 km da costa da Flórida.
É preciso falar das vantagens que terá sobre outras zonas de processamento de exportação hoje usadas pelos EUA, como a de Colón, no Panamá, que fica a 1.800 quilômetros de Miami? Outra plataforma logística, a Península de Yucatán, no México, fica a 900 quilômetros…E Barranquilla, zona especial da Colômbia, com as curvas necessárias para contornar a própria Cuba, a uns 2.500 km.
Dá para entender também que o Brasil tem seu porto mais próximo da costa oeste em Itaqui? Bagatela de 5 mil quilômetros…
É possível entender que Mariel tem tudo para funcionar tanto como um hub para conexões com portos do Golfo do México e da costa oeste americana, tanto para grãos e minérios quanto para peças e partes para montagem local?
Não é, claro, a vantagem de carregar/descarregar/carregar ou montar por lá. É reduzir custo e aumentar vendas, por ganhos de competitividade.
Será que agora eles vão entender que o diretor internacional da Fiesp, Thomaz Zanotto, no video que posto abaixo, não defende o financiamento brasileiro ao porto por ser comunista ou “bolivariano”.
Mas talvez seja demais para os “lobetes”.
Fonte - Tijolaço  17/12/2014



Metrô de Salvador - Limpeza e rapidez chamam atenção dos baianos

Transportes sobre trilhos

A limpeza nos carros e nas estações é um dos diferenciais.Conforto, agilidade e segurança faltam no transporte coletivo da cidade, mas sobram no metrô.

Tamirys Machado
Foto: Francisco Galvão
Conforto, agilidade e segurança faltam no transporte coletivo da cidade, mas sobram no metrô. A Tribuna da Bahia percorreu as estações do sistema metroviário da capital, e pôde constatar a reação e aprovação das pessoas que utilizam o sistema. É gente de todo o tipo, todas as idades, e com finalidades distintas.
Se uns aproveitam o transporte, ainda gratuito, para reduzir o percurso até o trabalho, outros aproveitam para passear. Diversão ou obrigação, o metrô, em seis meses de funcionamento, completados esta semana, já transportou mais de dois milhões de passageiros, conforme a Sedur (Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado). São 25 mil por dia, conforme a CCR Metrô, concessionária que administra o equipamento. O número, segundo a empresa, está dentro da expectativa.
A primeira parada da equipe de reportagem foi na Estação de Brotas. Um grupo de estudantes percorria a estação tirando foto e filmando. Eles faziam um trabalho para o curso em Técnica de Manutenção, e logo opinaram sobre o espaço.
“Hoje vim com o propósito de fazer um trabalho para o colégio, mas já utilizei algumas vezes para locomoção. Moro no Engenho Velho de Brotas e sempre que preciso ir ao Centro utilizo o do Shopping Bela Vista. Gosto da rapidez que ele proporciona”, disse a estudante Larissa Morena, 16. A colega Daniela Norma, 16, destacou a conservação do equipamento.
“É limpo e agradável, sempre a gente vê funcionários limpando. Acho que são diferenças cruciais dos ônibus convencionais”, disse.
Larissa Morena, no entanto, teme que quando começar a cobrar passagem, possa encher mais e ter poucos lugares. “Acho que tem poucos lugares, e quando tiver um fluxo maior de pessoas podem ficar tipo de São Paulo, muito cheio”, ressaltou.
Dentro do carro, a caminho da Estação da Lapa, o vigilante David Lima mostrou que já é veterano no metrô. “Pego diariamente, desde que inaugurou. Trabalho no Centro e moro em Matatu de Brotas, então para mim é uma mão na roda. Hoje chego na Lapa em 2 minutos”, disse. Íntimo, ele já sabia onde situava as escadas rolantes, acesso aos terminais, saídas e entradas.
A Lapa é a Estação com o fluxo maior de pessoas, por conta do acesso ao grande centro da cidade. Para a comerciante Viviane Dias, 42, a chegada do metrô reduziu seu tempo de espera para a chegar ao trabalho em 40 minutos. “Moro na Rótula do Abacaxi, e venho todo dia de metrô. Antes eu levava 35 a 45 minutos até o Centro, hoje é menos de cinco minutos. Só de não pegar o congestionamento é uma maravilha”, afirmou.
Os advogados que utilizam o Fórum Rui Barbosa, no Campo da Pólvora, também já se adaptaram ao novo trajeto. A servidora pública Taisa Lacerda disse que utilizou a primeira vez para conhecer, e logo depois passou a utilizar para o trabalho. “Deixo o carro estacionado no shopping e vou para o Fórum. É prático e rápido”, disse.

Pontos positivos
Se a rapidez, o conforto e a segurança foram características pontuadas por todos os entrevistados, a acessibilidade também é um ponto positivo no local. Logo ao chegar à Lapa, uma deficiente visual entrou na Estação, pelo acesso adaptado a portadores de deficiência e piso em alto relevo. Ela se deslocou, sem precisar de ajuda de estranhos, até o elevador que dá acesso ao carro do metrô, quando a funcionária da CCR a acompanhou.
Já Rosemary Ferreira é deficiente física, mora em São Marcos e costuma utilizar o Metrô. “Eu fico sempre no Campo da Pólvora porque preciso resolver alguns problemas no local”, conta. Assim que ela apontou na Estação, a funcionária veio em sua direção com uma cadeira de rodas. Ferreira descreve a sensação. “Tratamento vip aqui. Deveríamos ser tratadas com esse respeito em todo lugar”, desabafou.
Quem vai da Estação de Brotas até a Lapa pode ter o privilégio de visualizar alguns pontos turísticos da cidade, como a Arena Fonte Nova. Seguindo até a Estação do Retiro, é possível acompanhar uma parte da cidade do alto, o que atrai a atenção, principalmente dos pequenos. E se para os adultos utilizar o equipamento é sinônimo de praticidade e economia de tempo e dinheiro, para as crianças é só diversão.
Em todos os carros, a equipe de reportagem encontrou crianças que estavam a passeio acompanhados de seus pais ou avós. O pequeno João Leal, 3 anos, ficou encantado com o passeio e mostrava ao pai todos os lugares que passava. “Ele sempre pede para vir, aí trago para dar um volta. É uma diversão para ele”, revelou o pai de João, David Lima.
Já o garoto Gustavo Magalhães, 6 anos, diz que quer ser “maquinista do metrô”, de tanto que é fissurado pelo meio de transporte. “Ele pede para vir direto, agora de férias então. Aí sempre que venho resolver algum problema na rua trago ele”, disse o pai Eduardo Magalhães, engenheiro. Ele conta que deixa o carro no Shopping Bela Vista e faz o percurso com o filho. “Eu quero morar aqui no metrô”, disse o garoto, sorridente.

Ainda de graça
Em relação à cobrança para utilização do metrô, tanto a Prefeitura quanto o Governo do Estado afirmaram que as reuniões continuam para viabilizar a integração com os ônibus, bem como a cobrança tarifária.
A Secretaria de Desenvolvimento informou que já há condições técnicas para a integração. A expectativa é que a partir do ano que vem o sistema passará a ser pago e integrado ao transporte coletivo da cidade.
Segundo a CCR, o Sistema Metroviário de Salvador alcançou a marca de milhões de passageiros transportados desde o início da operação assistida, no mês de junho deste ano. “Desde que atingiu um milhão de usuários, em outubro, o modal dobrou o fluxo de pessoas nos últimos dois meses”.
A extensão atual é de 7,3 quilômetros com cinco estações em funcionamento – Lapa, Campo da Pólvora, Brotas, Acesso Norte e Retiro. A próxima estação a entrar em operação é Bom Juá, com previsão para o primeiro semestre de 2015, segundo a Sedur.
Após Bom Juá, a prioridade é concluir a Estação Pirajá e iniciar as obras da Linha 2, que deve estar pronta em 2017.
Fonte - Tribuna da Bahia  17/12/2014

Cientistas conseguem explicar fenômeno de vagões que surgiam esmagados do nada

Notícias

Após estudarem o feito, cientistas finalmente conseguiram explicar o fenômeno que chocava moradores locais.

Yahoo

Muitas pessoas pensavam em monstros. Outras, em seres divinos. Mas a justificativa para vagões que se “esmagavam sozinhos” na Sibéria é outra e passa totalmente por motivos científicos. Após estudarem o feito, cientistas finalmente conseguiram explicar o fenômeno que chocava moradores locais.
Como nenhum animal seria capaz de destruir os tanques de tal maneira sem ser notado, cientistas perceberam que o mecanismo de limpeza utilizado, somado ao frio extremo do local, eram os fatores que levavam aos esmagamentos.
Os vagões tinham seus interiores limpos com água quente e muita pressão, sendo fechados logo em seguida do procedimento. De noite, a temperatura siberiana cai demais e o vapor interno encolhia e congelava, provocando um vazio interno muito grande. Com isso, a pressão interna do vagão caia a ponto de comprimir o vagão e esmagá-lo em poucos segundos. Nada divino ou monstruoso, apenas ciência.
Neste vídeo (abaixo) de 2008 é possível ver o que acontece com os vagões estudados pelos cientistas
Fonte - STEFZS  17/12/2014


São Paulo - Tarifa de ônibus deve subir só para quem paga em dinheiro

Transporte público

A decisão sobre essa nova forma de cobrança ainda não está tomada, mas a expectativa da gestão Fernando Haddad (PT) é de que seja batido o martelo ainda neste ano.A ideia de o reajuste, tido como inevitável, já vinha sendo analisada há pelo menos um mês, mas só na semana passada, quando a empresa Ernst&Young terminou a auditoria das contas do sistema de transporte municipal, a proposta passou a ser estudada em detalhes.

Com informações do Estadão
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Terminada a auditoria das contas no sistema de ônibus da cidade de São Paulo, a prefeitura estuda agora adotar, pela primeira vez, três tarifas diferentes para o transporte coletivo: estudantes de baixa renda teriam tarifa zero, usuários de bilhete único continuariam desembolsando 3 reais e passageiros que pagam a viagem com dinheiro, na catraca, pagariam mais caro, a partir do ano que vem. A decisão sobre essa nova forma de cobrança ainda não está tomada, mas a expectativa da gestão Fernando Haddad (PT) é de que seja batido o martelo ainda neste ano.
A ideia de o reajuste, tido como inevitável, ser anunciado juntamente com um "pacote de bondades" já vinha sendo analisada há pelo menos um mês, mas só na semana passada, quando a empresa Ernst&Young terminou a auditoria das contas do sistema de transporte municipal, a proposta passou a ser estudada em detalhes.
Com o último reajuste ocorrido em janeiro de 2011, a tarifa de 3 reais seria corrigida para 3,70 reais, caso o aumento tomasse como base a inflação acumulada no período – 23,2%. Para manter a passagem em 3 reais, a prefeitura fez o subsídio pago às empresas de ônibus chegar a 1,7 bilhão de reais neste ano. A expectativa é de que esse valor permaneça igual no ano que vem.
O resultado da auditoria externa nas contas frustrou setores da gestão Haddad. Havia expectativa de que fosse descoberto um lucro das empresas perto dos 30%. Mas a chamada Taxa de Retorno Interno (TIR), índice usado para aferir contratos de empresas privadas com o setor público, revelou um índice de 18%. Mesmo assim, a avaliação é de que há "gordura a ser queimada", reduzindo a remuneração das empresas para cerca de 7% a partir de 2015.
Não foi confirmado se a proposta já foi apresentada para o governo do Estado, responsável pelo Metrô e pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Na manhã desta segunda-feira, em entrevista à Rádio Estadão, o secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou que, por enquanto, ainda não há nenhum pedido vindo do governo Geraldo Alckmin (PSDB) para reajuste de tarifas.
Dinheiro – De 90 milhões de viagens por dia feitas nos ônibus, apenas 8% são pagas em dinheiro, segundo informações disponíveis no site de transparência da São Paulo Transporte (SPTrans), empresa da prefeitura que gerencia a frota de ônibus.
Os estudantes equivalem a 6% das viagens – mas o dado inclui todos, não só os de baixa renda. Além disso, cerca de 10% das viagens são feitas por passageiros que não pagam – na maioria, idosos. Mas, na prática, de cada três viagens de ônibus, uma é gratuita: são decorrentes da integração gratuita que dá direito a usar até três ônibus durante a viagem.
Para garantir a circulação de todos os coletivos, a prefeitura precisa de cerca de 6 bilhões de reais por ano. A arrecadação com venda de créditos do bilhete único é de pouco mais do que 4 bilhões de reais. Entretanto, parte dos valores precisa ser repassada ao metrô e à CPTM, que mantém acordos de integração tarifária.
Mais mudanças – Além de definir a nova tarifa, a prefeitura deve anunciar, nos próximos dias, como será a licitação das empresas que vão operar os ônibus da cidade. Uma das alterações em estudo é o fim das cooperativas de lotações, transferindo toda as linhas para empresas regulares – a gestão Haddad pretende atrair companhias internacionais para o setor, hoje controlado por quatro famílias.
Fonte - Meu Transporte  17/12/2014

Alunos mais pobres ampliam presença em universidades públicas

Educação

A participação dos 20% mais pobres da população brasileira na universidade pública aumentou quatro vezes entre 2004 e 2013. De acordo com a pesquisa, esses alunos representavam 1,7% do total em 2004 e passaram a ser 7,2% em 2013.

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Wilson Dias / Arquivo Agência Brasil
A participação dos 20% mais pobres da população brasileira na universidade pública aumentou quatro vezes entre 2004 e 2013, segundo a Síntese de Indicadores Sociais. De acordo com a pesquisa, esses alunos representavam 1,7% do total em 2004 e passaram a ser 7,2% em 2013.
Ao mesmo tempo, a participação dos 20% mais ricos caiu de 55% para 38,8% no período. O mesmo fenômeno ocorreu nas universidades privadas, em que a participação dos 20% mais ricos caiu de 68,9% para 43%, enquanto a dos mais 20% pobres cresceu de 1,3% para 3,7%.
“Houve políticas de ampliação de vagas e outras [medidas] como o ProUni [Programa Universidade para Todos] e as cotas, mas também houve aumentos da renda e da escolaridade média [do brasileiro]”, disse a pesquisadora do IBGE Betina Fresneda.
Houve ainda redução da distorção idade-série dos jovens de 15 anos a 17 anos, o que significa que um número maior de alunos está cursando a série adequada à sua idade, isto é, o ensino médio. Se em 2004 apenas 44,2% dos alunos dessa faixa etária estavam no ensino médio, em 2013, o percentual subiu para 55,2%.
Aqueles, nessa idade, que ainda estão no ensino fundamental caíram de 34,7% para 26,7% no período. O número de jovens que não estudam também diminuiu de 18,1% para 15,7%. “Ainda há atraso, que é reflexo do problema que vem desde o ensino fundamental”, explica Betina.
Os alunos de 13 anos a 16 anos que ainda estavam fora da série adequada eram 41,4% em 2013, apesar de o número ter caído, já que em 2004, esse percentual chegava a 47,1%.
Fonte - Agência Brasil  17/12/2014

"Trensalão tucano",o cartel dos trens de São Paulo

Política

Trensalão Tucano,o cartel paulista.- Quem acompanha os noticiários em tempos de Operação Lava Jato dirá que o cenário descrito remete ao esquema de corrupção operante há anos na Petrobras. Mas as práticas, na verdade, estendem-se a outro caso, investigado no Brasil desde 2008, mas um pouco menos explorado pela mídia tradicional: a formação de cartel em licitações do sistema de trens e metrôs de São Paulo, mais conhecido como “Trensalão”.

Por Anna Beatriz Anjos
Na revista Fórum:
foto - ilustração
Grandes empresas cartelizadas, contratos superfaturados, pagamento de propina. Quem acompanha os noticiários em tempos de Operação Lava Jato dirá que o cenário descrito remete ao esquema de corrupção operante há anos na Petrobras. Mas as práticas, na verdade, estendem-se a outro caso, investigado no Brasil desde 2008, mas um pouco menos explorado pela mídia tradicional: a formação de cartel em licitações do sistema de trens e metrôs de São Paulo, mais conhecido como “Trensalão”.
Nele, duas estatais também servem de terreno para atividades fraudulentas: a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), ambas subordinadas ao governo do estado de São Paulo, há vinte anos comandado por políticos do PSDB. A exemplo do que ocorreu com o escândalo da Petrobras, o “Trensalão” tem sido investigado em várias frentes.
A Polícia Federal, uma delas, concluiu seu inquérito no último dia 4 e indiciou 33 pessoas por envolvimento com o esquema. No mesmo dia, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) pediu a extinção das subsidiárias brasileiras de dez empresas envolvidas, além da devolução aos cofres públicos de R$ 418,5 milhões relativos ao período de 2000 a 2002. Em março, o MPSP já havia denunciado criminalmente à Justiça 30 executivos de doze corporações acusadas de participação na rede de corrupção.

Identificando corruptores
Foi em 2013 que novidades importantes ocorreram e impulsionaram os trabalhos de apuração do caso. Em maio, a multinacional alemã Siemens procurou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), autoridade antitruste ligada ao Ministério da Justiça, e firmou um acordo de leniência. Em troca de informações sobre a atuação do suposto cartel, os executivos delatores receberam proteção judicial.
De acordo com as investigações do Cade, 18 empresas são acusadas de envolvimento no esquema, que agiu no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e em São Paulo – este último contendo a maior parte dos contratos superfaturados. Além da própria Siemens, Alstom (França), CAF (Espanha), Bonbardier (Canadá) e Mitsui (Japão) estão entre as corporações suspeitas. Fornecedoras de material e serviços para o sistema de transporte metro-ferroviário de São Paulo, reuniam-se, antes do início do processo, e definiam quem venceria a licitação. Pelo acordo, a ganhadora subcontratava as perdedoras, que recebiam lotes das obras. Ou seja, era um jogo de cartas marcadas.
As companhias ainda teriam superfaturaturado em até 30% os preços dos serviços a serem prestados, de modo a maximizar seu lucro. Os cinco contratos investigados pelo MPSP até o momento, firmados entre 1998 e 2008, somam R$ 2,7 bilhões em valores da época, segundo cálculos do promotor Marcelo Mendroni, um dos investigadores do caso. Se aplicada a taxa de 30% de superfaturamento, a estimativa é de que o sobrepreço atinja a casa dos R$ 835 milhões.
Para que a rede funcionasse, o cartel pagava propina a servidores públicos. Segundo a Polícia Federal, lobistas e consultores “fictícios”, junto a suas consultorias privadas, articulavam os acordos entre as partes – caminho batizado de “propinoduto”. Um desses intermediadores seria o engenheiro Arthur Gomes Teixeira, presente na lista de indiciamentos da PF.
Além dele, foram relacionados executivos das empresas envolvidas – como Adilson Primo, ex-presidente da Siemens – e dirigentes e ex-dirigentes da CPTM. Neste último grupo, destacam-se alguns nomes. Primeiro, o de João Roberto Zaniboni, diretor de operações e manutenção da estatal durante os governos de Mário Covas e Geraldo Alckmin (primeiro mandato), que mantinha na Suíça uma conta com US$ 826 mil, valor que promotores brasileiros e suíços suspeitam ser oriundo de propina – no fim de 2013, o país europeu o condenou por lavagem de dinheiro, confiscou seus bens e lhe aplicou uma multa. Depois, o de Ademir Venâncio de Araújo, diretor de engenharia e obras da companhia no mesmo período, cujas cinco contas em um banco suíço abrigavam R$ 1,2 milhão de reais, também bloqueados graças a sua origem suspeita.
Estão na lista também os atuais presidente e diretor de operações da CPTM, Mário Manuel Bandeira e José Luiz Lavorente, respectivamente. Bandeira, mesmo indiciado, foi defendido por Alckmin no começo do mês, quando o governador afirmou que o servidor é uma pessoa “extremamente respeitada”, que lhe gera “impressão positiva”. O tucano mudou de ideia dias depois e declarou, na última terça-feira (9), que realizará “trocas” no comando da empresa. O promotor Marcelo Milani, que atualmente conduz a apuração no MPSP, já havia declarado publicamente que a não substituição dos acusados seria um erro. “Tenho a certeza que eles têm que ser afastados, mas não sou o governador”, completou.
Milani disse acreditar que as irregularidades se mantêm até hoje nos contratos firmados entre a CPTM e estas empresas. Ele, que viajou à Suíça recentemente com outros promotores e procuradores da República, teve acesso a novos documentos e informações que podem levar à indicação de outros envolvidos. A partir disso, a previsão é de que uma investigação seja deflagrada em torno desses contratos mais recentes.
Para o deputado estadual Luiz Claudio Marcolino – líder do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em 2013, quando o esquema estourou – apesar dos resultados, as investigações não foram realizadas da melhor maneira. “No caso do Ministério Público Estadual, por exemplo, eles sentaram em cima do processo. Tinham a denúncia, as informações, podiam ter ido a fundo – feito quebra de sigilo bancário, fiscal, colhido depoimentos, buscado suspensão de contratos, uma série de encaminhamentos que não fizeram. Passaram-se anos para que o processo fosse retomado. Quem desviou o recurso já poderia ter sido condenado, as empresas podiam já não estar mais prestando serviços ao estado de São Paulo”, argumenta.
No parecer do MPSP, já está comprovada a fraude em licitações dos trens e metrôs paulistas. Em trecho da peça que pede a dissolução das filiais brasileiras, consta que “as empresas requeridas foram beneficiadas com as celebrações de contratos com o Poder Público, de forma ilegal e inconstitucional”. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), entretanto, não abre mão de isentar a si e seus antecessores tucanos de qualquer responsabilidade sobre os fatos. Em diversas ocasiões, garantiu que nenhum deles tinha consciência do que ocorria no subterrâneo das negociações.
Mas se os chefes estavam alheios às práticas corruptas, alguns de seus funcionários de confiança não só sabiam delas, como as integravam. É o caso de Robson Marinho, um dos fundadores do PSDB e principal secretário da gestão de Mário Covas, ao ocupar, de 1995 a 1997, a chefia da Casa Civil. Em agosto, ele foi afastado pela Justiçado cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), após suspeitas de que tenha auxiliado, mediante recebimento de propina, a espanhola Alstom a conseguir um contrato sem licitação com estatais do setor de energia de São Paulo em 1998, ainda no governo Covas.

Fracasso político
Paralelamente às investigações nos órgãos competentes, o Legislativo também tentou, sem sucesso, iniciar sua própria apuração. Na Alesp, a bancada de oposição tenta, desde agosto de 2013, instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar as denúncias sobre formação de cartel nos trens e metrôs de São Paulo. PT, Psol, PC do B, PDT, um deputado do DEM e uma do PMDB se manifestaram a favor da medida, somando 29 assinaturas – três a menos do que o número necessário para a abertura, 32. Ao se abster de assinar o documento para a sua criação, parlamentares do PSDB ou da base governista, formada por PMDB, DEM, PSD e PV, engavetaram a comissão.
“Os deputados ligados ao governador Alckmin fizeram de tudo para que a investigação não acontecesse de fato na Assembleia. Obstruíram tanto qualquer tentativa de abertura da CPI, quanto as convocações do presidente do Metrô, CPTM, das pessoas indicadas por envolvimento no sistema do cartel. A gente tentava convocar para vir à Comissão de Infraestrutura ou à de Transporte [permanentes da Casa], e eles obstruíam”, atesta Luiz Claudio Marcolino.
“O governo Alckmin controla com mãos de ferro a Alesp, as comissões, o plenário, a aprovação de projetos de lei e sobretudos as CPIs – não passa nenhuma sem a autorização do Palácio dos Bandeirantes”, complementa o deputado estadual Carlos Gianazzi (Psol). “É totalmente blindado na Assembleia. Tem a completa maioria – dos 94, só 29 deputados são de oposição.”
Em agosto, a reportagem da Fórum questionou Alckmin pessoalmente sobre suposta orientação repassada aos aliados para não assinarem o requerimento. “A Assembleia Legislativa é autônoma”, respondeu o tucano à ocasião, sem dar brechas para outras perguntas.
Fim semelhante tomaram as iniciativas de investigação no Congresso Nacional. Por lá, uma CPI mista chegou a ser criada em maio, mas encerrou as atividades na última terça-feira (9) sem realizar sequer uma reunião ou eleger presidente e relator que conduzissem suas atividades. O prazo de prorrogação dos trabalhos terminou no dia 3, e não houve pedidos para que permanecesse em funcionamento.
O senador Walter Pinheiro (PT-BA) atribui o fechamento da CPI à atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário. “Eles estão revelando com muito mais propriedade do que poderia ser feito aqui. São pessoas treinadas para isso”, relatou à Folha de S. Paulo.
Marcolino não concorda com o colega de partido. “Acaba sendo um erro não ter dado continuidade a esse processo. Brasília poderia ter esse papel de fazer a investigação mais a fundo”, coloca. “Às vezes, a questão da CPI no Congresso é tratada como questão de revanche política – já que abriu dos Correios, da Petrobras, vamos abrir do Metrô e CPTM. Mas não é. Estamos falando de empresas grandes, que recebem recursos da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, BNDES [bancos públicos]. Empresas cujos contratos comprovadamente apresentam problemas. A Câmara e o Senado têm elementos suficientes para abrir uma CPI sobre o Metrô e a CPTM.”

Cobertura: dois pesos, duas medidas
Se, tanto em âmbito estadual como federal, a maioria no Poder Legislativo parece não ter dado ao caso a devida atenção, sufocando os esforços daqueles que tentaram, de algum modo, apurá-lo, o assunto tampouco recebeu os holofotes que merecia por parte da imprensa tradicional.
Os grandes veículos de comunicação não deixaram de realizar a cobertura do esquema. A delação da Siemens ao Cade, pontapé inicial das investigações, foi revelada por matéria da Folha de S. Paulo, publicada em julho de 2013. Os demais “jornalões” e seus respectivos portais também acompanharam o desenrolar dos fatos. A revista IstoÉ produziu uma série de reportagens investigativas sobre o cartel. Entretanto, tudo isso não foi suficiente para alçá-lo à repercussão nacional atingida, por exemplo, pela Operação Lava Jato
Para o jornalista Laurindo Leal Filho, doutor em Ciências da Comunicação e professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), na comparação da cobertura dos dois episódios, constata-se uma seletividade por parte dos meios de comunicação. “A mídia tradicional tem vínculos históricos com os setores mais conservadores da sociedade, e quando surgem fatos que podem abalar esse vínculo, como é caso do cartel dos trens e metrô, a cobertura é minimizada”, analisa.
Segundo Leal, o problema não é a ausência de conteúdo, mas sim a maneira como o assunto é tratado. Enquanto a Lava Jato, a cada pequena novidade, ganha sucessões de manchetes, o “Trensalão” é frequentemente escondido. “O espaço dado a essa cobertura é reduzido”, coloca o professor.
Além disso, ele atenta para o que chama de “despersonalização e despolitização” da informação. “Você dissolve a denúncia em diversas pessoas, escondendo o partido responsável. Essa é a forma com que se cobre denúncias que atingem aliados da mídia. Quando não são eles, o procedimento é o contrário: da exacerbação dos casos, politização exagerada, implicando sempre o partido que se quer que seja atingido”, explica.
Os efeitos dessa seletividade se evidenciam na opinião pública. “É muito difícil alguém ter clareza sobre o que aconteceu com os trens e metrô de São Paulo, diferente do escândalo da Petrobras. A mídia tradicional o transformou em situação de fácil entendimento para as pessoas”, avalia o jornalista, que destaca, ainda, que até a escolha dos termos utilizados é diferente: “No caso do metrô, é cartel, no da Petrobras, é quadrilha”, completa.
Carlos Gianazzi, por experiência própria, ratifica a versão de que a imprensa paulista utiliza dois pesos e duas medidas. “No geral, não há espaço. Eu mesmo faço muitas denúncias ao Ministério Público, passo pautas para os veículos, mas nunca dão em nada”, repara.
Fonte - Blog do Miro  17/12/2014

Transferência de renda amplia participação em orçamento de famílias mais pobres

Política

IBGE mostra que nos últimos anos renda do trabalho diminuiu sua participação no orçamento das famílias mais pobres.“Essas famílias mais pobres passaram a contar com esse tipo de rendimento, então eles cresceram de importância no âmbito do orçamento familiar.

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
Entre 2004 e 2013, a renda do trabalho diminuiu sua participação no orçamento das famílias mais pobres – que ganham até um quarto do salário mínimo – de 73,6% para 57%. Ao mesmo tempo, as outras fontes de custeio familiar cresceram de 20,3% em 2004 para 37,5% em 2013. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada hoje (17), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o instituto, considera-se “outras fontes” programas de transferência de renda, aluguéis e bônus financeiros, entre outros. No entanto, a coordenadora da Síntese, Barbara Cobo, acredita que, no caso das famílias de renda mais baixa, a maior parte dessas outras fontes venha de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.
“Essas famílias mais pobres passaram a contar com esse tipo de rendimento, então eles cresceram de importância no âmbito do orçamento familiar. Mas isso não quer dizer que teve um impacto disso sobre o nível de ocupação das pessoas nessa faixa de renda, que pouco se alterou”, disse Barbara.

Programas como o Bolsa Família garantem que
 os mais carentes e tenham renda
 Tomaz Silva/Agência Brasil
Ela explica que os programas de transferência de renda não substituem o rendimento do trabalho, mas são uma garantia para as famílias mais pobres. “Essas famílias têm uma característica de inserção precária no mercado de trabalho. Elas entram e saem do mercado de trabalho o tempo todo. Com a transferência de renda governamental, elas passam a contar com uma renda complementar. Você previne que essas pessoas tenham uma renda mesmo em caso de desemprego e possam recusar trabalhos degradantes.”
A pesquisa mostrou que, de 2004 a 2013, o Índice de Gini, que mede a desigualdade social de um país, caiu de 0,555 para 0,501. A maior queda ocorreu de 2004 a 2011, quando o indicador chegou a 0,506. Quanto mais próximo de zero, menos desigual é uma sociedade.
De acordo com o levantamento, a participação dos 10% mais ricos na renda nacional caiu de 45,8% em 2004 para 41,7% em 2013. Ao mesmo tempo, a participação dos 40% mais pobres subiu de 9,4% para 11,6%.
Fonte - Agência Brasil  17/12/2014

Os cartéis,o trensalão e o discurso de Alckmin

Política

Os cartéis e o discurso de Geraldo Alckmin. - Governador tucano parece desconhecer detalhes do cartel do Metrô em São Paulo ao apontar diferenças com o escândalo na Petrobras

Por Fabio Serapião - Carta Capital
foto - ilustração
O governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, reeleito com no primeiro turno com 57% dos votos válidos, deparou-se com alguns jornalistas ao chegar a um almoço em homenagem ao falecido Mário Covas no domingo 14. Conforme noticiou o portal de O Estado de S. Paulo, indagado sobre a corrupção na Petrobras e na compra de trens do Metrô e CPTM, disse que os dois casos são "coisas diferentes". Segundo o tucano, em "São Paulo não tem nada, nada comprovado, há uma suspeita de cartel onde o governo é vítima". Na Petrobras, diz ele, trata-se de parte de uma “doença sistêmica”.
Desde o dia 17 de março o caso Petrobras toma conta do noticiário nacional. Como é sabido, a Polícia Federal ao longo das fases da operação Lava Jato descobriu um cartel formado pelas maiores empreiteiras a atuar na petroquímica. Segundo a força tarefa montada para apurar os crimes, o chamado "Clube" teria pagado centenas de milhões de reais em propina a políticos e diretores da estatal, em troca de contratos em diversas diretorias da companhia. O esquema teria começado em 2006 e se estendido até 2014. Somente um diretor, Pedro Barusco, como lembrado por Alckmin em sua entrevista, aceitou devolver 100 milhões de dólares provenientes de propina recebida das empresas. A cifra deve ser ainda maior, como apontam as investigações em andamento.
Trata-se do maior escândalo de corrupção investigado, nos quais os indiciados foram denunciados e uma ação penal foi aceita. O juiz federal Sergio Moro, em menos de três meses, autorizou a busca a apreensão nas empreiteiras, prisão dos executivos citados, deu prazo para encerramento dos inquéritos, acolheu as denúncias e marcou as primeiras audiências para o começo de fevereiro. Até o fim do ano, saberemos quem serão os executivos e agentes públicos sem foro privilegiados que serão condenados em primeira instância pelo cartel e consequente corrupção.
O cartel do Metrô e CPTM apareceu no noticiário em 2013, quando a alemã Siemens assinou um acordo de leniência com o Cade, órgãos antitruste federal, no qual delatou participar de um grupo de empresas que atuou nos contratos firmados com as estatais paulistas entre 1998 e 2008, período em que o estado esteve sob comando do PSDB. Posteriormente, o Ministério Público Estadual e o Cade descobriram que contratos mais atuais também foram alvo do esquema. A partir de 2008, denúncias sobre o pagamento de propina nos contratos das estatais começaram a aparecer nos bastidores da política paulista. Um ex-diretor da Siemens distribuiu algumas cópias dos contratos da empresa alemã com offshores sediados no Uruguai em nome dos irmãos Arthur e Sergio Teixeira, o último já falecido. Os dois seriam, segundo a Polícia Federal, os operadores do esquema. Possuíam consultorias que recebiam o dinheiro das empresas e repassavam pra agentes públicos. Eram como o doleiro Alberto Youssef na Operação Lava Jato, responsáveis pela engrenagem do esquema.
As empresas eram a Gantown e a Leraway. Depois, descobriu-se ainda a GHT Consulting. Todas sediadas no Uruguai e abastecidas pela Siemens e outras empresas, como a Alstom. Não se tem notícia sobre pedidos de cooperação jurídica com o Uruguai para descobrir o destino no dinheiro movimentado nas offshores dos Teixeira. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a pedir a diligência ao Supremo Tribunal Federal, mas o ministro Marco Aurélio Mello negou. O Ministério Público paulista já denunciou 30 executivos das empresas envolvidas no cartel e acionou por improbidade ex-diretores. No âmbito criminal, no entanto, ainda não denunciou agentes públicos.
No inicio de dezembro, a Polícia Federal indiciou criminalmente 33 envolvidos por corrupção ativa, corrupção passiva, cartel, crime licitatório, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Entre eles, o atual presidente da CPTM, Mario Bandeira, e o atual diretor de operação, José Lavorente. Apenas por um contrato, da linha 5 do Metrô, a Polícia Federal pediu e a Justiça bloqueou 614 milhões em bens dos envolvidos. No pedido enviado a Justiça Federal em São Paulo, o delegado Milton Fornazari Júnior detalha em 154 tópicos a ação do cartel e os motivos que o levaram a pedir o bloqueio milionário. Com base na documentação amealhada, Fornazari estipula em 9% do valor dos contratos assinados entre as estatais e as multinacionais do setor metroferroviário como destinado ao pagamento de propina a agentes públicos e políticos de São Paulo.
Os dois cartéis, ao contrário do que afirma o governador Alckmin, possuem características iguais. Os alvos são estatais, nos dois casos vítimas de empresas corruptoras aliadas a agentes públicos dispostos a afrouxar as normas administrativas e legais em troca de volumosos repasses de propina. As duas investigações foram possíveis graças a acordos de delação premiada. No Metrô, além da delação do ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer, a própria empresa assinou um acordo de leniência no qual entregou toda a documentação referente às tratativas que resultaram no loteamento das licitações para compra, reforma e manutenção de trens. O provimento da engrenagem financeira, em ambos os cartéis, ficou por conta de operadores que realizavam "consultorias", amparados por doleiros.
No caso dos operadores de câmbio, responsáveis pela movimentação e disponibilização do numerário, os dois cartéis se encontram. Raul Srour, preso com Alberto Youssef, em 17 de março, acusado de encabeçar um dos núcleos de doleiros ligado ao banco de dinheiro sujo do pivô do escândalo da Petrobras, é titular da offshore Cristal Financial Services. Sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, segundo depoimentos de funcionários da Siemens, a conta no paraíso fiscal foi utilizada para escoar o dinheiro utilizado para o pagamento de propina a agentes públicos paulistas. As diferenças também existem. Os valores envolvidos no cartel da Petrobras são maiores.
O tempo do Judiciário paulista é diferente da Justiça Federal do Paraná e do juiz Sergio Moro, no entanto. Mesmo após o acordo de leniência da Siemens, em 2013, as instâncias paulistas ainda não condenaram um só envolvido. No sul, Moro aceitou várias denúncias e até o fim de 2015 deverá produzir as primeiras sentenças.
A posição de Alckmin demonstra a tentativa do tucano em se distanciar do caso da Petrobras, mas se dá de forma oportuna. Além das convergências citadas acima, o governador deveria lembrar-se do fato de que as mesmas empresas atuantes na estatal federal atuaram em obras milionárias da administração direta e indireta do estado. Vale lembrar, também, que a força tarefa da Lava Jato mira os contratos apontados na falecida operação Castelo de Areia como alvo de pagamento de propina da construtora Camargo Correa. O documentos apreendidos à época da investigação comprometem boa parte da nata do tucano paulista. Experiente e safo, Alckmin deveria utilizar as oportunidades de manifestação sobre os escândalos para lembrar que base de todo problema são as relações entre o financiamento de campanhas políticas e empresas interessadas em encher os bolsos com contratos públicos. São elas o agente causador da "doença sistêmica" chamada corrupção da qual nem o governo federal nem o estadual estão imunes.
Fonte - STEFZS  17/02/2014