sábado, 6 de dezembro de 2014

Novos protestos contra o racismo paralisam a maior cidade dos EUA

Internacional

Manifestantes tomaram as principais ruas do Centro de Nova York, neste sábado.A onda de protestos violentos começou na quarta-feira, quando um júri de Nova York decidiu não acusar o policial branco Daniel Pantaleo no caso da morte por sufocamento de Eric Garner, um negro de 43 anos e pai de seis filhos.

Por Redação 
Correio do Brasil - Com Reuters EUA

Os protestos contra o racismo e a violência da polícia norte-americana contra minorias, provocados por decisões judiciais que não responsabilizaram policiais em dois casos relevantes, foram calmos em sua terceira noite em Nova York, embora 20 pessoas tenham sido presas, afirmaram as autoridades neste sábado.
Os manifestantes foram presos por conduta desordeira e por bloquearem o trânsito na FDR Drive, uma via arterial que corta o lado leste da ilha de Manhattan, afirmou a polícia.
Os protestos foram pacíficos durante a noite disse o detetive Michael DeBonis, um porta-voz do Departamento de Polícia de Nova York.
A onda de protestos violentos começou na quarta-feira, quando um júri de Nova York decidiu não acusar o policial branco Daniel Pantaleo no caso da morte por sufocamento de Eric Garner, um negro de 43 anos e pai de seis filhos.
A decisão aconteceu nove dias depois que um júri de Ferguson, no Missouri, decidiu não indiciar um outro policial branco pelo assassinato de um adolescente negro desarmado.
Mais protestos são previstos em Nova York para este sábado, assim como o funeral de um homem negro desarmado que foi baleado e morto pela polícia em um conjunto habitacional no Brooklyn.
A morte de Akai Gurley, de 28 anos, aumentou a indignação pública sobre o que muitos consideram uma violência racial praticada pelas forças policiais.
O promotor público do Brooklyn disse na sexta-feira que um júri deveria considerar as acusações contra o policial que matou Gurley. A polícia afirmou que o policial Peter Liang pode ter disparado sua arma acidentalmente.
Enquanto as duas primeiras noites de protestos viram milhares de manifestantes lotando as ruas de Nova York, o número de manifestantes caiu na sexta-feira para a casa de centenas com a presença da chuva fria e permanente.
Ainda assim, mais de 100 pessoas entraram em uma loja da Apple na Quinta Avenida para fazer um chamado “die-in“, deitando-se no chão para fingirem-se de mortas enquanto funcionários e clientes assistiam.
Manifestações semelhantes foram promovidas na loja de departamento Macy’s, na Herald Square, e no terminal ferroviário Grand Central.
Protestos aconteceram em Chicago, Boston, Washington, New Orleans e Oakland, na Califórnia, onde manifestantes gritaram frases como “As vidas dos negros são importantes”.
Em Cleveland, na sexta-feira, a família de um menino negro de 12 anos baleado e morto pela polícia entrou com um processo contra a cidade, um dia após o governo federal afirmar que os departamentos de polícia utilizam sistematicamente força excessiva.
Fonte - Correio do Brasil  06/12/2014

Rádios comunitárias e livres lutam contra criminalização da atividade

Comunicação

Ainda hoje, quando o rádio para alguns se tornou coisa do passado, usar o transmissor para se comunicar é única opção para muitos grupos sociais. Para eles, é preciso valorizar a comunicação 

Helena Martins 
Repórter da Agência Brasil 
Rádios Comunitárias /Agência Brasil
Desde os anos 1970, as rádios sem fins lucrativos se multiplicaram pelo Brasil, seja como comunitárias, quando têm autorização para funcionamento, ou livres, termo que se refere àquelas que ocupam o espectro eletromagnético mesmo sem permissão legal. Desde sempre, a preocupação foi falar para públicos específicos, permitindo o debate e a discussão da cidadania.
Ainda hoje, quando o rádio para alguns se tornou coisa do passado, usar o transmissor para se comunicar é única opção para muitos grupos sociais. Para eles, é preciso valorizar a comunicação comunitária, garantindo espaço e meios para que esses veículos possam multiplicar as vozes que circulam na mídia e produzir um conteúdo que, muitas vezes, não entra na agenda dos meios comerciais.
A batalha para manter os veículos de comunicação em atividade, entretanto, é dura. As organizações apontam que as rádios e os comunicadores têm sido criminalizados. Grupos que reúnem ativistas ou veículos de comunicação comunitária, como a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), apontam dificuldades para a obtenção da outorga e criticam as restrições impostas pela Lei 9.612/98, que regulamenta o serviço. A lei proíbe veiculação de publicidade e estabelece limite de potência de 25 watts e abrangência de 1 quilômetro para a emissora comunitária.
Uma das rádios livres mais antigas e em operação no país, a Rádio Muda, desde meados dos anos 1980 funciona no interior da torre da caixa d'água da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). João Francisco*, que integra o coletivo que produz a rádio, conta que o veículo nasceu com o objetivo de lutar pela liberdade de expressão.
“É uma batalha contra grandes conglomerados econômicos, que ganham muito dinheiro com anúncios, mas também uma batalha de cunho estético-político, de fazer com que as pessoas possam se expressar livremente”, afirmaiba Mais
A Rádio Muda é um exemplo de criminalização. Segundo João Francisco, já houve várias tentativas de fechar a rádio ou lacrar equipamentos. Atualmente, parte das pessoas envolvidas na produção do veículo responde a dois processos judiciais, um na área criminal e outro na cível. O comunicador reclama da situação, pois considera que a rádio não causa interferências.
“É uma rádio de baixa potência, não há dano. A gente sempre buscou transmitir em uma frequência que não era usada por outro rádio. Isso é, a gente ocupava o espaço que estava vazio no espectro e a gente fazia a nossa transmissão”, disse.
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), os registros de processos dos últimos cinco anos mostram que 30 entidades autorizadas como rádio comunitária foram penalizadas devido à potência e 198 devido ao uso não autorizado de radiofrequência.
O número pode ser maior, se consideradas as livres, mas não há dados sistematizados que apontem quantas emissoras foram fechadas ou o total de equipamentos apreendidos. Também não há informação exata sobre o número de integrantes das associações responsáveis por esses veículos que acabou sendo processado por comunicar.
Segundo a organização Artigo 19, essa criminalização ocorre porque existem legislações que preveem sanções criminais para o exercício da radiodifusão. A organização também avalia que a situação decorre da política de fiscalização, que reprime a atividade, e do entendimento judicial de que contra ela devem ser aplicadas sanções criminais e não administrativas.
“A criminalização da rádio comunitária acaba acontecendo porque o juiz considera que, na possibilidade eventual de causar algum dano a outros meios, é justificável atribuir uma pena criminal a esse comunicador”, avalia a advogada da organização, Karina Ferreira.
Na opinião de Karina, as leis que tratam do tema, como o Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962, estão defasadas e não se referem diretamente à prática da rádio comunitária, mas sim ao exercício clandestino da prática de telecomunicações. Por isso, na opinião dela, essas leis não deveriam ser tomadas como base de um processo penal contra as emissoras.
*O nome foi alterado, a pedido do entrevistado.
Fonte - Agência Brasil  06/12/2014

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Criação de abelhas é alternativa de renda para agricultura familiar na Bahia

Agricultura Familiar

O estado é o terceiro maior produtor de mel de abelhas africanizadas do Nordeste, com uma produção anual de mais de 600 mil toneladas.De acordo com levantamento da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), este número é resultado do trabalho de oito mil agricultores familiares baianos que vivem da criação e manejo desse tipo de abelhas.

Secom
Secom Ba.
Alimento rico em propriedades medicinais, o mel é um produto proveniente da criação das abelhas africanizadas (apicultura) e das sem ferrão (meliponicultura), culturas agrícolas que vêm se firmando na Bahia, onde a atividade é desenvolvida por agricultores familiares. O estado é o terceiro maior produtor de mel de abelhas africanizadas do Nordeste, com uma produção anual de mais de 600 mil toneladas.
De acordo com levantamento da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), este número é resultado do trabalho de oito mil agricultores familiares baianos que vivem da criação e manejo desse tipo de abelhas. A meta do órgão é formar, até o próximo ano, 11 mil famílias rurais na apicultura.
Os municípios de Alagoinhas, Itaberaba, Itabuna, Irecê, Jequié, Juazeiro, Jacobina, Teixeira de Freitas, Ribeira do Pombal e Jequié são destaque na produção do mel. Outra referência é a Comunidade de Boa Vista, no município de Santa Bárbara, responsável pela produção de 2.450 litros de mel, a cada três meses.
“Já cheguei a colher 300 litros de mel em dois meses”, afirma o apicultor Juracir Fisnando, que mantém 350 colmeias junto com 40 famílias da comunidade. Segundo a farmacêutica e pesquisadora da EBDA, Alvanice Lins, a empresa oferece aos apicultores e meliponicultores os serviços de análises físico-químicas de méis, pólen, própolis e extrato de própolis, por meio do Laboratório de Abelhas (Labe), localizado em Salvador.
A EBDA também testa a qualidade do mel, com a emissão do laudo que qualifica o produto para venda. Além dos serviços de controle da qualidade dos produtos, o Labe desenvolve pesquisas aplicadas, buscando o incremente de tecnologias e processos como a desidratação do pólen de abelhas sem ferrão como a urucu, (Melipona scutellaris), além da identificação de propriedades terapêuticas e nutricionais do pólen para que o produto seja comercializado pelos agricultores. “A desidratação correta do pólen vai garantir ao agricultor um produto com maior tempo de prateleira e reduzir o risco de contaminação”, enfatiza Alvanice.

Laboratório
O Labe, criado em 1984 foi reestruturado e requalificado em 2005 com base na gerência da qualidade e boas práticas de laboratório, tem como objetivo a sustentabilidade da criação de abelhas, baseada na conservação do meio ambiente para manter a segurança alimentar e nutricional das famílias de agricultores familiares e das comunidades tradicionais.
Também desenvolve trabalhos de Pesquisa e Inovação (P&I) voltados para a geração de produtos como o material de referência para mel de abelhas africanizadas (Apis mellifera), além de realizar o manejo sustentável de abelhas sem ferrão e a identificação de abelhas, por meio da Coleção Entomológica Moure e Costa (CEMeC), que apresenta espécies representativas da fauna de abelhas da Bahia.
Fonte - Secom Ba.  05/12/2014

Congestionamentos já mudam a rotina de cidades do Interior

Ceará

O planejamento urbano parece não acompanhar o aumento da frota de veículos nos grandes centros regionais. - E o transporte público de regra geral, ainda é também um grande problema a ser resolvido.

Diario do Nordeste
Jéssyca Rodrigues / Sucursais*

Em sedes municipais como Sobral, ainda há veículos da região
FOTO -  JÉSSYCA RODRIGUES
Sobral Seja na hora do rush ou meio da manhã, o sobralense tem enfrentado engarrafamentos que chegam a durar meia hora nas principais vias da cidade. Com uma a frota de automóveis de 74.354, sendo que desses, 37.048 são motos, a cidade recebe, ainda, veículos de toda a Zona Norte.
O ano de 2014 foi marcado por mudanças no trânsito da região, sendo o maior marco o início das operações assistidas do Metrô de Sobral, que causou diversas mudanças, como a do Arco de Nossa Senhora de Fátima, onde o acesso da Avenida Dom José, em frente ao Colégio Luciano Feijão, cruzando a linha férrea, recebeu um sinal no sentido da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e o desvio do fluxo de veículos do Sinhá Sabóia, na direção do Centro da Cidade, pela Ponte José Euclides Ferreira Gomes Jr. Outra intervenção foi na Avenida John Sanford, que passou a ter mão única no sentido bairro-Centro, no trecho que vai da Rua do Cachoeiro até a Escola Gerardo Rodrigues. O trânsito no sentido contrário é feito apenas pela Rua Juca Parente, que já tem sentido único. A mudança tem como objetivo "melhorar o trânsito na região, proporcionando maior fluidez ao tráfego de veículos", explica o secretário da Cidadania e Segurança, Pedro Aurélio Aragão.
O que deu certo na Avenida John Sanford não funcionou no Boulevard do Arco. O funcionário público Custódio Azevedo conta que chegou a esperar 40 minutos na rotatória do Arco de Nossa Senhora de Fátima, onde recentemente foram instalados semáforos. "Nunca vi uma rotatória ter sinal, quanto mais três sinais seguidos, a cada esquina", desabafa. Outros pontos de engarrafamento são a Avenida do Contorno e Rua Coronel Frederico Gomes.
As obras do Projeto Sobral Novo Centro também têm prejudicado o cotidiano dos motoristas, sendo que, a cada dia, um novo trecho é liberado ou interditado, de acordo com a necessidade das obras. "Nós nunca sabemos para onde ir", afirma a empregada doméstica Luziane Costa, "seja de moto ou de carro, todo dia é uma interdição diferente, uma buraqueira e um congestionamento sem fim", desabafa.

Cariri
Em Juazeiro do Norte, município mais populoso da Região Metropolitana do Cariri, a grande quantidade de automóveis e motocicletas que trafega diariamente acaba gerando transtornos a motoristas e pedestre. Além da grande quantidade de veículos de passeio, também cresce o número de ônibus de turismo, coletivos e caminhões de cargas. Embora não existam números oficiais em relação ao número de veículos que circulam todos os dias por Juazeiro do Norte, um levantamento realizado em 2012 já apontava que a frota local, àquela ocasião, era superior a 80 mil automóveis.
Os engarrafamentos são mais comuns em horários específicos. Pela manhã, entre 7 horas e 8h30, e no fim do dia, das 17 horas as 18h30. Os pontos de maior lentidão ou de engarrafamentos nestes horários acontecem nas imediações do giradouro de acesso à Avenida Padre Cícero, que liga Juazeiro do Norte ao município de Crato, bem como no sentido Centro da Cidade; e em artérias de maior movimentação do comércio local, como as ruas São Pedro e São Paulo, por exemplo.
"Aqui em Juazeiro o sujeito tem que ter é paciência pra dirigir. Principalmente quem precisa passar pela Praça do Giradouro, em direção ao Crato, no fim do dia, ou então ali próximo ao Centro, até umas 17 horas. A confusão é grande. Não tem quem dê jeito mais não", avalia o mototaxista Geraldo Luis de Sousa, que há mais de 20 anos trafega pelas ruas da cidade.

Centro-Sul
A cidade de Iguatu, a maior da região Centro-Sul, também já registra pontos de engarrafamentos. As áreas mais críticas são o acesso ao núcleo urbano, pela ponte rodoviária sobre o Rio Jaguaribe, no bairro Alto do Jucá, e o cruzamento das ruas 13 de Maio e Santos Dumont, no Centro.
As mudanças verificadas na infraestrutura urbana 'obrigaram' que veículos tenham que trafegar por ruas do Centro para chegar a outras áreas da cidade. Na Rua 13 de Maio, o funcionamento de três equipamentos (hospital, Câmara de Vereadores e escola) atraem centenas de carros diariamente.
Nos horários de pico, filas de carros se estendem por até 2 Km na Rua Cruzeiro do Sul, segmento urbano da CE-060. "O semáforo não permite um fluxo maior de veículos", observa o secretário municipal de Trânsito, Gomes Filho. "O número de veículos aumentou nos últimos dez anos e é necessário um projeto urbano que atenda à demanda atual". Caso não ocorram mudanças, obras de alargamento, por exemplo, a tendência é verificar longos engarrafamentos na Cruzeiro do Sul, principal via de acesso à Avenida Perimetral, em um futuro próximo.

Sertão Central
As duas maiores cidades do Centro do Estado, Quixadá e Quixeramobim, vivem atualmente duas realidades diferentes em matéria de tráfego urbano. Enquanto as ruas de Quixadá estão se tornando cada vez mais estreitas a até surgindo momentos de rush, por falta de planejamento e estrutura urbana, em Quixeramobim, duas grandes obras para aliviar o fluxo dos veículos estão sendo realizadas. Uma delas é a Avenida Antônio Conselheiro e a outra é a Ponte da Maravilha, onde há necessidade de parar o fluxo de um lado do leito para quem vem em sentido contrário poder cruzar a ponte. As duas estão sendo duplicadas.
A respeito do tráfego nas ruas da área comercial de Quixadá, o diretor do Departamento Municipal de Trânsito (DMT), Blasco Monte, informou que a alternativa encontrada pela administração municipal, a curto prazo, para eliminar os congestionamentos será a instalação de mais semáforos em cruzamentos estratégicos. Outra medida adotada a partir do início de 2015 será a implantação do estacionamento rotativo nas principais vias do Centro, acrescentou.
Em Quixeramobim, a Prefeitura deu início a um projeto de mobilidade urbana, denominado "Quixeramobim 2020". Conforme o secretário municipal de Infraestrutura, Luis Edson Nógimo, a aplicação de uma série de normas aliadas à execução de obras, como as da nova avenida e do alargamento da ponte em breve vão melhorar o tráfego na cidade e evitar congestionamentos. Sem elas o trânsito iria se tornar tão desagradável quanto nos grandes centros urbanos, inclusive do Interior.
Jéssyca Rodrigues / Colaboradora*
Fonte - Diário do Nordeste 05/12/2014

COMENTÁRIO Pregopontocom

Com absoluta certeza esse não deve ser um problema único das cidades interioranas do estado do Ceará....

Aprovado plano de conservação de tubarões e raias marinhos

Meio ambiente

O plano estabelece objetivos, ações, prazo de execução, abrangência e formas de implementação e supervisão. A portaria foi publicada na edição de hoje (5) do Diário Oficial da União.

Ana Cristina Campos 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade aprovou o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Tubarões e Raias Marinhos Ameaçados de Extinção, com ênfase em 12 espécies. O plano estabelece objetivos, ações, prazo de execução, abrangência e formas de implementação e supervisão. A portaria foi publicada na edição de hoje (5) do Diário Oficial da União.
Foram estabelecidas 67 ações, distribuídas em nove objetivos específicos, com prazo de vigência até julho de 2019 e com supervisão anual. Entre os objetivos estão o aperfeiçoamento do processo de gestão pesqueira, o aprimoramento do marco legal e a sensibilização dos pescadores e da sociedade.
Fonte - Agência Brasil  05/12/2014

Fluxo de passageiros para as ilhas deve crescer nesta sexta

Salvador

Para este final de semana, a travessia para Bom Despacho contará com oito ferries. Ana Nery, Ivete Sangalo, Maria Bethânia, Rio Paraguaçu, Juracy Magalhães Júnior e Pinheiro, além dos novos Dorival Caymmi e Zumbi dos Palmares. Estas duas últimas farão a travessia dentro da "operação assistida", portanto, têm carga horária diferenciada.

A Tarde
Da Redação
Joá Souza | Ag. A TARDE
O movimento de embarque de passageiros nos ferryboats, pelo Terminal de São Joaquim, em Salvador, deve crescer após as 12 horas desta sexta-feira, 5, por conta do feriado de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na segunda-feira, 8.
E para atender a demanda do feriadão, oito ferries estarão disponíveis: Ana Nery, Ivete Sangalo, Maria Bethânia, Rio Paraguaçu, Juracy Magalhães Júnior e Pinheiro, além dos novos Dorival Caymmi e Zumbi dos Palmares. Estas duas últimas farão a travessia dentro da "operação assistida", portanto, têm carga horária diferenciada.
Viagens extras também poderão ocorrer em alguns momentos, caso a demanda continue maior do que a capacidade operacional estabelecida de hora em hora.

Embarcações
Já no Terminal Náutico, no Comércio, segundo a Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), os usuários terão 14 embarcações saindo de Salvador para Mar Grande.
As viagens acontecem de 30 a 30 minutos, mas este horário poderá ser reduzido para 15 em 15 minutos, caso a demanda exija.

Catamarãs
Já a procura por passagens para a travessia para Morro de São Paulo é grande nos guichês do Terminal Náutico. Todos os catamarãs desta sexta e sábado zarpam de Salvador com lotação completa.
Fonte - A Tarde  05/12/2014

Dia Mundial do Solo chama atenção para a degradação de recurso limitado

Sustentabilidade

A motivação do alerta são os altos índices de degradação e contaminação do solo: 33% das terras do planeta estão degradadas, por razões físicas, químicas ou biológicas, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Paulo Victor Chagas 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O Dia Mundial do Solo será comemorado pela primeira vez nesta sexta-feira (5). O objetivo é mobilizar a população para a importância de preservar e utilizar corretamente os solos e a necessidade de sua recuperação, devido a práticas como desmatamento e uso agrícola inadequado. A data, no entanto, não vem sozinha: 2015 será declarado o Ano Internacional dos Solos.
Aprovadas por resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas de 2013, as celebrações foram criadas após o reconhecimento da urgente necessidade de se conscientizar a população sobre a sustentabilidade dos recursos limitados do solo. A motivação do alerta são os altos índices de degradação e contaminação do solo: 33% das terras do planeta estão degradadas, por razões físicas, químicas ou biológicas, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
As maiores reservas de terras cultiváveis do mundo se encontram na América Latina e no Caribe, informou a FAO. Responsável por organizar os eventos em 2015, o órgão promoveu nesta quinta-feira (4) o lançamento regional do Ano Internacional dos Solos, em Santiago, no Chile. Nesta sexta-feira (5), o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, participa de uma cerimônia em Roma, mas vários países organizarão os seus próprios lançamentos.
“Os solos saudáveis estão na base da agricultura familiar, na produção de alimentos e na luta contra a fome, e ainda cumprem um papel como reservatórios da biodiversidade. Além disso, compõem o ciclo de carbono, por isso que o seu cuidado é necessário para mitigar e enfrentar as mudanças climáticas”, informou o órgão.
A programação do ano inclui eventos como a Conferência Internacional do Solo, de 4 a 7 de maio de 2015, na Albânia, que terá como tema O solo Sustenta Vida: Muito Lento para Formar, Rápido Demais para Perder. A terceira Semana Global do Solo, na Alemanha, também faz parte da celebração, entre 19 e 23 de abril.
Fonte - Agência  Brasil  04/12/2014

Licitação do metrô de Curitiba segue suspensa - TCE-PR adia análise


Transportes sobre trilhos

Conselheiro pediu vista ao processo na sessão de quinta-feira (4). Licitação está parada desde agosto, por decisão cautelar do tribunal. A licitação para construção e administração do metrô de Curitiba foi suspensa cautelarmente pelo conselheiro Ivan Bonilha em agosto, às vésperas do início do processo, baseado em relatório da Diretoria de Fiscalização de Obras Públicas, que apontou as irregularidades no edital. O Metrô deve ligar as regiões sul e norte de Curitiba.

G1 
Autor: Fernando Castro 
Divulgação/Blog do Planalto
A análise do Pleno do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) sobre a licitação do metrô de Curitiba, prevista na pauta desta quinta-feira (4), foi adiada por conta de um pedido de vista. O conselheiro Fernando Guimarães pediu o adiamento para analisar mais especificamente o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) que deve ser estabelecido, segundo o edital. Assim, a licitação segue suspensa.
A licitação para construção e administração do metrô de Curitiba foi suspensa cautelarmente pelo conselheiro Ivan Bonilha em agosto, às vésperas do início do processo, baseado em relatório da Diretoria de Fiscalização de Obras Públicas, que apontou as irregularidades no edital. Posteriormente, o Pleno confirmou a suspensão.
A votação do mérito, isto é, a decisão sobre se o processo licitatório poderia prosseguir, ou não, deveria ocorrer na sessão desta quinta. O conselheiro que pediu o adiamento tem até quatro sessões para analisar e devolver o projeto à pauta de votações. Desta forma, como restam apenas duas sessões até o fim deste ano, a tendência é de que a análise fique apenas para o ano de 2015. Ao G1, a Prefeitura de Curitiba informou que não comentaria sobre a tramitação do processo.

Irregularidades
Conforme o relatório, não havia no edital detalhamento do objetivo da Parceria Público-Privada (PPP), bem como não foi apresentada pesquisa de origem-destino. O relatório ainda afirmou que as diretrizes para obtenção do licenciamento ambiental foram feitas por órgão sem competência legal.
À época, a Prefeitura de Curitiba emitiu nota informando que os questionamentos alegados na cautelar já haviam sido respondidos, e que esperava uma decisão rápida para evitar “a corrosão financeira dos investimentos conquistados”. A nota ainda reforçou a necessidade urgente do aumento da capacidade do transporte coletivo, e reiterou que conduzia a licitação com segurança jurídica e transparência.

Metrô
O orçamento total da obra está fixado em R$ 4,8 bilhões. O projeto atual do metrô prevê uma linha de 17,6 quilômetros, entre o Terminal do Cabral e a CIC Sul. Neste trecho, devem ser construídas 15 estações. A expectativa da prefeitura é entregar a obra em até cinco anos. Num segundo momento, a linha deverá ser estendida até o Terminal Santa Cândida. Porém, essa parte da obra ainda não possui orçamento e nem prazo de entrega.
Pelo edital suspenso, as empresas que estiverem aptas a concorrer seriam divulgadas pela prefeitura no dia 25. O documento prevê que o custo máximo da passagem deverá ser de R$ 2,55. A empresa vencedora deve ser a que oferecer o menor valor de passagem.
Após o início das obras, a previsão é de que o trecho que vai até o Centro, na Rua das Flores, seja concluído em quatro anos. O trecho até o Cabral terá cinco anos para ser terminado, mas as operações poderão começar apenas com a primeira etapa concluída. A construção será feita através do método Shield, ou “Tatuzão”, que escava por debaixo da terra, através de uma tuneleira. Dos 17,3 quilômetros de extensão, 2,2 quilômetros devem ser elevados.
Os trens do metrô devem ser automatizados e movidos a energia elétrica, sem a presença de motoristas. Segundo a prefeitura, o modelo permitirá uma maior frequência dos trens, diminuindo o tempo da viagem. Por medida de segurança, o acesso dos passageiros aos trens só será aberto, por uma porta automática, quando o trem estiver já parado sobre o trilho das estações.
Além da integração com os ônibus, a intenção da prefeitura é de integrar o metrô ainda com outros modais, como a bicicleta. Isso deve ser feito através da implantação de bicicletário e banheiros em terminais e nas estações do metrô.
Fonte - Mobilize  05/12/2014

O caos no México

Política

Mídia esconde o caos no México - É o pior índice de popularidade desde o início da gestão do presidente do México,o direitista Enrique Peña Nieto,em 2012.Nesta onda de descontentamento, vieram à tona graves denúncias de corrupção envolvendo o “moderno” e “austero” presidente do México. 

Por Altamiro Borges

Nos meses que antecederam as eleições no Brasil, a mídia colonizada, que nutre o complexo de vira-lata, fez recorrentes elogios ao México e ao seu presidente, o direitista Enrique Peña Nieto. Ele seria um exemplo de político “moderno” e “austero”, e o país seria o paraíso da prosperidade na América Latina, uma prova do vigor do modelo neoliberal. Mas tudo não passava de propaganda ideológica. Agora, passado o pleito no Brasil, descobre-se que o México, sempre tão servil aos EUA, afunda numa grave crise econômica, moral e política. A mídia privada, porém, não faz qualquer autocrítica das patifarias que difundiu. Pior ainda, ela evita dar destaque ao caos vivido pelo pobre México.
Nesta segunda-feira (1), o jornal governista “El Universal” divulgou uma pesquisa revelando que 50% dos mexicanos reprovam o governo de Peña Nieto. É o pior índice de popularidade desde o início da sua gestão, em 2012. Há muito que o México passa por um processo cruel de regressão social, com altas taxas de desemprego e aumento da miséria. Essa barbárie decorre da política imposta pela oligarquia local, servil às imposições do Nafta, um acordo comercial que submete a nação à rapina dos EUA. Mas o que fez crescer a rejeição ao atual presidente foi a descoberta de que 43 alunos de uma escola de Ayotzinapa foram brutalmente assassinados pela polícia. A notícia deflagrou uma explosão de revolta no país.
Nesta onda de descontentamento, vieram à tona graves denúncias de corrupção envolvendo o “moderno” e “austero” presidente do México. A empreiteira que venceu a “licitação” para a construção de um trem-bala quando Peña Nieto era governador do Estado de México presenteou sua mulher, a atriz Angélica Rivera, com uma luxuosa mansão. O escândalo abalou ainda mais a popularidade do presidente tão bajulado pela mídia colonizada do Brasil. Estes e outros fatores serviram para desmascarar o yuppie neoliberal do México e para elevar a temperatura da luta de classes no país. O jornalista Eduardo Graça, numa reportagem para a revista CartaCapital, demonstra que a crise política é violenta no México.

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Estamos no México, mas não se trata de uma novela produzida no país, embora pareça. A hipótese cada vez mais factível da segunda chacina em cinco meses, desta vez de 43 estudantes, contar com a participação direta da polícia levou milhares de mexicanos às ruas em revolta contra o colapso do sistema de segurança pública, a certeza da impunidade e o conchavo descarado entre autoridades locais e os cartéis de tráfico de drogas... Populares atearam fogo no prédio da Assembleia Legislativa do estado de Guerrero e na sede do PRI, o partido governista. Aeroportos e rodovias de grandes centros foram ocupados e os manifestantes chegaram a fazer de refém por algumas horas, na terça-feira 11, o secretário estadual de Segurança. Trata-se da maior crise relacionada à explosão da violência na segunda maior economia da América Latina (...).
O enredo ficou ainda mais complicado para o governo após a denúncia da jornalista Carmen Aristegui de que o presidente e a primeira-dama se revezam entre o palácio presidencial e uma mansarda avaliada em 7 milhões de dólares, registrada em nome do Grupo Higa. Trata-se de uma empreiteira que abocanhou 652 milhões de dólares em contratos com o Estado do México durante a administração Peña Nieto, entre 2005 e 2011. Ao assumir a Presidência do país, anunciou um leilão para a construção de um trem de alta velocidade entre o Distrito Federal e a cidade de Querétaro. A obra, avaliada em 3,7 bilhões de dólares, foi arrematada no início do mês por um consórcio liderado justamente pelo Higa.
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Os descalabros do governo “moderno” e “austero” do neoliberal Peña Nieto são antigos. Mas a mídia brasileira, em plena campanha pela eleição do também neoliberal Aécio Neves, preferiu esconder os podres. No final de 2013, a própria Angélica Rivera havia concedido entrevista jactando-se da nova mansão. Agora, só agora, a Folha tucana lembra que “o interior da casa do casal presidencial foi mostrado em detalhes pela primeira-dama em matéria de uma revista de celebridades em 2013. O piso é de mármore, e há quartos para os filhos do casal. ‘Los Pinos [residência oficial da Presidência] nos foi emprestada só por seis anos. Nossa verdadeira casa, nosso lugar é este’, disse Rivera”.

Veja abaixo a cronologia da crise recente:
26 de setembro
Policiais e traficantes atacam a tiros ônibus com alunos de magistério de Ayotzinapa, que estavam em Iguala para arrecadar fundos; 43 jovens desaparecem
30 de setembro
Suspeitos, prefeito de Iguala, Jose Luis Abarca, e sua mulher, María de los Ángeles, fogem
5 de outubro
Dois traficantes confessam a morte de 17 dos 43 desaparecidos e acusam Abarca de ser o mandante
4 de novembro
Abarca e sua mulher são encontrados e presos
7 de novembro
Procurador-geral Jesús Murillo diz que traficantes de cartel confessaram o assassinato de todos os desaparecidos. Os corpos teriam sido queimados e jogados em um rio. Pais questionam versão do governo
9 de novembro
Surge denúncia de que mulher do presidente teria comprado mansão de empresa agraciada com contratos do governo
Fonte - Blog do Miro  04/12/2014

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Obras do metrô de Salvador no trecho Retiro-Pirajá estão em ritmo acelerado

Transportes sobre trilhos

O vice-presidente do Grupo CCR, Ítalo Roppa, o diretor presidente da CCR Metrô Bahia, concessionária responsável pelo metrô, Harald Zwetkoff, diretores da CTB e engenheiros da companhia também estiveram presentes na vistoria. “A via permanente e a estrutura da estação estão prontas e em 20 de dezembro as obras civis da estação estarão concluídas”, disse Copello.

Secom
Foto - Sedur
As obras da estação Pirajá estão em andamento acelerado e a previsão é de que a construção seja concluída no primeiro semestre de 2015. Já a estação de Bom Juá, que fica entre Retiro e Pirajá, tem 85% das obras já executadas. Para avaliar a realização das obras, o presidente da Companhia de Transporte do Estado da Bahia (CTB), Eduardo Copello, visitou as estações Pirajá e Bom Juá, na quarta-feira (3).
O vice-presidente do Grupo CCR, Ítalo Roppa, o diretor presidente da CCR Metrô Bahia, concessionária responsável pelo metrô, Harald Zwetkoff, diretores da CTB e engenheiros da companhia também estiveram presentes na vistoria. “A via permanente e a estrutura da estação estão prontas e em 20 de dezembro as obras civis da estação estarão concluídas”, disse Copello.
O sistema de sinalização está previsto para janeiro, quando poderão ser realizados os testes antes da operação da estação de Bom Juá. “No piso superior teremos a plataforma de embarque, que está 90% concluída. Já no espaço inferior, as salas técnicas, o acesso da estação, os sanitários, serviços de atendimento ao usuário e a bilheteria”, explicou o presidente da CTB.
A visita também foi realizada no canteiro de obras onde está sendo construído o Parque de Manutenção de Trens.
foto - Sedur 
“Nesse trajeto, após Bom Juá, a linha será bifurcada. Um trecho dará acesso ao Parque, que servirá para armazenagem, manutenção e limpeza dos trens; o outro trecho seguirá para a estação Pirajá, posteriormente Campinas e Águas Claras”, explicou o diretor presidente.

Acessibilidade e segurança
Dois elevadores, quatro escadas rolantes e piso tátil são recursos que estão no projeto da nova estação de metrô no Bom Juá. Além da estrutura de operação dentro dos padrões de segurança exigidos, a estação também atende a outros serviços que envolvem diretamente o passageiro, como acessibilidade e serviço de comunicação. Zwetkoff também disse que o projeto ainda garante facilidade de acesso dos passageiros que utilizam outros meios de transporte.

Recorde
Na terça-feira (2), o metrô de Salvador atingiu a marca de dois milhões de passageiros transportados desde o início da operação assistida, no mês de junho deste ano. Desde que atingiu um milhão de usuários, em outubro, o modal dobrou o fluxo de pessoas nos últimos dois meses.
Fonte - Secom Ba.  04/12/2014

Governador eleito, Rui Costa discute VLT de Salvador no Planejamento

Transportes sobre trilhos

Ele se reuniu com o secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Maurício Muniz, no ministério do Planejamento e classificou a implantação do novo modal como parte das obras estruturantes de mobilidade para Salvador.

TB
foto-ilustração/Pregopontocom
O antigo trem do Subúrbio dará lugar ao Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT, projeto do Governo do Estado defendido, nesta quarta-feira (3), em Brasília, pelo deputado federal e governador eleito da Bahia, Rui Costa (PT).
Ele se reuniu com o secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Maurício Muniz, no ministério do Planejamento e classificou a implantação do novo modal como parte das obras estruturantes de mobilidade para Salvador. Pelo projeto, o VLT sairá de São Luís, em Paripe, até a Calçada, substituindo o atual Trem do Subúrbio.
Uma nova instalação de trilhos será implantada, ligando a Calçada ao Comércio. “Vamos acabar com a segregação entre o Subúrbio e a orla, porque o muro que existe hoje, por conta do trem, será retirado. E a população terá um transporte de qualidade”, afirmou Rui.
Fonte - Tribuna da Bahia  04/12/2014

Governos estão passivos quanto ao impacto da pecuária nas alterações climáticas

Internacional

“O setor da pecuária é responsável por quase 15% das emissões mundiais – quase tanto quanto é produzido por todas as viaturas, caminhões, aviões, comboios e barcos do mundo – e a ausência de estratégias internacionais ou nacionais para reduzir as suas emissões é notável”, considerou Rob Bailey, um dos autores do documento divulgado pelo Centro de Reflexão Chatham House.

Da Agência Lusa
foto-ilustração/conhecer
Apesar de o setor de carnes e produtos lácteos ser um dos principais emissores de gases de efeito estufa, os governos pouco fazem para limitar o seu impacto, diz estudo divulgado hoje (4).
“O setor da pecuária é responsável por quase 15% das emissões mundiais – quase tanto quanto é produzido por todas as viaturas, caminhões, aviões, comboios e barcos do mundo – e a ausência de estratégias internacionais ou nacionais para reduzir as suas emissões é notável”, considerou Rob Bailey, um dos autores do documento divulgado pelo Centro de Reflexão Chatham House.
“Governos e grupos de ação parecem acreditar que procurar reduzir o consumo de produtos da pecuária é, no melhor cenário, um desafio muito complexo, ou, no pior, pode suscitar reações negativas” entre os consumidores, concluíram os pesquisadores.
Uma das consequências dessa ausência de ação governamental é a falta de tomada de consciência do público quanto ao impacto do setor pecuário nas alterações climáticas.
Uma sondagem online feita em 12 países, incluindo o Brasil, a China, os Estados Unidos, a França e o Reino Unido, com um mínimo de mil participantes em cada, mostrou que apenas 12% das pessoas ouvidas identificaram a carne e os produtos lácteos como uma das principais causas do aquecimento global - 64% apontaram os transportes.
A publicação do estudo ocorre quando milhares de peritos estão reunidos em Lima, no Peru, para trabalhar na proposta de acordo multilateral a ser assinado no fim de 2015 em Paris.
A comunidade internacional fixou o objetivo de conter o aquecimento do planeta em 2 graus Celsius (2ºC) em relação à era pré-industrial. Além desse patamar, os cientistas preveem impactos irreversíveis e dramáticos em muitas regiões.
No ritmo atual, o planeta evolui para um aumento da temperatura de cerca de 4ºC até o fim do século.
O estudo está disponível no site do Chatham House .
Fonte - Agência  Brasil  04/12/2014

Mais dois trens chineses entram em operação na SuperVia

Transportes sobre trilhos

Após uma semana em circulação no ramal Deodoro das 10h às 15h, os trens devem estar prontos para trafegar em todos os ramais da concessionária.

RF
foto-ilustração/rj.gov
Dois novos trens entram hoje (04/12) em operação assistida na carioca SuperVia. A empresa chega assim à marca de 20 trens novos inseridos à frota neste ano. Após uma semana em circulação no ramal Deodoro das 10h às 15h, os trens devem estar prontos para trafegar em todos os ramais da concessionária. A previsão da concessionária é de que até o final do mês mais quatro composições entrem em circulação.
Em 2016, o processo de renovação da frota deve ser concluído. Desde 2011, 48 trens antigos foram aposentados, dando lugar aos novos modelos. Os trens chineses contam com passagem interna entre os carros, sistema que não permite a abertura de portas durante as viagens, circuito interno de câmera, painéis de LED, ar-condicionado e capacidade para transportar 1.200 passageiros.
Fonte - Revista Ferroviária  04/12/2014

Salvador perde o dobro de árvores em um ano

Meio ambiente

Até outubro de 2014, exatas 1.693 espécies foram retiradas das ruas da capital baiana, enquanto que, durante todo o ano de 2013, foram ceifadas 805 árvores.Técnicos da Sucop removeram vários espécimes que estavam plantados ao longo da av. Cardeal da Silva. 

Jessica Sandes - A Tarde
Raul Spinassé | Ag. A TARDE
O número de árvores derrubadas - cortadas pela raiz - em Salvador mais que dobrou em menos de um ano. Até outubro de 2014, exatas 1.693 espécies foram retiradas das ruas da capital baiana, enquanto que, durante todo o ano de 2013, foram ceifadas 805 árvores.
Os dados são da Superintendência de Conservação e Obras Públicas de Salvador (Sucop). O órgão informa que o aumento se deve ao trabalho das novas empresas terceirizadas para realização de obras na cidade.
O diretor da Sucop, Luciano Sandes, explica que a erradicação dos vegetais é feita após análise de campo desenvolvida por seis engenheiros agrônomos.
Segundo ele, as árvores são cortadas quando quebram passeios públicos; levantam muros ou propriedades privadas; apresentam insegurança à população ao escurecer ruas e avenidas; possuem parasitas que as levam à morte; e correm o risco de cair. "Às vezes, as raízes quebram as tubulações de esgoto e drenagem, causando transtorno ao município", disse.
Luciano estima que cerca de 60% dos vegetais de Salvador estão infectados com o parasita erva-de-passarinho, cientificamente chamado de Struthanthus flexicaulis. "As árvores passaram muito tempo sem ser podadas e essa praga avançou demais em muitas delas, que não conseguem se recuperar".
Professora do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Maria Aparecida de Oliveira garante que o parasita pode ser contido e as árvores podem ser recuperadas, na maioria dos casos.

Manutenção
Para Maria Aparecida, o "grande segredo" para preservar as árvores da cidade é a manutenção. "É claro que existem casos gritantes, em que os vegetais precisam ser erradicados, mas, na maioria, o melhor a se fazer é dar manutenção. Cortar é muito mais fácil, mas nem sempre é o melhor a se fazer".
A professora explica que a vegetação melhora a qualidade do ar e equilibra a temperatura da cidade. "Mas também não podemos deixar de cortar as árvores doentes, com risco de cair. É preciso analisar o melhor a ser feito, que também pode ser uma poda severa".
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou, por meio da assessoria de comunicação, que não é contra o corte de árvores em centros urbanos.
De acordo com o Ibama, quem determina essa ação é a prefeitura de cada cidade. Assim, se a espécie for prejudicial à população ou à estrutura do município, deverá ser erradicada.
Presidente da Associação de Moradores da Barra, Regina Martinelli assegura que os residentes do bairro estão incomodados com a perda de árvores, em virtude da reforma do local. "Entre as doentes e as que atrapalhariam a obra, 24 árvores foram retiradas e não foram replantadas. Temos que aprender a adequar os passeios às árvores".
Fonte - A Tarde  04/12/2014

Falha em projeto paralisa construção de linha do monotrilho de Alckmin

São Paulo

Na prática, nos locais inicialmente desapropriados e depois descampados, não há como perfurar o solo para fincar a estrutura da estação, já que as galerias estão abaixo.
A obra foi interrompida, e o Metrô, empresa do governo estadual responsável por essa linha, terá de readequar o projeto para ao menos três das oito novas estações.

Folha de S. Paulo
foto-ilustração
Uma falha no projeto do monotrilho da zona leste de São Paulo vai atrasar e encarecer a obra do governo Geraldo Alckmin (PSDB), orçada em R$ 6,4 bilhões.
Engenheiros "descobriram" galerias de águas de um córrego embaixo da av. Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello. O governo, agora, fez um novo projeto e decidiu mudar o córrego de lugar.
Na prática, nos locais inicialmente desapropriados e depois descampados, não há como perfurar o solo para fincar a estrutura da estação, já que as galerias estão abaixo.
A obra foi interrompida, e o Metrô, empresa do governo estadual responsável por essa linha, terá de readequar o projeto para ao menos três das oito novas estações.
A última previsão da gestão tucana era entregar as estações em 2015 -agora devem ficar para 2016. Hoje a linha funciona em fase de testes apenas no trecho de menos de 3 km entre as estações Vila Prudente e Oratório.
A Folha visitou as áreas das futuras estações, entre Oratório e São Mateus.
Sob a condição de anonimato, engenheiros da obras disseram que as futuras estações de São Lucas, Camilo Haddad e Vila Tolstói foram diretamente afetadas.
Apenas em São Mateus há colunas para a futura estação, mas a obra está parada. Nas demais, nada foi construído, e os terrenos seguem vazios. Nas áreas visitadas, funcionários trabalhavam nos trilhos ou nos canteiros próximos a colunas.

Aditivos
No ano passado, o então responsável pelo departamento de obra civil da linha 15, José Arapoty Prochino, afirmou à revista "Infraestrutura Urbana" que, devido à existência do córrego, seria preciso alterar a forma de instalar as fundações da linha. As obras da linha foram fatiadas em diversas licitações.
Um consórcio liderado pela empresa Somague foi contratado por R$ 144 milhões para erguer quatro estações -as três afetadas pelas galerias e uma quarta, Vila União.
Em outubro deste ano, o Metrô assinou o quinto aditivo nesse contrato, prorrogando o prazo de execução dos serviços para abril de 2015.
Uma concorrência de R$ 512 mil foi aberta no mês passado para a elaboração do projeto paisagístico e de engenharia do canteiro central, no trecho até São Mateus.
Prevista para ser concluída até o fim de 2015, a licitação visa contratar uma empresa para, entre outros serviços, projetar o tipo de "fundação adequado diante do comportamento do subsolo local".
Fonte - Revista Ferroviária  04/12/2014



Alckmin nega erro em projeto do monotrilho

Folha de S. Paulo - 05/12/2014 
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), negou nesta quinta-feira (4) que uma falha no projeto do monotrilho da zona leste de São Paulo tenha paralisado as obras.
Segundo o governador, o Estado já sabia que existia um córrego que passa embaixo da avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello. Alckmin afirmou que a obra não está parada e que a informação divulgada está errada. "Não há nenhum erro [no projeto]. Já se sabia da existência do rio", disse.
A Folha publicou reportagem nesta quinta que engenheiros "descobriram" galerias de águas de um córrego embaixo da avenida.....
Revista Ferroviária - http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdNewsletter=7712&InCdMateria=22671&InCdEditoria=2 - 05/12/2014

Emprego informal no Brasil cai de 55% para 40% em dez anos

Economia

A redução do emprego informal foi observada em todos os setores, com destaque para o comércio.A redução do emprego informal foi observada em todos os setores econômicos brasileiros.Os setores que mais concentraram trabalhadores informais foram o agrícola, de construção civil e empregos domésticos. 

Fernanda Cruz 
Repórter da Agência Brasil 
Tânia Rego/Agência Brasil
A informalidade do emprego no país caiu de 55% para 40% durante os últimos dez anos, segundo pesquisa encomendada pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo. A redução do emprego informal foi observada em todos os setores econômicos brasileiros. Os dados foram apresentados hoje (3) na capital paulista.
A maior queda ocorreu no comércio, cuja participação do emprego informal caiu 18 pontos percentuais em dez anos, passando de 54% para 36%. Na década, o comércio despontou como principal setor em termos de participação no emprego, superando o setor agrícola.
Os setores que mais concentraram trabalhadores informais foram o agrícola, de construção civil e empregos domésticos. Tiveram concentração média de informalidade os setores de alojamento, alimentação, comércio, transporte, armazenagem, comunicação e indústria. As áreas que tradicionalmente, empregam menos trabalhadores informais são administração pública, educação, saúde e serviço social.
Nesse parâmetro, nota-se uma migração dos trabalhadores para setores que concentram mais empregos formais. Há dez anos, 63% dos trabalhadores concentravam-se em setores de alta informalidade e, agora, o percentual caiu para 35%. Alguns setores com menor informalidade empregavam 14% da força de trabalho, passando para 43% atualmente.
No varejo, os subsetores farmácia, combustíveis, eletroeletrônico e alimentos conseguiram apresentar a maior redução da informalidade. De acordo com a pesquisa, essa queda se deve às medidas voltadas ao aumento da arrecadação fiscal, como a substituição tributária, ao fortalecimento da fiscalização e às mudanças nas estratégias das empresas, como a ampliação dos meios de pagamento eletrônico e o crescimento dos shopping centers.
Os setores que não reduziram significativamente a informalidade foram a construção e o vestuário. Eles mantiveram características da produção em cadeia, que ainda permitem práticas ou modelos de negócios informais em uma parcela relevante do mercado, mostra o levantamento.
Fonte - Agência Brasil  04/12/2014

Proposta do VLT é apresentada à população de Uberlândia

Transportes sobre trilhos

Evento aconteceu nesta terça-feira (2) e reuniu profissionais e estudantes. Foram discutidos custos e rotas do novo meio de transporte.

G1

Foi realizada nesta terça-feira (2), em Uberlândia, a audiência pública que discutiu a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na cidade. A reunião ocorreu no Center Convention e reuniu autoridades e estudantes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Entre os assuntos foram apresentados os custos do projeto e as rotas do novo tipo de transporte público.
Estudos realizados pela universidade apontam que a implantação do VLT na cidade custará cerca de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Para chegar a este orçamento, a UFU consultou projetos semelhantes em construção no Brasil e fez cotação de preços junto a fornecedores. “Trata-se de uma estimativa feita pelo curso de Economia que se baseou nos projetos já existentes e que estão em construção no país, como o VLT de Cuiabá e Goiânia. Além disso, fizemos cotações diretas com fornecedores, mas tendo em mente que se trata de uma estimativa, pois na fase inicial do projeto não se tem detalhamento suficiente para orçar minuciosamente”, afirma o coordenador técnico Edson Pístori.
Os custos não se resumem apenas à implantação do sistema de transporte coletivo. Segundo Pístori, a estimativa é que a Linha Lilás teria custo de manutenção de R$ 20 milhões e a Linha Verde cerca de R$ 29 milhões por mês. “É claro que esse valor é rebatido com receitas que o VLT passa a ter, que são as passagens pagas pelos passageiros, recursos com publicidade dentro e fora dos trens e acréscimo no valor do IPTU com a valorização das áreas por onde as linhas do VLT passam”, explica.
Também durante a audiência pública foram discutidos os percursos do veículo leve sobre trilhos. Pela proposta inicial seriam implantadas duas linhas de circulação para o VLT. A Linha Lilás ligará o Bairro Fundinho, passando pelo Centro e indo até o Bairro Umuarama 2 com percurso de 6,92 quilômetros, 23 estações e capacidade para transportar 65 mil passageiros ao dia. Na Linha Lilás, os trens circularão ocupando uma faixa da Avenida Afonso Pena e outra faixa da Avenida Floriano Peixoto.
Já a Linha Verde, o VLT partirá do Bairro Daniel Fonseca, iniciando na altura da Ponte do Vau passando pelas margens do Rio Uberabinha, seguindo pelas Avenidas Rondon Pacheco e Anselmo Alves dos Santos com parada final no Aeroporto de Uberlândia. Essa linha terá 17,5 quilômetros e 19 estações com previsão para atender uma demanda diária de 15.400 passageiros.
“Agora cabe à Prefeitura de Uberlândia ter um projeto básico bem definido e, à medida que surgirem oportunidades de financiamento em nível federal ou de incentivo a esse tipo de transporte, Uberlândia já esteja apto a isso. A perspectiva é que até nos próximos 10 anos a população da cidade possa usufruir desse meio de transporte”, disse o secretário municipal de Trânsito e Transportes.
Fonte - STEFZS   04/12/2014

Obras do metrô de Roma revelam maior depósito hídrico do Império Romano

Internacional

O depósito foi descoberto no bairro de San Giovanni, no "interior de uma empresa agrícola de Roma Imperial", segundo confirmou a responsável científica pelas escavações arqueológicas na zona, Rossella Rea.

EFE
foto-ilustração/controversia
Um depósito hídrico capaz de armazenar mais de quatro milhões de litros de água, "o maior descoberto até agora" da época do Império Romano, foi encontrado nos trabalhos de escavação para a terceira linha de metrô de Roma, informaram os responsáveis nesta quarta-feira (3).
O depósito foi descoberto no bairro de San Giovanni, no "interior de uma empresa agrícola de Roma Imperial", segundo confirmou a responsável científica pelas escavações arqueológicas na zona, Rossella Rea.
Para Rea, trata-se de um depósito "tão grande que excede o perímetro do lugar", por isso não foi possível "descobri-lo totalmente".
As arqueólogas Francesca Montella e Simona Morretta explicaram que o depósito "podia conservar mais de quatro milhões de litros de água".
"O depósito mede cerca de 35x70 metros e parece provável que sua função principal foi servir como reserva para a água destinada aos cultivos, mas também ser um espaço para fazer frente às inundações do rio próximo", explicaram as arqueólogas.
"As obras da nova estação de metrô permitiram ampliar o campo das investigações arqueológicas, algo que de outra maneira não teria sido possível. É a oportunidade de conhecer a história do território e do ser humano presente nesta zona desde finais do século VII a. C.", disse Rea.
Além disso, a responsável científica pelas escavações arqueológicas afirmou que "as informações históricas que Roma tinha até agora sobre o bairro de San Giovanni eram poucas".
Já no restante da capital foram descobertas "estruturas republicanas e imperiais existentes até finais do século III" que se ocultavam sob terra e que saíram à luz graças a obras e escavações recentes.
Fonte - Revista Ferroviária  03/12/2014

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Cuiabá poderá ter a tarifa de ônibus mais cara do país

Transporte público

Se for aprovado o valor de R$ 3,08 requerido pelos empresários, cidade se tornará detentora da tarifa de ônibus mais cara do Brasil.De acordo com a assessoria da MTU não há estimativa de nenhum valor até o momento.

Gustavo Nascimento
Da Reportagem

O valor da passagem de ônibus de Cuiabá pode se tornar o mais caro do país. As empresas de transporte coletivo da Capital pediram o reajuste do valor da tarifa e o preço poderá ultrapassar os R$ 3. Em março, os empresários do setor já haviam requerido um reajuste para R$ 3,08.
Segundo a Associação Nacional do Transporte Público (ANTP), atualmente, em R$ 2,80, a tarifa de Cuiabá já é a quarta mais cara do Brasil, menor apenas do que Rio de Janeiro e São Paulo, ambas com uma tarifa praticada a R$ 3, e Porto Alegre (R$ 2,95).
Contudo, na última terça-feira (2) os empresários do sistema de transporte coletivo solicitaram à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (SMTU) o estudo de cálculo tarifário. Este é o primeiro passo para a elevação da passagem.
O último aumento em Cuiabá ocorreu no mês de março, quando a tarifa passou de R$ 2,60 para o valor de R$ 2,80, representando 7,69% de aumento. O aumento foi dado graças a uma decisão judicial em favor dos empresários.
O Conselho Municipal de Transportes foi convocado para reavaliar a tarifa e aprovou o valor de R$ 2,94. Contudo, o prefeito Mauro Mendes fixou a tarifa em R$ 2,80, descontando R$ 0,14 a título de compensação por conta do levantamento feito pela Comissão de Auditoria da Planilha, que apontou cobranças a mais dos usuários durante 2013.
Conforme o vereador Dilemário Alencar, os empresários não podem pedir o reajuste, pois já houve aumento na tarifa neste ano. ”Caso prospere a reivindicação dos empresários, o aumento ocorrido em março, somado ao novo aumento pleiteado, pode chegar ao percentual de 15,25%, enquanto a expectativa do IPCA, medido pelo IBGE, entre os meses de janeiro a dezembro de 2014, pode chegar no percentual máximo 6,7% ”.
De acordo com o vereador, a tentativa de aumentar a tarifa acima dos índices inflacionários pode configurar a prática de abuso em aumento de preço de um serviço público de caráter essencial. Dilemário ainda afirmou que a prefeitura precisa realizar uma nova licitação para a concessão dos serviços do transporte coletivo, visto que as empresas operam com base em contratos emergenciais precários firmados com o município. A última licitação que foi realizada em 2002.
De acordo com a assessoria da Associação Mato-grossense de Transportadores Urbanos (MTU), não há a estimativa de nenhum valor até o momento. Conforme a assessoria, as empresas apenas solicitaram um estudo para avaliar o valor da tarifa que estaria defasado, uma vez que houve aumento em diversos insumos e nos salários dos profissionais. A assessoria reiterou que quem decide o valor da tarifa é o Conselho e que as empresas apenas cumprem.
Fonte - Diário de Cuiabá  03/12/2014

Metrô de Salvador pode ter ônibus próprios para integração de linhas

Transportes sobre trilhos

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Urbano, Manuel Ribeiro Filho, o Grupo CCR – concessionária que administra o transporte sobre trilhos da cidade – poderá ter seu próprio sistema de ônibus que seria integrado às estações metroviárias.

Matheus Fortes - TB
foto-ilustração/Pregopontocom
Após um longo período de impasse entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Salvador, a integração entre os ônibus e o metrô finalmente deve acontecer, porém, não da forma como era planejada anteriormente. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Urbano, Manuel Ribeiro Filho, o Grupo CCR – concessionária que administra o transporte sobre trilhos da cidade – poderá ter seu próprio sistema de ônibus que seria integrado às estações metroviárias.
A medida, embora não seja da vontade do poder municipal, pode ser a saída para a tão sonhada integração entre os dois meios de transporte público em operação na capital. A previsão inicial da secretaria é que esta fusão de trilhos e rodas comece a operar entre os meses de fevereiro e março.
Ainda assim, é cedo para afirmar quantas e quais linhas vão circular, e de quais estações os ônibus deverão sair. “Está sendo feita toda uma pesquisa para verificar as linhas que poderiam fazer parte do sistema, e quais são as mais utilizadas pelos usuários, contudo, estamos dialogando com a prefeitura para que a implantação deste sistema não comprometa a mobilidade do trânsito, com a sobreposição de linhas”, afirmou o chefe da pasta.
A taxa de serviço que seria cobrada pelo uso do transporte integrado é outro fator ainda a ser discutido pelo órgão estadual. Mesmo assim, o secretário adianta que a taxa certamente será inferior ao valor cobrado pelo uso do transporte municipal atualmente (que é de R$ 2,80). “Nosso pensamento é que a integração traga mais usuários ao sistema de transporte”, adiantou.
Foto-ilustração/Marcopolo
O secretário explica que a execução de um sistema de ônibus da própria concessionária que seria integrado ao metrô faz parte do Convênio Intrafederativo, firmado entre os poderes do Estado e Município, em 2013, que permite à CCR a colocação de linhas de ônibus alimentadoras com o percurso máximo de 5 km. “Nosso objetivo agora é obedecer ao convênio”, declarou Ribeiro Filho.
Enquanto isso, o secretário de Urbanismo e Transporte de Salvador, Fábio Mota, preferiu não se manifestar sobre o sistema de ônibus próprio da CCR, mas avaliou que qualquer ação de integração entre os ônibus e o metrô só poderia ser pensado após a finalização da Linha 1. Mota frisou o fato de que o projeto inicial do sistema metroviário contemplava a integração apenas nas estações da Lapa e de Pirajá, e que a integração nas demais estações ficaria inviável, pois elas não foram projetadas para estas operações.
Um posicionamento do qual o secretário estadual discorda ao afirmar que a integração pode ser possibilitada sem que, necessariamente, a estação seja projetada para receber os ônibus que fariam o embarque e desembarque de passageiros.
A CCR foi procurada pela Tribuna da Bahia para falar sobre a possibilidade de um sistema próprio de ônibus integrado ao metrô, mas, até o fechamento desta edição, nossa equipe não conseguiu entrar em contato com a concessionária.
A operação comercial do metrô de Salvador já foi adiada mais de uma vez, por motivo da “não integração do Sistema de Transporte Coletivo por Ônibus (STCO) com o novo modal”, segundo explica a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur). O órgão estadual justifica que a operação do metrô sem a integração provocaria uma demanda reduzida de passageiros, e que a integração foi estabelecida no Convênio de Cooperação Intrafederativo e no Contrato de Programa, firmado em 2013, com a Prefeitura de Salvador.
Fonte - Tribuna da Bahia  03/12/2014

Especialista defende implantação de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Manaus

Transportes sobre trilhos

Apesar de ser mais caro que o Bus Rapid Transit (BRT),o veículo leve sobre trilhos (VLT) ocupa menos espaço e se mostra mais vantajoso a longo prazo

Jornal A Crítica

Para o chefe do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Geraldo Alves, o sistema de transporte público VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) é o mais adequado à realidade urbana de Manaus. O prefeito Artur Neto (PSDB) afirmou, na edição de ontem de A CRÍTICA, que o VLT é uma opção e que particularmente é o que mais o agradou. Artur disse que não dá mais para adiar a discussão e que vai lutar por financiamento do Governo Federal para o novo modal.
Em entrevista concedida por telefone no sábado, Geraldo Alves disse que o BRT (Bus Rapid Transit) “terá sérios problemas” para ser implantado em Manaus. Para que o sistema funcione satisfatoriamente, ele afirmou que é necessário um sistema viário com amplas avenidas e vias paralelas. De acordo com o professor, para atender o sistema, seriam necessárias três faixas exclusivas, no mínimo, tendo como o ideal quatro faixas. “Em uma cidade planejada, como Curitiba, o BRT funciona porque você tem vias paralelas para onde se direciona o fluxo de automóveis mistos. O problema é que Manaus não tem vias paralelas”, disse.
“Usando como exemplo a avenida general Rodrigo Otávio, como vamos colocar com três faixas de rolamento e o que vamos fazer com o restante do trânsito nessa via que é crucial para a cidade?”, questionou. “Manaus tem motivos de sobras para escolher um sistema sobre trilhos”, afirmou. O professor disse que o que tem motivado a preferência das administrações pelo BRT é menor custo, em comparação com outros sistemas, e o menor tempo de implantação.
“Se a gente comparar o BRT e com VLT, que tem um custo um pouco maior de implantação, a vida útil do sistema rodante (o veículo) do VLT é cinco vezes maior que a do BRT. O ônibus do BRT tem seis anos e o veículo de trilho tem 30 anos de vida útil. Quando a gente considera que vamos ter que trocar o sistema rodante do BRT cinco vezes no mesmo período que o VLT vai precisar de uma só troca, os custos vão se equiparar. E o BRT fica até um pouquinho mais caro”, afirmou.
Segundo o professor, o sistema de trilhos tem um alto nível de confiabilidade e maior pontualidade. Além de ocupar apenas uma faixa para ida e vinda, o que demanda menos espaço. “O sistema sobre trilhos tem se mostrado extremamente eficaz mundo afora e é o que melhor vai atender a nossa demanda”, afirmou. “O uso somente do sistema de ônibus convencional atende a uma demanda de cidades de médio porte, não de Manaus, que é uma grande capital. Precisamos de um sistema robusto, de média capacidade”, completou Alves.

Projeto exige uma política de Estado
Geraldo Alves defendeu que o projeto a ser implantado tem que ser tratado nos moldes de uma política de Estado e não de governo. “Tem que haver continuidade. Isso deve ser pensado para além de quatro anos (período de um mandato)”, disse.
“Precisamos de um projeto à altura de uma cidade que não investe no transporte coletivo há muito tempo. Precisamos de um projeto com uma margem maior de tempo para ser executado e com um investimento alto. Não precisa ser um projeto de R$ 2 bilhões implantado em dois anos. Pode ser um projeto com esse valor executado em quatro, seis, oito anos. A prefeitura tem que ir atrás de investimentos e se qualificar para receber”, afirmou.
O professor disse que, antes de tudo, o projeto a ser implantado “precisa atender ao princípio de democracia”. “A sociedade não tem sido procurada para o diálogo. As decisões são tomadas de cima para baixo. O projeto não deve ser do governante A ou B. Deve ser um projeto para a sociedade, que tem o direito de se posicionar”, pontuou Geraldo Alves.

Prefeito tem preferência pelo sistema
Em entrevista para A CRÍTICA na edição de ontem, o prefeito Artur Neto também demonstrou preferência pelo VLT. “Eu, particularmente, gosto muito do VLT. É uma tecnologia francesa. É mais caro, mas exige um espaço menor das vias públicas e transporta muitas pessoas e com qualidade”, afirmou. Artur, porém, disse que a escolha pelo novo sistema depende de discussão e que será feita de acordo com os dados técnicos que a prefeitura possui. “Agora, a gente tem que fazer. O que não pode é não fazer”, afirmou. “A gente tem que olhar todas as possibilidades. Escolher uma. E brigar pelo financiamento”, completou. O prefeito se reúne essa semana com o governador José Melo (Pros) para conversar sobre o tema. Na semana passada, ele tratou do assunto com o senador eleito Omar Aziz (PSD). Artur defende o novo sistema deve ser financiado pelo Governo Federal.
A discussão de um novo modelo de transporte público voltou à pauta do Executivo municipal quase cinco meses depois da realização da Copa do Mundo em Manaus, que foi a esperança de melhorias efetivas no setor. Projetos como o monotrilho e o BRT, sistema de pista exclusiva para ônibus articulados, não saíram do papel. E deram lugar ao Bus Rapid Sistem (BRS), que utiliza pista exclusiva para tráfego e as plataformas do falido sistema Expresso.
Ontem, a reportagem procurou a Semcom para ouvir a resposta da prefeitura sobre as afirmações de falta de projetos de mobilidade para financiamento federal, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.
Fonte- STEFZS  03/12/2014

Investimento na economia brasileira alcança R$ 4,1 trilhões nos próximos 4 anos

Economia

Os dados constam de estudo do BNDES que preveem investimentos para o período. Os recursos envolvem não só financiamentos do BNDES mas também de outras fontes de fomento. No total, o estudo abrange 22 setores da economia, segundo informou o superintendente da Área de Pesquisas Econômicas do BNDES, Fernando Puga.

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil 
foto montagem-Pregopontocom
Os investimentos na economia brasileira devem superar R$ 4,1 trilhões no período de 2015 a 2018, segundo estimativas divulgadas hoje (3) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O valor é 17,1% superior ao previsto para o período de 2010 a 2013, de acordo com o banco.
Os dados constam de estudo do BNDES que preveem investimentos para o período. Os recursos envolvem não só financiamentos do BNDES mas também de outras fontes de fomento. No total, o estudo abrange 22 setores da economia, segundo informou o superintendente da Área de Pesquisas Econômicas do BNDES, Fernando Puga.
A maior parte dos investimentos (R$ 1,6 trilhão) deverá ser feita no setor de agricultura e serviços. Nesse segmento, o aumento deve ser 11% em relação ao período de 2010-2013. Já o maior crescimento é esperado no setor aeroespacial (187%), segmento que deverá receber R$ 12 bilhões nos próximos quatro anos.
Outro setor que deverá concentrar boa parte dos investimentos são as residências (R$ 963 bilhões, ou seja, 19% a mais). A indústria deve receber investimentos de R$ 909 bilhões no período, ou seja, 18,5% a mais do que no período 2010-2013.
No segmento industrial, destacam-se investimentos em petróleo e gás (R$ 509 bilhões, ou seja, 42,1% a mais), demais setores (R$ 121 bilhões, ou 8% a mais) e automotivo (R$ 59 bilhões, ou 0,4%). A indústria aeroespacial deverá ter o maior crescimento entre todos: 187%, somando investimentos de R$ 12 bilhões.
O BNDES também espera quedas de investimentos em pelo menos quatro setores da indústria: sucroenergético (-40,5%), siderúrgico (-38,5%), alimentos (-15,8%) e extrativa mineral (-8%).
Já os investimentos em infraestrutura devem somar R$ 598 bilhões no período 2015-2018. A estimativa é 30,8% superior ao período 2010-2013. O setor elétrico terá investimentos de R$ 192 bilhões (crescimento de 0,5%), enquanto as telecomunicações deverão receber R$ 141 bilhões (37,8% a mais).
Os demais setores da infraestrutura deverão receber os seguintes volumes de investimentos: infraestrutura social (R$ 87 bilhões), rodovias (R$ 80 bilhões), ferrovias (R$ 45 bilhões), portos (R$ 36 bilhões) e aeroportos (R$ 16 bilhões).
O superintendente da Área de Pesquisas Econômicas do BNDES, Fernando Puga, destacou que o crescimento de 17% é importante, mas o principal destaque da pesquisa é o perfil desses investimentos, que nos próximos quatro anos deverão uma qualidade maior do que os realizados nos quatro anos anteriores.
“É uma mudança na qualidade com o investimento mais intensivo em tecnologia e menos em capital. No setor de petróleo e gás, há uma perspectiva mais desafiadora que é explorar o petróleo na camada pré-sal. Nas telecomunicações, serão investimentos pesados em 4G que requerem alta tecnologia. Na energia elétrica, teremos investimentos muito maiores nas energias novas. Temos uma mudança na qualidade dos investimentos”, disse.
Fonte - Agência Brasil  03/12/2014

Metrô de Fortaleza volta a ter problemas e gera indignação

Transportes sobre trilhos

Apenas dois dos trens em operação circularam na manhã de ontem; usuários dizem que problema é comum - Além das falhas, passageiros queixam-se dos constantes atrasos, que ontem chegaram a 40 minutos, da insegurança e depredação. A falta de informação também é um problema relatado pela população

Germano Ribeiro/Ranniery Melo
Repórteres - DN
FOTO: ÉRIKA FONSECA
O transporte metroviário é considerado uma solução rápida e segura para o deslocamento em grandes cidades. Entretanto, há dois meses operando comercialmente, a Linha Sul do Metrofor vem apresentando constantes problemas e usuários já voltam a optar pelo ônibus para não chegarem atrasados no trabalho. Desde a noite da última segunda-feira, e durante a manhã de ontem, o equipamento circulou com apenas dois dos três trens atuais, causando uma espera de 40 minutos e superlotação.
Os passageiros relatam que problemas são comuns e que faltam informações sobre os atrasos. O editor de vídeo Rafael dos Santos estava no Centro quando o metrô parou de funcionar na noite de segunda-feira. "Quem estava nas outras estações teve que voltar à bilheteria para pegar de volta o ticket", disse. Segundo ele, um funcionário da estação ainda foi irônico: "Se tiver coragem, espere o próximo, que só vem daqui a 40 minutos". Outros passageiros disseram que esperaram por cerca de uma hora ainda dentro da composição lotada, o que causou transtornos como crianças chorando e pessoas passando mal.
Na noite de ontem, a situação já havia sido normalizada. A Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) informou, por meio da assessoria de imprensa, que no fim da manhã de ontem, os três trens voltaram a operar com intervalo de 27 minutos entre cada um.
Ainda assim, os usuários insistiam que as adversidades com o metrô já se tornaram rotineiras. "Hoje, aqui está mais vago, mas isso não é comum. Desde que começou a funcionar, os vagões são sempre lotados e às vezes a espera é maior do que devia. Nunca tem ninguém para dar informações, virou uma verdadeira bagunça", reclamaram algumas passageiras enquanto se preparavam para embarcar.
Os que esperam diariamente pelo metrô apontam ainda que, normalmente, o número de trens em operação é menor que os três divulgados pelo Metrofor, o que não atende à demanda. "Peguei um metrô que praticamente não dava mais para entrar. Quase sempre operam só dois metrôs", queixa-se o vendedor autônomo David Pessoa.
Outro complicador, para os passageiros, é a falta de informação. Nas estações, não há avisos sobre os atrasos e os passageiros só descobrem o problema após esperarem mais do que o normal. "O trem atrasa e eles não avisam nada", afirmou a assistente administrativa Tatiana Melo, que hoje resolveu ir de ônibus da Vila Pery, onde mora, para o trabalho. "Eu estava chegando constantemente atrasada", diz.
Tatiana enviou ao Diário do Nordeste vídeo registrando a superlotação da Estação José de Alencar que se seguiu à paralisação de um dos trens. Usuários se amontoavam para entrar nos vagões e a quantidade de pessoas dificultava até o fechamento das portas. "Quase todo algum deles atrasa, quebra", afirmou.

Insegurança
Outra reclamação dos usuários é com relação à falta de segurança. Ainda na segunda-feira, a assistente administrativa viu um homem entrar em um dos vagões com uma faca de mesa na mão. "Como viram que ele tinha uma arma, a pessoas gritaram e ele jogou a faca no chão", contou. Conforme ela, o suspeito seguiu viagem no trem lotado.
Também são corriqueiros os atos de depredação, em que os trens têm as janelas quebradas ao longo do trajeto. Além do risco de lesionar os passageiros, há ainda o prejuízo.
Em nota, a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) confirmou que um dos trens apresentou um problema na Estação Carlito Benevides (Pacatuba), não circulando às 6h30, gerando uma espera de até 40 minutos, mas não explicou a causa.
Com relação à falta de informações aos usuários, o Metrofor explicou que, em casos de ações não programadas, "por falhas no funcionamento dos trens, e não ações de manutenção, não é possível comunicar com antecipação".
A Companhia disse que está aperfeiçoando os serviços, e a maioria dos atrasos se deve a falhas em equipamentos, como as portas dos trens. Além disso, os passageiros que não conseguiram embarcar após às 19h de segunda-feira tiveram o valor das passagens devolvidos nas bilheterias ainda abertas e, nas estações já fechadas, um agente entregou vales para ingresso posterior na Linha Sul.
O Metrofor ainda informou que mantém seguranças particulares dentro das estações, nos vagões e no entorno da via metroferroviária e que a segurança externa é feita pela Polícia Militar. Já as ações de depredação são combatidas através de campanhas em escolas e, quando o depredador é identificado, o caso é apresentado à Polícia para os procedimentos legais.
Fonte - Diário do Nordeste  03/12/2014

Vídeo


Principal atração do Dia Nacional do Samba, trem só sai no sábado

Trem do Samba

Este ano não será diferente. No próximo sábado (6), a 19ª edição do evento terá pelo menos 20 rodas de samba a partir das 13h, na Estação da Central, dando início à festa , e 36 dentro dos carros, no percurso até o bairro vizinho a Madureira e também considerado celeiro de gerações de sambistas cariocas.

Paulo Virgílio
Repórter da Agência Brasil 
foto-ilustração/riomaisbarato
Comemorado oficialmente em 2 de dezembro, o Dia Nacional do Samba tem, há cinco anos, sua principal atração no Rio de Janeiro transferida para o primeiro sábado do mês sempre que a data cai em um dia útil. A mudança se deu a pedido da SuperVia, a concessionária de trens urbanos, para não prejudicar a circulação das composições no horário de pico do fim da tarde. O Trem do Samba arrasta multidões no trajeto entre a Central do Brasil e o bairro Oswaldo Cruz, na zona norte da cidade.
Este ano não será diferente. No próximo sábado (6), a 19ª edição do evento terá pelo menos 20 rodas de samba a partir das 13h, na Estação da Central, dando início à festa , e 36 dentro dos carros, no percurso até o bairro vizinho a Madureira e também considerado celeiro de gerações de sambistas cariocas. A grande homenageada este ano será a compositora Dona Ivone Lara, que está com 93 anos.
A tradição do samba nos trens do subúrbio carioca começou na década de 20 com um dos fundadores da Escola de Samba Portela, Paulo Benjamin de Oliveira, mais conhecido como Paulo da Portela. Somente em 1992, no entanto, por iniciativa do portelense Marquinhos de Oswaldo Cruz, é que foi criado o Trem do Samba, que começou com apenas um carro de uma composição, reunindo algumas dezenas de sambistas.
Hoje, o Trem do Samba é formado por cinco composições. A primeira partirá às 18h, levando a velha guarda das escolas de Samba Mangueira, Portela, Império Serrano e Vila Isabel, além de Marquinhos de Oswaldo Cruz. Em seguida, mais quatro composições sairão a cada 20 minutos, levando grupos, blocos e sambistas animando cada um dos carros.
“Desta vez, vamos reforçar ainda mais a memória. O trem vem para colorir esse grande museu de bens imateriais, que é o bairro Oswaldo Cruz”, antecipou Marquinhos. “Vamos ter aquelas rodas de samba de sempre, partido alto, mas também shows em três palcos. Vamos ter o Baile do Almeidinha, com um dos maiores bandolinistas do mundo, Hamilton de Holanda”.
Apesar de profundamente ligada ao Trem do Samba, a data foi lembrada nessa terça-feira com outros eventos, como um show da Velha Guarda da Mangueira no auditório do Serpro, no Andaraí, e a inauguração da exposição Cenários da Mangueira, no Centro Cultural Cartola, localizado na própria comunidade, na zona norte. Para o ator, escritor, produtor cultural e sambista Haroldo Costa, o Dia Nacional do Samba é uma data que pegou.
“Há datas que não pegam, mas o Dia Nacional do Samba pegou. É uma data séria. Foi resultado de um congresso [1º Congresso Nacional do Samba, em 1962]. O samba é o ritmo que está presente no Brasil inteiro. Todos nós devemos parabenizá-lo por essa data”, disse.
*Colaborou Nanna Possa, do Radiojornalismo da EBC
Fonte - Agência Brasil  03/12/2014