sábado, 20 de setembro de 2014

Polo Industrial de Camaçari terá 17 mil novos empregos

Emprego

O Polo emprega atualmente mais de 45 mil pessoas. São aproximadamente 15 mil empregados diretos e mais de 30 mil indiretos, estes últimos contratados através de empresas prestadoras de serviço. Muitos desses profissionais são engenheiros químicos. Atraídos pela demanda crescente, o número de matrículas nos cursos de Engenharia, Produção e Construção subiu 52% nos últimos três anos, de acordo com dados do Ministério da Educação (MEC).

TB
foto - ilustração
Com a expectativa de receber nos próximos anos novas empresas, o Polo Industrial de Camaçari deverá gerar mais de 17 mil novos postos de trabalho, direta e indiretamente. A este número deve-se somar uma demanda de, pelo menos, cinco mil profissionais para reposição normal de mão de obra e aposentadorias. O complexo reúne aproximadamente 90 empresas entre as quais estão 35 unidades industriais no segmento químico-petroquímico e 27 empresas no segmento automotivo, segundo dados do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic).
O Polo emprega atualmente mais de 45 mil pessoas. São aproximadamente 15 mil empregados diretos e mais de 30 mil indiretos, estes últimos contratados através de empresas prestadoras de serviço. Muitos desses profissionais são engenheiros químicos. Atraídos pela demanda crescente, o número de matrículas nos cursos de Engenharia, Produção e Construção subiu 52% nos últimos três anos, de acordo com dados do Ministério da Educação (MEC). Com uma área de atuação abrangente, o engenheiro químico pode trabalhar em setores como o de automação industrial, ambiental, processos, produção, produtos, segurança, além das áreas de gestão, treinamento e vendas.
Em indústrias, como a Braskem, que se destaca como a maior na cadeia química e petroquímica do Polo de Camaçari e um dos mais importantes empreendimentos privados do país, os profissionais de engenharia representam 10,8% do quadro de integrantes. Esse é o exemplo de Wendell Pereira dos Santos, que trabalha na Braskem há sete anos. Ele atualmente é engenheiro de produção da planta baiana de Polietileno (PE - 3). Segundo Wendell, a facilidade na compreensão das matérias exatas o fez escolher a profissão, além da formação proporcionada pelo curso, que foca no desenvolvimento lógico de soluções para os desafios impostos pela área.
Desafios para o profissional
Para ele, o principal desafio do engenheiro químico que trabalha em uma área industrial é propor e implementar soluções cada vez mais inovadoras, atendendo aos critérios de segurança e sustentabilidade. “Para alcançar esta excelência é necessário ter um aprendizado multidisciplinar, que vai além dos conhecimentos teóricos aprendidos na universidade. Um bom profissional é aquele que consegue entender de todas as engenharias que circundam os processos produtivos ao qual ele atua”, salienta Santos, que se formou em 2007, pela Escola Politécnica da Universidade São Paulo (USP).
De acordo com o engenheiro de processo também da planta de PE – 3, Dimitri Guimarães de Oliveira Santana, entre os desafios futuros para os engenheiros químicos estarão “o desenvolvimento de novas tecnologias, tais como a nanotecnologia, utilizando matérias- primas renováveis no desenvolvimento de processos e produtos que diminuam o impacto sobre a natureza, além da área de bioprocessos, onde a presença do engenheiro químico aproxima o ambiente industrial do desenvolvimento de biomateriais”, enumera Dimitri, que trabalha na Braskem desde maio de 2012, após se formar em Engenharia Química pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), em 2010.
Faz parte da rotina desses profissionais elaborar projetos conceituais, realizar acompanhamento de processos, acompanhar testes industriais, realizar análises de segurança de processo, desenvolver estudos técnicos, além de cuidar das demandas da planta que surgem diariamente, entre outras atividades.
Fonte - Tribuna da Bahia 20/09/2014

Programação do Dia Mundial sem Carro deve reunir 25 mil ciclistas no Rio

Cicloativismo

O presidente da Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecierj) e um dos idealizadores do evento, Cláudio Santos, contou que neste 27ª edição a procura foi tão grande que o passeio ocorrerá em dois dias.

Flavia Villela
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Cerca de 25 mil ciclistas do Rio devem percorrer 12 quilômetros ao longo da Baía de Guanabara neste domingo (21), em um passeio ciclístico às vésperas do Dia Mundial Sem Carro, celebrado em 22 de setembro.
O presidente da Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecierj) e um dos idealizadores do evento, Cláudio Santos, contou que neste 27ª edição a procura foi tão grande que o passeio ocorrerá em dois dias.
“Também faremos um passeio em Niterói no dia 27". O objetivo é contribuir para a desaceleração do aquecimento global. No ano passado, segundo Santos, foram 19 mil inscritos. "Neste ano, estamos oferecemos um kit e já temos mais de 21 mil inscritos”, acrescentou.
A concentração começa às 8h e a largada às 9h, próximo ao Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, zona sul. O trajeto que vai até a enseada de Botafogo, ida e volta, deve durar aproximadamente uma hora e 15 minutos. No local de partida e chegada haverá também mecânicos especializados para fazer regulagens e pequenos reparos.
“O clima vai mudar radicalmente daqui a 20 anos e estamos muito preocupados com isso - 70% do monóxido de carbono são provenientes dos gases despejados por veículos motorizados. Conseguimos provar que é possível se locomover sem carro. Nossa bandeira é ter um planeta mais saudável e melhor qualidade de vida”, comentou.
As inscrições terminam hoje (20) e custam R$ 10,00. O kit inclui camisa, bolsa de praia personalizada, boné, garrafinha de água, dois ingresso do metrô, medalha, protetor solar, Código de Transito Brasileiro de bolso, adesivo e um número para concorrer a 20 bicicletas de 21 marchas. Os locais para inscrição podem ser encontrados no site da Facierj (http://www.fecierj.org.br/novosite/index.asp)
Os ciclistas terão à disposição também uma embarcação de 2 mil lugares para trafegar de Niterói ao Rio de Janeiro no trajeto Praça Arariboia-Praça XV. O usuário poderá comprar o bilhete sem precisar pagar para levar a bicicleta.
Carlos comemorou que passados 27 anos desde a primeira edição do passeio ciclístico, o aumento da utilização da bicicleta tornou-se significativo no Rio. “Conseguimos trazer novos adeptos, aumentou o número de ciclovias e bicicletários públicos e em estabelecimentos como shoppings. Nosso trabalho é estimular esse transporte”, lembrou o organizador do evento.
Claudio lamentou, entretanto, que o transporte público de massa no país seja pouco eficiente. “O uso da bicicleta geralmente é feito até oito quilômetros e por isso a integração com o transporte publico de massa é fundamental. Em alguns países da Europa, essa integração é prioridade, os pedágios são altíssimos para carros, a prefeitura empresta bicicletas para os cidadãos, há ciclovias por toda a parte”, disse.
Fonte - Agência Brasil  20/09/2014

Suzano quer trem de passageiros no Distrito de Palmeiras

Trem Metropolitano

A possibilidade de implantação do serviço de trens para passageiros chegou até mesmo às discussões da Câmara de Suzano.

Por Renato Lobo
Via Trolebus

Não é nova a reivindicação por parte de moradores do bairro de Cesar de Souza, na cidade de Mogi das Cruzes, em ter um serviço de trem metropolitano, onde é proposto uma extensão operacional após a estação Estudantes na Linha 11- Coral da CPTM.Agora, uma nova frente de moradores pede também uma extensão operacional na cidade de Suzano.
De acordo com o jornal “Diário de Suzano”, a possibilidade de implantação do serviço de trens para passageiros chegou até mesmo às discussões da Câmara de Suzano. Os vereadores aprovaram uma moção de apelo, que será encaminhada ao deputado estadual Estevam Galvão,solicitando ajuda dele para encaminhar à CPTM um pedido de estudo de implantação de trem para passageiros nos trilhos de carga.O documento é de autoria do parlamentar Bento Moura dos Santos,o Russo.
Os bairros contemplados seriam o Jardim Maitê e Distrito de Palmeiras, região que hoje são cortadas pelo Ramal Suzano-Ribeirão Pires, que liga a região até Rio Grande da Serra. Estima-se que mais de 90 mil pessoas possam ser beneficiadas com a possível ligação, e que já se deslocam dos bairros até o centro da cidade.

Entraves
Mas a ideia não é tão simples assim. A MRS Logística, empresa que opera os trens cargueiros que passam pela região, confirmou ao jornal que “faz parte do nosso compromisso, no escopo de nossa concessão pública, assegurar esta passagem”. No entanto, a concessionária afirmou que, como o contrato prevê somente a operação de trens de carga, o que pode ser feito é ceder a linha em dois horários estipulados pela CPTM, que teria de disponibilizar os trens de passageiros.
Já a CPTM informou ao jornal que há existe uma incompatibilidade dos sistemas do trens de carga e passageiros, uma vez que os trens da companhia são elétricos. “A MRS teria de eletrificar os trilhos dela para que o trem da CPTM possa funcionar. Os sistemas são incompatíveis. Não há estudo para isso. Se fizéssemos isso iríamos retroceder”. O órgão estadual informou ainda que esse tipo de serviço não é disponibilizado em nenhuma cidade do Estado.
Fonte - STEFZS  20/09/2014 

Governo vai esperar sindicância para definir possíveis afastamentos no IBGE

Política

A comissão terá 30 dias para analisar os fatos e a responsabilidade funcional e será formada por integrantes da Casa Civil, dos ministérios do Planejamento e da Justiça e da Controladoria-Geral da União (CGU).

Sabrina Craide 
Repórter da Agência Brasil 
Os ministros do Planejamento, Miriam Belchior,
do Desenvolvimento Social, Tereza Campelo, da Educacão
 Henrique Paim, durante coletiva sobre a correção dos dados
da Pnad - 
Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse hoje (20) que o governo irá esperar a conclusão do trabalho da comissão de sindicância, que irá apurar o erro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013, para tomar providências sobre possíveis afastamentos de responsáveis do órgão.
A comissão terá 30 dias para analisar os fatos e a responsabilidade funcional e será formada por integrantes da Casa Civil, dos ministérios do Planejamento e da Justiça e da Controladoria-Geral da União (CGU).
Segundo a ministra, o governo “ficou chocado com o erro”, considerado gravíssimo. Além da comissão de sindicância, um grupo de especialistas independentes irá avaliar a consistência da Pnad de 2013, para ver se há algum outro problema no estudo. Os nomes devem ser divulgados na próxima terça-feira (23).
Ontem (19), o IBGE divulgou uma correção da análise de dados da Pnad, divulgada na última quinta-feira (18), o que levou a erro em alguns resultados das estimativas. O índice de Gini, que mede a desigualdade no país, em 2012 estava em 0,496 e, em 2013, caiu para 0,495, o que mostra redução na desigualdade, ao invés do aumento para 0,498 divulgado anteriormente.
O erro ocorreu porque foi superestimada a população das regiões metropolitanas de sete estados que têm mais de uma região metropolitana, onde foi considerado o peso da região metropolitana do estado inteiro, e não apenas o da capital. Isso influenciou no cálculo de dados como o índice de Gini. Outros dados como o rendimento da população, taxas de analfabetismo e de desocupação também sofreram alterações.
Miriam Belchior destacou a rapidez com que o IBGE corrigiu os dados. “Isso não apaga o erro, que é gravíssimo, mas colocou à disposição da sociedade de forma transparente o mais rápido possível, as informações corrigidas.”
Segundo a ministra, ao ser informada do erro do IBGE, a presidenta Dilma Rousseff demonstrou perplexidade por um erro básico como o fato de não ter sido feito um processo de checagem e rechecagem dos dados. Para a ministra, não há problemas de orçamento e de pessoal no IBGE. “Houve um problema técnico básico de não ter sido feita a checagem dos dados”, destacou.
Ontem, a presidenta do IBGE, Wasmália Bivar, pediu desculpas a toda a sociedade pelo erro, mas afirmou que, do ponto de vista significativo, os resultados não mudaram substancialmente.
Também participam da coletiva a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, o ministro da Educação, Henrique Paim, e o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri. Em nota divulgada durante a coletiva, o governo afirma que os novos dados da Pnad reafirmam a trajetória de queda das desigualdades e mantêm as principais tendências verificadas nesta década.
Fonte - Agência Brasil  20/09/2014

Metrô de Salvador terá trens exclusivos para torcedores do Bahia e do Vitória

Metrô de Salvador

Os torcedores do Bahia deverão embarcar na Estação Retiro e desembarcar na Estação Brotas.Os torcedores do Vitória deverão embarcar na Estação Acesso Norte e desembarcar na Estação Campo da Pólvora.
TB
Foto - Pregopontocom
Para facilitar o deslocamento dos torcedores do clássico Bahia e Vitória, na Arena Fonte Nova, esse domingo (21/9), o metrô vai funcionar das 14h às 19h.
Os torcedores viajarão em trens exclusivos para cada um dos times e embarcarão e desembarcarão em estações diferentes para evitar o encontro entre as torcidas.
Para ir de metrô à Arena Fonte Nova
Os torcedores do Bahia deverão embarcar na Estação Retiro e desembarcar na Estação Brotas.
Os torcedores do Vitória deverão embarcar na Estação Acesso Norte e desembarcar na Estação Campo da Pólvora.
As demais estações do metrô permanecerão fechadas.
A volta para casa
Ao final do jogo, os torcedores do Bahia deverão embarcar na Estação Brotas e desembarcar na Estação Retiro.
Os torcedores do Vitória deverão embarcar na estação Campo da Pólvora e desembarcar na Estação Acesso Norte.
O acesso ao metrô é gratuito e o torcedor não precisará apresentar ingresso ou cadastro.
A operação do metrô contará com cerca de 100 colaboradores, entre operadores de trens e Agentes de Atendimento e Segurança. Mais de 300 câmeras serão usadas para monitorar plataformas, vias e acessos às estações. A segurança terá o apoio das polícias Civil e Militar.
Estacionamento
Os torcedores do Bahia poderão estacionar os veículos no Terminal de Integração de Passageiros Retiro, ao lado da estação do metrô, localizado na Rua Baixa de Santo Antônio (veja o mapa).
Os torcedores do Vitória poderão estacionar os veículos no Shopping Bela Vista, vizinho à estação Acesso Norte.

ATENÇÃO PARA OS CUIDADOS

Não é permitido:
-- Fumar ou manter aceso cigarro, acender fósforos ou isqueiro
-- Consumir bebidas alcoolicas
-- Entrar ou permanecer sem camisa ou sem calçados
-- Portar arma de fogo ou materiais inflamáveis, explosivos ou corrosivos
-- Transgredir as instruções da concessionária transmitidas pelos colaboradores, pela comunicação visual existente ou pelo sistema de sonorização
-- Praticar qualquer ato de que resulte embaraço ao serviço ou que possa acarretar perigo ou acidente
-- Ultrapassar a Faixa Amarela de segurança da Plataforma, a não ser para entrar e sair do Trem quando este já estiver parado e com as portas abertas
-- Acionar ou usar, indevidamente, qualquer equipamento integrante do sistema metroviário
-- Colocar os pés nas paredes das Estações, bancos e laterais dos Carros
-- Quebrar, danificar, sujar, escrever ou desenhar nas instalações e equipamentos pertencentes à Concessionária
-- Tomar atitudes que induzam ao pânico ou causem tumulto
-- Fazer funcionar aparelhos sonoros, tocar instrumentos ou emitir falas e cantos que atrapalhem a perfeita audição dos serviços de sonorização
Fonte - Tribuna da Bahia  19/09/2014

ANPTrilhos apresenta propostas do setor metroferroviário a candidatos

Transportes sobre trilhos

A continuidade desse cenário de carência de investimentos e crescimento expressivo do número de usuários está levando a operação dos sistemas sobre trilhos ao limite, fazendo com que não sejam mais suficientes para garantir uma adequada mobilidade ao cidadão brasileiro.

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foto - Pregopontocom
O transporte metroferroviário é essencial para a mobilidade dos brasileiros. Entretanto, apesar das várias obras de expansão anunciadas pelo governo federal, algumas já em execução, a malha metroferroviária cresce a passos lentos, enquanto que o número de passageiros transportados a cada ano apresenta crescimento expressivo, ultrapassando 10% ao ano.
A continuidade desse cenário de carência de investimentos e crescimento expressivo do número de usuários está levando a operação dos sistemas sobre trilhos ao limite, fazendo com que não sejam mais suficientes para garantir uma adequada mobilidade ao cidadão brasileiro.
Nesse sentido, com intuito de contribuir para o desenvolvimento de uma política efetiva em torno da mobilidade urbana e do desenvolvimento de sistemas de transporte urbano de massa, como os sobre trilhos, a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos) propõe aos governantes e aos presidenciáveis sete ações que poderão alavancar os investimentos para o desenvolvimento desse tipo de transporte no Brasil.
Segundo Joubert Flores, presidente da ANPTrilhos, é preciso que o governo federal e também os novos governantes que se anunciam, incluam em suas agendas uma política pública efetiva, voltada para a mobilidade urbana, com foco no transporte metroferroviário. “É preciso ter um olhar inovador sobre a mobilidade urbana e, desse modo, perceber que os investimentos nos sistemas sobre trilhos são revertidos em benefício da população, deixando um importante legado para os municípios e regiões metropolitanas”.
A Agenda Política do Setor Metroferroviário 2015-2018 está disponível para consulta no site da entidade (www.anptrilhos.org.br).
Fonte - Revista Ferroviária 19/09/2014

Trensurb recebe ministro das cidades e prefeitos para anúncio de projetos de mobilidade

Transportes sobre trilhos

Estiveram também presentes no anúncio dos investimentos do ministério das Cidades, o secretário de Planejamento, Gestão e Participação Cidadã do Governo do Estado, João Mota; o secretário municipal de Gestão da Capital, Urbano Schmitt; o secretário municipal dos Transportes e presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação, Vanderlei Capellari, entre outras autoridades.

Trensurb
foto - Trensurb
O ministro das Cidades, Gilberto Occhi, esteve na sede da Trensurb, em Porto Alegre, nesta quinta-feira (18), para detalhar as seleções para obras de mobilidade para os prefeitos de Santa Maria, Cezar Schirmer, e Porto Alegre, José Fortunati. A reunião aconteceu na sala da Presidência da empresa. O resultado da seleção de obras de mobilidade urbana foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, por meio das portarias 566 e 567.
Em Santa Maria, as obras do Corredor de Ônibus Troncal Leste-Oeste e melhoras na gestão do sistema de transporte totalizam R$ 218,55 milhões do Orçamento Geral da União (OGU). Para o município de Porto Alegre, foi destinado R$ 1,5 milhão do Orçamento Geral da União (OGU) para estudos e projetos de viabilidade – Perimetral Metropolitana (R$ 1 milhão) e duplicação da Avenida Castelo Branco/ Entrada de Porto Alegre (R$ 500mil). Os empreendimentos fazem parte do Pacto da Mobilidade Urbana, lançado pelo Governo Federal em junho de 2013, que destinou R$ 50 bilhões para o setor de mobilidade. “Estamos trabalhando para viabilizar investimentos em mobilidade urbana em todo o Brasil e, especialmente no caso de hoje, no Rio Grande do Sul”, afirmou o ministro Occhi.
Estiveram também presentes no anúncio dos investimentos do ministério das Cidades, o secretário de Planejamento, Gestão e Participação Cidadã do Governo do Estado, João Mota; o secretário municipal de Gestão da Capital, Urbano Schmitt; o secretário municipal dos Transportes e presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação, Vanderlei Capellari, entre outras autoridades.

Vistoria nos novos trens da Trensurb
Gilberto Occhi aproveitou a vinda ao Rio Grande do Sul para conhecer os novos trens em processo de aquisição pela Trensurb e o Centro de Controle Operacional do metrô, que passa por uma modernização como parte das obras de expansão a Novo Hamburgo. Sobre os novos trens, afirmou que “na hora em que entramos, já sentimos uma diferença significativa em termos de qualidade, conforto e tecnologia”. O ministro acredita que o impacto da aquisição dos veículos tanto para os usuários como para a própria empresa será muito positivo.
O ministro participou, também, do Fórum de Gestores da empresa, quando saudou os presentes e os empregados em geral da empresa. Disse, durante o encontro que ficou com uma excelente impressão da Trensurb. "Parabéns pelo trabalho que vocês estão realizando", congratulou. Falou ainda da importância da Trensurb dentro do eixo de mobilidade urbana do Ministério, o que, segundo ele, fica evidente pelo próprio volume de investimentos da pasta na empresa.
Occhi lembrou que o Rio Grande do Sul tem recebido investimentos importantes do governo federal e que, recentemente, só de recursos do Ministério das Cidades encaminhados para projetos no estado, foram mais de R$ 40 bilhões. "Temos procurado sempre formas de melhorar cada vez mais nossos resultados", afirmou, referindo-se tanto à questão econômico-financeira quanto à operacional. Segundo ele os objetivos de gestores e empregados devem ser guiados pelo seguinte pensamento: "Temos que fazer dessa empresa importante para a população brasileira". Dito isso, o ministro afirmou que, com base no que viu nesta sua visita à Trensurb e a vistoria anterior, acredita que a empresa está desempenhando um bom papel. "Ficamos alegres e orgulhos pelo que está sendo construído", disse. Occhi relatou ainda que após a vistoria feita pela presidenta Dilma Rousseff, ela própria demonstrou estar satisfeita com o trabalho da empresa.
O diretor-presidente Humberto Kasper, por sua vez, afirmou, que era uma grande honra receber o ministro e o ato de anúncio das obras de mobilidade selecionadas no estado. Lembrou investimentos recentes do Ministério e do governo federal na Trensurb e celebrou a "parceria fundamental do Ministério das Cidades e de sua equipe" na execução dos projetos da Trensurb, "nesses quase 30 anos de empresa, nunca havíamos tido tantos investimentos como agora, por exemplo, na compra dos 15 novos trens foram mais de 200 milhões, além da obra de expansão a Novo Hamburgo [R$ 953 milhões] e a implantação do aeromóvel [R$ 37,8 milhões]".
Durante a visita, acompanharam o ministro Occhi, o Secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Raphael Rezende Neto; a secretária Nacional de Habitação, Inês da Silva Magalhães, o superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Ruben Danilo Pickrodt, o presidente do Conselho Fiscal da Trensurb, Joaquim Alfredo da Cruz Filho e a conselheira Mônica de Oliveira Casartelli; além dos diretores de Operação, Carlos Belolli, de Administração e Finanças, Leonardo Hoff, os superintendentes de Desenvolvimento e Expansão, Ernani Fagundes, e de Desenvolvimento Comercial, Aldir Seifried.
Fonte - Revista Ferroviária  19/09/2014

40 anos de metrô em SP: muitos passageiros e pouco investimento

Transportes sobre trilhos

Apesar do aumento de 5% do total de passageiros no primeiro trimestre deste ano, metrô segue com malha reduzida, atendimento deficiente e escândalos de corrupção não apurados

RBA - Rede Brasil Atual

São Paulo – Cerca de 4,5 milhões de pessoas passam pelas catracas do metrô de São Paulo diariamente. Todas fazem parte da história do meio de transporte que completou 40 anos ontem (14), mas quem faz uso do trem subterrâneo por volta das 18 horas, por exemplo, não deve estar em clima de festa. Metroviário há 28 anos, Manoel Xavier Lemos Filho, da direção de base da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, acredita que houve falta de interesse do poder público em melhorar o transporte.
“Essa questão de custo do metrô só serve para justificar o não investimento, mas o metrô, em si, tem o custo compatível com o tipo de transporte que ele representa”, diz. Mesmo sem grande expansão da rede, o sistema metroviário, que inclui a CPTM, continua crescendo. Só no primeiro trimestre deste ano houve aumento de 5% no total de passageiros, o que representou cerca de 500 mil novas pessoas transportadas.
Segundo Xavier, a linha de trens constitui um meio de transporte que se autofinancia. “Caso não houvesse o metrô na cidade de São Paulo, o estado perderia mais de R$ 8 bilhões com assistentes, novos transportes menos eficientes, doenças oriundas da poluição etc. Esse valor equivale aos custos da linha 6 do metrô que está começando a ser construída agora.”
Xavier salienta ainda que o metrô não é caro se comparado aos seus benefícios para a cidade. “Os sucessivos governos não deram a importância devida a esse meio de transporte e à sua expansão. São Paulo tem que comemorar porque tem um transporte de qualidade, eficiente, com profissionais capacitados. Mas, por outro lado, tem muito a lamentar porque esse transporte é muito pequeno, não atende às demandas da capital e está impondo à população uma condição desumana de ser transportada.”
Luiz Claudio Marcolino, deputado do PT que solicitou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de São Paulo para investigar o cartel nos contratos do Metrô e da Companhia Paulista de Trens e Metrô (CPTM), ressalta que os problemas do transporte urbano não estão relacionados apenas com o histórico de corrupção. “Além disso, quando comparamos o metrô de São Paulo com o de outros países, nós percebemos que o nosso serviço está muito aquém da quantidade de pessoas que circulam pelo metrô e a quantidade de quilômetros percorridos.” Nestes 40 anos, o metrô de São Paulo avançou pouco: de 6,5 quilômetros, em sua inauguração, para 74 quilômetros hoje. Na Cidade do México, por exemplo, onde o metrô começou a ser construído na mesma época, já são 220 quilômetros.
Além da falta de linhas em regiões mais afastadas, o metrô também recebe críticas pela superlotação e pelo custo da tarifa a R$ 3. Este valor sustenta toda a operação do sistema metroviário, já que o governo do estado não subsidia a passagem dos usuários. Isso só ocorre na linha 4 – Amarela, operada em sistema de concessão. Nesse caso, o governo arcou com 85% do custo da obra e o restante foi financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a concessionária. A tarifa da linha 4 tem reajuste anual, mas o valor não é repassado para o passageiro, e sim para o estado.
Entretanto, para o presidente da Federação Nacional dos Metroviários, Paulo Pazzim, os serviços públicos não podem servir aos interesses do lucro. “Esta visão de metrô para dar lucro e de metrô para a iniciativa privada vai contra as mobilizações de junho de 2013. Naquela época, a população lutou para reduzir a tarifa. Se o transporte é um direito social, ele não pode ser caro a ponto de excluir de seu uso pessoas que têm menor poder aquisitivo.”
Fonte - STEFZS  19/09/2014

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Tombamento do Teatro Castro Alves é aprovado pelo Ministério da Cultura

Salvador

A definição ratifica a proteção do local pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).A decisão havia sido tomada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em novembro do ano passado, com a inscrição do teatro nos Livros do Tombo Histórico e das Belas Artes aprovada por unanimidade.

TB
Sala principal do Teatro Castro Alves
Foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (19/9), uma portaria assinada pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, que homologa o tombamento do Teatro Castro Alves (TCA).
A definição ratifica a proteção do local pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
A decisão havia sido tomada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em novembro do ano passado, com a inscrição do teatro nos Livros do Tombo Histórico e das Belas Artes aprovada por unanimidade.
Situado no bairro Campo Grande, em Salvador, o espaço do TCA tem formato de origami e sua estrutura foi executada pelo arquiteto José Bina Fonyat Filho na década de 1960.
Composto por três pavimentos, o teatro é distribuído em uma sala principal com capacidade de abrigar 1,5 mil espectadores; a sala do coro, outros 200 e a concha acústica que consegue abrigar em torno de 5,5 mil pessoas.
O teatro acolhe ainda dois grupos: a Orquestra Sinfônica da Bahia e o Balé do Teatro Castro Alves.
A iniciativa de pedir o tombamento partiu do Sindicato dos Arquitetos da Bahia (Sinarq).

A construção do TCA











História
Fruto de uma antiga reivindicação da classe artística baiana, o Teatro Castro Alves foi criado para ser um dos palcos mais importantes do Brasil. Sua construção foi iniciada no governo de Antônio Balbino, sendo entregue à população em 1958, no dia 2 de julho.
Sua inauguração estava prevista para o dia 14 de julho, mas na madrugada do dia 9, o TCA pegou fogo, num incêndio de causas até hoje desconhecidas, mas atribuídas a um curto-circuito na instalação elétrica.
Projetado inicialmente pelos arquitetos Alcides da Rocha Miranda e José de Souza Reis em 1948, o Teatro foi reprojetado por José Bina Fonyat Filho e Humberto Lemos Lopes, com projeto destacado na ocasião com uma menção honrosa na 1ª Bienal de Artes Plásticas de Teatro em São Paulo, por sua arquitetura moderna e ousada.
A construção ficou a cargo da companhia Norberto Odebrecht e foi entregue um ano depois, mas a inauguração do complexo foi adiada em nove anos após um incêndio.
O TCA foi inaugurado em 4 de março de 1967 e teve a presença do então presidente da República Castelo Branco e do então governador, Lomanto Júnior.
Fonte - Tribuna da Bahia  19/09/2014

Petrobras quer produzir 4 milhões de barris por dia até 2030, diz Graça Foster

Economia

A presidenta também avalia que a eficiência operacional da Petrobras na Bacia de Campos era 71%, em 2012 e chegará no fim deste ano em 78% ou até um pouco mais. Graça Foster defendeu a continuidade do trabalho, marcado por disciplina e planejamento.

Cristina Indio do Brasil 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A meta da Petrobras, segundo a presidenta da estatal, Graça Foster, é atingir, no período de 2020 a 2030, de forma competitiva, a produção de 4 milhões de barris de petróleo por dia no Brasil, o que garante o crescimento da empresa. Segundo ela, após este período, a estimativa sobe para 5,2 milhões de barris de petróleo por dia. São estas estimativas que marcam o ritmo dos leilões, mas sem poder estipular antecipadamente um calendário para os certames.
A presidenta também avalia que a eficiência operacional da Petrobras na Bacia de Campos era 71%, em 2012 e chegará no fim deste ano em 78% ou até um pouco mais. Graça Foster defendeu a continuidade do trabalho, marcado por disciplina e planejamento. “Para cair, cai rápido, para subir é muito trabalho, muito planejamento, muita disciplina, além de muito recurso”, disse hoje (18) no encerramento da Rio Oil & Gas 2014 Expo and Conference. “Temos dado prioridade à manutenção e à eficiência”, destacou.
Graça Foster disse que é muito interessante ver os parceiros da Petrobras satisfeitos aqui no Brasil, demonstrando isso no aumento da produção. “Parcerias com operadores é uma premissa, não só por conta dos 30% do pré-sal, que a lei nos leva a esta participação, mas como premissa geral. A Petrobras não se enxerga trabalhando isoladamente. Não seria possível. Então os parceiros são extremamente importantes, por isso, o projeto de Libra tem uma importância fundamental”, disse.
Graça citou o estudo World Energy Outlook 2013, da Agência Internacional de Energia, que aponta o Brasil desempenhando um papel central no atendimento das necessidades de petróleo no mundo até 2035, respondendo por um terço do crescimento líquido da oferta mundial do produto. “Ele pula do 13º lugar com 2,2 milhões de barris de petróleo [em 2012], para o 6º lugar, segundo determinadas premissas”, disse.
Segundo ela, a empresa busca a liderança no mercado.“Disciplina é fundamental e nós podemos tornar-nos um player ainda mais importante no cenário mundial”, comentou.
A Rio Oil & Gas 2014 Expo and Conference reuniu durante quatro dias especialistas nacionais e estrangeiros, além de representantes de empresas que atuam no setor. O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), João Carlos de Luca, destacou que, este ano, o encontro bateu recorde na presença de estudantes do Programa Profissional do Futuro.
“Esse é um projeto que o Brasil vem liderando, diferentemente de outros países, que têm dificuldade de atrair jovens para o mercado de trabalho. Na edição passada nós tivemos 2.500 universitários e este ano foram mais de 3 mil”, disse.
De Luca destacou ainda assinatura de um acordo de cooperação entre o IBP e o IFP, que é o seu correspondente francês. “É uma possibilidade de acordo para promover em conjunto cursos e seminários. Ter o IFP conosco, que é uma instituição de tradição, é mais um prestígio para o Brasil”, analisou.
Fonte - Agência Brasil  19/09/2014

Escócia rejeita independência em referendo histórico

Internacional

O resultado em favor da união de 307 anos com a Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte é um alívio para milhões de britânicos, incluindo o primeiro-ministro David Cameron, cujo cargo estava em jogo....

Por Redação - com Reuters 
Casal do lado de fora do Parlamento da Escócia,
em Edimburgo, após referendo sobre a independência
A Escócia rejeitou a independência em um referendo histórico que ameaçava cindir o Reino Unido, semear turbulência nos mercados financeiros e diminuir a influência mundial que o país ainda tem.
O resultado em favor da união de 307 anos com a Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte é um alívio para milhões de britânicos, incluindo o primeiro-ministro David Cameron, cujo cargo estava em jogo, bem como países aliados em todo o mundo que temiam a perspectiva de separação do Reino Unido.
Os opositores da independência venceram com 55 % dos votos, enquanto os separatistas obtiveram 45 %, num total de 3,6 milhões de votos com 85 % de comparecimento, um recorde de participação eleitoral.
Mas líderes de todo o Reino Unido disseram que o país terá de mudar para permanecer unido.
Defensores da união festejaram se beijando, abraçando e bebendo vinho e cerveja em Glasgow, maior cidade da Escócia, onde os separatistas obtiveram maioria de votos, enquanto o líder nacionalista Alex Salmond admitiu a derrota em Edimburgo, que apoiou o Reino Unido.
Cameron disse que a questão da independência da Escócia ficou resolvida por uma geração.
A campanha pela independência agitou este país de 5,3 milhões de habitantes, mas também dividiu amigos e famílias.
Após o resultado, a libra subiu fortemente em relação ao dólar e o euro. Os títulos e ações britânicas tiveram alta, e as grandes empresas britânicas com presença na Escócia saudaram a decisão das urnas.
O Royal Bank of Scotland disse que descartou os planos de mudar a sua sede para a Inglaterra.
Em declarações diante de uma bandeira escocesa gigante, Salmond admitiu a derrota ao mesmo tempo em que alertou os políticos britânicos, em Londres, de que têm de respeitar as promessas feitas de conceder mais poderes à Escócia.
- A Escócia decidiu por maioria, neste momento, não se tornar um país independente. Eu aceito o veredicto do povo e apelo a toda a Escócia para que siga o exemplo e aceite o veredicto democrático do povo da Escócia – disse Salmond.
- A Escócia espera que os compromissos feitos sejam honrados rapidamente – acrescentou.
As pesquisas de opinião que mostravam um aumento ao apoio à separação nas duas semanas que antecederam o referendo levaram os políticos britânicos a prometerem conceder mais poderes à Escócia, um passo que provocou a ira de alguns parlamentares da Inglaterra.
Em um esforço para esvaziar esse mal-estar, Cameron prometeu um novo acordo constitucional que concederia à Escócia os poderes prometidos, mas também daria maior controle para a Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte.
- Escolhemos a unidade em vez da divisão, e a mudança política no lugar da separação desnecessária – disse o ex-ministro britânico das Finanças Alistair Darling, responsável pela campanha “Melhor Juntos”.
- Não pode haver contestações, nem nova votação. Ouvimos a vontade firme do povo escocês – disse o premiê diante de sua residência oficial, em Downing Street, em Londres.
Está previsto que a rainha Elizabeth 2ª, que está em seu castelo escocês de Balmoral, faça um comentário ainda nesta sexta-feira.

Após resultado
À medida que regiões da Escócia divulgavam seus resultados de um grande referendo pela independência para a central de apuração, em Edimburgo, na manhã desta sexta-feira o ânimo dos apoiadores do “Sim” perdia força.
Os votos indicavam um favorecimento à permanência do país no Reino Unido. E quando se tornou claro que o sonho da campanha pela independência não foi realizado, o que se via eram caras fechadas e lágrimas de um lado, e alegria do outro.
- Hoje eu não vou dançar – disse o apoiador da independência Doug Bathgate, de 58 anos, que usava um kilt (indumentária típica escocesa) para a ocasião.
Mas o ativista liberal democrata Phil Wheeler, que pregava pela união do Reino Unido, estava satisfeito com o resultado.
- Gosto de pensar que Alex Salmond (líder nacionalista) está se escondendo em seu porão. Esperançosamente, podemos prosseguir agora com um projeto para um Reino Unido federal, com a Escócia como líder – disse ele.
Enquanto políticos falavam sobre a necessidade de uma reconciliação nacional, apoiadores derrotados da independência disseram que a luta continuaria.
Ambos os lados relataram que fariam seu melhorar para garantir que os partidos políticos da Grã-Bretanha, em Westminster, em Londres, (sede do Parlamento do governo do Reino Unido), cumpriram suas promessas para dar mais autonomia à Escócia.
- Estou incomodada – disse a estudante colegial Alexandra McKintosh, de 16 anos, com lágrimas nos olhos. “Westminster não se importa com a Escócia o mesmo tanto que se importa com a Inglaterra. Eu não confio neles.”
Mike Crockart, um liberal democrata de Edimburgo, membro do Parlamento em Westminster, disse: “Devemos entregar o que as pessoas pediram – uma Escócia mais forte dentro do Reino Unido – e devemos começar hoje.”
Questionado se pensava que demandas semelhantes por mais poderes para regiões inglesas iriam prejudicar esses esforços, ele disse: “Isso não deve impedir o povo escocês de conseguir o que pediu.”
O voto pelo “Não”, contrário à independência, liderou desde o começo, após o pequeno distrito de Clackmannanshire ter relatado os resultados às 2h (horário local).
Uma grande tela oficial foi estabelecida no centro de contagem nos arredores da capital, mas as decisões foram divulgadas ao vivo diretamente das regiões pela televisão nacional.
Um momento de esperança pela independência veio quando a cidade de Dundee votou a favor, colocando os dois lados frente a frente, mas isso durou pouco.
Embora a maior cidade da Escócia, Glasgow, tenha votado pelo “Sim”, um comparecimento às urnas relativamente baixo, de 75 %, minou as expectativas de um grande impulso para a contagem do lado da independência.
- Tive noites melhores, mas essa é a democracia em ação. Não era para ser (a independência) – disse Bathgate, um piloto de submarinos da indústria petrolífera. “Ainda temos nosso Parlamento, e ainda temos que pegar as migalhas que podemos do Parlamento no sul (Inglaterra). A demanda pela independência não irá embora. Vamos nos reagrupar.”
Fonte - Correio do Brasil  19/09/2014 

Maior desafio é reconhecer setor externo como política pública

Internacional

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que o grande desafio da política externa brasileira, nos próximos anos, é se transformar em uma política pública

Danilo Macedo 
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que o grande desafio da política externa brasileira, nos próximos anos, é se transformar em uma política pública
A ascensão do Brasil como potência emergente, com expansão constante de mercado e atuação mais ativa em grandes fóruns e regiões, fez com que o país ganhasse mais visibilidade e reconhecimento internacional. Prova disso é que, hoje, brasileiros como Roberto Azevêdo e José Graziano ocupam os mais altos cargos em entidades como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), respectivamente.
Apesar do patamar alcançado, especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que o país tem enfrentado dificuldades para continuar se expandindo. Segundo eles, o desafio da política externa brasileira nos próximos anos é se transformar em uma política pública, condizente com um mundo globalizado onde problemas locais repercutem em várias partes do planeta, inclusive na vida dos brasileiros.
Crises como a da Ucrânia, que afetaram as exportações brasileiras para aquela região, e a epidemia de ebola na África, que elevaram o alerta e a mobilização de recursos humanos nas fronteiras do país, são dois dos vários exemplos que comprovam como problemas aparentemente locais são cada vez mais globais, e exigem articulação política e econômica entre as nações.
Segundo o professor emérito da Universidade de Brasília (UnB) Amado Luiz Cervo, referência na área de história das relações internacionais, o próximo governo terá o desafio de manter diálogo com a sociedade, as lideranças sociais, os movimentos e setores dinâmicos da sociedade, como indústria e agropecuária, para transformar a política externa em uma política pública.
A professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio) Letícia Pinheiro, membro do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais, concorda que para enfrentar esse desafio é necessário ampliar a participação democrática na definição das diretrizes gerais da política externa brasileira, como fonte de credibilidade e autoridade para a posição que o país assume nos temas internacionais.
“Para tanto, é de máxima importância a criação e institucionalização de um mecanismo de ampla participação social - movimentos sociais, organizações não governamentais, organizações empresariais e sindicais, instituições de estudos e centros de pesquisa, entre outros – que contribua com o Itamaraty na definição dessas diretrizes. Refiro-me à criação do Conselho Nacional de Política Externa (Conpeb), de caráter consultivo, em moldes semelhantes aos já existentes conselhos nacionais de participação em outras políticas públicas”, defende Letícia.
Segundo o professor Amado Cervo, o Brasil tem uma política de segurança internacional coerente, sólida e condizente com sua identidade nacional, de país etnicamente heterogêneo e culturalmente plural, se opondo a sanções de qualquer natureza. Para ele, os desafios do próximo governo estão em aspectos ligados aos interesses econômicos do país. “O interesse econômico é o essencial porque dele dependem a renda, o emprego, o bem-estar da população”, justifica.
Para Cervo, é preciso, em primeiro lugar, “restabelecer a confiança dos investidores brasileiros e estrangeiros no país”. Em segundo lugar, o professor elenca a definição de “uma política de comércio exterior moderna”. Segundo ele, o fracasso do tratado global de livre comércio, mais conhecido como Rodada Doha, traz ao país a necessidade de seguir um novo caminho, adequado aos interesses brasileiros de exportação e importação que sirvam de combustível para o desenvolvimento do país. “As regras do comércio internacional se fazem à base de tratados regionais ou bilaterais de comércio. O Brasil relutou, nunca quis assinar. Então, não temos uma política de comércio exterior.”
Outro entrave, na avaliação dele, é a competitividade internacional do país – que já foi a economia mais internacionalizada do Brics (grupo formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul). De acordo com o professor, os benefícios da produtividade e competitividade que as empresas brasileiras alcançam em razão da sua penetração em cadeias produtivas globais não foram trazidos para o país. “É contra a natureza da internacionalização econômica. É estranho. O benefício da produtividade fora não reverteu para o aumento da produtividade interna. É preciso reverter isso.”
Cervo defende ainda que o Brasil defenda interesses próprios sem medo de desagradar parceiros importantes na América do Sul como a Argentina. Ele pondera que isso não significa romper o entendimento político, comercial, econômico e na área de segurança com o país vizinho. “O desafio é desvincular decisões estratégicas, ou a estratégia brasileira de inserção internacional, sem chocar, sem melindrar a Argentina. Porém, desvincular e ter uma autonomia decisória própria”.
A especialista Letícia Pinheiro cita outros desafios como o fortalecimento das representações do país e o aumento do aporte de recursos nos principais organismos multilaterais, inclusive aqueles voltados a áreas mais específicas como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (ONU).
Ela destaca ainda a necessidade de avanço nas discussões e na promoção de iniciativas rumo à criação de um marco global para a internet, com ampla participação dos países em desenvolvimento, a defesa do princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, no seio das negociações climáticas multilaterais, a consolidação da institucionalização do Banco do Brics e do Arranjo Contingente de Reservas, anunciados na cúpula de Fortaleza, em julho deste ano, tornando-os efetivos como complementos ao sistema financeiro global para os países em necessidade.
A professora da PUC-Rio ressalta também maior empenho na promoção de mecanismos de articulação entre os diversos arranjos regionais na América do Sul e América Latina, como a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e o Mercosul, para que a atual pluralidade não resulte em fragmentação e dispersão de iniciativas.
Letícia Pinheiro defende a criação de um marco regulatório para a política de cooperação internacional para o desenvolvimento. “[É] Uma das políticas de ponta na agenda da política externa brasileira dos últimos anos, buscando, dessa forma, uma coordenação mais eficiente e profícua das iniciativas tomadas pelas diversas agências do governo”, explica. Além disso, ela lembra a importância de mais investimentos nos organismos sobre saúde internacional e atenção à sua relação com os temas de direitos humanos e de segurança humana, em vista do indiscutível peso que essa área vem adquirindo na agenda global.
Fonte - Agência Brasil  19/09/2014

Dique do Tororó receberá 5 mil peixes nesta sexta-feira

Meio Ambiente

O repovoamento com cinco mil peixes será feito nesta sexta-feira, 19 e será feito pela Bahia Pesca, autarquia da Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri), e contará ainda com palestras de educação ambiental para estudantes de escolas públicas e atividades lúdicas....

ATarde
Da redação
Joá Souza | Ag. A TARDE
A lagoa do Dique do Tororó será preenchida com cerca de cinco mil juvenis de tilápias a partir das 9h desta sexta-feira, 19. O repovoamento será feito pela Bahia Pesca, autarquia da Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri), e contará ainda com palestras de educação ambiental para estudantes de escolas públicas e atividades lúdicas, como um Pesque e Solte exclusivo para as crianças.
As atividades fazem parte de um estudo de viabilidade técnica nos lagos e aguadas da capital baiana que tem como objetivo introduzir novos peixes nos ambientes hídricos de Salvador, promover o equilíbrio do meio ambiente e contribuir para o incremento das áreas de lazer da cidade. A escolha do Dique do Tororó para inaugurar o projeto em Salvador foi feita após o monitoramento dos parâmetros físico, químico e biológico de suas águas, além de um levantamento das espécies que já coabitam a área.
A Bahia Pesca pretende ampliar o projeto para as lagoas de maior relevância do ponto de vista social e ambiental para cidade, como as Lagoas de Pituaçu, do Abaeté, dos Frades, Vela Branca.
"Inicialmente será feita uma avaliação destas lagoas, onde observaremos a qualidade da água. Em seguida, vamos calcular a quantidade de peixes que aquele lago poderá receber", conta o presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto.
Fonte - A Tarde  19/09/2014

Diretor Técnico faz visita à CBTU NATAL e participa do primeiro teste do VLT

Transportes sobre trilhos

Na manhã do dia 17, Diretor Técnico visitou as instalações da CBTU Natal, passando pelo pátio e oficina, onde pode inspecionar as novos equipamentos e locomotivas adquirido

CBTU 
foto - ilustração
Durante os dias 16 e 17/09 a CBTU Natal recebeu a visita do Diretor Técnico da Companhia, Sérgio Sessim, para uma série de atividades. O Diretor, acompanhado pelo Superintendente da Regional João Pessoa, Wladme Macêdo, foi recepcionado pelo Superintendente Regional de Trens Urbanos de Natal, João Maria Cavalcanti e participou de uma reunião com toda a equipe técnica.
Durante a reunião, foram expostas as ações desenvolvidas atualmente na unidade, assim como o anteprojeto para a modernização e expansão do sistema, formulado pela equipe técnica de Natal.
Na manhã do dia 17, Diretor Técnico visitou as instalações da CBTU Natal, passando pelo pátio e oficina, onde pode inspecionar as novos equipamentos e locomotivas adquiridos. Em seguida, embarcou no trem diesel com destino a linha norte, onde conheceu um pouco do sistema.
Um dos momentos mais importantes da visita foi a sua participação no primeiro teste dinâmico do VLT, que ocorreu entre as estações Nordelândia e Natal, num percurso de 21 km, onde juntamente com os empregados, pode compartilhar a experiência de participar da primeira viagem do Veículo Leve Sobre Trilhos em terras potiguares.
Fonte - ABIFER  18/09/2014

Brasil assegura posição de maior exportador mundial de carne bovina

Economia

O Brasil prevê exportar volumes recorde de carne bovina em 2014, mas ainda tem no mercado interno o maior consumidor do produto.
No ranking nacional do abate de bovinos, os três Estados da região Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás) ocupam as três primeiras posições....


Correio do Brasil
Por Redação 
O Brasil tem o maior rebanho
bovino do mundo
O Brasil, maior exportador global de carne bovina, abateu 8,517 milhões de cabeças de bovinos no segundo trimestre de 2014, e manteve sua posição apesar da leve queda de 0,2% na comparação com o mesmo período de 2013, apesar de crescentes exportações, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O dado do IBGE detecta abates com algum tipo de serviço de inspeção sanitária. A ligeira queda na comparação anual aconteceu em meio a preços médios mais altos da arroba bovina de janeiro a junho de 2014, segundo o indicador ESALQ/BM&FBovespa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) –no período foram verificados valores recordes nominais.
“De acordo com o Cepea, o motivo dos aumentos (de preços) foi a oferta restrita tanto de animais para reposição como para abate, resultado, entre outros fatores, do clima quente e seco do fim de 2013 ao início de 2014. O déficit hídrico em muitas regiões produtoras prejudicou as pastagens e, consequentemente, a engorda dos animais”, disse o IBGE em nota.
Na comparação com o primeiro trimestre, houve aumento de 1,8% nos abates de bovinos entre abril e junho. A produção de carne no segundo trimestre somou 2,006 milhões de toneladas de carcaças bovinas, 0,1% menor que o volume do segundo trimestre de 2013 e alta de 2,8% ante janeiro a março deste ano.
O Brasil prevê exportar volumes recorde de carne bovina em 2014, mas ainda tem no mercado interno o maior consumidor do produto.
No ranking nacional do abate de bovinos, os três Estados da região Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás) ocupam as três primeiras posições, respondendo juntos por 37,5% do total.
Mato Grosso continuou mantendo a liderança, mesmo com queda de 9,3% da quantidade de cabeças abatidas nos três meses até junho ante o mesmo período do ano passado.
O Brasil tem o maior rebanho comercial do mundo, com estimadas 200 milhões de cabeças, com crescimento expressivo nos últimos quatro anos.

Frangos e suínos
O país, também o maior exportador de carne de frango do mundo, abateu no segundo trimestre 1,379 bilhão de cabeças de frangos, terceira queda trimestral consecutiva após a pesquisa ter apontado desempenho recorde de julho a setembro de 2013.
Esse resultado significou quedas de 2,7% na comparação com o mesmo período de 2013 e de 1,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
O peso acumulado das carcaças foi de 3,180 milhões de toneladas no segundo trimestre, um aumento de 1,1% frente ao mesmo período de 2013 e uma queda de 0,4% em relação aos primeiros três meses deste ano.
Já a quantidade de suínos abatidos no Brasil no segundo trimestre foi de 9,151 milhões de cabeças, representando aumentos de 0,6% na comparação com o mesmo período de 2013 e de 5,3% sobre o primeiro trimestre de 2014. O peso das carcaças produzidas no segundo trimestre alcançou 797,7 mil toneladas.
Fonte - Correio do Brasil 18/09/2014

Projeto Bastidores do Metrô recebe estudante da Faculdade Anhanguera

CBTU

Durante a visita, técnicos da CBTU vão apresentar detalhes da operação dos trens, manutenção de vias e o funcionamento de equipamentos essenciais para o sistema, esclarecendo dúvidas e curiosidades de toda a turma.

Imprensa  CBTU
foto - ilustração
A CBTU em Belo Horizonte recebe neste sábado (20/09), a partir de 8h, um grupo de estudantes do curso de Tecnologia em Eletrotécnica Industrial da Faculdade Anhanguera, que participarão do Projeto Bastidores do Metrô. Nesta edição, cerca de 30 alunos visitarão o Pátio de Manutenção São Gabriel.
Durante a visita, técnicos da CBTU vão apresentar detalhes da operação dos trens, manutenção de vias e o funcionamento de equipamentos essenciais para o sistema, esclarecendo dúvidas e curiosidades de toda a turma. A proposta da instituição é apresentar aos estudantes rotinas ligadas às disciplinas de Acionamentos Elétricos, Manutenção Eletroeletrônica Industrial e Proteção de Sistemas Elétricos.
Os alunos serão guiados pelo coordenador operacional de Oficina Eletrônica da CBTU Belo Horizonte, Edmar Bertolini, que também é professor da turma. Segundo ele, o interesse em visitar as dependências do Metrô surgiu no início do curso e partiu dos estudantes. “Esse projeto é interessante para que os estudantes vejam na prática aquilo que aprenderam dentro de sala de aula. Muitos alunos nunca tiveram a oportunidade de estar próximos de ambientes industriais, visualizando um arsenal informativo tão completo quanto o que possuímos na CBTU”.
Agendamento - Realizado periodicamente, o Projeto Bastidores do Metrô é aberto a grupos de estudantes dos ensinos médio, técnico, universitário com idade superior a 16 anos. Para participar é necessário agendar previamente a visita e se inscrever através de formulário disponível nas caixas de sugestão das estações, pelo telefone (31) 3250-3946 ou, ainda, pelo e-mail: falemetrobh@cbtu.gov.br.
Fonte - CBTU/BH  18/09/2014

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Cresce número de crianças com mais de 4 anos na escola

Educação

O número de crianças com mais de 4 anos na escola cresceu no país, segundo IBGE - Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013, divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Flavia Villela
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
O número de crianças entre 4 anos e 5 anos na escola chegou a 81,2%, o que significa crescimento de 3,1 pontos percentuais em relação ao ano de 2012 (78,1%). Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013, divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a taxa na faixa etária de 6 a 14 anos na escola, que corresponde ao ensino fundamental, chegou a 98,4%.
De acordo com a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira, o aumento no número de crianças na escola pode estar relacionado ao fato de que mais mulheres estão entrando para o mercado de trabalho. “As crianças precisam ir mais cedo para as escolas e creches, e esse percentual cresce especialmente na Região Nordeste”, explicou. No Nordeste, a taxa nos primeiros anos escolares alcançou 86,9%, e junto com os 84,9% na Região Sudeste influenciaram a alta da média nacional. No Norte, o percentual era 67,9%; no Sul, 72,9%; e no Centro-Oeste, 72,1%,
A taxa de escolarização de adolescentes, entre 15 e 17 anos, alcançou 84,3% no ano passado, ante 84,2% no ano anterior. Entre os jovens de 18 e 24 anos, a taxa cresceu 29,3%, em 2012, para 30,1% no ano passado. Para pessoas com 25 anos ou mais, a taxa de escolarização manteve-se em 4,1%.
A proporção de estudantes com 4 anos ou mais de idade na rede pública de ensino era 72,9%. No ensino fundamental, 85,7% dos alunos estavam em escolas públicas, e no ensino médio, a proporção chegou a 86,8%. Somente 25,2% dos estudantes de nível superior, incluindo mestrado e doutorado, frequentavam instituições públicas.
Ao todo, 76,5% dos estudantes estavam na rede pública, no ano passado, equivalentes a 41,1 milhões de pessoas. O número médio de anos de estudo no Brasil era 7,7 anos em 2013, um pouco acima dos 7,5 anos registrados em 2012.
Houve aumento do número médio de anos de estudo em todas as regiões. A média mais alta é no Sudeste, com 8,3 anos, e a mais baixa no Nordeste, com 6,6 anos. A análise por sexo mostrou que as mulheres têm mais anos de estudo, em todas as regiões. Elas ficam, em média, 0,5 ano a mais na escols. Diferença que aumenta para 0,8 ano no Nordeste.
A Pnad é feita anualmente e revela dados sobre população, migração, educação, trabalho, rendimento e domicílios. Os resultados de 2001 a 2012 foram ponderados com base na última projeção da população.
Fonte - Agência Brasil  18/09/2014

Semana Nacional do Trânsito tem como foco a proteção ao pedestre

Transito

Pedestre é o foco da Campanha Nacional de Trânsito de 2014 -  Os números divulgados pelo Mapa da Violência de 2014 mostram que, em 2012, último ano com dados consolidados,11.406 pedestres morreram em acidentes de trânsito, além de 1.930 ciclistas.

Da Agência Brasil 
Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil
O cidadão é o foco da Semana Nacional do Trânsito deste ano, que terá como tema Cidade para as Pessoas: Proteção e Prioridade ao Pedestre. Os números divulgados pelo Mapa da Violência de 2014 mostram que, em 2012, último ano com dados consolidados,11.406 pedestres morreram em acidentes de trânsito, além de 1.930 ciclistas.
No Distrito Federal, entre os meses de janeiro e julho deste ano, foram registradas 76 mortes por atropelamento. São duas mortes a mais no comparativo ao mesmo período do ano passado. “É importante dizer que esses números não necessariamente foram registrados em faixa de pedestre”, disse o diretor-geral do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), Rômulo de Castro Félix.
As ações de 2014 buscam conscientizar a população sobre a imprudência no trânsito e os riscos de acidentes. A campanha será encerrada no dia 25 de setembro. Focado nos públicos infantil e jovens, o Detran preparou atividades lúdicas como oficinas de arte para crianças, jogos educativos, apresentação teatral e distribuição de material educativo. A expectativa do órgão é que, durante a semana, participem das atividades mais de 5 mil alunos de escolas públicas e particulares.
O diretor destacou o fato de a campanha de 2014 ser voltada para o pedestre. “É importante que as ações sejam voltadas também para o pedestre porque ele é a parte mais frágil do trânsito e nosso código [de trânsito] preconiza que o maior cuida do menor em todos os aspectos. Então, o pedestre é parte prioritária”, disse. Segundo ele, importância das atividades com as crianças deve-se ao fato de elas serem “os motoristas de amanhã e, também, ajudam fiscalizando os próprios pais”.
Fonte - Agência Brasil 19/09/2014

Inaugurada hoje(18) a nova Av.Pinto de Aguiar em Salvador

Mobilidade

Inaugurada hoje a obra de duplicação e modernização da Av.Pinto De Aguiar em Patamares que será ligada a Av. Gal Costa por túneis já em construção. 

Da Redação
Com Informações de A.Luis
foto - Pregopontocom
A nova Av. Pinto de Aguiar foi inaugurada hoje pela manhã com a presença do Governador da Bahia J.Wagner e demais autoridades além da presença de convidados e da Imprensa.
A  Av. que foi toda duplicada e modernizada, conta agora com duas pistas com 03 faixas cada uma,sendo que uma delas será exclusiva para o transporte público,iluminação no canteiro central, retornos com vias de acesso laterais,ciclovia em toda a sua extensão,vários conjuntos de semáforos nos cruzamento,travessias de pedestres e ciclistas,além de sinalização horizontal e vertical.
Estão ainda em faze de construção os dois túneis que irão interligar a nova via a Av.Gal Costa que também será duplicada e modernizada.
A Av. já entregue ao tráfico faz parte do conjunto de obras do Governo do Estado para melhorar a atual conjuntura da mobilidade e a fluidez do trânsito na cidade de Salvador.
Pregopontocom 18/09/2014

Galeria de fotos

foto - Pregopontocom
foto - Pregopontocom


foto - Pregopontocom  (projeto)


foto - Pregopontocom (entrada do Túnel)
foto - Pregopontocom


Audiência na Bahia debate viabilidade de trem regional

Trem Regional /Bahia

Trem regional entre Salvador e Alagoinhas envolveria área onde demanda diária de passageiros é superior a 116 mil pessoas.

RF
foto - Pregopontocom
A implantação de um sistema ferroviário de passageiros de interesse regional na ligação Conceição da Feira – Salvador – Alagoinhas, no estado da Bahia, estará em debate na próxima terça-feira (23).
Na audiência, a Universidade Federal da Bahia irá apresentar o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Financeira, Social e Ambiental (EVTEA) da obra, que foi realizado por meio de convênio com o Ministério dos Transportes. O trem regional entre essas localidades abrange uma área onde a demanda diária de passageiros é superior a 116 mil pessoas, e a linha deverá ter 225 quilômetros de extensão. O estudo considerou a reutilização da malha ferroviária existente com requalificação da infraestrutura para o transporte de passageiros. A recuperação dos trechos estudados dará condições de operação com conforto, segurança e menor tempo de viagem.
A audiência pública será realizada na Escola Politécnica da UFBA, às 9h de 23/09. Todos os interessados em contribuir com subsídios e informações adicionais para o aprimoramento do estudo poderão participar dos debates. O credenciamento dos participantes será a partir das 8h30, no auditório Leopoldo Amaral, 6º andar da Escola Politécnica da UFBA, na rua Aristides Novis, nº 02, Federação, Salvador (BA).
Fonte - Revista Ferroviária  18/09/2014

Número de trabalhadores com carteira assinada aumenta 3,6% em 2013, diz IBGE

Emprego

No levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 76,1% dos empregados do setor privado tinham emprego formal.Em 2013, dos 60,1 milhões de empregados (com exceção dos trabalhadores domésticos), 80,6% estavam no setor privado.

Flavia Villela
Repórter da Agência Brasil 
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Em 2013, o número de empregados com Carteira de Trabalho assinada no setor privado cresceu 3,6% em relação a 2012. Eram 36,8 milhões de trabalhadores, 1,3 milhão a mais na comparação com o ano anterior.
No levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 76,1% dos empregados do setor privado tinham emprego formal.
Em 2013, dos 60,1 milhões de empregados (com exceção dos trabalhadores domésticos), 80,6% estavam no setor privado. No setor público (19,4%), a maioria era militares e funcionários públicos estatutários (61%).
O aumento do emprego com carteira assinada no setor privado ocorreu em todas as regiões, sendo os maiores acréscimos registrados nas regiões Nordeste (6,8%) e Sul (5,3%).
A comparação entre 2008 e 2013 mostrou que as regiões Nordeste e Centro-Oeste apresentaram os maiores percentuais de expansão de trabalhadores com registro na carteira no setor privado, 30,1% e 34,5%, respectivamente. Nas regiões Sudeste e Sul, a proporção de empregados com emprego formal ultrapassou 80%.
O IBGE relevou ainda que de 2012 para 2013, a proporção de trabalhadores com o ensino fundamental incompleto caiu de 27,9% para 25,7% e a de trabalhadores com nível médio incompleto diminuiu de 6,7% para 6,5%.
Em outro sentido, aumentou a proporção dos sem instrução (6,6% para 7%), com fundamental completo (10,3 para 10,5%), com ensino médio completo (30,0% para 30,4%), com superior incompleto (5,2% para 5,4%) e com superior completo (13,1% para 14,2%).
Fonte - Agência Brasil 18/09/2014

Japão e China disputam lucrativos contratos ferroviários

Transportes sobre trilhos

O mercado ferroviário na Ásia é visto como muito promissor - Consórcios de empresas dos dois países estão realizando gestões para garantir um posto vantajoso nas licitações de futuros projetos na Ásia, onde o crescimento econômico e populacional exige a construção de até 10.000 novos quilômetros de vias em vários países.

Revista Exame

Tóquio - Empresas de Japão e China começaram a batalhar para conseguir a assinatura de lucrativos contratos para construir novas linhas de trem na Ásia, um mercado ferroviário muito promissor, informou nesta quarta-feira o jornal japonês "Asahi".
Consórcios de empresas dos dois países estão realizando gestões para garantir um posto vantajoso nas licitações de futuros projetos na Ásia, onde o crescimento econômico e populacional exige a construção de até 10.000 novos quilômetros de vias em vários países.
Um dos mais atrativos é o da linha de alta velocidade que pretende cobrir os 350 quilômetros que separam a capital da Malásia, Kuala Lumpur, de Cingapura em 90 minutos.
Esta linha, cujo processo de licitação será aberto entre outubro e dezembro de 2015 segundo confirmaram autoridades malaias e cujo custos de construção são calculados em cerca de US$ 12 bilhões, interessa inclusive a empresas espanholas e francesas do setor.
Para exercer pressão sobre Kuala Lumpur, executivos de um consórcio formado pela ferroviária JR East, Sumitomo Corporation e Mitsubishi Heavy Industries viajaram em meados de agosto à Malásia junto ao ministro de Transporte japonês, Akihiro Ota, e se reuniram com membros do Executivo do país asiático, explicou hoje o "Asahi".
Além deste projeto, a junta militar da Tailândia aprovou duas linhas domésticas de alta velocidade, enquanto no Vietnã se finalizam os detalhes de uma rota que uniria a capital, Hanói, com a maior urbe do país, Cidade de Ho Chi Minh, e na Índia prossegue um estudo para conectar Mumbai e Ahmedabad.
A conexão entre estas duas cidades indianas, que se transformaria na primeira linha de alta de velocidade do país, foi um dos principais assuntos na agenda da cúpula realizada em Tóquio no início deste mês entre o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e seu colega indiano, Narendra Modi.
Além de perseguir o projeto tailandês (em julho representantes de Pequim realizaram uma reunião estratégica com membros da junta militar), as companhias chinesas, entre elas a CSR (maior fabricante mundial de locomotivas elétricas), têm também o foco posto nos demais projetos.
Em qualquer caso, as empresas de ambos países têm ainda pouca experiência exportando sua tecnologia ferroviária fora de seus países, já que o Japão só vendeu vagões de alta velocidade a Taiwan e as companhias chinesas somente participaram da construção parcial de uma linha na Turquia.
Fonte - STEFZS 18/09/2014

Quase metade dos domicílios brasileiros tem computador, mostra Pnad

Computadores

A proporção de internautas cresceu de 49,2%, em 2012, para 50,1%, no ano seguinte. A pesquisa do IBGE indica que, em 2001, 12,6% das unidades residenciais tinham esses aparelhos e, em 2013, esse percentual evoluiu para quase metade dos domicílios. Já as moradias com computador ligado à internet aumentaram de 8,5% para 43,7%, na mesma comparação.

Alana Gandra 
Repórter da Agência Brasil * 
Ag.Brasil
Entre os bens duráveis, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o total de domicílios com computadores subiu de 46,4% para 49,5%, de 2012 para 2013. No Nordeste, as casas com esse equipamento cresceram 14%. Dos 32,2 milhões de domicílios brasileiros com computadores em 2013, 28% tinham acesso à internet.
A proporção de internautas cresceu de 49,2%, em 2012, para 50,1%, no ano seguinte. A pesquisa do IBGE indica que, em 2001, 12,6% das unidades residenciais tinham esses aparelhos e, em 2013, esse percentual evoluiu para quase metade dos domicílios. Já as moradias com computador ligado à internet aumentaram de 8,5% para 43,7%, na mesma comparação.
Aproximadamente 86,7 milhões de pessoas com 10 anos de idade ou mais acessaram a internet no período de referência em 2013. O crescimento observado foi 2,9% ou 2,5 milhões de usuários. Segundo o IBGE, esse foi o menor índice de expansão registrado a partir de 2008. A taxa de crescimento no número de internautas atingiu o pico de 21,6% de 2008 para 2009. O aumento de internautas com 10 anos ou mais que acessaram a internet em 2013 alcançou maiores percentuais nas regiões Nordeste (4,9%) e Sul (4,5%), com menor índice de ampliação no Norte (0,4%).
A gerente da Pnad, Maria Lúcia Vieira, analisou que o aumento do consumo de bens duráveis, principalmente de computadores, resulta da elevação do rendimento da população. “A gente ainda tem muito a avançar em termos de acesso à internet. Ainda não atingiu a população como um todo”, destacou a gerente da Pnad.
Por gênero, as mulheres, com quase 45 milhões de indivíduos, lideraram os acessos à internet no Brasil, seguidas por 41,7 milhões de homens. Ambos mostraram aumento em comparação a 2012: 43,3 milhões e 40,8 milhões, respectivamente.
Por outro lado, caiu o número de moradias com rádio e DVD, de 2012 para 2013 – queda decorrente das mudanças tecnológicas, segundo o IBGE. Em relação ao rádio, o número caiu de 80,9% para 75,8% e, sobre os aparelhos de DVD, de 76% para 72,4%. Já a quantidade de casas com máquina de lavar evoluiu 7,8%, assim como aquelas com carro, de 42,5% para 43,6%. A proporção de domicílios com moto permaneceu estável: 20% em 2012, e 19,9%, no ano seguinte. Na mesma situação, ficaram os domícilios com fogão e televisor (98,8% e 97,2%, respectivamente).
*Colaborou Vinicius Lisboa
Fonte - Agência Brasil  18/09/2013

Rio Tietê vira corredor exclusivo para ônibus anfíbio

Mobilidade

Ação faz parte do projeto "Por uma Cidade Navegável" - Levantar o debate da situação caótica do trânsito terrestre, bem como criar alternativas para a locomoção urbana, é uma das intenções da campanha, segundo o coordenador do Por uma Cidade Navegável, Ernani Paciornik. - Queremos provocar a população, a mídia e o governo.

Texto:
Gilmar Junior, estagiário do R7
Foto: Daia Oliver/R7
Em meio ao trânsito caótico da metrópole paulista, quem passou pela Marginal Tietê nesta quarta-feira (17) pôde ver um ônibus anfíbio navegando dentro do Rio Tietê.
A ação faz parte da Por uma Cidade Navegável, campanha realizada pela mesma organização da São Paulo Boat Show, exposição náutica que acontece entre os dias 25 e 30 de setembro.
O intuito é incitar a conscientização geral para a situação dos rios urbanos. Com a despoluição do Rio todo mundo ganha
Nesse horário, São Paulo registrava pico de
lentidão de 60 km, de acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego)
O ônibus, que circula tanto pela terra quanto pela água, começou a viagem de pouco mais de 30 minutos por volta das 7:00h
Fonte - R7  17/09/2014


Foto: Daia Oliver/R7

Dilma Rousseff - Sabatina no Jornal O Globo

Política