sábado, 23 de agosto de 2014

Inmetro faz consulta pública sobre regulamentação de playgrounds

Cidadania

É a primeira vez que o Inmetro adota esse procedimento, de apresentar à população o que está planejando fazer, antes mesmo da decisão de regulamentar. “Estamos adotando essa nova medida, de colocar em consulta, mirando o que alguns países da Europa já fazem, que é obter informações da própria sociedade sobre outras questões que precisam abordar.

Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil
Wilson Dias/Agência Brasil
O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) abriu consulta pública sobre o regulamentação de playgrounds. Durante 60 dias, a partir de 22 de julho, o instituto receberá as contribuições da população e poderá propor a criação de um regulamento técnico sobre os requisitos de segurança para uso desses equipamentos infantis.
É a primeira vez que o Inmetro adota esse procedimento, de apresentar à população o que está planejando fazer, antes mesmo da decisão de regulamentar. “Estamos adotando essa nova medida, de colocar em consulta, mirando o que alguns países da Europa já fazem, que é obter informações da própria sociedade sobre outras questões que precisam abordar. A consulta pública vai responder isso”, disse o chefe da Divisão de Articulação Externa e Projetos Especiais do Inmetro, Gustavo Kuster.
Segundo ele, o instituto começou a analisar o assunto após receber uma solicitação da prefeitura de São Paulo, que questionou a seguranças dos parquinhos da forma como são oferecidos no mercado. “Mas, quando fomos analisar o problema, [vimos que] o que causa os acidentes não é o produto em si, mas a má instalação e a falta de manutenção e supervisão do uso. Então, certificar o produto, da forma como o Inmetro faz, iria torná-lo mais caro e não resolver o problema”, explicou Kuster.
Para a professora Aurea Araújo, os pais devem
ficar atentos quando os filhos brincam em parquinhos
Wilson Dias/Agência Brasil
Alguns pais ouvidos pela Agência Brasil em parquinhos relataram problemas como equipamentos quebrados, falta de manutenção e falta de cuidado dos responsáveis ao levarem as crianças para brincar. “Os brinquedos são enferrujados, alguns quebram e o ferro fica parecendo um espeto, tem algumas partes super perigosas que deveriam ter uma maior manutenção”, disse a funcionária pública Simone Silva, mãe do Matheus, de 2 anos.
Para a professora Aurea Araújo Bartoli, é importante observar todos os envolvidos na questão. “Estamos vivendo uma fase em que tudo tem que ser legislado e são tantos direitos e poucos deveres, mas tem uma questão da família, de quem está cuidando, não vou sentar no banco e deixar minha filha solta”, disse ela, mãe da Isabela, de 3 anos.
A proposta do Inmetro é elaborar cartilhas de orientação e campanhas educativas, assim como uma recomendação técnica, aplicada às prefeituras, que é quem fiscaliza esses equipamentos, sobre como fazer a manutenção e instalação, com placas orientativas sobre o uso para os pais. Entretanto, segundo Gustavo Kuster, caso surjam outros pontos relevantes durante a consulta, eles também terão que ser regulamentados.
A Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) apoia a medida. Segundo o presidente da entidade, Synésio Batista da Costa, quando se produz uma norma, é preciso olhar os detalhes, e quando ela é submetida à consulta, sempre se encontram ótimas sugestões, algumas que nem mesmo os engenheiros tinham pensado. “O que de melhor essa norma tem é a capacidade de estabelecer que os parquinhos precisam aguentar o jeito de brincar do brasileiro, senão a brincadeira fica chata”, disse.
O presidente da Abrinq explicou que a associação representa os fabricantes de parquinhos para ambientes fechados que precisam de montagem e instalação. “Os nossos brinquedos e produtos são fabricados dentro do conceito de 'uso e abuso mais que o razoavelmente previsível'. Então se um pula-pula é para uma criança de até 45 quilos, fazemos para aguentar 90, ainda que brinque errado, estamos garantindo esse uso”, ressaltou Costa.
Para propor a consulta, o Inmetro levou em conta os dados do Datasus, que apontam 45 mortes de crianças em playgrounds nos últimos 15 anos, quando foram registradas 6.218 internações hospitalares provocadas principalmente por quedas.
O instituto também fez uma pesquisa com 212 creches e pré-escolas, entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014, que indicou que 62% das ocorrências estão relacionadas ao mau uso do equipamento. Entre os acidentes mais graves (12,5%), 48,08% foram ocasionados por queda do brinquedo, 25% por lesões causadas pelo movimento do brinquedo e 11,54% causadas por aprisionamento de partes do corpo.
Na análise de impacto, foram avaliados os custos de implementação das medidas e os benefícios que seriam alcançados. Para um período de dez anos, foram estimados R$140 mil em custos e benefícios em torno de R$ 800 mil. Esses benefícios foram avaliados a partir das estimativas de redução de acidentes e internações hospitalares, a serem gerados com as medidas.
O portaria do Inmetro foi publicada no dia 22 de julho no Diário Oficial de União e também está disponível no site do instituto, com a nota técnica.
Os relatos, críticas e sugestões devem ser enviadas pelo e-mail diape.consultapublica@inmetro.gov.br ou pelos Correios, no endereço do Inmetro: Rua Estrela 67, segundo andar, Rio Comprido, Rio de Janeiro - A/C da Diretoria de Avaliação da Conformidade (Dconf).
Fonte - Agência Brasil  23/08/2014

Setor ferroviário cobra ampliação da malha ferroviária no Brasil

Transportes sobre trilhos

VI Brasil nos Trilhos reuniu, em Brasília, autoridades e representantes do setor. - Transportes de Cargas e passageiros sobre trilhos estiveram em debate no VI Brasil nos Trilhos, realizado em Brasília nos dias 20 e 21 de agosto que reuniu mais de mil pessoas entre autoridades do país, representantes e profissionais do setor.

Natália Pianegonda

A ampliação da malha ferroviária e metroferroviária no país é medida considerada essencial para garantir o crescimento econômico sustentável do Brasil, a melhoria da logística e da mobilidade urbana.
Somente no transporte de cargas, que conta com 28,8 mil km de ferrovias, a expectativa das concessionárias é que, até 2016, haja um incremento de 12,5% na demanda, alcançando um total de 550 milhões de toneladas de cargas transportadas. No caso do transporte de passageiros, a malha, já saturada, tem 957 km distribuídos em 11 estados e no Distrito Federal. O sistema atende a nove milhões de passageiros diariamente.
Esse e outros desafios para o setor estiveram em debate no VI Brasil nos Trilhos, realizado em Brasília nos dias 20 e 21 de agosto que reuniu mais de mil pessoas entre autoridades do país, representantes e profissionais do setor.

Transporte de cargas
No caso do transporte de cargas, o PIL (Programa de Investimento em Logística), lançado pelo governo federal em 2012 prevê a ampliação da malha em 11 mil km. Conforme o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que participou do evento, um dos projetos está pronto para ser licitado. O trecho vai de Lucas do Rio Verde (MT) a Campinorte (GO), com 883 km de extensão e investimento de R$ 5,4 bilhões. “Estamos buscando esclarecer todos os aspectos para que, com segurança, coloquemos a licitação na rua e tenhamos a primeira concessão ferroviária com sucesso”, disse o ministro.
Outros seis trechos receberam 81 manifestações de interesse para elaboração de estudos. Os resultados devem ser apresentados dentro de seis a oito meses e serão utilizados nos processos licitatórios de 4,6 mil km de ferrovias. Para o governo, a participação do setor privado será decisiva para execução das obras. Segundo Passos, “o Brasil tem uma percepção muito clara da importância e da necessidade de estruturar uma logística eficiente e de baixo custo, moderna e de alta produtividade. Para estruturar essa logística, a área ferroviária tem um papel fundamental”.
Para o presidente da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários), Gustavo Bambini, a estruturação de um sistema mais eficiente depende, essencialmente, da conclusão da FNS (Ferrovia Norte-Sul). “A Norte-Sul é a espinha dorsal do nosso setor. Quando fizermos essa ligação com a atual malha, vai permitir que as atuais concessões possam adentrar essa malha, cortar o país e conquistar um mercado de cargas que hoje chega aos portos essencialmente por rodovias”, explicou.
Conforme o diretor-executivo da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Bruno Batista, além da ampliação de investimentos, há problemas operacionais históricos que precisam ser sanados, como ocupação de faixas de domínio e passagens em nível. “Isso tudo faz com que as locomotivas trafeguem muito abaixo do que é possível, onerando o transporte. Existem situações absurdas no Brasil em que a velocidade operacional cai a um quinto da que poderia ser praticada. Isso prejudica o desempenho e desestimula a migração do modal do rodoviário para o ferroviário”, explica.

Novo modelo de concessões
O novo modelo de concessões altera a forma de gestão das ferrovias, separando os responsáveis pela construção e manutenção daqueles responsáveis pela operação das ferrovias, ainda causa incertezas para o setor. “Nós temos análises que indicam um certo risco, porque é um modelo novo que vai demorar certo tempo para ser implementado e atingir seu nível de eficiência. Além disso, as concessões do modelo antigo terão que conviver com o novo, então deve haver um equacionamento dessas questões”, diz Bruno Batista.
Para Gustavo Bambini, as concessionárias poderão identificar, no novo modelo, uma oportunidade. “As diferenças vão aparecer. Mas acho que é uma oportunidade para as atuais concessões acessarem as novas malhas, reduzir o valor do frete e tornar nosso modal mais competitivo”.
Na avaliação do diretor da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Carlos Nascimento, o modelo proposto pelo governo amadureceu desde o lançamento do PIL e representa um avanço para o sistema ferroviário. Para ele, as 81 manifestações de interesse para realização de estudos nos seis trechos é uma prova disso. Ainda conforme Nascimento, a nova realidade não exigira, da ANTT, mudanças significativas na atuação. Caberá à Agência, para executar a atividade fiscalizatória, a adoção de novos equipamentos e tecnologias.

Transporte de passageiros
O VI Brasil nos Trilhos também foi palco de debates sobre as medidas necessárias para desenvolver o modal metroferroviário. Embora a malha seja de apenas 957 km, há 24 projetos em andamento que preveem a construção de mais 1,1 mil km de trilhos para o transporte de passageiros.
“A mobilidade passou a ser vista como uma coisa importante. Em cidades grandes não faz sentido as pessoas levarem duas horas para ir trabalhar e duas horas para voltar, porque isso impacta na qualidade de vida e na produtividade”, destacou o presidente da ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos). Joubert Flores salientou, ainda, a necessidade de mais agilidade na execução das propostas. “A maturação dos projetos é lenta. Os órgãos públicos envolvidos precisam entender que, quanto mais demoram na liberação e no desenvolvimento das ações, mais retardam os benefícios à população. Quem faz os licenciamentos ambientais, por exemplo, tem que ser mais rápido”, disse ele.
A ANPTrilhos apresentou, ainda, uma série de medidas consideradas essenciais para melhorar a qualidade do serviço. A mais emergencial, conforme o presidente da entidade, é a redução da tarifa de energia, que impacta em 20% dos custos operacionais. “A energia, para os serviços públicos, tem um preço diferente e deve ser assim para o transporte, que é uma obrigação do poder público”, afirma Joubert. Segundo ele, a economia pode resultar em redução de tarifas para os usuários ou em investimentos na modernização dos sistemas.
As reivindicações dos transportadores de cargas e de passageiros sobre trilhos foram compiladas em uma publicação, entregue ao vice-presidente da República, Michel Temer, que também participou do encontro. O material também será encaminhado aos candidatos à Presidência da República.
Fonte - STEFZS  23/08/2014

Dilma defende obras de mobilidade e diz que "não há situação de desemprego"

Política

De acordo com Dilma, os investimentos anteriores não eram feitos de maneira planejada, visando a integrar os diferentes modais. "Nós começamos a fazer isso no final do governo Lula, quando começamos a ter mais recursos para investir. Mas isso só ganhou um corpo agora no meu governo," complementou.

Luciano Nascimento 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, defendeu hoje (22) mais investimentos em obras de mobilidade, principalmente em transporte sobre trilhos. “O Brasil passou muito tempo sem investir em mobilidade urbana. O governo federal não pensava de forma planejada em metrô e em outros transportes sobre trilho”, disse a candidata, que conheceu as instalações do trem metropolitano em Novo Hamburgo (RS), distante cerca de 40 quilômetros da capital Porto Alegre.
De acordo com Dilma, os investimentos anteriores não eram feitos de maneira planejada, visando a integrar os diferentes modais. "Nós começamos a fazer isso no final do governo Lula, quando começamos a ter mais recursos para investir. Mas isso só ganhou um corpo agora no meu governo," complementou.
Inaugurado há quatro meses, o trem interliga a capital com as cidades da região metropolitana de Porto Alegre. Segundo Dilma, o governo federal investiu cerca de R$ 1 bilhão na obra, que ela classificou como uma espécie de “coluna vertebral” no transporte da região. Ela embarcou na Estação Santo Afonso e desceu duas paradas depois, na nova Estação Fenac.
Dilma comentou ainda os dados referentes à geração de empregos divulgados nesta quinta-feira (21) pelo Ministério do Trabalho que apontaram menor geração de empregos formais no mês de julho dos últimos 15 anos. A candidata ressaltou que, apesar do resultado, não há situação de desemprego. Segundo ela, os números refletem os efeitos da crise mundial.
"Estamos sofrendo as consequências da crise econômica internacional. Claro, que não vamos manter a mesma geração de emprego que nós tínhamos no início [do governo], de quando saímos do desemprego e passamos a crescer", disse Dilma, ressaltando “somos o país com a menor taxa de desemprego".
Sobre o combate à inflação, um dos principais temas da campanha presidencial, a candidata disse que não é possível reduzir a inflação sem falar em cortes nos programas sociais. "Alguém que falar para vocês que vai reduzir a meta da inflação no dia seguinte tem de cortar programa social. A equação simplesmente não fecha", argumentou.
Fonte - Agência Brasil  22/08/2014

Autorizadas obras para duplicação das BRs 101 e 116 Norte

Bahia

Trecho do Anel do Contorno, em Feira, que será beneficiado com a duplicação -  O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 22, durante assinatura de ordem de serviço pelo governador Jaques Wagner e pelo ministro dos transportes Paulo Sérgio Passos. 

A Tarde
Alean Rodrigues / Santo Estevão
Foto ilustração - Wikipédia 
As BRs 116 norte e 101 serão duplicadas nos trechos que ligam Feira de Santana aos estados de Sergipe e Pernambuco compreendendo 205 quilômetros de extensão na primeira etapa. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 22, durante assinatura de ordem de serviço pelo governador Jaques Wagner e pelo ministro dos transportes Paulo Sérgio Passos. O valor total das obras ultrapassam R$ 1,1 bilhões recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) com estimativa de conclusão em 2 anos.
"Esta obra é bastante aguardada pois irá desafogar o tráfego que hoje é uma reclamação de todos os motoristas. Dando maior agilidade e segurança para os que transitam por estas rodovias", afirmou Jaques Wagner.
Na BR 101 serão duplicados 165 km que ligam a 324 passando por Feira de Santana até a divisa com o estado de Sergipe. A rodovia é uma das mais importantes do país e é considerada uma via de integração que atravessa diversas cidades importantes no estado. As obras de duplicação contemplam a construção de uma nova pista paralela a existente com duas faixas de rolamento e acostamentos, restauração da pista antiga e adequação de todas as travessias urbanas com construção de dispositivos de segurança como passarelas e acessos em desníveis.
Já na BR 116 Norte as obras foram divididas em seis lotes, sendo o primeiro que contempla o lado oeste do Anel de Contorno em Feira de Santana até a cidade de Teofilândia.
"Com isto estaremos ampliando a capacidade de segurança da rodovia, onde passam por dia cerca de 10 mil veículos. Sem falar da comodidade que estaremos oferecendo para os motoristas e pedestres já que também estaremos instalando todos os dispositivos de segurança necessários para as travessias. Sem falar que poderemos sair da Bahia até o estado do Rio Grande do Norte em uma rodovia totalmente duplicada o que nos dará maior conforto na viagem", frisou o ministro Paulo Sérgio Passos, acrescentando que só em obras de duplicação na Bahia serão gastos mais de R$ 2 bilhões.
A Tarde percorreu um dos trechos que será duplicado, o anel de contorno em Feira de Santana e encontrou várias dificuldades de trafegabilidade como pista estreita e esburacada, falta de sinalização e iluminação, acostamento em situação precária ou até inexistente, animais e pedestres disputando a rodovia com os veículos. Sem falar que o tráfego de veículos pesados é uma constante no local, o que provoca inúmeros congestionamentos.
O anúncio das obras de duplicação agradou os motoristas. Para o caminhoeiro goiano Márcio Nunes de Souza atualmente trafegar pela BR 116 Norte é algo insuportável pois não há sinalização, acostamento com desnível e inúmeros congestionamentos.
"A duplicação vai melhorar e muito a nossa viagem, sem falar nos acidentes que diminuirão consideravelmente. Somos obrigados muitas vezes parar em postos para evitar assaltos e acidentes. A rodovia não consegue suportar a quantidade de veículos que passam por ela atualmente",disse.
Já o taxista Anadisôr Souza Júnior disse que, devido ao grande fluxo de carretas na rodovia, o trânsito fica lento e aumenta os riscos de acidentes. "Acredito que a duplicação vai dar maior segurança para os motoristas pois teremos maior espaço e os veículos pesados terão suas faixas exclusivas o que acabará com estes congestionamentos", frisou.
A falta de acostamento e de maior agilidade no tráfego são reclamações do caminhoneiro Teônio Lima. Ele diz que atualmente para percorrer os 112 km que ligam Feira de Santana até Conceição do Coité ele gasta quase 3 horas. "O congestionamento é enorme. Com a duplicação isto acaba e mesmo que tenhamos que pagar pedágio será muito melhor pois o tempo da viagem será reduzido", destacou.
Fonte - A Tarde  22/08/2014

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Shoppings em Salvador vão cobrar estacionamento

Salvador

A afirmação é do coordenador da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), Edson Piaggio.Segundo ele, o valor que será cobrado,se for cobrado, “vai caber a cada estabelecimento decidir,” diz Piaggio.

Chayenne Guerrero -TB
Foto: Romildo de Jesus
“Já está decidido. Até o final do ano os shoppings da cidade vão começar a usufruir o direito garantido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de cobrar um valor pelos estacionamentos do estabelecimento”.
A afirmação é do coordenador da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), Edson Piaggio. Segundo ele, o valor que será cobrado, e se será cobrado, “vai caber a cada estabelecimento decidir,” diz Piaggio.
Segundo o coordenador é possível que nem todos os shoppings possam aderir à prática. “Um deles pode decidir cobrar e o outro pode usar isso como estratégia para atrair mais clientes e decidir que não vai cobrar. Isso é um direito de cada um. Além disso, as lojas podem fazer promoções do tipo: Compre aqui e pagamos o seu estacionamento,” explica Piaggio.
A autorização para a cobrança do valor foi dada em 2013, pelo Ministro do STF, Luiz Fux, que julgou improcedente o recurso da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município de Salvador (Sucom), junto ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), que impedia a cobrança de estacionamento em shoppings na capital baiana.
Acostumada a ir jantar no shopping, a professora Patrícia França vê a decisão da cobrança como mais um empecilho para frequentar o local. “Já não gosto muito de passear por aqui, acho sempre cheio e inseguro. Conheço pessoas que foram assaltadas no estacionamento do shopping, e o local não tomou nenhuma providência. Venho por que meu marido trabalha próximo e como sempre há engarrafamento no horário que ele sai do trabalho, criamos o hábito de jantar aqui. Mas agora, com essa cobrança extra, vou preferir ir a um restaurante, que me oferece um serviço melhor e com direito até a manobrista gratuito,” conta França.
O dentista Pedro Araújo torce para que pelo menos um dos shoppings da cidade, opte por não fazer a cobrança. “O engraçado é que vi os estabelecimentos alegando que custa caro a manutenção do estacionamento, e que isso se reflete no aluguel das lojas e no preço das mercadorias. Ora, então depois dessa cobrança deveríamos encontrar sempre promoção, não é? Mas a realidade é que só é mais uma forma que eles encontraram de tirar dinheiro da gente, “afirma o dentista
Não ter carro não diminui a revolta de quem frequenta os locais. “Eu ando de ônibus, mas acho injusta a cobrança. Sempre que vou ao shopping consumo algo, o estacionamento livre deveria ser o diferencial atrativo. Mesmo usando transporte coletivo vou acabar pagando, por que se a cobrança não é feita do cliente, vai ser feita dos lojistas e ele, claro, vai repassar pro cliente, que sou eu. Então vou pagar de qualquer jeito e isso me revolta mais ainda, “ revolta-se a estudante, Tassia Manuele.
Procurados pela equipe da Tribuna da Bahia, os shoppings Salvador e Salvador Norte Shopping informaram que não há definição de data para o início da cobrança de estacionamento nos centros de compras.
O Shopping Lapa confirmou que haverá cobrança de estacionamento, mas ainda não tem data prevista para o início da cobrança. Já o Outlet Center informou que não vai fazer nenhum tipo de cobrança para o uso do estacionamento.
Os shoppings: Iguatemi, Paralela, Barra e Piedade foram contactados pela Tribuna, mas não deram um retorno.
Em nota, a Sucom informou que estão sendo interpostos todos os recursos judiciais cabíveis com o objetivo de afastar a referida pretensão, e que a matéria ainda encontra-se posta em Juízo.
O órgão disse também que não autorizou a cobrança de estacionamento de nenhum dos empreendimentos ligados à Abrasce até a presente data.
Fonte - Tribuna da Bahia   22/08/2014

Estudantes de engenharia da UFCG participam de palestra na CBTU

Educação

Acompanhados pelos engenheiros da CBTU, Luciano Porto e Nelson Gaião, os discentes puderam conhecer na prática o que eles já sabem sobre ferrovia na teoria. Eles estiveram na oficina, via e instalações da estação João Pessoa.

CBTU - João Pessoa

Cerca de 15 estudantes do curso de Engenharia Civil, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), participaram na manhã desta sexta feira, 22, de uma aula de campo nas instalações da CBTU em João Pessoa. Acompanhados pelos engenheiros da CBTU, Luciano Porto e Nelson Gaião, os discentes puderam conhecer na prática o que eles já sabem sobre ferrovia na teoria. Eles estiveram na oficina, via e instalações da estação João Pessoa.
Ferrovia é uma disciplina optativa do curso de Engenharia Civil da UFCG. De acordo com os professores Isabele Marie e Walter Santa Cruz, a visita técnica ao sistema de trens de João Pessoa porque proporciona ao aluno a oportunidade de ver o funcionamento de tudo que ele conheceu na sala de aula. “Eles puderam ver a questão do material rodante, via permanente, entre outros, já que em Campina não há mais trem e modal ferroviário não é tão divulgado”, afirma professora Isabele Marie.
Para a estudante Ana Luíza Martins Albuquerque, que pretende se especializar em engenharia de transporte, a visita aproxima ainda mais o estudante da profissão que ele quer ele vai seguir a partir da sua graduação. “Esse tipo de atividade nos ajuda muito a conhecer os detalhes das áreas e ver de perto tudo se desempenha”, acrescenta.
De acordo com engenheiro Luciano Porto, outras visitas serão agendadas para todas as turmas possam ter contato, na pártica, com todos os detalhes do modal ferroviário.
Fonte - CBTU  22/08/2014

Gastos em viagens internacionais chegam ao recorde de US$ 2,4 bilhões em julho

Economia

Despesas em viagens internacionais chegam ao recorde em julho - Houve aumento das viagens ao exterior mesmo com a realização da Copa do Mundo, no Brasil, entre os dias 12 de junho e 13 de julho.

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil 
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
As despesas de brasileiros no exterior chegaram a US$ 2,415 bilhões, em julho, o maior resultado registrado pelo Banco Central (BC), na série histórica mensal, iniciada em 1995. Nos sete meses do ano, os gastos no exterior alcançaram US$ 14,9 bilhões, contra US$ 14,403 bilhões em igual período de 2013. Em julho do ano passado, as despesas totalizaram US$ 2,194 bilhões.
Houve aumento das viagens ao exterior mesmo com a realização da Copa do Mundo, no Brasil, entre os dias 12 de junho e 13 de julho.
As receitas de estrangeiros no Brasil chegaram a US$ 789 milhões em julho, contra US$ 540 milhões igual mês do ano passado. De janeiro a julho, as receitas chegaram a US$ 4,436 bilhões, contra US$ 4,020 bilhões nos sete meses de 2013.
Com esses resultados de despesas e receitas, a conta das viagens internacionais ficou negativa em US$ 1,625 bilhão, no mês passado, contra US$ 1,654 bilhão em julho de 2013. Esses dados de viagens estão incluídos na conta de serviços (viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros), que apresentou déficit de US$ 4,546 bilhões, em julho, e de US$ 27,135 bilhões, em sete meses.
A conta de serviços faz parte das transações correntes – compras e vendas de mercadorias e serviços do Brasil com o resto do mundo. Em julho, o déficit em transações correntes ficou em US$ 6,018 bilhões, ante US$ 8,969 bilhões em igual mês do ano passado. De janeiro a julho, o saldo negativo ficou em US$ 49,330 bilhões, contra US$ 52,150 bilhões nos sete meses de 2013.
O superávit comercial (exportações maiores que as importações) de US$ 1,574 bilhão, no mês passado, contribuiu para que o déficit em transações correntes não fosse maior. De janeiro a julho, houve déficit comercial de US$ 918 milhões.
Na conta de rendas (remessas de lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários), houve déficit de US$ 3,215 bilhões, no mês passado, contra US$ 3,294 bilhões de julho de 2013. Em sete meses, o saldo negativo ficou em US$ 22,153 bilhões, em relação aos US$ 23,073 bilhões, de janeiro a julho do ano passado.
O ingresso líquido de transferências unilaterais correntes (doações e remessas de dólares que o país faz para o exterior ou recebe de outros países, sem contrapartida de serviços ou bens) chegou a US$ 170 milhões, no mês, e a US$ 877 milhões, de janeiro a julho, ante US$ 276 e US$ 2,818 bilhões, em iguais períodos de 2013.
Fonte - Agência Brasil 22/08/2014

Promotora ajuíza ação contra venda de terrenos da prefeitura

Salvador

Hortênsia Pinho quer retirada de projeto da Câmara - No processo, que se encontra na 7ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, a promotora diz que o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, não enviou cópia dos estudos técnicos realizados para a escolha das áreas públicas, entre elas a Praça Wilson Lins, na Pituba, local do antigo Clube Português.

Rodrigo Aguiar e Patrícia França  - A Tarde
Eduardo Martins | Ag. A TARDE
A promotora de Justiça Hortênsia Pinho, do Ministério Público da Bahia, ajuizou ação civil pública contra a prefeitura de Salvador, para pedir a retirada, da pauta da Câmara, do projeto de lei que autoriza a venda de 62 terrenos.
A matéria deu entrada na Casa no dia 20 de maio e, transcorrido o prazo regimental necessário, pode ser votada já na próxima segunda-feira, 25.
Líder do governo na Câmara, o vereador Joceval Rodrigues (PPS) destaca que o trâmite já foi cumprido. "Começamos a ouvir os partidos da base. Pode ser votado na hora que a Casa achar que deve", informou.
A ouvidora-geral da Câmara, Aladilce Souza (PCdoB), já havia pedido a retirada do projeto. "A cidade é de todos e a população precisa ser ouvida", cobra a vereadora.
No processo, que se encontra na 7ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, a promotora diz que o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, não enviou cópia dos estudos técnicos realizados para a escolha das áreas públicas, entre elas a Praça Wilson Lins, na Pituba, local do antigo Clube Português.
"O que nos leva a crer que eles simplesmente não foram realizados, tendo assim, a escolha das áreas [...] sido realizada de maneira extremamente arbitrária com base no valor meramente comercial das mesmas", afirma no documento.
Contatada, a promotora disse que só poderia falar mais sobre o assunto hoje, por estar fora do seu horário de trabalho.

Defesa do projeto
Já o secretário fala em "prejuízo à população" caso o projeto não seja aprovado. "Não estamos nos desfazendo de patrimônio público. Estamos trocando imóveis inservíveis por outros que servirão para construir creches, escolas e hospitais", declarou.
Mauro Ricardo diz que a escolha das áreas obedeceu a critérios apresentados às promotoras Hortênsia e Rita Tourinho. Afirma ainda que cumprirá o que está estabelecido no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e Lei de Ordenamento do Solo (Louos).
"Não vejo motivo para ajuizar esta ação, já que é a Câmara que tem o direito constitucional de deliberar sobre a matéria", defende.
Ainda na ação, a promotora defende que o projeto desrespeita o artigo 44 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que "veda a alienação de bens e direitos que integram o patrimônio público para o financiamento de despesas correntes".
Em mensagem enviada à Câmara, o prefeito ACM Neto (DEM) diz que as alienações gerariam "recursos financeiros indispensáveis ao cumprimento da programação de investimentos do Município, em consonância com o Plano Plurianual 2014 - 2017".
Fonte - A Tarde  22/08/2014

Receitas extras de estrangeiros durante a Copa devem chegar a US$ 950 milhões

Economia

Hoje (22), o BC informou que as receitas de estrangeiros em viagem no Brasil chegaram a US$ 789 milhões em julho, contra US$ 540 milhões em igual mês do ano passado.- Mais US$ 150 milhões devem vir das receitas com transporte aéreo.

Kelly Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
A realização da Copa do Mundo, entre 12 de junho e 13 de julho, deve gerar receitas extras de estrangeiros no Brasil de US$ 950 milhões, segundo estimativa do chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel. Desse total de ganhos, cerca de US$ 700 milhões são das receitas das viagens dos estrangeiros no Brasil, em junho, julho e agosto. Maciel ainda espera algum efeito da Copa, porque parte das despesas dos estrangeiros foi feita no cartão de crédito, com pagamento da fatura este mês. Mais US$ 150 milhões devem vir das receitas com transporte aéreo.
Hoje (22), o BC informou que as receitas de estrangeiros em viagem no Brasil chegaram a US$ 789 milhões em julho, contra US$ 540 milhões em igual mês do ano passado.
As despesas de brasileiros em viagens no exterior também aumentaram em julho, mesmo com a realização da Copa no país. As despesas de brasileiros no exterior chegaram a US$ 2,415 bilhões, em julho, o maior resultado registrado pelo BC, na série histórica mensal, iniciada em 1995. Nos sete meses do ano, os gastos no exterior alcançaram US$ 14,9 bilhões, contra US$ 14,403 bilhões em igual período de 2013.
Maciel argumentou que essas despesas já chegaram a apresentar crescimento acima de 20%, na comparação anual e agora o crescimento está em 3,5%. “Houve acomodação em viagem internacional”, disse Maciel. Ele lembrou que o efeito da cotação do dólar é “fundamental” para as decisões dos brasileiros gastarem no exterior.
A conta de viagens internacionais, formada pelas receitas e despesas, é um dos itens das transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços do Brasil com o resto do mundo. Em julho, o déficit em transações correntes ficou em US$ 6,018 bilhões, ante US$ 8,969 bilhões em igual mês do ano passado. De janeiro a julho, o saldo negativo ficou em US$ 49,330 bilhões, contra US$ 52,150 bilhões nos sete meses de 2013.
Em julho, o saldo positivo da balança comercial ajudou a reduzir o déficit das transações correntes. O superávit comercial (exportações maiores que as importações) chegou a US$ 1,574 bilhão, no mês passado, reduzindo o déficit comercial para US$ 918 milhões, nos sete meses do ano. “Grande parte isso se deve às exportações. Petróleo, soja, minério de ferro têm sido relevantes neste quadro da balança comercial. [A balança comercial] foi preponderante nesta evolução das contas externas em julho”, disse Maciel.
Fonte - Agência Brasil  22/08/2014

Rússia Ucrânia - tensão máxima com avanço de comboio humanitário

Internacional

O conflito na Ucrânia levou as relações entre Moscou e o Ocidente ao pior patamar desde a Guerra Fria, com países ocidentais impondo sanções sobre Moscou, o que resultou em retaliação do Kremlin.

Por Redação - CB
C/Reuters - de Donetsk, Rússia
Caminhões russos se dirigem à fronteira
com a Ucrânia perto de Donetsk
Após Moscou enviar um comboio de caminhões com suprimentos de ajuda humanitária para o leste ucraniano, onde rebeldes separatistas enfrentaram forças do governo, a Ucrânia declarou nesta sexta-feira que a Rússia lançou uma “invasão direta” contra seu território.
Moscou, que enviou milhares de soldados para perto da fronteira entre os dois países, alertou contra qualquer tentativa de “interromper” o comboio, embora não tenha especificado quais ações preparou caso as forças de Kiev intervenham.
Kiev, por sua vez, disse que forças ucranianas não atacariam o comboio e permitiu que avançasse para evitar “provocações”.
- A Ucrânia vai interagir com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha para que nós, da Ucrânia, não estejamos envolvidos em provocações de que detivemos ou utilizamos forças contra os veículos dessa chamada ajuda – disse a jornalistas o chefe de segurança nacional ucraniano, Valentyn Nalivaychenko.
O conflito na Ucrânia levou as relações entre Moscou e o Ocidente ao pior patamar desde a Guerra Fria, com países ocidentais impondo sanções sobre Moscou, o que resultou em retaliação do Kremlin.
A Otan destacou tropas extras para seus Estados membros que fazem fronteira com a Rússia.
Uma testemunha da agência inglesa de notícias Reuters disse que cerca de 70 caminhões pintados de branco, parte de uma coluna de cerca de 260 veículos que estavam esperando na fronteira por permissão de entrada há mais de uma semana, haviam cruzado para solo ucraniano e iam em direção ao bastião rebelde de Luhansk, escoltados por um pequeno número de combatentes separatistas pró-Moscou.
Autoridades ucranianas disseram que o número de caminhões que cruzaram variava de 34 a 90 veículos.
- Eles passaram para dentro da Ucrânia sem permissão ou participação da Cruz Vermelha Internacional ou de guardas de fronteira (ucranianos) – disse a jornalistas o porta-voz militar ucraniano Andriy Lysenko.
O chefe de segurança Nalivaychenko afirmou: “Consideramos isso como uma invasão direta da Rússia à Ucrânia”.
Questionado se a Ucrânia utilizaria ataques aéreos contra o comboio, Nalivaychenko disse que: “Contra eles (caminhões), não.”
Mas autoridades ucranianas disseram que o comboio passaria por uma área com fogo rebelde e, portanto, sua segurança não poderia ser garantida.
A região de Luhansk tem sido um grande foco de conflito nos últimos dias entre rebeldes, os quais declararam uma república independente, e forças ucranianas. A própria cidade de Luhansk tem visto batalhas em suas ruas.
Moscou havia expressado, anteriormente, impaciência com a demora de liberação na fronteira.
- Todas as desculpas para atrasar a ajuda foram exauridas – disse o ministério de Relações Exteriores da Rússia em um comunicado. “O lado russo tomou a decisão de agir.”
- Nós alertamos contra quaisquer decisões de interromper esta missão puramente humanitária – acrescentou o ministério.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha, ao qual tanto Moscou quanto Kiev concordaram que deve supervisionar o comboio, disse não estar escoltando o carregamento “devido à volátil situação de segurança”.
Fonte - Correio do Brasil  22/08/2014

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Metrô de Salvador terá horário de atendimento ampliado

Transportes sobre trilhos

Metrô de Salvador terá horário estendido durante a faze de operação assistida em dias de jogos e outros eventos  na Arena Fonte Nova

Da redação
foto - Pregopontocom
Funcionando em fase de operação assistida o metrô de Salvador terá o seu horário ampliado nos dias em que acontecerem jogos e eventos na Arena Fonte Nova. A empresa CCR que administra o sistema divulgou a decisão do funcionamento dos novos horários esta semana.
A decisão já em vigor começou a funcionar a partir da quarta feira (19) quando aconteceu o jogo Bahia X Criciúma
O acesso ao Metrô continua sendo gratuito até o dia 15/09 no horário das 09:00h até as 16:00h de segunda a sexta,incluído também o horário estendido nos dias de jogos ou eventos,quando a partir dessa data o serviço passara a ser tarifado e o horário de atendimento sera ampliado com inicio as 05:00h até 24:00h.A nova estação do Retiro será entregue no próximo dia 25/08 com a presença do Governador do estado JW, aumentando assim o trecho de atendimento da linha 1 para 7,3 Km ,sendo autorizado a funcionar também aos sábados das 09:00 as 13:00h no mês de agosto e das 08:00 as 13:00h em setembro durante o período de operação assistida.
Durante os dias de jogos nos horários estendidos ainda na faze de operação assistida,as estações do Acesso Norte e Campo Pólvora irão funcionar abrindo duas horas antes e fechando uma hora após o termino da partida.O horário de atendimento do metrô poderá ser estendido também em dias de grandes shows  e eventos realizados na Fonte Nova.
O sistema segundo informações da CCR já transporta atualmente 12 mil passageiros por dia ainda em fase de operação assistida e com horário reduzido.
Pregopontocom

Salvador registra redução no número de homicídios em julho e agosto

Segurança

Os dados foram apresentados na manhã desta quinta-feira (21), durante reunião do Comitê Executivo do Programa Pacto Pela Vida, realizada, na sede do Ministério Público do Estado, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). 

TB
Reunião do Comitê Pacto pela VidaFoto: Camila Souza
O índice de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) registrado em Salvador no mês de julho caiu 10,2% (5 casos a menos) em relação ao mesmo período do ano passado.
Houve queda de 100% nas áreas integradas de segurança do Nordeste de Amaralina e da Barra. As áreas da Boca do Rio e Barris registraram redução de 66,7%, enquanto Periperi e Rio Vermelho apresentaram -50% cada.
Os dados foram apresentados na manhã desta quinta-feira (21), durante reunião do Comitê Executivo do Programa Pacto Pela Vida, realizada, na sede do Ministério Público do Estado, no Centro Administrativo da Bahia (CAB).
Na primeira quinzena de agosto, os números registrados na capital baiana apresentam redução de 2,1% em homicídios, o que corresponde a 16 ocorrências em números absolutos na comparação com igual período de 2013.
No acumulado entre os meses de janeiro até a primeira quinzena de agosto, a redução em Salvador é de 1,2% (83 registros), na comparação com 2013.
Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), o número de CVLIs registrado subiu 16,1% em relação a julho do ano passado, o que corresponde a nove casos a mais, 16% (28 registros), na primeira quinzena de agosto, e 11,7%, ou 113 ocorrências, no acumulado do ano.
Fonte - Tribuna da Bahia  21/08/2014

Projeto abre caminho para o VLT em Campinas


Transportes sobre trilhos

Financiamento de R$ 1,2 milhão para estudos de viabilidade será assinado por Jonas Donizette prefeito de Campinas nesta sexta-feira - O projeto deve ser entregue até novembro.A verba é proveniente do Ministério das Cidades com recurso do Orçamento Geral da União (OGU).

Por Luciana Félix - Correio Popular 
Foto: Gustavo Tilio/Especial para a AAN
O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), assina nesta sexta-feira (22) um financiamento com a Caixa Econômica Federal (CEF) no valor de R$ 1,2 milhão para viabilizar um projeto de implantação do veículo leve sobre trilhos (VLT) novamente em Campinas.
O valor do empréstimo será para estudos técnicos e de viabilidade do sistema. No próximo mês está previsto uma concorrência para a escolha da empresa que fará o trabalho. O projeto deve ser entregue até novembro.
A verba é proveniente do Ministério das Cidades com recurso do Orçamento Geral da União (OGU). O contrato não será a fundo perdido. O Município pagará pelo empréstimo futuramente.
Apesar de ainda não ter sido iniciado, o novo projeto do VLT deve ser completamente diferente do implantado na década de 1990 e que acabou não atendendo as necessidades da cidade na época e, terminou abandonado e sucateado anos depois.
Os estudos irão contemplar o eixo Centro-Viracopos. O trajeto tem cerca de 17 quilômetros de extensão e deve ser feito em trechos inéditos e que contemplem integração com a futura linha BRT (ônibus rápidos previstos para circular em dois corredores exclusivos nos eixos Campo Grande e Ouro Verde até o Centro) em ao menos um ponto na região central da cidade. Segundo estimativas da Secretaria de Transportes, o novo terminal de passageiros do Aeroporto Internacinal de Viracopos aumentará para 100 mil pessoas a circulação diária no eixo.
“Esse projeto vai analisar a viabilidade e o melhor traçado. Já temos ideias de alguns, mas tem que ser paralelo a Rodovia Santos Dumont (SP-75). Será um estudo que apontará se o VLT é a melhor saída”, afirmou o secretário da pasta e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Carlos José Barreiro. Ele adiantou que a intenção é fazer com que o ponto final do VLT seja dentro do terminal de passageiros e não no entorno aeródromo.
“Temos que facilitar já que hoje temos, praticamente, um único caminho até o terminal. Queremos conversar com a concessionária responsável pela administração do aeroporto e ver uma forma para que o passageiro chegue, desça do VLT e pegue uma escada que já sai na área de embarque de passageiros”, explicou.
Ele afirmou que a vantagem do VLT é ele ser um meio de transporte de fácil integração urbana e que não promove agressão ao meio ambiente já que usa energia elétrica. “A grande vantagem desse tipo de modal é que ele é bastante integrado ao seio urbano. O piso é baixo, permite a implantação sem nenhum tipo de infraestrutura especial”.
Por outro lado o custo para implantar de fato o sistema passa de R$ 1 bilhão. Segundo dados da Emdec, cada quilômetro do sistema consome, entre obras, material rodante e tudo o que é necessário para funcionar, cerca de R$ 80 milhões.
“É caro, mas é relativo. O estudo também vai levar isso em conta. O benefício é grande. O estudo vai fazer uma análise comparativa com outros modais. O novo VLT vai ser completamente diferente do passado, que foi uma adaptação de um trem urbano. Eram vagões de trens adaptados. Aquilo não era VLT”, defendeu.
Se o projeto for aprovado no final do ano, a pasta ainda vai analisar como conseguirá verba para a construção. “Pode ser pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e já conversamos com investidores estrangeiros que têm interesse de aplicar este tipo de modal na cidade”.

Futuro
Futuramente a pasta já pensa em outros três eixos para o VLT. Centro-Barão Geraldo, Centro-Sousas e um circuito rotatório passando pelo Centro expandido e interligando com os futuros eixos dos BRTs. O sistema de transporte sobre trilhos planejado pelo Executivo também servirá para alimentar o Corredor Noroeste, de transporte metropolitano, e os futuros corredores do Ouro Verde e do Campo Grande que serão abastecidos pelo BRT.
O dinheiro para a construção dos corredores virá do Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade (PAC 2). O investimento total está orçado em R$ 338 milhões (R$ 98 milhões da União, R$ 197 milhões de financiamento do BNDES, e R$ 44 milhões de contrapartida da Prefeitura.
Fonte - STEFZS  21/08/2014

Pescador da BA terá até 100% de desconto na conta de energia

Bahia

Os candidatos ao benefício devem ter renda familiar mensal de até três salários mínimos ou ser portador de doença ou deficiência que precise do uso continuado de aparelhos ou equipamentos elétricos. Famílias com idosos que recebam o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social também podem se candidatar.

A Tarde
Da Redação
Divulgação | Edgardo Pessoa Filho
Os pescadores baianos cadastrados no programa 'Tarifa Social', da Concessionária Coelba, terão direito a descontos de até 100% nas contas residenciais de energia a partir de setembro. Indígenas e quilombolas terão descontos de até 100% e os demais pescadores terão abatimentos de até 65% na tarifa de energia.
Os candidatos ao benefício devem ter renda familiar mensal de até três salários mínimos ou ser portador de doença ou deficiência que precise do uso continuado de aparelhos ou equipamentos elétricos. Famílias com idosos que recebam o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social também podem se candidatar.
Uma parceria entre a Bahia Pesca e a Coelba utilizará informações do CadCidadão para identificar potenciais beneficiários do programa 'Tarifa Social', voltado para famílias de baixa renda. A Bahia Pesca já cadastrou cerca de nove mil pescadores, marisqueiras e aquicultores em todo o estado, dos quais cerca de quatro mil poderão ser beneficiados pela tarifa social.
"Agora estamos realizando o cruzamento destes dados com os cadastros da Coelba, para identificar quais destes profissionais já têm acesso à tarifa mais barata, quais não têm e quais ainda poderão se beneficiar desta importante política pública", explica o presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto.
Fonte - A Tarde  21/08/2014

Amazônia: geografia dificulta opção pelo modal ferroviário

Amazônia

A alternativa de substituição pelo modal ferroviário, solução proposta pelos ambientalistas para a ligação entre Manaus e Porto Velho, que atravessa um parque nacional e uma reserva indígena, encontra resistência no custo inicial e nas dificuldades geográficas para a implantação do projeto.

Valor Econômico
foto - ilustração
A construção e até a reforma de rodovias de acesso às localidades mais remotas da Amazônia, que garantam o suporte logístico essencial à economia, esbarram quase sempre em dois obstáculos equivalentes ao tamanho da região: a preservação ambiental e a segurança das populações indígenas. A alternativa de substituição pelo modal ferroviário, solução proposta pelos ambientalistas para a ligação entre Manaus e Porto Velho, que atravessa um parque nacional e uma reserva indígena, encontra resistência no custo inicial e nas dificuldades geográficas para a implantação do projeto.
O óbvio, que é o transporte hidroviário, dependeria de investimentos em portos de carga, terminais de passageiros e até em sistemas de sinalização que demarquem as hidrovias. O modal aéreo oferece perspectivas, mas, de acordo com especialistas, enfrenta restrições de capacidade e custo operacional em um país com aviação regional subdesenvolvida.
As prioridades um, dois, três e quatro deveriam ser a hidrovia. Só depois se poderia pensar em ferrovias em eixos estratégicos com menos impacto ambiental que a rodovia, que abre muito espaço para a grilagem e a exploração das madeireiras, diz Virgílio Vianna, superintendente da Fundação Amazônia Sustentável. Quando se fala de rodovias, os impactos são muito grandes, mas mesmo as ferrovias são obras complicadas de serem implantadas, afirma José Hélio Fernandes, presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC).
foto - ilustração
O desenvolvimento sustentável preconiza um tripé: econômico, social e ambiental. Qualquer um dos três que se sobreponha ao outro desfaz o equilíbrio. Hoje a Amazônia não está integrada ao Brasil. Sob a ótica da infraestrutura, mal chegou ao século 20, diz o doutor em engenharia de transportes Augusto Rocha.
Para muito além do debate ambiental, a interiorização de rodovias é considerada importante para o desenvolvimento econômico da região. A criação de uma rota alternativa multimodal até a ferrovia Norte-Sul em Tocantins poderia representar uma economia de até 30% no frete e serviria para o escoamento da produção de soja das fronteiras agrícolas até os portos do Pará e do Maranhão.
A recuperação da BR-230, a Rodovia Transamazônica, com mais de 4 mil quilômetros, ligando as cidades de Cabedelo, na Paraíba, a Lábrea, no Amazonas, é defendida por Augusto Rocha desde que adotado um modelo de gestão ambiental. As obras da BR-319, entre Manaus e Porto Velho, estão paradas à espera de licenciamento ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), de acordo com o portal do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
A conclusão do asfaltamento dos 3.467 quilômetros da BR-163, que liga Tenente Portela, no Rio Grande do Sul, a Santarém, no Pará, pode reduzir em dois ou três dias o percurso entre Manaus e São Paulo e permitir que parte da soja do Centro-Oeste não precise descer para os portos da região Sul para ser embarcada para o mercado exterior.
A construção de aeroportos nas microrregiões do Amazonas, com a utilização de pistas no rio para hidroaviões e pistas em solo para aviões convencionais, com pelo menos um terminal de cada tipo em todas as microrregiões do Estado, seria um esforço importante para a integração regional. A ideia é que as calhas dos rios maiores tivessem também um aeroporto a cada 600 quilômetros para permitir a presença de tráfego aéreo para os Estados mais desenvolvidos.
A construção da segunda pista do Aeroporto Eduardo Gomes seria importante para garantir a movimentação caso uma aeronave enfrente problemas mecânicos na única pista que hoje existe no terminal.
O problema logístico é muito sério na Amazônia, diz Virgílio Vianna, da Fundação da Amazônia Sustentável. A multimodalidade de transportes é o que ainda dá suporte ao escoamento da produção da região, mas é importante conciliar alternativas ambientais e economicamente satisfatórias, diz Fernandes, da NTC.
Há uma equação dúbia quando se trata da Amazônia: por um lado se quer desenvolvimento, mas todos com um mínimo de consciência desejam também a preservação da floresta. O desafio é conseguir as duas coisas e o desenvolvimento sustentável parece ser um bom caminho para superar o dilema, diz o professor Rocha.
Fonte - Revista Ferroviária  21/08/2014

Vagão de trem histórico passa por restauração

Ceará

Restauração começou esta semana. Objetivo é manter a mesma estrutura do equipamento, fabricado em 1938. Seinfra afirma estudar como serão os trabalhos do metrô da linha leste na área da praça Luiza Távora - Expectativa é que sejam reativados o café e a biblioteca que funcionavam no trem desde a inauguração da praça, em 2011

Viviane Sobral - Jornal de Hoje
FOTO: SARA MAIA
O vagão do trem histórico da Praça Luiza Távora, na Aldeota, está passando por um processo de restauração. Os trabalhos tiveram início na última segunda-feira e o prazo para entrega é de 30 a 40 dias.
A coordenadora do Centro de Artesanato do Ceará (Ceart), Amanaci Diógenes, explica que o processo será para manter as características originais do equipamento, tanto interna quanto externamente. “Inclusive no uso do material, não vamos utilizar nada que descaracterize o vagão. Queremos manter o viés histórico”, explica.
Expectativa é para que no espaço sejam reativados o café e a biblioteca que funcionavam no trem desde a inauguração da praça, em fevereiro de 2011. A Escola de Vida Sabor e Arte, da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), deverá continuar responsável pelo serviço.
Frequentadores da praça contaram ao O POVO que o acesso ao espaço está bloqueado desde 2013. A coordenadora rebate e afirma que o vagão foi interditado apenas em maio deste ano. “Inclusive nós tivemos no Natal o show de coral. Interditamos para evitar acidente, porque ele está danificado”, defende.
Apesar de uma corrente indicar ser proibida a passagem de pessoas na rampa que dá acesso ao trem de passageiros, a reportagem presenciou crianças, algumas acompanhadas pelos pais, fazendo o trajeto. “Vamos colocar um toldo também para proteger do mau tempo, já que ele é de madeira”, informa a gestora.

Lembranças
Mesas arrumadas, flores postas, cadeiras organizadas e os livros. As lembranças são da geóloga Fernanda Demes, 58, que mora no bairro e frequenta a praça diariamente. “Eu mesma doei três caixas de livros e revistas. Parecia um café europeu, com ambiente tranquilo e de leitura, com pessoas educadas e interessadas”, lembra.
Fernanda não sabia que o espaço seria restaurado. “Agora fiquei feliz. Semana passada estava triste porque pensava que iam acabar com o vagão. Ele tem uma história”, conta.
A engenheira agrônoma Hortência Tchiam, 49, lembra que o filho de 10 anos já usava a biblioteca. O vagão, reforça, é parte importante da praça. “Aqui a gente faz caminhada, ginástica. É um espaço social, cultural, com artesanato. Tem tudo. As crianças vêm andar de patins, bicicleta, tem adultos, idosos. Todo mundo se entende e tem seu espaço”, destaca.

Saiba mais
A Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra) informou, por meio de sua assessoria, que está estudando como será a interdição da área para a construção da estação Luiza Távora, que faz parte da linha leste do metrô de Fortaleza.
É possível que o vagão esteja na área a ser interditada. A previsão da Seinfra é de que em até 90 dias comece o bloqueio de tráfego para a obra.
O vagão de madeira, utilizado para transporte de passageiros, foi fabricado em 1938 pela Cia. Centrale Construcion, em Haine Saint Pierre, na Bélgica.
“Considerado de 1ª classe, era puxado por uma locomotiva a vapor. Operou pela Rede de Viação Cearense (RVC) em duas linhas, cobrindo as regiões Norte e Sul do Estado. Entre seus mais ilustres usuários estão Rachel de Queiroz, Padre Cícero e Getúlio Vargas”, conforme escrito na placa informativa em frente ao vagão.
Fonte - O POVO on line  20/08/2014

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

IPCA-15 tem menor taxa em 13 meses

Economia

Preços de alimentos caem, energia sobe, e IPCA-15 tem menor taxa em 13 meses - Segundo o IBGE, resultado de agosto foi quase todo determinado pelo aumento de tarifas em algumas regiões, enquanto preços de diárias de hotéis caíram após a Copa

Da Redação - RBA
Feira livre em Porto Alegre. Custo dos alimentos
volta a cair e contribuem para baixar a inflação
 medida pelo IBGE
São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), "prévia" da inflação oficial, teve em agosto variação de 0,14%, a menor desde julho do ano passado (0,07%). Foi o quarto mês seguido de desaceleração, conforme os dados do IBGE, que divulgou o resultado hoje (19). Agora, o IPCA-15 está acumulado em 4,32% em 2014, acima de igual período de 2013 (3,69%). Em 12 meses, vai a 6,49%, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (6,51%).
Se por um lado os custos com energia elétrica aumentaram em várias regiões, os preços de alimentação e vestuário (-0,18%), entre outros itens, recuaram no mês. Segundo o IBGE, muitos produtos ficaram mais baratos, como batata inglesa (-20,42%), tomate (-16,47%), feijão carioca (-5,49%), hortaliças (-5,13%), óleo de soja (-3,17%) e feijão preto (-3,11%). Com isso, o grupo Alimentação e Bebidas passou de -0,03%, em julho, para -0,32%.
Com alta de 4,25%, a energia teve impacto de 0,12 ponto percentual no índice. O instituto destaca variações nas contas em Belém (6,8%), Curitiba (23,85%) e São Paulo (9,55%). O item levou o grupo Habitação a passar de 0,48% para 1,44% neste mês, com pressão ainda de artigos de limpeza (1,47%), taxa de água e esgoto (1,37%), condomínio (1,36%), aluguel residencial (0,66%) e mão de obra para pequenos reparos (0,66%).
Em outra ponta, os preços de diárias de hotéis no pós-Copa caíram 23,54% e exerceram o principal impacto para baixo, de -0,13 ponto percentual. A queda nas diárias fez o grupo Despesas Pessoais passar de 1,74% para -0,67%.
Já os preços de passagens aéreas aumentaram 10,27% e representaram impacto de 0,04 ponto, levando o grupo Transportes a ter alta de 0,20%, após queda de 0,85% em julho. Educação foi de -0,07% para 0,42%, com elevação de 1,06% em cursos diversos (como informática e idiomas).
O maior índice regional foi apurado na região metropolitana de Curitiba (0,50%) e o menor, em Salvador (-0,38%), onde o custo com energia elétrica caiu, assim como os preços de combustíveis. De julho para agosto, o IPCA-15 foi maior em Belém (0,45%), Goiânia (0,27%) Rio de Janeiro (0,30%) e São Paulo (0,26%), ficando relativamente estável em Brasília (0,12%). E foi menor em Belo Horizonte (-0,06%), Fortaleza (-0,02%), Porto Alegre (0,02%) e Recife -0,28%).
O índice foi calculado com base em preços coletados de 15 de julho a 13 de agosto. Os resultados do IPCA e do INPC deste mês serão divulgados em 5 de setembro.
Fonte - RBA 20/08/2014

Navio escola da Marinha argentina faz escala em Salvador e será aberto à visitação

Salvador

Com 262 tripulantes, o navio está em sua 44ª viagem de instrução de Guardas-Marinha e ficará em Salvador até a próxima quarta-feira (27), quando deixa a capital baiana com destino ao Rio de Janeiro.

TB
O Navio-Escola Fragata ARA "Libertad"
O Navio-Escola Fragata ARA “Libertad”, da Marinha Argentina, atracará no Porto de Salvador às 9h de sábado (23/8) e estará aberto à visitação pública nos dias 23 e 24 (sábado e domingo) das 14h às 17h30.
Com 262 tripulantes, o navio está em sua 44ª viagem de instrução de Guardas-Marinha e ficará em Salvador até a próxima quarta-feira (27), quando deixa a capital baiana com destino ao Rio de Janeiro.
Na segunda-feira (25), às 9h15, uma representação de tripulantes do ARA “Libertad” fará uma aposição floral no busto do Almirante Tamandaré, patrono da Marinha do Brasil, no pátio do Comando do 2º Distrito Naval, no Comércio.
Considerado pela Armada Argentina como um embaixador do mar, o Navio-Escola Fragata ARA “Libertad” foi projetado e construído em estaleiros argentinos, tendo a sua construção finalizada em 1962.
A embarcação, do tipo veleiro, tem 104 metros de comprimento e calado de 6,6 metros.
Fonte - Tribuna da Bahia  20/08/2014

Injeção de recursos na economia com medidas do BC alcança R$ 25 bilhões

Economia

Os recursos virão da redução do capital para risco de crédito (R$ 15 bilhões) e da liberação de depósitos compulsórios (R$ 10 bilhões). No final do mês passado, o BC já havia anunciado medidas que injetam recursos na economia no total de R$ 45 bilhões.

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
O Banco Central (BC) anunciou hoje (20) várias medidas que liberam mais recursos para os bancos emprestarem e, desse modo, estimular a economia. No total, serão liberados, a partir da próxima segunda-feira (25), R$ 25 bilhões. Os recursos virão da redução do capital para risco de crédito (R$ 15 bilhões) e da liberação de depósitos compulsórios (R$ 10 bilhões). No final do mês passado, o BC já havia anunciado medidas que injetam recursos na economia no total de R$ 45 bilhões.
No caso da liberação de depósitos compulsórios anunciada hoje, uma das medidas anunciadas permite que até 60% do recolhimento compulsório relativo a depósitos a prazo sejam usados pelos bancos para contratações de novas operações de crédito e na compra de carteiras de crédito de outras instituições. A medida pode estimular o crédito porque, se o banco não fizer novas operações ou comprar carteiras, o dinheiro será recolhido ao BC, sem que receba remuneração.
Em julho, esse percentual havia sido definido em 50%, quando a liberação de depósitos compulsórios, recursos que os bancos são obrigados a deixar depositados no BC, alcançou montante de R$ 30 bilhões. Desse total, aproximadamente a metade já entrou no mercado, impacto que se soma aos R$ 10 bilhões previstos para entrar no mercado com as novas medidas sobre compulsórios.
Na relação de medidas de estímulo, o BC incluiu novos critérios relativos ao requerimento mínimo de capital para risco de crédito. Esse requerimento é a quantidade de recursos que os acionistas dos bancos devem deixar reservados para cada operação de crédito. Com essa medida, foram liberados cerca de R$ 15 bilhões, com potencial de geração de novas operações de crédito de até R$ 140 bilhões, segundo o chefe do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial do BC, Caio Ferreira.
O BC reestabeleceu em 75% o fator de ponderação de risco para todas as operações de crédito de varejo, independentemente do prazo. Ferreira lembrou que em 2010, havia a necessidade definir regras mais rigorosas, principalmente porque as operações de crédito estavam com prazos muito longos e com garantias inadequadas. Então, esse fator de ponderação de risco chegava a até 300% em alguns casos. Atualmente, segundo Ferreira, os bancos estão mais criteriosos na concessão de crédito e por isso não há risco à estabilidade do sistema financeiro.
Outra medida do BC é reconhecer que o crédito consignado (parcelas descontadas em folha de pagamento) de servidores públicos tem um risco menor por conta da estabilidade no emprego. Nesse caso, o fator de ponderação de risco caiu de 75% para 50% nas operações de crédito concedidas a servidores públicos federais. “Se exige mais capital para uma operação que tem menos risco, está penalizando a instituição”, disse Ferreira.
O BC também anunciou hoje redução no percentual que os bancos devem reservar quando emitem carta de crédito garantindo o pagamento, em operações de comércio exterior e também em processos licitatórios. No caso das licitações, o banco garante, por exemplo, o pagamento de multas caso a empresa não cumpra o contrato.
No caso de novos financiamentos de veículos, o BC definiu que, para dedução de 60% do recolhimento compulsório, será considerado o aumento das operações de crédito em relação a média no primeiro semestre de 2014. Ou seja, os bancos vão ter que fazer mais operações de financiamento de veículos para ter a dedução. “Para ter ganho com a medida, tem que fazer mais do que fazia antes”, disse o chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos do BC, Daso Coimbra.
O BC também definiu que as instituições podem usar letras financeiras para fazer dedução de depósitos compulsórios. Nesse caso, será considerado o montante desses instrumentos financeiros relativo à posição de 25 de julho de 2014.
Fonte - Agência Brasil  20/08/2014

Cidade italiana vende casas a partir de um euro

Internacional

Cidade fica na região da Sicília, na Itália - Cerca de 20 casas são vendidas por apenas um euro, outras 300 são oferecidas por preços que variam entre cinco mil e 15 mil euros.

A Tarde
Da Redação
Reprodução | Google
A cidade italiana Gangi resolveu vender casas em uma bela vila medieval de pedra. Além da beleza e encanto do local, o valor dos imóveis tem atraído norte-americanos, ingleses e suecos. Cerca de 20 casas são vendidas por apenas um euro, outras 300 são oferecidas por preços que variam entre cinco mil e 15 mil euros.
As autoridades decidiram vender os imóveis que estavam abandonados por seus proprietários, que fugiram da Itália no início do século XX. Também é uma iniciativa para reaquecer a economia da cidade, que tem 7 mil habitantes.
Gangi é uma antiga aldeia de camponeses. A cidade tem palácios antigos, azulejos do século XVIII e uma paisagem espetacular.
Fonte - A Tarde  20/08/2014

VI Brasil nos Trilhos começa hoje (20/08), em Brasília

Transportes sobre trilhos

O evento terá como tema este ano a “Agenda 2020: Desafios e Oportunidades – Cargas e Passageiros” e será palco de encontro entre autoridades governamentais, executivos, acadêmicos, parlamentares, fornecedores, transportadores e operadores logísticos.

RF
foto montagem - ilustração
Começa hoje (20/08), em Brasília, a sexta edição do Brasil nos Trilhos, promovido pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) e pela Associação Nacional dos Transportadores sobre Trilhos (ANPTrilhos).
O evento terá como tema este ano a “Agenda 2020: Desafios e Oportunidades – Cargas e Passageiros” e será palco de encontro entre autoridades governamentais, executivos, acadêmicos, parlamentares, fornecedores, transportadores e operadores logísticos.
Hoje, primeiro dia do evento, a programação traz debates técnicos. Serão quatro salas, que tratarão dos temas Segurança, Assuntos Jurídicos, Suprimentos e Mobilidade Urbana, além do Painel Internacional, que apresentará referências internacionais no transporte de carga e de passageiros.
Além disso, a ANTF entregará o Prêmio ANTF de Jornalismo, que conta com as categorias Televisão, Rádio, Revista Impressa, Jornal Impresso e Site.
A Revista Ferroviária recebe o prêmio na categoria Revista Impressa, com a reportagem 14 horas a bordo, realizada pela jornalista Mariana Neves, editora da revista à época. Nesse Diário de Bordo, a repórter percorreu 569 quilômetros pela Estrada de Ferro Vitória a Minas, entre o Pátio Costa Lacerda, em Santa Bárbara (MG), e o porto de Tubarão, em Vitória (ES). O texto premiado foi publicado na edição da RF Abril-Maio de 2013.
O evento continua amanhã (21/08), quando está previsto o seminário principal, no qual serão apresentados temas de cunho político e econômico, palestras sobre a visão do governo sobre o setor metroferroviário nacional, além da palestra de um dos candidatos à presidência da república.

Clique no link e confira a programação completa:
http://www.otmeditora.com.br/brasilnostrilhos/index.php/textos/programacao.html
Fonte - Revista Ferroviária 20/08/2014

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Uma bicicleta difícil de ser roubada

Ciclismo

O Projeto Yerka que está sendo desenvolvido por três estudantes chilenos é uma bicicleta que não pode ser roubada sem antes danifica-la. Este é o primeiro protótipo produzido totalmente funcional! 




Projeto Yerka

Wagner acha que só após 15 dias para medir o "efeito Campos"

Política

Governador afirmou que é muito cedo para uma avaliação "no calor dos eventos" - "Qualquer avaliação agora, a taxa de erro é muito alta.

Biaggio Talento - A Tarde
Joá Souza | Ag. A TARDE
O governador Jaques Wagner avaliou como "precipitada" a sondagem nesse momento do impacto da morte de Eduardo Campos para as campanhas à presidência e governo do estado. "Qualquer avaliação agora, a taxa de erro é muito alta. É como jogo de futebol: o jogador toma pancada e só quando chega em casa é que vai sentir, pois o corpo esfria", declarou pouco antes de participar dos 50 anos de fundação da União dos Municípios da Bahia (UPB), no início da noite de segunda-feira, 18.
Ele admitiu ser natural que a candidata Lídice da Mata (PSB) ao governo baiano ganhe pontos com a confirmação da candidatura de Marina Silva pelo PSB à presidência. "Ela, quando foi candidata em 2010, tinha aqui na Bahia 15,5%, e Eduardo (Campos) no momento estava em torno de 5%, 6,5%. Óbvio que, como quem puxa a chapa está numa posição melhor, até provem o contrário isso ajuda a chapa que segue com a (candidata) a presidente. Nesse aspecto, a tendência seria uma melhora do desempenho (de Lídice)".
Wagner repetiu achar muito cedo para uma avaliação "no calor dos eventos". Isso teria uma tendência a erro muito grande. "Creio que é melhor aguardarmos dez, quinze dias, para tomarmos um pulso com mais segurança, até porque hoje começa o horário eleitoral".
Fonte - A Tarde  19/08/2014

EUA - Policiais e manifestantes voltam a se enfrentar

Internacional

Policiais e manifestantes voltam a se enfrentar nos EUA - Envio da Guarda Nacional e toque de recolher não acalmam situação na pequena cidade dos EUA

Por Redação - CB
Com DW - Ferguson, EUA

A tensão começa quando a noite cai na cidade de Ferguson, no Estado norte-americano do Missouri. É enorme o medo de que novas manifestações violentas invadam as ruas, e de que a polícia volte a reprimi-las com gás lacrimogêneo, aumentando ainda mais o caos.
Na expectativa de que a situação se acalmasse, o governador do Missouri, Jay Nixon, chegou a suspender o toque de recolher da população na noite desta segunda-feira . Entretanto, dez dias após a morte do jovem negro Michael Brown, houve novos confrontos entre manifestantes e policiais, deixando mais feridos.
Viaturas blindadas da Guarda Nacional circulam pelas ruas da pequena cidade, de apenas 21 mil habitantes. Helicópteros da polícia fazem a vigilância na madrugada. Jornalistas são detidos, juntamente com manifestantes, sob as mais variadas e inconsistentes justificativas, entre eles estão alguns correspondentes alemães, como Ansgar Graw, do jornal Die Welt, e Frank Hermann, doRheinische Post.

Desconfiança geral
Jay Nixon decidiu enviar a Guarda Nacional para Ferguson, a fim de proteger o departamento de polícia municipal e os estabelecimentos comerciais. As forças de segurança tentam dispersar os grupos de jovens que vão se aglutinando em alguns pontos da cidade, mas muitos ignoram as ordens e ainda provocam os policiais, que caíram em total descrédito junto à população. Após a morte de Brown, praticamente nenhum morador afrodescendente de Ferguson confia na polícia.
Os habitantes do Missouri estão perplexos diante da convocação de militares da Guarda Nacional norte-americana para conter manifestantes. Os agentes já haviam sido chamados no passado para ajudar a população, mas no contexto de catástrofes naturais, como quando a neve em excesso bloqueou ruas no inverno ou quando enchentes invadiram prédios durante os meses mais quentes.
Desde o fim da Segunda Guerra, a Guarda Nacional foi chamada apenas uma vez para restaurar a ordem no estado: foi em abril de 1968, com o desencadeamento de confrontos violentos após a morte do ativista de direitos humanos Martin Luther King. Na época, 1,5 mil guardas entraram em ação para devolver a paz ao cotidiano.
Agora, o contingente de agentes enviados a Ferguson é menor, mas o número exato não foi divulgado pelas autoridades, que se esforçam para evitar chamar atenção para o grupamento.

Policial é policial
O fato é que os jovens de Ferguson não sabem apontar exatamente a diferença entre um policial municipal e um guarda nacional. “Policial é policial”, afirma um rapaz que prefere não se identificar, mostrando que a desconfiança geral da população se aplica às autoridades em geral.
E isso parece estar na raiz dos problemas em Ferguson no momento. Para muitos moradores, tudo o que políticos, promotores de Justiça e delegados de polícia afirmam em coletivas de imprensa, diante de câmeras de televisão, não passa de palavras vazias, de promessas em que não se pode confiar.
Há muitos anos o clima na cidade está ruim, afirma um morador afroamericano que trabalha num hotel próximo ao aeroporto. Muitos negros não têm emprego, afirma ele, e, dentre os que têm, muitos não ganham o suficiente para o próprio sustento.
“Queremos justiça”, vociferam os jovens que caminham à noite pelas ruas da cidade. O objetivo deles é claro: a prisão de Darren Wilson, o policial que atirou em Michael Brown à queima roupa.
O jovem negro, não armado, foi baleado ao menos seis vezes, segundo uma autópsia solicitada por seus pais. Eles não confiam na autópsia realizada pelo Estado. E se duas autópsias não foram suficientes, o procurador-geral Eric Holder já disse que uma terceira deverá ser realizada. Nesta quarta-feira, Holder desembarca em Ferguson para ver com os próprios olhos a situação na pequena cidade.
Fonte - Correio do Brasil  19/08/2014

Receita do setor de serviços cresce 5,7% em junho

Economia

Na comparação de junho deste ano com o mesmo período do ano passado, os serviços prestados às famílias tiveram um crescimento de 11,2%, com destaque para o segmento de alojamento e alimentação (12,1%).

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A receita nominal do setor de serviços cresceu 5,7% em junho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Essa é a menor taxa de crescimento da série histórica, iniciada em janeiro de 2012, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, a taxa havia sido 6,6%. A receita acumula alta de 7,4% neste ano e de 8% no período de 12 meses.
Na comparação de junho deste ano com o mesmo período do ano passado, os serviços prestados às famílias tiveram um crescimento de 11,2%, com destaque para o segmento de alojamento e alimentação (12,1%).
As demais atividades tiveram os seguintes crescimentos: serviços profissionais, administrativos e complementares (7,3%), serviços de informação e comunicação (5,7%), transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (4,6%) e outros serviços (1,2%).
Entre as 21 unidades da Federação que tiveram alta na receita nominal dos serviços, o destaque foi o Distrito Federal, com crescimento de 18,7%. Além disso, seis estados tiveram queda na receita, principalmente Roraima (-7,7%).
Fonte - Agência Brasil  19/08/2014

Escassez de vagões para transporte da safra dos EUA torna armazenagem crítica

Internacional

Os produtores, que já enfrentaram dificuldades com a restrita oferta de vagões para entrega de fertilizantes na primavera, precisão colocar parte de suas grandes safras de milho e soja em armazéns devido à contínua competição com o petróleo por espaço nas ferrovias das planícies ao norte dos EUA, disse o presidente-executivo da CHS, Carl Casale, em entrevista.

Reuters
foto - ilustração
A rede de transporte dos Estados Unidos é inadequada para lidar com grandes safras como a esperada para esta temporada, criando um papel crítico para as operações de estocagem, disse o presidente da importante cooperativa agrícola CHS.
Os produtores, que já enfrentaram dificuldades com a restrita oferta de vagões para entrega de fertilizantes na primavera, precisão colocar parte de suas grandes safras de milho e soja em armazéns devido à contínua competição com o petróleo por espaço nas ferrovias das planícies ao norte dos EUA, disse o presidente-executivo da CHS, Carl Casale, em entrevista.
A habilidade para transportar grãos será fundamental para as companhias do setor, como a CHS, de Minnesota, Archer Daniels Midland e Bunge, porque elas assinaram acordos para entregar as safras em pontos específicos e em determinadas épocas. Isso deve ser ainda mais desafiador neste ano por causa das safras gigantes que aumentarão a demanda por vagões e barcaças.
"Não há atualmente capacidade para transportar esta safra para o mercado à medida que ela chega", disse Casale.
O comentário vai alimentar preocupações de que os produtores poderão enfrentar dificuldades para entregar as safras a seus clientes, depois que o Departamento de Agricultura norte-americano (USDA), em relatório mensal na terça-feira, projetou a colheita de milho em recorde de 14,032 bilhões de bushels e uma safra de soja também em recorde de 3,82 bilhões de bushels.
Muitos analistas esperam que o governo aumente as estimativas de produção nos próximos meses devido ao clima favorável.
"No curto prazo, a estocagem será o apoio que, basicamente, permitirá a entrada desta safra", disse Casale. "O gerenciamento da cadeia física de oferta é onde o valor será criado em grãos, porque isso é o que a indústria realmente, mas realmente precisa agora."
O tráfego comercial no rio Mississippi, a principal rota fluvial para transportar grãos das fazendas do Meio-Oeste para os pontos de exportação no Golfo do México, já enfrentou problemas neste verão com o fechamento de um trecho em Minnesota para dragagem emergencial após inundações.
Em resposta aos desafios nas ferrovias e no rio, tradings de grãos estão aumentando a dependência por caminhões para escoar grãos, disse Casale.
O raio em que os caminhões são rentáveis para transportar grãos aumentou porque "tudo está ou indisponível ou ficou muito mais caro", disse.
Além dos problemas de transporte, a queda nos preços de grãos está levando os produtores a fazerem planos para estocar a safra. Os preços do milho caíram 13 por cento este ano e 24 por cento ante um ano atrás, para cerca de 3,65 dólares por bushel na bolsa de Chicago (CBOT).
Fonte - ABIFER 18/08/2014