sábado, 3 de maio de 2014

Reforma política será ponto central da campanha de Dilma

Política

“O fato é que, após mais de uma década de melhorias sociais relevantes, a população reivindica reformas, muitas das quais contidas em nossas plataformas de luta, como é o exemplo da reforma política”, destaca o texto. A reforma foi um dos tema abordados pela presidenta em seu discurso ontem (2), quando foi confirmada como pré-candidata do PT.

Daniel Mello 
Repórter da Agência Brasil 
foto-ilustração
A reforma política é um dos pontos centrais das diretrizes do programa de governo para a candidatura da presidenta Dilma Rousseff à reeleição. O programa foi discutido durante o 14º Encontro Nacional do PT, que terminou hoje (3) em São Paulo. Para o partido, a reforma vai ao encontro das demandas da população demonstradas nas manifestações de junho do ano passado. O conteúdo dos documentos foi aprovado, mas ainda precisa passar por uma redação final antes de ser oficializado pelo Diretório Nacional do partido.
“O fato é que, após mais de uma década de melhorias sociais relevantes, a população reivindica reformas, muitas das quais contidas em nossas plataformas de luta, como é o exemplo da reforma política”, destaca o texto. A reforma foi um dos tema abordados pela presidenta em seu discurso ontem (2), quando foi confirmada como pré-candidata do PT.
Segundo o documento, a reestruturação do sistema político vai abrir espaço para outras mudanças e avanços sociais. “A reforma política é a mãe de todas as reformas. Sua realização permitirá que a sociedade tome o destino do país em suas mãos, corrigindo as profundas distorções que marcam o nosso sistema representativo e o funcionamento equilibrado dos poderes”, acrescenta o texto.
O presidente do PT, Rui Falcão, ressaltou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá papel central na campanha de Dilma. “O Lula deixou claro que ela é a candidata e ele vai se engajar diretamente e totalmente na campanha assim que retornar de sua viagem ao exterior”, destacou.
Para Falcão, as declarações do ex-presidente devem acabar com os rumores de que ele tentaria um novo mandato à frente do Palácio do Planalto. “Ficou claro aquilo que a gente já vinha afirmando há muito tempo: de que a Dilma era a candidata e de que não havia nenhuma intenção do Lula de impedir a reeleição dela”.
Uma das preocupações da campanha de Dilma será conciliar a aliança nacional com as candidaturas do PT nos estados. “Primeiro, lutar por palanques unitários. Onde isso não for possível, ter uma coordenação que permita, ao mesmo tempo, a campanha do nosso candidato majoritário no estado conviver sem sectarismo com as candidaturas [de outros partidos] que apoiam Dilma, mas estão em confronto com a nossa candidatura”, explicou Falcão.
Fonte - Agência Brasil  03/05/2014 

Feirão da Casa Própria terá imóveis a partir de R$ 90 mil

Habitação

Feirão deve aquecer mercado da construção civil

Kleyzer Seixas
Mila Cordeiro | Ag. A TARDE
A 10ª edição do Feirão da Casa Própria, da Caixa Econômica Federal (CEF), terá um acréscimo na oferta de imóveis este ano de, no mínimo, duas mil unidades a mais em relação a 2013, quando foram disponibilizadas 20 mil. O evento será realizado em Salvador de 16 a 18 de maio, no Centro de Convenções da Bahia, e a expectativa é receber em torno de 40 mil visitantes, número 30% maior do que o registrado na edição passada.
Quem for ao feirão encontrará imóveis com valores que variam de R$ 90 mil a mais de R$ 1 milhão. São apartamentos ainda na planta e recém-construídos, com o habite-se de, no máximo, seis meses. "As empresas que estarão ofertando os imóveis são empresas pré-analisadas pela Caixa; então, são empreendimentos que têm uma garantia", afirma o gerente de habitação da Caixa Econômica, Dimas Neto.
Uma das vantagens do Feirão da Caixa é o tempo para o pagamento da primeira parcela. Quem contratar o financiamento imobiliário poderá optar por pagar a primeira parcela somente em janeiro de 2015. O prazo para o financiamento imobiliário é de até 35 anos e as taxas de juros são a partir de 4,5% ao ano, variando de acordo com a renda do tomador e o valor financiado.
O financiamento cobre, normalmente, 80% do valor do imóvel, mas em se tratando das unidades do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida, o financiamento pode chegar a 100% do valor, o que vai depender de cada caso, segundo o gerente de habitação da Caixa.
Mas é importante ficar atento ao custo que a compra da casa própria terá nas despesas familiares. Para não comprometer o orçamento, é indicado que o valor não ultrapasse 30% da renda do comprador, aconselha a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci. "Acima desse percentual, o consumidor começa a ter problemas de endividamento".
O complicador, segundo Maria Inês, é o fato de o financiamento se tratar de uma dívida de longo prazo, já que outros compromissos podem ser assumidos pelo consumidor. Assim, ele pode acabar acumulando dívidas. "O consumidor deve ficar atento ao quanto pode pagar pelo imóvel", alerta a coordenadora da Proteste.

Compra segura
Além de ficar de olho na questão financeira, os compradores também não podem deixar de levar em consideração a localização do imóvel, verificar o padrão de acabamento da unidade e pesquisar o histórico da construtora, afirma o corretor Luiz Alberto Sobrinho. "É importante ficar atento à localização, porque, no momento pode ser oferecida uma coisa e pode ser outra. Por isso, antes de fechar o negócio, é indicado ir ao terreno, no caso de imóvel na planta, ou ver como é o apartamento, para ter certeza de que se encaixa com o que se quer comprar".
Dilton Fraga foi um dos clientes que tomaram o empréstimo para depois fazer a compra. "Aproveitei a oportunidade para garantir o empréstimo e optei por comprar depois, com mais cuidado", afirma Fraga, que comprou um apartamento de dois quartos em Brotas. A gerente comercial da Excelência Imobiliária, Ana Figueredo, diz que o ideal é fazer a análise de crédito para conseguir a aprovação e, então, sair em busca do imóvel.
Como o feirão dá a possibilidade de o cliente fazer uma análise do metro quadrado, é indicado comparar as opções. "É importante saber quanto está sendo pedido naquela região e verificar as condições do negócio, para não comprar por impulso", diz a coordenadora da Proteste, Maria Inês Dolci.
Fonte - A Tarde 03/05/2014

Quilombolas reivindicam reconhecimento de territórios

Direitos humanos

“O Brasil tem o projeto do agronegócio, que é o de ser um dos maiores produtores dos grãos do mundo, para isso vai precisar de muita terra. Para colocar em prática esse projeto, ele vai atingir territórios indígenas e comunidades quilombolas”, diz Negrão.- Como forma de enfrentar a situação, povos indígenas e quilombolas cobraram o reconhecimento dos territórios para garantir a existência das comunidades e a perpetuação das próprias culturas. Eles lembram, contudo, que a luta pela terra tem se tornado ainda mais difícil. 

Helena Martins 
Enviada Especial da Agência Brasil
No Encontro dos Atingidos – Quem Perde 
com os Megaeventos e Megaempreendimentos
 o avanço de grupos econômicos sobre territórios 
tradicionais foi denunciado por moradores 
dessas comunidades - Antonio Cruz/Agência Brasil
O avanço de grupos econômicos sobre territórios tradicionais foi denunciado por moradores dessas comunidades, durante o Encontro dos Atingidos – Quem Perde com os Megaeventos e Megaempreendimentos, que ocorre em Belo Horizonte. Integrante da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas, Juarez Negrão considera as empresas do agronegócio como principais opositoras e produtoras de conflitos no campo.
“O Brasil tem o projeto do agronegócio, que é o de ser um dos maiores produtores dos grãos do mundo, para isso vai precisar de muita terra. Para colocar em prática esse projeto, ele vai atingir territórios indígenas e comunidades quilombolas”, diz Negrão.
Como forma de enfrentar a situação, povos indígenas e quilombolas cobraram o reconhecimento dos territórios para garantir a existência das comunidades e a perpetuação das próprias culturas. Eles lembram, contudo, que a luta pela terra tem se tornado ainda mais difícil. “A questão da titulação de terra no Brasil, para a especulação imobiliária e o agronegócio, é uma praga, justamente porque quando as terras são tituladas elas saem do mercado, não podem ser negociadas, compradas, dadas”, acrescenta Negrão, que vive no Rio Grande do Sul, estado onde existem 176 quilombos, mas apenas cinco reconhecidos e titulados.
Os participantes do encontro criticaram a PEC 215, que propõe transferir a responsabilidade pela demarcação de terras do Executivo para o Congresso Nacional. Para eles, essa é hoje a maior ameaça a esses povos. “É uma proposta inconstitucional que vai dar fim aos territórios”, disse o integrante da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas, que também destacou o aumento do racismo e da violência contra os negros no Brasil.
Mesmo sem ser atingida diretamente pela realização de grandes eventos ou projetos, Marilene de Jesus, do Quilombo dos Macacos, na região metropolitana de Salvador, participa do encontro para relatar e buscar apoio à luta dos afrodescendentes. O território que reivindica fica na Base Naval de Aratu, o que faz com que a comunidade vivencie intensos conflitos com a Marinha. “Eles construíram uma estrada no meio da comunidade, já nos impediram de cruzar o território, de plantar, já fomos agredidos”.
O pai de Marilene foi um dos moradores retirados do local, nos anos 1970, quando a base foi construída. O conflito se estendeu ao longo de décadas. Em 2009, os quilombolas acionaram o Ministério Público Federal para que atuasse na Justiça pelo reconhecimento dos moradores como descendentes de escravos. Em 2010, uma decisão liminar foi favorável à Marinha e determinou o despejo das famílias, que resistiram. Logo depois, estudo do Instituto de Colonização e Reforma Agrária considerou o território como quilombola. Diante do impasse, o direito de posse das terras continua em disputa. “No próximo dia 6, vamos ter mais uma audiência. A gente espera que definam logo essa situação para que possamos viver com tranquilidade”, diz.
Fonte - Agência Brasil  03/05/2014

Documentário "Aconteceu, virou Manchete!" - A História da Rede Manchete - Oficial HD








Em 1983 estreava a Rede Manchete de televisão, com uma programação de qualidade a emissora é lembrada até hoje, mesmo após mais de uma década de sua falência. O Documentário "Aconteceu, virou Manchete!" resgata os principais momentos históricos da emissora, que são narrados pelos próprios personagens que lá estiveram. No ano em que a TV Manchete completaria 30 anos, "Aconteceu, virou Manchete!" é o primeiro registro audiovisual sobre a trajetória de uma das maiores redes de televisão do Brasil.

Grandes nomes do Jornalismo, esporte, linha de shows e da dramaturgia da emissora fazem parte do enredo dessa história de sucesso, por isso ao longo de meses mais de 30 profissionais das mais diversas áreas foram entrevistados. Dirigido por Fernando Borges, o projeto contou com a colaboração dos estudantes de comunicação social da UERJ, mas acabou tendo a colaboração de fãs da emissora e muitos ex-profissionais da Manchete, que viram no documentário a oportunidade de terem um pouco da "TV de Primeira" de volta.

Confira outras informações no site: www.documentariotvmanchete.com !

Falta de democracia nas comunicações atinge também a economia

Política

Crises artificialmente forjadas pela mídia com fins políticos têm outros impactos. Falta à imprensa a serviço da oposição mostrar a parte 'meio cheia' dos copos

Helena Sthephanowitz - RBA
Antigo vilão que traria a inflação de volta tomate
 viveu momentos de celebridade na mídia
Hoje está esquecido
Já há amplos estudos sobre a falta de democratização dos meios de comunicação de massa, sobretudo a televisão, na influência política. A mídia influiu na sustentação da ditadura e nos resultados das eleições após a redemocratização. Mesmo que desde 2002 não consiga decidir quem sai vitorioso nas eleições presidenciais, a mídia conservadora e neoliberal tem sido decisiva para levar as eleições ao segundo turno. Tem sido fundamental também para eleger um parlamento de maioria conservadora, que impede reformas populares e conserva os privilégios de quem detém o poder econômico, incluindo aí os donos da própria mídia.
Influi ainda na formação do espírito antipolítico do cidadão, sempre associando organização partidária e social não a instrumentos de conquistas populares, mas sempre e quase unicamente a escândalos de corrupção. Isso se dá pela predominância de um pensamento único conservador e neoliberal nas linhas editoriais, contrário a qualquer pensamento transformador do sistema econômico vigente, onde demandas populares diferentes desta linha não têm voz.
Com a influência política insuficiente para decidir eleições presidenciais nos três últimos pleitos, passou a haver uma tentativa de influir na própria economia. Sucessos, como o cumprimento de metas de inflação, são noticiados como se fossem fracassos. Aliás, até que ponto o próprio alarmismo do noticiário sobre esse tema, como se a inflação fosse a toda hora sair de controle, não tem afetado a própria realimentação da inflação em algum grau? Até que ponto a "overdose" de sensacionalismo tem influído nos ânimos de comerciantes para aumentar os preços? O pior é que aqueles que caem na tentação de subir preços sem que seus custos tenham aumentado, apenas por influência do noticiário, acabam diminuindo as vendas, ou perdendo mercado para o concorrente que não subiu, desaquecendo seu próprio negócio. Se esse noticiário deixar de contaminar marginalmente e contaminar a maioria, afeta o próprio crescimento do PIB.
E até que ponto o mesmo noticiário tem influído no desânimo do consumidor, artificialmente fabricado, tanto para resistir a aumentos, como para reduzir o consumo?
Note que não se trata de controle dos meios de comunicação e nem de censura. Pelo contrário, democratização significa ampliação de vozes, aumento da concorrência no mercado de informações. Ninguém está querendo calar as atuais TVs conservadoras e neoliberais, mas é preciso que o telespectador tenha também acesso a outras fontes de informações com visões diferentes e que informem dados sonegados pelos atuais donos da mídia.
Recentemente a empresária Luíza Trajano, dona do Magazine Luiza, surpreendeu ao dar uma visão diferente da linha editorial dos noticiários das Organizações Globo. Luíza, em um debate sobre a economia em canal de TV por assinatura, usou uma figura de linguagem bastante popular e disse que os críticos só enxergavam o copo meio vazio, nunca enxergavam a parte meio cheia do copo.
Claro que um noticiário para ser completo deve mostrar tanto a parte meio cheia, como a parte meio vazia do copo. No entanto há um oligopólio na mídia que prega um pensamento único e que só noticia a parte meio vazia. Falta ao cidadão o direito de ser informado em sua plenitude, da parte meio cheia do copo.
Se o tema democratização dos meios de comunicação de massa até hoje despertou paixões políticas, agora já é fator de ordem econômica também. Um noticiário prolongado que falseia sistematicamente as reais expectativas econômicas, pode demover empreendedores de empreender, consumidores de comprar o que precisam, prejudicando a economia como um todo e a prosperidade dos cidadãos e da nação.
Fonte - Rede Brasil Atual  02/05/2014

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Balança comercial tem superávit de US$ 506 milhões em abril

Economia

Com o resultado de abril, o déficit acumulado neste ano, que em março chegou a R$ 6 bilhões, caiu para US$ 5,56 bilhões. As informações foram divulgadas hoje (2) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A balança comercial brasileira teve superávit (exportações maiores que importações), ficando positiva em US$ 506 milhões em abril. O valor é resultado de US$ 19,724 bilhões em exportações e US$ 19,218 bilhões em importações. Em março deste ano, houve superávit de US$ 112 milhões e, em abril do ano passado, déficit de US$ 989 milhões.
Com o resultado de abril, o déficit acumulado neste ano, que em março chegou a R$ 6 bilhões, caiu para US$ 5,56 bilhões. As informações foram divulgadas hoje (2) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
No mês, a média diária das exportações, que corresponde ao volume financeiro vendido por dia útil, ficou em US$ 986,2 milhões, valor 5,2% superior ao registrado em abril de 2013 e 6,3% maior do que em março de 2014. A alta das exportações na comparação anual foi puxada pelo aumento de 11,4% na venda de produtos básicos. As exportações de não industrializados alcançaram valor recorde para meses de abril, US$ 10,6 bilhões.
Os itens básicos cujas vendas mais cresceram ante 2013 foram petróleo bruto (alta de 75,6% no ingresso financeiro), carne suína (elevação de 36,8%), farelo de soja (29,2%), café em grão (27,3%), soja em grão (19,8%) e carne bovina (6,5%).
Por outro lado, houve queda nas exportações de itens de maior valor agregado. As vendas das categorias manufaturados e semimanufaturados recuaram respectivamente 1,8% e 4%, de acordo com o critério da média diária.
No grupo dos industrializados, a queda foi causada por laminados planos, automóveis, óleos combustíveis, autopeças, veículos de carga, polímeros plásticos, motores, bombas e compressores, açúcar refinado, pneumáticos e papel e cartão. Do lado dos semimanufaturados, diminuiu o comércio de açúcar bruto, alumínio bruto, ferro e aço, óleo de soja bruto, ouro e ferro fundido.
Nas importações, a média diária ficou em US$ 960,9 milhões, 2,2% abaixo dos US$ 982,7 milhões registrados em abril de 2013, mas 4,2% maior que a de março deste ano. Na comparação anual, caíram as aquisições no exterior de combustíveis e lubrificantes (-11,7%), automóveis (-9,5%), bens de consumo não duráveis (-8,4%) e matérias-primas e intermediários (-1%).
Fonte - Agência  Brasil  02/05/2014

Nível do Sistema Cantareira cai para 10,4%

São Paulo

O volume máximo de retirada para abastecer a Grande São Paulo foi reduzido de 24,8 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 22,4 m³/s. Segundo os órgãos, o volume contempla a média de captação que está sendo feita na prática, já que, do dia 1º a 25 de abril, a média de retirada para abastecer a região metropolitana de São Paulo foi 21 m³/s (87% do autorizado).

Flávia Albuquerque 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração 
O nível dos reservatórios do Sistema Cantareira caiu de 10,5% ontem (1º) para 10,4% hoje (2), patamar mais baixo da história, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Na mesma data do ano passado, o índice estava em 62,6%. Os reservatórios são responsáveis pelo abastecimento de cerca de 9 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, além de liberar água para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, no interior do estado.
Em resolução conjunta, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo reduziram, no dia 30 de abril, o limite de captação de água dos Sistema Cantareira. O volume máximo de retirada para abastecer a Grande São Paulo foi reduzido de 24,8 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 22,4 m³/s. Segundo os órgãos, o volume contempla a média de captação que está sendo feita na prática, já que, do dia 1º a 25 de abril, a média de retirada para abastecer a região metropolitana de São Paulo foi 21 m³/s (87% do autorizado). A vazão será reavaliada em 15 dias.
Segundo o Grupo Técnico de Assessoramento para Gestão do Cantareira, o volume útil do sistema deverá se esgotar no início de julho. A pior situação e do reservatório Jaguari-Jacareí, que atualmente está com apenas 3,7% da capacidade útil e deverá atingir o volume mínimo ainda durante o mês de maio. A partir do fim da reserva útil, passará a ser usado o chamado volume morto, ou reserva técnica – água que está abaixo do sistema de bombeamento atual.
O Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) enviou no dia 29 um documento com 39 reivindicações para os órgãos ligados à gestão de recursos hídricos do governo federal e dos governos de São Paulo e Minas Gerais. Um dos pontos principais do texto é a redução do consumo de água dos abastecidos pelo Cantareira.
A diminuição pode ocorrer a partir de campanhas, como a que está sendo feita pela Sabesp, que oferece descontos aos usuários que consumirem menos água. “A gente já está com pouca água reservada. Então, essa água tem que ser muito bem administrada”, enfatiza o coordenador de Projetos do consórcio, Guilherme Valarini. De acordo com ele, para garantir a segurança hídrica da região, o consumo de água teria de cair até 50% nos próximos meses.
A decretação de estado de calamidade pública nos municípios afetados é outra medida defendida pelo consórcio. “Porque a gente está com pouquíssima água reservada e há necessidade de virem mais recursos para auxiliar os municípios a enfrentar esse período de estiagem”, destacou Valarini.
Também são reivindicadas ações para melhorar o sistema de reservatórios a médio e longo prazos, como o desassoreamento dos corpos d' água. Outras medidas nesse sentido são a criação de incentivos para aproveitamento da água da chuva, a redução das perdas no sistema de distribuição e a aceleração das obras de novos reservatórios.
Fonte - Agência Brasil  02/05/2014

Governo de São Paulo descarta planos de expansão e compromete futuro do metrô da cidade

Transportes sobre trilhos

Estudos que custaram anos de planejamento são postos de lado e adaptados de última hora até para campanha publicitária

Wanderley Preite Sobrinho
iG -  São Paulo
Planos que integrariam a CPTM ao Metrô 
na última década não saíram do papel
Evaldo Fortunato / Futura Press
O governo do Estado gasta tempo, dinheiro, mobiliza especialistas em mobilidade urbana e prefeituras de diversos partidos para criar planos de expansão ao transporte sobre trilhos, mas, sem maiores explicações, descarta o combinado e adota estratégias de última hora que comprometem o futuro do metrô de São Paulo. Esta é a conclusão de uma tese de mestrado defendida na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP pelo arquiteto Marcos Kiyoto.
Criada em 1968, a Companhia do Metropolitano de São Paulo coleciona planos de expansão que foram abandonados ao longo do tempo. Inaugurada em 1974, a Linha 1 – Azul, que ligou o norte ao sul da cidade, foi seguida pela implantação da linha Leste-Oeste, batizada de 3 – Vermelha, quatro anos depois.
A empolgação com a malha que finalmente saia das pranchetas motivou um estudo ainda em 1978 que estabelecia os trechos prioritários para o futuro, e que previa até a construção da linha 4 – Amarela, inaugurada só em 2010. Quatro anos depois e a ideia era descartada. "Na época decretaram o abandono do plano e a adoção de uma rede de apenas quatro linhas, todas mais curtas que as anteriores e curiosamente com o mesmo desenho da malha de 1968", afirma Kiyoto.
Naquele ano de 1982, um novo plano foi criado, mas logo substituído por outro, de 1985. Ao se debruçar sobre cada projeto, o arquiteto se surpreendeu ao perceber que as metas não eram cumpridas e as linhas acabavam alteradas diversas vezes antes que algo fosse efetivamente implantado. Quando alguma obra era executada, acabava mais tímida do que as concepções. "A extensão da linha oeste até a Lapa, que nunca foi realizada, esteve presente em todos os estudos a partir de 1975."
Movimentação intensa de passageiros na estação
 Saúde do metrô no horário de pico / Futura Press

Sob a justificativa de estagnação econômica, a construção de novas linhas foi congelada no final dos anos oitenta, o que não impediu que o Metrô encomendasse "amplos estudos” no início da década seguinte. O de 1990 tinha meta de uma década, mas foi abandonado antes que fosse publicado em um artigo acadêmico por um de seus autores. No ano seguinte, um novo plano esticou a meta para 2010, mas suas diretrizes só circularam internamente antes do descarte. O único oficialmente publicado foi desenvolvido em 1993, também com planos até 2010.
O estudo também não durou muito. No final daquela década, o governo criou a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM), que em 1999 publicou seu planejamento mais completo e importante até hoje: o Plano Integrado de Transportes Urbanos (PITU) 2020. Elaborado para integrar todo o transporte na Região Metropolitana, foi considerado pelo estudioso "o melhor esforço já feito" por contar com a contribuição de 30 dos 39 municípios da região.
Dentre as três estratégias avaliadas, venceu a "Rede Aberta", que projetava 7,7 kms de linhas por milhão de habitantes, o dobro da proporção atual, de 3,4 kms/milhão, e o triplo de 1999, então com 2,2 kms/milhão de habitantes.
Após a publicação do PITU 2020, cada companhia passou a desenvolver seus projetos de acordo com as diretrizes. E foi então que o plano começou a ruir. A CPTM, por exemplo, não trabalhou com a previsão de integrar sua malha ao metrô, cujas conexões reorganizariam todo o fluxo. Os projetos priorizaram a melhoria da qualidade e capacidade dos serviços que já existiam na época.
A proposta de integrar o trecho central também não foi implantada. Se cumprido, o plano introduziria o menor intervalo entre os trens em toda a malha, demonstrando atenção especial à região, a mais congestionada. "As medidas tiveram caráter imediato; desconsiderava a rede futura que havia sido proposta", afirma o arquiteto.
Em 2006, o PITU 2020 já estava engavetado. Naquele ano, o PITU 2025 foi publicado pela secretaria sob a justificativa de revisão atualizada. "São propostas completamente distintas", assegura Kiyoto, para quem a meta do plano "é a mera manutenção das condições existentes", o que significa que a média atual de 3,4 km por milhão de habitantes permanecerá a mesma em 2025. "As mudanças de rumo são sempre defendidas como ‘adaptações’ a partir de novos dados e de um 'processo contínuo de planejamento', argumento que não se sustenta."

Propaganda?
As vigas que sustentam o futuro monotrilho
 na avenida Roberto Marinho
Luciano Bergamaschi / Futura Press
Em meio a implantação do novo PITU, o governo do Estado começou a divulgar outro, chamado "Plano de Expansão", em vigor entre 2007 e 2011, mas que acabou descartado sem nenhum substituto. De acordo com a tese, esse plano foi "amplamente divulgado em material publicitário de rádio e TV", onde prometiam "quadruplicar as linhas de trem com qualidade de metrô"
Embora essa época se caracterize pelo fim de uma fase de planejamento e o aumento da propaganda, cresce também os investimentos em trilhos em razão da crise nos transportes. É quando, em 2009, o Estado lança o monotrilho, inexistente nos PITUs 2020 e 2025. Desde então, seis linhas foram anunciadas oficialmente, duas das quais abandonadas (M´boi Mirim e Cachoeirinha-Lapa).
O arquiteto lembra do “problema estético” dessa modalidade de transporte, cuja estrutura de concreto se assemelha ao Minhocão (Elevado Presidente Costa e Silva), mas afirma que o principal problema é que ele é falsamente comparado ao metrô. “Ele vai transportar 45 mil pessoas por hora, contra 60 mil do metrô.”
Ele critica principalmente a linha Cidade Tiradentes, projetada para chegar à Vila Prudente sem fazer nenhuma conexão em seu trajeto. Esse teria sido o erro da Linha 3 - Vermelha, hoje superlotada. “As linhas precisam fazer parte de uma rede, é para isso que os planos são desenvolvidos. Quando uma linha que não se articula com outras significa que o plano foi mal feito.”

O que diz a Secretaria dos Transportes Metropolitanos?
Em resposta às questões do iG, a Secretaria encaminhou uma nota afirmando que PITU é um processo permanente de planejamento, “cujas propostas devem ser revisadas periodicamente para que esteja de acordo com as mudanças de conjuntura.” O plano integraria as políticas de transporte e uso do solo, possibilitando uma distribuição mais balanceada entre empregos e habitações.
De acordo com a STM, o plano é feito com base em estudos de demanda feitos a cada 10 anos pelo Metrô. A respeito do monotrilho, a secretaria diz ter levado em conta “seu custo mais baixo e o menor tempo de construção” em relação ao metrô. “Em São Paulo, trata-se de um modal projetado para receber uma alta demanda, com velocidade superior a dos ônibus, sem sofrer interferências físicas, como cruzamentos de avenidas.”
A STM não respondeu ao ser questionada sobre os valores gastos para a formulação dos PITUs 2020 e 2025.
Fonte - Ultimo Segundo  02/05/2014

Número de furtos e roubos dispara no Metrô de São Paulo

Belo Horizonte - Comunidades relatam violação do direito à moradia

Direitos humanos

As famílias que viviam na Lótus foram surpreendidas com a chegada de oficiais de Justiça, que davam o prazo de poucas horas para que elas retirassem os pertences das casas e desocupassem o imóvel. “Eles chegavam lá sem avisar, sem nada. Teve gente que precisou pôr tudo na rua porque não tinha para onde ir.

Helena Martins 
Enviada Especial da Agência Brasil 
Comunidades relatam em Belo Horizonte
violação do direito à moradia;
 moradores da Vila da Paz sobrevivem debaixo
de viaduto Antonio Cruz/Agência Brasil
Rosane Cristina Duarte, 42, tinha 2 anos quando foi morar com a família no bairro Betânia, região oeste de Belo Horizonte, cidade que recebe, nesta semana, o Encontro dos Atingidos – Quem Perde com os Megaeventos e Megaempreendimentos. Com o tempo, o terreno dos pais ganhou instalações e até outras casas, que abrigaram as famílias que ela e o irmão formaram. Hoje, não há mais registro do que eles construíram ali. O local foi ocupado pelo gramado e pelo asfalto da longa pista construída recentemente. A família de Rosane foi uma das 240 desapropriadas da Rua Lótus para a construção da Via 2010, um dos projetos de mobilidade urbana criados em Minas Gerais para a Copa do Mundo de 2014.
Para a remoção das famílias, a prefeitura da cidade, por meio da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), enviou peritos que avaliaram os valores dos imóveis. A quantia baixa não agradou, e os moradores conseguiram que nova avaliação fosse feita. Mesmo assim, a questão não foi resolvida: “Fizemos várias reuniões com a Defensoria Pública, que informou que a lei diz que você tem que sair com o dinheiro em mãos. A indenização tem que ser justa, breve e em dinheiro, mas não foi o que ocorreu lá”, relata. De acordo com Rosane, nenhuma das famílias saiu com a chave da nova moradia garantida: “Se a gente pudesse escolher, não queria sair. Mas, já que não tinha jeito, nós queríamos sair com o dinheiro para a gente comprar outro lugar”.
As famílias que viviam na Lótus foram surpreendidas com a chegada de oficiais de Justiça, que davam o prazo de poucas horas para que elas retirassem os pertences das casas e desocupassem o imóvel. “Eles chegavam lá sem avisar, sem nada. Teve gente que precisou pôr tudo na rua porque não tinha para onde ir. E quando tirava o último móvel de dentro do imóvel, a máquina colocava tudo no chão”, lembra Rosane. A abordagem gerou ação do Ministério Público Federal em Minas Gerais que, em maio do ano passado, encaminhou uma recomendação à prefeitura de Belo Horizonte pedindo que as remoções fossem suspensas devido às irregularidades constatadas à época.
O projeto, no entanto, não parou. Com as remoções, muitos moradores buscaram casas de parentes como refúgio. Outros, como ela, passaram a pagar aluguel. Pela casa pequena localizada dentro de outra residência, no bairro Barreiro, ela paga, há quase um ano, R$ 550 mensais. O prejuízo não parou aí. Com a mudança, Rosane perdeu o emprego de babá: “Eu cuidava de duas crianças filhas de amigas, mas cada uma foi morar em um bairro diferente. Como é que eu vou arrumar um emprego de babá se ninguém me conhece aqui? Eu fiquei desempregada”.
Ela também se afastou dos amigos da vizinhança, passou a morar, assim como o pai e o irmão, em um bairro diferente, viu os sobrinhos terem que mudar de escola. “Não precisava. No lado onde estavam as nossas casas, só tem grama. Não foi utilizado para nada”. Para ela, a Copa do Mundo de 2014 significou a paralisação da própria vida. Três anos depois de muita angústia, Rosane ainda aguarda a liberação dos R$ 110 mil que deve receber como indenização para comprar um imóvel, que ainda não sabe onde será.
No caminho para o local em que passou boa parte da vida, já no bairro Betânia, vimos um apartamento à venda. R$ 195 mil é o valor para a compra do imóvel de 48 metros quadrados (m²). “Eu vou ter que financiar e me endividar, porque aqui não se acha nada nesse valor [da indenização]”, diz Rosane, que continua fazendo compras, pagando contas e caminhando no bairro onde viveu por décadas.
A Via 210 é um dos sete projetos de mobilidade urbana que constam na Matriz de Responsabilidade da Copa, em relação ao estado de Minas Gerais. Além da via, foram projetadas a instalação de três BRTs (Bus Rapid Transit), duas ampliações de avenidas e a expansão da Central de Controle do Trânsito. A equipe da Agência Brasil entrou em contato com a Sudecap, em Belo Horizonte, mas foi informada de que, por causa do feriado do Dia do Trabalho, as ações da secretaria só devem ser retomadas na próxima segunda-feira (5).
De acordo com o Portal da Transparência, o projeto custou R$ 130,3 milhões, recursos de responsabilidade do governo de Minas Gerais e da prefeitura de Belo Horizonte, financiados pela Caixa Econômica Federal (CEF). Para as desapropriações, que ocorreram entre maio de 2010 e dezembro de 2013, foram destinados R$ 22,8 milhões desse total.
O projeto teve o objetivo de conectar “duas vias arteriais de grande capacidade e abrangência metropolitana (Via do Minério e Avenida Teresa Cristina), que hoje são ligadas por meio do sistema local dos bairros adjacentes, o que compromete a fluidez do tráfego de veículos naquela região do Anel Rodoviário”, conforme consta no Portal da Transparência. Outra intervenção prevista para essa área do Anel Rodoviário é um projeto de ampliação e modernização, em volta do qual existe, desde 1981, a comunidade Vila da Paz, considerada pela Defensoria Pública “a que está na situação de maior risco e que convive com maior insalubridade, em todo o anel”, de acordo com o defensor público federal Estevão Ferreira Couto. Ele diz que a intervenção foi anunciada inicialmente como parte dos projetos da Copa, mas os atrasos na obra inviabilizaram a conclusão a tempo do Mundial.
A equipe da Agência Brasil visitou a Vila da Paz e viu a situação de extrema pobreza em que vivem as famílias, que se distribuem entre áreas elevadas e a que fica debaixo de um viaduto. Não há saneamento básico no local. As instalações que garantem água e luz elétrica – inexistentes em muitas das casas – foram improvisadas pelos próprios moradores. Ao contrário dos que moravam no bairro Betânia, os da Vila da Paz querem sair da área há anos, mas ficaram ali, em meio aos carros, insetos e animais com os quais dividem espaço.
O concreto do viaduto é o teto da casa de Gleide Parecida, 39. Ela, o marido, quatro filhos e dois cachorros vivem entre paredes feitas de pneus e sacos de grãos de areia que escorrem de um dos pilares que sustentam o viaduto. “Eu quero sair daqui, quero segurança, porque há 15 anos eu não durmo, eu só cochilo de tanto medo”, relata. “A situação aqui todo mundo sabe qual é, estamos cansados de fazer cadastros, nós queremos outro lugar para morar”, afirma Luciene Martins, 32.
A insalubridade do local coloca em risco a vida de centenas de pessoas, todos os dias. Nos últimos anos, incêndios destruíram algumas das moradias, levando famílias a locais mais íngremes e sem estrutura alguma. É o caso de Cassimara Pereira, 25, que fez de um barranco sob o viaduto a moradia dela e dos filhos de 6, 7 e 10 anos. Ela conta que havia saído de casa para regularizar o cadastro para receber o Bolsa Família no dia 25 de fevereiro, quando o último incêndio registrado na vila ocorreu. Na volta, pegou as crianças na escola e foi para casa. Quando chegou lá, viu os restos do barraco chamuscados pelo fogo. Tudo o que tem hoje foi doado pelos outros moradores.
A dificuldade de acesso à moradia na região, que é controlada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), não é o único problema enfrentado pela população. Faltam escolas, postos de saúde, creches. Os problemas levaram a Defensoria Pública a propor, juntamente com o Ministério Público Federal, uma ação civil pública que estabeleceu que nenhuma obra deveria avançar sobre as casas, sem que a questão da moradia estivesse resolvida.
O defensor Estevão Ferreira Couto explica que uma liminar deferida na ação estabeleceu que as famílias em situação mais precária deveriam receber o Bolsa Aluguel, cujo valor varia entre R$ 500 e R$ 900. “Essa liminar foi uma vitória e, com ela, já conseguimos retirar 11 famílias do local, mas não queremos apenas uma situação provisória, queremos uma situação definitiva para a moradia dessas pessoas”, acrescenta.
Os locais visitados não são os únicos a sofrer problemas desse tipo ou a serem ameaçadas de remoção. É o caso das ocupações Wiliam Rosa, em Contagem (MG), que reúne 5 mil famílias, Vitória, Rosa Leão e Esperança, localizadas na capital, compostas, ao todo, por 3 mil famílias, de acordo com o Comitê Popular dos Atingidos pela Copa de Belo Horizonte. A integrante do comitê Isabela Gonçalves relata que as ameaças foram fortalecidas nos últimos meses. Para ela, “essa Copa é um modelo radicalizado de uma cidade que exclui”, concluiu.
Fonte - Agência Brasil  02/05/2014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Via Mangue - Recife e a derrota dos Manguezais

Meio ambiente

Enquanto cidades em países lá fora e até o Rio de Janeiro,vão demolindo os seus monstros de concreto em cima de rios em áreas urbanas  para torna-las mais humanas e agradáveis,ainda é muito comum em muitas cidades brasileiras o aparecimento de dinossauros de concreto ocupando espaços urbanos,degradando a paisagem urbana e o meio ambiente.

Da Redação
foto ilustração - Diário de Pernambuco
Prevista para ser inaugurada até o fim do mês de maio desde ano,com cerca de 5 Km a um custo de R$433 milhões e boa parte dela construída sobre um rio e manguezais,a chamada Via Mangue em Recife é o que podemos chamar de uma verdadeira  "antítese" da nova ordem do planejamento urbano para as cidades em todo o mundo,uma via trafegando livre na contra mão dos novos conceitos urbanos que ora se estabelecem como padrões para consolidação de "cidades sustentáveis".A construção do novo monstro de concreto sobre um rio em Recife para atender a demanda do transporte individual provocando a destruição de uma grande área de manguezais,da exatamente a dimensão da política equivocada que nossos administradores públicos insistem em usar,com uma visão caolha, adotando soluções  desastrosas com relação aos problemas nas relações urbanas e na mobilidade das cidades brasileiras.O privilégio exacerbado em favor dos pneus,sejam eles grandes ou pequenos em detrimento de um transporte de massa integrado de grande capacidade,de qualidade,limpo e sustentável, cuja adoção é sempre empurrada para um futuro próximo,quase sempre se torna um futuro mais distante.O que mais nos causa espécie é a maneira com que os órgãos ambientais que devem cuidar do nosso patrimônio ecológico e ambiental tratam o problema, quase sempre prevalece a lógica do "progresso" e a natureza paga o ônus, mais infelizmente la na frente é cobrado com juros e correção pezada.Não é atoa que grande parte das cidades brasileiras com a população sofrem as consequências durante os períodos chuvosos com os graves problemas de alagamentos e enchentes causados pela excessiva impermeabilização do solo. A natureza cobra e cobra caro.De nada adianta o coro de entidades ambientalistas,dos movimentos sociais,e as advertências de arquitetos,engenheiros e urbanistas,são vozes que quase sempre ecoam no vazio.A Via Mangue que não tem previsão para contemplar o transporte público será mais um espaço único para o transito do transporte individual na busca da solução para o complicado trânsito da Zona Sul da cidade de Recife,mais até quando?...quanto tempo levara para ela se transforme em mais um novo gargalo?...... 
Cidades como Portland e Nova York nos EUA,Barcelona e Bilbao na Espanha,Toronto no Canada,Seul na Coréia inclusive revitalizando o rio  Cheonggyecheon,e tantas outras pelo mundo afora que optaram em por abaixo pesadas estruturas de concreto que contribuíam para tornar as cidades mais cinzentas,pesadas e desagradáveis.Porque temos que percorrer um longo caminho tortuoso e doloroso quando podemos usar um atalho para chegar bem mais rápido e mais fácil as soluções já adotadas por aqueles que cometeram tais erros e agora nos dão o exemplo de como não devemos fazer para chegar ao caos?......
Cidades são para pessoas,assim devem ser pensadas,cidades sustentáveis, agradáveis,e com qualidade de vida para os seus habitantes,mais humanas e menos "frias",com uma perfeita integração urbana e social entre os entes,cidades e o povo.Mais a Via Mangue de Recife esta ai,já é um fato real  e consumado,sufocando o rio,a cidade e o seu manguezal,até quando?... quem sabe?.....
Enquanto isso aqui em Salvador também somos o que poderia se dizer um bom exemplo de um mau exemplo,que o digam os bairros do Imbui,a Av Centenário,a Av.Vasco da Gama etc....e vem ai as próximas atrações...a Linha Viva com suas 10 praças de pedágios para o transito livre do transporte individual e um BRT que pretende engolir o canteiro central e mais um rio na Av. Juracy Magalhães Jr.......
Pregopontocom/A.Luis  01/05/2014


Seul antes e depois - fonte portomaravilha



Recife constrói pista (via elevada) para carros dentro de um rio com manguezais

Estudo aponta trens como alternativa para melhorar mobilidade urbana

Transportes sobre trilhos

O relatório Trens de Passageiros – uma Necessidade que se Impõe, lançado na última terça-feira (29), na sede da ANTT, em Brasília, apresenta resultados de um ano de estudos do Grupo de Trabalho criado para diagnosticar a situação da malha ferroviária e propor ações para ampliar a participação dos trens no deslocamento de pessoas, no Brasil.

Jornal do Brasil
foto - ilustração
Para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), uma das soluções possíveis para reverter o quadro é incentivar a reutilização do transporte ferroviário de passageiros.
Trânsito parado, carros ocupados por apenas uma ou duas pessoas, ônibus lotados que disputam espaços nas mesmas vias utilizadas pelos outros modais de transporte. As cenas são comuns e fazem com que a mobilidade urbana seja um desafio às grandes cidades brasileiras. Para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), uma das soluções possíveis para reverter o quadro é incentivar a reutilização do transporte ferroviário de passageiros.
O relatório Trens de Passageiros – uma Necessidade que se Impõe, lançado na última terça-feira (29), na sede da ANTT, em Brasília, apresenta resultados de um ano de estudos do Grupo de Trabalho criado para diagnosticar a situação da malha ferroviária e propor ações para ampliar a participação dos trens no deslocamento de pessoas, no Brasil. O estudo aponta que há estruturas subutilizadas e que “é possível recuperar e reutilizar trechos para transporte de pessoas e de cargas”, disse o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos.
Produzido por seis subgrupos de trabalho, o relatório apresenta propostas que podem servir para a realização de políticas públicas, tanto em âmbito federal quanto estadual. Exemplo disso é a plataforma virtual que reúne informações sobre trechos de trilhos, custos financeiros e até o passo a passo de como realizar o estudo de viabilidade que é exigido pelo Ministério do Planejamento. “Com essas informações, é possível ter informações e buscar recursos para os projetos”, explicou Francisco Ferreira, um dos realizadores do protótipo, que estará disponível no site da ANTT.
Professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Nilson Tadeu Júnior, afirmou que 200 milhões de pessoas circulam pelas cidades brasileiras, todos os dias, “Mas a estrutura é basicamente a mesma de 50 anos atrás”, criticou. Ele defendeu a criação de uma empresa ou órgão para coordenar a política de transporte de passageiros e implementar a Política Nacional dos Transportes Regionais, Metropolitanos e Urbanos, já definida pelo Ministério dos Transportes. A organização poderia, dentre outras medidas, promover o desenvolvimento de tecnologias nacionais. Com a adoção dessa modalidade de transporte, o especialista espera redução da poluição e dos problemas em torno da mobilidade urbana.
O Grupo de Trabalho apresentou outras medidas como premissas institucionais para a Política de Transporte Ferroviário de Pessoas; estudo de normas técnicas; diagnóstico da Indústria Ferroviária Brasileira e das tecnologias de comunicação utilizadas tanto para as operações das empresas quanto para o contato com os usuários do transporte; além da análise da condição de trechos. De acordo com o estudo, em grande parte dos 58 trechos de ferrovias analisados, “é possível, com as reformulações necessárias, o transporte de passageiros e/ou cargas”.Hoje, o Brasil possui apenas três serviços regulares de transporte ferroviário regional de passageiros: entre Vitória (ES) e Belo Horizonte (MG); entre Paraupebas (PA) e São Luís (MA), conhecida como Estrada de Ferro Carajás; e de Curitiba (PR) para Paranaguá (PR). Para ampliar a oferta, o grupo propôs que o governo federal amplie os investimentos financeiros no setor. De acordo com o diretor da ANTT, ainda não há previsão de recursos para esse fim, no orçamento que vem sendo executado ou mesmo o planejado, para o ano que vem. A ideia é que o relatório embase essa decisão, bem como as que devem ser tomadas pela ANTT e pelo Ministério dos Transportes sobre a utilização das ferrovias para transporte de pessoas.
Fonte - STEFZS  01/05/2014

Locomotiva centenária agora fica em exposição no museu de Londrina

Transportes sobre trilhos

Máquina é semelhante as utilizadas na década de 30 na região norte do PR. Peça de 1910 foi restaurada e passa a fazer parte do acervo expositivo.

Do G1 PR, em Londrina
Rodrigo Saviani

Uma locomotiva a vapor fabricada em 1910 agora faz parte do acervo expositivo do Museu Histórico de Londrina, no norte do Paraná. A máquina modelo Baldwin 480 foi restaurada por técnicos contratados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Acoplada ao próprio tender, carro de carga para transportar lenha ou água, a locomotiva junta-se a dois vagões que já estavam no local. Uma forma de resgatar a memória e valorizar ainda mais o patrimônio histórico da cidade.
A locomotiva foi fabricada nos Estados Unidos e pertenceu à extinta Companhia Paulista de Estradas de Ferro (CPEF). Ela funcionou por mais de 70 anos, mas nunca passou por Londrina, chegando a cidade depois de aposentada. A máquina foi doada para a UEL, em 1999, como patrimônio histórico.
“Foram locomotivas semelhantes à que foi restaurada que trouxeram os imigrantes, levaram os produtos que a região produzia, como o café para os portos, principalmente nas décadas de 1930 e 1940. Essa locomotiva relembra toda a sua importância histórica ”, contou Regina Alegro, diretora do Museu Histórico.

Memória
O local escolhido como nova casa da locomotiva não poderia ser melhor. Desde 10 de dezembro de 1986, o Museu Histórico ocupa o prédio da antiga Estação Ferroviária de Londrina. “Isso destaca ainda mais a importância que a ferrovia teve na nossa história e na nossa memória. Ela foi fundamental para o desenvolvimento de Londrina”, ressalta a diretora do museu.
O prédio foi inaugurado em 1952 e substituiu a primeira estação. Por ali passava a linha que vinha de Ourinhos. A diretora do museu lembra que a ferrovia era uma estratégia para fazer Londrina crescer e evoluir. “Era uma forma de passar a ideia de uma cidade moderna, e a locomotiva era um símbolo da modernidade naquela época”, explica.
Além da locomotiva, fotos históricas das estações ferroviárias e dos trens que passavem pela cidade estão em exposição no museu. Para os visitantes, observar a locomotiva e as fotos históricas é uma possibilidade de voltar no tempo. “O trem era uma atração. Era um sinal de modernidade. Sempre estava cheio. Desde pequeno eu vinha aqui pegar o trem com minha família, e era bem desse jeito, igual esse que está aqui hoje. É importante relembrar a história da cidade”, relembra o aposentado Antônio Reginaldo Veltrini.
Responsável pela restauração, William Capello também revive a história ao entrar no agora museu. “A primeira vez que entrei aqui, foi como se eu voltasse no tempo e enxergasse as pessoas, o movimento, os trens chegando e partindo”, conta.
Além do lado profissional, Capello teve outras motivações para assumir a missão de restaurar a Baldwin. “Meu avô ajudou a construir parte da sustentação do telhado desse prédio, quando era a estação ferroviária. Então, fazer isso é uma forma de minha família colaborar na preservação da memória da cidade”, afirma.

Restauração
Segundo o restaurador William Capello, foi preciso reconstruir as peças que estragaram com o tempo e já não são mais fabricadas. “Essa é a arte, a maravilha da profissão. É como se voltássemos no tempo. Não existem mais aquelas peças e você faz com as próprias mãos”, disse.
Algumas peças originais serão preservadas, como a alavanca usada pelo maquinista. “Decidimos manter assim para conservar a originalidade dela. O suor da mão do maquinista colaborou com o desgaste da peça. Então, para conservar resolvemos deixa-la dessa forma, com as suas marcas”, explicou Capello.
O local onde ficava o maquinista também foi todo restaurado. “Todo o teto, as janelas, que são de madeira, e as portas, que são de madeira e vidro, tudo foi preservado e restaurado”, informou o restaurador.

Durante o trabalho de restauração, algumas descobertas sobre a centenária locomotiva aconteceram durante o trabalho, como a inexistência de soldas, uma vez que as peças foram fixadas com rebites. Os estudantes da universidade que fazem parte do processo também descobriram que a máquina já passou por outros processos de restauração, já que alguns rebites foram substituídos por parafusos. Na recuperação, os rebites foram recolocados, em nome da originalidade da peça histórica.
O material utilizado na restauração permite que a locomotiva fique exposta aos efeitos do tempo sem correr risco de estragar e sofrer algum grande desgaste. "Nós utilizamos produtos e trabalhamos da melhor forma para que essa restauração dure o máximo possível", explica o restaurador.
Agora, a máquina passará por uma segunda etapa de restauração, com a instalação de peças similares as que foram perdidas com o tempo. Entre elas, está o apito da locomotiva. “Como não conseguimos achar tais peças, seja pela raridade ou inexistência, vamos montar e colocar algumas similares, deixando-a assim o mais perto possível de como era”, conta Capello.

Serviço - Museu Histórico de Londrina
Local: Rua Benjamim Constant, 900 - Centro.
Horário de atendimento: de terça a sexta=feira, das 9h às 11h30 e das 14h30 às 17h30; sábado e domingo, das 9h às 11h30 e das 13h30 às 17h.
Informações: (43) 3323-0082.
Fonte - STEFZS  01/05/2014

Dia do Trabalho - 1º de Maio

A nossa homenagem a todos(as) os trabalhadores(as) do Brasil


quarta-feira, 30 de abril de 2014

BRASIL a 7ª maior economia do mundo

Economia

Estudo do Banco Mundial mostra Brasil como 7ª maior economia do mundo

Sergio Lamucci / Valor
foto - ilustração
WASHINGTON - A economia brasileira aparece como a sétima maior do mundo pelo critério de paridade de poder de compra (PPP, na sigla em inglês) no relatório do Programa de Comparação Internacional, divulgado pelo Banco Mundial na noite de terça-feira. Em 2011, o PIB do Brasil era de US$ 2,8 trilhões, valor equivalente a 18% do PIB americano. Pelos números do estudo, é possível concluir que a China caminha rapidamente para se tornar a maior economia do mundo, devendo superar o PIB dos Estados Unidos ainda em 2014.
O cálculo por paridade de poder de compra é considerado a melhor maneira de comparar o tamanho de diferentes economias, por refletir melhor o custo de vida. Usar taxas de câmbio de mercado leva a distorções, dada a volatilidade das moedas.
Em 2011, o valor do PIB chinês por PPP, de US$ 13,5 trilhões, correspondia a 87% do americano, um forte salto em relação aos 43% registrados em 2005, data da atualização anterior dos números. Outro destaque é que a Índia desbancou o Japão como a terceira maior economia do mundo. Por esse critério, o PIB indiano ficou em US$ 5,8 trilhões em 2011, equivalente a 37% dos US$ 15,6 trilhões da economia americana. Depois do quarto lugar do Japão, aparecem no ranking a Alemanha e a Rússia. A defasagem dos dados, referentes a 2011, justifica-se pela dimensão do estudo, que analisou 199 países.
Por paridade do poder de compra, a economia brasileira equivalia em 2005 a 12,8% do valor do PIB americano, número que saltou para os já mencionados 18% em 2011. No entanto, o relatório destaca que os números de 2005 e 2011 não são “diretamente comparáveis”, por se basearem em dois níveis diferentes de preços.
Se a comparação do tamanho das economias for feita com base nas taxas de câmbio de mercado, o PIB brasileiro era o sexto maior do mundo em 2011, atrás de EUA, China, Japão, Alemanha e França. O país fica com um PIB de US$ 2,476 trilhões, um pouco à frente dos US$ 2,461 trilhões do Reino Unido.
O estudo confirma a importância crescente dos países emergentes. “As seis maiores economias de renda média – China, Índia, Rússia, Brasil, Indonésia e México – equivalem a 32,3% do PIB global, enquanto as seis maiores economias de renda alta – EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália – respondem por 32,9%”, aponta o relatório.
A China deve se tornar a maior economia do mundo em 2014 porque o PIB chinês cresceu muito mais rápido do que o americano, desde 2011. Em termos de PIB per capita, porém, a situação é muito diferente. Em 2011, os EUA tinham o 12º maior PIB per capita pelo critério da paridade do poder de compra, enquanto a China aparecia apenas no 99º lugar. O Brasil aparecia em 80º neste ranking, liderado por Qatar, Macau, Luxemburgo, Kuwait e Brunei.
Em sua conta no Twitter, o economista Branko Milanovic, do City of University of New York (Cuny) Graduate Center, ressaltou a importância de o PIB chinês superar o dos EUA, mas também enfatizou a necessidade de manter as coisas em perspectiva. “Se fosse membro da União Européia, a China seria de longe o mais pobre, com um PIB per capita equivalente a dois terços do da Bulgária”, escreveu ele, um dos maiores especialistas do mundo em desigualdade. Milanovic disse ainda que os novos números pelo critério de paridade do poder de compra são muito importantes. “Todos os níveis históricos do PIB vão mudar”, afirmou ele.
Fonte - Valor econômico 30/04/2014

Pronunciamento da Presidenta Dilma Rousseff pelo dia 1º de Maio - Dia do Trabalho





Pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff veiculado em rede nacional de TV e rádio no dia 30 de abril de 2014 pelo Dia Internacional do Trabalho, celebrado no dia 1º de maio.



Deputados vão comunicar à Justiça vazamento de vídeo de Dirceu na prisão

Política

“Nós fizemos um pedido à juíza da Vara de Execuções Penais, [Débora Valle de Britto], para que houvesse gravação de som e imagem pela TV Câmara, acompanhando a comissão institucional da Câmara. Ela respondeu que não; que via com bons olhos a visita, mas não a gravação por questões de segurança”, disse o coordenador da diligência deputado Nilmário Miranda (PT-MG) à Agência Brasil.
“Eu comuniquei a todos os deputados que não eram permitidas imagens, inclusive que se fosse solicitado era para deixar o celular”, completou.

Luciano Nascimento
Repórter da Agência Brasil 
foto ilustração - sabervencer
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara dos Deputados vai oficiar (comunicar) a Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal pelo vazamento de um vídeo com imagens da visita à cela do ex-deputado José Dirceu. Ontem (29), os deputados visitaram o Complexo Penitenciário da Papuda para verificar se o ex-deputado, condenado a sete anos e 11 meses de prisão, na Ação Penal 470, processo do mensalão, tinha privilégios em relação a outros presos.
A Justiça proibiu qualquer tipo de imagem da visita, mas após a diligência um vídeo foi publicado no site do jornal Folha de S.Paulo.
“Nós fizemos um pedido à juíza da Vara de Execuções Penais, [Débora Valle de Britto], para que houvesse gravação de som e imagem pela TV Câmara, acompanhando a comissão institucional da Câmara. Ela respondeu que não; que via com bons olhos a visita, mas não a gravação por questões de segurança”, disse o coordenador da diligência deputado Nilmário Miranda (PT-MG) à Agência Brasil.
“Eu comuniquei a todos os deputados que não eram permitidas imagens, inclusive que se fosse solicitado era para deixar o celular”, completou.
Além de Miranda, a comitiva era formada pelos deputados Jean Willys (PSOL-RJ), Luiza Erundina (PSB-SP), ambos integrantes da comissão; Arnaldo Jordy (PPS-PA)) suplente da comissão; e Mara Gabrilli (PSDB-SP), que não faz parte da comissão, mas pediu para participar da visita. Também fizeram parte da diligência assessores da comissão, da Secretaria de Comunicação (Secom) da Câmara dos Deputados, da deputada Mara Gabrilli, do deputado Arnaldo Jordy e da liderança do PPS.
Segundo Miranda, foi acordado que somente os deputados entrariam na parte do presídio onde o ex-deputado José Dirceu cumpre pena. Mas o pedido não foi respeitado e, além dos deputados, duas pessoas entraram na cela. “Os assessores da Comissão de Direitos Humanos, que acompanharam a diligência, ficaram do lado de fora. Agora, um dos deputados levou um assessor e coincidentemente é o único assessor que não aparece no vídeo. Todos os demais aparecem no vídeo e logicamente não puderam filmar a si mesmos”, relatou Miranda.
“É uma falta grave e nós repudiamos quem desobedece uma decisão coletiva, tomada por todos. Vamos pedir providências à direção da Câmara e também à juíza da Vara de Execuções Penais”, disse.
Fonte - Agência Brasil  30/04/2014

Volume do Sistema Cantareira continua caindo e chega a 10,7% da capacidade

Água

Segundo o Grupo Técnico de Assessoramento para Gestão do Sistema Cantareira, o volume útil do sistema deverá se esgotar no início de julho. A pior situação é a do reservatório Jaguari-Jacareí, que atualmente está com apenas 3,7% da capacidade útil e deverá atingir o volume mínimo ainda em maio.

Daniel Mello 
Repórter da Agência Brasil 

O volume do Sistema Cantareira continua caindo e chegou a 10,7% da capacidade dos reservatórios hoje (30), 0,2 ponto percentual a menos do que o registrado quarta-feira (29). Os reservatórios são responsáveis pelo abastecimento de cerca de 9 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, além de liberar água para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, no interior do estado.
Segundo o Grupo Técnico de Assessoramento para Gestão do Sistema Cantareira, o volume útil do sistema deverá se esgotar no início de julho. A pior situação é a do reservatório Jaguari-Jacareí, que atualmente está com apenas 3,7% da capacidade útil e deverá atingir o volume mínimo ainda em maio. A partir do fim da reserva útil, passará a ser usado o chamado volume morto, ou reserva técnica, a água que está abaixo do sistema de bombeamento.
O Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) enviou na quarta-feira (29) um documento com 39 reivindicações para os órgãos ligados à gestão de recursos hídricos do governo federal e dos governos de São Paulo e Minas Gerais. Um dos pontos principais do texto é a redução do consumo de água dos usuários abastecidos pelo Cantareira.
“A gente teria que reduzir drasticamente o consumo de água, tanto na Bacia do Alto Tietê, que é São Paulo, quanto aqui no PCJ. A gente já está com pouca água reservada. Então, essa pouca água tem que ser muito bem administrada”, explica o coordenador de projetos do consórcio, Guilherme Valarini. De acordo com ele, para garantir a segurança hídrica da região, o consumo de água teria de cair até 50% nos próximos meses.
A diminuição poderia acontecer a partir de campanhas, como a que já está sendo feita pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que oferece descontos aos usuários que consumirem menos água.
A decretação de estado de calamidade pública nos municípios afetados é outra medida defendida pelo consórcio. “Porque a gente está com pouquíssima água reservada e há necessidade de virem mais recursos [para obras estruturais que ampliem a oferta de água] para auxiliar os municípios a enfrentar períodos de estiagem”, destacou Valarini.
Também são reivindicadas ações para melhorar o sistema de reservatórios a médio e longo prazo, como o desassoreamento de rios, córregos e lagos. “Porque a gente já está com o nível baixo nos rios e nos reservatórios, então essa é uma boa hora para fazer o desassoreamento”, ressaltou Valarini .
Outras medidas são a criação de incentivos para aproveitamento da água da chuva, redução das perdas no sistema de distribuição e aceleração nas obras de novos reservatórios. Segundo o coordenador, o governo paulista tem projetos para dois novos reservatórios, nos rios Camanducaia e Jaguari.
Fonte - Agência Brasil  30/04/2014

Rio anuncia investimentos para criar terminal multimodal ferroviário no estado

Ferrovias

A um custo de R$ 240 milhões, o terminal multimodal será implantado no município de Queimados, na Baixada Fluminense, com capacidade para transportar 2 milhões de toneladas de produtos de alto valor agregado, como petroquímicos, têxteis e automobilísticos.

Isabela Vieira 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O governo do estado do Rio de Janeiro decidiu retomar o uso de ferrovias para o transporte de cargas. Hoje (30) foi anunciado o início da construção do primeiro terminal multimodal ferroviário do estado. A opção é uma alternativa para desafogar o tráfego nas principais rodovias e interligar indústrias aos portos fluminenses.
A um custo de R$ 240 milhões, o terminal multimodal será implantado no município de Queimados, na Baixada Fluminense, com capacidade para transportar 2 milhões de toneladas de produtos de alto valor agregado, como petroquímicos, têxteis e automobilísticos.
De acordo com a subsecretária da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio, Dulce Ângela Arouca, Queimados foi escolhido pela proximidade estratégica com o Arco Metropolitano - via expressa prevista para ser inaugurada antes da Copa do Mundo e que integrará os municípios metropolitanos, sem a necessidade de os veículos precisarem cruzar as cidades. Dessa forma, será possível integrar os municípios de Itaboraí, sede do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) com o porto instalado em Itaguaí.
“Retomar a ferrovia é bastante importante, porque estamos falando do transporte de carga de alto valor agregado, estamos falando de riqueza e de empregos”, declarou Dulce. Segundo ela, toda a malha ferroviária já está pronta e será apenas reativada para o uso em grande escala.
O terminal multimodal ferroviário terá impacto também sobre os municípios de Nova Iguaçu e Japeri, que junto com Queimados têm um dos menores Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Rio. Nessas cidades está prevista a contratação de 1,3 mil profissionais.
Operado pela empresa Muito Logística Multimodal, o terminal está previsto para funcionar em 2015, com capacidade de carregar cerca de 120 mil contêineres e reduzir o fluxo nas estradas em cerca de 100 mil caminhões. Na mesma época está prevista a entrada em funcionamento do terminal interligado em Mogi das Cruzes, em São Paulo, integrando a malha ferroviária do Sudeste.
Fonte - Agência Brasil  30/04/2014

MPF acusa empresa de cometer crime ambiental em Itapagipe

Meio Ambiente

A ação foi ajuizada na última quinta-feira, 24, e divulgada nesta quarta-feira, 30, pelo MPF, que requer que a empresa repare os danos ambientais causados e pague indenização por danos morais coletivos.

A Tarde
Da Redação

MPF requer que empresa repare danos ambientais e pague indenização por danos morais coletivos
Uma contaminação com mercúrio na Enseada dos Tainheiros, na península de Itapagipe, em Salvador, provocou uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) na Bahia contra a empresa Braskem S.A.
A ação foi ajuizada na última quinta-feira, 24, e divulgada nesta quarta-feira, 30, pelo MPF, que requer que a empresa repare os danos ambientais causados e pague indenização por danos morais coletivos.
Segundo as informações divulgadas pelo MPF, na ação, a Companhia Química do Recôncavo Baiano (CRQ), incorporada pela Braskem, que funcionou nas proximidades da Enseada dos Tainheiros por cerca de 11 anos, produzia cloro-soda pelo processo eletrolítico de célula de mercúrio, lançando efluentes líquidos, sob a forma inorgânica de cloreto de mercúrio, diretamente no mar, poluindo a área e expondo a população a alto risco de intoxicação.
Na ação, de autoria da procuradora da República Caroline Queiroz, é requerido que a Braskem repare os danos materiais decorrentes do lançamento de efluentes líquidos sob a forma inorgânica de cloreto de mercúrio no mar; apresente um Plano de Recuperação de Área Degradada, "com acompanhamento técnico e anuência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema)". Com relação aos danos irrestauráveis, é requerida compensação ambiental e pagamento de indenização equivalente. Além do pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor a ser arbitrado judicialmente.
O Portal A Tarde entrou em contato com a assessoria de comunicação da Braskem, mas ainda não obteve retorno sobre o posicionamento em relação ao caso.
Fonte - A Tarde  30/04/2014

DIA DOS FERROVIÁRIOS - 30 DE ABRIL





terça-feira, 29 de abril de 2014

O PRECONCEITO A INTOLERÂNCIA E A FALTA DE RESPEITO NÃO TEM LIMITES

Direitos humanos   

O preconceito é a arma da intolerância utilizada por aqueles que se acham acima de todas as virtudes,do bem e do mal, julgam-se superiores em tudo e a todos,inatingíveis,intocáveis mais esquecem que o destino de todos aponta somente para uma única direção..........

Da Redação
NÃO SOMOS MACACOS
Nem bem cicatrizaram as feridas da lamentável agressão sofrida pelo jogador brasileiro Daniel Alves em um estádio de futebol em gramados espanhóis, quando um torcedor do time adversário atirou uma banana em sua direção,fato esse que provocou uma revolta generalizada,ainda que dando surgimento a um movimento totalmente equivocado e descabido aprofundando mais ainda o sentimento RACISTA E PRECONCEITUOSO, denominado #somostodosmacacos  ( Eu não sou macaco e ninguém é macaco).Para a minha surpreza, eis que hoje me deparo com mais uma agressão idêntica,desrespeitosa,preconceituosa,descabida e injuriosa desta vez cometida contra o ex Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva, e de tabela atingindo também a atual Presidenta Dilma Rousseff, no Facebook, no perfil da conta da usuária Maria Candida Junqueira Zacharias.A ninguém é vedado o direito a critica,a oposição,ao contraditório,e niquem é obrigado a gostar de ninguém,é assim que funciona a democracia,mas ela não nos da o direito de ultrapassar  os limites da fronteira entre o certo e o errado,entre o real e o imponderável.Manter sempre o respeito ao direito e a dignidade do ser do humano é muito mais do que uma obrigação,é um dever de todos nos. O que fizeram com o jogador Daniel Alves e agora repetem de maneira lamentável e acintosa com o ex Presidente Lula é uma agressão inadmissível,inaceitável e ambas não podem e não devem passar em branco sem que os seus autores sejam devidamente responsabilizados.Não vivemos numa selva,onde as leis são ditadas pelas necessidades de sobrevivência daqueles que nela habitam, não somos macacos,somos seres humanos e civilizados, e por isso devemos agir e nos comportarmos sempre com tal.
Expressamos aqui nosso total e veemente repúdio, a toda e qualquer forma de intolerância,descriminação ou preconceito a todo e qualquer ser humano,a democracia assim exige,igualdade e respeito para todos.
Pregopontocom


Copia da postagem no Facebook

Segue a foto de um exemplar da espécie PTcântropus CorruPTus, da subordem dos Nihil Sapientis Eternum, da classe Operarius Fajutus.
Essa espécie tem como característica ter apenas 9 dedos nas mãos e de alimentar-se somente de derivados de cana ou de malte escocês.
Os povos primitivos o idolatram e até deificam, mediante farta distribuição de micro-benesses que bastam a esses primitivos para tornarem-se vagabundecos também.
Outra característica exclusiva dessa espécie é que são os machos que dão à luz, fato comprovado, pois foi esse exemplar da foto que pariu um excremento da natureza identificado como Dilmus Presidentus que já empesteou a nação e acabou, como praga, do pouco de dignidade que ainda havia neste país.
A sorte é que esta espécie e seus descendentes são tão vorazes que cedo ou tarde acabarão comendo uns aos outros... só que até lá....adeus Brasil!
Recomendo repassar, para conhecimento meramente científico...ar legenda

MT e ANTT retomam discussão sobre o transporte ferroviário de passageiros

 Transportes sobre trilhos

A segunda edição do seminário “Trens Regionais de Passageiros – uma necessidade que se impõe” teve como objetivo entregar o relatório final do grupo de trabalho criado para propor sugestões a fim de incrementar a participação da modalidade na malha de transportes do país.

Ministério dos Transportes
foto - ilustração
Os estudos para desenvolver o transporte ferroviário de passageiros elaborados ao longo do último ano por técnicos do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foram o tema desta terça-feira (29/04) de seminário realizado no auditório da ANTT, em Brasília. A segunda edição do seminário “Trens Regionais de Passageiros – uma necessidade que se impõe” teve como objetivo entregar o relatório final do grupo de trabalho criado para propor sugestões a fim de incrementar a participação da modalidade na malha de transportes do país. Segundo o coordenador do grupo José Queiroz de Oliveira, da ANTT, o documento será encaminhado ao Ministério dos Transportes para subsidiar a formulação de políticas nessa área.
Entre os pontos do relatório, estão a análise da possibilidade de reutilização de trechos da malha ferroviária brasileira para o transporte de passageiros; a reestruturação do setor para atuar com mais sinergia; sugestão de normas; a questão da comunicação e sinalização ferroviária para passageiros e a opinião da indústria ferroviária nacional na formação da política pública de transporte ferroviário de passageiros.
O documento propõe 16 trechos para implantação de trens de passageiros. Estão localizados nos estados de DF/GO (dois trechos); MG (seis trechos); SP (um trecho); RJ (um trecho); SC (dois trechos); PB (dois trechos); MA (um trecho), além do Trem do Sol, entre Salvador/BA e São Luis/MA.
Segundo o relatório, outros seis ramais de trens de passageiros, com os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) concluídos, após contratação pelo Ministério dos Transportes, poderão tornar-se projetos-piloto para a implantação dos demais trechos estudados pelo grupo de trabalho.

Abaixo, a lista dos seis ramais:

1) Caxias do Sul-Bento Gonçalves/RS – com extensão de 62 km;
2) Londrina-Maringá/PR – com extensão de 150 km;
3) Pelotas-Rio Grande/RS – com extensão de 100 km;
4) Conceição da Feira-Salvador-Alagoinhas/BA – com extensão de 224 km:
5) Codó/MA-Teresina/PI-Altos/PI – com extensão de 244 km; e
6) São Luís-Itapecuru/MA – com 115 km.

Serviços - Atualmente o País conta com três serviços de trens de passageiros: Belo Horizonte/MG-Vitória/ES e Parauapebas/PG-São Luís/MA, operados pela Vale e Curitiba-Paranaguá/PR, operado pela empresa Serra Verde Express. Por ano são transportados mais de 1,3 milhão de pessoas.
Criado pela Agência em março de 2013, o Grupo de Trabalho Trens de Passageiros (GTTP) foi composto por seis subgrupos temáticos e pela assessoria de um Conselho Consultivo, contemplado com a participação de diferentes entidades e segmentos da sociedade que têm interesse no tema.
Também estiveram presentes no seminário a deputada federal Rose de Freitas (PMDB/ES), o diretor de Infraestrutura Ferroviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Mário Dirani, o diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Helio Mauro França, além de autoridades políticas e especialistas do setor.
O tema começou a ser discutido amplamente na primeira edição do seminário, em novembro de 2012, em que participaram representantes todas as esferas de governo, da iniciativa privada, e das entidades de classes.
Fonte - ABIFER  29/04/2014

Grupo de trem de passageiros apresenta diagnóstico durante seminário na ANTT

Transportes sobre trilhos

Na abertura do seminário, o diretor-geral em exercício da ANTT, Jorge Bastos, afirmou que a mobilidade passou a fazer parte da agenda pública. E o sistema de transporte sobre trilhos é que tem o mais baixo impacto ambiental, além de oferece maior segurança ao usuário.

ANTT
foto - ilustração
O Grupo de Trabalho Trens de Passageiros (GTTP), criado em março do ano passado no âmbito da ANTT, para elaborar diagnóstico e propor ações para incentivar esse tipo de transporte, apresentou hoje (29/04) suas conclusões durante o II Seminário de Trens de Passageiros, realizado no auditório da Agência.
Para o coordenador do grupo José Queiroz de Oliveira é chegado o momento de resgatar esse modal de transporte no Brasil. As sugestões apresentadas pelo GTTP serão encaminhadas do Ministério dos Transportes para subsidiar a formulação de políticas nessa área.
Na abertura do seminário, o diretor-geral em exercício da ANTT, Jorge Bastos, afirmou que a mobilidade passou a fazer parte da agenda pública. E o sistema de transporte sobre trilhos é que tem o mais baixo impacto ambiental, além de oferece maior segurança ao usuário.
Acrescentou que, onde for possível, trechos da malha existente sejam utilizados como contribuição para implantação de trens de passageiros. O diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Hélio Mauro França, afirmou que o transporte de passageiros por trilhos é a recuperação de um serviço que já existiu no Brasil. Também esteve presente no seminário da ANTT o diretor de Infraestrutura Ferroviária do Ministério dos Transportes Mario Direni.
O GTTP reuniu representantes de ministérios, universidades e de prefeituras. Também houve representantes de entidades do setor industrial e do setor de transportes. O coordenador do grupo, José Queiroz, informou que o próximo passo a ser sugerido é formação de um grupo interministerial, nos moldes do GTTP, para colocar em prática o que foi proposto.
Atualmente o País conta com três serviços de trens de passageiros: Belo Horizonte/MG-Vitória/ES e Parauapebas/PG-São Luiz/MA, operados pela Vale e Curitiba-Paranaguá/PR, operado pela empresa Serra Verde Express. Por ano são transportados mais de 1,3 milhão de pessoas.
O documento apresentado pelo GTTP lista 16 sugestões de implantação de trens de passageiros, como foi sugerido durante os trabalhos de elaboração do diagnóstico. Esses trechos estão localizados nos estados de DF/GO (dois trechos); MG (seis trechos); SP (um trecho); RJ (um trecho); SC (dois trechos); PB (dois trechos); MA (um trecho), além do Trem do Sol, entre Salvador/BA e São Luiz/MA.
O diagnóstico do GTTP propõe seis projetos piloto de trem de passageiros, cujos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) se encontram em andamento. São eles (cotação a preço de 2013):
Caxias do Sul-Bento Gonçalves/RS – com extensão de 62 km e investimentos de R$ 285 milhões;
Londrina-Maringá/PR – com extensão de 150 km e investimentos de R$ 429,7 milhões;
Pelotas-Rio Grande/RS – com extensão de 100 km e investimentos de R$ 360,2 milhões;
Conceição da Feira-Salvador-Alagoinhas/BA – com extensão de 224 km e investimentos de R$ 285 milhões;
Codó/MA-Terezina/PI-Altos/PI – com extensão de 244 km e investimentos de R$ 136 milhões; e
São Luiz-Itapecuru/MA – com 115 km e investimentos de R$ 185 milhões.
Fonte - ANTT  29/04/2014