sábado, 5 de abril de 2014

Metrô do Panamá,foi inaugurado nesta sexta-feira.

Internacional

As 14 estações que formam a Linha 1 do metrô foram construídas pela espanhola FCC juntamente com a brasileira Odebrecht
- Com este novo projeto, o Governo espera solucionar, ao menos em parte, o sério problema de transporte público que a capital sofre. “Está previsto que o metrô possa transportar até 45.000 passageiros por hora”, explica Alañón.

R. Guerrero
EL País Brasil 

O Panamá contará, a partir deste sábado, com a primeira linha de metrô de toda a América Central, um projeto que revolucionou a cidade nas últimas semanas e que constitui, junto às obras de ampliação do Canal, cuja construção atrasou em ao menos um ano, o grande legado do Governo de Ricardo Martinelli em matéria de infraestruturas.
As 14 estações que formam a Linha 1 do metrô foram construídas pela espanhola FCC juntamente com a brasileira Odebrecht, que finalizaram esta primeira fase do projeto por 1,8 bilhão de dólares (3,9 bilhões de reais) “embora as ampliações de última hora no projeto, com uma estação adicional ao desenho inicial e a possibilidade de incorporar outra no meio do trajeto, por onde colocaremos as escavadoras, elevaram a conta final até os 2 bilhões de dólares (4,3 bilhões de reais)”, admite Javier Alañón, um engenheiro da Cidade Real que dirigiu a construção do metro panamenho.
Com este novo projeto, o Governo espera solucionar, ao menos em parte, o sério problema de transporte público que a capital sofre. “Está previsto que o metrô possa transportar até 45.000 passageiros por hora”, explica Alañón. Alguns relatórios, impulsionados entre outros pelo Banco Mundial, sugerem que a aposta no metrô não é a melhor solução para os problemas de transporte nas cidades em desenvolvimento *(???!!), tanto por seu custo como por sua escassa eficiência. Mas essa tese pouco pode fazer frente ao entusiasmo cidadão pela nova infraestrutura. “Parece um projeto excelente, excelente. Todas as grandes capitais do primeiro mundo têm um metrô, não?”, apontava Daira Muñoz em um das viagens autorizadas pelo Governo nos dias prévios à inauguração.
O ato oficial a cargo do presidente Martinelli ocorre um mês antes das eleições presidenciais, nas que o candidato oficialista, José Domingo Arias — cuja candidata à vice-presidência é Marta Linares, esposa de Martinelli— está praticamente empatado nas pesquisas com o líder do Partido Revolucionário Democrático, Juan Carlos Navarro. Além disso, Martinelli prometeu que o preço do bilhete será menos de um dólar e que durante o primeiro mês, que coincide com o reta final da campanha, as viagens de metrô serão gratuitas. Martinelli, além disso, prometeu deixar licitada a Linha 2 do metrô antes de finalizar seu mandato.
Nos dias prévios à sua inauguração oficial, as visitas organizadas ao metrô foram incessantes. Funcionários, militares, policiais e membros de organizações e empresas internacionais recorreram aos seus contatos para estrear as viagens que sai da Estação 5 de Maio e vai até Los Andes, embora as instalações tenham sido entregues oficialmente no dia 28 de fevereiro pela empresa. FCC acaba de finalizar as obras de ampliação do metrô de Lima, no Peru. “O projeto de Lima tem pouco a ver com este. O país já conta com várias linhas de metrô e ali o projeto é todo soterrado, daí o custo da obra”, explica o engenheiro.
Fonte - STEFZS  05/04/2014

 Comentário Pregopontocom 
*(???!!) Certamente na leitura do Banco Mundial os chamados países em desenvolvimento devem ser condenados ao obscurantismo e a dependência eterna do ônibus.......

Por que a mídia não está procurando Fabio Barbosa para falar da compra da refinaria de Pasadena?

Política

Ele ocupava uma posição privilegiada quando a refinaria de Pasadena foi comprada. Era integrante do Conselho de Administração da empresa.- E é um executivo respeitado. - Isso não é suficiente para ouvi-lo?

Paulo Nogueira - DCM
Ninguém quer ouvir Barbosa
Queria entender uma coisa. Por que a mídia não entrevista o presidente da Abril, Fabio Barbosa, sobre o caso Petrobras?
Ele ocupava uma posição privilegiada quando a refinaria de Pasadena foi comprada. Era integrante do Conselho de Administração da empresa.
E é um executivo respeitado.
Isso não é suficiente para ouvi-lo?
Seria, se não fosse uma coisa: Barbosa está dizendo uma coisa que a mídia não quer publicar.
Disse Barbosa: “A proposta de compra de Pasadena submetida ao Conselho em fevereiro de 2006, do qual eu fazia parte, estava inteiramente alinhada com o plano estratégico vigente para a empresa, e o valor da operação estava dentro dos parâmetros do mercado, conforme atestou então um grande banco americano, contratado para esse fim. A operação foi aprovada naquela reunião nos termos do relatório executivo apresentado.”
Não repercutiu nada esta declaração na mídia tradicional. Ela apareceu no site da Veja. Provavelmente Barbosa recorreu aos filhos de Roberto Civita para que sua versão sobre a compra fosse publicada antes que a informação de que ele a chancelara ganhasse o noticiário em circunstâncias penosas para ele. Raras vezes, e isto é batata, como dizia Nelson Rodrigues, a Veja terá publicado algo tão contrariada.
Outra ausência notável entre os entrevistados na interminávek cobertura do caso é a de Claudio Haddad, também ex-conselheiro da Petrobras. Aqui é ainda mais revelador, dado que Haddad é um dos economistas mais procurados pela mídia para falar de questões macroeconômicas.
Mas ninguém quer saber de seu testemunho sobre a Petrobras.
Bem, no mesmo texto do site da Veja em que Barbosa fala do negócio, Haddad lembrou que as negociações foram assessoradas pelo Citibank, que deu aval à compra.
“O Citibank apresentou um ‘fairness opinion’ (recomendação de uma instituição financeira) que comparava preços e mostrava que o investimento fazia sentido, além de estar em consonância com os objetivos estratégicos da Petrobras dadas as condições de mercado da época.”
Algum jornalista, a propósito, foi atrás do Citi?
Não. Porque a vontade, no caso, não é levar luz onde há sombra, como manda o bom jornalismo, mas o oposto: levar sombra onde há luz.
Pobres leitores.
Pobre interesse público.
Pobre Brasil.
Fonte - Diário do Centro do Mundo  05/04/2014

Metrô e CPTM fogem de audiência pública sobre abusos sexuais

Metrô de SP

Evento que discutirá o problema será realizado na terça-feira (8/4), às 9h, na Assembleia Legislativa de SP
- As ausências que mais chamam a atenção nessa relação de debatedores são justamente as dos diretores do Metrô e da CPTM. As duas empresas foram convidadas pela assessoria de Beth Sahão para que enviassem representantes à audiência, porém, até o momento, não deram resposta


Ass. Imprensa 
Deputada Beth Sahão/ptalesp.org.br 

A onda de abusos sexuais ocorrida nas estações e carros do Metrô e da CPTM no início deste ano será tema de um debate que será realizado na terça-feira, 8 de abril, na Assembleia Legislativa. Organizada pelo mandato da deputada Beth Sahão, com apoio da Liderança do PT, a audiência contará com a presença da diretora da Delegacia da Mulher no Estado de São Paulo, Gislaine Doraide Ribeiro Pato, e da presidente da Confederação Nacional dos Químicos (CNQ), Lucineide Varjão.
As ausências que mais chamam a atenção nessa relação de debatedores são justamente as dos diretores do Metrô e da CPTM. As duas empresas foram convidadas pela assessoria de Beth Sahão para que enviassem representantes à audiência, porém, até o momento, não deram resposta. Extraoficialmente, existe a informação de que as companhias teriam recebido do governo estadual a determinação para não se pronunciarem mais sobre o caso.
A assessoria da parlamentar pretendia fazer novas tentativas, buscando garantir a ida dos representantes das empresas à audiência. “Quero crer que tanto o Metrô quanto a CPTM têm interesse em debater e buscar soluções para esse problema. Por isso, vamos insistir no convite, até para que possamos enriquecer nosso debate”, afirma Beth.
A audiência pública será realizada no Plenário Dom Pedro I da Assembleia Legislativa (avenida Pedro Álvares Cabral, 201, Ibirapuera, São Paulo), com início a partir das 9h.
Fonte - STEFZS - 05/04/2014

Vítimas de trabalho análogo ao de escravo são resgatados em navio na Bahia

Direitos humanos

A fiscalização do MTE constatou que os tripulantes do navio estavam trabalhando cerca de 200 dias sem nenhum dia inteiro de folga. Eles trabalhavam cerca de 11 a 16 horas. Os períodos de descanso eram interrompidos por treinamentos e outras atividades. O órgão apurou ainda que os funcionários eram submetidos a pressões psicológicas dos “capos”, nome dados aos chefes

Da Agência Brasil
foto - ilustração
A Secretaria de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego (SIT-MTE) resgatou, na última terça-feira (1º), 11 trabalhadores em condição análoga à de escravo no navio de cruzeiro MSC Magnífica, no Porto de Salvador (BA). A ação teve a participação do Ministério Público do Trabalho, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, da Polícia Federal, dentre outros órgãos federais.
A fiscalização do MTE constatou que os tripulantes do navio estavam trabalhando cerca de 200 dias sem nenhum dia inteiro de folga. Eles trabalhavam cerca de 11 a 16 horas. Os períodos de descanso eram interrompidos por treinamentos e outras atividades. O órgão apurou ainda que os funcionários eram submetidos a pressões psicológicas dos “capos”, nome dados aos chefes.
“Segundo relatos, esses 'capos' assediavam moralmente os trabalhadores que não se submetem às situações abusivas, tratando-os de maneira humilhante e os ameaçando com a perspectiva de tratamento, que era ainda pior quando o navio saía do alcance das autoridades brasileiras”, disse Raul Vital, chefe da Divisão de Fiscalização do Trabalho Portuário e Aquaviário.
A ação foi motivada por denúncias de trabalhadores brasileiros e da Associação de Vítimas do Trabalho em Navios de Cruzeiro. De acordo com o MTE, as denúncias são referentes ao assédio moral e sexual, jornadas exaustivas e exploração predatória do trabalho dos brasileiros a bordo de cruzeiros marítimos.
Fonte - Agência Brasil  04/04/2014

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Bruxelas cobra de Portugal mais projetos para transportes de passageiros

Internacional

O eixo dos transportes públicos de passageiros é um dos seis que constam na decisão tomada e que será em agora remetida a Bruxelas. O secretário de Estado de Infra-estruturas, Transportes e Comunicações explicou ao Público que a Comissão Europeia “sinalizou que seria útil que o Governo mostrasse vontade de intensificar investimentos nas zonas urbana

Menos Um Carro

A estratégia do Governo para infra-estruturas, aprovada esta semana no Conselho de Ministros, vai incluir projetos voltados para o transporte de passageiros por exigência da Comissão Europeia.
Apesar da inclinação do executivo ter preferência sempre mais para o setor de mercadorias, Bruxelas pediu que essa opção fosse combinada com investimentos na rede urbana de transportes, num investimento que poderá superar os 700 milhões de euros. Neste momento, ainda será necessário fazer estudos para determinar que projetos possam avançar.
O eixo dos transportes públicos de passageiros é um dos seis que constam na decisão tomada e que agora será remetida a Bruxelas. O secretário de Estado de Infra-estruturas, Transportes e Comunicações explicou ao Público que a Comissão Europeia “sinalizou que seria útil que o Governo mostrasse vontade de intensificar investimentos nas zonas urbanas”. Neste momento, trata-se de uma abordagem “preliminar”, esclareceu Sérgio Monteiro, já que não há ainda decisões sobre os projetos a serem incluídos neste eixo.
O investimento rondará os 755 milhões de euros, dos quais 607 milhões serão de fundos comunitários, de acordo com informações cedidas pelo Governo, numa apresentação do Plano Estratégico dos Transportes e de Infra-estruturas (PETI), que vai acompanhar o quadro comunitário de apoio entre 2014 e 2020. Do lote de projetos farão parte, por exemplo, a modernização da linha de Cascais e a implementação do projeto Porta a Porta, que tem como objectivo alargar a rede de transportes a zonas menos povoadas. No caso da linha de Cascais, esta irá precisar de somas vultuosas,sendo que será a primeira concessão da CP a iniciativa privada a avançar, ainda em 2014
Os mais de 700 milhões destinados a esta área vão fazer parte de um total de 6067 milhões de investimento estimado ao longo de oito anos com 59 projetos.
As infra-estruturas consideradas prioritárias pelo Governo foram divididas em corredores estratégicos, cabendo ao do interior a maior necessidade de investimento, num total de 2746 milhões de euros . Já a ferrovia será responsável por 44% do custo total dos projetos contidos no PETI, seguindo-se o setor marítimo-portuário (25%), a rodovia (15%), o transporte de passageiros (12%) e os aeroportos (4%).
No que diz respeito aos projetos rodoviários, o executivo mantém a esperança de que a Comissão Europeia reconsidere a possibilidade de financiar obras, pelo menos as de last mile [última milha], destinadas a concluir estradas. Isto mesmo depois de a porta-voz da Comissão Europeia para o Desenvolvimento Regional ter afirmado, na segunda-feira, que “ o Governo português terá que pagá-las” se quiser avançar.
(Adaptação do texto original Pregopontocom)

Petrobras atinge novo recorde de processamento

Economia

O volume é 12 mil bpd superior ao recorde anterior, registrado em julho de 2013. "O resultado atingido reafirma a busca contínua da Petrobras pelo aumento da eficiência operacional das refinarias, reflexo da gestão integrada do sistema de abastecimento

Antonio Pita
Agência Estado
foto - ilustração
A Petrobras informou nesta sexta-feira que atingiu, em março, novo recorde mensal de processamento nas refinarias do País. Em nota, a empresa informou ter processado 2,151 milhões de barris de petróleo por dia (bpd). O volume é 12 mil bpd superior ao recorde anterior, registrado em julho de 2013. "O resultado atingido reafirma a busca contínua da Petrobras pelo aumento da eficiência operacional das refinarias, reflexo da gestão integrada do sistema de abastecimento, contribuindo para a redução das importações de derivados", informa o comunicado.
A área de refino é um dos principais gargalos na operação da estatal, que busca ampliar a produção e o processamento para fazer frente às crescentes importações de derivados nos últimos anos. As importações, somadas à defasagem de preço dos combustíveis no País, acarretam um peso às finanças da empresa.
No aguardo de novas refinarias prometidas desde 2004, a Petrobras opera com cerca de 91% da sua capacidade. A unidade de Abreu e Lima (Rnest), que era prevista para operar ainda em 2014, foi adiada por duas vezes, e o novo prazo é em 2016. O mesmo aconteceu no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que deveria ter sido entregue em 2011, mas só deve iniciar as atividades no próximo ano.
No final do último ano, a operação das refinarias chegou a 99% de sua capacidade, o que gerou diversas críticas de sindicatos e trabalhadores em função de falhas em processos e medidas de segurança. Na época, uma série de acidentes chegou a paralisar algumas unidades e a provocar mortes de funcionários. Na nota divulgada hoje, entretanto, a Petrobras informou que "a marca foi alcançada respeitando os princípios de Segurança, Meio Ambiente e Saúde que norteiam as ações da companhia".
Fonte - A Tarde  04/04/2014

Brasil e Suécia voltam a discutir empréstimo de caças à FAB

Política

O empréstimo dos dez caças vem sendo tratado como a solução para garantir a segurança do espaço aéreo brasileiro enquanto os primeiros dos 36 Gripen NG não chegam. No final do ano passado, a FAB aposentou os últimos dos 12 Mirage 2000 (ou F-2000) que utilizava para patrulhar e proteger o espaço aéreo nacional. 

Alex Rodrigues 
Repórter Agência Brasil 
foto - ilustração
Autoridades brasileiras e suecas voltaram a discutir, ontem (3), em Estocolmo, a possibilidade de a Suécia emprestar ao menos dez aviões do tipo caça para uso da Força Aérea Brasileira (FAB). Se for efetivada, a cessão valerá até que as primeiras das 36 aeronaves militares escolhidas pelo governo para reequipar a frota brasileira sejam entregues pela empresa fabricante, a sueca Saab. Segundo o ministério da Defesa, a negociação de empréstimo está em estágio avançado e pode ser finalizada até maio deste ano. Discutido paralelamente à compra dos 36 novos caças modelo Gripen NG, o acordo de cessão das dez aeronaves Gripen modelo C/D também envolve o treinamento de pilotos e de equipes de solo, além de apoio logístico por parte da Suécia.
O empréstimo dos dez caças vem sendo tratado como a solução para garantir a segurança do espaço aéreo brasileiro enquanto os primeiros dos 36 Gripen NG não chegam. No final do ano passado, a FAB aposentou os últimos dos 12 Mirage 2000 (ou F-2000) que utilizava para patrulhar e proteger o espaço aéreo nacional. Franceses, os Mirage foram fabricados na primeira metade da década de 1980 e comprados pelo Brasil, já usados, em 2005, por 60 milhões de euros (cerca de R$ 171 milhões pelos valores anunciados à época).
A previsão inicial era a de que os Mirage deixariam de ser utilizados no final de 2011, mas, devido ao atraso na compra de novas aeronaves, alguns deles tiveram que ser aparelhados para voar por ao menos mais dois anos. Desde que os Mirage 2000 foram aposentados, a FAB só tem a sua disposição os caças modelo A-1 e F-5. Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado no fim de fevereiro deste ano, o comandante da Aeronaútica, Juniti Saito, garantiu que os A-1 e os F-5 foram “modernizados” pela Embraer e estão aptos a continuar em atividade até pelo menos o ano de 2025.
Embora o governo brasileiro tenha anunciado ter escolhido comprar o modelo Gripen NG – preterindo os concorrentes norte-americanos (Boeing) e franceses (Dassault) – em dezembro de 2013, o contrato de aquisição de tecnologia e de produção conjunta dos aviões ainda não foi assinado. Representantes da FAB, da Saab e autoridades suecas estão discutindo aspectos como valores, prazos, obrigações das partes e todos os outros detalhes técnicos do negócio. Por isso, a provável data em que os primeiros Gripen NG deverão ser entregues não passa de estimativas. A expectativa mais positiva é que, caso o contrato seja assinado até o fim deste ano, os primeiros dos 36 novos caças estejam prontos no final de 2018, conforme confirmou o comandante da FAB na mesma audiência do Senado.
Fonte - Agência Brasil  04/04/2014

Sucatas atrapalham a vida de pedestres na cidade

De olho na Cidade

Muitos moradores da região têm reclamado da falta de organização dos donos que deixam o material no meio da passagem, nas calçadas e até na pista, causando problemas para pedestres e motoristas. 

Maíra Côrtes - TB
Sucatas atrapalham pedestres
Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia
Ao longo da Avenida Afrânio Peixoto (Suburbana) é possível encontrar dezenas de pontos de ferro velho. Muitos moradores da região têm reclamado da falta de organização dos donos que deixam o material no meio da passagem, nas calçadas e até na pista, causando problemas para pedestres e motoristas.
Além disso, alguns comerciantes de peças usadas daquela localidade fazem atendimento e serviços no próprio passeio, dificultando ainda mais a vida de transeuntes, que têm de disputar espaços com os carros. A situação se complica ainda mais no sentido centro da cidade. “Em horário de pico, seja pela manhã ou final da tarde, o trânsito fica muito ruim porque é muito carro parado no lado direito. São veículos quebrados ou simplesmente que ficam estacionados”, reclama o servente Valfredo Santos.
O comerciante Raimundo Cardoso disse que não acha justo ocupar as calçadas com resto de maquinário ou mesmo de carros. “O que acontece aqui é muito perigoso. O passeio tem que ficar livre para o pedestre. Seria muito melhor se alguns donos de ferro velho arranjassem um local para seu material e liberassem as calçadas”, sugere ele, que tem uma loja de autopeças na região, mas que não atrapalha o fluxo normal. A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) tem realizado apreensões de sucatas em diversos bairros de Salvador. O material apreendido é encaminhado para o depósito da Prefeitura, no Setor de Guarda de Bens Apreendidos, no bairro da Fazenda Grande do Retiro (Avenida General San Martin, 734).
Caso o veículo não seja retirado em até 60 dias, o material é leiloado ou doado a instituições de caridade. A multa para quem teve a carcaça apreendida é de R$ 562. Para quem desejar denunciar veículos abandonados, basta entrar em contato com o Setor de Serviços Diversos da Semop, através dos números 156 ou 3186-5134. Se o veículo está obstruindo o tráfego ou cometendo alguma irregularidade no trânsito, a Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador) orienta que a pessoa ligue para o 118 e solicitar a remoção.
Fonte - Tribuna da Bahia  04/04/2014

Minha Casa, Minha Vida entrega 2,5 mil unidades no interior de São Paulo

Habitação

Dilma reafirmou que o governo deve lançar a terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida neste ano para incluir famílias que ficaram de fora da lista de beneficiados na segunda fase. Na segunda etapa do programa, a meta é entregar 2,75 milhões de moradias até o fim deste ano.
No discurso, a presidenta destacou que é obrigação do governo oferecer oportunidades para que a vida das pessoas melhore e, por isso, os programas sociais são prioridade de sua gestão

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A presidenta Dilma Rousseff participou hoje (4) da cerimônia de entrega de 2.508 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, e voltou a afirmar que as casas entregues são um direito, e não um favor feito pelo governo aos beneficiados.
“Quando vocês abrirem a porta e entrarem em casa, entrem de cabeça erguida. A casa é de vocês. O dinheiro vem do imposto que cada um de nós paga neste país. Vocês não devem nada a ninguém. Este dinheiro que estamos colocando aqui é dinheiro pago por todos os brasileiros. Por isso, entrem na casa de cabeça erguida, ela é de vocês”, disse a presidenta, durante discurso.
Dilma reafirmou que o governo deve lançar a terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida neste ano para incluir famílias que ficaram de fora da lista de beneficiados na segunda fase. Na segunda etapa do programa, a meta é entregar 2,75 milhões de moradias até o fim deste ano.
No discurso, a presidenta destacou que é obrigação do governo oferecer oportunidades para que a vida das pessoas melhore e, por isso, os programas sociais são prioridade de sua gestão. “Temos régua para medir tudo. E como é a régua de medir governo? É a capacidade que o governo tem de ajudar as pessoas a melhorar de vida. Eu sei que é necessário melhorar a mobilidade urbana, o abastecimento de água. Agora, é também importante ter casa, ter educação, ter médico, é isso que estamos fazendo”, listou.
Fonte - Agência Brasil 04/04/2014

Deputada é ameaçada de estupro nas redes sociais

Política

Deputada aderiu, na semana passada, à campanha "Eu não mereço ser estuprada"

A Tarde
Da Redação
divulgação/A Tarde
A deputada Manuela d'Ávila (PCdoB-RS) pediu à Procuradoria Geral da República (PGR) que seja instaurado um inquérito policial para investigar ameaças de estupro direcionadas a ela feitas por uma perfil no Twitter. As mensagens foram disparadas na última segunda-feira, 31. Na semana passada, a deputada aderiu à campanha "Eu não mereço ser estuprada".
"Essa foi a primeira vez que recebi uma ameaça de estupro. Resolvi recorrer à PGR porque trata-se de um tema muito sério, além de ser uma forma de encorajar outras pessoas que já passaram ou vão passar por casos como esse", disse a deputada.
Fonte - A Tarde 04/04/2014

Norte do Chile registra tremor de 6,2 na escala Richter

Internacional

De acordo com o Serviço Sismológico da Universidade do Chile, o movimento dessa noite teve o epicentro localizado a 63 quilômetros (km) a sudoeste de Iquique, a 31,8 km de profundidade

Da Agência Brasil 
Com informações da Agência Lusa
Terremoto no Chile/Agência Lusa
Um novo terremoto, de magnitude 6,2 na escala Richter, sacudiu, ontem à noite, o Norte do Chile, mas não houve alerta de tsunami. Na terça-feira, a região foi afetada por um sismo de 8,2.
De acordo com o Serviço Sismológico da Universidade do Chile, o movimento dessa noite teve o epicentro localizado a 63 quilômetros (km) a sudoeste de Iquique, a 31,8 km de profundidade.
O Gabinete Nacional de Emergência (Onemi) informou que não houve vítimas, danos ou problemas nos serviços básicos após o tremor. De acordo com o Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha (Shoa), o sismo não reúne condições para gerar um tsunami na costa chilena.
Depois do terremoto de 8,2 de terça-feira, foram registrados mais de 264 abalos no Norte do Chile, dos quais cerca de 30 sentidos pela população. Nas regiões de Arica, Parinacota e Tarapacá ainda há milhares de pessoas sem eletricidade ou água potável.
Na noite de quarta-feira, uma réplica de 7,6 na escala Richter, ocorrida a 20 km ao sul da cidade de Iquique, levou à evacuação da zona costeira.
O terremoto de terça-feira deixou seis mortos e forçou a retirada de aproximadamente 1 milhão de pessoas
Fonte - Agência Brasil  04/04/2014

Nigéria pode passar África do Sul e ser a maior economia africana

Internacional

O Instituto Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) vai divulgar os novos dados econômicos, que deverão mostrar o país mais populoso da África passando para o primeiro lugar entre as economias do continente, desbancando a África do Sul.

Da Agência Brasil
Com informações da Agência Lusa
foto - ilustração
A Nigéria deve passar a ser a maior economia africana. Serão conhecidos, no domingo (6), os novos dados sobre a produção econômica, que resultam da atualização dos números conforme o método seguido pela Organização das Nações Unidas (ONU).
O Instituto Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) vai divulgar os novos dados econômicos, que deverão mostrar o país mais populoso da África passando para o primeiro lugar entre as economias do continente, desbancando a África do Sul.
O Departamento de Estatísticas das Nações Unidas recomenda aos países que revejam os cálculos sobre o Produto Interno Bruto de cinco em cinco anos para refletir as mudanças na produção e no consumo. A Nigéria não atualizava os dados desde 1990.
Os novos dados devem já levar em conta os novos setores em rápido desenvolvimento, como as telecomunicações e a indústria cinematográfica local, conhecida como Nollywood.
A Nigéria é o maior produtor de petróleo africano e cresceu 6,8% ao ano, em média, entre 2005 e 2013. Está prevista um aumento para 7,4%, de acordo com o Fundo Monetário Internacional, que é comparado com os valores ligeiramente acima de 5% para a África do Sul entre 2005 e 2009, que tem tentado ir além de 3,5% nos últimos cinco anos.
Analistas consideram, no entanto, que ter o título de maior economia da África não reflete as condições de vida dos seus 170 milhões de habitantes, que contiunuam, em sua maioria, a viver com menos de US$ 2 por dia, a enfrentar altas taxas de desemprego e dificuldades no acesso a bens essenciais como a eletricidade e a água.
Fonte - Agência Brasil  04/04/2014

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Passageiro que desistir de viagem de ônibus terá dinheiro de volta

Tranportes

Resolução da ANTT estabelece os direitos de quem viaja em ônibus interestaduais e internacionais. Entre as mudanças estão os percentuais máximos que as empresas de transporte poderão cobrar de quem quiser cancelar ou remarcar sua passagem.

Alex RodriguesRepórter da Agência Brasil
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Uma resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres publicada no Diário Oficial da Uniãode hoje (3) estabelece os direitos de quem viaja em ônibus interestaduais e internacionais. As regras se aplicam a percursos acima de 75 quilômetros.
Entre as mudanças estão os percentuais máximos que as empresas de transporte poderão cobrar de quem quiser cancelar ou remarcar sua passagem. Cada bilhete vale por até um ano e, durante o prazo, podem ser remarcados para a mesma linha, seção e sentido.
Caso o usuário queira alterar a data ou horário da viagem, a empresa poderá cobrar até 20% do valor da tarifa paga para remarcar o bilhete, a partir de três horas antes do início da viagem. E se optar por viajar em ônibus de categoria superior à inicialmente prevista ou caso a passagem tenha sido adquirida em uma promoção, o passageiro irá pagar a eventual diferença de preços.
Se o usuário desistir de viajar até três horas antes do embarque, o valor a ser devolvido pela empresa não poderá sofrer desconto superior a 5% da quantia paga pelo usuário. O reembolso será calculado com base no valor da tarifa vigente na data da restituição. A empresa terá até 30 dias para entregar o dinheiro ao usuário desistente.
Caso, por culpa da empresa de ônibus, haja atraso superior a uma hora no início da viagem, o cliente poderá optar por ser remanejado, sem custos, para outra empresa que ofereça serviço equivalente para o mesmo destino, receber imediatamente o valor pago pela passagem, ou seguir viagem com a mesma transportadora.
Se a viagem for interrompida ou sofrer atraso superior a três horas, a empresa deverá oferecer alimentação aos passageiros. Quando não for possível seguir viagem no mesmo dia, a transportadora será obrigada a pagar hospedagem. As regras se aplicam também aos casos em que a companhia vende passagens além da capacidade do ônibus.
Caso o usuário perca ou tenha sua passagem roubada, a transportadora irá emitir um novo bilhete, bastando que o cliente apresente o documento de identidade. A emissão da segunda via da passagem não acarretará qualquer problema porque, de acordo com a resolução, as empresas, a partir de agora, terão que identificar cada um dos passageiros nos bilhetes de passagem e de embarque. Os bilhetes deverão apresentar também informações como o valor dos tributos embutidos no preço final e do pedágio, se houver.
Além disso, ao contrário do que ocorre no setor aéreo, a resolução destaca que qualquer passageiro pode transferir sua passagem a outra pessoa sem pagar nada por isso.
Fonte - Agência Brasil  03/04/2014

Cinco das seis linhas da CPTM registram falhas em apenas 48 horas

São Paulo

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) teve problemas em cinco das suas seis linhas nos dois primeiros dias de abril. Foram três problemas na terça-feira (1º) e dois nesta quarta (2).

G1
Enquanto isso...
Foram três problemas na terça-feira e dois nesta quarta. A única linha que não teve alterações na circulação foi a 9-Esmeralda.
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) teve problemas em cinco das suas seis linhas nos dois primeiros dias de abril. Foram três problemas na terça-feira (1º) e dois nesta quarta (2).
As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira tiveram problemas na via ou em trens. A única que não teve alterações na circulação foi a linha 9-Esmeralda.
Terça-feira, 1º de abril de 14
A Linha 8-Diamante apresentou um problema no equipamento de via na região da estação Barra Funda por volta das 17h. Os trens circularam com velocidade reduzida e maior tempo de parada.
A assessoria da CPTM não soube informar quanto tempo o problema durou nem a hora em que foi corrigido.
No mesmo dia, a CPTM confirmou por meio do microblog Twitter que a Linha 10-Turquesa também teve falha no equipamento de via. O problema ocorreu na região de Santo André, ABC, por volta das 8h.
A outra falha do dia foi na Linha 12-Safira. Um trem apresentou defeito e foi esvaziado na estação Comendador Ermelino e, posteriormente, retirado para manutenção. O problema ocorreu por volta das 8h10.
Quarta-feira, 2 de abril de 14
O primeiro problema nesta quarta foi na Linha 7-Rubi. Um trem foi esvaziado na estação Vila Aurora e teve de ser recolhido devido a uma falha em equipamento de via.
A Linha 11-Coral teve a circulação de trens alterada por causa de problemas “de natureza técnica”, segundo a CPTM. A falha começou às 7h40 e foi solucionada às 9h25. A circulação, porém, apenas foi normalizada às 10h. O Twitter da CPTM informou que os trens seguiram com velocidade reduzida.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  03/04/2014

Decreto barra desapropriações para nova via Atlântica

Salvador

A revogação se deu por outro decreto, de número 24.869, publicado no Diário Oficial do Município do último dia 28. A chamada Via Atlântica foi projetada para ter 14,6 km. Atenderia à avenida Paralela (na altura do Parque de Exposições), passando nas imediações do condomínio Greenville, pelos parques Vale Encantado (considerado área de preservação permanente no PDDU, aprovado em 2007) e Metropolitano de Pituaçu. Neste trecho, uma ponte pênsil passaria sobre a lagoa, retornando à Paralela na altura da Av. Luís Eduardo Magalhães.

Meire Oliveira
Simulação mostra como seria a ponte sobre PituaçuSecom | Divulgação
Com a revogação do Decreto 23.391, de 26 de outubro de 2012, que estabelecia a desapropriação de áreas destinadas à implantação da Via Atlântica, torna-se ainda mais difícil ver seu projeto sair do papel. Esta via urbana foi projetada ainda na gestão do ex-prefeito João Henrique, em 2008, com a finalidade de desafogar o trânsito da orla marítima e na avenida Paralela (uma das mais movimentadas da cidade).
A revogação se deu por outro decreto, de número 24.869, publicado no Diário Oficial do Município do último dia 28. A chamada Via Atlântica foi projetada para ter 14,6 km. Atenderia à avenida Paralela (na altura do Parque de Exposições), passando nas imediações do condomínio Greenville, pelos parques Vale Encantado (considerado área de preservação permanente no PDDU, aprovado em 2007) e Metropolitano de Pituaçu. Neste trecho, uma ponte pênsil passaria sobre a lagoa, retornando à Paralela na altura da Av. Luís Eduardo Magalhães.
Questionado sobre o decreto de revogação, o secretário municipal da Infraestrutura, Habitação e Defesa Civil (Sindec), Paulo Fontana, argumentou não ter como explicar, no momento, o seu impacto. "Não tenho como afirmar se a Via Atlântica será feita ou não, mas desconheço qualquer passo da gestão municipal para avançar no processo, principalmente por conta de uma barreira ambiental relativa à Mata Atlântica", disse.
O secretário assinou o decreto junto com o prefeito ACM Neto e o seu chefe de gabinete João Inácio Ribeiro Roma Neto. Em maio de 2011, em matéria publicada por A TARDE, o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam), em votação por sete votos a quatro, interrompeu o andamento do processo de aprovação do termo de referência para viabilizar estudos de impacto da avenida.
Na ocasião, o professor de urbanismo da Uneb, Jorge Glauco, que votou contra a Via Atlântica, afirmou que a obra era uma parte do projeto que compreendia a Linha Viva e outras ruas e avenidas.

Audiência pública
Em 26 de fevereiro, as análises de impacto ambiental da Linha Viva, apresentadas em audiência pública, não agradaram especialistas e lideranças comunitárias, que alegaram falta de eficácia na mobilidade urbana e ampla degradação do meio ambiente.

No trânsito engarrafado de Salvador nem galinha consegue sair do lugar

Salvador

Galinha engarrafada

TB
Foto: Larissa Lacerda
Salvador tem 465 anos. É uma metrópole, mas ainda com um pé na roça. É possível encontrar até mesmo uma boiada passeando por uma das avenidas mais movimentadas da cidade, a Paralela. O fato aconteceu há menos de 2 anos, em frente à Unijorge.
Cavalos pastam sem ser incomodados, e nessa quarta-feira (2/4), uma galinha esperava calmamente que o trânsito fluísse em frente ao Parque da Cidade.

Fonte - Tribuna da Bahia  03/04/2014

Travessia Salvador-Mar Grande tem horários especiais à noite

Transportes Hidroviários

As oito embarcações em operação realizam o transporte de passageiros entre Salvador e Vera Cruz a cada 30 minutos.Segundo informações da Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), o sistema atenderá em dois horários especiais na noite desta quinta....

A Tarde
Da Redação
Travessia terá dois horários especiais nesta quinta
Joá Souza / Ag. A TARDE
Após o período de maré baixa nos últimos cinco dias, a travessia marítima Salvador-Mar Grande volta a operar sem restrições nesta quinta-feira, 3.
As oito embarcações em operação realizam o transporte de passageiros entre Salvador e Vera Cruz a cada 30 minutos.
Segundo informações da Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), o sistema atenderá em dois horários especiais na noite desta quinta: às 21h30, saindo de Mar Grande; e às 22h30, saindo de Salvador.
A mudança nos últimos horários do dia vai beneficiar os moradores da Ilha, principalmente estudantes de faculdade e colégios da capital.
A linha Salvador-Morro de São Paulo opera sem restrições, assim como as escunas do Passeio às Ilhas da Baía de Todos os Santos. Os catamarã para Morro zarpam do Terminal Náutico da Bahia, no Comércio, às 10h30, 13h e 14h. Já as saídas de Morro acontecem às 12h30 e 15h.
Fonte - A Tarde  03/04/2014

O professor da USP delira, o Bolsonaro é calado - Bob Fernandes

Política




Bob Fernandes
O cotidiano da política pode esperar. O tema ainda é o golpe de Estado e a ditadura imposta há 50 anos.
Cena 1. Terça-feira. Faculdade de Direito do Largo de S. Francisco, São Paulo. A pretexto de dar aula, o professor Eduardo Lobo Gualazzi, decide ler sua "Continência a 1964".
No texto, o professor lembra ter apoiado o golpe aos 17 anos. Diz ele que em nome do "Aristocratismo, burguesismo, direitismo, capitalismo, música erudita...", e por ai afora...


Opositores tentam impedir TAV entre Itália e França

Internacional

A construção é o primeiro passo de um túnel de 56 quilômetros numa linha férrea de alta velocidade que ligaria Turim, na Itália, e Lyon, na França. É uma seção do Corredor Mediterrâneo – uma rota trans-europeia de trem indo de Algeciras, na Espanha, a Budapeste, na Hungria – que a Comissão Europeia definiu como prioridade. 

New York Times
Zero Hora
foto - pregopontocom
Para chegar a um túnel atualmente sendo perfurado nos Alpes no noroeste da Itália, os visitantes precisam passar por um posto policial e outro militar. Grandes cercas de arame farpado se espalham pela montanha. Veículos blindados cruzam com jipes em estradas sinuosas cercadas por vinhedos.
Numa região conhecida por vilas pitorescas, esqui na neve e excursões pelos Alpes, o canteiro de obras fortificado é uma justaposição dissonante, traindo a amargura de uma batalha de duas décadas sobre os planos de construir um trem de alta velocidade entre Itália e França.
Ao longo dos anos, a saga da linha de trem foi pontuada por episódios de resistência popular e coloridas manifestações com milhares de pessoas, mas também por embates violentos, atos noturnos de sabotagem e até mesmo acusações de terrorismo.
Os habitantes locais sempre resistiram à ligação ferroviária, temendo danos a aquíferos e uma possível liberação de amianto e materiais radioativos durante a escavação. Questionam também o investimento inicial no projeto, de quase US$12 bilhões.
Mas a localização estratégica do Vale de Susa também deu a seus 90 mil habitantes uma plataforma descomunal no debate cultural e político da Itália sobre equilibrar a identidade do país com a integração europeia, e de forma mais geral, a preservação com o progresso.
Para a Europa, o longo impasse se tornou um grande exemplo do estranho jiu-jitsu na política da União Europeia, onde às vezes pequenos problemas locais ameaçam amarrar as maiores ambições do continente.
— Isso não é por um trem, afirmou Lisa Ariemma, moradora que se opôs ao projeto ferroviário Treno Alta Velocità.
A construção aqui é o primeiro passo de um túnel de 56 quilômetros numa linha férrea de alta velocidade que ligaria Turim, na Itália, e Lyon, na França. É uma seção do Corredor Mediterrâneo – uma rota trans-europeia de trem indo de Algeciras, na Espanha, a Budapeste, na Hungria – que a Comissão Europeia definiu como prioridade.
Mas para alguns moradores, as barricadas — físicas e metafóricas — passaram a refletir suas diferentes visões do desenvolvimento, e até mesmo da democracia, e sua distância dos tomadores de decisão em Roma e Bruxelas.
A questão tem dado força ao Movimento Cinco Estrelas, o partido antielite e antiunião Europeia de Beppe Grillo, que em março foi condenado a quatro meses de prisão por um protesto contra a ligação ferroviária em Chiomonte em 2010.
O partido de Grillo é abertamente contra o projeto, e vários membros foram eleitos para o parlamento aqui e em distritos próximos nas eleições nacionais, no ano passado. Muitos estão aguardando as eleições locais, regionais e europeias, em maio, para medir a popularidade da linha.
Para o governo nacional, conforme afirmou o ministro do transporte e infraestrutura Maurizio Lupi em março, após visitar as obras, o túnel é prova de que o estado existe, e que ele acredita num projeto que vê como fundamental para o desenvolvimento do país e da Europa.
A construção no local começou em 2011, em meio a protestos que culminaram em confrontos violentos. Desde então, grandes trechos da montanha foram fortificados para afastar os manifestantes, atrasando a perfuração até o fim do ano passado.
O longo esforço da resistência não impediu o comprometimento do governo italiano com o plano, apesar das mudanças políticas nos últimos 20 anos – e independente de qual partido estava no poder.
Mas o longo atraso colocou em risco a própria reputação da Itália como uma parceira confiável na Europa. O medo de perder o financiamento europeu, que segundo autoridades italianas deverá cobrir 40 por cento dos custos da linha, finalmente levou o governo a uma ação mais concertada.
Os opositores vêm travando uma resistência em diversas frentes, com desafios judiciais, publicações e sites com o tema "Não ao TAV". Compraram também pequenos trechos de terra ao longo da rota planejada para a linha, esperando dificultar o processo de expropriação. Centenas de manifestantes foram investigados, e alguns, julgados. Quatro jovens estão na cadeia por acusações de terrorismo.
— O movimento 'Não ao TAV' tornou-se radical, atraindo jovens anárquicos e dissidentes, argumentou Stefano Esposito, senador pró-TAV do Partido Democrático que recebeu ameaças de morte e hoje circula com guarda-costas.
Alberto Perino, antigo líder da oposição ao trem que foi condenado ao lado de Grillo, acredita que o sentimento contra o projeto é muito mais amplo.
— Estamos revoltados porque estão realizando o projeto com o nosso dinheiro, contra nós, disse ele. — Muitos locais acham que seus representantes políticos já não representam os interesses dos cidadãos, mas os de bancos e grupos de construção, afirmou ele.
Luca Giunti, um guarda florestal e ativista do 'Não ao TAV', argumenta que o tráfego de passageiros e carga entre Itália e França na velha linha férrea – construída em 1871 – está num declínio constante há anos, e não vê a necessidade de uma nova linha.
— Estamos tendo gastos e danos ambientais em troca de um ganho financeiro incerto. Isso não me parece um bom modelo de negócios, disse ele.
Mesmo reconhecendo que o vale passará por algumas inconveniências, os proponentes do plano dizem que a infraestrutura ferroviária mudou significativamente desde a construção da antiga linha, e que a rota atual é ineficiente – por ter sido construída sobre uma encosta íngreme, e porque o túnel não é largo o suficiente para lidar com o transporte de carga atual.
Gemma Amprino Giorio, prefeita da cidade de Susa, onde será construída uma estação projetada pelo arquiteto japonês Kengo Kuma assim que a linha estiver concluída, vê o trem como um novo sopro de vida na estagnada economia da região.
— Atualmente o vale é um trecho seco. Ter uma estação internacional trará desenvolvimento e um reforço à economia da região, especialmente ao turismo.
Segundo Mario Virano, um especialista contratado pelo governo em 2006 para ajudar a moderar as diversas facções, a questão é muito maior do que o Vale de Susa.
— Não podemos perder a possibilidade do financiamento europeu ou permitir que a França perca o financiamento deles por nossa causa. Se não formos em frente agora que o restante da Europa está trabalhando por uma infraestrutura mais homogênea, será um escândalo não termos feito nada, explicou ele.
Fonte - Revista Ferroviária  03/04/2014

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Terremoto de 8.2 deixa seis mortos no norte do Chile







Quase um milhão de pessoas deixaram suas casas depois que o tremor de terra, de 8.2 graus de magnitude, atingiu a cidade de Iquique, seguido de um Tsunami, que levou as ondas a mais de dois metros de altura. O terremoto foi sentido também no Peru e na Bolívia.

Comissão do Senado aprova fim das doações de empresas para campanhas

Política

Para virar lei precisa passar por um turno suplementar de votação na CCJ e depois, como tem caráter terminativo, se não houver recurso para votação pelo plenário do Senado, vai à Câmara dos Deputados.Como as eleições são processos com participação direta exclusiva dos eleitores - pessoa jurídica não tem direito a voto ....

Karine Melo
Repórter da Agência Brasil 

As empresas podem ser proibidas de fazer doações em dinheiro ou pagar publicidade de candidatos e partidos políticos, conforme proposta aprovada nesta quarta-feira (2) pela de Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A proibição faz parte de um substitutivo do senador Roberto Requião (PMDB-PR) a um projeto de lei da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Para virar lei precisa passar por um turno suplementar de votação na CCJ e depois, como tem caráter terminativo, se não houver recurso para votação pelo plenário do Senado, vai à Câmara dos Deputados.
Como as eleições são processos com participação direta exclusiva dos eleitores - pessoa jurídica não tem direito a voto -, o relator a proposta, Roberto Requião, decidiu pela proibição de toda e qualquer contribuição financeira de empresas a partidos e candidatos. “Na medida em que uma regra de financiamento permite doações na proporção da propriedade de cada eleitor, o poder econômico tende a colonizar o poder político e a fazer desaparecer a possibilidade de contraponto entre um e outro”, explicou.
O projeto da senadora pretendia proibir a oferta de dinheiro por empresas com dirigentes condenados em instância final da Justiça por corrupção ativa. A intenção era estender aos doadores de campanha, sejam pessoas físicas ou jurídicas, as limitações impostas aos candidatos pela Lei da Ficha Limpa. Por isso, a proposta aplicava os mesmos critérios de elegibilidade definidos na Lei da Ficha Limpa para classificação de cidadãos e empresas legalmente aptos a financiar campanhas eleitorais.
Requião considerou desnecessária a exclusão de doadores ficha suja entre as restrições a doações de pessoas físicas. A Lei das Eleições limita as doações de cidadãos para campanhas a 10% do valor dos rendimentos brutos do ano anterior. “Considero a regra aceitável no caso das pessoas físicas, cujas diferenças de rendimento não são, normalmente, tão grandes quanto as diferenças nos faturamentos das empresas”, defendeu o senador.
Contrário ao texto, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) condenou a mudança no financiamento de campanha desvinculada de alterações em todo o sistema eleitoral. Ele lembrou que, apesar de haver a proibição de doações de pessoas jurídicas durante toda a ditadura militar e até 1993, durante o regime democrático, as doações continuram acontecendo "por baixo do pano". Segundo Aloysio Nunes, a proibição acabou por recomendação da CPI do PC Farias, em 1993, para permitir que o financiamento de campanhas por pessoas jurídicas passasse a ser feito "à luz do dia".
Fonte - Agência Brasil  02/04/2014

Rio sedia fórum para debater mudanças climáticas

Meio Ambiente

O objetivo das autoridades brasileiras é uma redução de 84% do desmatamento, principal fonte das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa. Isso significa chegar a um patamar inferior a 4 mil quilômetros desmatados por ano, que foi o compromisso estabelecido na Conferência do Clima de Copenhague (Dinamarca), em 2009.

Alana Gandra 
Repórter da Agência Brasil
Combate ao desmatamento ainda
 é desafio para as autoridades brasileiras
Arquivo/Agência Brasil
Começou hoje (2), no Rio, o primeiro encontro de trabalho do projeto IES-Brasil (Implicações Econômicas e Sociais) do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), que traçará cenários sobre a emissão de gases causadores do efeito estufa para os períodos de 2020 a 2030 e de 2030 a 2050, além de identificar políticas de redução dessas emissões.
O secretário executivo do FBMC, professor Luiz Pinguelli Rosa, disse que as emissões do desmatamento, no Brasil, foram diminuíram. Isso dá a oportunidade de o Brasil “até cumprir a meta que foi levada a Copenhague”, ressaltou.
O objetivo das autoridades brasileiras é uma redução de 84% do desmatamento, principal fonte das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa. Isso significa chegar a um patamar inferior a 4 mil quilômetros desmatados por ano, que foi o compromisso estabelecido na Conferência do Clima de Copenhague (Dinamarca), em 2009.
Pinguelli Rosa destacou, entretanto, que o problema agora vai ficando mais difícil porque as emissões do desmatamento são de ordem de magnitude igual à dos setores energético e agrícola. “E no setor energético, nós estamos na contramão”, acrescentou.
Investimentos na matriz eólica
contribui para a geração de energia limpa
Arquivo/Agência Brasil
Segundo o secretário executivo, o Brasil está aumentando o consumo de energia das usinas termelétricas, que emitem muito mais gás carbônico do que as hidrelétricas e, também, com o consumo de gasolina superior ao de etanol. Pinguelli Rosa destacou que o consumo de gasolina tinha ficado abaixo do etanol, no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, com os carros flex. “Mas, agora, está o contrário”.
De positivo, ele citou o aumento da disponibilização de energia eólica - dos ventos – no atual governo, embora essa expansão ainda seja pequena em valores absolutos. “Esse é o quadro que nós estamos agora”.
Para diminuir essas emissões, ele sugeriu que o governo deve, em primeiro lugar, “enfrentar o problema do preço dos combustíveis, que não está estimulando o etanol. Em segundo lugar, cabe ao governo enfrentar o problema elétrico, que está com uma distorção enorme”.
Pinguelli Rosa, que também é diretor do Instituto Luiz Alberto Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), disse que as duas iniciativas têm de ser feitas imediatamente porque vão repercutir nas emissões, além de estimular a eficiência energética. Para ele, disse que o país ainda não tem uma política voltada para a eficiência energética.
Outras três reuniões do IES-Brasil estão programadas para este ano, quando serão divulgados os primeiros dados do projeto.
O resultado final deverá ser anunciado somente em 2015, após os encontros. Pinguelli Rosa admitiu que as conclusões do projeto serão levadas ao governo federal como subsídio à posição brasileira que será apresentada na próxima Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (Cop 20), que ocorrerá em Lima, no Peru, em dezembro próximo.
Fonte - Agência Brasil  02/04/2014

Petrobras analisa estudos para geração de energia submarina no pré-sal

Petrobras

A informação foi dada hoje (2) à Agência Brasil pelo superintendente da Onip, Carlos Soligo Camerini. Os estudos em curso consideram que, para produzir no fundo do mar, são necessários equipamentos específicos.  - Carlos Camerini confirmou que o atendimento à demanda de energia elétrica no fundo do mar, além de aumentar a produtividade no pre-sal, poderá reduzir os custos de exploração e produção

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
No final deste mês, o governo fluminense e a Petrobras receberão o primeiro relatório dos estudos que visam à geração de energia submarina para a região do pré-sal. Os estudos resultam de parceria estabelecida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro (Sedeis) com a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) e a Usina Termelétrica Governador Leonel Brizola, da Petrobras. O trabalho será efetuado pela Onip durante um ano, como contratada da estatal brasileira.
A informação foi dada hoje (2) à Agência Brasil pelo superintendente da Onip, Carlos Soligo Camerini. Os estudos em curso consideram que, para produzir no fundo do mar, são necessários equipamentos específicos. “A visão é que, em 2020, todos os equipamentos vão estar no fundo do mar”. Entre eles, destacou equipamentos elétricos como separadores, bombas de injeção, bombas de transferência de fluidos, entre outros. A Onip é uma entidade que reúne os segmentos que atuam no setor de óleo e gás, incluindo companhias exploradoras, fornecedores e agências de fomento.
Carlos Camerini confirmou que o atendimento à demanda de energia elétrica no fundo do mar, além de aumentar a produtividade no pre-sal, poderá reduzir os custos de exploração e produção. “À medida que você vai indo para o fundo do mar [para maior profundidade], cada vez mais fundo, a quantidade de equipamentos tem que ser maior. As plataformas têm que crescer cada vez mais. E à medida que elas vão crescendo, o custo vai aumentando exponencialmente. Se puder eliminar as plataformas, você deixa de ter a preocupação de espaço, de peso. O equipamento no fundo do mar pode pesar o que quiser, porque vai estar no solo marinho, onde o peso não é problema. E você tem produtos hoje muito confiáveis. Não tem problema de onda, de vento, chuva, e as pessoas vão trabalhar no escritório. O comando vai ser todo robotizado, automatizado”, explicou.
Camerini disse que as tecnologias para produção de energia no solo marinho já são dominadas pelas empresas que fazem a produção no fundo do mar. Segundo ele, a previsão é que isso já estará ocorrendo no Mar do Norte após 2020, ”porque as profundidades são menores”, e até 2030 deverá ocorrer no Brasil, a até 3 mil metros de profundidade.
As opções para a geração de energia para exploração do pré-sal incluem levar para o fundo do mar os equipamentos que hoje estão na plataforma, o que significa ter um motor movido a gás no fundo do mar. Outra é o uso de correntes marinhas, em um sistema que poderia funcionar a uma profundidade de 200 ou 300 metros. “Seriam boias submarinas, como se fossem ventiladores ao contrário, como são as turbinas de usinas hidrelétricas. Esse parece ser um movimento bastante forte”, disse Camerini.
As equipes pretendem agora desenvolver um pouco mais esses conceitos para passar os resultados para a Petrobras. Ao mesmo tempo, estão sendo analisados os equipamentos que vão usar essa energia, para ver as oportunidades para os fornecedores dos grandes fabricantes. “Estamos mapeando as empresas que podem fazer isso no Rio de Janeiro, primeiramente”.
O governo fluminense pretende organizar o núcleo produtivo voltado para atividades no fundo do mar. Camerini informou que a busca inclui outros estados, para identificar empresas que não estão instaladas no Rio de Janeiro ainda e que possam ser atraídas pelo governo do estado. O setor produtivo internacional é objeto também de investigação. “Ou seja, aquilo que não tiver no Brasil, mas que possa ser atraído para se instalar aqui”.
Os investimentos para os estudos que visam à geração de energia submarina para o pré-sal alcançam R$ 1 milhão e são oriundos de subsídios dados à usina térmica da Petrobras. Esse é considerado um dos principais desafios tecnológicos atuais. O estudo integra o Programa Rio Capital da Energia, que incentiva ações ligadas à inovação tecnológica, eficiência energética e redução de emissões de gases de efeito estufa.
Foto - Agência Brasil  02/04/2014

Licitação para troca dos trens do Subúrbio de Salvador sairá até junho

Transportes sobre trilhos

De acordo com o coordenador executivo da Casa Civil, Bruno Dauster, o projeto não prevê a construção de novas estações no Comércio, mas existirão pontos de parada. “Nós vamos implantar um VLT moderno com o piso rebaixado, para que o passageiro tenha condições de entrar sem precisar estar em uma plataforma.

Conlicitação
                    foto - ilustração
Rui Costa confirmou que, ainda neste primeiro semestre, o governo vai lançar a licitação do sistema de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), que vai substituir os trens do Subúrbio Ferroviário. O anúncio foi feito durante a assinatura do governador Jaques Wagner da ordem de serviço do pacote que inclui a construção de dois corredores transversais de tráfego.
O novo sistema está orçado em R$ 600 milhões, com recursos do governo federal. A ideia é que a linha, que hoje vai de Paripe até a Calçada, seja estendida até o Comércio e, em seguida, até a Estação da Lapa e a Avenida Centenário.
De acordo com o coordenador executivo da Casa Civil, Bruno Dauster, o projeto não prevê a construção de novas estações no Comércio, mas existirão pontos de parada. “Nós vamos implantar um VLT moderno com o piso rebaixado, para que o passageiro tenha condições de entrar sem precisar estar em uma plataforma. Vai ser como subir em um ônibus”, disse Dauster.
Sobre a extensão da linha do VLT até a Lapa e a Centenário, segundo Rui Costa, a ideia que ela também seja subterrânea, com um túnel saindo da altura do 2º Distrito Naval até os pontos de destino. Questionado sobre como esta intervenção seria feita, Bruno Dauster disse que ainda não há um detalhamento do projeto.

Corredores da fuga
Você se vê num engarrafamento sem fim na Avenida Pinto de Aguiar e precisa chegar até a Avenida Gal Costa. Para isso, terá necessariamente que entrar em São Marcos. Mas, no futuro, este caminho pode ser percorrido em poucos minutos, por um túnel que vai passar sob a Avenida Paralela.
Parece utópico, mas esse caminho está previsto nas obras que tiveram ordem de serviço assinada ontem pelo governador Jaques Wagner. O pacote inclui a construção de dois corredores transversais de tráfego. Um passará pela Avenida Gal Costa, que será duplicada.
O outro corredor contará com uma via a ser construída, a Avenida 29 de Março. Além disso, a ideia é que os corredores sejam integrados ao sistema do metrô.
Quando prontos, os corredores vão fazer uma ligação direta entre o Subúrbio Ferroviário e a BR-324 e a Orla Atlântica. A previsão é que as obras, orçadas em R$ 1,3 bilhão, estejam completamente prontas em 36 meses.
Mas a obra será entregue em etapas, segundo o chefe da Casa Civil do governo estadual, Rui Costa. “São duas avenidas estruturantes em que teremos várias frentes de trabalho. O total é de 36 meses, mas vamos entregar em etapas para a população”.
As obras autorizadas devem começar em até 60 dias e o túnel sob a Paralela, que faz parte do Corredor Transversal 1, deve ser a primeira estrutura a ser finalizada.

Corredor 1
O acesso ao túnel será na altura do Estádio de Pituaçu. Assim, será possível sair da Pinto de Aguiar direto para a Gal Gosta. A Avenida Gal Costa terá ligações com a Estrada do Mandú, em São Marcos, e vai continuar tendo acessos à Avenida São Rafael e ao bairro de Sussuarana. Ela ganhará ainda uma conexão com a via expressa do estádio Barradão. O projeto prevê que a Gal Costa também permita o acesso direto a São Marcos e Pau da Lima e São Marcos.
Chegando na BR-324, o corredor contará com uma estrutura em dois níveis. O viaduto na altura da Estação Pirajá será duplicado e, além disso, será aberto um túnel até a Avenida Suburbana, chegando ao Lobato.
“A segunda frente de trabalho vai começar no Lobato, construindo um túnel para vencer o morro do Subúrbio e sair do outro lado para chegar até a Estação Pirajá”, detalhou Rui Costa.
O Corredor 1 terá aproximadamente 10 quilômetros de extensão, contando com três faixas por sentido, 15 quilômetros alças, dez viadutos, quatro túneis duplos e 6,2 quilômetros de ciclovia.

29 de Março
Já a Avenida 29 de Março, que ainda será construída, integra o Corredor Transversal 2, que vai começar na Avenida Orlando Gomes e cortar o miolo de Salvador até chegar ao bairro de Águas Claras, na BR-324.
Este corredor terá quase 13 quilômetros, sendo três faixas por sentido, sendo uma exclusiva para ônibus. Na altura do Bairro da Paz será construído um complexo de viadutos que vão ligar a Orlando Gomes com a 29 de Março. O projeto inclui também a implantação de ciclovia.
A nova via cortará bairros como Mussurunga, Dom Avelar, Cajazeiras, Castelo Branco, Jardim Nova Esperança e Águas Claras. Existe ainda a ideia de estender a via até Paripe, mas este trecho não está incluso nas obras autorizadas.
“Chegando em Águas Claras, nós iremos licitar até Paripe. Portanto, nessa via, de ponta a ponta, nós teremos 21 quilômetros de avenida, saindo da orla até Paripe”, diz o secretário da Casa Civil.
Para a implantação dos corredores, serão realizadas 2 mil desapropriações. Segundo o governador, 90% serão de residências, cujos moradores serão relocados para imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida. Já os comerciantes afetados pelas obras vão receber indenizações.
Durante a cerimônia, o governador também falou sobre o plano de, em 2017, transferir o terminal rodoviário da região do Iguatemi para Águas Claras, que, em tese, já terá uma estação de metrô.
“A rodoviária sai do Iguatemi, porque não tem mais sentido os ônibus intermunicipais adensando ainda mais o trânsito do Iguatemi. Ela tem que estar mais ou menos concomitantemente com o metrô. Ela vai ficar na porta da estação Águas Claras/Cajazeiras”, afirmou Jaques Wagner.

Pacote
Os corredores transversais fazem parte das obras Mobilidade Salvador, que incluem outras intervenções que já foram entregues pelo governo, como a Via Expressa Baía de Todos os Santos.
O mesmo pacote inclui obras ainda em curso, como o Complexo de Viadutos do Imbuí e a nova Estrada do Curralinho, que vai ligar a Avenida Luis Eduardo Magalhães ao Stiep e Vale dos Rios. Os recursos são do PAC.
A próxima obra que deve ser entregue pelo governo é a ligação da Avenida Luís Eduardo Magalhães e a BR-324. Já em maio serão entregues as vias marginais da Avenida Paralela. A previsão é que no mesmo mês também fique pronto o novo viaduto de Narandiba.
Fonte - Abifer  02/04/2014

Dilma: batemos recorde na cooperação com Rio

Transportes sobre trilhos

A presidente aproveitou para destacar a importância da rede metroviária brasileira. "O Brasil durante um período achou que não podia investir em metrô porque metrô era coisa de rico. Mas esta visão não coincide com a situação do país", disse. "O Brasil obrigatoriamente tem que ter metrô, não é possível haver populações de milhões e milhões de pessoas concentradas em grandes centros urbanos sem metrô."

Gabriela Lara e José Roberto Castro 
Agência Estado
foto - ilustração
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira, 2, no Rio de Janeiro que o governo federal bateu um recorde de cooperação com a administração estadual no que se refere a investimentos em mobilidade urbana. Segundo ela, foram destinados R$ 20,6 bilhões a oito municípios, entre eles Duque de Caxias, Niterói, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes e a própria capital, Rio de Janeiro, em projetos relacionados a sistemas de transporte como metrô, monotrilhos, vias urbanas e Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs).
Dilma fez as declarações durante a cerimônia de assinatura do contrato de concessão do Aeroporto Antônio Carlos Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro. Em seguida, ela visita as obras da Estação São Conrado na Linha 4 do Metrô.
A presidente aproveitou para destacar a importância da rede metroviária brasileira. "O Brasil durante um período achou que não podia investir em metrô porque metrô era coisa de rico. Mas esta visão não coincide com a situação do país", disse. "O Brasil obrigatoriamente tem que ter metrô, não é possível haver populações de milhões e milhões de pessoas concentradas em grandes centros urbanos sem metrô."
foto - ilustração
No final do discurso, Dilma afirmou que o Aeroporto Antonio Carlos Jobim tem uma grande simbologia. "Ele representa a força e a beleza do Brasil, e são essas duas coisas que queremos mostrar tanto na Copa do Mundo como na Olimpíada", revelou. Ela também disse que o Brasil garantirá uma recepção amigável, fraterna e alegre. "O Galeão vai ser um símbolo da volta do futebol para casa. Sem dúvida a casa do futebol é aqui no Brasil."
A volta da presidente para Brasília está marcada para as 13h.
Fonte - A Tarde 02/04/2014 

Conselho da Petrobras agiu corretamente na compra de refinaria disse Mantega

 Petrobras

Ele lembrou que, embora não estivesse no Conselho de Administração da Petrobras à época em que foi adquirida a Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006, tem a convicção de que o colegiado agiu corretamente. A compra da unidade tem levantado discussões entre a oposição e a base do governo após denúncias de que o negócio trouxe prejuízos para a empresa brasileira.

Daniel Lima 
Repórter da Agência Brasil 

O governo não teme investigação sobre a Petrobras, disse hoje (2) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Ele lembrou que, embora não estivesse no Conselho de Administração da Petrobras à época em que foi adquirida a Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006, tem a convicção de que o colegiado agiu corretamente. A compra da unidade tem levantado discussões entre a oposição e a base do governo após denúncias de que o negócio trouxe prejuízos para a empresa brasileira.
Ontem (1°), o requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, para investigação de denúncias de irregularidades na empresa, foi lido no plenário do Senado . Logo após a leitura do requerimento, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) apresentou questão de ordem à Mesa Diretora do Senado pedindo a impugnação da comissão. “Nesta ocasião e em outras, o Conselho de Administração é formado por pessoas da mais alta competência dos setores público e privado. Portanto, analisou, na época em que essa questão foi colocada, com toda discriminação e com toda a profundidade necessárias”.
Mantega disse ainda que não está sendo convidado pelo Congresso Nacional para depor sobre o caso, mas, sim, a presidenta da empresa, Graça Foster. Segundo ele, Graça tem mais condições de esclarecer o assunto, assim como também o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Mantega fez questão de destacar ainda que a empresa sempre foi fiscalizada, independentemente da existência ou não de investigação no Congresso Nacional.
“Na verdade, a Petrobras é investigada o tempo todo. O Tribunal de Contas da União e as auditoriais internas da empresa [têm investigado]. A Petrobras tem o tempo todo as suas atividades analisadas. Não só o Conselho de Administração do qual faço parte, mas [qualquer auditoria] pode e deve investigar. Nós somos favoráveis a isso. Vamos ver [com isso] que a empresa trabalha na mais alta regularidade”, disse.
Mantega, que atualmente é presidente do Conselho de Administração da Petrobras, disse também que a empresa é uma das mais importantes do mundo e a que mais faz investimentos no setor, com exceção das companhias chinesas. Segundo ele, só no ano passado foram investidos US$ 48 bilhões na Petrobras.
“Estamos fazendo investimentos para extrair petróleo do pré-sal. A produção já está aumentando. A partir deste ano, nós vamos aumentar a produção da Petrobras em 7,5% e, nos próximos anos, a empresa irá aumentar muito a sua produção e a exportação. [A Petrobras, que é sólida e valiosa, ] vai apresentar seu resultado nos próximos anos”.
Fonte - Agência Brasil  02/04/2014

Produção industrial cresce pelo segundo mês consecutivo

Economia

Segundo o IBGE, o setor industrial, em fevereiro de 2014, prosseguiu com a melhora no seu ritmo produtivo, expresso não só no segundo resultado positivo consecutivo na comparação com o mês imediatamente anterior, período em que acumulou alta de 4,2%, mas também no perfil disseminado de taxas positivas.

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 

A produção industrial brasileira cresceu pelo segundo mês consecutivo ao expandir em fevereiro 0,4% em relação a janeiro deste ano. Com o resultado, a indústria acumula uma alta de 1,3% nos dois primeiros meses do ano, na série com ajuste sazonal.
Os dados da produção industrial do país foram divulgados, hoje (2), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e indicam que nos últimos doze meses - a taxa anualizada - a indústria cresceu 1,1%, em relação aos doze meses imediatamente anteriores.
O IBGE ressaltou o fato de que as duas altas consecutivas da indústria aconteceram após um período em que o setor amargou quedas, também por dois períodos consecutivos: -2,6% em dezembro de 2013 e -2,2% em janeiro de 2014.
Segundo o IBGE, o setor industrial, em fevereiro de 2014, prosseguiu com a melhora no seu ritmo produtivo, expresso não só no segundo resultado positivo consecutivo na comparação com o mês imediatamente anterior, período em que acumulou alta de 4,2%, mas também no perfil disseminado de taxas positivas.
Houve crescimento em três das quatro categorias de uso e 19 das 27 atividades investigadas apontaram crescimento na produção neste mês. Com esses resultados, o total da indústria recuperou a perda de 4,2% acumulada no período novembro-dezembro de 2013, mas ainda encontra-se 2,7% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.
Na série ajustada sazonalmente, os sinais de melhora no ritmo foram evidenciados na evolução do índice de média móvel trimestral, mostrou que a produção industrial, no mês de fevereiro de 2014, interrompeu a trajetória descendente iniciada em novembro último.
Entre as categorias de uso, o destaque ficou com bens de consumo duráveis, que passou de -3,9% no período outubro-dezembro de 2013, para 6,9% nos dois primeiros meses de 2014.
Fonte - Agência Brasil  02/04/2014

terça-feira, 1 de abril de 2014

Produção de petróleo alavanca investimentos das estatais

Petrobras

O destaque foi para o Ministério de Minas e Energia, que conseguiu concluir 14,6% da programação atual. A boa notícia é que do total dos gastos com investimentos, 96,7% foram financiados com recursos de geração própria.

Jornal do Brasil

Uma portaria publicada nesta terça-feira (1/4) no Diário Oficial da União aponta que as empresas estatais tiveram um investimento total de R$ 14,74 bilhões somente no primeiro bimestre de 2014, o que representa em termos percentuais a 13,9% do previsto para todo o ano. O destaque foi para o Ministério de Minas e Energia, que conseguiu concluir 14,6% da programação atual. A boa notícia é que do total dos gastos com investimentos, 96,7% foram financiados com recursos de geração própria. Entre as 71 empresas estatais que participam do investimento, 20 do setor produtivo pertencem à Petrobras.
Em março, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou que a exploração e produção de pretróleo no país rendeu R$ 49,5 bilhões em participações governamentais, relacionadas com as participações especiais, bônus de assinatura, retenção de área, taxa de ocupação e com os royalties. No ano anterior, a estatal contabilizou a sua produção em R$ 31,7 bilhões, o que aponta um volume de 51,4% maior esse ano. O crescimento foi discreto em se tratando de royalties e participações especiais, com arrecadação de R$ 31,8 bilhões em 2013, contra R$ 31,5 bilhões em 2012. O resultado foi devido aos três leilões de blocos exploratórios de petróleo, realizado no ano passado, que tiveram um bônus de assinatura superior a R$ 17 bilhões, que foram destinados à União. Somente o leilão do pré-sal, do Campo de Libra, localizado na Bacia de Santos, arrecadou R$ 15 bilhões.Entre as 71 empresas estatais que participam do investimento, 20 do setor produtivo pertencem à Petrobras
Para o economista Roberto Simonard, do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/Rio), os números são auspiciosos para um começo de ano. Segundo o especialista, esse resultado é bom para a Petrobras, pois com o aumento de sua produção é possível aliviar o endividamento. "A estatal está caminhando para uma boa melhora", disse Simonard.
Um recorde de produção no pré-sal aconteceu no início desse ano, com 412 mil barris de petróleo no dia 27 de fevereiro, como anunciou a estatal em março. Segundo a Petrobras, a produção foi resultado de apenas 21 poços, o que evidencia a pontencialidade dos campos de pré-sal. Ainda em fevereiro, a Petrobras abriu as operações em um poço que surpreendeu com a produção de 36 mil barris por dia, alcançando a maior marca da região. Para chegar a esse resultado, a empresa empregou uma tecnologia inovadora. As ações tiveram como meta aumentar o lucro líquido, que em 2013 foi de R$ 23,6 bilhões, 11% maior que no ano anterior.
Com os resultados positivos, a Petrobras continua mantendo a sua previsão de produção de óleo e gás para 2020 em 52, milhões de barris diários. E ainda reduziu os seus gastos no plano de negócios para os próximos cinco anos, em 6,8%. O seu investimento previsto para até 2018 é de 220,6 bilhões de dólares.
Fonte - Jornal do Brasil  01/04/2014

Aneel aprova regulamento de conta de luz pré-paga

Energia

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e a previsão do diretor-geral, Romeu Rufino, é que o modelo esteja disponível a partir de 2015. Quem aderir ao pré-pagamento receberá um crédito inicial de 20 kWh, que será pago na compra subsequente.

Anne Warth
Agência Estado
foto - ilustração
Os consumidores poderão aderir em breve ao sistema de contas de luz pré-pagas. O modelo será semelhante ao funcionamento dos telefones celulares pré-pagos, ou seja, o consumidor comprará créditos de energia para consumo posterior. A adesão será voluntária e não terá ônus. O regulamento do novo sistema foi aprovado nesta terça-feira, 1, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e a previsão do diretor-geral, Romeu Rufino, é que o modelo esteja disponível a partir de 2015. Quem aderir ao pré-pagamento receberá um crédito inicial de 20 kWh, que será pago na compra subsequente. Depois disso, o consumidor poderá comprar novos créditos quantas vezes quiser, desde que a aquisição seja de, no mínimo, 5kWh, em agências credenciadas ou pela internet. A tarifa de energia será a mesma oferecida ao cliente convencional, que paga a conta depois do consumo. As distribuidoras que quiserem poderão oferecer desconto para os clientes do sistema pré-pago, para incentivar a adesão. Em outros países que já adotam o sistema, o desconto na tarifa é de cerca de 5%, segundo o diretor da Aneel André Pepitone.
O cliente será avisado previamente se seus créditos estiverem acabando, por meio de alarmes visuais e sonoros do medidor eletrônico, para que tenha tempo hábil de providenciar nova carga. Para não ficar sem luz, o consumidor poderá solicitar um crédito de emergência de 20 kWh para a distribuidora, o equivalente a um consumo residencial médio de três dias. O pagamento será feito na compra subsequente. Se não gostar do sistema, o consumidor pode pedir o retorno ao modelo convencional, e a empresa terá 20 dias para atendê-lo. A ideia é oferecer o sistema para clientes residenciais e comerciais. Grandes consumidores, como indústrias, não poderão aderir ao modelo.
Segundo a Aneel, o novo sistema permitirá que o consumidor gerencie seu consumo de forma mais adequada e tenha mais transparência em relação a seus gastos diários. Além disso, o modelo deve eliminar a cobrança de multas, juros, mora e taxa de religação. Para as distribuidoras, as vantagens serão a diminuição da inadimplência e diminuição de problemas como erros de leitura, faturamentos por estimativa, cortes indevidos e problemas de religação fora do prazo. Antes de entrar em vigor, será preciso que os governos estaduais regulamentem de que forma vão cobrar o ICMS sobre a tarifa nessa modalidade. Além disso, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) terá que aprovar e certificar os novos medidores eletrônicos. "Na minha percepção, isso não deve acontecer antes de 2015", disse o diretor.
A instalação e uso desses medidores eletrônicos não terá custo para o consumidor. Para que seja possível fazer a opção de pré-pagamento, porém, a distribuidora terá que oferecer a modalidade em sua área de concessão, o que não será obrigatório. Segundo Rufino, a Aneel buscou a experiência do pré-pagamento em outros países para elaborar o regulamento no País. "É uma conquista para o consumidor, uma opção a mais. O pré-pagamento permite também o uso de energia de forma mais racional", afirmou. "O crédito emergencial é uma medida importante. Por mais que tenhamos tido o cuidado de implantar um sistema de aviso sonoro e visual, pode haver algum descuido, e para não ter inconveniente, tem o crédito emergencial", acrescentou o diretor. O assunto ficou em audiência pública entre junho e setembro de 2012 e recebeu cerca de 1.200 contribuições de consumidores, distribuidoras e órgãos de defesa do consumidor.
Pós pagamento.
A Aneel aprovou também a modalidade de pós pagamento eletrônico de energia. Nesse caso, os medidores eletrônicos irão armazenar os dados de consumo em um cartão magnético. Para pagar a conta, será preciso levar o cartão no posto da distribuidora. Depois, o cartão deve ser reinserido para registrar que o pagamento foi efetuado.
Fonte - A Tarde  01/04/2014