sábado, 15 de março de 2014

Uma alternativa para o equivocado projeto do BRT de Salvador

Mobilidade Urbana

Salvador é uma cidade que incontestavelmente paga um preço muito alto pelo seu crescimento desordenado causado pela frequente especulação imobiliária, somado a falta total de planejamento urbano e de projetos modernos e eficientes voltados para o transporte público com duração de longo prazo,além da ausência de um planejamento básico estratégico que possa reunir todas as diretrizes em favor do seu desenvolvimento e do crescimento sustentável.

A.Luis
Salvador Sobre Trilhos
foto - ilustração
A muito tempo acompanhamos e participamos de todos os debates,audiências públicas,reuniões,seminários e discussões e todos os eventos que tratam do tema da Mobilidade Urbana em Salvador e RMS.
Salvador é uma cidade que incontestavelmente paga um preço muito alto pelo seu crescimento desordenado causado pela frequente especulação imobiliária, somado a falta total de planejamento urbano e de projetos modernos e eficientes voltados para o transporte público com duração de longo prazo,além da ausência de um planejamento básico estratégico que possa reunir todas as diretrizes em favor do seu desenvolvimento e do crescimento sustentável.
Retomadas as obras do metrô, que se arrastavam a 13 anos sem nenhuma expectativa real de conclusão,cria-se uma nova esperança para breve melhoria da qualidade e da eficiência do transporte publico com a inclusão desse importante sistema de transporte de massa que a muito tempo já se fazia necessário em Salvador e sua RM.
Mais o metrô só não basta,uma intervenção precisa com a reorganização "racional" e inteligente do atual e precário sistema de transportes por ônibus além da ampliação e a criação de outros sub-sistemas,os alimentadores e os complementares, se faz urgente e necessário.
Mais  no que tange a administração municipal da cidade,a mesma parece andar no sentido inverso do caminho para soluções que sejam adequadas e que possam se integrar de maneira harmônica e eficiente a nova dinâmica da mobilidade com a criação do sistema de transportes de massa,o Metrô de Salvador.
Na contramão da lógica ao lançar um equivocado  "projeto de BRT", impondo a cidade a convivência com a presença de "inúmeras obras de arte",monstrengos de concreto na forma de elevados,viadutos,pisos concretados,cobertura córregos urbanos e estações elevadas,etc,contribuindo dessa forma para desfigurar mais ainda as características urbanas da nossa cidade e ao que parece busca estabelecer uma competição intermodal descabida (com o sistema metroviário) a um custo muito alto,não só o financeiro mais também sobre o aspecto urbano,que causara prejuízos inestimáveis a sustentabilidade e a qualidade de vida da população da nossa metrópole.
Qual a necessidade de um corredor de BRT ligando a Est.da Lapa ao Iguatemi dando uma autêntica volta olímpica na cidade (Lapa/Av.Vasco da Gama/Rio Vermelho/Lucaia/Av.ACM/Iguatemi),quando teremos um Metrô que fara essa ligação num percusso quase 3 vezes menor (Lapa/Bonoco/Av.ACM/Iguatemi), muito mais rápido,com mais segurança e em menor tempo,transportando consideravelmente um numero bem maior de passageiros?....qual a lógica para se fazer um investimento vultuoso, e ao que tudo indica ser ele um equivoco,em um corredor de ônibus?...
Em um dos eventos que participamos,sobre mobilidade urbana no auditório dos Correios na Pituba, promovido pela Prado Valadares,que participa do ref. projeto do BRT,a qual  também havia participado do processo da licitação do PMI para o sistema metroviário de SSA, não tendo sido classificado o seu projeto "esquisito" denominado "Tri-Via "que  inicialmente seria operado com ônibus  elétricos articulados e depois mudaria  para trens de metrô,trafegando em um longo elevado em dois níveis "ziguezagueando" em toda a extensão do seu percusso,onde na oportunidade também foi apresentado a continuidade do projeto para outras áreas da cidade,entre elas um ramal que passaria ao longo da Av.Garibaldi.Na ocasião indaguei ao palestrante(da Prado Valadares) por que não usar a Vasco da Gama (que agora fara parte do corredor do BRT) cujo o trajeto seria mais curto e mais fácil a sua implantação e ouvi como resposta do mesmo,que não havia demanda no local que justificasse e sustentasse o projeto pois a mesma (demanda) estaria na Av. Garibaldi, segundo pesquisas de OD realizadas previamente pela empresa a qual o mesmo representava.
O que mudou então?...
Será que então usarão a Av. Vasco da Gama apenas para justificar o que foi gasto num projeto tosco resultando em uma obra desastrosa,que enterrou um córrego e destruiu uma área verde composto por grandes arvores frondosas que o cercavam,ao invés de simplesmente revitalizar e urbanizar a área?...
Porque se gastar R$800 milhões ou até mais (já que preferem sempre investir em sistemas de ônibus) com uma obra que possivelmente corre o risco do custo final superar em muito o seu benefício e o resultado pode não ser satisfatório?... Ao que parece criou-se um sistema para concorrer com a linha 2 do metrô pura e simplesmente,utilizando um corredor supostamente com baixa demanda (Av.Vasco da Gama) além do prejuízo que acarretara a paisagem urbana,com a poluição visual que os componentes "arquitetônicos" que fazem parte do projeto ao se esparramarem pela cidade certamente irão impacta-la negativamente.Porque não se optar então por um projeto mais coerente com um novo traçado para um corredor de transportes com um custo muito mais inferior e sem agredir a cidade no seu aspecto urbano?....
A sugestão seria para um projeto de corredor de ônibus com faixa exclusiva usando a 1ª faixa da direita em toda a sua extensão,com fiscalização e monitoramento eletrônico, para a circulação de ônibus articulados,saindo da estação da Lapa / Av.Garibaldi,(ou no caso da Av.Vasco da Gama pela via já existente com as devidas correções) /Av.Juraci Mag.Jr.- Lucaia / Av.ACM,em direção a orla / Itaigara /Pituba.Para esse percusso bastaria poucas intervenções e com apenas algumas obras de arte,na intercessão  das Avs. Garibaldi / Av.Jur.Magalhães Jr.(Lucaia) com a Av. Vasco da Gama no Rio Vermelho,que resolveria também os graves problemas de congestionamento do trânsito no local gerados pelo cruzamento das duas vias administrado com o uso de semáforos, e mais dois viadutos,um ligando a Av. ACM, sentido orla Iguatemi, a Av. Juraci Magalhães Jr. na intercessão do Candeal/Pq da Cidade e outra ligando os dois trechos( 1º ao 2º) da Av. ACM sentido orla no mesmo local eliminando-se o contorno através da utilização dos retornos na Av.J..Mag.Jr.
Esse corredor com um custo infinitamente menor e que não interferiria de maneira tão negativa e agressiva na paisagem urbana da cidade constituiria uma nova e mais eficiente ligação com essa grande área da cidade (Itaigara/Pituba/Orla) capilarizando-se a cobertura  para o perímetro da mesma através de sistemas alimentadores e complementares.
Um outro corredor também com faixa exclusiva para ônibus na Av.ACM completaria o sistema fazendo a ligação entre a estação do Metrô/Iguatemi e a Pituba,dessa forma se construiria um sistema de transportes integrados mais abrangente e mais eficiente para toda região.O ideal seria que esse corredor fosse atendido por um sistema de VLT,que teria uma maior capacidade de atender as demandas atuais e futuras e os investimentos aplicados teriam  uma duração de longo prazo,além de uma serie de outras vantagens que o sistema proporciona.
O difícil não sera refazer o projeto eliminando as suas falhas e executar a obra corretamente,mais sim conseguir  fazer os  gestores da nossa cidade entenderem que o interesse público deve estar sempre acima de outros interesses sejam eles de qualquer origem ou natureza.
Pregopontocom - 15/03/2014

Mapa ilustrativo


Linha vermelha - Corredor exclusivo p/articulados - Lapa/Pituba
Linha Marron     - Corredor de ônibus                      - Iguatemi/Pituba

Atualizado em 19/03/2014

Governo antecipa a data de teste do metrô de Salvador

Metrô de Salvador

O anúncio foi feito durante oficialização do apoio do PTB à candidatura deCosta, no Hotel Matiz, Costa Azul. O motivo de se fixar uma nova data não foi declarado, mas especula-se que talvez tenha sido para evitar o risco de azar da sexta-feira, 13 (data em que o sistema seria inaugurado).

Priscila Machado
A Tarde
Fase de testes do metrô começaria numa sexta-feira, 13Eduardo Martins | Ag. A Tarde
O secretário da Casa Civil e pré-candidato do PT ao governo estadual, Rui Costa, informou nesta sexta-feira, 14, que a operação assistida do metrô de Salvador será iniciada no dia 11 de junho, e não 13, como previsto anteriormente.
O anúncio foi feito durante oficialização do apoio do PTB à candidatura de Rui Costa, no Hotel Matiz, Costa Azul. O motivo de se fixar uma nova data não foi declarado, mas especula-se que talvez tenha sido para evitar o risco de azar da sexta-feira, 13 (data em que o sistema seria inaugurado).
Além de antecipar o começo da fase de testes do metrô, o titular da Casa Civil lembrou o cronograma. A operação assistida irá até setembro, no trecho Lapa-Retiro. A partir daí, será iniciada a comercial. Em janeiro de 2015, o modal irá da Lapa à Estação Pirajá, conforme o petista.

Obras
A máquina que faz a manutenção dos trilhos do metrô de Salvador, no trecho da linha 1 (Lapa-Acesso Norte), começou a ser preparada na última quarta-feira. O trabalho de esmerilhamento deve durar 50 dias.
No último dia 7, por conta da chegada do equipamento, foi necessário deslocar os seis trens que estavam na estação Acesso Norte.
De acordo com a concessionária CCR Metrô Bahia, responsável pelas intervenções, também estão sendo realizadas a conclusão da via permanente (Lapa/Retiro), com o posicionamento de lajes, dormentes e trilhos, a construção da estação de Retiro, além da construção do Terminal de Integração no mesmo bairro, subestação de rebaixamento de energia, revitalização do trecho Lapa/Acesso Norte e dos trens.
Obras complementares como recuperação da rede elétrica do sistema e melhorias no sistema de drenagem das áreas das estações da Lapa e do Campo da Pólvora também estão em andamento.
Na Linha 2 (que ligará a capital a Lauro de Freitas), são feitas sondagem do terreno, medição do tipo do solo e resistência às intervenções, além de medição topográfica da área onde será construída a linha. Esta etapa só fica pronta no primeiro semestre de 2017, segundo a CCR.
O contrato dos governos federal e da Bahia com o Grupo CCR para a construção do Sistema Metroviário foi assinado em outubro e as obras, orçadas em R$ 750 milhões, tiveram início em novembro.
Para viabilizar as obras, a Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador) autorizou, via portaria publicada na última segunda-feira, no Diário Oficial do Município, a interdição de trechos da avenida Barros Reis. A mudança no trânsito segue até o dia 27.
Fonte - A Tarde  15/03/2014

Navegador retorna de viagem à Antártica

Navegador

"A travessia pela passagem de Drake foi um dos momentos mais difíceis. A neblina não me deixava ver 50 metros além da proa. E é bom lembrar que eu navegava entre icebergs", contou....

Priscila Machado
A Tarde
Fraternidade, veleiro do navegador, na rota da Antárctica
Leonardo Papini | Divulgação
O velejador Aleixo Belov chegou neste sábado, 15, ao Comando do 2º Distrito Naval, após mais uma de suas viagens, dessa vez à Antártica.
Belov vivenciou a experiência de comandar uma tripulação de nove pessoas por um trajeto de 8,5 milhas, a bordo do Fraternidade, veleiro construído por ele. O percurso inclui obstáculos como a baixa temperatura e passagens de difícil acesso.
"A travessia pela passagem de Drake foi um dos momentos mais difíceis. A neblina não me deixava ver 50 metros além da proa. E é bom lembrar que eu navegava entre icebergs", contou. A região descrita pelo velejador tem ventos de cerca de 150 km/h e ondas de até 10 metros.
Belov foi recebido pela Marinha do Brasil, às 10h. O capitão dos Portos da Bahia, José Corrêa Paes, elogiou a coragem do navegador. "Velejar até a Antártica não é para qualquer um. Aleixo é uma referência importante para a gente, em termos de navegação", disse.

Histórico
Engenheiro e escritor, Belov já deu três voltas ao mundo sozinho, em 1981, 1986 e 2011. As aventuras renderam-lhe a publicação de seis livros. As histórias que presenciou agora serão publicadas em mais uma obra, ainda sem título definido. Essa foi a primeira vez que o velejador foi à Antártica, assumindo a responsabilidade de um capitão.
Fonte - A Tarde 15/03/2014

Prefeitura de São Paulo promete repasse de R$ 360 mi para monotrilhos

Transportes sobre trilhos

Dinheiro será usado para a construção das Linhas 15-Prata, na zona leste, e da 17-Ouro, na sul. 

Caio do Valle
O Estado de São Paulo 

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo promete repassar R$ 360 milhões para a construção de dois monotrilhos, as Linhas 15-Prata, na zona leste, e a 17-Ouro, na sul. Com isso, pela primeira vez, o governo do Estado começa a falar em obras desse segundo ramal em Paraisópolis.
Atualmente, só o trecho central da Linha 17 está sendo construído, entre Aeroporto de Congonhas e a Estação Morumbi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na Marginal do Pinheiros. Nesse trajeto, os trabalhos começaram há dois anos. O aporte municipal permitirá o avanço do ramal para além do rio, com a criação das Estações Panamby, Paraisópolis e Américo Maurano.
Será o primeiro aporte volumoso de dinheiro da Prefeitura sob o comando de Fernando Haddad (PT) ao Metrô. Outras parcerias no setor incluem a elaboração de projetos para a extensão da Linha 5-Lilás para a região de Jardim Ângela, na zona sul, e R$ 80 milhões para as obras da Linha 4-Amarela, que neste ano completam dez anos.
"Fora o que a Prefeitura vai gastar em desapropriação para viabilizar o caminho do monotrilho até a Estação Jabaquara", disse Haddad. Cerca de 2 mil famílias em moradias irregulares serão reassentadas.
Também nesta sexta, o governo Alckmin anunciou que a entrega do primeiro sistema de monotrilho da capital não será em março, conforme anunciado no início do ano. Agora, a inauguração da Linha 15-Prata só deve ocorrer em maio - originalmente, seria em janeiro. E o funcionamento inicialmente será em forma de "visitas" dos passageiros aos fins de semana.
Segundo o presidente do Metrô, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, houve atraso em relação ao cronograma e a empresa responsável pela construção dos trens, a canadense Bombardier, está sendo multada.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  15/03/2014

Operadoras de telefonia tiveram maior número de reclamações nos últimos 30 dias

Telefonia móvel

Para Maurício Vargas, presidente do Reclame Aqui, as telefônicas são um caso à parte por se tratarem de concessão. “Como as empresas não perdem o direito de operar por causa do número de queixas, elas simplesmente não respondem ao cliente, que também cansou de reclamar delas. Com a portabilidade, quando o consumidor se irrita, ele simplesmente muda de operadora”, avalia.

Karine Melo 
Repórter da Agência Brasil 

No Dia Mundial do Consumidor, comemorado hoje (15), o site Reclame Aqui traz velhas queixas, conhecidas dos brasileiros, no topo do ranking de empresas com maior número de registros. Nos últimos 30 dias, segundo o site, a Vivo, Oi, Tim, Samsung, Claro e Nextel foram as mais reclamadas, com mais de 21 mil citações feitas só pela Internet. As mesmas empresas também aparecem na lista das que registraram mais queixas nos últimos 12 meses.
Para Maurício Vargas, presidente do Reclame Aqui, as telefônicas são um caso à parte por se tratarem de concessão. “Como as empresas não perdem o direito de operar por causa do número de queixas, elas simplesmente não respondem ao cliente, que também cansou de reclamar delas. Com a portabilidade, quando o consumidor se irrita, ele simplesmente muda de operadora”, avalia.
Vargas diz que embora o consumidor brasileiro tenha tomado “o poder” para fazer valer seus direitos, a entrada de novos consumidores na internet causa outro problema sério. Segundo ele, 40% dos consumidores que apresentam queixas no site não sabem comprar, principalmente produtos na internet e, por isso, geralmente levam gato por lebre.
Vargas disse que há casos de pessoas que, atraídas por anúncios de empresas desconhecidas compram telefones de última geração que custam mais de R$ 2,5 mil por R$ 700 e não recebem as mercadorias. “Quando surgir uma oferta desse tipo, desconfie, é golpe”, alerta. Ele lembrou que antes de adquirir um produto pela internet, a dica é pesquisar a reputação da empresa. “Quem só vai pela oferta, tem a probabilidade de 50% de fazer um mau negócio”.
Maurício Vargas ressaltou que nos últimos cinco anos as redes sociais foram protagonistas de uma grande revolução no atendimento a clientes. “As empresas de lojas virtuais investiram milhões em atendimento, os bancos estão melhorando muito, as indústrias de eletroeletrônicos e as empresas de serviços também. Só quem ficou para trás foram as empresas de telefonia”. Ele destacou que lojas virtuais que há dois anos figuravam entre as mais reclamadas, hoje têm excelência no atendimento, com cerca de 200 pessoas só para atender queixas em redes sociais o que, geralmente, ocorre em até três horas.
Ma, mesmo com toda essa evolução, especialistas na área dizem que ainda falta informação. O presidente do site Reclame Aqui ressaltou que o consumidor brasileiro não tem o hábito e não sabe ler contratos. “O consumidor, quando vai comprar alguma coisa, vê exclusivamente o preço, não lê a descrição do produto. Para o cliente, falta ainda uma cultura para entender as ofertas e, do lado das empresas, falta mais investimento no pós-venda, já que a venda não termina quando a empresa recebe o pagamento do cliente”.
A presidenta da Associação Nacional de Procons, Gisela Simona, concorda que o brasileiro precisa conhecer mais seus direitos, por isso, neste fim de semana e na semana que vem está programada uma série de ações pelos Procons estaduais para solucionar problemas e tirar dúvidas de consumidores. “O primeiro argumento do consumidor acaba sendo no balcão da loja. Por isso, a divulgação de direitos é muito importante”. Ela frisou que há a necessidade de dar mais poderes ao consumidor por meio de informações claras.
Na próxima segunda-feira (17), os Procons de todo o país divulgarão seu cadastro estadual de reclamações. A exigência está prevista no Artigo 44 do Código de Defesa do Consumidor. A norma diz que órgãos devem publicar o cadastro, pelo menos, uma vez por ano. “Antes, cada Procon divulgava a lista na data em que achava mais conveniente, mas há uns cinco anos, estamos unificando essa ação”, explicou Gisela.
A especialista em defesa do consumidor disse que a divulgação do ranking com as empresas campeãs de reclamações é importante porque influencia o direito de escolha do consumidor, que abandona uma marca ou loja mal avaliada em favor de outra que resolve prontamente as queixas.
Fonte - Agência Brasil  15/03/2014

sexta-feira, 14 de março de 2014

Manguezais baianos recebem um milhão de caranguejos nascidos em cativeiro

Meio Ambiente

Os animais foram criados em laboratórios da Bahia Pesca, na Fazenda Oruabo, onde passaram cerca de duas semanas em tanques com temperatura e salinidade da água monitorada. A boa adaptação permitiu que os crustáceos evoluíssem para a fase atual, chamada de megalopas, quando estão prontos para serem colocados na natureza.

TB
foto - ilustração
Os mangues baianos terão mais vida a partir deste final de semana. Nos dias 14 e 15/03 (sexta e sábado) a Bahia Pesca, vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), distribuirá na Ilha dos Frades e na comunidade de Acupe, em Santo Amaro da Purificação, um milhão de megalopas (filhotes) de caranguejos. A Ilha dos Frades ficará com 40% do total, enquanto que o restante será colocado no meio ambiente de Santo Amaro. A ação faz parte do Programa Integrado de Manejo e Gerenciamento do Caranguejo-Uçá (Puçá), realizado pela Bahia Pesca.
Os animais foram criados em laboratórios da Bahia Pesca, na Fazenda Oruabo, onde passaram cerca de duas semanas em tanques com temperatura e salinidade da água monitorada. A boa adaptação permitiu que os crustáceos evoluíssem para a fase atual, chamada de megalopas, quando estão prontos para serem colocados na natureza.
“A distribuição das megalopas será acompanhada por um trabalho de educação ambiental, realizada pela Fundação Baía Azul, com as comunidades que vivem no entorno dos mangues onde deixaremos os animais. A ação é uma vitória para a comunidade, que no futuro poderá colher os frutos de um mangue cheio de vida, e para o meio-ambiente, já que os mangues são verdadeiras incubadoras de diversas espécies importantíssimas para o meio ambiente”, explica o presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto.
O processo de produção dos caranguejos em cativeiro começa com a captura de fêmeas ovadas (“grávidas”) da espécie. Estes animais são colhidos preferencialmente no mesmo habitat em que as megalopas serão distribuídas no futuro. Os animais são alimentados com peixe e camarão até a eclosão dos ovos. É neste momento que “nasce”, em forma de larva, a iguaria tão apreciada por baianos e turistas. As larvas então são colocadas em tanques onde se alimentam de microalgas e microcrustáceos e vão se desenvolvendo até atingirem o estado de megalopas.
Fonte - Tribuna da Bahia  14/03/2014

Brasil lembra centenário de escritora que definiu favela como quarto de despejo

Cidadania

Moradora da favela do Canindé, zona norte de São Paulo, ela trabalhava como catadora e registrava o cotidiano da comunidade em cadernos que encontrava no lixo. O centenário de nascimento de uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil é comemorado hoje (14).

Camila Maciel 
Repórter da Agência Brasil

“Eu denomino que a favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos.” A metáfora é forte e só poderia ser construída dessa forma, em primeira pessoa, por alguém que viveu essa condição. Relatos como este foram descobertos no final da década de 1950 nos diários da escritora Carolina Maria de Jesus (1914-1977). Moradora da favela do Canindé, zona norte de São Paulo, ela trabalhava como catadora e registrava o cotidiano da comunidade em cadernos que encontrava no lixo. O centenário de nascimento de uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil é comemorado hoje (14).Nascida em Sacramento
(MG), Carolina mudou-se para a capital paulista em 1947, momento em que surgiam as primeiras favelas na cidade. Apesar do pouco estudo, tendo cursado apenas as séries iniciais do primário, ela reunia em casa mais de 20 cadernos com testemunhos sobre o cotidiano da favela, um dos quais deu origem ao livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, publicado em 1960. Após o lançamento, seguiram-se três edições, com um total de 100 mil exemplares vendidos, tradução para 13 idiomas e vendas em mais de 40 países.
Autora de Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, a escritora negra Carolina Maria de Jesus nascia há 100 anos Audálio Dantas
“É um documento [sobre o] que um sociólogo poderia fazer estudos profundos, interpretar, mas não teria condição de ir ao cerne do problema e ela teve, porque vivia a questão”, avalia Audálio Dantas, jornalista que descobriu a escritora em 1958. O encontro ocorreu quando o jornalista estava na comunidade para fazer uma reportagem sobre a favela do Canindé. “Pode-se dizer que essa foi a primeira [favela] que se aproximou do centro da cidade e isso constituía o fato novo”, relembrou. Ele conta que Carolina vivia procurando alguém para mostrar o seu trabalho.
Uma mulher briguenta que ameaçava os vizinhos com a promessa de registrar as discórdias em um livro. É assim que Audálio recorda Carolina nos primeiros encontros. “Qualquer coisa ela dizia: 'Estou escrevendo um livro e vou colocar vocês lá'. Isso lhe dava autoridade”, relatou. Ao ser convidado por ela para conhecer os cadernos, o jornalista se deparou com descrições de um cotidiano que ele não conseguiria reportar em sua escrita. “Achei que devia parar com a minha pesquisa, porque tinha quem contasse melhor do que eu. Ela tinha uma força, dava pra perceber na leitura de dez linhas, uma força descritiva, um talento incomum”, declarou.
Apesar de os cadernos conterem contos, poesias e romances, Audálio se deteve apenas em um diário, iniciado em 1955. Parte do material foi publicado em 1958, primeiramente, em uma edição do grupo Folha de S.Paulo e, no ano seguinte, na revista O Cruzeiro, inclusive com versão em espanhol. “Houve grande repercussão. A ideia do livro coincidiu com o interesse da Editora Francisco Alves”, relatou. O material, editado por Audálio, não precisou de correção. “Selecionei os trechos mais significativos. [O texto] foi mantido na sintaxe dela, na ortografia dela, tudo original”, apontou.
Entre descrições comuns do cotidiano, como acordar, buscar água, fazer o café, Audálio encontrou narrativas fortes que desvendavam a vida de uma mulher negra da periferia. “Ela conta que tinha um lixão perto da favela, onde ela ia catar coisas. Lá, ela soube que um menino, chamado Dinho, tinha encontrado um pedaço de carne estragada, comeu e morreu. Ela conta essa história sem comentário, praticamente. Isso tem uma força extraordinária”, exemplificou.
Para Carolina, a vida tinha cores, mas, normalmente, essa não é uma referência positiva. A fome, por exemplo, é amarela. Em um trecho do primeiro livro, a autora discorre sobre o momento em que passa fome. “Que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo! Eu que antes de comer via o céu, as árvores, as aves, tudo amarelo, depois que comi, tudo normalizou-se aos meus olhos.” Para Audálio, o depoimento ganha ainda mais importância por ser real. “Um escritor pode ficcionar isso, mas ela estava sentido”, disse.
Audálio relata que Carolina tinha muita confiança no próprio talento e já se considerava uma escritora, mesmo antes da publicação. “Quando o livro saiu, a alegria dela foi muito grande, mas era uma coisa esperada”, relatou. O sucesso da primeira publicação, no entanto, não se repetiu nos outros títulos. Após o sucesso de Quarto de Despejo, a Editora Francisco Alves encomendou mais uma obra, a partir dos diários escritos por ela quando já morava no bairro Alto de Santana, região de classe média. Surgiu então o Casa de Alvenaria (1961) que, segundo o jornalista Audálio Dantas, responsável pela edição do material, vendeu apenas 10 mil exemplares.
Audálio lembra que Carolina se considerava uma artista e tinha pretensões de enveredar por diferentes ramos artísticos. Um deles foi a música. Em 1961, ela lançou um disco com o mesmo título de seu primeiro livro. A escritora interpreta 12 canções de sua autoria, entre elas, O Pobre e o Rico. “Rico faz guerra, pobre não sabe por que. Pobre vai na guerra, tem que morrer. Pobre só pensa no arroz e no feijão. Pobre não envolve nos negócios da nação”, diz um trecho da canção.
Para o jornalista, a escritora foi consumida como um produto que despertava curiosidade, especialmente da classe média. “Costumo dizer que ela foi um objeto de consumo. Uma negra, favelada, semianalfabeta e que muita gente achava que era impossível que alguém daquela condição escrevesse aquele livro”, avaliou. Essa desconfiança, segundo Audálio, fez com que muitos críticos considerassem a obra uma fraude, cujo texto teria sido escrito por ele. “A discussão era que ela não era capaz ou, se escreveu, aquilo não era literatura”, recordou.
Carolina de Jesus publicou ainda o romance Pedaços de Fome e o livro Provérbios, ambos em 1963. De acordo com Audálio, todos esses títulos foram custeados por ela e não tiveram vendas significativas. Após a morte da escritora, em 1977, foram publicados o Diário de Bitita, com recordações da infância e da juventude; Um Brasil para Brasileiros (1982); Meu Estranho Diário; e Antologia Pessoal (1996).
Fonte - Agência Brasil  14/03/2014

Moradores de Vilas são contra intervenções em calçadão

Urbanismo

A administração quer se antecipar à ação que corre na 13ª Vara da Justiça Federal, que prevê a derrubada de barracas na faixa de areia, alargar o calçadão, de 2,5 metros para até cinco metros, e implantar ciclovia e quiosques.

Davi Lemos 
Franco Adailton
Marco Aurélio Martins | Ag. A TARDE
Calçadão será ampliado e barracas da região estarão com os dias contados, segundo a prefeitura
Moradores de Vilas do Atlântico, loteamento na cidade de Lauro de Freitas (Grande Salvador), temem ter parte dos imóveis desapropriados, bem como o aumento da insegurança no local, após anúncio de intervenção da prefeitura na orla do município.
A administração quer se antecipar à ação que corre na 13ª Vara da Justiça Federal, que prevê a derrubada de barracas na faixa de areia, alargar o calçadão, de 2,5 metros para até cinco metros, e implantar ciclovia e quiosques.
Estão previstas, ainda, a troca de pedras portuguesas por um piso que permita a prática de caminhada ou cooper e melhorias na iluminação.
Presidente da recém-criada Associação de Moradores de Lauro de Freitas (Amova), a médica Janaína Ribeiro diz que a entidade é contra a intervenção.
Para ela, a modificação da orla aumentará o fluxo de pessoas e isto pode elevar os índices de violência no local. "Há uma lei que rege Vilas e um acordo firmado com a União. Tudo o que for feito contrário a isso é ilegal. Queremos que Vilas continue sendo um local com poucas construções à beira-mar. Para nós, menos, neste caso, é mais", defende a dirigente.
"Criamos uma associação para ter acesso a informações às quais já temos direito como cidadãos", ela acrescentou.

Praias feias
O prefeito de Lauro de Freitas, Márcio Paiva, justifica a intervenção."A Justiça diz que as barracas serão derrubadas. Para não ocorrer o mesmo que em Salvador e Ipitanga, onde as praias ficaram feias, tentamos nos antecipar". Segundo ele, "pedimos uma autorização para intervir em uma área que pertence à União". O projeto apresentado à 13ª Vara deve ser, conforme o prefeito, encaminhado à Superintendência do Patrimônio da União (SPU).
Mas para Janaína Ribeiro, Vilas do Atlântico é uma área que vem sofrendo nos últimos anos. Ela diz que mudanças foram feitas sem respeito a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com a União quando o loteamento foi criado, tampouco à lei municipal 928/1999. "Houve quebra de gabarito, derrubada de guaritas e retirada do símbolo de Vilas sem que se buscasse a posição dos moradores", reclama Janaína.
Segundo a presidente da associação de moradores, no TAC fica claro que os donos de imóveis na orla de Vilas tornam-se permissionários de uma faixa da praia, onde, por outro lado, não podem realizar construções.
"O que devemos fazer é manter o gramado e coqueiros. Não podemos construir. E cumprimos isso". Segundo Janaína, a Amova representa ao menos 500 moradores do loteamento de Lauro de Freitas.
A TARDE  entrou em contato com a Associação dos Barraqueiros de Vilas do Atlântico, que ficou de enviar posicionamento, mas não o fez até o fechamento desta edição.

"Reação natural"
Para o prefeito de Lauro de Freitas, Márcio Paiva, a reação de uma parcela dos moradores é "natural, como ocorre em qualquer mudança. Vamos tomar decisões com base no interesse coletivo da cidade, mesmo que sejam apolíticas e atinjam os interesses de quem mora na frente da praia".
O projeto da prefeitura ainda não tem prazo para início de execução. A TARDE procurou a 13ª Vara da Justiça Federal, cujo juiz Carlos D'Ávila é o responsável pelos processos no litoral do Estado, mas secretaria do órgão informou que o magistrado não se pronunciaria.
Segundo a assessoria de comunicação do Ministério Público Federal (MPF), autor da ação para retirada das barracas, não houve novas movimentações no processo.
A assessoria da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) na Bahia alegou não ter autorização de Brasília, para se pronunciar.
Fonte - A Tarde 14/03/2014

Bachelet e a Aliança do Pacífico

Internacional

A chilena  tomou posse, pela segunda vez, como Presidente da República do Chile.
Pragmática, e, sobretudo, inteligente, e sem a cegueira do preconceito ideológico, a nova presidente chilena sabe muito bem quais são as diferenças entre o Brasil e a Aliança do Pacífico, as forças e as condições que estão em jogo.

(JB) - Mauro Santayana

A volta de Bachelet, da coalizão de centro-esquerda Nova Maioria, ao Palácio de La Moneda, e a saída do conservador Sebastián Piñera, representam nova derrota para a política norte-americana na região, além de um duro golpe para a Aliança do Pacífico, factoide criado pelos espanhóis e norte-americanos para funcionar como espécie de contraponto ideológico e midiático ao projeto, empreendido pelo Brasil e por outras nações, de união e integração continental.
Preocupados em marcar presença, os EUA enviaram o vice-presidente Joe Biden a Santiago. O Presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, fez questão, também, de comparecer pessoalmente, depois de passar pelo Equador, onde, fiel à sua aliança com Madrid, foi convidar Rafael Correa para participar da cúpula “ibero-americana” - outro factoide espanhol, cada vez mais desprestigiado - que será realizada no México, em Veracruz, no segundo semestre.
Convidado por Bachelet, para compor seu governo, o novo ministro chileno das Relações Exteriores, Heraldo Muñoz, já deixou claro que haverá clara guinada na área, que deverá privilegiar a política regional e a recuperação do diálogo com os países mais próximos.
O deputado e ex-embaixador Luís Maira, um dos principais conselheiros de Bachelet em política externa, foi ainda mais direto. Acusou o governo Piñera de ter feito um estrago no âmbito das relações entre o Chile e seus vizinhos da América do Sul, com a intensificação dos conflitos territoriais com o Peru e a Bolívia; o distanciamento do Equador; e um quadro de relações virtualmente congeladas com o Brasil e a Argentina.
No caso particular de Brasília, a reaproximação não se fará, no entanto, apenas devido à afinidade pessoal e política entre Bachelet e Dilma.
Pragmática, e, sobretudo, inteligente, e sem a cegueira do preconceito ideológico, a nova presidente chilena sabe muito bem quais são as diferenças entre o Brasil e a Aliança do Pacífico, as forças e as condições que estão em jogo.
Ela tem conhecimento de que o México, nos últimos anos, deixou de contar entre os dez principais importadores de produtos chilenos. Assim como sabe que a corrente de comércio entre o Brasil e o Chile é quase o dobro da que existe entre chilenos e mexicanos. E não precisa ser empresária para entender que a confiança de chilenos e mexicanos na economia brasileira é tão grande, que o Brasil é o principal destino de investimentos chilenos no exterior – vide a comora da CTIS pela Sonda esta semana - e o mesmo com relação aos mexicanos, no âmbito latino-americano. Ou que o Brasil cresceu mais que o dobro do México nos últimos doze meses, ou ter em mente que – com todos nossos eventuais problemas – ainda somos a sétima economia do mundo – maior que toda a Aliança do Pacífico reunida - e o segundo maior mercado consumidor das Américas, depois dos EUA.
É improvável que o Chile abandone a Aliança do Pacífico devido à volta de Michelle Bachelet ao Palácio de La Moneda.
Mas Santiago se reaproximará decididamente da UNASUL e do Mercosul – organização da qual o Chile toma parte como membro associado – e vai abandonar a tática – tão a gosto de Piñera – de pintar de dourado o andor de papelão da Aliança do Pacífico.
Fonte - Do Blog de Mauro Santayana  14/03/2014

Atividade econômica cresce 1,26% em janeiro, informa BC

Economia

Na comparação com janeiro de 2013, o crescimento ficou em 0,93%, de acordo com dados sem ajustes, uma vez que a comparação é entre períodos iguais. Em 12 meses encerrados em janeiro, a expansão ficou em 2,29%.

Kelly Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 
Atividade econômica volta a crescer
Arquivo Agência Brasil
A atividade econômica iniciou o ano com crescimento. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou expansão de 1,26% em janeiro, comparado com o mês anterior.
Na comparação com janeiro de 2013, o crescimento ficou em 0,93%, de acordo com dados sem ajustes, uma vez que a comparação é entre períodos iguais. Em 12 meses encerrados em janeiro, a expansão ficou em 2,29%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.
No último dia 12, o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse a investidores que oritmo de crescimento em 2014 deve se manter em patamar próximo ao do ano passado. Tombini acrescentou que “o crescimento em 2013 foi marcado por uma alteração na composição da demanda, com ampliação dos investimentos e moderação do consumo das famílias”.
Tombini também argumentou que o “avanço do investimento, especialmente em logística e infraestrutura, somado a esforços de qualificação da mão de obra, deve-se traduzir em ganhos de produtividade para a economia brasileira”. No ano passado, a economia brasileira (Produto Interno Bruto - PIB) cresceu 2,3%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Fonte - Agência Brasil  14/03/2014

quinta-feira, 13 de março de 2014

A Mobilidade e a "psicose" do BRT

BRT de Salvador

"Projetos paliativos e mirabolantes,geralmente onerosos e de curta duração empurram para frente,adiam a solução adequada dos problemas que geram o caos da mobilidade urbana seja la onde for,aqui ou em qualquer outro lugar.Encarecem e aumentam muito mais os custos de uma solução correta e duradora que assegure e traga benefícios reais para a cidade e a sua população.Alem do mais um projeto que pela sua leitura ao que tudo indica se propõe a competir com o sistema metroviário da cidade ora em construção ao invés de somar-se ao mesmo."

Da Redação
fonte - Semut/SSA
A prefeitura de Salvador lança ou relança mais uma vez o seu projeto "monstrengo" de BRT,um sistema que pelas suas características se apresenta já defasado e ultrapassado pela baixa capacidade (18.980 pasgs/h.p/sentido chegando até 23.000 pasgs./h.pico por sentido) ficando distante da realidade de um verdadeiro e eficiente sistema de transportes de massa, para uma cidade já com os seus 3 milhões de habitantes e que certamente não atenderá as necessidades da demanda atual de deslocamentos diários da população usuária do sistema de transporte público.Com ele,o BRT,vem uma enxurrada de pontes,viadutos,elevados,pistas de concreto,estações elevadas,mais impermeabilização do solo,córregos urbanos soterrados,uma festa..(????).....uma montanha de concreto,além dos badalados "buzus esticados" sobre um monte de pneus com os seus "ecofumegantes" propulsores diesel.Sem duvida outro castigo para saturar ainda mais a já degradada paisagem urbana da nossa cidade que a muito já sofre as consequências de um crescimento desordenado e a total falta de planejamento urbano sustentável adequado.Copiar simplesmente soluções (Ctlr/c - Ctlr/V) usadas a 40 anos atrás em Curitiba, ou inspirar-se no traumático,saturado e convulsionado (BRT) Transmilénio de Bogotá para usa-las em  uma realidade atual  totalmente diferente da realidade de décadas atrás,sem uma avaliação técnica criteriosa e precisa acompanhada de uma ampla discussão com a sociedade civil,não trara resultados positivos e não ira resolver o caos da Mobilidade em Salvador.Mais quem ganha com isso????.....o povo???...a cidade???...certamente que não.Projetos paliativos e mirabolantes,geralmente onerosos e de curta duração empurram para frente,adiam a solução adequada dos problemas que geram o caos da mobilidade urbana seja la onde for,aqui ou em qualquer outro lugar.Encarecem e aumentam muito mais os custos de uma solução correta e duradora que assegure e traga benefícios reais para a cidade e a sua população.Alem do mais um projeto que pela sua leitura ao que tudo indica se propõe a competir com o sistema metroviário da cidade ora em construção ao invés de somar-se ao mesmo.Não se trata de ser contra ou favor do BRT, mais sim contra a  maneira como pretendem usa-lo,nesse caso específico totalmente fora do eixo.Todo modal seja ele qual for,tem o seu espaço garantido na grande rede da mobilidade urbana em uma cidade e sua RM, mais cada um ocupando o seu devido lugar de acordo com as suas características e a capacidade de atendimento de demanda e de "função social",sendo eles sistemas de transportes de massa de alta e média capacidade,sistemas alimentadores e os complementares diversos, respeitando sobre tudo a hierarquia do sistema operacional,cada um na sua devida função. Não se planeja sistemas de mobilidade ( transportes públicos ) com o olho voltado para o dedão do pé,ou para interesses que não sejam aqueles que atendam diretamente as reais necessidades de uma cidade e da sua população, mais sim com a visão política e estratégica direcionada para o futuro,estabelecendo-se um horizonte de 35 a 40 anos no mínimo de duração,é assim que se faz.- E mais uma vez esta em gestação,de novo,um "monstrengo" para Salvador,o "insosso" BRT...
Pregopontocom

Conheça aqui o projeto do BRT

fonte - Semut/SSA

fonte- Semut/SSA
fonte-Semut/SSA

Dilma destina R$ 3,8 bilhões para mobilidade urbana em 5 Estados e DF

Mobilidade

A presidente ressaltou que uma parcela expressiva do investimento em mobilidade urbana destina-se ao transporte em trilhos, como metrôs e veículos leves sobre trilhos (VLTs), e a construção de corredores exclusivos de ônibus.

Valor Online
foto - ilustração
A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira em solenidade no Palácio do Planalto a destinação de R$ 3,8 bilhões para investimentos em mobilidade urbana em Goiás, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Segundo Dilma, o valor global do pacote do governo federal para investimentos em mobilidade urbana em todo o país ao longo de seu mandato é de R$ 143 bilhões.
Dilma admitiu que há um atraso histórico em investimentos do governo federal nesse setor e destacou que os primeiros passos para compensar essa falha começaram no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2009. A partir daquele momento, segundo ela, o governo começou uma parceria com Estados e municípios para selecionar projetos e tocar as obras.
A presidente ressaltou que uma parcela expressiva do investimento em mobilidade urbana destina-se ao transporte em trilhos, como metrôs e veículos leves sobre trilhos (VLTs), e a construção de corredores exclusivos de ônibus.
Segundo Dilma, é relevante essa atenção do governo ao setor, porque a qualidade do transporte coletivo de massa influencia na qualidade de vida nas grandes e médias cidades, assim como o saneamento, o abastecimento de água e a habitação.
Fonte - Abifer  13/03/2014

Rádio CBTU começa a operar com novos equipamentos

Transportes sobre trilhos

 Agora, a rádio está aparelhada com equipamentos modernos e todas caixas acústicas instaladas na plataforma e hall da Estação João Pessoa estão sendo substituídas com a finalidade de oferecer um serviço sonoro com mais clareza e profundidade. 

CBTU João Pessoa

Mais qualidade, informação e música para os passageiros dos trens urbanos. É o que todos estão atestando com os novos equipamentos da Rádio CBTU que começou a funcionar nesta quinta feira, 13. Agora, a rádio está aparelhada com equipamentos modernos e todas caixas acústicas instaladas na plataforma e hall da Estação João Pessoa estão sendo substituídas com a finalidade de oferecer um serviço sonoro com mais clareza e profundidade.
Para chegar a este estágio de modernidade, a Rádio CBTU contou com a colaboração de uma equipe multidisciplinar. Em regime de mutirão, funcionários de várias áreas e prestadores de serviços arregaçaram as mangas e juntos conseguiram colocar todos os equipamentos em funcionamento. “É um sonho realizado”, afirma o jornalista Everaldo Ricardo.
Os equipamentos da rádio ainda estão passando por ajustes, mas já está funcionando a todo vapor. A equipe da Rádio CBTU agradece a todos que colaboraram com essa ação, especialmente aos colegas David Ribeiro, José Aílton, Sebastião Agostinho, Rinaldo Sérgio, Charles Silva, Othomagno Viegas e Márcia Cristina.
Fonte - CBTU  13/03/2014

Cientistas encontram quatro novos gases nocivos à camada de ozônio

Ciência

Segundo a equipe da Universidade de East Anglia, responsável pelo estudo, esses gases têm origem em atividades humanas, mas os cientistas ainda não identificaram a fonte. Desconfia-se, no entanto, que eles sejam usados na produção de pesticidas agrícolas

Exame

Novas substâncias podem colocar em risco a recuperação da camada de ozônio, relata um estudo publicado na revista Nature Geoscience, neste domingo. Análises de amostras de ar da Tasmânia e do gelo da Groenlândia revelaram a presença de quatro novos gases artificiais nocivos ao ozônio estratosférico.
Segundo a equipe da Universidade de East Anglia, responsável pelo estudo, esses gases têm origem em atividades humanas, mas os cientistas ainda não identificaram a fonte. Desconfia-se, no entanto, que eles sejam usados na produção de pesticidas agrícolas.
A descoberta preocupa. Os clorofluorcarbonos (CFCs) e gases semelhantes foram proibidos pelo Protocolo de Montreal, em 1987, em resposta aos crescentes danos que causavam à camada de ozônio, escudo protetor natural da Terra contra os raios prejudiciais do sol.
Sete tipos de CFC e seis de hidroclorofluorocarboneto (HCFC, um gás intermediário do CFC) são reconhecidamente associados à destruição da camada de ozônio. Por força do tratado internacional, a concentração da maioria tem diminuído progressivamente.
Na contramão desta tendência, os cientistas estimam que cerca de 74 mil toneladas dessas quatro substâncias recém-descobertas tenham sido liberadas na atmosfera no último meio século.
Isso é apenas uma pequena fração das milhões de toneladas de CFCs produzidas a cada ano até 1980, quando o acúmulo atingiu pico histórico, segundo a equipe. Entretanto, esta nova descoberta levanta questões sobre a eficácia contínua do tratado.
O CFC-113a é uma das quatro substâncias químicas artificiais recém-descobertas. Diferentemente dos outros gases, ele parece acumular ininterruptamente nos últimos 50 anos. Pior, entre 2010 e 2012, as emissões desse gás deram um salto de 45 por cento. Uma das possíveis fontes do CFC-113a é seu uso como matéria-prima de pesticidas agrícolas, sugere o estudo.
Na lista de novos gases aparecem outros dois CFC e um HCFC, que também afetam a camada de ozônio, mas a um menor grau.
"Nós ainda não sabemos a origem destes produtos químicos" diz o Dr. Johannes Laube, que liderou o estudo, em entrevista ao jornal britânico The Guardian . "Atividade ilegal é uma possibilidade, mas também há muitas lacunas no Protocolo de Montreal, que podem precisar ser revistas.'
Quase todos os CFCs também são gases de efeito estufa centenas de vezes mais potentes que o dióxido de carbono, embora suas concentrações sejam muito menores. Segundo os pesquisadores, seu esfeitos sobre o clima também devem ser considerados.
Fonte - Revista Amazônia  13/03/2014

Rússia não descarta sanções recíprocas aos Estados Unidos e à União Europeia

Internacional

Vice-ministro russo destacou resposta simétrica às provocações

DR
foto ilustração - DR
O Vice-Ministro do Desenvolvimento Econômico da Rússia, Alexei Likhachev, disse nesta quinta-feira, 13, que o seu país não descarta a possibilidade de impor sanções recíprocas aos Estados Unidos e à União Europeia se forem realmente adotadas medidas que possam prejudicar a economia russa. De acordo com ele, Moscou está ciente da grande possibilidade de ser vítima de ações políticas do Ocidente, mas, no caso de um amplo pacote de medidas destinadas a afetar o comércio do país, o Kremlin saberá responder de forma simétrica às provocações.
Fonte - Diário da Russia  13/03/2014

Aeroporto de Miami ganhará mini metrô

Internacional

O MiniMetro utiliza a tração por cabo, uma tecnologia desenvolvida especificamente para aeroportos e ambientes urbanos. A solução substituirá o equipamento automotor existente no terminal desde 1980.

RF
MiniMetro em operação
 no aeroporto de Frankfurt
O aeroporto internacional de Miami receberá em 2016 um APM (Automated People Mover) em suas instalações, o MiniMetro da empresa Poma conectará o Terminal E com o seu terminal satélite. A linha tem um percurso de 375 metros e o APM é constituído por duas cabinas que transportarão 12.000 passageiros por hora.
O MiniMetro utiliza a tração por cabo, uma tecnologia desenvolvida especificamente para aeroportos e ambientes urbanos. A solução substituirá o equipamento automotor existente no terminal desde 1980.
O contrato, cujo valor alcança os US$ 76 milhões, foi adjudicado recentemente pelo Miami Dade Aviation Department, a entidade gestora do aeroporto, à joint venture formada pela Beauchamp Construction e a filial da POMA, Leitner Poma of America (LPOA).
Criado em 1928, o Miami International Airport (MIA) é a principal porta de intercâmbio entre os Estados Unidos e a América Latina. Situado nos arredores de Miami, o Miami International Airport é uma das plataformas com maior tráfego aéreo do mundo.
O MiniMetro já existe nas cidades de Detroit, Minneapolis, Frankfurt, Zurique e Cairo.

Características técnicas:
• Comprimento: 375 metros (1.230 pés) entre o terminal E e o satélite E
• Número de trens tracionados por cabo: 2
• Capacidade de cada trem: 150 pessoas
• Capacidade de transporte: 5.600 passageiros / hora /sentido
• Velocidade nominal: 11 m/s (40 km/h)
• Frequência: 3 minutos aprox.

Fonte - Revista Ferroviária  13/03/2014

Audiência discute regulamentação de OFI

Ferrovias

A figura do Operador Ferroviário Independente fará parte do novo modelo da futura malha ferroviária a ser implantada no País, como prevê o Programa de Investimento em Logística (PIL).

ANTT
foto - ilustração
A ANTT realiza hoje, 13/03, no auditório do edifício sede audiência pública fraqueada aos interessados para colher subsídios para o aprimoramento da minuta de Regulamento do Operador Ferroviário Independente para prestação do serviço de transporte ferroviário de carga.
A figura do Operador Ferroviário Independente fará parte do novo modelo da futura malha ferroviária a ser implantada no País, como prevê o Programa de Investimento em Logística (PIL).
Caberá a ele desempenhar o papel de prestador de serviço de transporte ferroviário de carga, sem estar associado à infraestrutura da malha. Ou seja, esse operador prestará serviço de transporte de carga sem ter vínculo com a malha ferroviária pela qual transitará. Será um usuário dessa malha.
O período para envio de sugestões e contribuições, como prevê a Resolução 3.026/09 por meio eletrônico vai até 18h do dia 28 deste mês pelo endereço ap003_2014@antt.gov.br
Os interessados poderão acessar www.antt.gov.br onde encontrará toda orientação sobre os procedimentos para participação no processo (procurar por Audiência Pública nº 003/2014).
A reunião será realizada entre 14h e 18h no auditório do Edifício Sede da ANTT – Setor de Clubes Esportivos Sul – SCES, Projeto Orla, Polo 08, Trecho 03, Lote 10.
Fonte - Revista Ferroviária  13/03/2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

Governo da Ba.homologa licitação dos corredores transversais

Mobilidade

Corredor Transversal II passa pela avenida Luís Viana (Paralela) e chega até a orla

A Tarde
Da Redação
Divulgação
Foi homologado nesta quarta-feira, 12, o resultado da licitação para a implantação dos Corredores Transversais que vão alimentar o metrô de Salvador.
A ação foi realizada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) e publicada no Diário Oficial do Estado.
O vencedor da licitação para o Corredor Transversal I foi o consórcio Transoceânico Salvador, composto pelas empresas Queiroz Galvão, TTC Engenharia, AXXO e Constran, e que fez a proposta de menor preço, no valor de R$ 647 milhões.
Com isto, o consórcio ficará responsável pela integração entre as avenidas Pinto de Aguiar e Gal Costa e a extensão aos bairros da Capelinha e Pirajá para desembocar no Lobato, na avenida Suburbana. Ao longo de 12 km serão construídas três vias por sentido, viadutos, túneis, paisagismo e iluminação pública.
Já a licitação para o Corredor Transversal II - que compreende o bairro de Águas Claras, na BR-324, segue pela futura avenida 29 de Março, passa pelo Bairro da Paz, avenida Luís Viana (Paralela) e chega até a orla pela avenida Orlando Gomes - foi vencida pela construtora OAS, com a proposta de R$ 581 milhões.
Fonte - A Tarde  12/03/2014

Brasileiros estão bebendo cerveja com milho transgênico

Bebidas

Em 2012, pesquisadores brasileiros ganharam destaque com a publicação de um artigo científico no “Journal of Food Composition and Analysis” que revelou que as cervejas mais vendidas no país, ao invés de malte de cevada, são feitas de milho.

iG Minas Gerais
foto - TB
Os transgênicos, alimentos geneticamente modificados, estão cada vez mais presentes no dia a dia do brasileiro, inclusive na mesa de bar. Ao beber a sua cerveja predileta, o consumidor provavelmente não sabe disso, já que não há qualquer menção nos rótulos sobre essa composição. “Estamos consumindo alimentos e bebidas geneticamente modificados sem saber”, diz a professora de nutrição da Fumec, Ana Cristina Machado.
Em 2012, pesquisadores brasileiros ganharam destaque com a publicação de um artigo científico no “Journal of Food Composition and Analysis” que revelou que as cervejas mais vendidas no país, ao invés de malte de cevada, são feitas de milho.
O estudo mostrou que Antarctica, Bohemia, Brahma, Itaipava, Kaiser, Skol e todas aquelas em que constam como ingrediente “cereais não maltados”, não são tão puras como as da Baviera (região da Alemanha com excelência em cervejas), mas estão de acordo com a legislação do Brasil, que permite a troca de até 45% do malte de cevada por outra fonte de carboidratos mais barata.
Conforme artigo da doutora em nutrição em saúde pública Ana Paula Bortoletto e do advogado e ativista de direitos humanos Flavio Siqueira Júnior, publicado na revista “Carta Capital” neste mês, ainda não há estudos que assegurem que esse milho criado em laboratório seja saudável para o consumo e para o equilíbrio do meio ambiente.

Teste
De acordo com eles, em 2013 um grupo de cientistas independentes liderados pelo professor de biologia molecular da Universidade de Caen, Gilles-Éric Séralini, balançou os lobistas de multinacionais com o teste do milho transgênico NK603 em ratos. Se eles fossem alimentados com esse milho em um período maior que três meses, tumores cancerígenos surgiam nas cobaias. Só que a publicação da pesquisa foi desclassificada pela editora da revista por pressões.

Ambev
Resposta. A Ambev informou que as receitas são estratégicas e não informou a composição dos produtos. A Brasil Kirin e a Itaipava também foram procuradas, mas não houve retorno das empresas.
Fonte - Tribuna da Bahia  12/03/2014

Travessia marítima segue com movimento tranquilo

Transportes Marítimos

Por conta da pouca demanda, embarcações saem a cada 30 minutos

A Tarde
Da Redação
Mila Cordeiro | Ag. A TARDE
Os terminais das travessias marítimas de Salvador para Mar Grande e Morro de São Paulo seguem com movimento tranquilo na manhã desta quarta-feira, 12.
Para a Ilha de Itaparica, as oito embarcações em operação saem a cada 30 minutos. O sistema funciona até 20h, que é o último horário saindo de Salvador. Já de Mar Grande, a última lancha sai às 18h30.
Já para Morro de São Paulo, as saídas do Terminal Náutico da Bahia, no Comércio, acontecem às 9h, 10h30, 13h e 14h30. A volta para a capital baiana conta com saídas às 9h, 9h30, 12h30 e 15h. A viagem dura em média 2h20 e a passagem custa R$ 75.
Fonte - A Tarde 12/03/2014

A ofensiva contra o salário mínimo

Economia

A direita neoliberal alega que o aumento real do mínimo compromete as metas fiscais do governo e os cofres de muitos estados e municípios. O movimento sindical não compartilha a mesma visão, pois entende de forma crítica que os problemas fiscais do setor público no Brasil, em todas as esferas, decorrem dos encargos financeiros com juros da dívida interna e não da pressão dos gastos correntes.

Por Adilson Araújo*
No sítio da CTB
foto - ilustração
Está em curso por esses dias uma feroz campanha movida pelas forças conservadoras contra a política de valorização do Salário Mínimo, que prevê o reajuste anual do piso com base na inflação (INPC) mais um aumento real equivalente à evolução do PIB. O objetivo da direita neoliberal é acabar com este tipo de correção, suprimindo o aumento real.
A valorização é assegurada pela Lei 12382, que vale até 2015. Convém lembrar que a nova política de reajuste do salário mínimo foi conquistada pelas centrais sindicais por meio da mobilização das bases e da negociação com o governo Lula, com quem foi fechado um acordo que devia prevalecer até 2023. É este objetivo que está agora em questão.
A direita neoliberal alega que o aumento real do mínimo compromete as metas fiscais do governo e os cofres de muitos estados e municípios. O movimento sindical não compartilha a mesma visão, pois entende de forma crítica que os problemas fiscais do setor público no Brasil, em todas as esferas, decorrem dos encargos financeiros com juros da dívida interna e não da pressão dos gastos correntes.
Ao longo dos últimos anos, desde que foi instituída em 2011, a política de valorização resultou num aumento acumulado de 72,3% no valor do salário mínimo, o que significa relevantes benefícios para cerca de 48 milhões de trabalhadores e trabalhadoras brasileiras, boa parte (em torno de 19 milhões) gozando da aposentadoria.
Em sintonia com outros programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e com a redução drástica do desemprego, a valorização do mínimo teve a virtude de ressuscitar o mercado interno brasileiro, ampliando o consumo das massas, especialmente das famílias mais pobres. Foi isto que sustentou o comércio e estimulou as atividades produtivas, impedindo que o país fosse arrastado para o pântano da recessão pela crise econômica internacional.
Cabe destacar o aquecimento das atividades nos pequenos municípios que têm suas economias movidas pelo consumo dos aposentados. Provou-se que a valorização do trabalho é uma poderosa fonte de crescimento econômico e desenvolvimento nacional, ao contrário do que imaginam os neoliberais, que advogam o caminho do arrocho, corte de gastos públicos e flexibilização ou supressão de direitos sociais.
Apesar dos avanços, o valor real dos salários e, especialmente do mínimo, ainda é muito baixo no Brasil e está bem distante do piso previsto na Constituição, capaz de satisfazer as necessidades elementares do trabalhador e sua família, estimado neste ano pelo Dieese em R$ 2.784,22.
A classe trabalhadora não vai abrir mão da política de valorização do mínimo, as centrais estão unificadas nesta luta, apoiando o Projeto de Lei do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), que estende até 2019 as regras atuais do reajuste, assegurando aumento real anual. Será preciso muita mobilização e unidade para aprová-lo. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) não medirá esforços na luta para manter e aperfeiçoar a política de valorização do mínimo e defender um novo projeto nacional de desenvolvimento fundado na soberania, democracia e valorização do trabalho.
* Adílson Araújo é presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).
Fonte - Blog do Miro ( Altamiro Borges)  12/02/2014

Passageiros de trens enfrentam dificuldades na manhã de hoje em São Paulo

Trens de SP

Por volta das 10h, usuários da estação Pinheiros, na zona oeste da cidade, ainda se amontoavam para embarcar nas composições lotadas, que circulavam em via única. No lado contrário da plataforma, funcionários da CPTM trabalhavam no reparo de cabos de energia. Alguns passageiros sentam nas escadas e corredores enquanto aguardam o embarque.

Fernanda Cruz 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A falha no sistema de energia da Linha 9 – Esmeralda, da Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM), que liga a zona sul da capital paulista à zona oeste e à cidade de Osasco, provoca lotação nas plataformas desde às 7h10 da manhã de hoje (12). Por volta das 10h, usuários da estação Pinheiros, na zona oeste da cidade, ainda se amontoavam para embarcar nas composições lotadas, que circulavam em via única. No lado contrário da plataforma, funcionários da CPTM trabalhavam no reparo de cabos de energia. Alguns passageiros sentam nas escadas e corredores enquanto aguardam o embarque.
Ana Cristina fereira, de 19 anos, não conseguiu chegar a tempo no primeiro dia de trabalho como atendente de telemarketing. Ela saiu de casa, no bairro do Grajaú, a primeira estação da Linha 9, no extremo sul da capital, às 7h, com destino à Praça República, na região central. Três horas depois, Ana ainda estava na Estação Pinheiros.
Após quatro horas de espera, Rodrigo Felipe da Silva, de 23 anos, auxiliar comercial, perdeu a paciência e desistiu de tentar embarcar. Ela saiu às 6h de Osasco, na Grande São Paulo, em direção ao Brooklin, na zona sul. “Não compensa se matar para entrar no trem e ficar espremido como sardinha em lata”, desabafou.
Segundo a CPTM, o serviço foi parcialmente reestabelecido, por volta das 7h50, e a São Paulo Transporte (SPTrans), responsável pelo transporte coletivo na cidade, disponibilizou 40 ônibus do Plano de Apoio entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese), para atender os usuários dos trens.
Fonte - Agência Brasil  12/03/2014

Marco Civil: a importância da neutralidade de rede

Internet

É claro que há interesses na derrubada da neutralidade de rede da internet para além das características do PMDB. Como já afirmado, a internet abala o poder dos conglomerados de mídia no seu controle sobre a informação que circula no país.

Cadu Amaral

E a votação do Marco Civil da internet foi adiada mais uma vez sob o risco de ser reprovado na Câmara dos Deputados. E mais uma vez o imbróglio foi criado pelo PMDB e sua “fome” descomunal. E o tipo de mídia que consegue abalar, mesmo que minimamente, os grandes conglomerados de mídia e segue sem regulamentação.
Convenhamos que se for para o Marco Civil for aprovado sem a neutralidade de rede, é melhor deixar como está. E a dúvida que fica no ar é a quantidade de “comida” para saciar a “fome” do PMDB de Eduardo Cunha, líder do partido na Câmara.
É claro que há interesses na derrubada da neutralidade de rede da internet para além das características do PMDB. Como já afirmado, a internet abala o poder dos conglomerados de mídia no seu controle sobre a informação que circula no país.
Está em voga no Brasil o “jornalismo de dossiê”. Termo usado por Bernardo Kucinski em “Jornalismo na Era Virtual – ensaios sobre o colapso da razão ética”, lançado em 2004 pelas editoras Fundação Perseu Abramo e Editora UNESP. Segundo o autor, esse tipo de jornalismo ganhou força no período do segundo governo FHC e não precisa ser especialista em comunicação para ver que essa prática inunda os noticiários.
Ainda segundo Kucinski, o “jornalismo de dossiê” é uma das versões do denuncismo. Puro e barato, com o único objetivo de confundir a opinião das pessoas em favor dos interesses da imprensa grande e a classe que ela representa.
“O objetivo do jornalismo de dossiês não é verificar a veracidade de eventuais acusações para levar o acusado aos tribunais, e sim o de linchar a vítima no espaço público da mídia. Não havendo julgamento formal, o acusado não precisa se dar ao trabalho de se defender e nem de recorrer a advogados. Por isso, o jornalismo de dossiê também não se preocupa em ‘ouvir o outro lado’, como manda o manual de redação do próprio jornal. [...] é, assim, uma modalidade de justiça sumária ministrada diretamente pela imprensa, segundo seus próprios ritos. A imprensa define quais são os crimes – que, como vimos, não são necessariamente os capitulados em lei – e qual a punição: quase sempre a difamação da vítima, a destruição de sua imagem”. (pág. 67)
A internet dá a oportunidade de livramento das amarras dos barões da mídia. Dá oportunidade do contraponto às campanhas difamatórias da imprensa grande e ajuda a equilibrar a disputa pela narrativa da realidade. Em um país como o Brasil, que tem a mídia mais concentrada do planeta, a internet é fundamental para a democracia.
É claro que a regulamentação dos meios de comunicação eletrônicos é também de suma importância. Mas enquanto essa batalha não é vencida, temos a internet como instrumento central. Sem ela, a lei dos meios fica a – ainda mais – anos luz de acontecer.
Em maio de 2002, Kucinski participou de uma palestra na Conferência de Comunicação da Pastoral da Comunicação da Conferência nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Sua fala foi transformada em texto e está publicado em “Jornalismo na Era Virtual – ensaios sobre o colapso da razão ética”.
Se a discussão do Marco Civil já estivesse em voga naquela época, os cabelos dos barões da mídia estariam arrepiados há mais tempo.
O autor em nenhum momento tira da internet seu caráter liberal e individualista com traços ideológicos como a flexibilização de relações de trabalho ou culto ao “indivíduo-empresário”, mas evidencia o poder que ela tem como instrumento ao que se resignam contra o neoliberalismo e hoje, contra a manipulação e a concentração dos meios de comunicação. Neoliberalismo era o grande tema político em 2002.
“Do ponto de vista tecnológico, é um erro considerar a revolução da microeletrônica um mero desdobramento da revolução industrial que criou a máquina no século XVII. As novas tecnologias levam a organização da produção a uma direção oposta à da revolução industrial. Grupos amplos de trabalhadores, em especial os intelectuais, recuperam uma autonomia relativa que havia sido destruída impiedosamente pelo capital intensivo da revolução industrial do século XVIII. Esse é o maior significado da atual revolução tecnológica. Ela é barata, anticoncentradora e libertária. E tem alcance quase infinitos.” (págs. 71 e 72)
Na internet a mesma pessoa – sem os grandes aportes econômicos que possuem o grande capital – pode publicar livros, manter sites e blogs com informações que todo o tipo, publicar vídeos e áudios (podcasts), mas não de forma simplória, e sim, com formato jornalístico da tevê e do rádio. Até filmes podem ser produzidos e disponibilizados na internet com um alcance incontável.
Essa mesma pessoa pode realizar transmissões ao vivo de qualquer parte do planeta. E pode ter mais audiência que a mais poderosa rede televisão existente. E com outro fator essencial: a interatividade.
A internet é um mundo novo, onde as pessoas vão descobrindo novas narrativas da realidade que as cerca. E isso é um pesadelo para o baronato midiático. Era deles a exclusividade sobre essa narrativa. “[a internet] rompe a verticalidade e a concentração das agências tradicionais e alimenta não apenas jornais a partir de escritórios centrais, mas liga também ONGs, produtores intelectuais e movimentos políticos e sociais.” (págs. 73 e 74)
E como a internet sendo consumida pelas massas é novidade, daí o espanto como movimentos com a volta da ditadura civil-militar ao Brasil. eles sempre existiram, mas agora estão visíveis. Graças à internet.
A sociabilização e troca de experiências entre pessoas geograficamente distantes, mas a um simples toque do botão de um teclado é horripilante aos olhos de quem detinha a exclusividade da informação. E de forma em que apenas despejava o que queria, sem um retorno. Na internet, não. Há a interatividade e, por mais que os sites da grande mídia – ou não – não estimulem de verdade essa troca, ela não pode ser freada. Mas pode ser limitada, e cair a neutralidade de rede.
Em poucas palavras a neutralidade de rede é apenas a garantia que você que agora lê esse blog o faz com a mesma velocidade com que lê um grande portal da imprensa grande. A rapidez do clique, com a rede neutra, é a mesma. E isso faz uma diferença.
Imagine se alguém irá esperar determinado site abrir sua página por mais de alguns segundos. Sem a neutralidade de rede, blogs como esse levarão alguns minutos para abrir em sua tela, pois aqui não há condições de disputar economicamente com os grandes conglomerados e, convenhamos, mesmo que tivesse, não há a mínima vontade de encher ainda mais os donos das empresas de telecomunicação.
Fonte - Blog do Cadu  12/03/2014

terça-feira, 11 de março de 2014

Trilhos do metrô de Salvador passarão por limpeza

Metrô de Salvador

O processo deve durar 50 dias e não impactará o trânsito nas regiões adjacentes aos trilhos

Flávia Faria
Lúcio Távora | Ag. A TARDE
Os trilhos do metrô de Salvador passarão por um processo de limpeza ainda essa semana.
Segundo a assessoria de imprensa da CCR, empresa que detém a concessão do equipamento, uma máquina específica para realizar o esmerilhamento dos trilhos já está na cidade e passa por etapa de calibragem.
A assessoria afirmou que, assim que o equipamento estiver devidamente ajustado, a limpeza será iniciada.
O processo deve durar 50 dias e não impactará o trânsito nas regiões adjacentes aos trilhos.

Trânsito
Uma outra operação, porém, já está em curso, segundo a a Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador).
Uma publicação no Diário Oficial do Município de segunda-feira detalhou a autorização para interdição de uma faixa de tráfego, em vários trechos da Avenida Barros Reis.
Segundo o texto, a operação se faz necessária para "lançamento de pré-moldados para passagem de emergência de pedestres do Elevado Metroviário", e será realizada do dia 6 a 27 desse mês.
As interdições acontecem em sete etapas, quase sempre das 22h às 5h30. Apenas no dia 16 de março o bloqueio permanecerá até às 14h.
A assessoria da CCR não deu mais detalhes sobre essa operação.

Trechos interditados
Até o dia 16/3 Avenida Barros Reis, na faixa de tráfego à esquerda da pista Rodovia BR-324 / Retiro, no trecho sobre o Elevado Metroviário em frente à Via de acesso a Rua do Bom Juá
De 23 e 24/3 Via de ligação da Avenida Barros Reis a Rodovia BR - 324, na faixa de tráfego à esquerda, no trecho sobre o Elevado Metroviário em frente à Via de acesso ao Arraial do Retiro
Fonte  - A Tarde  11/03/2014

Governo federal propõe novo modelo para ferrovias do País

Ferrovias

Proposta cria a figura do Operador Ferroviário Independente (OFI), que será uma empresa transportadora que terá trens, mas não terá linhas.

Lu Aiko Ota
O Estado de São Paulo 
foto - ilustração
BRASÍLIA - O novo modelo de ferrovias que o governo quer implantar vai forçar os atuais concessionários a abrir espaço para que concorrentes passem por suas linhas. O objetivo é aumentar a competição e derrubar o preço das tarifas. Mas, para que isso dê certo, é preciso convencer as empresas brasileiras a entrarem num ramo de negócio que ainda não existe no País: o de Operador Ferroviário Independente (OFI). Ele será uma empresa transportadora que terá trens, mas não terá linhas. Vai utilizar a infraestrutura de terceiros.
"Os candidatos naturais a esse negócio são usuários de ferrovia, pois o transporte é parte relevante do preço final deles", disse ao Estado o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Carlos Fernando do Nascimento. No País, 80% da carga dos trens são grãos e minérios. O diretor acredita que, além dos usuários, o negócio poderá atrair grandes operadores logísticos, armadores e transportadores rodoviários.
"Tem várias empresas que se manifestaram interessadas", confirmou o ministro dos Transportes, César Borges. Uma proposta para regulamentar o funcionamento dos OFIs foi colocada em audiência pública pela ANTT na quinta-feira passada, dia 6. Não há previsão sobre quando o regulamento ficará pronto. Dependerá, entre outras coisas, da complexidade das sugestões que serão apresentadas pelos interessados, explicou o diretor. O leilão do primeiro trecho ferroviário poderá ser realizado independentemente de as normas estarem prontas.
Modelo. O OFI é uma figura que casa com a nova proposta do governo para as ferrovias, no qual um concessionário construirá e manterá uma linha mas não terá carga. Essa será transportada pelos OFIs. É um modelo totalmente diferente do que está em vigor no País hoje, no qual os concessionários de ferrovia são também os donos da carga. A passagem de produtos de outras empresas é, às vezes, problemática. Por isso o governo de Dilma Rousseff optou pelo modelo chamado "aberto", no qual as cargas têm passagem livre.
Os OFIs poderão transitar também pelas linhas concedidas no modelo "antigo", segundo informou o diretor da ANTT. "Eles poderão utilizar a capacidade ociosa delas", informou. Há, porém, linhas em que há pouca ou nenhuma ociosidade. Um exemplo é a Estrada de Ferro dos Carajás, que liga a Ferrovia Norte-Sul ao porto de Itaqui (MA), e que está sendo duplicada. Ele acredita que, com a duplicação, haverá capacidade para acomodar os OFIs. Nas linhas saturadas, a ANTT poderá determinar ao concessionário que faça mais investimentos. "O concessionário também poderá negociar a ampliação da capacidade com o OFI", acrescentou.
Autorização. A proposta de regulamentação prevê que as empresas que preencherem os requisitos da ANTT serão autorizados a operar durante dez anos, renováveis por períodos iguais e sucessivos. Os preços a serem cobrados pelos OFIs serão livres, mas a ANTT poderá coibir abusos, disse o diretor. Se, por exemplo, a tarifa ultrapassar em mais de 150% o custo médio estimado para aquele trecho, a empresa será investigada pela agência conforme a lei de defesa da concorrência. No limite, ela poderá perder a autorização para operar como OFI.
A nota técnica que acompanha a proposta de regulamentação aponta para um preço médio de R$ 36,18 por mil toneladas quilômetros úteis (a unidade de transporte de carga). Mas o diretor afirma que não se trata de um tabelamento. "Esse é só um exemplo", disse. A cifra foi apurada nos estudos econômicos que embasaram o edital de concessão ferroviária.
Fonte - São Paulo Trem Jeito 11/03/2014

Relógio de São Pedro está abandonado

Cidade

Sem manutenção, o monumento de quase cem anos encontra-se pichado, cheio de mato, com números de uma das fases em falta e sem marcar a hora correta. Comerciantes do local lamentam o estado do equipamento.

Maíra Côrtes
Equipamento está pichado e cheio de mato
Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia
O histórico Relógio de São Pedro, localizado na Avenida Sete de Setembro, que antes servia para manter comerciantes e transeuntes atualizados sobre as horas, está abandonado. Sem manutenção, o monumento de quase cem anos encontra-se pichado, cheio de mato, com números de uma das fases em falta e sem marcar a hora correta. Comerciantes do local lamentam o estado do equipamento.
“É triste ver o Relógio abandonado desse jeito. Muita gente, quando passava por aqui, aproveitava para tirar foto dele por ser bonito e histórico. Mas agora, ele ta aí, nem marca a hora direito, e ainda está com a beleza escondida”, reclama a comerciante Simone Cruz, que trabalha na região há 17 anos.
Assim como Simone, outros comerciantes também dizem sentir falta de um tratamento mais adequado para o Relógio de São Pedro. Eles esperam que com a reforma da praça o equipamento também seja beneficiado. “Tomara que o relógio volte a funcionar normalmente. Antes de ficar parado, sempre vinha um funcionário da prefeitura para dar corda, mas nunca mais ele apareceu. Isso já tem quase dois anos”, revela o vendedor ambulante Antônio Machado.
Apesar do tempo e descaso, o Relógio de São Pedro ainda tem sua importância e é utilizado, inclusive, como ponto de referência e de encontro para muitos baianos. “Sempre que eu preciso encontrar alguém na Av. Sete, eu marco aqui no Relógio porque fica mais fácil”, conta a recepcionista Ana Paula Cordeiro, que também sente pelo abandono do equipamento.
Com quatro lados, o Relógio de São Pedro foi instalado no governo de Ferrão Muniz, em 15 de novembro de 1916. O monumento, importado da França, é integrado por uma escultura de ferro fundido do arquiteto Pasquale De Chirico, e o relógio criado por Henry Le Paute.
Fonte - Tribuna da Bahia  11/03/2014