sábado, 12 de outubro de 2013

MPF entra com novo recurso no STJ contra aprovação do projeto Novo Recife

Cidades

foto - ilustração
Um novo recurso judicial pode dificultar a execução do projeto Novo Recife, no Cais José Estelita, na região central da cidade. O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional da República da 5º Região (PRR5), entrou com novo recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para suspender a continuidade das obras do projeto imobiliário - onde se encontra importante acervo da memória ferroviária brasileira - e o conjunto de prédios históricos dos bairros de Santo Antônio e São José, que comporta 16 bens tombados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
No entendimento do MPF, o empreendimento foi aprovado de forma irregular, sem Estudo de Impacto Ambiental (EIA), Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) e Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). O órgão ainda argumenta que não foram ouvidos o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Somado a isso, o Novo Recife também não foi previamente aprovado pelo IPHAN.
Este recurso do Ministério Público Federal questiona a decisão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 5º Região (TRF5), que acatou o pedido da Prefeitura do Recife no final do ano passado e derrubou a liminar da 12º Vara da Justiça Federal em Pernambuco, que determinava a suspensão das obras, impedindo qualquer construção ou demolição no local. No final de setembro, o MPF já havia entrado com outros dois recursos - um no STJ e outro no STF - contra uma decisão da Presidência do TRF5, que havia suspendido os efeitos dessa mesma liminar.
Na avaliação do MPF, a aprovação do projeto Novo Recife não depende, exclusivamente, de um órgão administrativo, no caso, o Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Prefeitura do Recife. "Faz algum sentido esse caminho trilhado pelo município? A resposta é obviamente negativa, pois não é razoável que o município atue para licenciar um projeto que posteriormente pode ser inviabilizado pela mera manifestação de vontade em contrário de um órgão do Governo Federal. A necessidade de prévia oitiva dos entes federais, no caso concreto, é uma consequência direta do princípio constitucional da eficácia, pois não faz sentido que eles venham eventualmente a jogar na lata do lixo todo trabalho realizado pelo CDU e outro órgãos municipais", disse o procurador regional da República, Domingos Amorim.
Fonte - Diário de Pernambuco  12/10/2013

Peter Alouche fala sobre transporte ferroviário

Transportes Sobre Trilhos

CNT Transporte Atual 
Livia Cerezoli
Peter Alouche
O Brasil tem se reconciliado com o sistema de transporte sobre trilhos nos últimos anos, mas ainda existe um longo caminho a ser percorrido. Essa é a visão do consultor independente em transporte Peter Alouche.
Defensor do sistema de transporte ferroviário, tanto para cargas como para passageiros, Alouche acredita que é preciso elaborar projetos que ultrapassem as questões políticas e sejam executados independentemente de posições partidárias. Formado em engenharia elétrica pela Universidade Mackenzie, ele foi um dos engenheiros que estruturaram o sistema de alimentação e controle do metrô de São Paulo (SP) no início da década de 1970. Durante 35 anos, Alouche desempenhou diversas funções na Companhia do Metrô, todas elas ligadas à técnica e à tecnologia.
Na entrevista a seguir, concedida à CNT Transporte Atual, o consultor destaca que o Brasil demorou a implantar um sistema de transporte urbano sobre trilhos moderno, e que agora, com as cidades totalmente urbanizadas, o custo para o desenvolvimento dos projetos é mais elevado. “O Brasil tinha rompido com a ferrovia, quando abandonou seus bondes e deixou a Rede Ferroviária Federal virar sucata. Agora, com os congestionamentos e a preocupação ambiental crescendo nas cidades, parece que a reconciliação está sendo feita. Mas reconciliar tardiamente custa muito mais caro.” Leia, a seguir, a entrevista na íntegra.

O que levou o Brasil a abandonar o transporte de passageiros sobre trilhos?
O Brasil, depois de Dom Pedro 2º, estava todo voltado para o transporte sobre trilhos. O transporte nas cidades era todo realizado por bondes. A ferrovia também garantia o transporte de cargas. O tempo passou. Quando Juscelino Kubitschek assumiu a Presidência do país, a indústria automobilística chegou ao Brasil. Essa foi uma visão de futuro do presidente, mas, com isso, as pessoas passaram a adquirir seus próprios automóveis. Porém, o transporte coletivo ainda era bastante privilegiado e atendia às classes que não tinham condições de ter um veículo. Com o regime militar, instalou-se o plano de construção de grandes rodovias no Brasil e, aos poucos, o país foi voltando a atenção exclusivamente para o transporte rodoviário. Exemplo disso, inclusive, é Brasília, uma cidade construída totalmente para a utilização do carro.

Pode-se dizer que o abandono do transporte sobre trilhos foi uma decisão política?
Não resta dúvida. Eu diria que foi política e estratégica. O que, para a época, tinha sua justificativa, mas, em longo prazo, tornou-se catastrófica. Muitos países também fizeram isso, mas de maneira mais cautelosa. As cidades europeias, de maneira geral, mesmo investindo na indústria automobilística, mantiveram seus sistemas de transporte sobre trilhos. Nesses locais, chegou até a haver certa degradação da ferrovia, mas, depois, com investimentos, renovou-se o sistema. No Brasil, a degradação foi só aumentando. A Rede Ferroviária foi sucateada, o transporte de passageiros sobre trilhos tornou-se uma catástrofe. Foi só na década de 1970 que, em São Paulo (SP), iniciou-se a operação do metrô e, mesmo assim, com muitas críticas. A partir disso, outras cidades, como Belo Horizonte e Porto Alegre, também implantaram o metrô. Mas os projetos não eram ideais porque utilizavam traçados ferroviários já existentes, não levando em consideração as necessidades da cidade, e precisaram ser corrigidos.

O que ainda impede que esse sistema seja resgatado e volte a ser utilizado nas cidades brasileiras?
Os projetos metroferroviários exigem grandes investimentos e longo tempo de implantação. Não se faz uma linha de metrô em um ano. Para a construção são, no mínimo, quatro anos e, antes disso, pelo menos mais dois para elaborar e desenvolver o projeto. Além disso, infelizmente, a questão política ainda impede o desenvolvimento de muitos projetos no Brasil. Eles são pensados, mas muda-se o governo e acabam não sendo executados. Faltam planos diretores consistentes para a implantação desses sistemas de transporte nas cidades brasileiras.

O senhor citou que a questão do custo e do prazo de implantação são alguns dos principais pontos de dificuldade para a ampliação do transporte sobre trilhos. Quais os valores necessários para a construção dos sistemas de metrô e VLT, por exemplo?
Esses custos dependem de três elementos fundamentais: obra civil, material rodante e equipamentos. Vamos nos ater, inicialmente, aos custos da obra civil. Assim, temos valores do projeto, das desapropriações, da construção da via (em superfície, em túnel, em elevado), das obras no subsolo, das estações, das oficinas, dos pátios de manutenção, dos centros de controle e da reurbanização. Então, na divisão dos custos, essas obras da construção civil são responsáveis por 45% dos valores. O material rodante responde por 30%, as desapropriações, 10%, os equipamentos e sistemas, 8%, a reurbanização, 4%, e projetos de engenharia, 3%. É importante observar que esses são valores médios, e pode haver variações. No VLT, a construção civil tem um valor mais baixo do que o metrô, mas isso vai depender do tipo de via, se ela vai ser ou não segregada. Em média, pode-se dizer que a construção civil tem entre 30% e 40% da participação dos custos. O material rodante, 30%, e o restante (equipamentos, sistemas e outros projetos), 20%.

O que deve ser levado em consideração na escolha de implantação de cada um dos modais?
Ninguém inventa nada para jogar no lixo. Toda tecnologia tem a sua aplicação. O grande problema é você utilizar a tecnologia no lugar errado. A escolha de cada um dos modos de transporte depende de alguns elementos. Em primeiro lugar está a urbanização, as características da cidade. Você não pode colocar um monotrilho na avenida Champs-Élysées, em Paris. Não faz sentido construir um elevado em meio a um cartão-postal como essa avenida. Então, por isso, reforço que a urbanização é importantíssima. Veja o exemplo do Minhocão, em São Paulo. A cidade foi destruída com ele. Em segundo lugar, é preciso avaliar a demanda de passageiros. Não se pode colocar um sistema que tenha uma saturação rápida. O BRT de Curitiba (PR) foi uma obra-prima durante anos, mas hoje já não suporta mais a demanda. Em terceiro lugar, está o custo de implantação, manutenção e renovação do sistema. Além disso, é preciso saber o que a cidade quer. Não adianta construir um sistema que a população não quer, porque ela vai rejeitar. A aceitação da população é fundamental. As pessoas precisam ser incluídas nas decisões.

Como é calculada a demanda de passageiros? E como definir qual sistema de transporte sobre trilhos é mais viável para cada uma das cidades?
Para calcular a demanda é necessário fazer um estudo de origem e destino para saber qual o volume de passageiros a ser transportado por hora/sentido nos horários de maior movimento das linhas. A partir disso, é que se determina qual o modo de transporte mais adequado para determinada cidade ou região. Para o transporte de até 10 mil passageiros por hora/sentido, os ônibus comuns são os mais adequados. Mais do que isso, já é preciso criar corredores exclusivos que transportam até 15 mil passageiros. O BRT atende muito bem a demandas de até 25 mil passageiros por hora/sentido. Um VLT, semelhante a um sistema de ônibus, mas com composições, tem uma capacidade maior, que atinge 35 mil passageiros, em faixa semisegregada. Com faixa totalmente segregada, chegando a 45 mil passageiros, o VLT torna-se um metrô leve. E o metrô atende 80 mil passageiros por hora/sentido. Acima disso, ainda não há um sistema de transporte eficiente, a não ser alguns trens suburbanos de alta velocidade.

Como conciliar os sistemas de ônibus, trens, VLTs e metrô nos grandes centros urbanos brasileiros?
É importante colocar cada em sua faixa e capacidade adequada de transporte. É preciso respeitar as características de cada uma delas. Acredito que uma das ações mais importantes é elaborar um plano de transporte para as regiões metropolitanas. O que acontece, infelizmente, é que cada cidade pensa no seu plano e não existe uma integração. Tem que haver um estudo de integração dos sistemas de transportes nas cidades. As linhas de metrô e ônibus precisam ser auxiliares.

Qual o papel da iniciativa privada nessa possível volta dos trilhos às cidades brasileiras?
No início do século 20, quem implantava os sistemas de transportes nas cidades era a iniciativa privada. Como o transporte, em geral, é um serviço público e, por isso, deve ter subsídio para garantir a tarifa social, o governo passou a projetar e implantar os sistemas. Mas o custo de manutenção e de operação de um metrô é bastante elevado, e os governos não suportam. Como vivemos em um regime capitalista, iniciou-se então as parcerias com a iniciativa privada. Na Europa, funciona da seguinte maneira. Quem constrói a infraestrutura do metrô é o governo e quem compra os trens e opera é a iniciativa privada. Dessa maneira dá para fechar a equação. A ideia das PPPs (Parcerias Público-Privadas) que estão surgindo no Brasil é bastante interessante. Essa parceria é muito importante para a ampliação dos projetos sobre trilhos no país. Até mesmo porque a iniciativa privada não está presa às leis de licitações e, por isso, ela tem mais liberdade para negociar os equipamentos melhores a um preço mais barato.

O governo federal tem trabalhado na reativação e na construção de linhas de trens regionais. Como o senhor avalia esse trabalho? É viável oferecer a opção do transporte sobre trilhos entre as cidades brasileiras?
Foi realmente uma calamidade terem acabado com os trens regionais que existiam no Brasil. Eu avalio como muito positiva essa iniciativa dos governos federal e estaduais de reativar as linhas regionais de transporte de passageiros sobre trilhos no Brasil. Agora, o que precisa ser levado em conta nesses projetos é que o trem regional precisa ser um trem moderno. Não pode ser o conceito de turismo. Esses trens regionais precisam ter velocidade média de 100 km/h. As linhas têm que ter estações modernas, e é preciso chegar até os centros das cidades. Além dos trens regionais, é preciso também investir no trem de alta velocidade. Não dá para ter as duas maiores cidades do país, como São Paulo e Rio de Janeiro, sem uma sinergia absoluta entre elas. Não podemos ter apenas as ligações feitas por aeroportos. É preciso também ter um sistema de transporte sobre trilhos entre essas cidades.

A indústria ferroviária brasileira está preparada para atender a demanda que possa surgir com os investimentos em transporte sobre trilhos?
A indústria ferroviária que se instalou no Brasil nos últimos anos está preparada sim. O que precisa, no meu entender, é que essas empresas consigam reduzir os custos de produção para que os equipamentos não precisem ser importados e, assim, consigam atender à demanda crescente.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  12/10/2013

WikiLeaks divulga primeiro vídeo de Snowden desde asilo na Rússia

Internacional

Foto: Wikimedia Commons
Imagens foram registradas em uma reunião, em Moscou, entre ele e mais quatro norte-americanos envolvidos na denúncia das atividades da NSA

Da Agência Brasil*
Brasília - O portal WikiLeaks divulgou na madrugada de hoje (12) o primeiro vídeo do consultor de informática Edward Snowden desde agosto, quando ele se refugiou na Rússia após ter vazado documentos da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos que apontam espionagem de dados e comunicações de autoridades e cidadãos de diversos países, inclusive do Brasil. As imagens divulgadas foram registradas em uma reunião, em Moscou, entre Snowden e mais quatro norte-americanos envolvidos na denúncia das atividades da NSA.
No depoimento registrado em vídeo, o ex-consultor disse que a falta de transparência do governo norte-americano “é uma tendência que se verifica na relação entre os governantes e governados”. Snowden criticou também o Departamento de Justiça dos EUA e disse “rejeitar processar os altos responsáveis que mentiram ao Congresso e ao país”, que não hesitam em "perseguir aqueles que dizem a verdade", referindo-se ao caso em que está envolvido.
“Existe um grande fosso entre os programas legais, a espionagem legal, a polícia legal, que têm objetivos específicos (…). Mas depois há um tipo de vigilância massiva que coloca toda a população sob um grande olho que vê tudo mesmo, aquilo que não é necessário”, diz Snowden no vídeo.
A Casa Branca refutou a alegação e informou que o acesso a esse tipo de ferramentas só é concedido a pessoas que têm autorização para isso e que existem vários sistemas de controle para impedir abusos.
Edward Snowden trabalhava em uma empresa que prestava serviços à NSA e é acusado de espionagem pelo governo dos Estados Unidos. No dia 16 de julho, ele pediu asilo temporário à Rússia.
Fonte - EBC 12/10/2013

VLT em Maceió completa dois anos de operação

Transportes sobre trilhos

A data é motivo de orgulho para o corpo administrativo, empregados e usuários. Uma vez que em meio aos padrões modernos de qualidade - a instituição conseguiu manter o VLT entre as alternativas de transporte da rede pública com uma das tarifas mais democrática do país e automaticamente mais acessível.

Imprensa CBTU Maceió
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Há exatos dois anos a CBTU Maceió celebrava a implantação do sistema VLT no ciclo ferroviário da capital alagoana. A solenidade que marcou a chegada do moderno meio de transporte também serviu como porta de entrada para uma nova era dos serviços prestados pela instituição.
A data é motivo de orgulho para o corpo administrativo, empregados e usuários. Uma vez que em meio aos padrões modernos de qualidade - a instituição conseguiu manter o VLT entre as alternativas de transporte da rede pública com uma das tarifas mais democrática do país e automaticamente mais acessível.
De acordo com o Superintendente da Regional Maceió, Marcelo Aguiar, a CBTU comemora a passagem desta data com resultados efetivos. “Hoje não apenas estamos comemorando dois anos de instalação do VLT em nosso sistema. A comemoração passa a ser mais efetiva quando contabilizamos em 2012 mais de 200 mil usuários transportados”.
Fonte - Abifer  12/10/2013

Expansão metroviária do DF é apresentada em encontro nacional

Metrô

Portal do Distrito Federal
foto - ilustração
Os projetos do GDF para expansão metroviária, no Distrito Federal, foram apresentados hoje, durante o encerramento do "19º Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito", que começou nesta terça-feira (8) com representantes de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
De acordo com a diretora-presidente do Metro, Ivelise Longhi, entre as ações debatidos estavam a expansão da Linha 1 do Metrô-DF, que agregará mais 7,5km de via, com duas novas estações em Ceilândia, duas em Samambaia e uma na Asa Norte.
"Este projeto não se restringe apenas à expansão, mas também à modernização de todo o sistema. Nós precisamos aprimorar o nosso sistema para atender melhor à sociedade", afirmou a diretora-presidente, ao informar que a expansão está em fase de projeto básico e executivo para lançamento da licitação.
Longhi também apresentou a Linha 1 do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Brasília, que está em fase de pré-qualificação das empresas interessadas em participar da concorrência pública.
"Todas essas melhorias têm como objetivo oferecer um transporte à altura da capital do país, para que possamos ter uma mobilidade que seja referência para todo o Brasil", destacou a diretora-presidente.
MODELO – No primeiro dia do congresso, estudantes, engenheiros e funcionários de outros sistemas de transportes públicos brasileiros foram conhecer o Centro de Controle Operacional (CCO) e o Pátio de Manutenção da Companhia que administra o Metrô de Brasília.
Eles embarcaram na estação Central e viajaram de metrô até Águas Claras, onde foram recebidos pela diretora-presidente, Ivelise Longhi, no auditório do Complexo Administrativo e Operacional (CAO).
Ivelise deu as boas vindas e fez uma breve contextualização histórica da criação e construção do Metrô-DF. "O traçado original do Metrô-DF surgiu em 1977, quando se percebeu que a cidade estava crescendo principalmente no eixo sudoeste, hoje a região mais densa", disse.
Em seguida, o controlador de operação, Gauss Fontes, fez uma apresentação sobre a operação metroviária. Ele explicou que após o último passageiro desembarcar, por volta das zero horas, começa uma nova jornada de manutenção noturna.
"O Metrô-DF funciona 24h por dia, apesar de a operação comercial ser das 6h às 23h30". Depois da apresentação, eles seguiram para o CCO e para o Pátio de Manutenção.
CONGRESSO - O evento, promovido bienalmente pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), teve como objetivo debater os rumos para a mobilidade urbana do país.
Nesta 19ª edição, o congresso tratou sobre Mobilidade Urbana para Cidades Sustentáveis, que se desdobrou em três eixos: planos de mobilidade urbana nas cidades brasileiras, segurança viária e redução dos acidentes, meio ambiente e matriz energética.
Fonte -  Abifer  12/10/2013

Planalto confirma anúncio do metrô da Capital - Porto Alegre

Metrô

Jornal do Comercio/RS
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O Palácio do Planalto confirmou nesta quinta-feira que a liberação dos recursos para as obras do metrô de Porto Alegre será anunciada oficialmente neste sábado pela presidente Dilma Rousseff. A cerimônia acontece no auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa, às 10h.
O trem subterrâneo de passageiros será feito através de uma parceria público-privada. A maior parte da verba virá da União, através do PAC da Mobilidade Urbana. Parte do dinheiro será disponibilizada a fundo perdido - via orçamento - e o restante servirá para financiar a contrapartida de Estado e município.
A proposta original previa R$ 1 bilhão da União, R$ 600 milhões do município e R$ 300 milhões do Estado, totalizando R$ 2,4 bilhões com isenções fiscais e recursos da empresa que vai explorar o serviço. Como os consórcios interessados apresentaram orçamentos muito mais elevados - R$ 9 bilhões - , prefeitura e Estado pediram mais recursos para a União. A ideia era obter mais R$ 2,3 bilhões do governo federal, que havia anunciado R$ 50 bilhões para mobilidade urbana em todo o Brasil, após os protestos de junho. A questão é quanto desse valor seria a fundo perdido e quanto seria financiado.
Até o final da tarde desta quinta-feira, ainda restavam dúvidas sobre a modelagem financeira para viabilizar o metrô da Capital. Depois de uma semana de intensas negociações, restava um impasse: a prefeitura alegava ter chegado ao limite de sua capacidade de endividamento. Por isso, foi encaminhada uma nova proposta, que prevê uma parcela maior de participação do governo estadual para executar o trem de passageiros subterrâneo.
O secretário estadual do Planejamento, João Motta, informou, ao final do encontro decisivo, que, “preservados os projetos em andamento, tendo espaço fiscal futuro, o governo do Estado assumirá uma porcentagem maior no empréstimo”.
O governador Tarso Genro, via Twitter, disse, do Chile, que o Estado só tomará um empréstimo maior para o metrô porque está garantida a renegociação do indexador da dívida do Estado com a União, o que aumentará a capacidade de endividamento do Estado. Motta salientou a importância do metrô. “Consideramos este o principal projeto em andamento no Estado”.
Motta não quis falar em números, porém, o orçamento total gira em torno de R$ 5 bilhões, sendo R$ 3,3 bilhões do governo federal, entre recursos do orçamento e empréstimos para o Estado e município. O restante virá da iniciativa privada.
O metrô de Porto Alegre está baseado em um modelo de integração com o sistema de Bus Rapid Transit – BRT (em inglês, transporte rápido de ônibus) e com o Trensurb. Mas o projeto deve sofrer mudanças. Ao invés dos 14 quilômetros originais - entre o Centro e a Fiergs -, o trem deve terminar seu trajeto no Terminal Triângulo da Assis Brasil, saindo da Rua da Praia, no Centro. Com tecnologia baseada em um metrô leve com alimentação elétrica, estima-se que atenda diariamente a 300 mil usuários.
Dilma chega ao Rio Grande do Sul nesta sexta para participar da inauguração de quatro escolas e da formatura de alunos dos cursos de qualificação profissional do Programa de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) em Novo Hamburgo. Na Capital, além do metrô, fará a entrega de 57 motoniveladoras para prefeituras gaúchas.
Fonte - Abifer  12/10/2013

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Roma e a vez do pedestre passar

Mobilidade

Roma: com proibição do carro, é a vez do pedestre passar 
“Eu não acho que qualquer outra cidade no mundo teria transformado o Coliseu, provavelmente o mais famoso monumento do planeta, em uma rotatória” – Ignazio Marino, prefeito de Roma

A avenida Fori Imperiali tomada por carros, quando ainda eram permitidos.
 Em agosto, o local foi devolvido para os pedestres. (Foto: Peter Carr) 

Luísa Zottis
10/10/2013
Por décadas, parte da história de Roma foi tomada por carros e as icônicas vespas, circulando livremente pela avenida Fori Imperiali, que liga a Piazza di Venezia ao Coliseu. Mas, em agosto deste ano, esse cenário típico de um filme italiano mudou. O prefeito da cidade, Ignazio Marino, baniu de vez os automóveis do local.
O espaço, tomado pela memória da época imperial e pela névoa cinza da poluição, foi finalmente devolvido às pessoas, quebrando um paradigma de trinta anos – quando a discussão de restringir ou não os carros começou.
Alguns ainda acreditam que uma só para pedestres é ruim para a “mobilidade” e para o comércio local, numa cidade onde 970 em cada mil adultos têm carro e a velocidade média é de 15km/h. Enquanto isso, os apaixonados por cidades e mobilidade urbana já podem usufruir, e um local seguro, saudável e mais humano.
Se a cidade é o reflexo de seus governantes, tudo indica que os habitantes de Roma e, por que não, do mundo todo – já que a cidade é uma vitrine global – podem celebrar. Marino, eleito há apenas dois meses, chegou à posse pedalando. E assim continua fazendo.
nova Fori Imperiali: paraíso do pedestre.
 (Foto: reprodução/Tumblr) 
E sua ambição não estaciona no Coliseu. Ele pretende banir os automóveis do entorno local e transformar a região no maior polo arqueológico do mundo. É bom lembrar que a Fori Imperiali (o foco da transformação), que era exclusiva aos pedestres somente nos domingos, ainda permite a passagem de ônibus e bicicletas.
“Temos que escolher se queremos carros ou valorizamos nossos monumentos”, ressaltou o prefeito à agência Reuters. E mais do que conservar a história, a medida preserva a segurança e a saúde das pessoas que circulam no local. Menos carros significa ar mais limpo, cidade mais segura e mais pessoas nas ruas.
É vontade de trabalhar, sem medo da rejeição e pensando no bem da cidade que o prefeito de Roma está deixando, sem dúvidas, um novo legado para o antigo império romano.

Fontes: New York Times, NBC News, Sunday Times
Fonte - The City Fix Brasil

Metrô de Madrid faz auditoria nas obras de Salvador

Metrô

Tribuna da Bahia
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Foi realizada na manhã de ontem a primeira reunião do secretário de Desenvolvimento Urbano, Cícero Monteiro, com a equipe do Metrô de Madri que vai fazer a auditoria nas obras do metrô, construídas pela Prefeitura de Salvador. Também participaram do encontro o presidente da Companhia de Transportes de Salvador (CTS), Carlos Martins, e o chefe de gabinete da Sedur, Eduardo Copello.
Durante dois meses, os consultores vão trabalhar na avaliação das obras, instalações e trens, além de sugerir os ajustes que se façam necessários. A equipe vai atuar diretamente com os técnicos da CTS e da CPC, concessionária que venceu a licitação do Sistema Metroviário. “A empresa do Metrô de Madri tem vasta experiência e será nossa parceira nesse processo”, afirmou o secretário Cícero Monteiro. Os trabalhos começam hoje com uma primeira visita à Linha 1.
O Metrô de Madri é uma empresa pública que opera um dos maiores e mais modernos sistemas do mundo, líder mundial em número de estações e extensão de rede por habitante.
Fonte  - Revista Ferroviária 11/10/2013

TCU confirma que devolução de valores acima do teto no Senado está mantida até decisão final

Política

Carolina Gonçalves e Karine Melo
Repórteres da Agência Brasil


Brasília - A determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) para que os 464 servidores devolvam os valores recebidos acima do teto constitucional de R$ 28 mil nos últimos cinco anos está mantida. Diferentemente do que disseram ontem (10) senadores que integram a Mesa Diretora da Casa, a assessoria do tribunal confirmou à Agência Brasil que a decisão é válida até que o TCU julgue o recurso apresentado pelo Ministério Público Federal que pediu a reversão da medida.
De acordo com o tribunal, o recurso apresentado pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado ainda não foi validado, o que significa que sequer foi decidido se o documento tem legalidade para ser examinado. “Atualmente, o pedido está em análise no gabinete do relator do recurso, escolhido por sorteio, ministro José Múcio [Monteiro]. Por meio do pronunciamento do ministro sobre a admissibilidade ou não do pedido é que saberemos se o item do acórdão recorrido estará com efeitos suspensos ou não”, destacou em nota a assessoria do tribunal.
O ministro-relator não tem prazo para se pronunciar sobre o caso. De acordo com a nota do TCU, Múcio garantiu que “fará a análise criteriosamente e o mais rápido possível”.
A expectativa é que o ministro José Múcio decida sobre o recurso até o dia 4 de novembro, quando termina o prazo de 30 dias para que o Senado cumpra a determinação integralmente. Até lá, a Casa continua com a obrigação de devolver as quantias extras e nivelar os salários ao teto constitucional.
Ontem, mesmo depois de o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), confirmar o corte de salários e a devolução imediata das quantias extras na folha de pagamento deste mês, o primeiro-secretário da Mesa Diretora do Senado, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e o segundo-vice-presidente da Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), conseguiram convencer Renan de que o Senado não precisava acatar a determinação que, segundo eles, estaria suspensa.
Se até o fim do prazo o tribunal não alterar o acórdão e o Senado não devolver as quantias extras, a Mesa Diretora pode ser multada em mais de R$ 43 mil. O valor ainda pode ser maior, caso os ministros entendam que houve qualquer dano ao patrimônio público. O tribunal ainda definiu que o cumprimento da determinação será acompanhado rigorosamente por uma das secretarias de fiscalização do órgão.
Fonte - Agência Brasil 11/10/2013

Bancários chegam a acordo com Fenaban e proposta será levada às assembleias

Brasil

Da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília - Uma nova proposta, que eleva para 8% (aumento real de 1,82%) o índice de reajuste salarial, foi apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ao Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), na madrugada de hoje (11). A proposta, apresentada após o 22º dia de greve, será levada agora às assembleias para ser votada.
O comando de greve está orientando os sindicatos a promover assembleias até segunda-feira (14) e a aceitar a nova proposta, que inclui ainda reajuste de 8,5% do piso salarial (ganho real de 2,29%) e de 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela individual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta também eleva de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR.
As negociações feitas ontem com a Fenaban duraram 16 horas. A compensação dos dias parados será feita de segunda a sexta-feira, até 15 de dezembro, com uma hora extra diária.
Fonte - Agência Brasil  11/10/2013

Graça Foster é a mulher mais poderosa do mundo fora dos EUA

Economia


É o segundo ano consecutivo em que a presidenta da Petrobras é apontada pela revista Fortune como a executiva mais poderosa do ranking global, entre 50 candidatas de diversos países e setores, como a Inglaterra, Austrália, Suécia, Turquia

Presidenta da Petrobras é eleita a mulher mais poderosa do mundo fora dos EUA

Flávia Villela*
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A presidenta da Petrobras, Graça Foster, foi eleita pela revista norte-americana Fortune a mulher mais poderosa do mundo fora dos Estados Unidos. A revista fez dois rankings, um com executivas norte-americanas e outro com internacionais. A classificação levou em consideração quatro critérios: a importância e o tamanho do negócio liderado pela executiva na economia global, o sucesso e a condução dos negócios, a trajetória de carreira da executiva e sua influência social e cultural.
Este foi o segundo ano consecutivo em que Graça Foster foi apontada pela revista como a executiva mais poderosa do ranking global, entre 50 candidatas de diversos países e setores, como a Inglaterra, Austrália, Suécia, Turquia.
Maria das Graças Foster é engenheira química e funcionária de carreira da Petrobras, onde ingressou como estagiária há mais de 30 anos. É a primeira mulher a comandar a estatal. Assumiu a presidência em fevereiro do ano passado e antes foi diretora de Gás e Energia da empresa e presidenta da Petrobras Distribuidora, entre outros cargos executivos.
Também neste ano, Graça Foster foi eleita a melhor executiva do setor de petróleo, gás e petroquímica na América Latina pela Revista Institucional Investor, a mulher mais poderosa no setor de negócios do Brasil e uma das 20 mulheres mais poderosas do mundo pela revista Forbes, e uma das 500 pessoas mais poderosas do mundo, segundo a revista Foreign Policy.
A Petrobras vem sendo citada como uma das maiores empresas do mundo pela revista Fortune. Neste ano, a empresa ficou em 25º lugar, com receitas de US$ 144 bilhões. A estatal brasileira planeja investir US$ 236 bilhões até 2017.
A estatal, que já responde por mais de 90% da produção de petróleo e gás no país, terá papel importante na exploração da camada pré-sal brasileira, que concentra grandes reservatórios de óleo de boa qualidade. Segundo a legislação brasileira, a Petrobras será operadora de todos os campos do pré-sal licitados a partir de agora, com pelo menos 30% de participação no bloco.
A primeira licitação do pré-sal sob o contrato de partilha está marcada para o próximo dia 21 e permitirá a exploração e produção na área de Libra, na Bacia de Santos, que tem reservas recuperáveis de petróleo entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris. Com o pré-sal e também com a ajuda de outros campos de petróleo, a empresa espera dobrar sua produção de óleo até 2020, da média de 2 milhões de barris por dia, para 4,2 milhões.
A Petrobras também tem investido na construção de novas refinarias para reduzir a dependência do Brasil em relação a combustíveis e a outros derivados de petróleo. Pelo menos quatro grandes complexos petroquímicos estão em construção e devem ser inaugurados até 2020: no Rio de Janeiro, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte e Ceará. A ideia é ampliar a capacidade de refino nacional de 2 milhões para 3 milhões de barris por dia.
Fonte - Agência Brasil  11/10/2013

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Celulares poderão ser usados para movimentações financeiras e fazer compras

Tecnologia

Mesmo sem conta bancária, será possível pagar contas pelo celular


A partir de agora, qualquer pessoa, inclusive quem não tem conta bancária, pode receber benefícios de programas sociais, pagar contas, fazer compras ou receber créditos pelo celular. A nova regra, publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União, inclui essa ferramenta no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB)

Carolina Gonçalves*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A partir de agora, qualquer cidadão, inclusive os que não têm conta bancária, poderão receber benefícios de programas sociais, pagar contas, fazer compras ou receber créditos pelo celular. A nova regra, publicada hoje (10) no Diário Oficial da União, inclui essa ferramenta no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), que dá suporte à movimentação financeira entre agentes econômicos e permite a transferência de recursos, além de processar e liquidar pagamentos.
Com isso, o celular poderá ser usado como se fosse um cartão de banco. “Com um celular na mão, as pessoas poderão fazer toda a movimentação do recebimento do benefício até o débito no comércio local, da mesma maneira que hoje operam quando colocam créditos nos celulares pré-pagos”, explicou o senador Walter Pinheiro (PT-BA), autor do projeto original.
Segundo o senador, a medida beneficiará a qualquer pessoa, mas será mais vantajosa para as que estão fora do sistema bancário, proporcionando a elas as facilidades do uso do aparelho móvel para pagamentos e movimentações financeiras. “É o caso dos beneficiados pelo programa Bolsa Família e dos aposentados do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], que, muitas vezes, precisam de deslocar até cidades vizinhas para encontrar uma agência bancária”, explicou.
Além disso, aqueles que não têm contas bancárias poderão receber crédito e fazer compras pelo celular. Também será possível movimentar subvenções econômicas, como a destinada a produtores da safra 2011/2012 de cana-de-açúcar e de etanol da Região Nordeste, afetados por condições climáticas adversas.
Fonte - Agência Brasil  10/10/2013

Equipamentos mais modernos vão facilitar pesquisas científicas na nova Estação Comandante Ferraz

Pesquisa

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro – A nova Estação Antártica Comandante Ferraz, que deverá ser inaugurada em 2015, será dotada de modernos instrumentos de pesquisas que facilitarão os projetos desenvolvidos pelos cientistas. Para isso, segundo Janice Romaguera Trotte Duhá, coordenadora-geral para o Mar e Antártica, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o órgão trabalhou com a comunidade científica.
“Em várias ocasiões, nós conseguimos fazer uma melhoria de um padrão instrumental. Hoje, por exemplo, nós discutimos a necessidade imperativa de termos uma câmera hiperbárica que nos permite fazer um mergulho na região Antártica”, disse. Na avaliação de Janice, essas alterações repercutem no custo final da estação. “Custo esse vinculado à melhoria do apoio que nós possamos dar à ciência na Antártica”, completou. A construção da nova estação está avaliada em cerca de R$ 100 milhões.
Ela participou hoje (10), no Rio, da solenidade de entrega à Marinha do projeto executivo da nova estação, elaborado pelo Estúdio 41, de Curitiba (PR). O escritório foi o vencedor do concurso internacional promovido com essa finalidade pela Marinha e coordenado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). A estação será construída no mesmo lugar onde funcionou a unidade anterior, destruída por um incêndio, no dia 25 de fevereiro do ano passado.
De acordo com a coordenadora, a maior parte dos projetos que estavam sendo desenvolvidos na estação anterior não ficou parada. Segundo Janice, por meio do esforço conjunto entre os ministérios da Defesa, Ciência, Tecnologia e Inovação e Meio Ambiente, com apoio de navios da Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha, elas puderam continuar. “Em uma análise muito fria, eu diria que nem 10% das atividades científicas foram prejudicadas em função desse exercício de realocação que nós fizemos”.
O secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Brandão Cavalcanti, presente à cerimônia, disse que a antiga estação refletiu um período pioneiro, em que o Brasil estava aprendendo a operar na Antártica, e com o conhecimento acumulado desde 1984, a nova estação “está sendo construída no signo da permanência”.
Fonte - Agência Brasil  10/10/2013

Dilma determina que Itamaraty busque solucionar caso da brasileira presa na Rússia

Internacional

Marcelo Camargo/ABr
Greenpeace realiza protesto no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) para pedir a libertação da ativista Ana Paula Maciel, indiciada por pirataria durante protesto na Rússia

Danilo Macedo 
Agência Brasil
Brasília - A presidenta Dilma Rousseff solicitou hoje (10) ao ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, contato de alto nível (entre as cúpulas governamentais) com o governo da Rússia para encontrar uma solução para o caso da brasileira Ana Paula Maciel, acusada de pirataria após ser presa com mais 29 militantes do Greenpeace durante protesto contra a exploração de petróleo no Ártico.
“Determinei ao Ministério de Relações Exteriores que desse toda assistência à brasileira Ana Paula Maciel, detida na Rússia durante protesto ambiental”, escreveu Dilma, em sua conta no Twitter. “Solicitei ao ministro Figueiredo contato de alto nível com o governo russo para encontrar solução para Ana Paula”, completou.
Ontem (9), a Comissão de Relações Exteriores da Câmara informou que encaminharia ao governo russo pedido para que Ana Paula responda ao processo em liberdade. O requerimento para o pedido é de autoria do deputado Henrique Fontana (PT-RS) e foi aprovado ontem. O pedido será encaminhado à Embaixada da Rússia em Brasília.
Ana Paula, que é bióloga, foi detida em Murmansk, no Norte da Rússia, no dia 18 de setembro. Os ativistas eram tripulantes do navio quebra-gelo Arctic Sunrise e estavam no local para protestar contra a estatal russa Gasprom. Os ativistas foram presos ao tentar escalar a plataforma Prirazlomnaya, que é a primeira em alto-mar na região e, segundo a organização, tem previsão para começar a operar no próximo ano.
Fonte - EBC  10/10/2013

EUROPA - O legado devastador da austeridade

Economia

Novos relatórios mostram aumento da pobreza e da desigualdade e afirmam que as consequências do aperto fiscal serão sentidas por décadas

Louisa Gouliamaki / AFP
Militantes comunistas realizam protesto, no sábado 5, em frente ao parlamento da Grécia, em Atenas, contra as medidas de austeridade

Carta Capital
Da Redação
Dois relatórios divulgados nesta semana, um pelo Conselho da Europa e outro pela Federação Internacional da Cruz Vermelha, destacam os efeitos devastadores das medidas de austeridade, principal ferramenta usada no combate à crise econômica e financeira iniciada em 2008,sobre o tecido social europeu.
O documento mais abrangente é o da Cruz Vermelha, baseado numa pesquisa feita pelos escritórios da organização nos países europeus. A entidade lembra que, logo nos primeiros sinais da turbulência, vaticinou que o foco na estabilização macroeconômica estava obscurecendo as consequências humanitárias da crise. Ainda segundo a organização, cinco anos depois está claro que os mais vulneráveis são os mais atingidos e que as pessoas nunca antes afetadas por abalos financeiros também estão sofrendo as consequências.
A entidade afirma que a Europa está diante de uma “iminente crise humanitária”, pois os pobres estão ficando mais pobres, há mais gente cuja renda está abaixo da linha da pobreza e a desigualdade está aumentando. Segundo a entidade, as “consequências a longo prazo” da crise ainda estão por vir, uma vez que a questão do desemprego na Europa é uma “bomba-relógio”. Em um quarto dos 52 países pesquisados, o nível de desemprego dos jovens é classificado como “catastrófico”, variando de um terço desta população até 60% dos jovens de um país. Entre os mais velhos, a situação também é problemática. Em 2008, havia 2,8 milhões de desempregados entre 50 e 64 anos nos 28 países da União Europeia. Em 2012, esse número estava em 4,6 milhões.
Essa situação, afirma a Cruz Vermelha, tem feito a entidade mobilizar esforços na Europa. Durante o ano de 2012, 3,5 milhões de europeus receberam doações de comida, um aumento de 75% com relação a 2009. Ainda segundo a organização humanitária, “centenas de milhares estão sendo assistidos com aconselhamento, ajuda financeira ou material ou apoio psicológico”. A organização afirma que os efeitos da crise serão sentidos “por décadas”, mesmo que haja uma recuperação do crescimento econômico. Na Letônia, país báltico que deixou a crise oficialmente, mais de 140 mil pessoas estão recebendo doações de comida.
O relatório da Cruz Vermelha, intitulado Pense diferente – impactos humanitários da crise econômica na Europa, desafia os europeus a pensarem se conseguiram compreender o que os atingiu e se estão preparados para lidar com as consequências da crise. A organização afirma que a turbulência tem atraído imigrantes para países menos afetados ou economias em crescimento, mas lembra que, após um 12 meses metade deles continua desempregada e que têm sido recebidos com “posturas mais duras” pelos governos e sociedades que os recebem. Para a organização, a xenofobia é uma preocupação crescente. Há milhares de pessoas morando a céu aberto ou em locais improvisados, afirma a Cruz Vermelha. Na Europa oriental, crescem os “assentamentos temporários” devido ao corte de gastos sociais dos governos.
A Cruz Vermelha lembra que os efeitos da austeridade têm sido sentidos não apenas nos países mais pobres. Na França, desde 2009, 350 mil pessoas cruzaram para baixo a linha da pobreza. Na Alemanha, um relatório da Fundação Bertelsmann mostrou que, entre 1997 e 2012, 5,5 milhões de pessoas deixaram a classe média para se tornarem “trabalhadores de baixa renda”, enquanto 500 mil pessoas se entraram para o grupo dos mais ricos.
Espanha. O relatório do Conselho da Europa, que reúne os chefes de Estado ou governo da União Europeia, vai na mesma linha do estudo da Cruz Vermelha, mas é focado na Espanha. Assinado por Nils Muižnieks, comissário para Direitos Humanos do conselho, o relatório afirma que “cortes em orçamentos sociais, de saúde, educacionais levaram a um preocupante aumento na pobreza das famílias”.
De acordo com Muižnieks, os cortes significativos na educação espanhola nos últimos três anos estão minando a oportunidade de igualdade das crianças ao tornar mais difícil o acesso ao ensino de qualidade para as que têm dificuldades específicas ou desvantagens para acessar o sistema educacional. “A crescente pobreza infantil, má nutrição e moradia inadequada são assuntos de grande preocupação por seu potencial devastador em longo prazo sobre as crianças e o país”, afirmou o comissário. “As autoridades espanholas devem implementar estratégias efetivas para resolver esse problemas relacionados à pobreza e proteger os direitos sócio econômicos.
"A austeridade está morta. Vida longa à austeridade". Em junho, ao fazer uma avaliação da ajuda à Grécia, o Fundo Monetário Internacional admitiu que não imaginava os impactos negativos que as medidas de austeridade impostas ao país europeu teriam. Em um relatório conjunto com os outros dois integrantes da chamada “troika” – o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia – o FMI admitiu que “a confiança do mercado não foi recuperada, o sistema bancário perdeu 30% de seus depósitos e a economia sofreu uma recessão muito mais profunda que o esperado, com excepcionalmente alto nível de desemprego”.
O reconhecimento por parte do FMI foi mais um dos diversos, porém tímidos, passos da entidade para se distanciar da austeridade. Como já sabiam os países da Ásia e da América Latina, o aperto pode ajudar minimizar crises, mas tem um impacto social negativo. A principal medida do receituário do FMI, entretanto, continua em voga.
Em abril, o FMI fez duras críticas à austeridade imposta pelo ministro responsável pela economia e finanças do Reino Unido, George Osboune. Naquele mês, o fundo recomendou que o governo britânico pensasse em um plano B para a economia e buscasse reduzir seu déficit de forma mais lenta. Na terça-feira 8, em novo relatório sobre o Reino Unido, o FMI abandonou as críticas. O aumento do investimento por parte do governo deixou de ser uma “recomendação” para ser uma “possibilidade”.
A mudança se deu não por conta de questões sociais. Em abril, a preocupação do FMI era com a capacidade de investimento do setor privado diante das medidas. Agora, como essa preocupação desapareceu, o Fundo deixou de ver a austeridade com tanta preocupação.
Fonte - Carta Capital  10/10/2013

Aeromóvel - Trensurb receberá o segundo veiculo

foto divulgação  - T'Trans
Previsão de chegada à capital é na manhã de segunda-feira, 14.

Trensurb
O A200, segundo veículo da linha da tecnologia Aeromóvel que ligará a Estação Aeroporto da Trensurb ao Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho, já está sendo transportado até Porto Alegre. Os dois caminhões que carregam as partes do veículo articulado deixaram a unidade da fabricante T’Trans Sistemas de Transportes S.A., em Três Rios (RJ), às 11h57 de hoje (9). Por se tratarem de caminhões extra-longos e extra-largos, eles só podem circular durante o dia e a uma velocidade de até 50 quilômetros por hora. A previsão de chegada à capital gaúcha é na manhã de segunda-feira, 14.
O veículo A200, que tem capacidade para 300 passageiros, peso (quando montado) de 17,56 toneladas e comprimento de 25,1 metros, será içado e montado na via elevada que conecta o metrô ao aeroporto. A montagem da parte externa do veículo, com o encaixe no truque e a instalação da sanfona que conecta as duas caixas que o compõem deve levar cerca de dois dias. Depois, passa-se à fase de montagem dos componentes mecânicos, que deve durar até cinco dias. Só a partir daí é que serão realizados os testes estáticos e, após sua conclusão, as primeiras movimentações do veículo, ainda sem passageiros.
O projeto da primeira linha da tecnologia Aeromóvel em operação comercial no Brasil é totalmente desenvolvido no país e usa tecnologia 100% nacional. Os veículos suspensos, movidos a ar, permitirão integração e acesso rápido e direto dos usuários do metrô ao terminal aeroportuário. O trajeto de 814 metros, com duas estações de embarque, é percorrido em dois minutos. A linha já opera experimentalmente com um veículo com capacidade para 150 passageiros, em dias úteis, das 10h às 16h, sem cobrança de passagem. Desde o início da circulação experimental, em 10 de agosto, 56.791 pessoas já foram transportadas em 3.074 viagens de Aeromóvel. A operação comercial, durante todo o horário de funcionamento do metrô – das 5h às 23h20 – tem previsão de início no mês de novembro. Os dois veículos funcionarão alternadamente conforme a demanda. O projeto é orçado em R$ 37,8 milhões.
Desenvolvido pelo Grupo Coester, de São Leopoldo (RS), o Aeromóvel é um meio de transporte automatizado, em via elevada, que utiliza veículos leves, não motorizados, com estruturas de sustentação esbeltas. Sua propulsão é pneumática – o ar é soprado por ventiladores industriais de alta eficiência energética, por meio de um duto localizado dentro da via elevada. O vento empurra uma aleta (semelhante a uma vela de barco) fixada por uma haste ao veículo, que se movimenta sobre rodas de aço em trilhos.
Fonte - Trensurb   09/10/2013

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Votação do ISS do sistema metroviário de Salvador na Câmara é adiada mais uma vez

Da redação
foto- ilustração

Embora com o apoio da base governista do prefeito de Salvador,dos partidos de oposição e de todo empenho dos mesmos,existe um grupo de vereadores que parece ainda insistir em atrasar  a votação e a aprovação da  lei de nº 354/13 de autoria do prefeito ACM Neto que estabelece a redução no valor do ISS em 5% baixando para 2% para as obras de construção e a operação dos sistema metroviário,(com impacto positivo sobre a tarifa do sistema) cujo o índice ( 2%) se igualaria ao mesmo percentual cobrado atualmente as empresas de ônibus que operam o "serviço" de transporte público em Salvador, bem com as empresas de serviços de Call Center.A resistência "inexplicável" desse grupo que vem travando e  retardando a ref. votação o que implica no  atraso do inicio das obras da conclusão da linha 01 ( Lapa/Pirajá)  e o inicio da construção da linha 02( SSA/L.de Freitas) é uma manobra extremamente negativa e um verdadeiro DESSERVIÇO prestado por esse grupo de vereadores a cidade e a sua população,hoje refém de um sistema de transportes por ônibus caótico,ineficiente,deficitário,precário,ineficaz,desorganizado e desestruturado que penaliza e prejudica duramente os seus usuários.Alguma coisa esta fora da ordem, e é preciso que a população extremamente prejudicada cobre com firmeza desses Srs. que cumpram o seu papel e a suas obrigações como servidores públicos que são,eleitos que foram para atuar em defesa e a  favor dos interesses do povo e da nossa cidade.Salvador considerada  atualmente a terceira maior cidade do Brasil,na verdade esta longe de merecer esse titulo, não pode mais continuar nesse estágio de letargia e atraso na questão da mobilidade urbana,ficando para traz com relação a outras capitais do nordeste do pais a exemplo de Fortaleza que acaba de licitar a construção da sua 3ª linha de metrô (Linha leste) com 12 km de extensão.enquanto aqui sequer conseguimos concluir a nossa 1ª linha cuja construção se arrasta a mais de 12 anos sendo motivo de chacota e depreciação.Por quanto tempo mais ainda teremos que esperar pela "boa vontade" desses Srs.?????......

Balões garantem acesso à internet

Tecnologia

O projeto realizou teste piloto na Nova Zelândia. A tecnologia prevê acesso com velocidade equivalente à do 3G

Brasília. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, se encontrará hoje em Brasília com um representante do Loon, projeto do Google que pretende oferecer acesso à internet por meio de balões que se deslocam na estratosfera.
foto - ag brasil
O ministro Paulo Bernardo receberá Mohammad Gawdat, vice-presidente de inovação empresarial do Google X, divisão futurística da empresa
O objetivo é discutir a adoção da nova tecnologia, que busca atender áreas remotas, zonas rurais e locais atingidos por desastres naturais, em regiões como a Amazônia.
Bernardo receberá Mohammad Gawdat, vice-presidente de inovação empresarial do Google X, divisão futurística da empresa onde foram gestados, além do Loon, os óculos inteligentes Glass e o carro sem motorista.
Em fase inicial, o projeto realizou um teste piloto em junho, na Nova Zelândia. Os balões, que ficam a 20 quilômetros de altura, proveem acesso à rede com velocidade equivalente à do 3G.
"O Brasil é um dos países mais ativos na internet, mas a penetração da rede em áreas remotas ainda é muito baixa", afirmou o líder do projeto, Mike Cassidy.
Segundo ele, a reunião com o ministro é para identificar quais são as necessidades do País, qual parcela da população não tem acesso à internet, que tipo de acesso as pessoas estão procurando, como as operadoras de telefonia trabalham. "O território é enorme, há montanhas e florestas tropicais, então é difícil espalhar torres de celular pelo país. Há um grande potencial para a implementação do Loon", avaliou Mike.
Lançado no dia 15 de junho, o projeto Loon pretende criar "uma rede de internet no céu", levando o acesso à rede mundial de computadores a bilhões de pessoas que vivem em áreas remotas, pobres ou afetadas por desastres naturais, por meio de balões gigantes de hélio equipados para transmitir sinais Wi-Fi.
No projeto são usados balões de cerca de 15 metros de diâmetro que, graças à energia solar, subirão à estratosfera e ficarão unidos sobre uma zona específica graças a "complexos algoritmos e muito poder informático".
"Construímos um sistema que usa balões, levados pelo vento ao dobro da altitude na qual voam os aviões comerciais, para proporcionar acesso à internet a velocidades similares ou mais rápidas que as das redes de 3G de hoje", disse Cassidy.
O Google precisará da permissão dos governos para fazer circular seus balões, que ficam cerca de cem dias no ar e cujo sinal pode ser captado sempre que o receptor estiver em um raio de 38 quilômetros. Cassidy considera que o programa pode marcar uma grande diferença na maioria dos países do hemisfério sul.
Fonte - Diário do Nordeste  09/10/2013

Brasil precisa investir R$ 6,7 bilhões para dar fim adequado a resíduos sólidos

 Meio Ambiente


O Brasil precisa investir R$ 6,7 bilhões para, de forma adequada, coletar todos os resíduos sólidos e dar fim a esse material em aterros sanitários. O dado foi divulgado na última semana pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
De acordo com a entidade, caso o país mantenha o ritmo de investimentos na gestão de resíduos registrado na última década, a universalização da destinação final adequada deverá ocorrer apenas em meados de 2060. “No atual ritmo, chegaremos a agosto de 2014 com apenas 60% dos resíduos coletados com destino ambientalmente correto”, destaca Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê para agosto de 2014 o fim da destinação inadequada de resíduos. Dados da Abrelpe mostram que há ainda cerca de 30 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos com destinação inadequada no país. “Se não contarmos com esforços conjuntos e recursos disponíveis para custear o processo de adequação, corremos o risco de ver o principal ponto da PNRS não sair do papel”, destacou o diretor.
Segundo a associação, a aplicação de 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor de resíduos seria suficiente para as adequações necessárias.
Fonte - Revista Amazônia  09/10/2013

Saiba como fazer um suco desintoxicante

Saúde


CicloVivo
Quando a temperatura começa a aumentar e o Verão se aproxima, surgem também novas fórmulas para cuidar do corpo. Uma dessas receitas da moda é o “suco detox”, que elimina as toxinas e outras substâncias acumuladas no corpo. A ideia é desintoxicar o organismo para que ele fique limpo.
Os sucos naturais por si só já possuem várias propriedades que ajudam nesse processo. Mas, para reforçar essa tarefa são utilizados alimentos com características anti-inflamatórias e antioxidantes. Veja abaixo um exemplo de como fazer o suco detox.

Ingredientes: - Couve - Água - Frutas - Gengibre

Como fazer:
O primeiro passo é higienizar um maço de couve para, em seguida, bater as folhas em um liquidificador com um pouco de água. Bata até que a mistura fique bem dissolvida. Despeje o líquido em formas de gelo e leve ao congelador.
Separadamente, faça um suco de frutas do sabor de sua preferência. Adicione o cubo de gelo de couve e raspas de gengibre. Novamente, leve toda a mistura ao liquidificador.
Nos sucos detox também pode ser usado linhaça triturada e talos de agrião. É recomendável tomá-los pela manhã ainda em jejum.
As frutas ficam à escolha de quem for preparar o composto, entre algumas que são comuns neste tipo de suco: abacaxi, kiwi, morango, laranja e limão.
Fonte - Revista Amazônia  09/10/2013

Cetenco-Acciona vence licitação de linha do Metrofor

Metrô

RF
foto - ilustração
Na ultima segunda-feira (07/10), foi concluída a licitação para as obras civis da Linha Leste do Metrô de Fortaleza. O consórcio Cetenco-Acciona, formado pela empresa brasileira Cetenco Engenharia e pela espanhola Acciona Infraestruturas, foi declarado pela Comissão Central de Concorrências como vencedor.
O consórcio apresentou a menor proposta de preço, cerca de R$ 2,26 bilhões, uma baixa de 9,5% sobre o preço estimado pelo governo de 2,5 bilhões e com uma redução de R$ 110 milhões abaixo da segunda colocada.
A Linha Leste da Metrofor deve ainda receber R$ 2 bilhões do PAC Mobilidade Grandes Cidades, vindos do Orçamento Geral da União e da Caixa Econômica Federal. Os recursos financiarão os 12 quilômetros de extensão da nova linha, que terá 12 estações.
Fonte - Revista Ferroviária  09/10/2013

Brasil sediará conferência mundial sobre governança da internet em 2014

Internacional

Paulo Victor Chagas
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília – O Brasil vai sediar no ano que vem um encontro para discutir as mudanças necessárias para a governança da internet. Após se encontrar com o presidente da Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (Icann, na sigla em inglês), Fadi Chehadé, a presidenta Dilma Rousseff concordou em reunir líderes globais de diferentes setores interessados no tema.
De acordo com Chehadé, o mundo conta com a liderança brasileira nesta questão, depois que a presidenta Dilma Rousseff discursou na abertura da 68ª Assembleia Geral da ONU, ocorrida em setembro nos Estados Unidos. “O mundo ouviu a presidenta brasileira, que falou com profunda convicção, com muita coragem, e externou a frustração que muitas pessoas, em todo mundo, sentiam com o fato de que a confiança havia sido quebrada que temos com relação à internet”, disse, revelando que o discurso de Dilma foi a motivação da sua proposta para o encontro.
Chehadé citou as denúncias de espionagem envolvendo a comunicação de autoridades e cidadãos brasileiros, dentre eles a própria presidenta, a Petrobras e o Ministério de Minas e Energia. “Vim solicitar à presidenta que elevasse sua liderança a um novo nível, de modo a assegurar que todos possamos nos reunir em torno de um novo modelo de governança, em que todos sejamos iguais”, afirmou. O presidente da Icann disse que as futuras decisões sobre como os líderes poderão gerir a internet devem ter como base os princípios do Marco Civil brasileiro, que tramita no Congresso Nacional.
Fadi Chehadé esteve anteontem (7) com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a fim de pedir ajuda do Brasil para iniciar os debates sobre mudanças na governança da internet, e disse que as articulações devem começar este ano. Segundo ele, a necessidade de um novo órgão gestor da internet passa pela participação de múltiplos atores, não só do governo.
“Entendo que a internet tem um novo recurso, que exige participação ativa por parte dos governos, dos seus respectivos órgãos no âmbito das Nações Unidas, mas também no âmbito dos usuários, da sociedade civil, dos técnicos, que afinal de contas fazem a internet funcionar”, defendeu Chehadé. Para o presidente da corporação, os acadêmicos e industriais precisam participar do debate, pois refletem sobre o direito e fazem a gestão da infraestrutura da internet.
O presidente da Icann disse que as empresas de telecomunicações devem também participar da conferência. “Elas são parte integrante da família com a qual precisamos trabalhar”, afirmou.
Segundo Paulo Bernardo, a presidenta Dilma concordou que as mudanças na governança da rede devem ocorrer de forma multilateral e com a participação de todos os atores que se envolvem a internet, e disse que não se pode “permitir que interesses econômicos, políticos e religiosos interfiram na livre circulação das ideias”. O ministro informou que a sugestão da presidenta é que o evento ocorra em abril de 2014 no Rio de Janeiro.
Fonte - Agência Brasil  09/10/2013

Senai busca parceiros para escola metroferroviária

Ensino Técnico

RF
foto - ilustração
O Senai São Paulo está formando parcerias com empresas ferroviárias para a estruturação da grade curricular da Escola Metroferroviária que está montando. Durante o Painel Ferroviário do Congresso SAE Brasil, nesta terça-feira (09/10), em São Paulo, o diretor técnico do Senai, Ricardo Figueiredo Terra, explicou que é necessário ter uma escola voltada para o setor ferroviário com o objetivo de fazer pesquisa aplicada no setor.
Segundo Terra, a instituição de aprendizagem industrial busca parcerias com empresas nacionais e internacionais para montar uma boa estrutura para atender o setor. A alemã Deutsche Bahn (DB) é uma das empresas que definiu sua cooperação com o projeto e ajudará na estruturação dos cursos e da grade curricular da escola especializada em ferrovias. O diretor do Senai explicou que a DB foi uma das empresas escolhidas por ser uma grande operadora, com estrutura de manutenção e serviços, e por ter um centro de eficiência logística para treinamentos. E que a operadora alemã qualifica 600 mil pessoas/ano no mundo, somente no eixo metroferroviário.
A ideia do Senai é ter a experiência das grandes empresas na formação de técnicos. Outras empresas do setor ferroviário, como a Alstom e Bombardier, estão sendo procuradas para participar do projeto. “Vamos precisar de um corpo técnico expressivo”, destacou o diretor do Senai. Terra explicou ainda que o objetivo da escola é resgatar a cultura ferroviária; reestruturar e modernizar a oferta disponível; criar laboratórios especializados; proporcionar desenvolvimento de novos produtos e buscar tecnologias modernas.
A Escola Metroferroviária do Senai foi lançada em agosto de 2012 pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Serão investidos R$ 60 milhões nas obras e compra de equipamentos para a nova escola, que funcionará em uma área de 20 mil metros quadrados e terá pátio de manobras e testes. O Senai ainda não divulgou o local onde a unidade será implantada, mas cogita-se a possibilidade da unidade ser instalada em Hortolândia, cidade do interior de São Paulo que concentra empresas do setor metroferroviário.
Mesmo sem o local de instalação ter sido anunciado, o diretor técnico do Senai disse que a obra da escola deve começar no início de 2014 e ser inaugurada até o final de 2015. Terra explicou ainda que mesmo sem uma unidade especifica ferrovias, o Senai desenvolve cursos em parcerias com as empresas do setor. Ele cita como exemplo o curso de aprendizagem industrial que está sendo desenvolvido com a ALL em Araraquara (SP) e com a MRS em São Paulo. Em junho deste ano, a MRS e o Senai inauguraram o Centro Ferroviário do Senai de Barra do Piraí (RJ), que oferecerá cursos especializados do setor para empresas e público em geral.
Fonte - Revista Ferroviária   09/10/2013

Desafios da logística brasileira

Logistica

RF
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O Brasil aparece em 41º lugar no ranking do estudo internacional de performance logística do Banco Mundial. O documento levou em conta sete cenários e mostra que o custo logístico total do Brasil é da ordem de 15,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados foram apresentados pelo consultor Sergio Guedelha Coutinho, durante o Painel Ferroviário do Congresso SAE Brasil, nesta terça-feira (09/10), em São Paulo, que debateu os desafios para intermodalidade e interoperabilidade no Brasil.
Entre os principais desafios para a intermodalidade no País, Coutinho destacou a necessidade de investimentos; a falta de terminais de transferência; a necessidade de seguros que envolvam todos os modos de transportes envolvidos no processo; o excesso de burocracia e documentos para o transporte de carga; além do câmbio e sistema alfandegário. Já na área de interoperabilidade, os desafios são o comportamento reativo; a multiplicidade de sistemas incompatíveis; a falta de estrutura de sistemas de comunicação.
O consultor explicou que é difícil ter um consenso da melhor tecnologia a ser adotada e que o Brasil conta com operadores que utilizam três tipos de sistema em uma mesma malha. “O papel do governo é criar um plano e estabeleceras diretrizes. Interesses privados são conflitantes com o público”, explicou o consultor.
O diretor da Aeamesp, Pedro Armante Carneiro Machado, explicou que é um desafio que deverá ser solucionado. Machado destacou que a interoperabilidade não é algo novo no Brasil e citou como exemplo os serviços de trens de passageiros nas décadas de 60 e 70, onde os trens circulavam em trechos diferentes de ferrovias. Ele citou como exemplo a ligação entre a capital e o interior de São Paulo, que quando ao chegar a Jundiaí trocava de linha sem ter que mudar de trem. “Usavam dois sistemas e mudavam de chave ao acessar o outro território. São complicações que seriam evitadas se tivesse um padrão”, disse Machado.
A Baixada Santista também foi citada como exemplo, já que tem operações de diferentes ferrovias e cada uma mantem contato com o seu Centro de Controle Operacional (CCO). Se houvesse uma padronização, a comunicação seria com um único CCO, facilitando a operação.
Machado comentou também sobre a importância da interoperabilidade entre os projetos dos trens regionais de São Paulo e o Trem de Alta Velocidade. Ele explicou que os passageiros chegariam a São Paulo de TAV e depois usariam os trens regionais para chegar ao interior.
Fonte - Revista Ferroviária  09/10/2013

Inflação acumulada fica em menos de 6% pela primeira vez em 2013

Economia

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil
foto ilustração - pregopontocom
Rio de Janeiro - A queda de itens monitorados, como a energia elétrica, e a variação menos acelerada de produtos alimentícios no segundo trimestre de 2013 contribuíram para que a inflação acumulada em 12 meses chegasse, em setembro, a um patamar inferior a 6% pela primeira vez neste ano, avaliou a coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes.
"Isso ocorreu porque as taxas do IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] estão menos fortes de julho para cá do que em igual período do ano passado, considerando os preços dos produtos alimentícios, que não estão exercendo uma função tão forte quanto a que exerceram naqueles meses. Estamos trocando taxas mais altas por taxas mais baixas no acumulado de 12 meses".
O índice acumulado no período de outubro de 2012 a setembro de 2013 foi 5,86%, contra 6,09% entre setembro de 2012 e agosto de 2013. A taxa do mês de setembro deste ano foi 0,35%, enquanto a do mesmo mês em 2012 ficou em 0,57%.
Entre os índices monitorados, cujas variações não se dão livremente de acordo com o mercado, Eulina destaca a energia elétrica e a passagem de ônibus como os que mais ajudam no controle da taxa.
"Para que a inflação atingisse um nível bem mais baixo nesses últimos três meses, certamente contribuíram muito os produtos monitorados, em particular a energia elétrica, que foi um alivio para o bolso do consumidor. Os ônibus urbanos também, porque se considerarmos de janeiro a setembro estavam com uma variação muito mais alta no ano passado do que estavam neste ano, em que a média está perto de zero".
Enquanto no ano passado os monitorados acumulavam 2,51% de inflação até setembro, neste ano a variação está próxima de zero. Segundo Eulina, mesmo os reajustes que costumavam ser feitos pelas companhias de abastecimento de água e esgoto no segundo trimestre ficaram abaixo do esperado desde as manifestações iniciadas em junho.
Na taxa de setembro, apesar disso, o IPCA cresceu em relação a agosto, puxado pelas passagens aéreas, que tiveram impacto de 0,08 ponto percentual no resultado final, de 0,35%. Para o aumento desse item, o dólar exerceu pressão nos custos das companhias, que também elevaram os preços com a maior demanda criada por eventos como o Rock in Rio e o Círio de Nazaré.
O impacto do dólar também foi sentido em outros itens do IPCA, como higiene pessoal, e puxou a alta do pão francês, que acumula 14,79% de inflação em 12 meses e subiu mais 3,37% em setembro. Como importador de trigo, o país teve impacto no preço pela alta da moeda americana no mês passado, assim como por problemas de safra na Argentina.
"O impacto do dólar também é bastante evidenciado nos preços dos eletrodomésticos, que subiram aliados a uma demanda forte dado o crédito do governo para a compra desses itens", acrescentou Eulina, referindo-se ao Programa Minha Casa Melhor, do governo federal.
Fonte -  Agência Brasil  09/10/2013 

Dilma prepara projeto sobre demanda de carga ferroviária

Ferrovias

Valor Econômico
foto - ilustração
A presidente Dilma Rousseff deve enviar ao Congresso nos próximos dias, segundo líderes da base do governo na Câmara, um projeto de lei que estabelece a garantia de compra, pelo governo, da carga ferroviária nas linhas incluídas no programa de concessões à iniciativa privada.
Dilma falou sobre o projeto em uma reunião com líderes da base governista, segundo relataram os líderes do PP, deputado Eduardo da Fonte (PE), e do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ). Segundo fonte a par do assunto, o texto está sendo elaborado pela Casa Civil e deverá chegar ao Congresso até a semana que vem. O objetivo da presidente, disse, é que a proposta seja aprovada até dezembro, quando o governo pretende realizar leilões de ferrovias.
A iniciativa do Palácio do Planalto vem no contexto de incerteza sobre a forma como o governo vai dar garantias para as empresas que vencerem os leilões. Os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento) já falaram em público sobre a ideia de a Valec, estatal que atua na construção e exploração de ferrovias, ou de uma nova empresa garantir a compra da carga. O produto seria comprado pelo governo e, depois, revendido por meio de oferta pública. Os líderes não esclareceram se o governo aceita levar prejuízo para dar garantias aos empresários.
Durante a reunião, segundo Fonte e Cunha, não foi mencionada a hipótese de se dar um outro nome para a Valec. Mas, segundo eles, o governo pretende reestruturar a empresa. O líder do PP disse ainda que uma nova medida provisória relacionada ao setor ferroviário deve ser encaminhada ao Congresso, junto com o projeto de lei.
Recentemente, o Congresso aprovou o texto da Medida Provisória 618/2013, que estabeleceu o aporte de R$ 15 bilhões para a Valec sob a justificativa de que é preciso aumentar seu capital social para dar segurança às empresas que entrarem no programa de concessões. Seria um modo de garantir que a Valec cumprirá seus compromissos com os concessionários, segundo justificou o governo.
Fonte - Revista Ferroviária  09/10/2013

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Dilma critica falta de desenvolvimento ferroviário

Ferrovias 

EFE
foto - ilustração
A presidente Dilma Rousseff garantiu nesta segunda-feira, durante uma entrevista televisiva, que a falta de desenvolvimento das ferrovias no Brasil é um 'erro' histórico e afirmou que o governo está fazendo 'um esforço' para construir uma malha ferroviária.
'Construir uma malha ferroviária é muito mais caro inicialmente, mas depois isso compensa com a queda de custo ao longo dos anos. Ter ferrovias diminui o custo do País, melhora a produtividade e o meio ambiente', explicou a presidente durante uma entrevista para o apresentador Ratinho, em seu programa no canal 'SBT'.
Dilma reiterou seu compromisso com o transporte e lembrou que vai entregar 10 mil quilômetros de ferrovias até o fim de seu mandato.
Além disso, o governo planeja construir uma linha de trem de alta velocidade, ligando os estados de São Paulo e Rio Janeiro.
Durante a entrevista, que durou cerca de uma hora, Dilma também falou sobre as denúncias de espionagem por parte dos Estados Unidos e lembrou que essas ações são 'inadmissíveis' entre países que possuem 'alianças estratégicas'.
Segundo documentos divulgados pelo ex-técnico da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA), Edward Snowden, os serviços de inteligência americanos espionaram as comunicações de Dilma, assim como de empresas e cidadãos brasileiros.
Devido a suspeita de espionagem e por entender que o governo de Barack Obama não deu explicações suficientes, Dilma decidiu adiar a visita de Estado que faria a Washington no dia 23 de outubro.
Perguntada sobre a onda de protestos que vem ocorrendo no país desde junho, Dilma afirmou que 'fazem parte do processo de democracia e inclusão social' do país e os vê 'com uma visão muito positiva'.
Segundo a presidente, muitas das reivindicações feitas pelos manifestantes foram ouvidas pelo governo e permitiram, entre outros aspectos, a estruturação do programa 'Mais Médicos', com o qual quer reduzir a escassez de profissionais em determinadas regiões do país.
A transmissão da entrevista, que foi gravada na semana passada, coincidiu com as manifestações de hoje, em São Paulo e Rio de Janeiro, em apoio aos professores municipais que estão em greve desde o mês passado no Rio e que terminou em enfrentamentos com a polícia.
Dilma também fez referência à criminalidade no país e detalhou que a fronteira da região amazônica é a mais difícil de controlar.
A presidente mencionou uma operação das forças de segurança no mês de junho, na qual, explicou, participaram 33 mil homens do Exército e foram apreendidas 427 toneladas de cocaína e maconha.
Para combater o crime, Dilma destacou a aliança com os países vizinhos, como a Argentina.
Também falou dos presídios e afirmou que sua privatização não depende do governo.
Sobre sua candidatura às eleições presidenciais de 2014, Dilma disse que, por enquanto, está concentrada em sua função como presidente.
Fonte - Revista Ferroviária  08/10/2013