sábado, 5 de outubro de 2013

Londres retoma licitações para duas ferrovias‏

Ferrovias


Financial Times/Valor Econômico
A primeira grande concorrência para concessões ferroviárias desde a malograda licitação Ferroviária da linha principal de West Coast foi aberta na semana passada. Com a iniciativa, o governo britânico busca interessados em operar duas concessões de transporte urbano em Londres.
As apresentações de propostas para explorar a Thameslink e a Essex Thameside, de menor porte, deverão atrair o interesse das operadoras, após o intervalo que se seguiu ao cancelamento da disputa pela exploração da linha principal de West Coast, no ano passado.
As consequências do episódio foram o cancelamento, pelo governo, de três outras licitações em curso na época, entre as quais as duas retomadas agora.
Como parte das mudanças, pelo governo, do processo de concessões, a exploração de Thameslink será concedida sob a forma de um contrato de gestão de sete anos no qual o governo arca com todo o risco sobre a venda e a operadora recebe uma tarifa fixa.
A alteração é uma das mudanças que visam eliminar o risco de algumas das concessões para as quais estão planejadas obras de engenharia tendentes a tumultuar os deslocamentos na cidade, causando problemas para as operadoras projetarem a demanda e o crescimento da receita. A partir de julho de 2015 os autores da proposta vencedora vão assumir a operação da concessão do Sul.
Prevê-se que os quatro grupos de transporte - Go-Ahead, Firstgroup, National Express e Stagecoach - disputarão pelo menos uma das concessões, mas enfrentarão concorrência de participantes externos, como a MTR, com ações negociadas em Hong Kong, e a Abelio, uma subsidiária da Ferrovia estatal holandesa Nederlandse Spoorwegen.
O governo deverá anunciar os vencedores da licitação em maio do ano que vem. Os dois contratos terão início em setembro de 2014.
Prevê-se também que o governo britânico dará início no mês que vem à privatização da linha principal de East Coast, operada pelo governo desde 2009. A disputa pela East Coast será a última concessão antes das eleições de 2015.
As concessões ferroviárias trazem benefícios sobre as Ferrovias e o departamento trabalhou arduamente para criar seu novo cronograma de concessões , afirmou o ministro do Transporte Ferroviário, Simon Burns.
Fonte - CFVV Sul de Minas 05/10/2013

Greenpeace faz ato pela libertação de ativistas presos na Rússia

Ecologia

(Foto: Marcelo Camargo/ABr)
Camila Maciel 
Agência Brasil
Greenpeace realiza protesto no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) para pedir a libertação da ativista Ana Paula Maciel, indiciada por pirataria durante protesto na Rússia
São Paulo – Ativistas do Greenpeace Brasil fazem hoje (5) no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, um ato pela libertação das 30 pessoas que estão presas na Rússia desde o dia 18 de setembro. Elas foram detidas durante um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico e acusadas de pirataria. A brasileira Ana Paula Maciel, 31 anos, está entre os indiciados. De acordo com a organização, 140 cidades em 40 países do mundo fazem atividades hoje com o mesmo propósito. A programação segue até as 14 horas.
“A acusação de pirataria nos deixou muito assustados, porque eles acabam respondendo presos e acabam correndo o risco de serem condenados por até 15 anos. Estamos com uma equipe de advogados e contamos com apoio das embaixadas dos diversos países, pois são ativistas de 17 países”, declarou Fernando Rossetti, diretor executivo do Greenpeace. A organização entrou com uma apelação na Justiça russa pedindo que o grupo aguarde a investigação em liberdade.
Durante o ato, foram recolhidas assinaturas para mensagens enviadas à presidenta Dilma Rousseff, solicitando que ela interceda junto ao governo russo para libertação dos detidos. Os participantes também puderem escrever mensagens de apoio à ativista e bióloga brasileira. A mãe de Ana Paula, Rosângela Maciel, compareceu à atividade e disse estar grata pela mobilização em torno da liberdade da filha. “Vamos manter o pensamento positivo para que ela e todos que estão lá possam retornar para suas terras e continuar essa luta pelo nosso planeta que está sendo destruído”, declarou.
Rossetti explica que essa ação no Ártico tem como objetivo preservar esse ecossistema, que, segundo ele, está sendo ameaçado pela exploração petrolífera. “A criação de um santuário nessa região é, há bastante tempo, um dos objetivos do Greenpeace e por isso desenvolvemos uma série de ações para chamar atenção para a exploração econômica do Ártico”, explicou. Segundo o Greenpeace, nos últimos 30 anos, foi perdido 75% do volume de gelo dessa região.
Os ativistas eram tripulantes do navio quebra-gelo Arctic Sunrise que estavam no local para protestar contra a estatal russa Gasprom, que tem planos de explorar petróleo no Ártico. Eles foram presos ao tentarem escalar a plataforma Prirazlomnaya, que é a primeira em alto mar na região e, segundo a organização, tem previsão para começar a operar no próximo ano.
Fonte - EBC  05/10/2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Metrô de Fortaleza terá empréstimo de 1 bi

Metrô

AL aprova empréstimo de R$ 1 bi para o metrô

Obras da linha leste
Além das matérias de interesse do Governo, os deputados aprovaram uma nova emenda à Constituição do Estado
A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou, durante sessão ordinária, ontem, o Projeto de Lei que dispõe sobre a autorização para o Governo do Estado contratar uma operação de crédito interno no valor de R$ 1 bilhão, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) ou Caixa Econômica Federal (CEF).
Outras quatro mensagens do Poder Executivo foram aprovadas, além de quatro projetos de deputados estaduais e uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) definindo o número de procuradores junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O contrato de empréstimo do valor de R$ 1 bilhão, segundo a justificativa do Governo, visa a implantação da Linha Leste do Metrô de Fortaleza, projeto enquadrado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, no chamado Mobilidade Grandes Cidades.
O Projeto de implantação da Linha Leste do Metrofor prevê, segundo a matéria, um sistema metroviário de alta capacidade, com extensão de 12,4 mil metros quadrados, aquisição de 20 trens urbanos elétricos (TUE´s), 13 estações, sendo 12 subterrâneas e uma em superfície.
"O objetivo deste projeto é possibilitar a ligação do Centro da cidade de Fortaleza e, por meio da integração intermodal, das cidades de Pacatuba, Maracanaú e Caucaia, à região da Avenida Santos Dumont, onde se encontram os principais polos comerciais e financeiros de Fortaleza, além de escolas e universidades, e à região da Avenida Washington Soares, que apresenta maior índice de crescimento da cidade", justifica a mensagem.
Depois de concluída, a Linha Leste, o Metrofor deverá transportar cerca de 400 mil pessoas por dia em 2020, chegando a 650 mil em 2050, com integração plena entre todas as linhas metroviárias planejadas e em execução....
Fonte - Diário do Nordeste  04/10/2013

Mais de 100 parlamentares comunicam troca de partido ao Congresso

Política


Até o meio-dia desta sexta-feira (4), mais de 100 deputados e dois senadores haviam comunicado a troca de partido à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara e do Senado. A prática foi condenada por vários parlamentares e reacendeu as discussões sobre a necessidade de uma reforma política, embora muitos reconheçam que a possibilidade é remota


Karine Melo e Carolina Gonçalves
Repórteres da Agência Brasil

Brasília - Até o meio-dia desta sexta-feira (4) mais de 100 deputados e dois senadores haviam comunicado a troca de partido à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara e do Senado. O prazo para os que querem concorrer nas próximas eleições termina amanhã (5).
Durante a semana, a prática foi condenada em discursos de vários parlamentares e reacendeu as discussões sobre a necessidade de uma reforma política, embora muitos reconheçam que atualmente a possibilidade é remota.
“O troca-troca de partidos mostra a fragilidade do sistema político brasileiro. Mostra que há um conjunto grande de partidos sem densidade programática”, disse o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Apesar de não ver perspectivas nessa legislatura, Rollemberg defendeu que, a partir de 2015, com Congresso renovado, a reforma política possa finalmente ser votada. “Do jeito que está não dá para continuar.”
“A culpa e a responsabilidade desse fato lamentável são do Congresso”, disse o senador Paulo Paim (PT-RS). Segundo o parlamentar, apesar de ter reconhecido a fidelidade partidária, o Legislativo não manteve uma posição firme em relação a novos partidos, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que as regras de perda de mandato para candidatos que mudam de legenda não se aplicam nos casos em que a migração é feita para um partido novo.
“Essa situação delicada, com esse troca-troca, foi um erro do próprio Congresso. Se as regras fossem mais duras, as mudanças não ocorreriam em 90% dos casos”, avaliou Paim.
Na Câmara, até o meio-dia, o Partido Social Democrático (PSD) foi a legenda com mais pedidos de adesão (52), enquanto, no Senado, a sigla já perdeu um representante: a senadora Kátia Abreu (TO) que, desde ontem, integra o PMDB.
“Passo a fazer parte do maior partido de oposição no estado [o Tocantins], para compor uma frente ampliada. O objetivo é somar forças com outros importantes partidos, recuperar o Tocantins e preparar o seu futuro”, destacou a senadora.
Outra mudança no Senado foi comunicada por Vicente Alves que migrou do Partido da República (PR) para o Solidariedade. O parlamentar ocupa, há dois dias, a liderança da nova legenda no Senado. O Solidariedade foi um dos partidos recentemente criados e aprovados pelo TSE, liderado por Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP).
Fonte - Agência Brasil  04/10/2013

Comissão do Senado italiano propõe expulsão de Silvio Berlusconi

Política

Agência Brasil 
foto - ilustração
Brasília – A comissão especial do Senado italiano propôs hoje (4) a cassação do mandato do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, por ele ter sido condenado a quatro anos de prisão por fraude fiscal, anunciou o presidente do colegiado, Dario Stefano. Uma lei italiana determina a perda automática do mandato no caso de condenações definitivas superiores a dois anos.
“Tendo tomado nota dos argumentos das partes, a comissão tomou, por maioria, a decisão de propor ao Senado que invalide a eleição de Berlusconi", disse Stefano.
Agora, caberá ao plenário do Senado votar sobre a decisão, o que deve ocorrer até o fim deste mês.
O ex-primeiro-ministro faltou à audiência da comissão, mas denunciou o procedimento como uma manobra de seus inimigos políticos. “Não há possibilidade de defesa e não há razão para comparecer perante pessoas que já anunciaram, pela imprensa, qual decisão iriam tomar”, disse Berlusconi, em comunicado divulgado por seus advogados.
A Suprema Corte da Itália confirmou, no início de agosto, a condenação do ex-primeiro-ministro à pena de quatro anos de prisão e determinou que a decisão que o proíbe de exercer funções públicas durante cinco anos fosse novamente julgada por um tribunal de apelação.
*Com informações da Agência Lusa
Fonte  - Agência Brasil  04/10/2013

BRASIL - AVANÇOS NA DEFESA

Tecnologia

AVANÇOS NA DEFESA

Mauro Santayana

(HD) - A compra de 100% da Atech, pela Embraer, e o lançamento do Pólo de Ciência e Tecnologia do Exército mostram que - apesar do reconhecimento de que estamos vulneráveis do ponto de vista cibernético - ainda assim estamos evoluindo no contexto bélico.
A aquisição da Atech pela Embraer vai fortalecer uma das raras empresas do setor, totalmente nacional, especializada em controle aéreo e em soluções estratégicas de comando e inteligência.
O PCTEG será erguido junto ao Centro Tecnológico do Exército, em Guaratiba, no Rio de Janeiro, e irá unir instituições de ensino de engenharia, de pesquisa e de desenvolvimento da força terrestre, a grupos privados e universidades, no projeto de novas armas e equipamentos.
No dia 6 de setembro, a imprensa anunciou a abertura de negociações oficiais para a compra de sistemas russos de artilharia antiaérea Igla e Pantzir pelo Brasil. O Pantzir pode detectar simultaneamente até 24 alvos, que estejam voando entre 5.000 e 10.000 metros de altura, a uma distância de até 20 quilômetros.
Também no início do mês passado, anunciou-se que uma associação entre a Mectron, a Avibras e a Opto Eletrônica vai começar a fabricar, ainda este ano, em São José dos Campos, os primeiros protótipos brasileiros do míssil ar-ar “A-Darter”, de quinta geração, desenvolvidos em conjunto com a Denel sul-africana, destinados a equipar caças da Força Aérea, como o AMX.
No dia 17, foi anunciada a instalação, em Pomerode, de uma fábrica da CZ (Ceska Zbrojovka), famosa fabricante tcheca de armamentos, que irá produzir, em Santa Catarina, pistolas .380 e de 9 e 40 mm, e, talvez, o rifle de assalto CZ- 805.
No dia 18, chegou à Base Naval do Rio de Janeiro o navio “Araguari”, completando a entrega de três patrulheiros oceânicos de 18.000 toneladas (os outros dois são o “Amazonas” e o “Apa”), fabricados pela Bae Systems, na Inglaterra - com cláusulas de transferência futura de tecnologia - para a Marinha do Brasil.
Outras boas notícias apontam também para o fortalecimento da indústria nacional e de nossa política de defesa.
Com a realização de nova reunião no Rio de Janeiro, da qual participaram, entre outros países, a Argentina e o Equador, avança o projeto da Escola Sul-americana de Defesa.
E, no início de outubro, a Avibras Aeroespacial, de São José dos Campos, anunciou a confirmação de um contrato no valor de 900 milhões de reais para fornecer lançadores de foguetes de saturação para o Exército da Indonésia.
A encomenda é de 36 veículos Astros II, com centrais de controle e munição, o que possibilitará, além do ganho de escala, a criação de mais trezentos empregos diretos pela empresa.
A indonésia é o segundo cliente da Avibras na Ásia. O outro comprador é a Malásia, que também já adquiriu baterias de mísseis do sistema Astros, no valor de 500 milhões de reais.
Fonte - Do Blog Mauro Santayana  04/10/2013

Projetos propõem carro exclusivo no metrô de SP para mulheres

Metrô

Agência Estado
foto - ilustração
Dois projetos de lei que tramitam na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) preveem a criação de espaços exclusivos para mulheres em trens e metrôs da Capital. Se aprovados, vão obrigar as empresas de transporte coletivo a reservarem ao menos um carro proibido para homens nos horários de pico.
O PL 341/2005, do deputado Geraldo Vinholi (PDT), recebeu parecer favorável da Comissão de Transportes e Comunicações e está pronto para ser votado. Já o PL 489/2013, de Antonio Salim Curiati (PP), segue em análise pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
"Várias mulheres me procuram pedindo mais segurança no transporte público. Esse será um privilégio para o público feminino", explica Curiati.
Os dois textos divergem apenas no detalhamento da proposta. O projeto de Curiati institui, por exemplo, que crianças e idosos acompanhados por mulheres possam acessar os carros exclusivos. Além disso, propõe que as empresas de transporte fiquem responsáveis por campanhas de educação para o respeito ao espaço reservado. Nenhum dos projetos aborda o caso de lotação do espaço reservado.
De acordo com a proposta de Vinholi, "é dever do Estado coibir a prática de delitos sexuais, por isso, este projeto de lei vem de encontro ao interesse da sociedade, e tem como objetivo evitar, nas horas de pico, a bolinação das mulheres, reservando um espaço separado nos veículos de transporte coletivo".
A cidade do Rio de Janeiro tem, desde 2006, carros do metrô exclusivos para mulheres nos horários de maior movimento. A proibição funciona de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h e das 17h às 20h.
Fonte - Revista Ferroviária 03/10/2013

Metrô de Londres homenageia brasileiros em mapa especial

Metrô

Folha de S. Paulo
Foto ilustração - Wikipédia 
Um mapa especial do metrô de Londres foi criado com nomes de jogadores e técnicos no lugar dos verdadeiros nomes das estações. A iniciativa faz parte das comemorações do 150º aniversário da Federação Inglesa de Futebol, mas as homenagens não ficaram restritas aos esportistas do país.
Atletas estrangeiros que defenderam times ingleses e grandes nomes do futebol mundial também aparecem neste mapa.
Dos brasileiros homenageados, Ramires, Oscar e David Luiz atuam hoje no Chelsea. Gilberto Silva jogou pelo Arsenal. Juninho Paulista defendeu o Middlesbrough. Pelé nunca atuou por lá, mas também está no mapa.
Uma iniciativa semelhante foi feita para a Olimpíada de 2012. Na ocasião, as estações ganharam nomes de atletas olímpicos.
A brincadeira com a troca dos nomes das estações foi feita somente nos mapas especiais. Nas estações, o nome verdadeiro não foi substituído.
A linha ainda foi pintada de verde e amar elo.
Fonte - Revista  Ferroviária  03/10/2013

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

São Paulo prepara eleição de conselheiros municipais

Política
Autor da proposta, o vereador José Police Neto
 (de laranja) comanda debate sobre o
 Conselho Participativo na Câmara Municipal
Gabriel Nogueira
Antiga demanda da cidade, projeto do Conselho Participativo Municipal é inédito e pode aproximar a sociedade civil do poder público

Ricardo Rossetto 
Passado o furor das manifestações de junho, diversos especialistas parecem unânimes em afirmar que a origem dos protestos está no distanciamento entre a classe política e a sociedade civil. Se tal diagnóstico é correto, São Paulo, a maior cidade do país, parece indicar a disposição em criar um canal de diálogo entre a população e o poder público. Em 8 de dezembro, haverá uma eleição para que 1.125 moradores do município sejam nomeados representantes no Conselho Participativo Municipal. A expectativa é que as 32 subprefeituras da capital recuperem seu poder político, inserindo o cidadão no sistema de gestão da cidade, embora ainda haja muitas sobre a eficácia do sistema. Os conselheiros serão eleitos por voto direto e facultativo em cada um dos distritos que compõe uma subprefeitura. A de Pinheiros, por exemplo, terá como conselheiros os moradores dos distritos de Alto de Pinheiros, Pinheiros, Itaim Bibi e Jardim Paulista. O número de representantes vai depender do tamanho de cada região, mas nunca será menor do que 19 ou maior do que 51. Os novos conselheiros tomarão posse no início de 2014 e seus mandatos terão a duração de dois anos. De acordo com o regulamento da proposta, é assegurado aos eleitos uma única possibilidade de reeleição.Até o dia 7 de outubro, qualquer cidadão maior de 18 anos, residente no município e com título de eleitor, pode se inscrever na sede da subprefeitura da sua região para se candidatar a uma vaga de conselheiro. O único pré-requisito para os interessados é entregar uma lista com a assinatura de pelo menos 100 apoiadores (com nome, número de documento e telefone) à sua candidatura.
Governo e oposição
Os conselhos participativos foram criados por uma emenda apresentada em maio pelo vereador José Police Neto (PSD), que faz oposição à gestão de Fernando Haddad (PT). O texto foi aprovado no fim de junho (em meio à onda de manifestações) e parece haver consenso entre governo e oposição de que a medida é uma boa alternativa para a cidade.“A democracia avança quando o cidadão enxerga representatividade além do vereador e portanto precisamos dar mais importância à opinião das pessoas sobre os locais onde elas moram”, explicou Police Neto em entrevista à CartaCapital. Segundo o vereador, apesar de já existirem hoje em São Paulo alguns mecanismos de controle social que determinam as políticas públicas em cada setor (como o de saúde, educação e segurança), o fato de serem divididos em temas prejudica sua atuação. “A criação do Conselho Participativo permitirá potencializar a articulação destas instituições já existentes, trazendo as diversas temáticas para uma visão mais transversal dos problemas”, afirma.
A prefeitura de São Paulo estima gastar entre 5 e 10 milhões de reais para realizar as eleições, que contarão com a estrutura do Tribunal Regional Eleitoral. Serão 10 mil urnas na cidade, divididas igualmente entre as 32 subprefeituras, com uma equipe de 30 mil mesários. “Talvez seja caro, mas a democracia tem um preço”, disse a CartaCapital o secretário adjunto de Relações Governamentais, José Pivatto. “Mas é importante dizer que as coisas estão sendo feitas de forma transparente, para um menor custo possível. Teremos uma ampla campanha de mídia para dar mais informações sobre esse processo eleitoral”, anuncia o secretário. “Nossa expectativa é que entre 400 mil e um milhão de paulistanos participem desse processo no dia 8 de dezembro. Será uma grande vitória para a cidade de São Paulo", emenda Pivatto.
A reportagem apurou que uma das medidas que estão sendo estudadas pelo Executivo - a pedido do vereador Police Neto - para incentivar as pessoas a irem às urnas no dia 8 de dezembro é oferecer transporte público gratuito até os locais de votação.
Espelho da sociedade
Os conselhos municipais podem servir para abrir espaço a movimentos sociais organizados. Desde 2004, Maxsuel José da Costa está à frente do Movimento Sem Teto do Ipiranga (MSTI), um dos muitos coletivos que lutam pelo direito à moradia em São Paulo. Recentemente, o MSTI alcançou um dos seus maiores objetivos: uma área inutilizada de 420 mil metros quadrados na Vila Carioca, em Heliópolis, será utilizada para construir moradias de interesse social. À frente do movimento, Maxsuel representa 12 mil pessoas. Agora, como candidato à conselheiro da subprefeitura do Ipiranga, continuará sua luta política para desenvolver as necessidades que a população da região mais necessita. “Saí candidato pelo compromisso que assumi com a comunidade pelo direito à habitação, saúde e educação, que são o básico do alicerce para uma vida digna”, disse. Além de Max, outros 19 candidatos do MSTI disputarão as 47 vagas que a região oferecerá.Em debate realizado na Casa da Cidade na última quarta-feira 25, o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Relações Internacionais e Federativas, Gustavo Vidigal, afirmou que o Conselho Participativo precisa ser um espelho da sociedade, uma ferramenta influente onde as forças sociais e políticas se enxerguem.Presente nesse debate, José Pivatto, das Relações Governamentais, minimizou o fato de conselho ser consultivo e não deliberativo. “Independentemente dessa discussão, a garantia de um espaço para a participação popular de uma forma democrática e ampla é de uma expressividade que não tem tamanho. Quando você garante o canal de participação para o povo ele cria seus próprios instrumentos”, disse.O comerciante Jorge Ifraim, candidato a conselheiro pela região de Santana, na zona norte da cidade, discorda dessa opinião ao defender o “empoderamento” do Conselho como instância de tomada efetiva de decisões locais. Morador há mais de cinquenta anos do bairro, Jorge enxerga problemas graves de mobilidade urbana na região, que está circunscrita entre dois acidentes geográficos: o rio Tietê e a serra da Cantareira. “A grande maioria das nossas avenidas termina em lugar nenhum e estamos esperando há décadas por obras de prolongamento de vias”, afirma. “Um dos grandes problemas do poder público, independente da gestão e da ideologia no poder, e a falta de transversalidade entre os segmentos: os setores não se falam”, critica o comerciante. Ifraim defende as representatividades regionais pela sua capacidade de olhar de forma focada nos problemas. “Esses conselhos vão reconectar a sociedade com o governo.”
Os conselhos vão sair do papel?
A demanda pela descentralização na administração de São Paulo é antiga. Em 1992, a Lei Orgânica do Município criou condições para o surgimento de uma ampla gama de espaços de participação da sociedade nas políticas públicas, mas elas, de fato, nunca foram efetivadas na capital paulista. Em 2002, a então prefeita Marta Suplicy (PT) editou a Lei 13.399, que criou as subprefeituras, para onde deveriam ser destinadas as decisões de assuntos locais. Onze anos depois, as subprefeituras são, em grande medida, zeladorias urbanas – na gestão de Gilberto Kassab (PSD), 30 das então 31 subprefeituras chegaram a ser administradas por oficiais da reserva da Polícia Militar, uma estratégia que dificilmente poderia promover a democratização da administração.Maria do Carmo Albuquerque, pesquisadora do Núcleo de Democracia e Ação Coletiva do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), afirma que a iniciativa, da forma como está estruturada, é inédita em todo o mundo. “A criação desse Conselho pode significar menos necessidade de protestos explosivos, na medida em que eles consigam efetivamente acolher novas vozes e novos atores de forma efetiva, evitando uma burocratização rígida e se mantendo aberto aos clamores sociais.” A especialista afirma, entretanto, que essa abertura por parte do poder público precisa se manter. "Caso os novos conselhos se tornem rígidos e burocratizados, novos clamores poderão explodir".
Wagner Romão, cientista político da Unesp de Araraquara e também do Cebrap, acredita que o conselho ampliará a comunidade política no entorno da subprefeitura, ajudando o subprefeito a ser mais sensível àquilo que a população – ou, pelo menos, os grupos organizados locais – desejam. Romão lembra que, hoje, cada vereador representa 200 mil eleitores, e que o projeto vai quebrar esse "oligopólio da representação". Cada um dos 1.125 conselheiros representará, em média, 10 mil habitantes. Para o cientista político os próximos anos serão um período de aprendizado democrático, por meio do qual os resultados poderão vir ou não. “Isso dependerá muito da capacidade de escuta do poder público, bem como da eloquência e capacidade organizativa dos próprios conselheiros", afirma.
Fonte - Carta Capital  03/10/2013

Cesta básica fica mais barata em 14 das 18 capitais pesquisadas

Economia


Segundo o Dieese, as maiores quedas ocorreram em Aracaju (-5,36%), Brasília (-3,61%) e Vitória (-2,74%). Os produtos da cesta básica que puxaram a queda de preço foram o tomate, o feijão, o açúcar e o arroz. As capitais em que o preço da cesta básica subiu são Belo Horizonte (1,87%), Curitiba (0,66%), Campo Grande (0,48%) e o Recife (0,02%)

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Em setembro, o preço da cesta básica caiu em 14 das 18 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese). Segundo o levantamento divulgado hoje (3), a cesta básica subiu em Belo Horizonte (1,87%), Curitiba (0,66%), Campo Grande (0,48%) e no Recife (0,02%). As maiores quedas ocorreram em Aracaju (-5,36%), Brasília (-3,61%) e Vitória (-2,74%).Os produtos da cesta básica que puxaram a queda de preço foram o tomate, o feijão, o açúcar e o arroz. Os produtos que mais subiram são a manteiga, a carne, e o leite. A cesta mais cara do país é a de São Paulo, onde custa R$ 312,07, seguida pela de Porto Alegre (R$ 311,34). A cesta mais em conta é a de Aracaju, onde o preço médio é R$ 220,68.No acumulado do ano, entre janeiro e setembro, o preço da cesta teve alta em 16 das 18 capitais analisadas. Houve queda em Florianópolis (-3,09%) e em Goiânia (-1,97%). A maior alta ocorreu em Salvador (12,79%), seguida por Natal (10,08%).Ante a Constituição, que estabelece que o salário mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese calcula que o salário mínimo deveria ser R$ 2.621,70 em setembro, ou seja, 3,87 vezes maior do que mínimo em vigor (R$ 678,00)
Fonte - Agência Brasil  03/10/2013

Petrobras: infraestrutura para explorar pré-sal ainda é desafio

Energia


Desenvolver uma infraestru- tura de grande porte para a exploração de petróleo na camada pré-sal é um dos desafios postos à Petrobras, que completa hoje (3) 60 anos de existência. A avaliação é de Segen Farid Estefen, diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Desenvolver uma infraestrutura de grande porte para a exploração de petróleo na camada pré-sal é um dos desafios postos à Petrobras, que completa hoje (3) 60 anos de existência. A avaliação é de Segen Farid Estefen, diretor de Tecnologia e Inovação do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
“Ela está em uma caminhada que envolve não só a melhoria de alguns processos, como perfuração, escoamento do óleo e, principalmente, do gás do pré-sal para a terra, como também, a estrutura das plataformas”, ressaltou o diretor da Coppe.
Segen Farid destacou que vários estaleiros estão desenvolvendo atividades de construção naval e de plataformas offshore (para exploração em alto-mar) para atender aos requisitos do pré-sal. Paralelamente, as sondas de perfuração completam o processo de exploração do pré-sal.
“Nós estamos vivendo uma fase de muito desenvolvimento em termos de infraestrutura”. Os resultados só vão aparecer quando a produção de petróleo no pré-sal for iniciada”, o que ele estima que ocorrerá daqui a três ou quatro anos. Farid ressaltou que só a partir de 2019 ou 2020 o país terá um substancial aumento na produção de petróleo. “Então, eu diria que a Petrobras tem, no seu DNA, o desafio da tecnologia”.
Entre todas as inovações tecnológicas que poderão levar a Petrobras a dominar a tecnologia do pré-sal, como já domina a de águas profundas, O diretor destacou o tratamento do gás carbônico, projeto coordenado pela Coppe em parceria com a estatal, que qualificou de “emblemático e primordial”.
No pré-sal, muitos reservatórios têm dióxido de carbono juntamente com óleo e gás. Esse é um gás danoso ao meio ambiente na medida em que contribui para o aumento da temperatura na Terra. Farid disse que a separação desse gás e sua eventual reinjeção no reservatório evitaria o efeito prejudicial do gás carbônico, incluindo problemas corrosivos para as tubulações que o transportam. Sendo reinjetado, ele pode aumentar a pressão do reservatório e melhorar o desempenho na produção de petróleo.

Os testes para separar o gás carbônico do gás natural que vierem a ser produzidos no pré-sal estão sendo iniciados em uma planta piloto no Centro de Excelência em Gás Natural, inaugurado em agosto passado. Para isso, ele explicou que estão sendo usadas membranas poliméricas, fruto do trabalho do Laboratório de Membranas do Programa de Engenharia Química da Coppe. “Se ficar comprovado nessa escala piloto os resultados obtidos em laboratório, eu acredito que esse vai ser um grande divisor de águas”.
O pré-sal é uma nova fronteira, assegurou Farid, porque envolve grandes profundidades, isto é, abaixo de 2 mil metros, grande afastamento da costa, da ordem de 300 quilômetros, além de o caminho para se atingir o reservatório apresentar uma camada de sal significativa que pode chegar a 2 quilômetros de extensão. Todo esse conjunto faz com que a exploração de petróleo e gás no pré-sal seja algo emblemático.
Fonte - Agência Brasil   03/10/2013

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Ciclistas organizam protesto contra bloqueio de ciclovia

Ciclismo

Thiago Moreno
Agência Estado
Marg. Pinheiros
foto ilustração - Pregopontocom
Ciclistas organizam, via rede social, um protesto contra a interdição de quatro quilômetros da ciclovia às margens do Rio Pinheiros. Será no sábado, 05. A partir da segunda-feira, 07, a pista ficará fechada durante dois anos por causa das obras da nova Linha 17-Ouro. As bicicletas não poderão circular entre as estações Granja Julieta e Vila Olímpia da Linha 9-Esmeralda.
Os organizadores da manifestação pretendem acampar na ciclovia da tarde de sábado até o começo da noite de domingo, 06. Eles pedem que a Companhia do Metrô apresente alternativas seguras para que os ciclistas possam fazer o mesmo trajeto.
"Ninguém é contra o transporte público, o que nós queremos é uma opção para andar de bicicleta com segurança", explica Rodrigo Vicentim, 34, criador da página do evento. Ele reclama que o processo de decisão foi impositivo. "Existem vários grupos de ciclistas engajados, prontos para auxiliar a prefeitura na busca da mobilidade urbana. Em nenhum momento essas pessoas foram consultadas", lamenta
Segundo a Companhia do Metrô, a interdição garante a segurança dos ciclistas enquanto durarem as obras. A empresa lembra que, dos 21,5 quilômetros da ciclovia, 17,3 continuam funcionando normalmente.
Para os organizadores, porém, o problema permanece, já que a obra bloqueia quatro quilômetros da pista. "A ciclovia funciona não apenas para o lazer, mas como um meio seguro de deslocamento entre a Vila Olímpia e Interlagos. Ao fechá-la, você impede que pessoas que usam a via diariamente transitem por ali", afirma Vicentim.
Quando estiver pronta, a Linha 17-Ouro vai ligar o Jabaquara ao Estádio do Morumbi, passando pelo Aeroporto de Congonhas. No total, serão criados 17,7 quilômetros de monotrilhos ligando as 18 estações e atendendo 400 mil pessoas todos os dias. No trecho interditado, a Companhia pretende instalar 66 pilares e 132 vigas.
O Metrô calcula que a ciclovia, que foi inaugurada em 2010 pela CPTM, receba cerca de 600 ciclistas nos dias úteis. Nos finais de semana esse número sobre para quase quatro mil.
A concentração do protesto está marcada para as 18h, embaixo da Ponte Estaiada. Na página do evento, no Facebook, os organizadores pedem um movimento pacífico e convidam as famílias dos ciclistas para participar.
Fonte - A Tarde  02/10/2013                      

Senado suspende compras de R$ 98 mil em supermercado para Renan Calheiros

POLÍTICA

Foto: Agência Brasil
Residência oficial consumia, em média, 10 quilos por dia de carne, peixes ou aves

Wilson Lima 
 iG Brasília
O Senado suspendeu uma licitação para a compra de produtos alimentícios e de limpeza para abastecer a residência oficial do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) no início da noite dessa terça-feira (1). O procedimento previa gastos de R$ 98 mil em um período de seis meses. A Casa informou o cancelamento da licitação ao ser procurada pelo iG para explicar os gastos previstos, para uma reportagem sobre o tema.
As despesas com a casa oficial da presidência do Senado representariam um custo médio de R$ 16,3 mil ao mês com a alimentação e suprimentos de limpeza. Pela previsão inicial, em seis meses, a residência oficial do Senado estimava consumir 1,7 toneladas de carnes, peixes ou aves – uma média aproximada de 10 quilos por dia. Na residência da presidência, mora apenas o presidente do Senado e sua família, composta pela esposa e mais dois filhos. Senadores ouvidos pelo iG disseram considerar incomum esse tipo de gasto principalmente pelos poucos eventos que ainda são realizados no local.
O procedimento licitatório para compra de produtos alimentícios e de limpeza para abastecer a casa oficial da presidência do Senado ocorreria nesta quarta-feira. No entanto, após ser questionado pela reportagem do iG , o novo diretor-geral da Casa, Helder Rebouças, informou, por meio da assessoria de imprensa da Casa, que decidiu suspender o pregão e reavaliar todo o processo. Rebouças não informou os motivos pelos quais houve a suspensão da licitação e porque a decisão ocorreu apenas após o questionamento da reportagem.
Entre os produtos inicialmente requeridos pelo Senado, estavam desde itens básicos, como arroz e feijão; passando por produtos para churrasco, como carvão e linguiça; e até produtos de primeira linha, como camarão especial.
No caso do camarão, o Senado pretendia gastar R$ 2,3 mil em 20 quilos do crustáceo de tamanho médio. Isso representa uma média de R$ 115 por quilo do produto. O Senado também estimava gastar R$ 2,7 mil em 25 quilos do camarão vermelho “G” – uma cota de aproximadamente R$ 110 por quilo. Ainda estavam na lista, 70 quilos de costela bovina, ao valor total de R$ 1,1 mil, e 100 quilos de filé mignon, cujo gasto total estava orçado em R$ 4 mil. A licitação previa a compra de 33 tipos diferentes de carnes.
Ainda na lista de compras para a residência oficial do presidente do Senado, estavam 20 quilos de salmão (R$ 1,7 mil), 50 quilos de picanha (de dois tipos diferentes), nectarina importada, 54 quilos de linguiça para churrasco, 30 quilos de carvão, 55 quilos de queijo de cinco tipos diferentes e 160 quilos de pão francês – uma estimativa de consumo de aproximadamente um quilo de pão diariamente. Ao todo, a lista de compras do senado, antes de ser “reavaliada”, 270 itens.
Fonte -Tribuna da Bahia  02/10/2013

Travessia Salvador-Mar Grande abre horários extras

Travessia Mar Grande

Da Redação
A Tarde
A ação tem caráter experimental de 30 dias
A travessia Salvador-Mar Grande conta com horários extras, ainda em fase piloto, desde a última segunda-feira, 30. O serviço encerra às 18h30 de Mar Grande para Salvador e às 20h no sentido oposto, mas os passageiros agora têm a opção de 21h30, partindo de Mar Grande e 22h30, partindo de Salvador de segunda a quarta-feira.
A ação partiu da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia Transporte e Comunicações da Bahia (Agerba) e outras autoridades, com vistas ao atendimento da demanda dos moradores de Vera Cruz, que trabalham ou estudam em Salvador.
Segundo o vice-presidente da Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), Lívio Galvão, há muito tempo os moradores vêm reivindicando a inserção dos novos horários.
"A princípio, o serviço ainda tem caráter experimental, de 30 dias, mas como a tendência é a demanda aumentar, por causa da chegada do verão, contamos com o apoio da Agerba para permanência do serviço", acrescenta Galvão.
As passagens dos horários extras permanecem no mesmo valor das demais: de R$ 4,20.
Fonte - A Tarde   02/10/2013

Ministra dos Direitos Humanos e OAB condenam violência contra professores

Politica

JB
A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, condenou, nesta quarta-feira (2), a ação da polícia militar contra professores que protestavam contra a votação do plano de cargos e salários na Câmara de Vereadores do Rio. Por meio do twitter, Rosário afirmou que "nada justifica ações violentas da policia contra professores. Diálogo, respeito constroem soluções entre governos e sociedade na democracia."

Ainda pelo twitter, a ministra informou que recebeu carta da ONG Justiça Global denunciando violência contra as manifestações dos professores no Rio.Pelo Twitter, Maria do Rosário criticou ação da polícia contra professores
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também divulgou uma moção de repúdio, nesta quarta-feira (2), contra a "violência" empregada por policiais militares para reprimir os protestos dos professores da rede pública do Rio.
De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous, a violência policial ultrapassou "todos os limites".


"O uso da força está sendo praticado de forma desmedida e desproporcional e os nossos professores, que já são tão sofridos, não merecem apanhar em praça pública só porque reivindicam melhores condições de trabalho", afirmou Damous.
"O diálogo ainda é a melhor solução. Os policiais não são jagunços. O papel da polícia é proteger a sociedade", completou.
Usando cassetetes, gás lacrimogêneo e balas de borracha , a PM reprimiu na terça-feira o protesto dos professores nas imediações da Câmara de Vereadores, onde era votado o plano de cargos e salários proposto pela Prefeitura, e que não agradava à categoria. Manifestantes integrantes do black blocs se infiltraram no protesto, causando depredações e confrontos ainda mais violentos com a polícia. Vinte pessoas foram detidas, segundo a PM.
Fonte - Jornal do Brasil  02/10/2013

Tarifas de ônibus interestaduais terão quase 7% de reajuste

Transportes


As tarifas de ônibus interestaduais e internacionais com percurso superior a 75 quilômetros – as chamadas linhas de longa distância – serão reajustadas em 6,9% a partir desta quinta-feira (3). A autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foi publicada no Diário Oficial da União

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Brasília - As tarifas de ônibus interestaduais e internacionais com percurso superior a 75 quilômetros – as chamadas linhas de longa distância – serão reajustadas em 6,9% a partir de amanhã (3). A autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foi publicada na edição de hoje (2) do Diário Oficial da União.
Pela resolução, o reajuste não se aplica ao transporte rodoviário interestadual e internacional com percurso inferior a 75 quilômetros – os chamados transportes rodoviários semiurbanos. Para essa categoria, o reajuste "será determinado em ato específico". A autorização para o aumento ocorreu em razão da necessidade de se manter o equilíbrio econômico-financeiro das empresas responsáveis pelo transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros.
Em nota publicada na internet, a ANTT explica que o coeficiente tarifário é calculado com base no índice de reajuste do óleo diesel, do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e ressalta que sobre o valor incidem impostos e tarifas de pedágio cobradas em rodovias em regime de concessão.
Fonte - Agência Brasil  02/10/2013

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Mais de 1 milhão de pessoas saíram da extrema pobreza em 2012, diz Ipea

Cidadania


A desigualdade de renda registrou queda em 2012, apesar de o desempenho da economia ter sido considerado fraco. O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 0,9%, enquanto a renda per capita das famílias cresceu, em média, 7,9%. A população extremamente pobre (que vive com menos de US$ 1 dólar por dia) caiu de 7,6 milhões de pessoas para 6,5 milhões, segundo o estudo do Ipea

Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A desigualdade de renda registrou queda em 2012, apesar de o desempenho da economia ter sido considerado fraco. O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 0,9% no ano passado, enquanto a renda per capita das famílias cresceu, em média, 7,9%.
As famílias mais pobres, em especial, conseguiram evolução na renda maior do que a média, 14%, entre os 10% mais pobres da população. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no estudo Duas Décadas de Desigualdade e Pobreza no Brasil Medidas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgado hoje (1º).
A população extremamente pobre (que vive com menos de US$ 1 dólar por dia) caiu de 7,6 milhões de pessoas para 6,5 milhões. A população pobre (que vive com entre US$ 1 e US$ 2 dólares por dia), de 19,1 milhões de pessoas para 15,7 milhões.
"Três milhões e meio de pessoas saíram da pobreza em 2012 e 1 milhão da extrema pobreza, em um ano em que o PIB cresceu pouco. Para a pobreza, o fundamental é o que acontece na base – cuja renda cresceu a ritmo chinês. O bolo aumentou com mais fermento para os mais pobres, especialmente para os mais pobres dos pobres", disse o presidente do Ipea, Marcelo Neri.
Os principais indicadores do crescimento dos rendimentos da população são a posse de bens duráveis como televisão, fogão, telefone, geladeira e máquina de lavar – e o acesso a serviços públicos essenciais como energia elétrica, coleta de lixo, esgotamento sanitário e acesso à rede de água.
A ampliação da posse de bens e de acesso a serviços se deve, em grande parte, a dois fatores: o aumento da renda do trabalho e o impacto do Bolsa Família. "Nos últimos dez anos, o protagonista da redução da desigualdade é a renda do trabalho, o coadjuvante principal é o Bolsa Família", diz o estudo. De acordo com o Ipea, de 2002 a 2012, 54,9% da redução da desigualdade foi devido à contribuição da renda do trabalho. O Bolsa Família contribuiu 12,2% para essa queda.
"O Bolsa Família é um custo de oportunidade social, tem mais impacto sobre a desigualdade do que a Previdência", informou Neri. A Previdência é o terceiro fator que mais contribui para a redução da desigualdade, 11,4% para os que ganham acima do piso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e 9,4% para os que ganham um salário mínimo (R$ 678). Se somados os dois grupos, a Previdência tem impacto superior ao do Bolsa Família.
Fonte - Agência  Brasil  01/10/2013

Metrô SP licita exigências ambientais para monotrilho

Metrô SP 

RF
foto - ilustração

A Companhia do Metropolitano de São Paulo publicou nesta segunda-feira (30/09) o edital da concorrência internacional para a elaboração do projeto básico de implantação da sede administrativa do Parque Natural Municipal Fazenda do Carmo, projeto executivo das fundações para o edifício e sistema de energia solar da sede administrativa e projeto básico completo do Centro de Educação Ambiental (CEA) Tabor.
Essas obras são exigências para a aprovação da licença ambiental da integração entre a estação Vila Prudente – Linha 2-Verde e a estação Vila Prudente, através do sistema monotrilho da linha 15-Prata.
A licitação é do tipo técnica e preço e o valor do orçamento estimado pelo Metrô é de R$ 841.767,05. As propostas técnica e comercial e os documentos para habilitação deverão ser entregues em sessão pública de recebimento a ser realizada no dia 19 de novembro, na sala de licitações da Gerência de Contratações e Compras (GCP), na Rua Boa Vista, 175, 2º andar, em São Paulo.
Fonte  - Revista Ferroviária  01/10/2013

Liminar da linha Leste do Metrô de Fortaleza é suspensa

Transportes sobre Trilhos

DN
Foi suspensa a liminar que impedia, desde julho, a conclusão da última fase do processo licitatório para a contratação da empresa responsável pela construção da linha Leste do metrô de Fortaleza. A decisão foi proferida ontem pelo presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), desembargador Luiz Gerardo de Pontes Brígido.
Foi considerada na decisão o prejuízo
 que seria causado ao Estado com
 o armazenamento das tuneladoras
 FOTO: DIVULGAÇÃO
O processo foi suspenso após o Consórcio Mobilidade Urbana ajuizar ação, com pedido de liminar, contra o Consórcio Mendes Júnior - Soares da Costa - Isolux e o Estado. No processo, foi alegado que o concorrente não estava habilitado para participar do processo de licitação por violar as "normas editalícias" do Tribunal de Contas da União (TCU).
O governo do Estado recorreu e entrou com pedido de suspensão, argumentando que a paralisação do processo implicava grave lesão à ordem pública, além de prejuízo à ordem econômica.
Na decisão, o desembargador concluiu a existência de risco potencial de grave lesão à ordem administrativa, além de econômica. Segundo ele, a paralisação do processo poderia prejudicar repasse de verbas federais às obras. "Com a paralisação do certame, o Estado ficará exposto ao risco de não receber, a tempo, os recursos oriundos do Orçamento Geral da União e do financiamento com a Caixa Econômica Federal destinados à execução do projeto. Além de ser compelido a arcar com elevados custos adicionais, na ordem de mais de R$ 3 milhões, apenas para manter armazenadas as quatro tuneladoras", explicou.
Fonte  -  Diário do Nordeste  01/10/2013

Obra do monotrilho de SP gera críticas

Monotrilho

Folha de São Paulo
foto - ilustração
O que antes era simulação de computador, agora virou realidade. O impacto visual das obras do monotrilho, que ocupa o horizonte das zonas leste e sul da cidade, incluindo áreas nobres, tem assustado os seus vizinhos.
O governo trata a tecnologia --um trem com pneus que vai deslizar sobre trilhos de concreto a quase 20 metros de altura-- como a nova era do sistema de transportes da Grande São Paulo.
Mas a medida em que os imensos pilares avançam cresce também o número de paulistanos que desaprova o resultado urbanístico deles, comparando-o ao efeito produzido pelo Minhocão.
O Metrô diz que não há motivo para preocupação e que a obra terá tratamento paisagístico com objetivo de formar um conjunto visual leve e com ares futuristas.
O monotrilho servirá primeiro aos moradores do zona leste, na avenida Luís Ignácio de Anhaia Mello, em janeiro. A chamada linha 15-prata vai começar a funcionar em um trecho curto, de 2,9 km, entre as regiões da Vila Prudente e do Oratório.
Alguns moradores cogitam inclusive abandonar o lugar, alegando que o resultado final deverá ser diferente do apresentado em maquetes.
A presidente da Associação de Amigos do Brooklin Novo, Cibele Sampaio, 70, é uma das críticas. "Está muito feio. Há a promessa de que seja feito um paisagismo, mas até agora nada".
No vizinho Campo Belo, o horizonte também tem mudado para pior, diz a maioria dos moradores ouvida pela reportagem.
Lucilene Silva Souza, 42, classifica como "horrível" a linha 17-ouro. Segundo ela, que mora há 15 anos na região, o bairro não poderia ter uma paisagem como esta.
"Quem vai querer pagar R$ 2 milhões [valor de alguns imóveis da região] em um apartamento de frente para o monotrilho. As obras mostram que será muito concreto e pouco verde", disse.
A invasão de privacidade também atormenta os vizinhos. Em ambas as obras, os passageiros vão poder observar áreas de lazer de condomínios. Segundo o Metrô, é considerado invasivo apenas um trem que passa a menos de 25 metros das janelas, e não da área de lazer.
Quanto ao barulho, um alento. O equipamento da linha 15 é silencioso --ao menos o testado na pista da empresa Bombardier, no Canadá, em teste presenciado pela Folha em junho.
Apesar das críticas serem predominantes, nem todos os moradores desaprovam o impacto visual do monotrilho. O presidente da Associação Pro Campo Belo, Oswaldo Caquetti, 70, é otimista.
"A promessa é que o monotrilho se pareça com o que existe em Miami. As estações serão modernas, com elevadores. E embaixo haverá um monte de árvores. Não será um minhocão."
Fonte - Revista Ferroviária  01/10/2013

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Recife constrói pista (via elevada) para carros dentro de um rio com manguezais

Meio Ambiente

Via Mangue é boa na ida, mas falha na volta... promessa de solução viária para a Zona Sul do Recife, defendida pelos gestores públicos há pelo menos dez anos, corre sérios riscos de nascer ultrapassada. 
foto - ilustração/Diário de Pernambuco

Roberta Soares
"Ela é polêmica desde a sua concepção e deverá gerar controvérsias mesmo depois de pronta. A "Via Mangue", promessa de solução viária para a Zona Sul do Recife, defendida pelos gestores públicos há pelo menos dez anos, corre sérios riscos de nascer ultrapassada. Peca por não prever qualquer prioridade ao transporte coletivo, recomendação de bom senso em tempos de pura imobilidade, e por não atender à insaciável demanda por espaço dos automóveis, devido a equívocos de projeção que criaram gargalos viários. O projeto previu um amplo acesso de chegada à futura via, no sentido Centro-Boa Viagem, mas esqueceu das opções de retorno. Ou seja, do jeito que está, a Via Mangue é hoje uma via que vai, mas não volta."..... "Diante desse cenário, o professor Fernando Jordão faz um alerta, lembrando que os gestores públicos enganam-se com a justificativa de que não previram ao menos uma faixa para o transporte coletivo na Via Mangue porque corredores estão prometidos para as Avenidas Domingos Ferreira e Conselheiro Aguiar. “As pessoas não vão deixar o carro em casa sabendo que têm uma via expressa para andar. Você precisa rivalizar o transporte individual e o coletivo, torná-los concorrentes. Caso contrário, o automóvel vai levar sempre vantagem. Qualquer benefício ao carro faz com que a pessoa não hesite em usá-lo. E a Via Mangue será um benefício ao automóvel, o que é um erro”, avalia."
Veja matéria completa aqui - http://jailsonrecifemobilidade.blogspot.com.br/ -
Fonte - Grande Recife Mobilidade 30/09/2013

Além da nossa compreensão

A.Luis*
Qual será o limite para as repetidas e constantes benécias do poder público para com o transporte individual?...As surpresas não são mais surpresas,as questões ambientais nada mais significam,e nesse quesito a cidade de Recife parece que se supera.Na contra mão da nova tendência de políticas públicas e conceitos para as cidades em planejamento urbano que se espalham pelo mundo,onde rios urbanos são destampados para rejuvenescerem,viadutos e elevados são retirados de cima dos mesmos com a criação de mais espaços públicos para a população,a cidade de Recife,diga-se de passagem assim como muitas outras aqui no Brasil (leia-se também Salvador),anda no sentido inverso atropelando a nova ordem do planejamento urbano das cidades pelo mundo.Na busca de criar e abrir mais espaços para os "carros" como uma aparente solução para os problemas de transito da cidade, a prefeitura de Recife constrói uma estrutura de concreto (uma via elevada), que faz parte do projeto chamado Via Manque com 4,5 km de extensão, por sobre um rio e o seu manguezal. A estrutura que ficara a uma altura media entre 0,5 e 1,0 metro acima do espelho d'água,ou seja uma avenida de 1,9 km dentro de um rio causando um impacto visual e ambiental deplorável,e ainda assim há quem diga que é um mal necessário.(?!)
A falta de planejamento urbano,o imediatismo e as eternas soluções paliativas sempre com obras vultuosas e quase todas elas voltadas para o transporte individual ou sobre pneus é recorrente em nosso pais.Enchem as cidades de viadutos,pontes,elevados,mergulhos sempre com o argumento de que são obras necessária para a melhoria da infraestrutura viária da cidade.Os estragos provocados por tais equívocos custam sempre muito caro as cidades e ao bolso do contribuinte para serem corregidos.Quando menos se lembram do transporte público,aparecem os tais corredores exclusivos de BRT ocupando sempre os canteiros centrais enterrando córregos urbanos transformando-os em esgotos e destruindo as poucas áreas verdes que ainda sobraram nos espaços centrais das avenidas,contribuindo dessa forma para o aumento da impermeabilização do solo,aumentando os fatores e índices de alagamentos nas épocas chuvosas,e aumentando a temperatura ambiente provocada pelo excesso de concreto e asfalto dentro das cidades.Cada corredor criado em um canteiro central é mais um espaço aberto para os automóveis nas vias laterais.As faixas exclusivas,fiscalizadas,são infinitamente mais baratas e mais fáceis de serem implantadas além de ocuparem espaços dos automóveis nas vias existentes.Enquanto isso os problemas se avolumam e se agravam mais a cada dia.Alimentados pela permanente e excessiva política "rodoviarísta" que teima em solucionar os graves problemas de Mobilidade sempre privilegiando o transporte individual e a tentativa insólita de querer resolver os problemas do transporte público apenas com o uso de ônibus comuns e com os "espichados" maquiados com siglas em inglês (BRT) como se isso bastasse,empurrando sempre para frente uma solução mais eficaz e duradoura a médio e longo prazo com a implantação de sistemas de transportes de massa de média e alta capacidade sobre trilhos,juntamente com  sub-sistemas complementares e alimentadores diversos, com integração física e tarifária entre todos os modais existentes.O poder ostensivo do oligopólio do transporte rodoviário encrustado no país,a falta de planejamento urbano,a falta de infraestrutura nos bairros ocasionando um maior numero de deslocamentos, o inchaço criado com a alta densidade populacional nos bairros fruto da especulação imobiliária, a falta de uma visão de cidades para pessoas,"os financiamentos privados de campanhas eleitorais",o comodismo dos nossos administradores,além da falta de visão e boa vontade para soluções sustentáveis,definitivas e mais eficazes a médio e longo prazo são os grandes entraves e os maiores problemas que afetam negativamente a Mobilidade Urbana em nosso pais.A mobilidade além de soluções técnicas,acompanhadas de politicas públicas e sociais adequadas voltadas para o sistema de transporte público,sempre colocadas em 1º plano em beneficio da maioria da população,exige também dos nossos administradores um conjunto de soluções a nível de planejamento urbano para as cidades,com mais atenção ao meio ambiente,que seja adequado,sustentável,racional e inteligente onde se consiga entender, que as "cidades são para pessoas"......
*Assim como Recife tem lá a sua Via Mangue, a nós cabem os "projetos" da esdrúxula "Linha Viva" e a "monumental" ponte sobre a baia de Todos os Santos....e agora (2015) o BRT Lapa/Iguatemi......e viva o progresso.....ou a insensatez. 
*A.Luis e editor do Blog Pregopontocom e Membro Fundador do Movimento Salvador Sobre trilhos
Pregoponocom - Atualizado em 23/05/2015

foto-ilustração/Diário de Pernambuco
foto-ilustração/Diário de Pernambuco










foto-ilustração/Diário de Pernambuco

OS TRENS E A ECONOMIA DE ALTA VELOCIDADE CHINÊSA

Transportes Sobre trilhos

Crise global: a alternativa da China e o que ela diz ao Brasil



Linhas de trem de alta velocidade:
 quase dez mil quilômetros construídos
 em cinco anos
Ao investir em infra-estrutura e serviços públicos, e estimular aumento expressivo dos salários, país sugere caminho oposto à “austeridade” europeia.

Antonio Martins
Outras Palavras

Ao escrever, na semana passada, sobre o sistema chinês de trens de alta velocidade, a correspondente do New York Times, Keith Bradsher, não escondeu sua admiração. Apenas cinco anos depois de inaugurada, relatou, a rede já tem quase dez mil quilômetros. Serve mais de cem cidades. O número de passageiros transportados,54 milhões por mês,já é duas vezes maior que o de usuários dos aviões. As viagens são confortáveis, silenciosas, extremamente pontuais. O serviço atrai tanto executivos quanto operários. O preço das passagens não oscila ao sabor do mercado: políticas públicas definiram que elas deveriam custar, desde o início, no máximo metade das tarifas aéreas. Não sofreram reajustes, desde então. Como os salários industriais duplicaram, o serviço tornou-se cada vez mais popular. Os trens trafegam quase sem assentos vazios. Em Changsha, metrópole emergente no sudeste do país, de onde a repórter escreveu, a estação já tem 16 plataformas, e está sendo duplicada.
Keith não parecia preocupada com o debate de políticas macroeconômicas. Mas seu texto é uma excelente descrição das escolhas que têm permitido à China, há cinco anos, manter-se a salvo crise internacional e executar, de quebra, projetos estratégicos ousados. Vale examinar este movimento, por pelo menos dois motivos: a) ele contrasta com as políticas “de austeridade” que estão sendo adotadas em boa parte dos países ocidentais (especialmente na Europa), com consequências sociais desastrosas; b) ele demonstra que o Brasil não precisará adotar o caminho europeu, ao contrário do que sugerem, com frequência, os analistas conservadores.
O exame das opções adotadas pela China, após 2008, está presente num outro texto recente: uma análise dos últimos dados macroeconômicos do país, feita por Jim O’Neill, para a Agência Bloomberg. O’Neill é insuspeito de simpatias pelo regime chinês: trabalhou por quase vinte anos no mega-banco de investimentos Goldman Sachs, chegando a ser seu economista-chefe (entre 2001 e 2011). Porém, arguto e pragmático, foi um dos primeiros economistas a perceber a importância das chamadas “economias emergentes”. Em 2001, cunhou o acrônimo BRICS.
No artigo da semana passada, ele ironiza: a China “vai desapontar os pessimistas novamente. [...] A ‘aterrissagem forçada’ [de sua economia] ainda não aconteceu, e os indicadores recentes levam-me a duvidar (não pela primeira vez) de que venha a ocorrer. [...] Desde que acompanho o país, inúmeros céticos têm previsto seu colapso. Talvez seja hora de vê-los com ceticismo…” Mas o que leva O’Neill a tais provocações?


A China, diz ele, realizou com grande êxito uma transição notável, a partir de 2008. O dinamismo de sua economia apoiava-se, até então, numa notável capacidade de exportação. Seu superávit externo equivalia a 10% de seu PIB. Esta vantagem, porém, poderia converter-se em catástrofe: a queda do consumo provocada pela crise, em todo o mundo, tendia a golpear as vendas externas chinesas, com grande impacto sobre produção e emprego.
A saída foi uma importantíssima mudança de foco. A China não deixou de exportar (e, inclusive, de melhorar o perfil de suas exportações, que se tornaram mais sofisticadas). Mas adotou duas medidas audaciosas. Primeiro, um gigantesco pacote de estímulo a obras de infra-estrutura e serviços públicos. Quase 600 bilhões de dólares foram destinados a esta finalidade  em contraste com a atitude da maior parte dos governos ocidentais, que se concentrou em salvar bancos falidos. A vasta rede de trens de alta velocidade é um dos resultados deste esforço. As obras de mobilidade foram complementadas pela construção de diversas redes de metrô, nas grandes metrópoles. A correspondente do New York Times nota que, hoje mais da metade das grandes máquinas de escavação de túneis para trens urbanos opera na China.
Em paralelo, houve estímulo ao aumento dos salários. Os chineses deveriam consumir o que antes era exportado, pensaram os planejadores. Em determinado período, esta visão evoluiu para uma atitude inesperada. Os dirigentes do Partido Comunista apoiaram discretamente, em meados de 2010, uma onda de greves operárias. O superávit externo caiu para 2% do PIB. Porém, salários mais altos e serviços de infra-estrutura de alta qualidade estão produzindo mudanças nítidas na qualidade de vida dos chineses, aponta Keith Bradsher. Em Changsha, ela entrevistou pessoas que quase não podiam visitar familiares, devido à longa duração da viagem. Com as novas linhas, alguns trajetos, que exigiam um dia antes dos trens, podem agora ser cumpridos em duas horas. É quase inevitável um paralelo com o Brasil, onde as distâncias também são continentais. Que efeitos sociais teria, num país de intensa migração interna, um transporte ferroviário eficiente que ligasse as capitais do Sudeste às do Nordeste?
Mas o caso chinês torna-se ainda mais relevante quando se examina o novo debate sobre a crise econômica, já em curso no Brasil. Entre a mídia e os partidos conservadores difundem-se, com intensidade crescente, as ideias de que o país viveu anos de “gastança” do Estado; e de que medidas “populistas” tornaram inevitável um “aperto de cintos”, após as eleições de 2014.
O exemplo asiático sugere que há espaço para formular uma proposta de sentido oposto. No esforço para reduzir desigualdades seculares, o Brasil precisa de um choque de investimento em serviços públicos e infra-estrutura. Significa transformar a qualidade das redes públicas de Educação, Saúde ou incentivo à Cultura; e multiplicar os investimentos em Mobilidade Urbana, Transportes de longa distância, Habitação, Urbanização das periferias, Saneamento, Despoluição de rios, Energias renováveis e limpas.
O cumprimento destas tarefas geraria uma mobilização nacional capaz de estimular outras transformações indispensáveis. Por exemplo, geração de ocupações qualificadas; ou estímulo a formas participativas de democracia para que a decisão sobre os investimentos não fique limitada aos circuitos que unem empreiteiras e legislativos.
Este conjunto de ações exigiria mudar a agenda política nacional, radicalizando a “inclusão social” iniciada na última década e dando-lhe novo sentido. Não se trataria mais de “integrar” novos contingentes ao padrão de desenvolvimento atual; mas de questioná-lo e, em muitos casos, inverter seus rumos (por exemplo, o estímulo ao uso do automóvel). Requer enorme esforço  para imaginar as bases do novo projeto, as forças sociais que poderiam apoiá-lo, as equações políticas necessárias para torná-lo viável.
Mas é este, precisamente, o estímulo implícito na experiência recente da China. Ela demonstra que o debate brasileiro não precisa ficar restrito à opção entre manter as conquistas já alcançadas e retroceder aos tempos do neoliberalismo. É possível ousar um novo passo  e realizá-lo com êxito.
Fonte - Carta Capital  30/09/2013

Campanha incentiva população do Rio a denunciar irregularidades no transporte público

Cidadania

Da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro - A partir de hoje (30), a população fluminense poderá enviar fotos e vídeos com denúncias de irregularidades nos transportes públicos ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da campanha "Fiscal Cidadão", lançada na página do órgão.
Quem quiser participar da campanha, pode entrar no site do Ministério Público e clicar no link Consumidor Vencedor. É preciso preencher um formulário e carregar arquivos com até 10 megabytes (MB), relatando o descumprimento de decisões judiciais em qualquer esfera. As denúncias enviadas pela internet serão encaminhadas para o promotor de Justiça que atua naquele caso.
Para a promotora Christiane Cavassa Freire, responsável pelo programa, o canal tem como objetivo diminuir a distância entre o órgão e o cidadão. “Queremos que o consumidor conheça as decisões já obtidas pelo consumidor vencedor e participe da fiscalização. Ninguém melhor do que o usuário do serviço para saber se a decisão está sendo aplicada. As fotos e as imagens, judicialmente, são fundamentais para que o Ministério Público possa comprovar em juízo o descumprimento das decisões e aplicar multas”, explicou.
No mês de outubro, a campanha será dedicada aos transportes públicos. A cada semana, um meio de transporte passará por avaliações abertas ao público. Nos próximos dias, é a vez dos trens.
Para denunciar problemas nos serviços ferroviários, o Ministério Público listou quatro opções de irregularidades comuns no setor: portas abertas, falta de manutenção, problemas de ventilação e recusa na devolução do dinheiro da passagem. Após escolher o tipo de irregularidade a ser relatada, o usuário deve clicar no botão vermelho, preencher um formulário e carregar os arquivos que comprovem a denúncia.
Além de acompanhar as vitórias obtidas pelo MP na defesa coletiva, na página Consumidor Vencedor também é possível denunciar o descumprimento de decisões judiciais que ocorrem em outros setores, como educação, alimentação e comércio, entre outros. A partir da próxima semana, o assunto abordado será a situação dos ônibus no estado. Segundo o MP, ainda não há uma temática definida para próximo mês.
Fonte - Agencia Brasil  30/09/2013

Câmara de Salvador rejeita contas de João Henrique

Política

Com voto aberto, Câmara manteve a rejeição das contas de João Henrique


TB
Foto: Valdemiro Lopes
"Hoje esta casa exerceu a democracia e deu exemplo para o Brasil", disse Paulo Câmara
Por 32 votos a 10, os vereadores de Salvador aprovaram, em votação aberta na sessão desta segunda-feira (30/9), o parecer do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) rejeitando as contas do exercício de 2011 do prefeito João Henrique.
Esta foi a primeira votação de contas de forma aberta, após alteração do Regimento Interno, proposta pelo presidente Paulo Câmara (PSDB) e acatada por unanimidade. “Hoje esta Casa exerceu a democracia e deu exemplo para o Brasil”, comemorou o presidente após o processo.
Com os 43 vereadores em plenário, votaram contra o parecer do TCM os vereadores Toinho Carolino, Alberto Braga, Kiki Bispo, Tiago Correia, Carlos Muniz e Geraldo Júnior, todos do PTN, José Trindade e Leandro Guerrilha, do PSL, Léo Prates (DEM) e Euvaldo Jorge (PP). O presidente da mesa não vota.
O presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização, vereador Claudio Tinoco (DEM), frisou que o TCM é um órgão auxiliar do Poder Legislativo e que entre as irregularidades apontadas estava a vinculação da Controladoria à Secretaria da Fazenda e não ao prefeito.
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) apresentou um voto divergente ao parecer do colegiado, defendendo a aprovação integral do parecer do TCM, diante das irregularidades que, segundo ela, “deixaram uma dívida de mais de R$143 milhões de herança para a atual gestão”.
A defesa das contas do ex-prefeito ficou por conta do líder do PTN, Toinho Carolino, e do vereador Geraldo Júnior. “Precisamos inclusive rever o papel do TCM, que tem caráter apenas opinativo, e reavaliar o papel das nossas comissões permanentes, que não podem ser só apêndices do Tribunal”,declarou.
Veto -
Na sessão desta segunda-feira os vereadores aprovaram, também, por 30 votos a 12, o veto do prefeito ACM Neto ao Projeto de Lei nº 305/10, de autoria do vereador Henrique Carballal (PT), que dispõe sobre a proibição de pessoas físicas e jurídicas inidôneas serem contratadas pelo poder público ou participarem de concurso público no âmbito do Município de Salvador. O autor esteve ausente da sessão.
Fonte - Tribuna da Bahia  30/09/2013

Estudantes da Bahia montam avião e participam de disputa internacional

Tecnologia 

TB
Avião radiocontrolado, inscrito na competição
Cerca de 190 estudantes de engenharia de 11 instituições de ensino da Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte trabalham na construção de 13 aeronaves, em escala reduzida e radio-controladas, para participar da 15ª Competição SAE BRASIL AeroDesign, agendada para 24 a 27 de outubro, no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, SP.
Este ano, a competição bateu recorde de inscrições, com 105 equipes (98 em 2012), oriundas do Brasil, México, Venezuela e Peru, país que será representado pela primeira vez. Todas as equipes – somam 1.450 participantes entre estudantes, professores orientadores e pilotos – foram desafiadas a projetar e construir aviões radio-controlados, como projeto extracurricular dentro das instituições de ensino. Do Nordeste, as equipes são de 11 instituições.
Bahia – A Bahia será representada por duas equipes: a Axé Fly da Universidade Federal da Bahia; e a F-Carranca, da Universidade Federal do Vale do São Francisco. Formada por 15 estudantes, a F-Carranca, participa pela segunda vez. Em 64º lugar em 2012, a equipe trabalhou na redução do peso com aplicação de materiais mais leves e eficientes, além do uso de rolamentos nas rodas, para aumentar a velocidade durante a decolagem e suportar aumento da carga. Com isso, a aeronave está quase 50% mais leve. Pesa 2,8 kg e consegue transportar cargas de até 8 kg.“Este ano as expectativas são ótimas”, diz Anderson Almeida, capitão da equipe.
Maranhão - A equipe Zeus, da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), construiu uma aeronave 80 centímetros menor, 70% mais leve e mais eficiente. O novo avião pesa 2,1 kg e transporta 10,2 kg de placas de madeira MDF. “Com o novo regulamento reduzimos a massa da aeronave e melhorarmos a eficiência e a qualidade construtiva; o projeto ficou muito bom”, diz Thallys Anderson, capitão da equipe, que sonha com o pódio. Em 2012 a equipe ficou em 18ª lugar na Classe Regular. O Estado também será representado pela equipe Guará, do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA).
Piauí – O Estado piauiense possui duas equipes inscritas: Delta do Piauí, da Universidade Federal do Piauí; e Sol do Equador, do Instituto Federal do Piauí. Estreante, a equipe Sol do Equador, formada por 14 universitários, trabalha na construção de um avião monoplano de asa retangular. “Optamos em construir uma aeronave simples para ganhar conhecimento em engenharia aeronáutica”, conta Lucas Reis, capitão da equipe e aluno do 7º período de Engenharia Mecânica. O avião pesa 4 kg e transporta 10 kg.
A região Nordeste será representada também por equipes da Universidade Federal da Paraíba; e da Universidade Federal de Campina Grande, ambas da Paraíba; da Universidade Federal do Pernambuco; da Universidade Federal Rural do Semi Árido; e Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
A competição tem três categorias de aeronaves: Classe Regular (76 equipes inscritas), Classe Advanced (6) e Classe Micro (23). O objetivo é que cada aeronave transporte o maior peso de carga durante o voo, de acordo com a categoria.
As avaliações e a classificação das equipes serão realizadas em duas etapas: Competição de Projeto e Competição de Voo.
Ao final do evento, duas equipes da Classe Regular, uma Classe Advanced e uma da Classe Micro, que obtiverem melhores as pontuações ganham o direito de representar o Brasil na SAE Aerodesign East Competition, em 2014, nos EUA, onde equipes brasileiras acumulam histórico expressivo de participações: sete primeiros lugares na Classe Regular, quatro na Classe Advanced e um primeiro lugar Classe Micro. A SAE East Competition é realizada pela SAE International, da qual a SAE BRASIL é afiliada.
Organizado pela Seção Regional São José dos Campos, da SAE BRASIL, o Projeto AeroDesign é um programa de finse ducacionais que tem como principal objetivo propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre estudantes e futuros profissionais da engenharia da mobilidade, por meio de aplicações práticas e da competição entre equipes, formadas por estudantes de graduação e pós-graduação (stricto sensu), de Engenharia, Física e Tecnologia relacionada à mobilidade.
Regulamento
Os aviões da Classe Regular deverão transportar madeira do tipo MDF ou HDF (madeira prensada utilizada na fabricação de móveis). Na Classe Advanced, a carga transportada deverá ser água, depositada em tanques montados na fuselagem. As aeronaves da Classe Micro deverão transportar bolinhas de tênis. Na Classe Advanced, a água transportada pela aeronave deverá ser drenada após cada voo, com o tempo de drenagem cronometrado, e a massa da água transportada determinada para fins de pontuação. As aeronaves da categoria podem usar mais de um motor, porém a soma da cilindrada não pode exceder 0,50in3 (8,2cm3).
Já na Classe Regular os aviões são monomotores, com cilindrada padronizada em 10 cc (10cm3 ou 0,61in3). As aeronaves serão menores em relação a 2011, pois a limitação dimensional máxima reduziu cerca de 70cm, porém compartimentos de carga maiores. Os aviões da categoria deverão decolar em uma distância máxima de 50m.
Na Classe Micro, as bolas de tênis a serem transportadas deverão estar num compartimento fechado e não poderão estar presas entre si. Em 2013 as aeronaves deverão decolar de uma pista de até 50m (mesma pista das demais classes). Os aviões da Classe Micro não têm restrições geométricas nem quanto ao número de motores, todos elétricos, porém a equipe deverá ser capaz de transportar a aeronave numa caixa de 0,175m³.
Fonte - Tribuna da Bahia  30/09/2013

Governo mantém previsão para tirar o TAV do papel

Trem de Alta velocidade

Valor Econômico
foto - ilustração

O governo federal adiou, no início de agosto, a primeira etapa do leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV), um moderno - e controverso - projeto que prevê o transporte de passageiros entre as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. O leilão, agendado para 19 de setembro, teve seu adiamento confirmado antes mesmo da entrega das propostas, em 16 de agosto, e deve demorar pelo menos um ano para ocorrer. A explicação do ministro dos Transportes, César Borges, é que a postergação ocorreu a pedido dos prováveis participantes, que pediram mais tempo para organizar os consórcios e estruturar suas propostas.
Anunciado em 2007, o projeto da primeira linha de alta velocidade na América Latina, que percorreria um trajeto de 511 quilômetros entre as três cidades e com uma demanda de 100 milhões de passageiros/ano em 2044, é cercado de polêmica. O alto custo envolvido - R$ 36 bilhões, segundo estimativa de setembro de 2008, a maior parte saindo dos cofres públicos -, a falta de um projeto executivo que garanta a viabilidade econômica e operacional da obra e mesmo a aposta em investir em um projeto considerado por muitos especialistas como não prioritário em termos logísticos são os motivos mais apontados pelas vozes contrárias ao TAV.
Para Paulo Fleury, presidente do Instituto Ilos, o projeto do TAV é descabido sob o ponto de vista de investimento de logística. "Primeiro pela falta de prioridade real. Segundo, porque ainda não se sabe exatamente quanto vai custar. Sem o estudo detalhado de engenharia, o preço final da obra pode dobrar com os níveis de erros que existem em projetos desse tipo", afirma.
Ao Valor, o diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), subordinada ao Ministério dos Transportes, Hélio Mauro França, afirma que o novo adiamento não muda a previsão de entrada do trem-bala em operação, em 2020. "A data continua mantida. O adiamento não prejudica a implantação do projeto. Ao contrário, traz consigo uma perspectiva de competição mais agressiva e acirrada". A maior urgência é elaborar um projeto executivo que inclui todo o aparato que engloba a instalação de um trem de alta velocidade, desde o traçado da via, as obras de engenharia, sistema de eletrificação, sinalização, telecomunicações, oficinas de manutenção, centros de controle operacional e sistemas de energização nas linhas de transmissão.
Fonte - Revista Ferroviária  30/09/2013