sábado, 7 de setembro de 2013

Prefeitura descumpre lei e nega acesso a informação

Cidade

Lúcio Távora | Ag. A TARDE
Informações foram negadas pela prefeitura de Salvador

Donaldson Gomes 
João Pedro Pitombo
Um dia antes de o prefeito ACM Neto sancionar a Lei 8.460/2013, que regulamenta o acesso à informação no município, a prefeitura rejeitou dois requerimentos feitos pela reportagem de A TARDE, com base na Lei Federal 12.527 de 2011, que garante o acesso de qualquer cidadão a informações públicas.
Uma das razões apontadas para a negativa em fornecer as informações solicitadas foi a de que o município ainda não dispunha de regulamentação para o acesso.
A outra foi a de que os requerimentos enviados não apresentavam justificativas claras quanto ao interesse coletivo ou geral da informação, "para que a autoridade pública possa avaliar se a máquina estatal não estará sendo acionada de modo desnecessário, impertinente ou irrazoável".
Os dois pedidos de informação foram encaminhados à Ouvidoria Geral do Município no dia 25 de junho. As respostas foram enviadas no dia 26 de agosto, mais de 60 dias depois, assinadas pelo subchefe de gabinete do prefeito, Luiz Antônio Galvão, com base em um parecer jurídico emitido pelo procurador do município, João Deodato de Oliveira.
Os repórteres de A TARDE informaram os nomes completos nos pedidos de informação e também os números das suas carteiras de identidade, mas não se apresentaram como profissionais de imprensa.
No artigo 10, a lei de acesso permite que qualquer interessado apresente um requerimento de informações à União, estados, Distrito Federal e municípios, desde que devidamente identificado, sendo "vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da solicitação de informações de interesse público".
O parecer da Procuradoria Geral do Município (PGM) sugere que os pedidos teriam sido feitos "por mero capricho", ao grifar uma citação com a expressão na resposta enviada. Os dois pedidos indicaram como endereço para correspondência a sede do jornal A TARDE, fato que despertou a curiosidade do procurador (ver fac-símile).
No primeiro requerimento enviado, a reportagem solicita informações sobre a composição dos conselhos das empresas municipais, com os nomes dos membros, os valores pagos em jetom. O segundo requerimento solicita informações relacionadas às empresas de prestação de serviços e às concessionárias do transporte público na cidade.
Direito à informação - Para o promotor do Ministério Público do Estado da Bahia (MPE-BA), Paulo Modesto, a prefeitura tinha a obrigação de fornecer as informações, mesmo antes de ter regulamentado a lei municipal. "A lei de acesso é federal, mas tem abrangência estadual e municipal", diz. "O direito ao acesso existe, independentemente de uma regulamentação específica da prefeitura ou do Estado", afirma.
Estados e municípios - A lei de acesso à informação vale também para estados e municípios que ainda não regulamentaram a medida, acreditam juristas ouvidos pela reportagem. "Existe um entendimento jurisprudencial de que quando uma legislação federal não recebe a regulamentação estadual ou municipal em um prazo razoável, estendem-se as regras por analogia", explica o subprocurador-geral da República, Augusto Aras.
Segundo ele, nenhuma questão relacionada diretamente à lei de acesso chegou aos tribunais superiores ainda, o que abre espaço para divergências. "É possível, sim, que existam opiniões contrárias, mas é importante lembrar que ao responder aos questionamentos da sociedade o poder público respeita também o princípio constitucional da publicidade dos atos", ressalta.
Desrespeito - Para o diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Celso Castro, não se pode recusar a oferecer informação por falta de regulamentação da lei.
"Cabe um recurso a autoridade superior, no caso da prefeitura ao prefeito, e é possível exigir providências judiciais também porque se trata de um desrespeito à lei", acredita Castro.
Segundo ele, a regulamentação nos estados ou municípios servem apenas para estabelecer como se dará a operacionalização do cumprimento da lei.
Punição - A lei municipal que regulamenta o acesso à informação pública em Salvador, sancionada no dia 27 de agosto, prevê punições para o servidor que não exercer o princípio da publicidade e se negar a informar os dados solicitados pelo cidadão.
As penalidades vão desde uma simples advertência ao servidor até a perda do vínculo deste com administração pública.
A lei terá um prazo de até 180 dias, a partir da data da sanção, para ser regulamentada pelo Executivo municipal. Neste período, prefeitura terá que implantar sistemas que permitam ao cidadão obter as informações solicitadas em até 30 dias.
Transparência - Autor da lei que regulamenta o acesso à informação em Salvador, o vereador Cláudio Tinoco (DEM) afirma que a legislação é bastante semelhante à lei federal, sancionada em 2011.
De acordo com Tinoco, a aprovação de uma legislação no âmbito do município "cria um ambiente" para que as regras que garantem o acesso à informação sejam impostas em Salvador.
"Como diz a máxima, informação é poder. E, na administração pública, a gente encontra informação que é retida por servidores como forma de empoderamento. Isso deve acabar, porque a informação não é propriedade nem do servidor, nem do dirigente, mas da sociedade", afirma o vereador.
Fonte - A Tarde  07/09/2013

Começam a ser feitos os furos de sondagem para ponte de Itaparica

Cidade

Foram iniciados os estudos de sondagem na Baía de Todos-os-Santos (BTS) e potenciais locais das fundações da ponte Salvador-Ilha de Itaparica, para identificar rochas sedimentares, trechos de lama e outras especificidades do solo e subsolo. 

TB

Com o Alerta aos Navegantes divulgado pela Marinha, a Geofort Fundações iniciou nessa sexta-feira (6/9) os estudos de sondagem na Baía de Todos-os-Santos (BTS) e potenciais locais das fundações da ponte Salvador-Ilha de Itaparica, para identificar rochas sedimentares, trechos de lama e outras especificidades do solo e subsolo. Dentre os 16 furos previstos, 12 serão no mar, ao longo do traçado previsto do empreendimento, que terá cerca de 12 km de extensão.
O secretário do Planejamento, José Sergio Gabrielli, destacou os procedimentos seguidos para garantir segurança e modificar o mínimo possível as atividades nas regiões do estudo. “Buscamos a permissão tanto do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) quanto da Marinha do Brasil, que, através da Capitania dos Portos da Bahia, recebeu um plano de sondagem com data e local das atividades, a fim de orientar outras embarcações”, detalhou o secretário.
O responsável técnico e engenheiro de segurança do trabalho, Edirailton Filho, explicou que a sondagem consiste em furos de apenas 75mm de diâmetro, que podem chegar até 120 m de profundidade a partir do piso de apoio da sonda. “A sondagem não causa qualquer transtorno à população e à navegação. É apenas uma perfuração, sem o uso de produtos químicos, que preserva o ecossistema local”, afirma o engenheiro.
A balsa com as equipes e equipamentos ficará em cada ponto de estudo por cerca de cinco dias. As embarcações foram subcontratadas pela Geofort junto à Belov Engenharia, empresa baiana com vasta experiência em atividades na BTS. O último furo de sondagem está previsto para novembro deste ano e o resultado completo dos estudos deve ser entregue no mês seguinte.

Projeto
A ponte Salvador-Ilha de Itaparica é parte de um plano de desenvolvimento socioeconômico do Estado da Bahia, cujo objetivo é dinamizar o eixo litorâneo sul, permitindo o surgimento de um novo polo industrial e logístico na Região Metropolitana de Salvador (RMS), ancorado por investimentos já em curso (estaleiros em São Roque do Paraguaçu) ou projetados (nova retroárea do porto de Salvador).
O cronograma de ações de 2013 inclui ainda a contratação de estudos de engenharia e impactos ambientais (EIA-RIMA) e urbanísticos em processo final de licitação. Além disso, nas próximas semanas deve ser firmado um convênio para estudos hidráulicos marítimos e a licitação para estudos culturais e imateriais. O lançamento do edital para construção e concessão da ponte, por sua vez, está previsto para o primeiro trimestre de 2014. A conclusão está estimada entre 48 e 60 meses.
Fonte - Tribuna da Bahia  07/07/2013

Desfile é marcado pela tranquilidade em Salvador

Salvador

Lúcio Távora | Ag. A TARDE
Equipes da PM marcaram presença no desfile

Da Redação
com informações de
Rita Conrado e Anderson Sotero
Ao contrário de outras capitais brasileiras, onde houve confusão, o 7 de Setembro em Salvador foi marcado pela tranquilidade. Poucos manifestantes acompanharam o evento cívico e não atrapalharam o desfile das fanfarras estudantes e representantes das Forças Armadas.
Uma manifestação maior está marcada para acontecer na tarde deste sábado, 7, mas membros do Movimento Passe Livre (MPL) pretendiam se concentrar já nesta manhã no Centro da cidade. Com a chuva, menos de 20 pessoas estiveram presentes no encontro. Eles se misturaram a outros manifestantes do "Grito dos Excluídos", que tradicionalmente participa do evento.
Lúcio Távora | Ag. A TARDE
Os policiais federais levaram seus protestos para o desfile. Com blusas e faixas pretas e nariz de palhaço, eles pedem socorro para a Polícia Federal (PF).
O governador Jaques Wagner, que abriu o desfile, ao lado do prefeito ACM Neto, com o hasteamento das bandeiras do Brasil, Bahia e Salvador, disse que as manifestações devem ser mais criativas para não atrapalhar a sociedade.
O desfile, que comemora os 191 anos da Independência do Brasil, terminou às 11h10 em Salvador.
Fonte - A Tarde  07/09/2013

Clima é de normalidade durante desfile em Brasília

Brasil

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Ag.Brasil
Brasília - O desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, transcorre com  ranquilidade. Segundo a área de segurança da Presidência da República, não há informações sobre grandes aglomerações até o momento na região, onde ocorre o desfile militar do Dia da Independência, com a presença da presidenta Dilma Rousseff, do vice-presidente Michel Temer, do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, de ministros e outras autoridades.
Um pequeno grupo chegou a se reunir em frente ao Congresso Nacional, sem causar distúrbios. Neste momento, 1.500 policiais militares estão concentrados na região do Museu da República, onde é esperada a concentração de manifestantes, convocada por meio das redes sociais.
Fonte - Agência Brasil  07/09/2013

Desfile do 7 de Setembro no Rio é marcado por protestos

Brasil

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Dezenas de manifestantes deixaram a Avenida Passos, que fica próximo à área do desfile da Independência, na Avenida Presidente Vargas, e seguiram para a Praça Tiradentes, onde tentaram invadir o quartel desativado do 13º Batalhão da Polícia Militar. Uma bomba caseira foi atirada por um dos manifestantes contra a entrada do quartel e policiais militares que acompanham a manifestação jogaram bombas de efeito moral para dispersar a multidão, que conta com mais de 100 pessoas, de acordo com a PM.
Uma agência do Banco Itaú teve os vidros estilhaçados por pedras atiradas pelos manifestantes. Muitos deles estão com os rostos cobertos, outros usam bonés com óculos escuros e alguns estão com os rostos pintados e usando bandeiras com as hastes feitas de pedaços de pau. Hugo Andrade Fontes ficou ferido na perna, por um teaser e foi levado ao hospital municipal, para depois seguir para a delegacia.
Homens do Regimento de Polícia Montada da PM estão fazendo um cordão de isolamento na Avenida Visconde do Rio Branco, perto do Quartel Central do Corpo de Bombeiros, para evitar que os manifestantes retornem à Avenida Presidente Vargas.
Muitos pais com crianças deixaram a área do desfile e seguiram pela Praça da República e procuraram abrigo na entrada do Hospital Souza Aguiar, devido às bombas de gás lacrimogêneo atiradas pelos militares.
Outro grupo – de cerca de 50 manifestantes – está tentando passar pelo cordão de isolamento feito pela Polícia Militar e seguir para se juntar ao outro grupo que participa do protesto na Avenida Presidente Vargas. Dezenas de manifestantes se concentram também na Rua Uruguaiana, levando faixas e cartazes, e estão isolados por uma barreira feita pela Tropa de Choque da PM.
Fonte - Agência Brasil  07/09/2013

Grito dos Excluídos reúne cerca de 3 mil na Avenida Paulista

São Paulo


Beatriz Pasqualino 
Radioagência Nacional

Principal avenida de São Paulo foi bloqueada, mas manifestação é pacífica. O Grito dos Excluídos ocorre há 19 anos e é organizado por movimentos sociais e pastorais da Igreja Católica





Fonte - Agência Brasil  07/09/2013

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Político deixa cargo por vaga no Mais Médicos na Bahia

Saúde 

Divulgação | Serin
Alcântara foi vereador em Juazeiro e seis vezes deputado estadual

Juracy dos Anjos
A Tarde
Pedro Alcântara, que chefia o gabinete da Secretaria Estadual de Relações Institucionais da Bahia (Serin-BA), deixará o cargo no órgão para ingressar no programa Mais Médicos, do governo federal. O político, que é fundador do PL (atual PR) na Bahia, já apresentou-se à prefeitura de Juazeiro, no extremo norte do Estado.
Na cidade, ele irá atuar oficialmente em um bairro periférico. Apesar de estar no município, que fica a 512 quilômetros de Salvador, o político ainda não pediu exoneração da função, o que deve acontecer nesta segunda-feira, 9, quando ele se reunirá com o governador Jaques Wagner, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
"Conversei com o secretário Cezar Lisboa (titular da Serin) sobre meu desligamento. Na segunda, falarei com o governador e colocarei meu cargo à disposição", afirmou Alcântara, destacando que decidiu ingressar no programa logo na primeira etapa de inscrição.
"Sou médico e sempre atuei na área antes de entrar na vida política. Além disso, sou de uma família de médicos, incluindo alguns dos meus filhos", disse ele, que está em Juazeiro, cidade natal dele, para conhecer a equipe do posto onde irá atuar, no bairro Alagadiço.
Atendimentos - Na cidade, Alcântara, de 61 anos, abriu os trabalhos de reconhecimento, atendendo cerca de 100 pacientes em três dias. Com relação ao posto, que funciona em uma casa alugada, ela afirmou que a estrutura não é a ideal, mas que é possível atender os pacientes enquanto a nova unidade não fica pronta. "Temos uma boa equipe, com um enfermeiro, cinco agentes de saúde (precisamos de mais três), dentista e técnico de enfermagem", contou.
Formado na Universidade Federal da Bahia (Ufba), Alcântara é especializado em ginecologia, obstetrícia e mastologia. Ele chegou a exercer a profissão antes de abraçar a política em hospitais como o Aristides Maltez e a Sagrada Família, além da Maternidade Tsylla Balbino, em Salvador.
Remuneração - Com relação à crítica sobre o novo salário, que passará a ser de R$ 10 mil (antes, no Serin, era de R$ 5.779,03), Alcântara afirma que "a nova remuneração é pouca para um médico". "Meu salário no governo acabava sendo maior, porque além da remuneração base, tinha ainda a verba de gabinete. Somando as duas, ganhava mais de R$ 10,700", falou ele, que, além de atender no posto, pensa em abrir um consultório particular na cidade. "Tenho esta expectativa, mas vamos avaliar", salienta.
Vida política - Fundador do PL (hoje PR) no Estado, o político foi vereador em Juazeiro, em 1982, e por seis vezes se elegeu como deputado estadual (o primeiro mandato foi em 86). Na última eleição, em 2010, o ex-deputado tentou o sétimo mandato na Assembleia Legislativa da Bahia, mas não foi reeleito.
"Não consegui porque apoiei Jaques Wagner para o governo estadual e o meu partido resolveu apoiar Geddel (Vieira Lima). Por conta disso, acabei ficando sem palanque para fazer campanha", salientou ele, acrescentando que, por conta do apoio a Wagner, foi convidado em 2011 para assumir a chefia do gabinete.
Apesar de integrar o Mais Médicos, o ex-deputado não descarta voltar à vida política, principalmente em 2014. "Quero me dedicar ao programa, mas, caso haja a oportunidade, posso voltar à cena política. Só farei isso, no entanto, se puder me candidatar como deputado federal", disse ele. Enquanto não volta a disputar uma vaga política, Alcântara afirma que deixa a função para o filho, que é vereador e presidente da Câmara de Juazeiro.
Fonte - A Tarde  06/09/2013

Líderes mostram divergências sobre guerra contra a Síria

Internacional

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília – O porta-voz do Kremlim (governo da Rússia), Dmitri Peskov, confirmou que o jantar dos líderes
do G20 (grupo das 20 maiores economias mundiais), em São Petersburgo (Rússia), onde ocorre a cúpula, demonstrou a divisão existente no cenário internacional sobre a ação militar na Síria, como defendem os Estados Unidos. O jantar ocorreu ontem (5). “As forças [políticas presentes ao jantar] estiveram divididas quase em partes iguais”, ressaltou o porta-voz.
Peskov disse que vários países consideraram a intervenção militar na Síria “precipitada”. Acrescentou que uma “série de Estados [países] apelou para não se desvalorizar o direito internacional e não se esquecer que só o Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas] tem o direito de adotar a decisão de empregar a força militar”.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, que está no comando do G20, propôs a discussão sobre o tema. O presidente norte-americano, Barack Obama, que defende a intervenção militar e aguarda apenas a votação no Senado dos Estados Unidos na próxima semana, estava presente às discussões. Obama alega que a ação é urgente devido aos ataques com armas químicas contra civis, registrados na Síria no último dia 21.
Porém, a ação militar norte-americana sofre resistências da Rússia e China, que têm direito a veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas e avaliam que o Parlamento dos Estados Unidos não tem poder para autorizar um ataque contra a Síria. Putin alertou que qualquer ataque que não tenha autorização do conselho poderá ser considerado uma agressão, enquanto a China defendeu que a guerra não é a solução para a crise síria.
Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, disse que o Brasil é contra a intervenção militar por acreditar que a solução para o fim do impasse deve ser por meio do diálogo e do consenso.
Fonte - Agência Brasil  06/09/2013

Famílias tiveram casas desapropriadas sem necessidade para obras da Copa no Rio, denuncia comitê

Cidadania

Akemi Nitahara 
Agência Brasil 
foto - ilustração
Rio de Janeiro – Terrenos desapropriados pela prefeitura do Rio em 2010 e 2011 para a construção do corredor do BRT Transoeste estão desocupados. A denúncia foi feita pelo Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas, que levou organizações de direitos humanos ao local no Recreio dos Bandeirantes.
O presidente da Associação dos Moradores da Vila Recreio 2, Laércio Chagas, diz que 90% do terreno desapropriado não foi incluído nas obras. “Só utilizaram uma parte, 90% ficou lá. Só tiraram as casas. E tem casas do outro lado da rua que estão quebradas e não fizeram nada”.
De acordo com Chagas, só na comunidade dele foram retiradas 400 famílias sem necessidade. “Eles [as entidades de direitos humanos] viram o tamanho do local que não foi utilizado para nada. A gente tem certeza que foi uma desapropriação desnecessária, com tanta covardia. Não tivemos assistência da prefeitura para nada, ainda mais os que entraram na Justiça”. Chagas diz que o dinheiro que recebeu de indenização não deu para comprar uma casa nova e hoje paga aluguel.
O representante do comitê Renato Cosentino diz que as remoções ocorreram sem que os moradores recebessem explicações claras. “Em 2011, as pessoas não conheciam o projeto, diziam 'a gente não sabe o que vai acontecer com o terreno'. E boa parte deles [dos terrenos] hoje estão vazios, sem uso. Então é grave, as pessoas perderam suas casas, centenas de famílias foram removidas, a princípio para as obras da Transoeste, só que esses terrenos estão ali sem nenhuma utilidade”.
De acordo com Consentino, existem várias denúncias de violações de direitos nas remoções. “Indenizações baixas, pessoas levadas para locais muito distantes e a gente não vê motivo para essa remoção ter ocorrido”. Para o comitê, a remoção está relacionada à especulação imobiliária. “Ali no Recreio é uma área de expansão do mercado imobiliário, esse foi um dos motivos. A presença de comunidades desvaloriza a terra e os novos empreendimentos”, diz.
Cosentino diz que ainda há moradores da Vila Harmonia e Restinga que não receberam a indenização. Representantes da Anistia Internacional, Justiça Global e da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores acompanharam a visita. De acordo com Cosentino, será marcada uma audiência pública para discutir a questão na Câmara.
A Secretaria Municipal de Obras informou que apenas executou a obra do BRT Transoeste, não sendo responsável pelo projeto, remoções ou terrenos. A Secretaria Municipal de Habitação (SMH) enviou nota em que diz conduzir os processos de reassentamento de forma democrática e com respeito aos direitos de cada família.
“O próprio decreto municipal que trata dos reassentamentos estabelece todos os procedimentos obrigatórios para reassentar uma família. Isso implica avisá-las com antecedência, esclarecer sobre a natureza e a importância do reassentamento, sempre motivado por interesse público mais amplo. Além de receber as informações, as famílias são recebidas individualmente na própria Secretaria Municipal de Habitação [SMH] e informadas sobre o valor de suas benfeitorias e as alternativas para reassentamento”, diz a nota.
De acordo com a SMH, 20 famílias da Vila Recreio 2 foram reassentadas, 67 da Vila Harmonia e 69 da Restinga, “que optaram entre um imóvel do Programa Minha Casa, Minha Vida ou indenização”. A SMH também informou que não é responsável pelo projeto do BRT ou pelos terrenos que ficaram vazios.
A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos informa que os terrenos que ficaram vazios foram “de grande importância para a implantação do corredor expresso” da Transoeste. Em nota, a Seconserva diz que parte do terreno da Vila Harmonia “foi cedido para a implantação da sede da 18ª Gerência de Conservação. No local, funciona a sede administrativa, com vestiários para os funcionários, almoxarifado e refeitório”. Porém, a secretaria destaca que “não faz uso de demais áreas dos outros terrenos”.
Fonte - EBC  05/09/2013

Pacientes do Sarah sofrem com mudança de ponto de ônibus

Mobilidade

Teo Henrique
Teo Henrique | Ag. A TARDE
Deficientes têm enfrentado dificuldades para atravessar a passarela do Sarah
Os pacientes do Hospital Sarah Kubitschek, unidade especializada em reabilitação motora, localizada na Avenida Tancredo Neves, têm sofrido com a mudança no tráfego de coletivos promovida pela prefeitura na área há 5 dias. A mudança de pontos de ônibus e a transferência de pelo menos 40% dos 200 veículos que circulavam a cada hora pela avenida obrigou parte dos pacientes a percorrer trajetos maiores e atravessar a passarela que fica próxima ao hospital para chegar à nova parada.
A vendedora Ana Paula Santos, que trabalha numa barraca de lanche próximo ao ponto da via interna da Tancredo Neves, disse, nesta quinta-feira, 5, que aumentou a frequência de pacientes do Hospital Sarah no local, e que os problemas para eles continuam os mesmos que os encontrados na maioria dos pontos de ônibus da cidade. "Muitos cadeirantes e pessoas com muletas precisam andar pela rua, porque a calçada não é cimentada até o ponto e não há espaço para uma cadeira de rodas passar".
Para a presidente da Associação Baiana de Deficientes Físicos (Abadef) Luiza Câmara, a situação é absurda. " O poder público, sabendo que ali é um hospital que atende pessoas com necessidades especiais, não nos procurou para nada, fez a mudança sem pensar nos deficientes que precisam dos ônibus".
A assessoria do Hospital Sarah informou que não pode se pronunciar porque ainda não recebeu nenhuma reclamação dos pacientes sobre a mudança de ponto de ônibus.
Teo Henrique | Ag. A TARDE

A comerciante Ana Paula fala também que a barraca virou uma central de informações, mas que não pode ajudar muito. Apenas entrega o informativo deixado pela Transalvador. "As pessoas vêm perguntar qual ônibus passa aqui, eu apenas entrego ou mostro o folheto. Não posso fazer mais do que isso, porque eu também ainda não me acostumei com a mudança" disse.
Frequentadores dos pontos reclamam da falta de informação. Muitos relatam que as placas instaladas pela Transalvador não são suficientes e não tiram as dúvidas. "As pessoas ainda estão perdidas, mesmo com as placas. E há ônibus que passam aqui e não estão na placa, nem os ambulantes dos pontos podem nos ajudar, porque eles ainda também não sabem", afirma a dona de casa Ivone Santos, que utiliza o ponto todos os dias.
A Transalvador informou por meio de nota que, das 19 linhas cujos trajetos foram modificados, apenas uma parava no ponto do Sarah Kubitschek e, outra, na via marginal defronte ao hospital. O órgão acrescentou ainda que fez ampla divulgação das mudanças e orientou também os cobradores dos coletivos.
Para Janete Raimundo e Meire Souza, que trabalham num call center na região, a mudança não alterou suas rotinas, já que seus ônibus não mudaram de ponto. Elas falam que muitas pessoas ainda estão sem saber onde pegar o transporte e, para algumas, a espera está maior, pois percebem depois que o ônibus que querem passa no outro ponto.
Fonte - A Tarde  05/09/2013

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Financiamento da Linha 3 do metrô do Rio será assinado no dia 11

Mobilidade

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro - A presidenta Dilma Rousseff e o governador do Rio, Sérgio Cabral, devem firmar, no próximo dia 11, o contrato de financiamento da Linha 3 do metrô, que ligará os municípios de Niterói e São Gonçalo, na região metropolitana. Cabral informou hoje (5) que a União ficará responsável por dois terços do projeto, e o estado arcará com o restante.
O projeto inclui 14 estações em 22 quilômetros de extensão e deve ser estendido até Itaboraí, em um segundo momento. "Será muito importante para o povo de Niterói e São Gonçalo, uma conquista do leste metropolitano", destacou o governador.
A Linha 3 do metrô receberá investimentos do Plano de Mobilidade Urbana, uma das ações do governo federal em resposta às manifestações de junho, que tinham entre suas principais demandas a melhoria das condições de transporte. O custo do projeto é R$ 2 bilhões, já que o governo do estado optou pelo monotrilho para reduzir os custos.
Cabral também se manifestou sobre os transtornos que os usuários dos trens da SuperVia têm enfrentado nos últimos dias. As paralisações do serviço têm causado horas de atraso nas viagens e obrigado passageiros a descer das composições e caminhar pelos trilhos. O governador lembrou que houve muitas melhoras na Supervia desde 2007, quando assumiu o governo do Rio no primeiro mandato e culpou governos anteriores pelos problemas: "Infelizmente, foram muitos anos de canibalização, sem que se comprasse um trem, sem manutenção. Um abandono completo. Chegamos a ter 90 mil usuários por dia na Supervia. A população estava abandonando o trem. Hoje, temos 600 mil. A situação é outra, mas ainda está muito longe do ideal".
Segundo Cabral, até abril do ano que vem, toda a frota da SuperVia estará renovada. Ele reconheceu que metade das composições que circula hoje é "muito antiga".
Fonte - Agência Brasil  05/09/2013

Dilma cancela viagem de equipe responsável por preparar visita aos EUA

Política

Antônio Cruz/ ABr
Viagens de Dilma ao exterior e internas no Brasil todas são antecedidas por uma equipe precursora 

Danilo Macedo e Renata Giraldi 
Agência Brasil
Brasília - A presidenta Dilma Rousseff cancelou o envio – a Washington (Estados Unidos) – da equipe formada por funcionários da Presidência da República, responsável por preparar a primeira visita com honras de Estado. Os brasileiros viajariam no sábado (7).
A equipe, formada por seguranças, diplomatas e funcionários do cerimonial deveria ficar em Washington por cinco dias, preparar a agenda de compromissos e verificar as instalações. Eles são responsáveis pela organização da logística da viagem, como hospedagem, transporte, rotas seguras que devem ser percorridas pela presidenta da República. Viagens de Dilma ao exterior e internas no Brasil todas são antecedidas por uma equipe precursora.
No último dia 2, Dilma sinalizou a possibilidade de adiar ou até mesmo cancelar a visita, marcada para 23 de outubro. Em meio às denúncias de espionagem, envolvendo dados pessoais dela e de assessores, a presidenta avalia a situação. Mas, oficialmente, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, evitou comentar o tema. Antes da visita de Dilma aos Estados Unidos, ela deve participar, em Nova York, no próximo dia 24, da Assembleia Geral das Nações Unidos, como convidada, sem caráter de chefe de Estado.
O último brasileiro recebido com honras de chefe de Estado nos Estados Unidos foi o então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1995. A honraria é concedida pelos norte-americanos a raras autoridades, pois envolve uma série de situações relacionadas ao cerimonial. Pela previsão anterior, Dilma seria recebida na Casa Branca com um tapete vermelho e homenageada com um jantar de gala. Também terá momentos de retribuição às homenagens que receberá, como ao depositar flores no obelisco – monumento em memória aos heróis de guerra.
Em maio, quando o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, foi a Washington (Estados Unidos) e esteve com o secretário de Estado, John Kerry, ficou definida a data da visita de Dilma.
Fonte - EBC  05/09/2013

Demanda aumenta nos trens de Salvador

Transportes sobre trilhos
 trens de Salvador - foto ilustração  pregopontocom
Correio da Bahia
Respirar é missão árdua. Se mexer é quase impossível.O contorcionismo é uma habilidade fundamental para
os usuários dos trens do Subúrbio.Se mover dentro dos *carros de forma voluntária é quase impossível. Os corpos ficam bem próximos,colados;a música alta (oriunda de celulares) incomoda, gente grita para o maquinista adiantar a viagem,o calor sufoca, mulheres brigam por conta das mãos bobas...Enfim,um inferno sobre trilhos.
Desde que a prefeitura de Salvador passou a gestão dos trens para o governo do estado,há 90 dias, o número de usuários dos trens aumentou em 10 mil por dia,segundo avaliação da Companhia de Transporte de Salvador (CTS),responsável pelo sistema ferroviário.Eram 9,3 mil passageiros diários no sistema que roda de Paripe até a Calçada,e hoje são quase 19 mil.No entanto, nenhum novo trem foi colocado em operação.Resultado:superlotação.
O excesso de passageiros provocou, anteontem, a depredação de um *carro.Ontem,o CORREIO percorreu as dez estações que compõem o sistema e fez a viagem com maior fluxo de passageiros da linha que liga Paripe até a Calçada, às 7h20.
“A via-crúcis começa na estação de Paripe e vai piorando ao longo das nove estações seguintes,onde desce um passageiro e sobem,em média,dez em cada *carro.Isso aqui é um inferno na terra. Muita gente,poucos trens,o intervalo entre um e outro demora 40 minutos.É um inferno”,reclama a estudante Carla Almeida,que mora em Paripe e estuda em Nazaré.
O presidente da CTS,Carlos Martins,afirma que a procura aumentou depois do início das obras de requalificação da Baixa do Fiscal e da abertura da cratera da BR –324,que fez com que o deslocamento de ônibus entre o Subúrbio e a Calçada passasse a demorar duas horas e o trem se tornasse a ser a melhor opção.
foto - ilustração
“De trem, além de custar só R$ 0,50,o trajeto é feito em menos de uma hora.Quem vai de ônibus paga R$ 2,80 e passa umas duas horas engarrafado por conta das obras.O problema é que recebemos o sistema sucateado.Os trens têm mais de 40 anos de uso,vivem quebrando”,explica Martins.
O custo mensal do sistema é de R$ 2,5 milhões.“As tarifas pagas pelos usuários correspondem a cerca de 8% desse valor,o que deixa um déficit grande”,completa Martins.
Segurança
A superlotação é tanta que os *carros circulam de portas abertas. Mas não há fiscais nem monitores de acessos nas estações.A cada parada,a gritaria fica mais intensa e os vagões mais cheios.Sobram ofensas para a mãe do maquinista.
“Aqui só tem um segurança em cada estação.Os trens ficam tão cheios que as portas vão abertas.Tentamos reclamar,mandar o pessoal entrar e fechar a porta, mas somos ameaçados e temos que deixar seguir viagem mesmo com um monte de gente pendurada na porta correndo o risco de cair e morrer”,relata um segurança que prefere não se identificar.
Ontem,bastaram 80 segundos,para que os três *carros,onde cabem cerca de cem passageiros,fossem lotados na estação de Paripe,às 7h20.O desafio para entrar é árduo.O empurra-empurra é intenso e vale a lei do mais forte.“O povo sai empurrando aqui.Ninguém consegue passar.Vão te jogando e você vai se amassando para o fundo do *carro”,reclama o eletricista Antonio Santos Costa,que mora em São Tomé de Paripe.
Quem fica na desvantagem são os idosos e gestantes.“Aqui ninguém respeita nada disso.São poucos bancos e o pessoal vem das outras estações já sentado.Chego a esperar até duas horas para conseguir entrar em um trem menos cheio”,conta a dona de casa Eliana Pereira Urbano,que tem uma filha de 3 meses e ontem pegou o trem em Escada para marcar uma consulta médica em Paripe.
“Aqui é uma lata de sardinha.Na guerra da Síria você consegue se mexer mais do que aqui dentro”,brinca o técnico em radiologia Robson dos Santos Santana,morador de Escada,que sempre tenta viajar perto da porta para facilitar a saída.Afinal,não é raro o passageiro não conseguir descer na estação que deseja porque fica espremido no meio das pessoas.
Calor
A temperatura também não ajuda.Só uma das quatro composições possui ar-condicionado.“Mas com tanta gente o ar não suporta.É um calor dos infernos que o povo chega a passar mal.Aqui é o inferno da Primavera de manhã porque vai todo mundo cheiroso,mas, na volta pra casa,o perfume compartilhado é o de suor.Vira o inferno de Verão”,brinca o aposentado Antonio Almeida,morador de São Tomé de Paripe.
A única coisa boa da viagem,por unanimidade entre os passageiros,é a vista para as praias suburbanas.Isso quando dá para ver,já que na maioria das viagens a única visão que se tem é o cangote do passageiro em frente.
Sistema é sucateado e quebras são constantes, reconhece governo
“É um sistema completamente sucateado”.Essa é a avaliação do presidente da Companhia de Transporte de Salvador (CTS),Carlos Martins,sobre o sistema de trens que liga os bairros da Calçada até Paripe. Atualmente,há quatro composições com três *carros cada para operação.
Mas,constantemente,esse número é reduzido.“Os trens são velhos e entram em manutenções periódicas,quebram direto.Temos quatro composições de trens disponíveis.Três ficam operando – umas delas só vai até Platatorma – e outra fica em reserva para emergência.Mas, hoje (ontem),esse de emergência está quebrado”,destacou Martins,acrescentando que o órgão está realizando uma avaliação geral do sistema para propor alternativas.
Em caráter emergencial,ele pretende aumentar o número de trens em circulação.“Temos dois trens parados por falta de peças.Estou tentando junto à companhia de trens de São Paulo pegar essas peças que eles não estão usando mais.Se eles fizerem a doação, teremos mais dois trens disponíveis o que pode reduzir o tempo de espera”, indica Martins.
Os trens circulam a cada 40 minutos entre 6h e 19h30. Para o futuro, a ideia do governo é substituir os trens por VLT (Veículo Leve sobre Trilho).“É um sistema mais adequado para quando se tem uma população grande no entorno dos trilhos,como no Subúrbio.É um sistema moderno e mais rápido”,explica Martins.Ele diz que ainda estão sendo feitos estudos e,em seguida,será lançado edital de licitação.
Ainda não há prazos,mas o investimento seria na ordem de R$ 1,2 bilhão.O VLT ainda seria estendido para cidades da Região Metropolitana.“A ideia é chegar em Candeias, Camaçari e Simões Filho”, ressalta. A obra, demoraria pelo menos 18 meses.
*O termo vagão usado originalmente nessa matéria foi substituído pelo termo carro,veículo ferroviário usado para o transportes de passageiros,o vagão é um veículo ferroviário usado para o transporte de cargas.
Fonte - Revista Ferroviária  04/09/2013

COMENTÁRIO PREGOPONTOCOM

O abandono e a degradação a que foi submetido o sistema de transportes ferroviário dos trens do subúrbio de Salvador,em virtude da falta de compromisso e o descaso total da antiga administração pública municipal da cidade para com o mesmo,fizeram com que o sistema operasse sempre bem abaixo da capacidade das reais expectativas e necessidades das demandas da população do subúrbio,obrigando a população usuária do sistema a migrar  para o transporte por ônibus com grandes prejuízos para a mesma,entre os quais o aumento dos custos com o valor das passagens e do  tempo gasto nas viagens.Com apenas um pequeno fôlego que lhe foi dado até o momento,eis que o nosso "TREM" como "FÊNIX" ressurge das cinzas,mostrando toda a sua real importância e capacidade como um sistema de transportes vigoroso para a população do subúrbio de Salvador,que ainda poderá muito mais eficiente a medida que se melhorem as suas condições operacionais,a sua modernização,o aumento do numero de trens em operação e a criação de sistemas alimentadores entres as estações e os bairros no entorno da linha férrea.A atual superlotação dos trens do subúrbio é na verdade um reflexo autêntico dos verdadeiros anseios,desejos e pela clara escolha feita pela população local  pelo trem como sistema preferencial de transporte  para os seus deslocamentos diários,e esse é um"recado" e um fato que não pode ser desconsiderado pela administração pública.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

São Francisco do Conde ganhará praia

Meio Ambiente

TB
A Ilha de Cajaíba
A prefeita de São Francisco do Conde, Rilza Valentim, está finalizando o processo para desapropriar o casarão e parte do terreno da ilha de Cajaíba, de propriedade de investidores europeus.
Com investimentos de R$ 2,5 milhões, a ação tem como objetivo principal dar para a população da cidade uma praia, com extensão de 1 quilômetro. “Apesar de ser uma península, o município de São Francisco do Conde não tem praia, somente área de mangue”, explicou.
Com a praia em um dos pontos mais bonitos da Baía de Todos os Santos, a prefeita pretende atrair para a cidade eventos e turismo náutico, que reverterão para a população oportunidades de negócios e geração de emprego e renda.
Fonte - Tribuna da Bahia  04/09/2013

Pane em esteira volante deixa 20 feridos no metrô de São Paulo

Metrô

Fernanda Cruz 
Agência Brasil
Foto: Luis F. Gallo/ Creative Commons
Na manhã de hoje um princípio de tumulto na transferência entre as estações Paulista e Consolação do metrô paulistano deixou feridos.

São Paulo – Um princípio de tumulto na transferência entre as estações Paulista (Linha 4 - Amarela) e Consolação (Linha 2 - Verde) do metrô paulistano deixou 20 passageiros com ferimentos leves, na manhã hoje de (4) .
Segundo a ViaQuatro, concessionária que opera a Linha Amarela, houve correria e princípio de tumulto quando uma das esteiras rolantes parou. O incidente ocorreu no horário pico, às 8h10.
Os feridos foram encaminhados ao Hospital das Clínicas e à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Fonte - EBC 04/09/2013

Satélite próprio poderá aumentar segurança de dados do governo, diz Telebras

Tecnologia

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília - A construção do primeiro satélite geoestacionário brasileiro poderá aumentar a segurança do tráfego de dados importantes no país, que passarão a ser criptografados. Segundo o presidente da Telebras, Caio Bonilha, um dos objetivos do desenvolvimento do satélite é proteger as redes por onde passam informações sensíveis do governo federal.
“Vamos trabalhar com algoritmos e criptografia próprios, desenvolvidos pelo próprio governo, de maneira que os dados sensíveis que vão transitar no nosso satélite vão ser praticamente invioláveis”, disse, em entrevista à TV Brasil.
O projeto de construção do satélite tem custo estimado em R$ 1 bilhão. A expectativa do governo é colocar o satélite em órbita em 2014.
A expansão da internet de banda larga popular em mais de 2 mil municípios que não são atendidos por via terrestre é outro objetivo da construção do novo satélite no Brasil. Outra área importante a ser atendida é a militar, que atualmente usa satélites estrangeiros para trafegar suas operações. “Isso é desconfortável para os militares”, disse o presidente da Telebras.
Para Bonilha, o fato de o país não ter um satélite próprio faz com que o governo não tenha controle do equipamento. ”Isso é um problema de segurança em determinadas situações críticas”, avaliou. Ele considera “recorde” o tempo desde o início da concepção do projeto, em 2011, até hoje.
A responsabilidade do satélite é da Visiona Tecnologia, constituída pela Embraer e pela Telebras, que já está negociando os contratos com a Thales Alenia, escolhida para construção do satélite, e a Arianespace, que cuidará do lançamento. Segundo Bonilha, além do preço, as condições de transferência de tecnologia foram consideradas como critério para a escolha da empresa responsável pela construção.
Fonte - Agência Brasil  04/09/2013

Síria: pesquisa aponta que norte-americanos não querem ataque

Internacional

Portal EBC
foto ilustração - público
A maioria dos cidadãos dos Estados Unidos é contra os planos do presidente Barack Obama para
realizar ataques aéreos contra a Síria. Segundo pesquisa divulgada pelo jornal Washington Post e a emissora ABC, 59% dos entrevistados rechaçam a operação bélica; contra 36% que apoiam a atitude.
Quando perguntados se os Estados Unidos devem intervir na Síria junto com o Reino Unido e a França, a porcentagem de oposição cai para 51% e a de apoio sobe para 46%.
Os números mostram ainda que cerca de sete em cada 10 cidadãos norte-americanos consideram que Washington e seus aliados não devem fornecer armas letais aos grupos armados que tentam derrotar o governo de Assad. Outro dado revelado é que 60% dos entrevistados defendem que a Casa Branca precisa de apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) antes de intervir.
A pesquisa foi feita por telefone de 28 de agosto a 1 de setembro deste ano. Foram consultados 1.012 adultos por celular e telefone fixo. A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos.
* Com informações da Prensa Latina e Agência Lusa
Fonte - EBC  04/09/2013

Vice-ministro diz que Síria vai reagir em caso de ação militar

Internacional

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil
EBC
Brasília – O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria (o equivalente às Relações Exteriores no
Brasil), Fayçal Moqdad, disse hoje (4) que, mesmo em meio à ameaça de ação militar pelos Estados Unidos, deflagrando o que ele classificou como 3ª Guerra Mundial, o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, não vai se render.
"O governo sírio não vai mudar de posição mesmo que haja uma 3ª Guerra Mundial. Nenhum sírio pode sacrificar a independência do seu país", disse Moqdad. "A Síria, nos termos da Carta das Nações Unidas, tem o direito de reagir à agressão que não tem justificativa à luz do direito internacional", acrescentou.
Moqdad disse que o país adotou todas as medidas para se defender em caso de ataque. "Os Estados Unidos e seus aliados mobilizam países amigos para uma agressão à Síria. Creio que a Síria tem também o direito de mobilizar seus aliados e de receber apoio deles.”
O vice-ministro destacou que o Irã, a Rússia, a África do Sul e países árabes “recusaram essa agressão e estão prontos a enfrentar a guerra que vai ser declarada pelos Estados Unidos e seus aliados na Síria". "Se a França quer apoiar a Al Qaeda e a Irmandade Muçulmana, como fez no Egito e em outras regiões, acabará por fracassar na Síria."
Perguntado sobre a disposição do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de apoiar uma ação militar, se o Conselho de Segurança das Nações Unidas apoiar essa intervenção, o vice-ministro disse que os russos não mudaram de posição. "A posição da Rússia não mudou. É uma posição responsável de um país amigo que está a favor da paz."
A oposição síria e vários países ocidentais acusam o regime de Assad de usar armas químicas em ataques no último dia 21, nos arredores de Damasco, matando mais de mil pessoas. O conflito na Síria, que ocorre desde março de 2011, provocou mais de 100 mil mortes.
Fonte - Agência Brasil  04/09/2013

Rússia investirá € 500 bi em armamentos

Internacional

Dmitri Rogozin afirmou que está na hora de o país se preparar para grandes desafios

Diário da Russia
Até 2020, a Rússia irá investir € 500 bilhões em compras de armas e outros € 100 bilhões na atualização tecnológica nas empresas fabricantes de produtos militares. A informação foi divulgada pelo Vice-Primeiro-Ministro russo, Dmitri Rogozin, ao falar sobre o futuro do poderio bélico do país.

Rogozin, que tem entre as suas atribuições a tarefa de supervisionar as Forças Armadas, disse que os grandes desafios da Rússia no século XXI estão na Ásia e na região do Oceano Pacífico. Ele declarou ainda que a União Europeia também está consciente desta questão e, por isso, está levando estes fatos em consideração.O poderio bélico da Rússia será ampliado
Em relação à Rússia, o vice-primeiro-ministro disse que não há mais tempo a perder e que chegou a hora de o país se preparar para superar os grandes desafios da atualidade e do futuro próximo. Daí, a decisão por macro investimentos no setor de armas e equipamentos militares.
Fonte - Diário da Russia  04/09/2013

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Câmara aprova PEC que institui voto aberto em todas as votações


A proposta de emenda à Constituição que determina o voto aberto nas votações do Congresso, de assembleias legislativas, da Câmara Legislativa do Distrito Federal e das câmaras municipais foi aprovada por unanimidade. Apenas o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, não se posicionou, já que, regimentalmente, não pode votar. A matéria agora segue para o Senado

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de hoje (3), em segundo turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 349, que institui o voto aberto em todos os processos de votação no Congresso Nacional, nas assembleias legislativas, na Câmara Legislativa do Distrito Federal e nas câmaras municipais. Foram 452 votos a favor, nenhum contra e 1 abstenção, que foi a do presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que regimentalmente não pode votar.
Apresentada em 2001, pelo então deputado Luiz Antônio Fleury, à PEC foram acrescentadas outras seis propostas que também tratavam da questão de votações abertas. Na comissão especial, a PEC foi relatada pelo então deputado e hoje ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que apresentou um substitutivo para estabelecer votações abertas nos três níveis do Legislativo. Na comissão, a matéria foi aprovada em 15 de dezembro de 2004. No plenário da Câmara foi aprovada, em primeiro turno, em 5 de setembro de 2006, por 383 votos a favor, nenhum contra e quatro abstenções.
A proposta de emenda à Constituição aprovada na noite de hoje pelos deputados acrescenta dois parágrafos ao Artigo 47 da Constituição. O primeiro estabelece que é vedado o voto secreto nas deliberações do Congresso Nacional, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Já o segundo diz que o disposto no parágrafo anterior se aplica também às assembleias legislativas dos estados, à Câmara Legislativa do Distrito Federal e às câmaras municipais.
Após a aprovação da PEC, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), informou que encaminhará a matéria ao presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), na manhã desta quarta-feira e que vai conversar com ele para pedir agilidade na votação da matéria.
Henrique Alves informou que, paralelamente à tramitação da PEC no Senado, continuará em análise na Câmara a PEC que institui o voto aberto nos casos de cassação de parlamentares. Segundo ele, a proposta poderá ser votada no plenário a partir do próximo dia 18, em primeiro turno, e uma semana depois em segundo turno para ser promulgada e começar a valer.
De acordo com Henrique Alves, a aprovação da PEC é uma resposta à sociedade após a manutenção do mandato do deputado Natan Donadon (sem partido-RO). “Foi uma decisão das mais importantes da história do Parlamento. Pelos nossos cálculos, a PEC 196 [que institui voto aberto nos processos de cassação] poderá ser votada no dia 18 e ser promulgada, porque já foi aprovada pelo Senado. Será mais rápido o processo dessa PEC”, disse.
A Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto vinha pressionando, há muito tempo, para que a PEC 349 fosse colocada em votação, mas com a absolvição do deputado Donadon pelo plenário, em votação secreta, líderes partidários deram início a um movimento que culminou com a aprovação da proposta na noite de hoje pela unanimidade dos deputados presentes à Câmara.
Fonte - Agência Brasil  03/09/2013

Padilha: faltas no primeiro dia mostram que país precisa de médicos estrangeiros

Saúde

Yara Aquino

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje (3) que a falta ao primeiro dia de trabalho dos brasileiros selecionados para o Programa Mais Médicos reforça a necessidade de trazer profissionais de outros países. No Distrito Federal, por exemplo, dos 15 médicos brasileiros escolhidos, apenas nove se apresentaram ontem (2), para iniciar suas atividades. Em Porto Alegre, oito dos 13 profissionais brasileiros selecionados foram trabalhar.
Segundo o ministro, isso revela o drama que municípios e estados têm cotidianamente quando fazem processos de seleção de médicos. "E só reforça o diagnóstico de que o Brasil tem um número insuficiente de profissionais médicos diante de um mercado muito aquecido. Isso é mais grave ainda para as unidades básicas [de saúde]”, disse Padilha.
“O que aconteceu na chegada dos médicos brasileiros, ontem, só reforça a importância de termos estratégias as mais variadas para trazer mais médicos de outros países", afirmou o ministro.
Perguntado se a desistência de médicos indica a possibilidade de sabotagem ao programa federal, Padilha respondeu que tal atitude seria uma perversidade. “Se for, é uma perversidade quase inimaginável. Todos os filtros foram feitos para que participasse [do Mais Médicos] apenas quem realmente tivesse interesse”.
O ministro informou que os médicos brasileiros têm até o dia 12 deste mês para se apresentar e começar o atendimento. Os que não iniciarem o trabalho até lá serão excluídos do programa. As secretarias municipais que comunicarem desistência de médicos selecionados até amanhã (4) poderão ofertar a vaga ainda neste mês, o segundo para seleção de profissionais para o Mais Médicos. Segundo ele, ao longo do dia de hoje, a Ouvidoria Ativa do Ministério da Saúde entrará em contato com as secretarias municipais e os médicos para confirmar as desistências.
“Se todos os profissionais selecionados pelo Mais Médicos comparecerem até o dia 12 de setembro, 4 milhões de brasileiros que não tinham médicos passarão a ser atendidos”, enfatizou Padilha, que falou também sobre o caso de um médico suspeito de ter mutilado e causado lesões corporais em pelo menos 15 mulheres em Manaus, que foi selecionado para atuar em Águas Lindas de Goiás. O fato foi noticiado pelo jornal Correio Braziliense. Segundo Padilha, a prefeitura do município foi notificada e o início das atividades do médico foi suspenso para que a situação seja esclarecida.
“Ele entrou no Mais Médicos porque o [registro no] CRM [Conselho Regional de Medicina] dele está ativo, apesar dessa suspeita .Já no dia de hoje, buscamos notificar o CRM para saber o procedimento que está sendo feito e ver como lidar com o caso desse profissional”, esclareceu o ministro.
Padilha ainda disse que não será aceita qualquer tentativa de profissionais ou secretarias de Saúde de mudança na carga horária de trabalho de 40 horas semanais dos médicos participantes do programa. Em Alagoas, médicos foram excluídos do programa por proporem uma jornada menor que a fixada pelo Mais Médicos.
Fonte - Agência Brasil  03/09/2013

Problemas nos trens e no BRT provocam transtornos no transporte público do Rio

Transportes

Da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro – Milhares de passageiros dos trens urbanos que ligam o centro às zonas norte e oeste e dos
ônibus BRT, que fazem a ligação Barra da Tijuca – Santa Cruz, na zona oeste, tiveram uma manhã de caos. Vinte e sete estações da Supervia, concessionária que administra o serviço, ficaram fechadas por mais de uma hora e os ônibus do BRT só voltaram a circular quatro horas depois dos horários previstos.
Um trem do ramal de Santa Cruz enguiçou antes de chegar na Estação de Engenho de Dentro. Os passageiros foram obrigados a descer e caminhar pelos trilhos. Indignados, muitos fizeram um protesto pacífico, colocando camisetas e mochilas sobre os trilhos. Na estação vizinha, de Quintino Bocayuva, alguns passageiros atearam fogo na cabine de uma composição. As chamas se espalharam antes da chegada dos bombeiros, mas ninguém ficou ferido.
Muitas pessoas, vindas da zona oeste e da Baixada Fluminense que desembarcavam na Central, se queixavam da demora no atendimento por parte da Supervia no momento do acidente. Algumas delas disseram que demoraram mais de duas horas para chegar no centro da capital fluminense.
"Eu saí de Nilópolis - Baixada Fluminense - às 8h e só consegui chegar aqui no centro às 10h30. Esses problemas nos trens tem sido cada vez mais recorrentes. Aí, depois, as pessoas ficam chamando os passageiros de vândalos", disse o vigilante Jeferson Oliveira.
A comerciante Natália Dias, que deveria estar às 8h no centro para o seu primeiro dia no novo emprego, se queixou da falta de informações. "Nós ficamos quase 20 minutos com o vagão fechado sem qualquer tipo de informação. Nós utilizamos esse meio de transporte justamente pela rapidez e agilidade, mas não é isso que acontece no dia a dia. Somos tratados como animais. Estamos cansados”, disse a comerciante que mora em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
A Supervia informou, em nota, que o incêndio foi controlado pelo Corpo de Bombeiros. No entanto, bombeiros e técnicos da empresa permanecem na estação para retirar a composição e liberar as linhas, que ficaram interditadas por mais de uma hora.
Ainda na nota, a Supervia diz que “não existe nenhum material inflamável nos trens e, por isso, suspeita que o fogo foi criminoso”. A empresa acrescentou que foram veiculados avisos aos passageiraos que estavam nos trens e em todas as estações a cada minuto, informando sobre a situação.
Também em nota, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos (Agetransp), informou que abriu boletim de ocorrência e enviou fiscais à Estação de Engenho de Dentro para apurar os motivos do incidente ocorrido pela manhã.
O diretor do Sindicato dos Ferroviários do Rio de Janeiro, Pedro Ricardo de Oliveira, disse que o sistema de trens está cada vez pior. “Cada vez mais o sistema está deteriorado. Cada vez mais vemos a falta de manutenção, a falta de compra de novos materiais. Se alguém está sabotando alguma coisa é a Supervia que está sabotando a população”.
No BRT, o sistema rápido de ônibus, os manifestantes interromperam a circulação na Estação Magarça, em protesto pelo número reduzido de coletivos e pela superlotação. Em nota, o consórcio BRT declarou que a ligação entre Santa Cruz e o Terminal Alvorada foi interrompida desde as 7h25 em função de uma manifestação na estação. “Passageiros deixaram a plataforma de embarque e ocuparam a canaleta de circulação exclusiva dos ônibus que operam o BRT Transoeste, chegando a danificar um ônibus articulado. O protesto provocou reflexos na pista lateral, comprometendo o trânsito em geral na região”.
Fonte - Agência Brasil  03/09/2013

Mais de 1 milhão de hectares na Floresta Amazônica poderão ser explorados por madeireiras

Meio Ambiente

Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Mais de 1 milhão de hectares na Floresta Amazônica poderão ser explorados por madeireiras a partir do ano que vem. O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) lançou, na semana passada, o terceiro edital deste ano de concessão florestal, na Floresta Nacional de Altamira, no Pará, com área de 360 mil hectares, para a exploração sustentável de madeira tropical.
Também estão abertos os editais das florestais nacionais do Crepori e do Amana, ambas no Pará, que somam 740 mil hectares. Um hectare corresponde a 10 mil metros quadrados, o equivalente a um campo de futebol oficial. As áreas abertas para exploração madeireira localizam-se na região de influência da BR-163 (Cuiabá-Santarém) e estão sob pressão do desmatamento.
O objetivo das concessões é ordenar a atividade madeireira e promover uma economia florestal de base sustentável, com madeira legal, de origem rastreada, aumentar a oferta de empregos e elevar a renda e a arrecadação regionais. “A política de concessão florestal traz a presença forte do Estado para áreas que ainda são remotas. Para que haja uma atividade de base florestal na Amazônia, é preciso tratar da questão da regularidade fundiária, que é um ponto crítico”, disse o diretor de Concessão Florestal e Monitoramento do SFB, Marcus Vinicius Alves.
“O processo de desordenamento territorial, que gera grilagem e desmatamento, está associado à falta de gerenciamento dessas áreas. Como o governo é o maior detentor de terras na Amazônia, cabe a ele gerir essas áreas. E a melhor gestão para uma floresta é pelo manejo florestal. O governo faz isso por meio de terceiros pela via da concessão”, explicou Alves.
Para que se tornem concessionários, os empresários têm de participar de uma concorrência pública que inclui as propostas técnica e do preço a ser pago pelo metro cúbico de madeira retirada. A proposta técnica é composta por critérios como a implantação de um sistema de gestão e desempenho de qualidade das operações florestais, o grau de processamento local do produto, o uso de inovações tecnológicas e os investimentos para a comunidade local. Os contratos de concessão em terras públicas da União têm validade de 40 anos.

Os maiores desafios nos processos de licitação são problemas com documentos, dificuldade dos madeireiros de se desvincular das práticas ilícitas e incapacidade técnica e gerencial para contratar com o governo federal. “Existe uma resistência de parcela razoável do setor madeireiro em se legalizar porque a legalização implica uma série de compromissos. Uma empresa, para ser concessionária, precisa estar regular com a Receita Federal e a Estadual, com a Delegacia Regional do Trabalho, com a Justiça”, disse Alves.
Atualmente, o SFB tem 200 mil hectares sob concessão florestal. As concessões das florestas nacionais do Jamari, em Rondônia, e de Saracá-Taquera, no Pará, já estão em operação. Os contratos da Floresta Nacional de Jacundá, também em Rondônia, foram assinados, mas ainda estão na fase de implantação, em que os concessionários fazem inventário florestal e plano de manejo. Até o ano passado, 85 mil metros cúbicos foram extraídos e R$ 5,5 milhões pagos pela madeira ao governo federal.
A extração sustentável da madeira prevê que se corte uma média de cinco árvores das cerca de 500 árvores que existem em 1 hectare. Como o ciclo de corte tem duração entre 25 e 30 anos, apenas depois desse período as toras poderão ser extraídas no mesmo local. As espécies mais comuns são maçaranduba, jatobá, muiracatiara-rajada, angelim-vermelho e roxinho.
Os concessionários arcam com os custos de operação com equipamentos e com a manutenção de estradas, por exemplo. A Amata é uma das empresas concessionárias que atuam na Floresta Nacional de Jamari, em uma área de 46 mil hectares, com produção anual de 20 mil metros cúbicos de tora. Segundo o presidente da empresa, Roberto Waack, o investimento tem girado em torno de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões por ano nos últimos três anos. A Amata atua em toda a cadeia da madeira – da produção até a comercialização.

“Acreditamos no retorno do investimento no médio e longo prazos, especialmente se as condições de mercado forem mais justas. Enquanto o setor continuar competindo com a madeira ilegal, terá retornos baixos,” disse Waack. A Amata exporta entre 60% e 70% do que produz e gera 100 empregos diretos e indiretos na concessão.
Apesar do pouco tempo de implantação das concessões – três anos –, o balanço do SFB é positivo. Observou-se uma redução do número de invasões florestais e do desmatamento nessas regiões. “Há pessoas operando e tomando conta dessas áreas. Temos que fazer da floresta um ativo que gere emprego e renda para as sociedades locais”, ressaltou Marcus Vinicius Alves.
Fonte - Agência Brasil  03/09/2013

Segundo veículo do Aeromóvel deve chegar em setembro

Mobilidade

G1 RS
foto ilustração - trensurb
O segundo veículo do aeromóvel de Porto Alegre está 84% concluído, segundo a fornecedora T’Trans, que conduz a fabricação do equipamento em sua unidade em Três Rios, no Rio de Janeiro. A previsão é de que o veículo chegue à capital gaúcha ainda em setembro.
Conhecido como A200, o veículo terá capacidade para transportar até 300 pessoas por viagem e irá funcionar alternadamente com o A100, com capacidade para 150 passageiros, conforme a demanda.
Conforme a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb), o A200 recebe a instalação de portas e dos sistemas de comunicação e eletroeletrônicos informatizados, além da configuração dos softwares operacionais que integram o sistema.
O diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper, destaca que o veículo articulado atenderá a crescente demanda de usuários que utilizam o sistema. "A partir de novembro, com a automação completa do aeromóvel, a prestação de serviço será ampliada e funcionará durante todo o horário de operação do metrô", diz.
O primeiro aeromóvel, que liga a Estação Aeroporto do trem ao Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho, presta serviço das 10h às 16h, de segunda a sexta-feira, sem cobrança de passagem.
Com 23.438 usuários transportados, 1.212 viagens e 987 quilômetros percorridos até o dia 31 de agosto, o sistema em via elevada realiza, no momento, viagens em modo de operação assistida desde sua inauguração, em 10 de agosto. Com a construção do veículo A200, o projeto atinge a marca de 98,4% de conclusão, sem apresentar falhas técnicas durante todo o período de testes, que deve se estender até meados de novembro, como informa a Trensurb.
Cobrança
Quando a operação plena tiver início, os usuários que embarcarem no aeromóvel no terminal junto ao aeroporto irão adquirir a passagem de R$ 1,70, que dará direito ao transporte na linha do trem sem cobrança adicional. Da mesma forma, quem desembarcar na Estação Aeroporto da Trensurb poderá utilizar o aeromóvel para se deslocar até o aeroporto sem pagar nova tarifa.
Fonte - Revista Ferroviária  03;09/2013

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Dilma convoca ministros para reuniões de emergência

Política

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil
EBC
Brasília - A presidenta Dilma Rousseff convocou ministros, na manhã de hoje (2), para duas reuniões de emergência no Palácio do Planalto a fim de tratar de denúncias de espionagem dos Estados Unidos sobre ela e assessores diretos, divulgadas nesse domingo (1º) no programa Fantástico, da TV Globo.
A primeira reunião começou por volta das 10h e teve a presença dos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito, e da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho. A segunda, logo em seguida, teve, além de Cardozo, os ministros das Comunicações, Paulo Bernardo, da Defesa, Celso Amorim, e das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado.
Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência, as duas reuniões já terminaram. Nenhum dos ministros falou. Desde que as informações começaram a ser divulgadas, em junho, os ministros das Comunicações e da Justiça manifestaram preocupação com as denúncias, consideradas atos contra a liberdade dos cidadãos e a soberania nacional.
Hoje, o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, foi ao Itamaraty prestar esclarecimentos sobre o tema ao chanceler Figueiredo Machado. Depois da reunião, Shannon saiu sem falar com a imprensa e Figueiredo Machado foi para a reunião com Dilma e outros ministros.
Fonte - Agência Brasil  02/09/2013

Profissionais do Mais Médicos começam a trabalhar hoje em 454 municípios

Saúde

Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os profissionais formados no Brasil inscritos no Mais Médicos, começam hoje (2) a atuar em 454
municípios de todo o país. O objetivo do programa é levar médicos para atender a população em unidades básicas de saúde do interior dos estados e em periferias de grandes cidades, onde há carência de profissionais de saúde.
Nesta primeira etapa estão incluídos os 1.096 médicos com diplomas do Brasil. Os 682 estrangeiros ou médicos formados no exterior estão em fase de treinamento e avaliação e devem começar a trabalhar no dia 18 de setembro. Ao todo, 3.511 cidades haviam solicitado 15.450 profissionais.
De acordo com o Ministério da Saúde, os médicos com diploma do Brasil tiveram prioridade nas vagas. As remanescentes foram oferecidas primeiramente a brasileiros graduados no exterior e em seguida a estrangeiros, que atuarão com autorização profissional provisória, restrita à atenção básica e nas regiões onde serão alocados pelo programa.
O ministério vai recepcionar os médicos que atuarão no programa em seis capitais: Belo Horizonte, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro.
Além da contratação de profissionais, o governo federal vai investir, até 2014, R$ 15 bilhões na expansão e na melhoria da rede pública de saúde de todo país. Desse montante, R$ 7,4 bilhões já estão contratados para a construção de 818 hospitais, 601 unidades de Pronto Atendimento e 16 mil unidades básicas de Saúde.
Fonte -  Agência Brasil  02/09/2013

Paralisação de ônibus afeta mais de 350 mil passageiros em São Paulo

Transportes

Foto ilustração - pregopontocom
Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Quase 500 ônibus deixaram de circular nas zonas oeste e sul da capital paulista desde as 6h de
hoje (2). Segundo a São Paulo Transportes S/A (SPTrans), a paralisação afeta 350 mil passageiros apenas na zona sul.
A causa da interrupção dos serviços na empresa Cidade Dutra, na zona sul, é uma manifestação contra reintegração de posse, que prejudicou a saída da frota de 450 ônibus, responsáveis pelo atendimento a 41 linhas. O Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado e está cobrindo 16 linhas, com 221 ônibus.
Na zona oeste, na empresa Oak Tree, há uma greve dos funcionários, que protestam por questões salariais. A paralisação afetou nove linhas com 83 ônibus. O Paese disponibilizou 45 veículos para oito linhas.
Fonte - Agência Brasil  02/09/2013

DILMA É VITIMA DA ESPIONAGEM DA NSA


A NSA  dos EUA espionou de maneira direta e objetiva a Presidenta do Brasil Dilma Rousseff e seus
assessores.Na apresentação interna da NSA,a espionagem é intitulada como "filtragem inteligente de dados".Em documentos,de junho de 2012, revela que a espionagem  foi com o objetivo de "melhorar a compreensão dos métodos de comunicação e dos interlocutores da presidenta do Brasil e seus principais assessores"
Ministro diz que o Brasil ira cobrar explicações do Gov. dos EUA sobre o episódio

domingo, 1 de setembro de 2013

O CAPITALISMO DE COMPADRES - Dick Cheney deu contratos no valor de US$ 39,500 milhões na guerra do Iraque

Internacional

Marco Antonio Moreno
Editor de El Blog Salmon

A guerra pelo petróleo
Após dez anos de guerra no Iraque, uma recente análise dos custos financeiros lança luz sobre as empresas
que fizeram mais dinheiro em o lucrativo negócio de guerra na prestação de serviços no Iraque desde que as operações militares, construção de infra-estrutura e alimentar as tropas. Essas empresas (todos os particulares, até mesmo soldados) receberam 138 bilhões de dólares e havia dez empreiteiros responsáveis ​​por 52 % dos fundos, de acordo com este relatório da Financial Times. Muitos dos negócios foram concedidos, sem qualquer licitação aberta as empresas concorrentes na indústria,diretamente para os amigos da administração Bush. De acordo com a Bloomberg, vários escândalos agora são investigados como a renovação de um contrato em 2010 para 568.000 mil dólares americanos para fornecer abrigo, comida, água e banheiro para as tropas no Iraque
Análise do Financial Times mostra que duas empresas beneficiaram da guerra com os contratos de pelo menos US$72 bilhões, e a mais beneficiada com ganhos foi a Kellogg Brown & Root, subsidiária da Halliburton dirigida pelo vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, com US$39,500 milhões, o que demonstra o "capitalismo de compadres", em que se corrompeu a atual economia. A nota do Anna Fifield fornece dados mais relevantes,como esta: "No Iraque, os Estados Unidos contrataram mais empresas privadas do que em qualquer outro conflito anterior e muitas vezes estavam no solo mais empresas privadas contratadas do que os próprios militares". O curioso é que todas essas despesas foram feitas por conta do Estado,ou seja,os contribuintes,mas os lucros foram sempre para as grandes empresas privadas.Não admira que a dívida pública dos EUA foi de US$6 para US$16 bilhões de dólares em dez anos,enquanto as empresas que participaram da guerra enriqueceram.
É claro que todas as empresas justificam e defendem o seu envolvimento "com honra e sacrifício, num ambiente hostil,complexo,ambíguo e imprevisível da guerra", como diz Marianne Gooch, porta-voz da Kellogg Brown & Root, que a empresa preparou,serviu mais de um milhão de refeições, e fez o abastecimento de mais de 25 bilhões de litros de água e 265 toneladas de gelo. Quando em 2011 o governo dos EUA começou a ajustar os cortes orçamentais,considerou os pagamentos excessivos e injustificados a KBR , especialmente quando se tornou o único fornecedor nesta área com uma grande concorrência. KBR também tinha contratos de serviços de engenharia e construção.Ao forçar a austeridade após a crise financeira em 2008 foi  forçado a rever com mais detalhes os contratos por isso para muitas empresas, a guerra terminou em dezembro de 2011, com a retirada das tropas. No entanto, ainda há no Iraque mais de 14 mil empresas prestadoras de serviços e 5.500 seguranças .
Se a guerra no Iraque foi um produto de uma gigantesca mentira (armas biológicas de destruição em massa de Saddam Hussein), é obvio que tudo nesta guerra é uma mentira e que tudo está contaminado pela corrupção.Isso é o que a Comissão bipartidária do Congresso dos EUA  investiga, que aponta para o  Departamento de Defesa da época de Bush como o principal motor da corrupção: contratos fechados secretamente,por somas estratosféricas e custos nunca estimados como o das vidas humanas,que disparou o custo da guerra ao US$ 3 bilhões dólares como disse Joseph Stiglitz em 2008, mas agora diz que os custos da guerra no Iraque estão apenas começando . Isso faz lembrar a frase de Bush de que "a guerra seria breve", e do seu ministro da Defesa, Paul Wolfowitz, quando em março de 2003 disse ao Congresso dos EUA que "trata-se de um país que pode financiar rapidamente reconstrução ". Dez anos após estas palavras, todos concordam que essa visão estava totalmente errada.
Outros fatos relevantes da Guerra do Iraque foi o envolvimento de bancos.A guerra do Iraque foi inteiramente financiada com crédito privado e foi tal o movimento de fluxos de bancos europeus e norte-americanos para as empresas envolvidas na guerra, que os bancos (europeus e americanos) não conseguiram cumprir seus compromissos com a África, a Ásia e outros países europeus. Os bancos escolheram para fornecer financiamento a empresas da primeira economia mundial por oferecerem menos riscos e retornos mais elevados. Embora os Estados Unidos não precisem de pedir dinheiro emprestado, pois podem imprimir diretamente e em grande quantidade,como tem deixado muito claro o Federal Reserve com os resgates aos bancos,o excesso de confiança levou a um mecanismo de financiamento tortuoso que disparou a dívida pública de forma exponencial

Se a guerra no Iraque foi um escândalo em termos de corrupção política, foi também em termos financeiros com o abusivo favorecimento as empresas que apoiaram e financiaram a administração Bush. É também  um dos sinais mais claros de ineficiência global desde a privatização do petróleo do Iraque no final de 2003,o petróleo despediu-se para sempre dos US$ 20 o barril,aumentando o seu preço cinco vezes e seis vezes em uma década. A eficacia foi apenas para os quatro grandes bancos dos Estados Unidos, que com o valor mais elevado do petróleo, conseguiram aumentar a procura por dólares é a moeda usada para negociar o ouro negro em quase todo mundo.Isto consegue impedir temporariamente o colapso dos Estados Unidos com sua dívida de 16,8 trilhões de dólares.
O petróleo estatal do Iraque foi o mais barato do mundo já que seu custo de produção chegou a 60 centavos de dólar por barril em 2003. Desde a privatização,em mãos estrangeiras,o petróleo iraquiano aumentou significativamente de preço,para pagar a invasão bélica em Bagdá dos empresários amigos de Dick Cheney,o vice-presidente dos EUA. Os invasores destruíram impiedosamente o patrimônio histórico e cultural de um dos berços da civilização do mundo. Este também é o sinal mais claro de que a economia não é mais do que um "capitalismo de compadres",onde impera a corrupção,os salários secretos,a sonegação e o crime organizado. E enquanto esta situação persistir no tempo,as crises locais e globais se tornarão cada dia mais devastadoras.
Tradução e adaptação de texto - A.Luis
Fonte -  El Blog Salmon  01/09/2013 

Transporte público eficiente pode reduzir risco de morte

Mobilidade

Luan Santos
A Tarde
Eduardo Martins | Ag. A TARDE
Veículos que utilizam a calçada para estacionar prejudicam o tráfego de pedestres
Uma rede de transporte público eficiente e de qualidade pode ajudar no combate a problemas de saúde pública como acidentes de trânsito, estresse, sedentarismo e obesidade, que custam milhões de vidas por ano.
Esta foi a conclusão de um levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a relação entre mobilidade urbana, saúde e qualidade de vida.
A pesquisa foi coordenada pelo epidemiologista brasileiro Carlos Dora, 58 anos, coordenador do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, e tomou como base mais de 300 estudos de mobilidade urbana realizados em todo o mundo.
Para Carlos Dora, a explicação é simples: com um sistema de transporte público eficiente, o número de carros nas ruas vai diminuir e, consequentemente, decrescem os índices de acidentes no trânsito e emissão de monóxido de carbono - gás que causa a poluição do ar.
"O número de doenças e mortes pode ser reduzido substancialmente numa cidade que adota um sistema de transportes de alta eficiência [rápidos, limpos, com boa informação para usuários], associados a espaços protegidos para pedestres e ciclistas", defende.
Segundo a pesquisa, quem utiliza ônibus ou metrô anda, em média, entre 8 e 25 minutos a mais por dia, o que é quase o tempo mínimo indicado pela OMS (30 minutos) para gerar melhorias de saúde.
O estudo aponta, ainda, que 30 minutos de atividade física, como andar de bicicleta ou caminhar, pelo menos três vezes por semana, reduz o risco cardiovascular em 30%, além de prevenir cânceres.
Salvador
Pesquisadores locais destacam que os malefícios do trânsito já representam um dos principais problemas de saúde pública da atualidade.
Para eles, no caso específico de Salvador, há uma série de problemas que precisam ser superados para que se chegue ao "ideal" de um transporte público de qualidade.
"A prioridade nos investimentos é sempre o transporte individual e não para o público, além de pouco espaço ser destinado a pedestres e ciclistas", ressalta a coordenadora do Departamento de Transportes da Escola Politécnica da Ufba, Ilce Marília Dantas.
Entre os problemas apontados pela pesquisadora estão a ausência de uma rede de transporte público integrada e a falta de ciclovias e calçadas apropriadas: "Quando não são muito estreitas, as calçadas estão esburacadas e cheias de lixo, além de serem utilizadas como estacionamento em muitos pontos".
Segundo o médico de tráfego Armênio Santos, presidente local da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, as doenças mais comuns relacionadas ao trânsito são os problemas cardíacos e respiratórios, além de estresse, obesidade e sedentarismo.
"Pode-se, por exemplo, criar um sistema em que a pessoa pegue o ônibus, ande cerca de 200 metros e pegue um metrô. Medidas simples como esta podem reduzir em 30% o risco de se ter doenças cardíacas", completa.
Fonte - A Tarde  01/09/2013