sábado, 4 de maio de 2013

Brasil entra com atraso no rol de países produtores de veículos elétricos, diz ABVE

Carros elétricos

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Embora não seja novidade no resto do mundo, o Brasil está entrando atrasado no terreno dos veículos elétricos. A opinião é do presidente do conselho consultivo da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Jaime Buarque de Holanda. Há cerca de 13 anos, a entidade vem chamando a atenção de que seria importante o Brasil se preparar para essa transição tecnológica. “De modo geral, essa coisa não foi bem percebida aqui no Brasil”, disse Holanda em entrevista à Agência Brasil.
Foto ilustração - autolib Paris
Segundo ele, não há incentivos fiscais para o desenvolvimento do veículo elétrico no país. O Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), no caso de veículos elétricos, chega a 25%, enquanto para os carros movidos a gasolina a alíquota é até 7%. “Isso não significa que as pessoas sejam contra o carro elétrico”. Trata-se apenas, disse Holanda, de uma “inércia burocrática”, uma vez que as alíquotas do imposto dizem respeito ao tamanho da câmara de combustão (espaço em que ocorrem as explosões da mistura ar-combustível em um motor).
Ele reiterou que enquanto no mundo os países oferecem redução de impostos para as empresas desenvolverem o carro elétrico, no Brasil “só agora a ficha está caindo”. Holanda considerou importante a criação pelo governo fluminense de um grupo de trabalho para avaliar a implantação de uma fábrica de veículos elétricos no estado. Ele disse que vê na iniciativa a percepção política do momento que vive a cidade, sede de vários eventos internacionais, em querer atrair o máximo de fábricas para o Rio de Janeiro.
Do mesmo modo, ele destacou o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-Auto), dentro do Plano Brasil Maior, do governo federal, cujo objetivo é estimular o investimento na indústria automobilística nacional, por meio da inovação e da pesquisa. A estimativa é que o programa envolva, até 2015, mais de R$ 50 bilhões em investimentos no setor. O programa oferece vantagens do ponto de vista fiscal para quem fabricar carros com acionamento híbrido ou elétrico, de preferência usando etanol como combustível, disse Holanda. “É o primeiro despertar no Brasil para esse assunto”.
Alguns fabricantes vêm desenvolvendo protótipos de ônibus elétricos e híbridos no país. Existem, segundo Holanda, três famílias de veículos elétricos, que são distinguidos pela forma como equacionam a questão do motor a bordo.
A primeira são os trólebus, como os que há em São Paulo, por exemplo. São ônibus que circulam capturando energia elétrica transmitida por um cabo aéreo sobre o seu trajeto. A segunda categoria são os veículos híbridos, em que a energia elétrica é produzida a bordo, por meio de um gerador, embora continue dependendo de um combustível. Outra classificação são os veículos elétricos a bateria. Esta é recarregada quando ligada na rede elétrica.
De acordo com a ABVE, de 4 milhões a 5 milhões de carros elétricos híbridos circulam atualmente pelo mundo. Esse tipo de veículo elétrico foi o que mais rapidamente atendeu às necessidades do mercado, salientou Jaime Holanda. Seu lançamento foi estimulado pela questão ambiental em função da poluição urbana causada pela descarga dos veículos. Em relação aos veículos movidos a bateria, o peso ainda é um empecilho para que seu uso seja disseminado, bem como a autonomia. Holanda disse que uma autonomia de 150 quilômetros já é considerada, atualmente, razoável para alguns usos.
Na capital paulista, desde junho do ano passado vêm sendo testados com sucesso táxis elétricos modelo Nissan Leaf, de emissão zero. O projeto piloto chegou ao Rio de Janeiro em março deste ano, resultado de parceria entre a Nissan, a prefeitura local e a Petrobras Distribuidora. Os táxis podem ser recarregados em dois postos Petrobras, situados na Lagoa Rodrigo de Freitas e na Barra da Tijuca. A bateria tem autonomia de 160 quilômetros.
O Rio de Janeiro deverá sediar também uma fábrica de motos da Kasinski, que dará prioridade aos veículos elétricos, como scooters, bicicletas e até motos. De acordo com anúncio feito no início deste ano pela direção da empresa, em solenidade no Palácio Guanabara, a fábrica deverá ser implantada no município de Sapucaia, na divisa com Minas Gerais.
Um dos fabricantes nacionais de veículos com tração elétrica para o transporte de carga e passageiros é a Eletra, localizada em São Bernardo do Campo (SP). Holanda ressaltou, porém, que a pioneira no Brasil em termos de produção de veículos elétricos foi a Fiat que, em parceria com Itaipu Binacional e a Kraftwerke Oberhasli (KWO), produziu uma edição limitada de veículos elétricos a bateria para a geradora de energia. Outras montadoras internacionais estão trazendo modelos de veículos elétricos para o Brasil, entre as quais a Ford e a Toyota.
Jaime Holanda acredita que os incentivos dados pelo governo podem acelerar o processo de produção de veículos elétricos no país. A expectativa é que isso já esteja ocorrendo daqui a quatro anos. Para o cidadão, a principal vantagem é que ele é mais barato por quilômetro, disse. “A conta de energia é um terço ou um quarto menor (em relação ao combustível)”. Reconheceu, entretanto, que no início do processo, o custo do veículo elétrico no Brasil ainda é alto, situando-se, em média, em cerca de R$ 200 mil. Os impactos positivos indiretos incluem eficiência e menor poluição.
Estudo da ABVE prevê que em 2020, a venda de veículos elétricos terá participação de 25% no mercado nacional automotivo, sendo 12% híbridos, 10% híbridos plug in (com maior capacidade de baterias a bordo que podem ser recarregadas a partir da rede elétrica) e 3% a bateria.
Fonte - Agência Brasil  04/05/2013

Curitiba é a primeira cidade do país a produzir ônibus elétrico

Transportes

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A capital do Paraná, Curitiba, foi pioneira no país na produção de ônibus elétricos para transporte coletivo. No município já estão em operação 30 veículos hibribus, ônibus movidos por dois motores, um deles abastecido por energia elétrica e outro, por biodiesel. Esse é o primeiro ônibus híbrido produzido pela Volvo no Brasil, por encomenda da prefeitura de Curitiba. O investimento, porém, foi feito pelas empresas privadas do setor de transporte urbano.
Foto - ilustração
A operação desses veículos começou em setembro do ano passado em linhas alimentadoras, que têm muitas paradas. Segundo informou à Agência Brasil a assessoria da empresa Urbs-Urbanização de Curitiba, responsável pelas ações estratégicas de planejamento, operação e fiscalização que envolvem o serviço de transporte público na capital paranaense, o ônibus híbrido é mais eficiente quanto maior for o número de paradas, porque a cada frenagem ele recarrega a bateria.
Além de ser menos poluente, o ônibus elétrico é silencioso, porque o motor elétrico é usado no arranque, etapa que provoca mais barulho nos ônibus convencionais. O silêncio é uma das vantagens que o ônibus elétrico apresenta em relação aos veículos convencionais, além do conforto que oferece ao motorista e aos passageiros, ressaltou o condutor José Osnir, da Auto Viação Marechal, que dirige um desses ônibus. “É bem melhor que os outros ônibus (convencionais) porque o sistema de câmbio é automatizado. É silencioso e confortável. Cansa menos. E o pessoal (passageiros) está gostando”, disse à Agência Brasil.
O motor a biodiesel entra em funcionamento em velocidades superiores a 20 quilômetros por hora, e é desligado quando o veículo está parado. O ônibus consome 35% menos combustível e mostra redução de 35% na emissão de gás carbônico, em relação a veículos com motores Euro 3 (norma europeia para controle da poluição emitida por veículos motores). Oferece também redução de 80% de óxido de nitrogênio (NOx) e de 89% de material particulado (fumaça).
O hibribus foi lançado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho de 2012 no Rio. Atualmente, os 30 ônibus híbridos percorrem cinco linhas, uma circular e quatro convencionais, bairro a bairro, que cortam toda a cidade. Essas linhas juntas transportam cerca de 20 mil passageiros/dia. Os ônibus elétricos têm capacidade para 85 passageiros cada.
No Rio de Janeiro, foi publicado no Diário Oficial do dia 16 de abril decreto criando o GT Veículos Elétricos. Trata-se de um grupo de trabalho que irá avaliar a implantação de uma fábrica de veículos elétricos no estado. O GT será coordenado pelo Programa Rio Capital da Energia, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedeis). A próxima reunião do grupo está programada para a primeira semana de maio.
Várias secretarias estaduais terão representantes nesse grupo, além empresas Nissan do Brasil, Petrobras, Light, Ampla e a Agência de Promoção de Investimentos do Rio de Janeiro (Rio Negócios).
A Coordenadora do Programa Rio Capital da Energia, Maria Paula Martins, informou à Agência Brasil que a ideia do grupo de trabalho é estudar a infraestrutura necessária para viabilizar o uso de carros elétricos no Rio. “A partir desse estudo é que seria viabilizada conjuntamente uma fábrica da Nissan, que vai produzir carros elétricos. A Nissan é pioneira nesse tipo de veículos no mundo. O governo do estado não teria participação nessa fábrica. O investimento é privado”, disse ela.
Os investimentos se aproximam de R$ 400 milhões. Maria Paula destacou que ainda não há uma localização ideal prevista para a construir a fábrica. ”Essa localização só será identificada a partir dos estudos que demonstrarem a infraestrutura necessária a ser implementada”. Poderão ser concedidos incentivos pelo governo fluminense nos mesmos moldes dos que foram dados a outras montadoras, como o financiamento de parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) durante o período do investimento.
Para a coordenadora do Programa Rio Capital da Energia, a principal vantagem que o veículo elétrico apresenta é que não é poluente, não consome um combustível fóssil, não emite gases, é silencioso e pode ter um custo competitivo.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financia de forma diferenciada a aquisição de ônibus híbridos e elétricos produzidos no país, dentro da linha Finame, voltada para a compra de máquinas e equipamentos nacionais. Esse tipo de veículo começou a ser financiado pelo banco em 2012. De lá para cá, as operações aprovadas somam empréstimos no valor de R$ 140 milhões. Não há limite estabelecido para os financiamentos à compra desses veículos pelas empresas, informou a assessoria de imprensa do BNDES.
Fonte - Agência Brasil  04/05/2013

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Portugal anuncia corte de 30 mil cargos públicos

Da Agência Brasil *

Brasília - O governo português vai demitir 30 mil funcionários públicos, anunciou hoje (3) o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. A medida faz parte do pacote de austeridade que visa a equilibrar as contas do país europeu. A expectativa é cortar 4,8 bilhões de euros de despesas até 2015.
Em pronunciamento ao país, o primeiro-ministro disse que as demissões são necessárias para o cumprimento das metas orçamentárias nos próximos anos. “O plano de rescisões de mútuo acordo, ajustado às necessidades técnicas da administração pública. O que por sua vez conduzirá a uma diminuição do número de efetivos. Este plano - que recordo será de mútuo acordo - deverá ser acompanhado por um novo processo de reorganização dos serviços implicando uma redução natural das estruturas. Combinando o novo sistema de requalificação da administração pública, com o plano de rescisões, estimamos abranger cerca de 30 mil funcionários”, disse o primeiro-ministro.
Outras medidas anunciadas são corte de 10% nas despesas dos ministérios em 2014, mudanças na idade de aposentadoria de militares e policiais, aumento da jornada do funcionalismo de 35 horas para 40 horas por semana e aplicação de imposto sobre as pensões.
Fonte - Agência Brasil  03/05/2013

Motoristas de ônibus do Rio vão ter conduta no trânsito monitorada

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A busca por maior segurança no trânsito levou a prefeitura carioca a criar o Programa de Monitoramento e Controle de Conduta dos Motoristas de Ônibus. O decreto que oficializa a iniciativa foi publicado hoje (3) no Diário Oficial do Município.
foto ilustração - skyscrapercity.
O programa pretende “aperfeiçoar, controlar e fiscalizar a atuação dos motoristas de ônibus, de modo a garantir maior qualidade na prestação do serviço e promover a segurança dos usuários e de terceiros”. Somente no período de 30 de abril até a manhã de hoje, três ciclistas foram atropelados por ônibus na cidade. Um deles morreu.
O decreto estabelece que os 18 mil motoristas que trabalham atualmente nas empresas de transporte coletivo em operação na capital fluminense e os que vierem a ingressar no sistema terão de passar por um programa de treinamento e reciclagem que deverá ser oferecido pelas concessionárias de ônibus no prazo de até um ano, a contar desta sexta-feira. O planejamento e conteúdo dos cursos terão de ser submetidos à secretaria dentro de 30 dias, de acordo com o decreto.
As concessionárias terão de implantar também um sistema de controle que permitirá à prefeitura conhecer todas as infrações cometidas pelos motoristas durante o trabalho. O sistema deverá identificar a natureza da infração e o condutor do veículo infrator, informou a secretaria por meio da assessoria de imprensa. Após treinamento específico, 100 guardas municipais auxiliarão na fiscalização.
As empresas terão prazo até 30 dias para submeter o sistema de gerenciamento da conduta dos motoristas à aprovação do órgão, que definirá as penalidades para os infratores, incluindo a demissão. A empresa que não cumprir as normas estabelecidas poderá perder a concessão.
Fonte - Agência Brasil  03/05/2013

Melhora da situação dos reservatórios aumenta possibilidade de desligamento de térmicas mais caras

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Com a melhora da situação dos reservatórios do país, o Operador Nacional do Sistema (ONS) considera cada vez mais provável o desligamento das usinas térmicas mais caras, que geram energia a partir de óleo diesel. A decisão deverá ser tomada na reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, prevista para a próxima quinta-feira (9).

Levantamento mais recente do ONS, divulgado nessa quinta-feira (2), informa que os reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste – usadas como referência por concentrarem mais de 70% dos reservatórios do país – estavam com 62,6% da capacidade. Apesar de o percentual estar abaixo do registrado no mesmo período do ano passado (76,09%), ele está bem acima do registrado em 2001, pior ano da série histórica (32,18%).

Segundo a entidade, as perspectivas são boas porque, historicamente, em situações como a atual, a demora do início do período de chuvas (em geral previsto para novembro) resulta também em atraso para o final do período (abril). Portanto, argumentam os técnicos do ONS, há boas possibilidades de as chuvas continuarem neste mês de maio.
Fonte - Agência Brasil  03/05/2013

Tecnologia de ponta - ônibus movidos a Hidrogênio

Veículos limpos - Hidrogênio

O caminho para um tráfego urbano menos poluente no Brasil pode estar mais curto graças a projetos pioneiros brasileiros de transporte coletivo e individual limpos, sem emitir poluição nem barulho.
Ministério de Minas e Energia -Veículos limpos não poluem e nem fazem barulho

O Laboratório de Hidrogênio da Universidade de Campinas (Unicamp) começou a desenvolver na década de 1990 o primeiro carro nacional elétrico movido a hidrogênio, que emite apenas água do escapamento.
Criado três anos antes, só em 2009 entrou em operação no Estado de São Paulo o ônibus movido a tração elétrica híbrida (célula de combustível a hidrogênio e baterias). Esse projeto foi financiado pelo Ministério de Minas e Energia, Finep e a GEF (Global Environment Facility)/Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).
Os ônibus paulistas conseguem rodar 300 km com hidrogênio sem reabastecer e, se for preciso, podem andar mais 40 km utilizando apenas bateria. A fumaça lançada pelo ônibus comum (a diesel) é rica em gases poluentes. Nesse processo limpo , a célula de combustível transforma energia química em energia elétrica sem haver combustão, portanto, sem poluição. Atualmente, no Corredor Metropolitano São Mateus/Jabaquara (SP), um dos quatro ônibus “verdes” já circula e transporta passageiros em período integral.
Em 2010, foi a vez de o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apresentar o primeiro ônibus movido a hidrogênio totalmente com tecnologia brasileira. Esses ônibus estarão disponíveis para o público até a Copa do Mundo de 2014, no Rio.
Atualmente, mais de 20 empresas desenvolvem, fabricam ou comercializam veículos elétricos no País.
O preço dos carros elétricos é maior do que os movidos a gasolina e/ou etanol, principalmente pelo alto custo de fabricação das baterias. Os outros inconvenientes são ocupar muito espaço dentro veículo, a baixa autonomia (exige reabastecimento após andar cerca de 200 km) e a falta de uma ampla rede de abastecimento de eletricidade.
O Brasil conta com diversos incentivos para que os consumidores utilizem veículos elétricos que, assim como os movidos a hidrogênio, são silenciosos e não poluem. Os proprietários de veículos elétricos são isentos de pagar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em sete Estados: Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe.
Em outros três (Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo) há desconto do imposto. E na capital paulista, os elétricos não estão sujeitos ao rodízio de veículos.
Fontes:
Associação Brasileira do Veículo Elétrico
Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio
Laboratório de Hidrogênio da Unicamp
Fonte - brasil.gov.br 

Alstom (Brasil) conclui 1º trem de Chennai

RF

Alstom conclui trem de Chennai

O primeiro dos 42 trens encomendados à Alstom para o metrô de Chennai, na Índia, está pronto. Feitos em aço inoxidável, os trens têm ar condicionado, espaço para passageiros com mobilidade reduzida, mapa de rota em inglês e tâmil (língua local), display LED, sistema de anúncio aos passageiros e compartimento de bagagem.

Os trens do modelo Metropolis, com quatro carros, que serão enviados para a Chennai Metro Rail Limited estão sendo produzidos na unidade da Alstom da Lapa, em São Paulo. Dos 42 trens, apenas os nove primeiros serão fabricados em São Paulo. Os outros 33 estão sendo produzidos na recém-construída unidade da Alstom em Sri City, na Índia. O fornecimento para a Índia faz parte de um contrato de € 243 milhões assinado pela empresa em 2010. O contrato contempla também troca de tecnologia entre as unidades brasileira e indiana.

A chegada do trem ao porto de Chennai está prevista para o início de junho, quando será montado e submetido por um período de testes de quatro meses.
Fonte - Revista Ferroviária  03/05/2013

UIC recebe inscrições de curso até 10 de maio

Foto - ilustração

Curso de formação sobre sistemas de alta velocidade.
A International Union of Railways (UIC) receberá inscrições para o curso de formação sobre sistemas de alta velocidade até o dia 10 de maio. O curso será realizado em Paris, na França, entre os dias 3 e 7 de junho, e tem como objetivo fornecer uma visão abrangente e promover o intercâmbio de experiências e informações sobre sistemas de alta velocidade.

O UIC Training Session on High Speed Systems, como é chamado, chega este ano a sua nona edição e já contou com mais de 250 participantes até aqui. O público-alvo são os gestores em posições de tomadores de decisão no setor de transportes, em particular de ferrovias.

Confira nos links abaixo:

Programação preliminar
http://www.revistaferroviaria.com.br/upload/2013_GeneralProgramme_THSS_June_2013.pdf
Ficha de inscrição
http://www.revistaferroviaria.com.br/upload/2013_Registrationform_THSS_June_2013.doc
Lista de Hotéis na região
http://www.revistaferroviaria.com.br/upload/Hotels_list_around_UIC_docx_2013.docx

Fonte -  Revista Ferroviária  03/05/2013

CPTM (SP) será processada por improbidade

Agência Estado
A Justiça de São Paulo aceitou denúncia feita pelo Ministério Público do Estado (MPE) sobre irregularidades na compra de trens para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Para a promotoria, as falhas configuram improbidade administrativa.
foto - ilustração
O juiz da 7.ª Vara da Fazenda Pública da capital, Emílio Migliano Neto, mandou citar o atual presidente da companhia, Mário Bandeira, além de executivos e empresas envolvidas no processo. Segundo o MPE, R$ 223 milhões foram usados na compra supostamente irregular.
A CPTM diz estar ciente do processo e afirma que o recebimento da ação pela Justiça é algo positivo: segundo a companhia, nem o Ministério Público nem o Tribunal de Contas do Estado - que também apontou a irregularidade - deram chances à companhia de se manifestar e explicar que as compra de trens "teve base legal e atendeu plenamente ao interesse público", segundo nota.
A irregularidade, segundo o MPE, ocorreu porque a CPTM usou um contrato assinado em 1995 (para compra de 30 trens) para continuar fazendo aquisição de vagões sem fazer novas licitações públicas. O problema específico foi o sexto termo aditivo a esse contrato, assinado em 2005, que garantiu a compra de mais dez trens.
Além de usar uma licitação encerrada dez anos antes do novo contrato, ainda segundo o MPE, a CPTM alterou as características dos trens que seriam comprados. O procedimento correto, sustenta a ação, seria realizar uma nova licitação pública, dando chances ao mercado de oferecer ao Estado trens com preços novos.
A Justiça aceitou a ação no último dia 17. Agora, o presidente da CPTM, outros executivos da companhia e as empresas reunidas nesses contratos terão um prazo para apresentar à Justiça suas explicações para o caso. Se foi decidido que a compra foi irregular, a Justiça pode obrigar os envolvidos a devolver ao Estado os valores gastos pela CPTM para a compra desses trens: R$ 223 milhões.
A CPTM sustenta que as compras foram feitas dentro da legalidade. "Na fase de inquérito civil, o promotor responsável do MP nem sequer convocou os dirigentes para prestar esclarecimentos, como é praxe nesses procedimentos administrativos. Agora, pela primeira vez, eles terão a oportunidade de apresentar defesa e produzir provas demonstrando a lisura de suas condutas em relação ao aditivo seis", diz a empresa em nota.
Tribunal
As irregularidades constatadas pelo Ministério Público partiram de uma auditoria feita pelo TCE, que também abriu processo por causa da compra desses trens. Ao constatar irregularidades, o tribunal comunicou a promotoria, que apurou o tema e ingressou com uma ação civil, fato que foi ressaltado pelo juiz na decisão de aceitar a denúncia.
"O Ministério Público instruiu a ação com documentos que lhe foram encaminhados pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e pela própria CPTM. Não se trata de meras alegações", destacou o juiz Migliano. A investigação do tribunal resultou em uma multa à CPTM. A companhia, no entanto, conseguiu reverter a decisão em julgamento feito pelo Tribunal de Justiça.
Fonte - Revista Ferroviária  03/05/2013

Verba de projetos de expansão da CPTM é redirecionada para publicidade...

Agência Estado
Um decreto do governador Geraldo Alckmin (PSDB) transferiu recursos de dois projetos de expansão da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para a dotação relacionada à "publicidade de utilidade pública". A mudança foi executada na segunda-feira e publicada no dia seguinte no Diário Oficial do Estado (DOE). Ao todo, no orçamento da empresa estão previstos R$ 29,5 milhões para "campanhas informativas" sobre obras nas linhas ferroviárias e "grandes eventos" da capital, como a Virada Cultural e a Fórmula 1.
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Do projeto de extensão da Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú) até o bairro de Varginha, na zona sul da capital, foram retirados R$ 5.550.735,00. Aquela região tem um terminal de ônibus bastante procurado, que reflete a atual deficiência do transporte coletivo de qualidade na área. O local tem uma média de 180 mil usuários por dia, distribuídos em 21 linhas.
O outro projeto que perdeu recursos com a decisão do governador foi o do futuro Trem Regional até Jundiaí, previsto para ligar a capital à cidade no interior. São R$ 10.949.265,00. O decreto de Alckmin, de número 59.139, ainda é assinado pelos secretários estaduais da Fazenda, Andrea Calabi, de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Julio Semeghini, e da Casa Civil, Edson Aparecido.
De acordo com a assessoria de imprensa da CPTM, a alteração prevê a transferência de parte do dinheiro destinado a esses dois projetos para campanhas informativas. Tais peças têm por objetivo informar os passageiros dos trens a respeito das constantes intervenções que vêm sendo feitas no sistema, para tentar modernizá-lo.
Também vão ser registradas "as operações especiais implementadas pela CPTM, em função de grandes eventos do calendário da cidade", como a Virada Cultural, o Réveillon da Avenida Paulista e a Fórmula 1, por exemplo. Ainda segundo a empresa, controlada pela Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, o orçamento de R$ 29,5 milhões para publicidade pode não ser "totalmente realizado" ao longo do ano.
"Esse é o limite de recursos que poderá ser aplicado, caso necessário, nos contratos de publicidade em vigor que visam à prestação de informações para os usuários", disse em nota. A CPTM foi questionada pela reportagem, mas não respondeu quanto já investiu em publicidade em 2013. A reportagem também perguntou quanto a empresa gastou com publicidade, especificamente, em cada ano desde 2011, mas não obteve nenhuma resposta.
Cronograma
Com relação aos prazos dos projetos de prolongamento da Linha 9-Esmeralda e construção do Trem Regional de Jundiaí, a CPTM informou que o "enxugamento" de recursos não vai impactar o cronograma, uma vez que os dois "estão na fase de pré-qualificação das empresas interessadas em executar as obras". Continua a nota informando que "o recurso disponível para este ano é suficiente para cobrir as despesas dessa etapa nos dois projetos".
Não foram informados na quinta-feira, 02, prazos para o início de ambas as construções. Tampouco sobre para quando estão previstas as suas conclusões. O anúncio da ampliação da Linha 9 foi feito em junho de 2011. Na ocasião, o governador disse que esse ramal ganhará duas estações: Mendes e Varginha.
Fonte - Revista Ferroviária   03/05/2013

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Rio de janeiro espera diminuir emissão de gases poluentes com melhorias nos serviços de trens

Rio espera atingir em 2016 metade da meta de redução de gases de efeito estufa emitidos por transportes

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O estado do Rio de Janeiro espera reduzir em 1,8 milhão de toneladas as emissões de gases do efeito estufa de 2014 a 2016, apenas com a ampliação e melhoria dos serviços de trens, metrô, barcas e vias exclusivas para ônibus no Grande Rio. Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, a redução equivale a quase metade dos 3,8 milhões de toneladas que o governo fluminense trens comprometeu-se a deixar de emitir no setor de transportes até 2030.
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“Isso é muito importante para a contribuição do Rio na redução das emissões que aumentam a temperatura do planeta. Mas também tem um ganho muito importante na redução da poluição sonora e da poluição do ar que acabam com os tímpanos e os pulmões da população. Os maiores vilões das poluições do ar e sonora são os carros, ônibus e caminhões”, disse Minc.
Estudo divulgado hoje (2) pela Secretaria Estadual do Ambiente mostra que a maior parte da redução dos gases será obtida com a ampliação da oferta de trens e a melhoria do serviço prometidos pela concessionária Supervia. Segundo a empresa que administra o sistema de trens da região metropolitana do Rio, espera-se ampliar de 400 mil para cerca de 1 milhão o número de passageiros atendidos por dia, até 2016.
Caso a promessa da Supervia se cumpra, a expectativa é que cidadãos fluminenses deixem de usar 40 mil carros e 8 mil ônibus, o que fará com que deixem de ser emitidas 884 mil toneladas de dióxido de carbono de 2014 a 2016.
O governo espera outra redução importante com a implantação dos corredores exclusivos para ônibus na cidade, os BRSs (faixas exclusivas para ônibus e táxis nas ruas da cidade) e BRTs (vias exclusivas para ônibus articulados). Os veículos leves sobre trilhos (VLTs), bondes que serão implantados no centro da cidade, também deverão contribuir.
Com esses sistemas, que permitem aos ônibus circularem com mais rapidez e mais passageiros, espera-se reduzir em 504 mil toneladas as emissões de dióxido de carbono no período de três anos. Cerca de 143 mil carros devem deixar de ser usados com os novos sistemas. Isso também deve permitir uma reorganização da malha de ônibus urbanos do Grande Rio, com a retirada de circulação de 1,8 mil coletivos.
A ampliação do metrô para mais uma estação da zona norte, em 2014, e para outros bairros da zona sul e para a Barra da Tijuca, em 2016, deverá tirar de circulação 88 mil carros e 2,8 mil ônibus. Como consequência, a expectativa é que o Rio deixe de emitir mais 414 mil toneladas de gases do efeito estufa.
Segundo a Secretaria Estadual do Ambiente, a ampliação do número de barcas na Baía de Guanabara também dará sua contribuição, ainda que modesta, com 33 mil toneladas de dióxido de carbono deixando de ser lançados na atmosfera. “Ainda acho que [a redução de 1,8 milhão de toneladas] é pouco. Ainda estamos atrasados. Hoje o caos do trânsito que quebra a qualidade de vida tem a ver com o número de carros e o número de ônibus”, disse o secretário.
Fonte - Agência Brasil  02/05/2013

AUTORIZADAS OBRAS DE PASSARELAS NA VIA EXPRESSA BAÍA DE TODOS-OS-SANTOS


Foto: Manu Dias/GOVBA

Assinatura de ordem de serviço para construção de passarelas na Via Expressa

Foi assinada, nesta quinta-feira (2), pelo governador Jaques Wagner e o ministro dos Transportes, César Borges, a ordem de serviço para construção de quatro passarelas na Via Expressa Baía de Todos-os-Santos, em solenidade na Avenida Heitor Dias, em Salvador, que contou ainda com a presença do secretário de Desenvolvimento Urbano, Cícero Monteiro, e do prefeito ACM Neto. As intervenções vão facilitar o acesso em pontos estratégicos da Via Expressa. Serão construídas duas passarelas na avenida Heitor Dias, uma na Barros Reis e outra na Estrada da Rainha.
As obras garantem mobilidade e segurança para os pedestres, como destaca o frentista Luiz Araújo. “Essa passarela vai ser muito útil porque o fluxo de pedestres que atravessa estas avenidas é muito grande e os carros que passam a noite nem sempre respeitam o semáforo e a faixa de pedestres. Para nós que atravessamos as vias todos os dias as passarelas vão garantir muito mais segurança”.
De acordo com o governador Jaques Wagner, a Via Expressa é uma obra estruturante de grande relevância para Salvador. “Considero, depois da Avenida Paralela, a Via Expressa como a maior intervenção urbana de Salvador e faz parte do nosso projeto de mobilidade urbana para a capital. E hoje assinamos a ordem destas quatro passarelas que vão garantir o deslocamento e dar mais mobilidade aos pedestres de forma segura em áreas que necessitam desta interconexão de um lado e do outro da Via Expressa”.
Com investimento de aproximadamente R$ 16 milhões, todas as estruturas contarão com elevadores hidráulicos para uso dos portadores de necessidades especiais. Serão oito elevadores com capacidade para transportar de 8 a 10 pessoas. As obras serão executadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) e o prazo de execução é de seis meses.
“Esta é a primeira ordem de serviço que estou dando aqui na Bahia que contribui para a população que precisa desta mobilidade. Quero parabenizar o governador e todos os que estão envolvidos na construção da Via Expressa, uma obra como há muito tempo não se vê. Além de facilitar o escoamento de cargas, resolveu problemas crônicos como a rótula do abacaxi e projeta o crescimento do município para as próximas décadas. A via permitirá que a Bahia dê este salto”, disse o ministro dos Transportes, César Borges.
Com mais de quatro quilômetros de extensão, a Via Expressa Baía de Todos-os-Santos vai ligar a BR-324 ao porto da capital. Já com as primeiras etapas concluídas, os viadutos e corredores exclusivos para veículos de carga solucionaram os congestionamentos na região da rótula do abacaxi. De acordo com o governador, a conclusão das obras está prevista para agosto deste ano. “Em agosto devemos terminar os dois túneis localizados no final da Estrada da Rainha, que darão acesso à área portuária. Esse trabalho todo vai se integrar à Ponte Salvador-Itaparica e quem vier da BR-242 pela ponte vai sair no Retiro sem complicações”.
Fonte -  Secom Ba. 02/05/2013

Bahia quer reativar Trem do Subúrbio

 Correio da Bahia

Pregopontocom
O governo do Estado vai apresentar ao governo federal, em Brasília, uma proposta para reativar o trem do Subúrbio Ferroviário. Após reunião realizada nesta terça-feira na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa afirmou a necessidade de transformar o trem do Subúrbio em metropolitano.
Na reunião desta terça, Rui Costa apresentou a demanda ao diretor geral Jorge Luiz Macedo Bastos: “O objetivo é criar alternativas de mobilidade que permitam aos moradores de bairros populosos da capital o acesso a oportunidades de trabalho nos polos desenvolvidos de municípios da região metropolitana de Salvador, como o polo Petroquímico de Camaçari, disse o secretário.
O trem do subúrbio pode então passar a ligar Salvador aos municípios de Candeias, Camaçari, Dias D’Ávila e Simões Filho. Ainda serão realizados estudos de viabilidade para as linhas de trem e analisará demandas de carga e de passageiros pela ANTT.
Fonte - Revista Ferroviária 01/052013

VLT de João Pessoa entra em fase de montagem

CBTU
Os Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) de João Pessoa já se encontram em fase de montagem no Ceará. Foi o que constatou o engenheiro e Coordenador de Manutenção da CBTU em João Pessoa, Francisco Hércules de Oliveira, em visita técnica realizada no final deste mês às instalações da Bom Sinal Indústria e Comércio Ltda., em Barbalha. De acordo com o contrato firmado entre a Companhia e a empresa vencedora da licitação o primeiro VLT deverá chegar à capital paraibana em maio de 2014.
Foto - ilustração
De acordo com Francisco Hércules, a CBTU já repassou cerca de R$ 8 milhões à empresa Bom Sinal, que já está imprimindo um ritmo acelerado na fabricação dos novos trens que irão circular em João Pessoa (PB) e Natal (RN). Ao todo, oito VLTs foram adquiridos para a capital paraibana e 12 para a potiguar.
Para o superintendente da CBTU em João Pessoa, Lucélio Cartaxo, esse acompanhamento à fabricação dos VLTs será permanente para a Companhia ter noção do está sendo feito. “É uma forma de fiscalizar o contrato firmado com a Bom Sinal para que tudo saia dentro do previsto na licitação e a gente possa averiguar os avanços na montagem do trem que vai mudar a cara do transporte na Região Metropolitana de João Pessoa. A gente quer assegurar a mobilidade e acessibilidade das pessoas com trens modernos e confortáveis”, afirma.
O VLT de João Pessoa será um trem moderno, rápido, com capacidade de transportar até 600 pessoas por viagem, possui ar condicionado total, duas cabines de comando permitindo operar em monovia, baixo potencial poluidor e baixo consumo de biodiesel e tem facilidade de integração aos sistemas de transportes existentes (ônibus, Vans e Metros), além de atende às normas internacionais de veículos ferroviários.
Fonte - Revista Ferroviária  02/05/2013

Sergipe deve receber nova ferrovia

 G1 SE
Sergipe deve receber uma nova ferrovia. O anúncio foi feito pelo ministro dos Transportes, César Borges, ao governador Marcelo Déda.
Foto - iludtração
A nova ferrovia, Transnordestina, dará suporte à ferrovia Centro Atlântico (FCA) e passará por Aracaju, Feira de Santana, Alagoas e Recife.
A Transnordestina, obra de 1,7 mil km, segue do interior do Ceará até os portos de Pecém (CE) e Suape (PE).
Com o novo roteiro, também será possível o escoamento de produtos do interior cearense e pernambucano até o Porto de Aratu (BA).
“Havia uma disputa para retirar essa ferrovia do litoral, Sergipe foi um dos estados o qual defendia que a ferrovia seguisse o traço do atual Centro Atlântico, uma vez que as produções industrial e agrícola dos estados de Sergipe e Alagoas tendem a buscar o modal rodoviário, através da BR-101, ou portuário, através de seus portos”, destacou o governador.
Fonte - Revista Ferroviária  02/05/2013

BNDES ira financiar a DEMOCRATIZAÇÃO da MIDIA

Castor Filho 30/04/2013
Jandira Feghali
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), presidenta da Comissão de Cultura da Câmara, comanda o início de uma grande revolução no Brasil, abrindo o debate sobre a democratização midiática nacional, a partir do dia 7 de maio, terça feira, 14 horas, no Congresso Nacional. O tema central é o financiamento pelo BNDES para as mídias comunitárias.
O grande banco estatal brasileiro, que até hoje assistiu apenas os grandes grupos midiáticos, que atuam, oligopolizadamente, alienando o povo, agora, sob orientação da presidenta Dilma Rousseff, abre as portas para os pequenos.
Com certeza, o oligopólio midiático brasileiro, formado por meia dúzia de plutocratas, vai chiar brabo.
A democratização midiática começará a ser alavancada pelo poder dilmista por meio de financiamento do BNDES às “micro e pequenas empresas de comunicação nas diversas plataformas”. Abre-se um mundo de novas oportunidades que balançará e renovará a cultura nacional. Isso significa que os empresários de pequeno porte, bem como associações comunitárias, terão oportunidade de explorar o setor de comunicação no Brasil, levando informações variadas, sintonizadas com os interesses da comunidade, a mais prejudicada pelo massacre midiático oligopolizado, que vende à população o pensamento único neoliberal, tanto no plano da política, como da economia e, também, da cultura.

O país está, praticamente, estagnado em termos culturais, sem movimento de renovação. A oligopolização midiática, sintonizada com o pensamento único neoliberal, não interessa por essa questão fundamental para formação da nacionalidade soberana. Ela está, unicamente, interessada em servir aos seus verdadeiros patrões, os grandes bancos, cuja missão tem sido, apenas, a de especular financeiramente com a moeda nacional, empobrecendo o povo, no processo de desorganização e fragilização da economia, sustentando, consequentemente, a colonização cultural.
Os grandes financistas, cujo discurso básico é o de atacar a orientação nacionalista imprimida pela presidenta Dilma à economia, odiarão, certamente, mais essa ação do BNDES. Participantes dos conselhos de administração dos principais veículos de comunicação do país, porque os financiam e, dessa forma, orientam sua linha editorial, voltada ao anti-nacionalismo, os representantes da bancocracia rearmarão suas baterias para os novos ataques.
No momento em que o mundo vive crise econômica global, detonada , justamente, pelo pensamento único neoliberal, não interessa ao oligopólio midiático discutir com a sociedade a orientação econômica que os grandes grupos financeiros imprimem como verdade absoluta, incontestável. Afinal, esse oligopólio é parte dessa “verdade”. Não há no Brasil, hoje, uma discussão livre sobre o que o imperialismo monetário, colocado em prática pelos Estados Unidos, sob orientação dos grandes bancos privados, que mandam no Banco Central americano, produz de prejuízos intensos para as economias dos países emergentes, em forma de exportação da inflação especulativa.
O jogo, que jamais é discutido, a fundo, pelo poder midiático tupiniquim, se assenta na ação americana de jogar moeda desvalorizada, sem limites, na praça mundial, encharcando o meio circulante, ao mesmo tempo em que são mantidas taxas de juros na casa dos zero ou negativo, para dar calote na dívida que vai se ampliando.
Enquanto isso, esse dinheirão que tende a apodrecer, por não dispor de lastro real, é exportado para o Brasil, Argentina, Venezuela, Paraguai, Colômbia, Chile, Equador, ou seja, para toda a América do Sul e outros continentes, em nome da salvação do capitalismo, expresso na figura dos EUA.
Os americanos se especializam em exportar sucata monetária como produto acabado do monetarismo ortodoxo que praticaram até levar o mundo à maior crise da história, superior, em muitos graus, ao crash de 29. Quando esse dinheirão podre entra nas fronteiras nacionais valoriza artificialmente a moeda brasileira e a de outros países, desorganizando suas economias, elevando importações, aumentando dívidas, juros, afetando salários, promovendo desemprego, quedas de arrecadação e investimentos públicos e comprometendo perigosamente as contas nacionais por meio do avanço da inflação.
Enquanto isso, o poder das empresas-imprensa, a serviço desse capital volátil, desestabilizador das instituições democráticas, anunciador de violentas crises políticas, fica pondo no tomate e no chuchu a culpa pelas pressões inflacionárias, desviando atenção da sociedade. Aposta na alienação e na mentira.
Chegou a hora de esclarecimentos verdadeiros, que somente poderão acontecer, se houver uma ampla democratização das comunicações, para que as verdades falsas sejam desmascaradas e a consciência política, social e econômica avance celeremente, para o fortalecimento da democracia, a partir das organizações comunitárias.
Serão estas, mediante liberdade ampla para discutir os problemas nacionais por meio de mídia alternativa, comprometida com os interesses comunicatários, as únicas capazes de mudar o sistema político-eleitoral, dominado pelas elites que comungam com o poder midiático colonizador.
A América do Sul, em meio à crise global, está sob pressão de uma outra forma de recolonização.
O grande império financeiro americano e europeu em crise de realização do capital super acumulado, tendente à deflação destrutiva do capitalismo, pretende estender o seu domínio por meio da moeda desvalorizada impressa pelos seus bancos centrais. Inflacionando as moedas dos outros e, com isso, fragilizando e desestabilizando suas economias, suas fontes de riqueza e de pensamento naturais, ampliam e renovam o velho domínio que exercem, salvo se essa farsa fantástica for desmascarada pelo debate livre.
A conquista de uma mídia independente torna-se, portanto, fator de segurança nacional.
O BNDES, impulsionado pela presidenta Dilma, vai nessa linha de promover a libertação das consciências. É por isso que esse grande banco estatal está sob violento ataque do poder midiático oligopolizado, antinacional.
Junto com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, evitaram colapso econômico financeiro das empresas brasileiras, no momento em que estourou a crise mundial, em 2007-2008. Eles socorreram a produção e o consumo, garantindo os empregos, cujas taxas atuais são as mais elevadas no mundo, enquanto os governos das nações ricas, que enfrentam o oposto, ou seja, taxas elevadas de desemprego, lamentam não possuírem instrumento de dinamização da economia nesse porte.
O BNDES sofre os ataques violentos da oligarquia midiática porque promove não apenas o desenvolvimentismo nacional, mas, igualmente, o sul-americano, afastando os perigos da crise internacional.
O banco estatal brasileiro está, nesse momento, a serviço da expansão de grandes empresas brasileiras em todo o território sul-americano, alavancando obras de infraestrutura, ao lado de governos nacionalistas, na Argentina, na Bolívia, na Venezuela, no Equador, em Cuba, Colômbia etc..
É o grande banco de desenvolvimento sul-americano, enquanto o Banco do Sul não é criado por força de pressões internacionais. Desloca, com sua ação desenvolvimentista continental, os grandes bancos estrangeiros e mesmo o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, comandados por Washington, dominada pela bancocracia, irritada com esse estado de coisas.
Agora, o BNDES se volta para o avanço da consciência social latino-americana, para apoiar financeiramente a democratização midiática, colocando-se a serviço da superação das mentes colonizadas. Isso é um crime, para a bancocracia e seus serviçais da grande mídia.
O debate que a deputada Jandira Feghali abre no Congresso é histórico e começará a balançar as estruturas do poder midiático conservador antinacional a serviço do capital internacional.
Fonte - redecastorphoto

1º de MAIO NO MUNDO

VENEZUELA


EUROPA


Ecuador -  http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=gSzI-OXBxqg

Portugal - http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=HDB5sQeLHZs

Vigo (Galícia) - http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ReDB2tizFEM

quarta-feira, 1 de maio de 2013

1º DE MAIO – MUITO ALÉM DO FERIADO



Muito além do feriado
O 1° de maio surgiu como símbolo mundial da luta por direitos trabalhistas. No Brasil, teve significados distintos antes de ser incorporado por Vargas

Bernardo Kocher

No Dia do Trabalho não se trabalha. Esta homenagem às avessas vigora em boa parte do mundo capitalista. O 1º de maio hoje é vivido por muitos apenas como mais um feriado no calendário, mas sua criação foi fruto de uma história de lutos e lutas da classe operária.
As referências simbólicas desse período do ano vêm de longe. Os romanos festejavam entre 30 de abril e 3 de maio as “floralias”, festa dos cereais e das flores. A Idade Média manteve viva a tradição, em comemorações pela “expansão da primavera” ou o “signo da alegria”. Ainda no século XVI, surgiu a primeira associação da estação com o mundo do trabalho, quando legislações corporativas instituíram a jornada de trabalho de oito horas. Foi o caso da legislação de Felipe II, da Espanha, que estabeleceu este direito para os mineiros em 1573 e para os demais trabalhadores em 1593.
No século XIX, esta simbologia foi retomada pelo proletariado moderno, que começava a se organizar. Antes mesmo da consagração da data, reivindicações trabalhistas se inspiravam naquele período do ano. O movimento de padeiros irlandeses contra o trabalho noturno e o dominical no século XIX resultou nos “comícios de maio”, como os descreveu Karl Marx (1818-1883).
Mas foi nos Estados Unidos que se consolidou o moderno significado do 1º de maio, numa série de manifestações que culminaram em tragédia. Em 1832, a jornada de oito horas foi a principal reivindicação das greves que estouraram em Boston, na Filadélfia e em Nova York. Três décadas depois, os operários ainda lutavam pela mesma causa, tanto é que em 1869 criaram a “Liga pelas Oito Horas”. Apesar da crescente organização da classe, as condições de vida dos trabalhadores ficaram ainda piores com a depressão econômica que assolou os Estados Unidos entre 1884 e 1885. A situação se tornou tão calamitosa que em 1886 foi convocada uma greve geral para 1° de maio, usualmente o dia nacional da renovação dos contratos de trabalho. No dia 3, cerca de seis mil operários que permaneciam em greve se reuniram em frente à fábrica Mc Cormick Harvest Works, em Chicago. A manifestação, a princípio, era pacífica, mas a polícia resolveu intervir com violência. Graves incidentes deixaram um saldo de seis mortos e 50 feridos. No dia seguinte, operários anarquistas convocaram, com autorização oficial, um ato de protesto contra a ação da polícia. No meio do comício, uma bomba foi arremessada na direção de policiais que tentavam dispersar a multidão.
O episódio desencadeou uma perseguição a líderes do movimento operário. Depois de um processo suspeito, com caráter marcadamente político, sete deles foram condenados à morte por enforcamento e outro, a quinze anos de prisão.
A luta pela comprovação da inocência dos acusados transformou os “oito mártires de Chicago” em símbolo mundial da injustiça do Estado capitalista contra uma classe trabalhadora oprimida. Ainda mais depois que cinco deles foram, de fato, executados. O incidente americano teve influência crucial nos rumos da 2ª Internacional dos Trabalhadores, organização criada em Paris, em 1889, reunindo representantes operários de vários países sob orientação marxista. Neste congresso, a entidade decretou o 1° de maio como Dia Internacional do Trabalho. A data nasce sob o signo da revolta e da luta.
Em torno dela, os operários passaram a promover um grande número de atividades políticas, sociais e culturais — comícios, greves, passeatas, poesias, peças de teatro, bailes, caricaturas etc. — canalizando a pressão pela melhoria de suas condições de vida. O ponto de partida era, ainda, a necessidade de uma jornada de trabalho de oito horas, que lhes permitiria oito horas de lazer e outras oito de descanso.
As manifestações chegaram ao Rio de Janeiro, então capital do Brasil, justamente no período de transição do Império para a República. O novo regime criou a expectativa de que vários direitos de cidadania seriam adotados, e as manifestações que o movimento operário local promoveu entre 1890 e 1906 refletiram esta esperança. Os trabalhadores braçais foram os que mais se interessaram pela proposta, já que não tinham qualquer proteção social nas suas relações com o patronato.
Pouco numerosa e ainda fortemente vinculada ao passado escravista, a classe trabalhadora carioca adotava uma atitude respeitosa na forma de fazer suas demandas. Nas primeiras comemorações do 1º de maio no Brasil, os manifestantes começavam o dia com uma salva de tiros ou de fogos de artifício. Em seguida, uma comissão de operários ia ao cemitério para visitar túmulos de líderes e de antigos companheiros mortos. O sacrifício dos “oito de Chicago” era lembrado em clima de luto.
Outra parte expressiva das manifestações ficava por conta dos “préstitos”, desfiles em que cada categoria profissional carregava seu estandarte pelas ruas do centro da cidade, acompanhadas por bandas que tocavam músicas oficiais. Para a ocasião, os operários vestiam roupas de qualidade, muito diferentes dos trapos usados no ambiente de trabalho. Queriam ser reconhecidos não só pela sua profissão, mas como cidadãos comuns e civilizados, iguais aos demais. Mais do que buscar melhores condições de vida, tratava-se da reivindicação de um novo status social numa sociedade elitista e excludente.
Neste mesmo sentido, eram feitas visitas às redações dos jornais para divulgar a boa conduta da classe, e depois, geralmente havia um comício. À noite, as manifestações continuavam nas sedes sociais das entidades de classe, intercalando comícios e sessões solenes com atividades de lazer.
Mas as reformas políticas e sociais esperadas do novo regime não vieram. Por conta disso, as manifestações do 1º de maio sofreram profundas mudanças. Com o 1º Congresso Operário Brasileiro, entre 15 e 20 de abril de 1906, uma nova orientação torna-se predominante nas formas de se celebrar a data. A tendência do período anterior é invertida: o luto se transforma em luta.
Um jornal editado por trabalhadores do setor gráfico, publicado em 1916, traduz essa mudança de tom no discurso operário brasileiro, ao tentar convencer seus leitores do novo significado do 1° de maio: “Companheiros, hoje não é dia de festas, foguetórios, bailes, etc… mas sim um dia de protesto, de irmos pedir aos senhores conta do sangue de nossos irmãos derramado por nossa redenção a estes senhores desta sociedade sem igualdade e sem liberdade”. Esta era a ótica dos anarcossindicalistas, para quem a greve deveria ser a forma preferencial de manifestação dos trabalhadores. Esta corrente política foi responsável pela mudança, duradoura, do eixo no qual as manifestações de 1º de maio passaram a se inspirar: era um dia de LUTO, não de LUTA, como até então vinha sendo defendido por setores do operariado.
Embora hegemônica, a interpretação dos anarcossindicalistas para o 1º de maio não era a única. “O Congresso aconselha aos operários e respectivos sindicatos que, no caso em que essa data seja decretada dia feriado, iniciem uma forte propaganda no sentido de patentear a incompatibilidade da adesão do Estado a tal manifestação, que é revolucionária e de luta de classes, apontando o seu trágico epílogo a 11 de novembro de 1887”.
Ao longo dos anos 1910 e 1920, a disputa pelo significado da data ocorreu em ambiente de conflito aberto: as áreas não-operárias não buscavam mais conciliação com o discurso dos trabalhadores, e elaboravam outras interpretações. Nesta direção atuaram a imprensa, o Estado e até a Igreja.
Bendito o 1º de Maio, que nos trazes contigo a alegria das flores, o consolo da prece e o descanso festivo dos que trabalham.
(Correio da Manhã, 1/5/1911).
É que ela – a data de 1º de Maio – deixou de ser uma simples comemoração dos mártires de Chicago, sacrificados em holocausto aos interesses vitais das classes trabalhadoras, para se transformar numa homenagem da própria Civilização aos seus maiores obreiros, quer mourejem no interior das fábricas e oficinas, quer laborem na liberdade dos campos e dos mares. Pode-se dizer, portanto, que o socialismo a instituiu como a marca inicial de suas reivindicações, e a sociedade aceitou como a festa simbólica de sua gratidão.
(A Razão 1/5/1918)
A luta para se definir o significado do 1° de maio se tornaria ainda mais intensa a partir dos anos 1920, quando o comunismo substituiu o anarcossindicalismo na preferência dos operários. Com a ascensão do regime comunista na Rússia em 1917 – e mais tarde no restante da Europa Oriental, após a Segunda Guerra Mundial –, a data ganhou fortes contornos políticos. Enquanto a classe operária conclamava seus companheiros à luta, setores mais conservadores davam outro tratamento à efeméride. Em maio de 1929, o jornal Correio da Manhã publicava uma visão religiosa do feriado, em resposta à influência comunista: “Ontem, os trabalhadores que ainda não se deixaram seduzir pelas utopias comunistas foram à tarde à matriz de Sant’Anna (…). Que ensinamentos lhes terá comunicado o Filho do Carpinteiro?”
Somente na Era Vargas seria elaborado um discurso unificado sobre o 1° de maio no Brasil. O curioso é que esse discurso foi modelado pelo Estado, e não pela sociedade civil. Levantando a bandeira trabalhista, o governo instaurado em 1930 se apropriou da data e a utilizou para fins políticos – para não dizer propagandísticos. Paralelamente às políticas concretas — jornada de oito horas, férias, carteira de trabalho e criação do Ministério do Trabalho —, Vargas investiu em um novo caráter subjetivo para o 1º de maio, afastando-se do significado inicial dado pelos operários à data. O protagonista não é mais o operariado, e sim o Estado, o desenvolvimento econômico, a Nação e o seu dirigente máximo.
Foi uma década de repressão ao movimento operário livre e de instituição de sindicatos atrelados ao Estado. Para regular as atividades do movimento operário, e o mercado de trabalho de forma mais ampla, os sindicatos passaram a ser controlados por normas oficiais, criou-se a carteira de trabalho e foi instituída a Consolidação das Leis do Trabalho. A partir de 1939, o Dia do Trabalho consolidou-se como festividade oficial, conduzida pelo governo. As manifestações passaram a contar com pomposos discursos do presidente no recém-construído estádio do Vasco da Gama. Após a execução do Hino Nacional, postados em torno de um círculo que a todos igualava simbolicamente, Getulio Vargas assim se dirigia ao povo:
Todo trabalhador, qualquer que seja a sua profissão, é (…) um patriota que conjuga o seu esforço individual à ação coletiva em prol da independência econômica da nacionalidade. O nosso progresso não pode ser obra exclusiva do governo, e sim de toda a Nação, de todas as classes, de todos os homens e mulheres que se enobrecem pelo trabalho, valorizando a terra em que nasceram.
(…)
A sociedade brasileira felizmente repele, por índole, as soluções extremistas. Corrigidos os abusos e imprevidências do passado, poderemos encarar o futuro com serenidade, certos de que as utopias ideológicas, na prática verdadeiras calamidades sociais, não conseguirão afastar-nos das normas de equilíbrio e bom senso em que se processa a evolução da nacionalidade.
(Correio da Manhã, 3/5/1940).
Nem luto, nem luta. O 1º de maio nunca mais seria o mesmo no Brasil. E no mundo, também não. As décadas recentes nos afastaram do significado político que lhe deu origem. Isto se deve, por um lado, à derrocada da União Soviética e dos regimes comunistas do Leste europeu, e, por outro, às novas formas de produção: flexível e volátil, o capitalismo globalizado disseminou fábricas por vastas regiões do planeta, articuladas pela informática e pelos meios de comunicação. Este processo desconstruiu o proletariado industrial típico dos séculos XIX e XX, disseminando a produção industrial por vários continentes do planeta, alcançando a Ásia.
Foi-se o proletariado. Sobrou o feriado.

BERNARDO KOCHER é professor de História da Universidade Federal Fluminense (UFF) e autor da dissertação “Luto-Luta: O Primeiro de Maio no Rio de Janeiro (1890-1940)” (UFF, 1987).

Saiba Mais – Livros:

ABENDROTH, Wolfgang. A História Social do Movimento Trabalhista Europeu. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.
DEL ROIO, José Luiz. O 1º de Maio. Cem Anos de Luta. 1886-1986. São Paulo: Global, 1986.
DOMANGET, Maurice. Historia del Primero de Mayo. Buenos Aires: Editorial América, 1956.
ELEY, Geoff. Forjando a democracia. A história da esquerda na Europa, 1850-2000. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2005.
Fonte - Mania de História 

1º de MAIO EM CUBA - HAVANA

Internacional

Representantes de diversas organizações e movimentos de solidariedade com Cuba se juntou às celebrações em vários locais do país. uma paisagem bem atendidas milhares de estudantes estrangeiros que estudam em Cuba, vestindo trajes e agitando bandeiras de seus países. só na capital, Mais de 1.500 estudantes de 98 países, representando a Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), bloco integrado de 50 000 jovens na Praça da Revolução fechou a marcha para o Dia do Trabalho.

ISLA mia
foto - Ismael Francisco
Um bloco composto por cientistas e especialistas em grandes centros de pesquisa cubanos em Havana liderou o caminho na Praça da Revolução em Havana, capital de Cuba, em Internacional dos Trabalhadores do dia, presidida pelo presidente cubano Geral Raul Castro. Dois banners presidiu o desfile, o líder da classe trabalhadora cubana Lázaro Peña, eo recentemente falecido Comandante Hugo Rafael Chávez Frias, presidente do povo irmão da Venezuela, cuja homenagem foi dedicada especialmente este desfile pela primeira de Maio. A manifestação durou vários quilômetros de comprimento ao longo das principais avenidas da cidade e também em todas as capitais provinciais do país.
Representantes de diversas organizações e movimentos de solidariedade com Cuba se juntou às celebrações em vários locais do país. uma paisagem bem atendidas milhares de estudantes estrangeiros que estudam em Cuba, vestindo trajes e agitando bandeiras de seus países. só na capital, Mais de 1.500 estudantes de 98 países, representando a Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), bloco integrado de 50 000 jovens na Praça da Revolução fechou a marcha para o Dia do Trabalho. Vestida com roupas em que cores predominantes do país de mãe, um coro ecoou em centenas de cenários nas capitais de distrito de províncias e municípios: Chávez vive, a luta continua, como uma homenagem àqueles que deram até o último suspiro de sua vida para a Revolução Bolivariana! e amado irmão é e será dos filhos de Martí e Fidel. foi a festa para o Dia dos Trabalhadores oportunidade excepcional Internacional para reafirmar a decisão inalienável que com orgulho esquerda e revolucionário ganha voar a partir de suas tarefas envolvidas na atualização modelo econômico cubano, lenta mas seguramente, mais e mais imbuídos como indispensável é fazer com ordem, disciplina e exigência. | jornais locais cubano
Fonte - ISLA mia  01/05/2013

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terça-feira, 30 de abril de 2013

Relatório da Fifa aponta envolvimento de Havelange e Ricardo Teixeira em corrupção

Da BBC Brasil
Ag.Brasil
Brasília - O brasileiro João Havelange renunciou secretamente ao cargo de presidente honorário da Federação Internacional de Futebol (Fifa) para evitar punições após ser acusado de receber subornos. A iniciativa ocorre no momento da divulgação de um relatório do comitê de ética do órgão, publicado hoje (30).
O relatório revelou que Havelange, que tem 96 anos, renunciou ao cargo no dia 18 de abril e que mais nenhuma ação será tomada em relação a ele.
No documento, Havelange, seu ex-genro e ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, e Nicolás Leóz, que renunciou na semana passada ao cargo de presidente da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), são apontados como receptores de propinas em um escândalo envolvendo a falida agência de marketing esportivo ISL.
Segundo o juiz da Corte de Ética da Fifa Joachim Eckert, que comandou as investigações, as acusações contra os três são anteriores à entrada em vigor do novo código de ética da entidade, adotado no ano passado após Ricardo Teixeira renunciar à presidência da CBF, ao comando do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014 e ao comitê executivo da Fifa.
Havelange se tornou presidente honorário da Fifa após deixar o comando da organização, que presidiu entre 1974 e 1998. Ele já havia renunciado em 2011 ao seu cargo no Comitê Olímpico Internacional (COI) para evitar punições em razão das acusações sobre o caso.
O relatório, divulgado pela Fifa, exime o atual presidente da organização, Sepp Blatter, de qualquer envolvimento com irregularidades. Blatter disse ter recebido o resultado das investigações "com satisfação".
Fonte - Agência Brasil  30/04/2013

Investigação criminal do Ministério Público polemiza pauta do Congresso

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O papel do Ministério Público (MP) nas investigações criminais está dividindo o sistema de Justiça do país. Puxada pela tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37, a discussão já não se limita aos aspectos técnicos e esbarra em questões políticas e corporativas. Em uma série de cinco matérias, a Agência Brasil mostra os principais argumentos favoráveis e contrários ao projeto.
A PEC 37 foi apresentada em junho de 2011 pelo deputado federal e delegado de polícia Lourival Mendes (PTdoB-MA). O texto altera trecho da Constituição, indicando que a apuração das infrações penais é função privativa das polícias Civil e Federal. Na prática, a medida impedirá o Ministério Público de assumir investigação de crimes, prática usual desde que teve seus poderes ampliados na Constituição de 1988.
Dados do Ministério Público Federal indicam que, desde 2010, o órgão atuou 14,7 mil vezes por meio de procedimentos próprios na área penal e 77,9 mil vezes motivado por inquéritos policiais, termos circunstanciados e outros procedimentos judicializados. Não há dados consolidados sobre a atuação nos estados.
A PEC 37 já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e em comissão especial da Câmara dos Deputados no final do ano passado. Segundo o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o texto será colocado em votação no plenário até junho. Ele sinalizou que só vai encaminhar o assunto se houver acordo entre as partes interessadas.
Nas comissões, prevaleceu a ideia de que a investigação criminal é privativa das polícias. O relator da comissão especial, deputado Fábio Trad (PMDB-MS), chegou a propor um texto mais amplo, regulamentando as situações em que o MP poderia agir de forma subsidiária, mas o parecer foi rejeitado.
Para o deputado, há boas chances de a discussão voltar no plenário. "Depois da declaração do presidente Henrique Alves, de que pautará quando houver acordo entre as instituições, minha proposta está ganhando apoio dos moderados, tanto do Ministério Público quanto das polícias", avalia Trad.
Segundo ele, além de permitir maior consenso político, a proposta está de acordo com votos já proferidos no Supremo Tribunal Federal (STF). A maioria dos ministros vem defendendo o papel complementar do Ministério Público nas investigações, segundo regras específicas.
Enquanto isso, grupos de parlamentares já se mobilizam para alterar ou barrar a PEC. “A quem pode interessar proibir o Ministério Público de investigar a prática de crimes? Certamente à sociedade brasileira é que não interessa”, analisa o deputado Alessandro Molon (PT-RJ). “Retirar investigação do Ministério Público é atentar contra a República”, completa o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).
Veja mais:

Favoráveis à PEC 37 apontam descontrole do MP
Limite para investigação aumentará impunidade
PEC 37 causa divergências com integrantes do MP
STF: maioria quer Ministério Público seguindo regras
Grupo vai analisar PEC 37 e apresentar proposta

Fonte - Agência Brasil  30/04/2013

SALVE OS FERROVIÁRIOS DE TODO O BRASIL



UM GRANDE PAÍS SE CONSTRÓI COM EDUCAÇÃO,  CIDADANIA, E MUITOS TRILHOS......




Em 30 de abril de 1854 foi inaugurada a primeira linha ferroviária do Brasil, o que fez com que a data se transformasse no dia do Ferroviário, profissional que trabalha nas ferrovias. Apesar de atualmente não se dar o valor merecido ao transporte ferroviário, ele tem presença significativa na história, principalmente quando se remete aos trens, tanto no transporte de passageiros quando os de cargas na construção do País. Uma marca histórica está em 1930, quando Getúlio Vargas pegou um trem no Rio Grande do Sul e seguiu para o Rio de Janeiro, conduzindo as tropas gaúchas que iriam depor o presidente Washington Luís e começar um novo período da história nacional.
Fonte - oabsp ( portal da memória) 30/04/2013  


Pregopontocom apoia e participa desse movemento


Dilma confirma subsídio para passagens aéreas em voos regionais

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
EBC

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff reafirmou hoje (29) que o governo vai subsidiar passagens aéreas em voos regionais para que os preços se tornem competitivos e estimulem a movimentação de passageiros nessa modalidade. A medida faz parte do pacote para aviação regional, lançado em dezembro do ano passado pelo governo.
“Vamos subsidiar assentos nos aviões para que eles se tornem competitivos, ou seja, nós pagamos a diferença entre a passagem de ônibus e o preço médio da passagem de aviação. Para voos regionais, nós vamos bancar”, disse a presidenta em discurso em Campo Grande, onde participou da entrega das chaves de 300 ônibus escolares a 78 municípios sul-mato-grossenses.
Além do subsídio nos bilhetes, os terminais com movimentação anual inferior a 1 milhão de passageiros terão isenção de tarifas aeroportuárias e aeronáuticas para aumentar a competitividade. O subsídio nas passagens será aplicado aplicado no caso de aeronaves com pelo menos 50% dos assentos efetivamente ocupados e será limitado a 60 assentos, conforme informações dadas pela Secretaria de Aviação Civil na época do lançamento do pacote.
A presidenta disse que os aeroportos regionais do país serão”melhorados, modernizados e reequipados”, com melhoria e ampliação da infraestrutura atual. “Vamos padronizar o aeroporto regional no Brasil: ele vai ter um terminal de passageiros, uma pista e pátio, vai ter uma característica com equipamentos para permitir pousos e decolagem de jatos em alguns”, detalhou.
Em Mato Grosso do Sul, oito terminais serão beneficiados com recursos do pacote de aviação regional, nos municípios de Bonito, Coxim, Corumbá, Costa Rica, Dourados, Três Lagos e Nova Andradina, num toral de R$ 201 milhões de investimentos.
Fonte - Agência Brasil  29/04/2013

Brasil conseguirá eliminar a pobreza extrema

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Jorge Chediek, disse que o Brasil conseguirá cumprir uma das principais promessas da presidenta Dilma Rousseff e tirar toda a população da pobreza extrema. Ele falou depois de conhecer o estudo Vozes da Nova Classe Média, divulgado hoje (29) pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. Segundo ele, as políticas do governo brasileiro para a nova classe média influenciarão a Organização das Nações Unidas (ONU).
“Vemos que políticas públicas sociais e econômicas farão com que o Brasil atinja o resultado de 100% de redução da pobreza extrema. E a ONU tem um compromisso assumido de combate à pobreza. Pensamos muito nisso, mas [pensamos] pouco no ponto de chegada, que é a classe média. É muito útil o Brasil estar pensando neste ponto de chegada”, disse o representante do Pnud.
Ministro da SAE e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Marcelo Neri disse que “o fim da miséria é apenas o começo”. Segundo ele, a desigualdade teve uma “queda espetacular”, após o índice de Gini ter caído de 0,64 para 0,54 nos últimos dez anos. Esse índice, pelo qual zero representa a igualdade total de renda, é um dos mais usados para comparações socioeconômicas entre países.
“Em 2012, mesmo com [baixo crescimento do PIB] o chamado Pibinho, 35% das pessoas subiram [de nível social], enquanto 14% caíram. Isso mostra que o país vive mais prosperidade e oportunidade, e menos desigualdade”, acrescentou o ministro Marcelo Neri, após apontar a Carteira de Trabalho como maior símbolo da classe média.
Para Jorge Chediek, os números apresentados pelo estudo “são impressionantes”. Ele avalia que a formalização do emprego foi fundamental para os bons resultados. “O que mais melhorou a situação do país foi a criação de empregos. [Também] por isso é muito importante conhecer a classe média”, acrescentou. “A presidenta Dilma Rousseff disse que quer fazer do Brasil um país de classe média. Queremos influenciar a política e ampliá-la para fazer, também do mundo, um mundo de classe média”
O estudo Vozes da Nova Classe Média mostra a contribuição do empreendedor para a expansão da nova classe média brasileira. Tem como um dos destaques o aumento na formalização dos empregos. Entre as conclusões que se pode tirar com base no estudo está a de que 40% dos postos de trabalho disponíveis foram gerados a partir de pequenos negócios.
Dos 15 milhões de novas vagas abertas entre 2001 e 2011, 6 milhões foram criadas pelos empreendimentos de pequeno porte. Além disso, 95% delas são empregos formais. Ainda de acordo com o estudo, 39% do total de remunerações do país estão relacionadas a pequenos empreendedores – volume que supera os R$ 500 bilhões por ano.
Fonte - Agência Brasil   29/04/2013

segunda-feira, 29 de abril de 2013

VLT DO RIO ligara área portuária ao centro da cidade

A Tarde
O diretor financeiro e de Relações com Investidores do grupo CCR, Arthur Piotto, disse que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Rio de Janeiro, que será construído pelo consórcio VLT Carioca, liderado
foto - ilustração
pela CCR por meio da controlada Actua Assessoria, e ligará a área portuária ao centro da cidade do Rio de Janeiro, deve estimular o aumento no volume de passageiros no serviço de barcas, operado pela CCR. O VLT prevê uma parada na estação das barcas. "A expectativa é de que, em funcionamento, o VLT possa estimular as barcas, mas isso por enquanto é só expectativa", disse Piotto, em teleconferência com analistas.
Piotto disse que um fundo garantidor vai mitigar riscos relacionados à falta de pagamentos da contraprestação pecuniária à concessionária vencedora da licitação para a construção e operação do VLT que vai ligar a área portuária ao centro da cidade do Rio de Janeiro. "A concessionária tem a garantia desse fundo", afirmou o executivo, durante teleconferência com analistas.
O custo da obra do sistema de VLT do Rio de Janeiro é estimado em R$ 1,2 bilhão. Desse total, R$ 532 milhões serão recursos federais que virão do Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade (PAC).
O Consórcio VLT Carioca, único participante da licitação para a construção e operação do VLT, ganhou ao propor o menor valor a título de pagamento de prestação pecuniária mensal, a ser realizado pela administração pública, no montante de R$ 5,959 milhões.
Fonte - A Tarde 29/04/2013

Metrô SP recebe mais dois trens modernizados


Foto ilustração - pregopontocom
A Companhia do Metropolitano de São Paulo recebeu mais dois trens que passavam por modernização em Cabreúva e Araraquara, no interior de São Paulo. O primeiro trem chegou na última sexta-feira (26/04) e o segundo nesta segunda-feira (29/04). Com a chegada dos trens, o Metrô de São Paulo agora tem 33 trens modernizados, de um total de 98, que consumirão um investimento de cerca de R$ 1,75 bilhão.

Depois de passar por testes finais, que são iniciados ainda na fábrica, entrarão em operação nas linhas 1-Azul e 3-Vermelha. Os trens, cada um com seis carros, receberam novo sistema de ar-condicionado, câmeras de vigilância, monitores e displays de informação audiovisual e caixas pretas, que fazem o monitoramento contínuo dos equipamentos.

O sistema de controle de patinagem e deslizamento, que melhora o desempenho dos freios em condições de baixa aderência, também foi modernizado, além de melhorias no sistema de tração. As cabines dos condutores também foram ampliadas e receberam novos bancos.
Fonte - Revista Ferroviária 29/04/2013

Aluguel de bicicletas no Metrô de SP vai voltar

 O Estado de S. Paulo
foto  ilustração - guia da semana
Desativado desde o fim do ano passado, o serviço de empréstimo e estacionamento de bicicletas no Metrô de São Paulo vai voltar em dez estações, com tarifa de R$ 2 por hora de aluguel - os primeiros 30 minutos são grátis - e oferta mínima de cem bicicletas. Os bicicletários para usuários que já têm bikes também vão voltar - serão gratuitos por 12 horas e terão cobrança de R$ 2 por hora adicional.
A Companhia do Metropolitano divulga hoje no Diário Oficial do Estado os critérios para selecionar empresas interessadas em explorar o serviço.
Quem sai de casa de bicicleta e usa metrô para trabalhar e voltar terá também um mínimo de dez vagas de estacionamento em cada uma das estações da rede. A empresa que oferecer o serviço precisará ter seguro e se responsabilizar por furto, roubo ou dano às bicicletas.
Nesse primeiro credenciamento, o Metrô dá 15 dias de prazo para que empresas interessadas no serviço se inscrevam. Para elas, a vantagem é publicitária: o edital concede permissão para "colocação de logomarcas nos locais e equipamentos, desde que sejam respeitadas as leis municipais de exposição de marcas".
O critério para a seleção das empresas será por ordem de chegada. Recebe o direito de explorar o serviço a empresa que manifestar o interesse antes. Mas, se mais de uma empresa entregar o protocolo de inscrição na mesma data, elas serão escolhidas por sorteio - isso tudo depois de terem sua documentação analisada.
As regras permitem também que as empresas aumentem o espaço dos bicicletários para receber mais veículos do que as dez de limite mínimo.
Retomada. As dez primeiras estações a receber os bicicletários são paradas que já tinham o serviço até o ano passado. São elas: Liberdade, Paraíso e Sé (Linha 1-Azul); Vila Madalena e Tamanduateí (Linha 2-Verde); Brás, Carrão, Corinthians-Itaquera, Guilhermina-Esperança e Santa Cecília (Linha 3-Vermelha). Elas fazem parte de um primeiro lote de oferta do serviço. O edital abre espaço para que as empresas cadastradas concorram também na escolha dos outros lotes. As estações que vão estar nesses outros lotes ainda não foram divulgadas.
A promessa da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, que controla o Metrô, era de que não só as 17 estações que tinham o serviço voltariam a operar, como o número de estações com bicicletários cresceria.
O edital, no entanto, não deixa claro se bicicletas alugadas de uma empresa em uma estação poderão ser devolvidas em outra parada ou se isso terá de ser feito na mesma estação onde a bicicleta foi retirada.
Parceria. Os bicicletários do Metrô surgiram por meio de uma ONG, que procurou o Metrô em 2008 para oferecer o serviço. Para operar, a empresa tinha patrocínio de uma seguradora, que financiou a compra das bicicletas e a construção dos estacionamentos, em troca da exibição de sua marca.
Entretanto, segundo o Metrô, o contrato entre a ONG e a seguradora foi encerrado e a organização não teve recursos para manter o serviço operando sozinha. Por isso, ele foi encerrado no ano passado.
Fonte - Revista Ferroviária 29/04/2013

Bolívia inicia uma série de reuniões para o processo de integração no Mercosul

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo da Bolívia começa hoje (29) em Montevidéu, no Uruguai, uma série de reuniões para negociar a adesão ao Mercosul. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do país diz que a reunião servirá para traçar as linhas de trabalho e promover encontros empresariais com o objetivo de definir a posição do país no que se refere aos mecanismos regionais. Há quatro meses, a Bolívia negocia o processo de integração como membro pleno do bloco.
A série de reuniões foi definida pelo presidente Evo Morales em dezembro, em Brasília, quando participou da Cúpula do Mercosul com presidentes da região – Dilma Rousseff, José Pepe Mujica (Uruguai), Cristina Kirchner (Argentina) e Rafael Correa (Equador), além dos representantes da Venezuela, do Suriname e da Guiana.
Na ocasião, Morales assintou protocolo de adesão para se tonar o sexto integrante do Mercosul, que é formado pela Argentina, o Brasil, Uruguai, a Venezuela e o Paraguai (temporariamente suspenso do bloco desde a destituição do presidente Fernando Lugo). Pelo protocolo, a Bolívia pasou a ser membro com voz nas cúpulas do Mercosul, mas sem direito a voto, o que ocorrerá quando completar o processo de adesão.
Para concluir o processo de integração da Bolívia, é preciso que o Parlamento de cada país que integra o bloco aprove a entrada do novo membro. O vice-ministro do Comércio Exterior da Bolívia, Pablo Guzmán, está confiante. Segundo ele, a integração no Mercosul inaugura uma nova fase de relações da Bolívia com os países do Sul do continente.
*Com informações da agência pública de notícias de Cuba, Prensa Latina
Fonte - Agência Brasil  29/04/2013