sábado, 18 de agosto de 2012

Audiência Pública do Sistema Metroviário de Salvador - Nossa participação ( Movimento Salvador Sobre Trilhos )

clique para baixar o Edital

Foto - Marcos Souzza
 Foi realizada nesta sexta feira 17/08/2012 no novo auditório da Assembleia Legislativa da Bahia a 1ª das três (3) audiências publicas promovidas pela Sedur e Gov. do Estado da Ba. para a licitação do Sistema Metroviário de Salvador e região Metropolitana ( Lauro de Freitas).Na audiência foi exibido um vídeo institucional sobre o projeto apresentando os diversos aspectos técnicos do mesmo.Foram apresentados também a forma como se dará a licitação através de pregão na Bovespa em SP e o regime de PPP para a construção e operação do mesmo.O Sec. da casa civil, Rui Costa e o Sec.Desenvolvimento Urbano  Cícero Monteiro  abriram a audiência destacando a importância da implantação de um sistema de mobilidade que atenda ao crescimento da população de Salvador,cidade onde o trafego de veiculos aumentou 50% nos últimos dez anos.Após as apresentações das questões referentes ao projeto e a fala das autoridades presdentes,foi iniciado o debate com a participação dos inscritos,representantes da sociedade civil,entidades populares,profissionais liberais,representantes de movimentos sociais dentre os quais o Movimento Salvador Sobre Trilhos,ao qual representamos,e do público presente.
Movimento Salvador Sobre trilhos
 Em nossa intervenção abordamos uma questão técnica ref.ao modo de operação adotada no projeto para as duas (2) linhas e sugerimos novos estudos sobre o sistema operacional escolhido em " Y" proposto no projeto o que significa que as duas linhas (1 e 2 ) trafegarão juntas no trecho comum entre a estação da Lapa e a Estação Bonoco, dai então se dividindo.Esse sistema ainda usado em algumas linhas antigas de Metro pelo mundo tem aqui no Brasil dois (2) sistemas semelhantes,o do metrõ de Recife e do Rio de Janeiro.O nosso questionamento,e isso também já foi abordado por alguns especialistas em matérias relativas a essa assunto,é que mesmo com a tecnologia hoje existente de controles automáticos de operação, poderão ocorrer problemas no futuro na operação do sistema com o provável aumento no carregamento e uma possível variação de  demandas entre as  2 ( duas) linhas provocando um desequilíbrio em virtude da necessidade de ter que se dar prioridade a linha com maior carregamento provavelmente sacrificando a outra linha com menor fluxo.Além disso o trecho comum as duas linhas esta situado na maior parte sobre o elevado do Bonoco sem áreas de manobras existentes o que causaria sérios problemas em caso de uma pane ou um  acidente com uma composição paralisando todo sistema.A nossa sugestão é que apenas o Metro da linha um (1) opere nesse trecho e a linha 2 opere com o sistema de transferência,como a grande maioria dos metrôs pelo mundo,ou seja a linha dois ( 2 ) SSA / L.de Freitas) ao invés de partir da Estação da Lapa, partiria da estação da Rt.do Abacaxi (situada logo após a Estação do Bonoco),com a transferência dos pasgs.(com destino a  av.Paralela / Aeroporto e L.de Freitas) da linha um (1) para a linha (2) nessa estação,dando dessa maneira total independência a operação das duas linhas que poderiam trabalhar de maneira mais segura com radway diferentes ( intervalos entre os trens ) de acordo com necessidade de cada uma.Não que isso seja totalmente impossível em um sistema em "Y" mais torna-se mais delicado e complicado exigindo muito mais cuidado e tem limitações. Todo sistema de metro moderno funciona com sistema de transferência por integração física e tarifária.O Chf. de Gab.da Sedur o Sr. Eduardo Copello  em sua resposta as minhas intervenções, afirmou que esse assunto esta sendo estudado e discutido para uma melhor avaliação e pode esta sujeito a mudanças.Avalio que dependendo do consorcio ou empresa vencedora da licitação isso poderá com certeza sofrer alguma alteração pois poderá haver uma concepção diferente sobre esse tema entre as empresas ou consórcios que irão participar da licitação.Ainda sobre o tema questionei o impacto negativo que a construção de mais 2(dois) elevados deverão causar naquela área ,final da Av. Bonoco e a confluência da mesma  (Local que ainda assim oferece uma "bela vista" ) com a Av. ACM, em virtude da existência dos antigos viadutos e o atual elevado do próprio Metrô que já compromete o aspecto urbano naquela via com o empobrecimento da paisagem local. Av.Bonoco e parte da Av. ACM ficarão em parte submersas sobre um "céu de concreto".Questionei também sobre o projeto RIT ( Rede Integrada de Transportes) do SETPS / SETIN  ( Sindicato das empresas de ônibus e Sec.Municipal de Transportes e Inf. de SSA ) ao que chamei de projeto empacotado de Curitiba e que vejo no mesmo uma tentativa de engessamento do futuro sistema metroviário e da sua  inviabilização ( operando como um sistema paralelo e concorrente) apostando numa presunçosa cultura que o nossa população já está acostumada e só sabe andar de ônibus.Esquecem que o povo da nossa cidade que pena e sofre nesse sistema transporte arcaico e obsoleto,imposto a Salvador logo descobrira  a real diferença e todas as vantagens que serão oferecidas pelo transporte sobre trilhos seguro,eficiente,rápido e confortável, a migração e a adaptação a exemplo do que ocorreu em São Paulo e em diversas outras cidades pelo mundo vai ser rápida e o povo não titubeara na sua escolha.Lembrei ainda que o fato de que apenas se trocar pneus pequenos (carros) por pneus grandes (ônibus) não resolve os problemas da Mobilidade Urbana, pois transportes de massa só se resolvem sobre trilhos.Disse também que ônibus são importantes,pela capilaridade, e não podem ser descartados pois alcançam locais onde os Trens e os Metrôs não conseguem chegar (embora os VLTs já possam chegar mais perto deles), mas dentro do contexto os ônibus cumprirão o seu real papel e a sua finalidade com sistema alimentador e complementar nada mais alem do que isso.Ouvi com resposta do Sr.Eduardo Copello que todos os cuidados estão sendo tomados nesse sentido para que os sistemas funcionem integrados e não como sistemas concorrentes e paralelos.Chamei atenção para importância de que todos os modais devem funcionar com a integração física e tarifária com bilhetagem eletrônica única, por tempo de permanência em todo o sistema ( por hora), condição essencial para todo o sistema possa funcionar com eficiência e também dessa maneira oferecer ao usuário agilidade, flexibilidade,opção de escolha com a  liberdade de poder traçar o seu próprio itinerário de acordo com a sua própria conveniência.Após o encerramento do evento tive a oportunidade de conversar pessoalmente com os Sr.Eduardo Copello sobre os assuntos tratados nessa audiência. A.Luis / Pregopontocom / Salvador Sobre Trilhos

Bonde mais antigo do País volta a circular em Santos

Bonde_santos
R7.com
Veículo roda de terça a domingo, das 11h às 17h; passagem custa R$ 5,00

O bonde aberto 32, o mais antigo do País em atividade, retornou às ruas do centro histórico de Santos, litoral de São Paulo, na última terça-feira (14). Ele foi trazido à cidade em 1911.
O bonde passou por um trabalho de restauração feito pela CET-Santos. O veículo voltou a funcionar com as mesmas características que operava nos anos de 1950, data de sua primeira reforma.
A restauração do bonde só foi possível após a descoberta de uma foto de época, guardada nas instalações da Fundação Arquivo e Memória de Santos.
Todos os equipamentos foram reformados ou reconstruídos fielmente. Os detalhes da carroceria e da dianteira foram refeitos exatamente como o original. As peças passaram por uma ampla revisão.
A Linha Turística de Bondes, que tem o seu ponto de partida na praça Mauá (estação ‘Buck Jones' - Centro), passa por 40 pontos de interesse histórico na região central da cidade. Os passeios são feitos de terça a domingo, das 11h às 17h. A passagem custa R$ 5,00.
Fonte - R7.com Noticias

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

150 Mil Usuários em dois Meses de Operação do Metrofor



Metr
Fortaleza - Em 15 de junho deste ano, o primeiro trecho da linha Sul do Metrô de Fortaleza foi entregue à população, contando com 12 estações que ligam os municípios de Fortaleza, Maracanaú e Pacatuba. Desde então, teve início a fase de teste do projeto, chamada de operação assistida, na qual os usuários tem acesso gratuito ao novo equipamento de segunda a sexta-feira, no horário de 08 horas as 12 horas. Nesses dois meses de funcionamento, mais de 150 mil pessoas usufruíram do transporte, sendo o mês de julho, em razão das férias escolares, o mais movimentado, com uma média de 4.000 passageiros por dia.
A qualidade do serviço, que teve investimento de R$ 1,8 bilhão, tem sido comprovada nas 26 viagens diárias realizadas em cerca de 20 minutos pelos três Trens Unidade Elétrica (TUEs) do metrô entre a estação de Parangaba, em Fortaleza, e a Carlito Benevides, em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). De acordo com o presidente da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos, Rômulo Fortes, em breve a via estará completamente concluída, se estendendo até o Centro da capital. “Vamos ter o metrô em operação assistida até o fim deste ano e ano que vem, com certeza no segundo semestre, a gente entra em operação comercial com ele completo”, garante o titular da empresa.
Para chegar a essa meta, ainda é necessária a eletrificação do trecho que vai de Parangaba ao Centro. Neste percurso, o metrô passará por mais oito estações que ainda não foram inauguradas. Duas delas, a Juscelino Kubitschek e a Padre Cícero, foram incluídas nas obras da Copa 2014, estando em fase de cravação de estacas e escavações. Na estação José de Alencar, penúltima antes do final da linha, já foi concluído o mezanino e está se iniciando a armação de concretagem de laje de forro. A última estação da via, a Chico da Silva, tem o concreto pronto e está sendo feito o assentamento do granito do piso, além dos acabamentos em verniz.
Estações da Linha Sul
Estações em operação assistida desde 15 de junho: Carlito Benevides (antiga Vila das Flores), Jereissati, Maracanaú, Virgílio Távora (antiga Novo Maracanaú), Raquel de Queiroz (antiga Pajuçara), Alto Alegre, Aracapé, Esperança (antiga Conjunto Esperança), Mondubim, Manoel Sátiro, Vila Pery e Parangaba.
Estações que ainda não foram inauguradas: Juscelino Kubitschek (antiga Montese), Couto Fernandes, Porangabussu, Padre Cícero, Benfica, São Benedito, José de Alencar (antiga Lagoinha) e Central – Chico da Silva.
Assessoria de Imprensa do Metrofor
Luanna Patrícia (85 3101.7115 - 85 8833.0407)
Fonte -  Pintonews 15/08/2012

BRT.É o barato que sai caro. (O BRTrem do Rio)

‘Solução é temporária’

Mal “nasceu” e o primeiro corredor exclusivo de ônibus no Rio - o BRT Transoeste - já transporta os passageiros apertados e sem conforto. Para o engenheiro Luiz Antônio Cosenza, membro da divisão técnica de transportes do Clube de Engenharia, o BRT é uma solução temporária para o transporte público da zona oeste.
Foto: É o barato que sai caro. 

‘Solução é temporária’

Mal “nasceu” e o primeiro corredor exclusivo de ônibus no Rio - o BRT Transoeste - já transporta os passageiros apertados e sem conforto. Para o engenheiro Luiz Antônio Cosenza, membro da divisão técnica de transportes do Clube de Engenharia, o BRT é uma solução temporária para o transporte público da zona oeste. 
“Essa é uma solução imediata, mais barata, para poder inaugurar até a
Copa do Mundo, mas depois disso precisa ser revista. Em alguns anos não
conseguirá atender à demanda futura. Trocar os ônibus articulados por
biarticulados pode ajudar”, afirmou. Segundo Cosenza, o BRT só será viável enquanto a demanda não ultrapassar 15 mil passageiros por hora no mesmo sentido: “De 15 a 25 mil, teria que ser o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e, acima disso, só o metrô resolve”. 

Durante os horários de pico o sistema está transportando 10 mil pessoas.
Na sexta-feira foi registrado um total de 26.841 passageiros e, no sábado, de
15.718 usuários.

“Essa é uma solução imediata, mais barata, para poder inaugurar até a 
Copa do Mundo, mas depois disso precisa ser revista. Em alguns anos não
conseguirá atender à demanda futura. Trocar os ônibus articulados por
biarticulados pode ajudar”, afirmou. Segundo Cosenza, o BRT só será viável enquanto a demanda não ultrapassar 15 mil passageiros por hora no mesmo sentido: “De 15 a 25 mil, teria que ser o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e, acima disso, só o metrô resolve”.
Durante os horários de pico o sistema está transportando 10 mil pessoas.
Na sexta-feira foi registrado um total de 26.841 passageiros e, no sábado, de
15.718 usuários.

Fonte -  Metro Rio News 


"Fernando Molica: Um trem para o lugar do 'BRTrem'

Rio - O prefeito Eduardo Paes bem que procurou batizar o sistema de ônibus expressos da Transoeste. Tentou emplacar o nome ‘Ligeirão’, adaptação do ‘Ligeirinho’ de Curitiba, mas bastaram alguns dias para que a população, imbatível no quesito criatividade, recorresse ao nome original — BRT, abreviatura de Bus Rapid Transit — para inventar o termo ‘BRTrem’, maldade que, ao remeter à SuperVia, traduz o aperto enfrentado pelos passageiros. Apesar de proporcionar viagens mais rápidas que os ônibus tradicionais, o sistema, nesse seu início, demonstra não ser a panaceia para o complicado deslocamento numa cidade que tem mais de 70 quilômetros de uma ponta a outra.
O problema é que a prefeitura insistiu em algo condenado por todos os especialistas — o uso de ônibus para o transporte de massa. É até lugar-comum ressaltar que deslocamentos de muita gente por dezenas de quilômetros devem ser feitos sobre trilhos; os trens levam mais passageiros e têm a vantagem adicional de não soltar fumaça. Os ônibus do BRT são maiores e mais bonitos que os convencionais, mas não deixam de ser ônibus, incapazes de absorver a demanda gigantesca de uma cidade com o Rio. Mesmo assim, a prefeitura quer levá-los para a Transcarioca e a Transolímpica. Claro que o BRT da Transoeste deverá ser melhorado, sua implantação acabou de acontecer, há condições de torná-lo mais eficiente. Mas essas melhorias têm um limite: em 2016, o sistema deverá chegar ao Jardim Oceânico, na Barra, onde é prevista uma conexão com o metrô. É fácil imaginar o que acontecerá quando passageiros saídos de seis vagões correrem para embarcar num ônibus, por melhor e maior que seja.
Em três anos e meio de mandato, Eduardo Paes tem o grande mérito de ter desencavado projetos quase lendários, como o aterro sanitário e a revitalização da região portuária. As vias expressas também são pontos positivos, mas a opção pelo ônibus deveria ser revista. O mais difícil — abrir túneis, viabilizar a construção do leito dos corredores — já foi feito. Paes poderia transformar em limonada o limão expresso no irônico apelido ‘BRTrem’ — isto, se implantar naquelas vias um sistema de transporte sobre trilhos, como o VLT que seu próprio governo quer colocar no Centro. Sairia mais caro, mas além de trazer mais benefícios para a população, geraria, no prefeito, o orgulho de ter reabilitado o uso da palavra trem entre nós.

Fernando Molica é jornalista e escritor | E-mail: fernando.molica@odianet.com.br"
Enviado por :  Edinillson Pereira 15/08/2012

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Governo anuncia programa de R$ 133 bi para ampliar rodovias e ferrovias

Dilma Rousseff, durante anúncio de novas medidas econômicas e investimentos e em infraestrutura Redação, Rede Brasil Atual
Foto: Roberto Stuckert   Fo./PR
 O governo federal acaba de anunciar, em cerimônia no Palácio do Planalto, um programa para rodovias e ferrovias que prevê investimentos públicos e privados da ordem de R$ 133 bilhões nos próximos 20 anos – sendo quase R$ 80 bilhões até 2017.
Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, a iniciativa “restabelece a capacidade de planejamento e integração” do sistema brasileiro de transportes, cujas estratégias estarão articuladas às cadeias produtivas do país.

Passos classificou as obras como “um passo adiante” em relação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que, a partir do segundo governo Lula, deu início a uma série projetos nas áreas de infraestrutura e logística.
Para essa nova etapa, informou mo ministro, o governo enviará ao Congresso projeto de criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), em substituição à Empresa de Transportes Ferroviários de Alta Velocidade (Etav).
O novo programa prevê ainda investimentos em outras áreas do transporte, como portos e hidrovias, mas estas ações serão anunciadas apenas na próxima semana.
Estão previstas concessões de 7,5 mil quilômetros de estradas federais, o que, segundo o ministro, permitirá a duplicação dos principais eixos rodoviários do país. Os investimentos em rodovias, pelo programa, serão de R$ 42 bilhões, sendo R$ 23,bi nos próximos cinco anos.
No âmbito ferroviário, o investimento será de R$ 91 bilhões, sendo R$ 56 bi até 2017. O objetivo é a construção de 10 mil quilômetros de ferrovias.
A cerimônia continua. Depois do ministro, deve falar a presidenta Dilma Rousseff.”

Audiência sobre VLT de Cuiabá será nesta quinta-feira

A NOVELA CONTINUA

Só Notícias

O juiz federal Julier Sebastião intimou o secretário de Fazenda, Marcel Souza Cursi, o secretário-extraordinário da Secopa, Maurício Souza Guimarães, e o engenheiro responsável pela construção da obra para a implantação do VLT, para uma audiência de justificação prévia, amanhã, às 14 horas."Antes da análise do pedido de reconsideração, considerando que não fora oportunizado a relevância dos fundamentos suscitados pelo Estado de Mato Grosso, o notório interesse público subjacente à lide e o receio de irreversibilidade do provimento liminar, na forma do art. 12 da Lei nº 7.347/85, designo audiência de justificação prévia", afirmou o magistrado.
O juiz acatou ação civil pública proposta pelos Ministérios Público Federal (MPF) e Estadual (MPE) na última sexta-feira (3) e proibiu a continuidade de todos os projetos ou obras em andamento destinados a implantação do modal de transporte para a Copa do Mundo de 2014.
De acordo com a ação, a investigação conjunta dos Ministérios Públicos identificou uma série de irregularidades que vão desde a escolha do modal de transporte público até o estudo de viabilidade adequado. Para os procuradores da República, Rodrigo Golívio e Ana Carolina Tannús Diniz e o promotor de Justiça Alexandre Guedes, que integram o Grupo Especial de Fiscalização do Planejamento e Execução da Copa do Mundo de Futebol 2014 (Geacopa 2014), "a falta de planejamento na operação do modal, a inexistência de política metropolitana de trasporte coletivo e o fato de não haver possibilidade da obra ficar pronta dentro do prazo e nem de cumprir os custos estabelecidos tornam o projeto inviável".
Sustentam que enquanto o BRT custaria aos cofres públicos aproximadamente R$ 323,89 milhões, o VTL conforme publicação no Diário Oficial do Estado, custará o montante de R$ 1.477.617,15 bilhão, ou seja, equivalente a 4 vezes o valor inicialmente orçado para o BRT. Consta ainda na ação que os problemas também aparecem nos custos operacionais, enquanto o BRT é projetado em R$ 3,73 por km, o VLT sairá pelo valor de R$16,66. "O custo operacional do BRT, por ano, é estimado em R$42.392.712 milhões, enquanto que o custo operacional anual do VLT é estimado em R$ 65.724.582 milhões".Fonte
Revista Ferroviária 14/08/2012

Comentário Pregopontocom
O mais interessante nessa história é o valor do orçamento do projeto do BRT onde os seus defensores não incluem ai outros custos do ref. projeto, entre eles o alto custo das desapropriações para a implantação do mesmo que aumentara em muito o valor dos custos com toda a obra,fora os custos sociais,urbanos,e demolição de parte de uma área histórica da cidade,os prejuízos ambientais, o comprometimento futuro da mobilidade urbana na cidade.Cabe uma analise técnica  sem paixões,e sem a participação dos interesses lobistas,que em nada contribuem para com o real interesse social da população e da cidade,apenas defendem os seus interesses particulares e comerciais.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

'Não há futuro sem mobilidade'

Entrevista

O transporte urbano é precário, em especial o ferroviário, quase inexistente. Outra coisa que me assustou foram as condições das vias, com muitos buracos. O melhor que vi é que a população, mesmo com tantos problemas, é disciplinada. 

O Estado de S.Paulo
foto - ilustração
Aos 55 anos, há 20 trabalhando na área de trânsito em empresas e universidades, o alemão Michael Schreckenberg se interessou por São Paulo em 2009, ao ler sobre um congestionamento recorde de 293 km. Após percorrer 30 quilômetros em duas horas na cidade, ele falou ao Estado:

O que o senhor viu de melhor e de pior no trânsito de São Paulo?
O transporte urbano é precário, em especial o ferroviário, quase inexistente. Outra coisa que me assustou foram as condições das vias, com muitos buracos. O melhor que vi é que a população, mesmo com tantos problemas, é disciplinada. Os motoristas não buzinam muito. Os motoristas aceitam os motociclistas e abrem um corredor para eles passarem. Isso é um grande problema, pois não há uma regra clara. Em nenhum outro lugar no vi situação parecida.

Como melhorar o trânsito?
O controle não só das emissões dos automóveis, mas da qualidade técnica no que diz respeito às condições do carro. Isso melhoria o trânsito pois não haveria tantos veículos quebrados. Faltam acostamentos adequados. Outra medida seria a cobrança de impostos pelo uso do carro. A médio e longo prazos, são necessários trens para ligar as regiões da metrópole às periféricas. Outra solução seria criar faixas para carros com mais de uma pessoa.

Qual o papel da indústria automobilística nessa discussão?
A indústria está bastante interessada. Percebeu que seu papel não é só vender carros, mas também ajudar a construir a mobilidade futura. Um trabalho que elas estão desenvolvendo, e que envolve alta tecnologia, é a da conectividade, que permitirá a comunicação entre os carros. Será possível passar informações sobre congestionamentos, acidentes e situações de perigo para que o motorista evite a área com problema.

O que acha do caso do Brasil?
Infelizmente, o carro ainda expressa mobilidade individual e liberdade. Nos planejamentos de crescimento, o trânsito fica nas últimas posições, mas deveria constar no início dos projetos. Deveríamos planejar o futuro com o carro, pois não acredito que haverá um futuro sem mobilidade individual. 
Fonte - Revista Ferroviária 13/08/2012

Um gari brasileiro em Londres e os “caboclos incomodados que queriam ser ingleses”

Um gari brasileiro em Londres
Por: Wagner Iglecias* Especial para o Maria Frô


Cerimônias de encerramento de Olimpíadas sempre reservam um espacinho para que a cidade que sediará a próxima edição dos Jogos se anuncie. Se em 2008, em Pequim, Londres se apresentou ao público presente e aos bilhões de telespectadores mundo afora com a entrada triunfal, no estádio, de um daqueles tradicionais ônibus vermelhos de dois andares, ao som de rock and roll, no caso do Rio na cerimônia de encerramento dos Jogos de Londres quem abriu nossa participação foi um gari da Comlurb, a empresa de limpeza urbana da cidade do Rio de Janeiro.
Gari que, diante do “keep away” do segurança britânico, lhe estendeu a mão e lhe puxou para o samba. E que logo depois, do alto de sua vassoura, como diria Boris Casoy, lhe mostrou a complexidade cultural do país que será a sede da próxima Olimpíada: índios, Yemanjá, capoeiristas, samba, maracatu, o malandro da Lapa, o calçadão de Copacabana, Villa Lobos…
Lembro do tempo em que nosso projeto de país era ingressar no “Primeiro Mundo”. Era esta a nossa ilusão, envergonhada ou nem tanto, há duas décadas. Mal saíamos da ditadura, consagrávamos uma Constituição prenhe de direitos sociais e já dávamos de cara com o jogo duro, duríssimo, do neoliberalismo anglo-saxônico, que inclusive chegava até tardiamente nestas terras, se comparado ao que já se passava em outras partes da América Latina.
Pois bem, os tempos mudaram, e o Brasil se mostrou ao mundo, nesta cerimônia de Londres, pela figura de um homem negro, pobre e trabalhador, que abre os braços e um sorriso largo àquele que lhe é diferente. Países e sociedades, obviamente, criam e recriam imagens de si mesmos, inventam e reinventam o modo como se vêem e como querem ser vistos pelo mundo. Assim como os USA se idealizam para si e para o mundo como a pátria da liberdade, nós nos idealizamos como o país da convivência pacífica entre os diferentes. O que, pelo menos no nosso caso, a realidade todos os dias se encarrega de questionar e tantas vezes desmentir.
Há quem torceu o nariz para aquilo que entendeu como uma representação clichê da cultura brasileira e da complexidade de nossa sociedade nesta cerimônia. Como se a Rainha Elizabeth II, o agente 007 e Pink Floyd não fossem também, neste sentido, meros clichês nos Jogos de Londres, posto que ícones reconhecidos mundialmente como pertencentes à cultura britânica. A discussão de como nos mostraremos ao mundo na cerimônia dos Jogos do Rio 2016 deverá se estender pelos próximos anos, e deverá ser acalorada. Eu, do meu lado, quero mais é ver o povo brasileiro sendo mostrado para o mundo. E, mesmo sabendo de nossas tantas mazelas e dos tantos obstáculos que fazem as relações entre os brasileiros, das mais variadas cores e classes, não ser lá tão pacíficas, quero poder continuar acreditando, como disse Darcy Ribeiro, que a boa convivência talvez venha a ser a grande herança que o Brasil legará ao mundo. Já em relação àqueles que se incomodaram com o gari brasileiro em Londres, tudo o que posso dizer é a frase de Cazuza que me veio à cabeça: “são caboclos querendo ser ingleses”. Viva o Brasil !!!

*Wagner Iglecias é doutor em Sociologia e professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP.
Fonte - Do Blog Maria Fôr   12/08/2012

O Brasil em Londres e as aves de rapina da internet


Miguel Baia Bargas.
Nos QGs da trollagem virtual, estavam todos com os dedinhos de prontidão. Terminou o aperitivo cênico brasileiro e os gatilhos foram disparados.
Para um troller do UOL "o país é uma vergonha aos mostrar mulatas".
Para outro, no mesmo jornal, faltou o "carro alegórico dos corruptos do PT".
Para um terceiro, um "absurdo perder tanto tempo mostrando um simples gari".
Um quarto afirmou que "o Brasil nunca chegará aos pés da Inglaterra em talento artístico".
Não impressiona que os comitês de trollagem a serviço da oposição reforcem, com devoção, a síndrome de vira-lata. A turma de Soninha e Eduardo Graeff é bem treinada para executar esse "serviço".
Como de costume, comentaristas profissionais do UOL, Estadão e G1 esforçam-se por parecer não-brasileiros. Fantasiam um estrangeirismo caricato. Oniscientes e indignados, pranteiam como se fosse obrigados a viver ao sul do Equador.
Rotulam-se como superiores, como se seus avós ou bisavós não tivessem chegado ao Brasil com uma mão na frente e outra atrás, muitos deles mal vestidos e mal alimentados.
Evidentemente, o pensamento conservador, típico do eleitorado da trinca PSDB-DEM-PPS, não contempla valor na miscigenação. Para esses, no fundo, misturar equivale a "estragar a raça", como dizia Monteiro Lobato.
A mulata lhes causa constrangimento e, muitas vezes, nojo, mesmo quando delas são diretos descendentes. Adoram destilar pequenos venenos sobre a anatomia dos afro-brasileiros.
Logicamente, o história da "corrupissaum" não podia ficar de fora. É o mantra histórico de todo fascista, devotado a denunciar vícios alheios. O adversário deve ser desprezado, humilhado e, por fim, criminalizado.
Logicamente, o gari causou-lhes repugnância. Como pupilos de Boris Casoy, adeptos das doutrinas disseminadas no velho CCC do Mackenzie, adoram barreiras sociais e incomodam-se tremendamente com a diversidade.
Para esses, em vez do funcionário da limpeza pública, talvez o ideal fosse apresentar em Londres engomados como Daniel Dantas, Demóstenes Torres, Cachoeira e o pistoleiro das letras Policarpo Jr.
Houve quem repudiasse os índios, classificados como "vagabundos cachaceiros que vivem dos nossos impostos". Previsível.
É esse tido de visão que embasa a campanha da direita contra as "ações afirmativas". É isso que a gente bandeirante pensa do povo da terra, desde 1554. É isso que um bandeirante ensina a seu filho.
Obviamente, era de se esperar a sentença de inferioridade, o registro de suposta superioridade do gringo. E ela veio no elogio embasbacado da festa londrina, como se os países disputassem a medalha do espetáculo midiático.
Evidentemente, selou o destino brasileiro: "nunca serão capazes de fazer algo melhor".
Afinal, trata-se de estratégia antiga de controle e submissão. Diga ao brasileiro que ele é incapaz, que é menor, que não presta. Drene suas forças e sobre ele exerça pleno domínio.
Pior que isso: convença-o a repetir essa sandice, todos os dias.
A campanha contra a Rio-2016 começou neste domingo de agosto e tomou conta das redes sociais. Na mira dos sabotadores, o Brasil e os brasileiros. A guerra começou.


Walter Falceta Jr.
Comentário Castphoto
O Walter Falceta foi MUITO brando. Essa é a turma que expressa a ideologia dos grupos MILICANALHAS dos grupelhos guararapes, barabacena, ternuma “et cataerva”. Aqueles mesmos torturadores, assassinos boçais que se dizem “democratas” e “defensores da democracia”.
Não passam de VAGABUNDOS e/ou APÁTRIDAS quase todos imeritamente sustentados pelos nossos impostos.
No Blogoosfero / Fonte - Com Texto livre  13 de agosto de 2012

domingo, 12 de agosto de 2012

Deputado Federal condena decisão de suspender obras de VLT de Cuiabá (MT) e suspeita de decisão política


De acordo com o parlamentar esta é uma obra cara sim, mas é uma obra definitiva.
O deputado federal Júlio Campos (DEM/MT) lamentou a decisão tomada pela justiça federal de Mato Grosso de suspender as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Mato Grosso. E afirma que há até suspeitas de que a decisão tomada em suspender o VLT seja de cunho político, e de que o Ministério Público e a Justiça em Mato Grosso estariam em conluio na tentativa de atrapalhar em Cuiabá as obras da Copa do Mundo de 2014.
“Não é a primeira vez que isso acontece. Há até suspeitas de que esta é uma decisão política no sentido de atrapalhar o bom andamento desta importante obra que vai ajudar e muito o transporte da população mais carente de Cuiabá, Várzea Grande e da baixada cuiabana”, argumenta Júlio Campos.
De acordo com o parlamentar esta é uma obra cara sim, mas é uma obra definitiva. “Todos os países desenvolvidos da Europa têm VLT hoje, e é muito mais moderno que o sistema BRT, que é um sistema de ônibus”, afirmou Júlio Campos.
De acordo com o parlamentar, ele condena a atitude desses cidadãos que são pagos para servir a população e só querem atrapalhar o desenvolvimento econômico-social e político do Estado de Mato Grosso.
“Lamentavelmente mais uma vez o Ministério Público de Mato Grosso em conjunto com a Justiça tomaram decisão errada e pisaram na bola e estão realmente atrapalhando o bom andamento das obras para a Copa de 2014 em MT”, argumenta.
O parlamentar democrata, experiente, ex-governador do Estado, acredita que toda a classe política de MT tem que reagir a esta decisão. “Eu confio que o Tribunal Federal da 1ª região vai cassar esta decisão que foi estapafúrdia sem nenhum embasamento técnico-jurídico. Tudo indica que foi apenas por questão político-partidária”, avalia Júlio Campos.
Júlio Campos ressaltou também que a população preferiu o VLT que o BRT e até foram às ruas se manifestar em defesa deste sistema moderno de transporte.
Expresso MT – 12/08/2012
Postado por SINFERP / Fonte - São Paulo Trem Jeito  12/08/2012